terça-feira, 31 de dezembro de 2013

The Lost Colony

"The Lost Colony (Artemis Fowl 5)", de Eoin Colfer (ainda não publicado em Portugal)

Sinopse (inglês):
Ten thousand years ago, humans and fairies fought a great battle for the magical island of Ireland. When it became clear that they could not win, all of the faeries moved below ground—all except for the 8th family, the demons. Rather than surrender, they used a magical time spell to take their colony out of time and into Limbo. There they have lived for decades, planning their violent revenge on humans.
Now the time spell is unraveling, and demons are beginning to materialize without warning on Earth. If humans were to find out about them, all faeries would be exposed. To protect themselves, the faeries must predict when the next demon will materialize. But in order to do so, they will have to decipher temporal equations so complicated, even a great brain like Foaly can't understand them. But he knows someone who can: Artemis Fowl.
So when a confused and frightened demon imp pops appears in a Sicilian theater, Artemis is there to meet him. But he is not alone. Someone else has unlocked the secrets of the fairy world and managed to solve complex mathematical problems that only a genius could. And she is only twelve years old...


Opinião (audiolivro):
Este foi, sem dúvida, o melhor livro da série Artemis Fowl, até agora! Apesar do início um pouco mais fraco e menos claro do que eu gostaria, rapidamente o enredo se tornou completamente viciante.

O início não me convenceu por duas razões:
1. O autor nunca nos explicou devidamente como é que o Artemis conseguia prever os eventos que envolviam os demónios.
2. A Minerva (nome muito ligado ao do próprio Artemis) não me convenceu enquanto génia precoce.

Mas assim que o génio em acção voltou a ser o Artemis, a história tornou-se bastante mais interessante e desafiante. Gostei especialmente das potenciais consequências de várias acções mais audazes que o Artemis faz neste livro.
Outra coisa que gostei foi da comunidade de demónios. Mal posso esperar para ver mais desta espécie (e espero ver) que esteve separada de todas as outras durante tanto tempo.
E ainda a nível de enredo, aquele final foi muito bem conseguido, apesar de ser um pouco previsível.

A nível de personagens, tenho a dizer que adorei o Number 1. A forma como ele pensava e se comportava era genial. O Artemis, neste livro, mostrou-se mais maduro, independente e impetuoso, o que não é mau e reflecte um desenvolvimento que é bem-vindo.  Só tive pena da falta de desenvolvimento de personagens como a Holly e o Bttler, que tiveram muito pouco protagonismo desta vez.

A escrita do autor continuo muito boa. Sempre mais direccionada para os adolescentes, mas suficientemente aliciante para os adultos.

No geral, The Lost Colony foi uma leitura empolgante e mal posso esperar para ler o próximo volume da série. E, claro, recomendo!

Narração (Nathaniel Parker):
Este senhor dá outra vida aos livros e consegue tonar cada personagem única. Simplesmente consegue arranjar o tom de voz perfeito para estas aventuras e adoro o trabalho dele.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Besta

"Besta (Leviathan 2)", de Scott Westerfeld (Vogais Editora)

Sinopse:
O Behemoth é a besta mais feroz da Marinha britânica. Pode engolir navios de guerra com uma dentada. Os Darwinistas precisam dele mais do que nunca, agora que estão em guerra declarada com os Clankers.
Alek e Deryn estão juntos a bordo do Leviatã, e esperam conseguir levar a guerra a um impasse. Mas, quando a sua missão de paz falha, percebem que estão sós em território inimigo e que estão a ser perseguidos!
Com grande capacidade de improvisação, novos aliados, e muita coragem, Alek e Deryn estão prontos para enfrentar todos os desafios que o futuro lhes reserva.


Opinião (audiolivro):
O segundo livro da série Leviathan foi uma muito agradável surpresa. Acabei por gostar mais deste Behemoth do que do seu antecessor.
Com um enredo bem pensado, bem executado e que decorre no compasso certo, cheio de reviravoltas, intrigas e aventuras, Behemoth triunfou.
Grandes acontecimentos históricos deram origem a grandes desenvolvimentos de personagens, com as quais o leitor se liga ainda mais neste livro.
Tanto Alek como Deryn cresceram bastante a amadureceram, assim como aconteceu com outras personagens. Todas foram bem aproveitadas e mostraram-se interessantes.

E, tal como no volume anterior, adorei a forma como o autor usou a história real da guerra como base, modificando-a para que fizesse sentido no mundo rico e detalhado que criou. Nesse campo, também a nota final do autor (explicando o que de facto aconteceu e o que foi alterado) foi muito esclarecedora e apreciada.

Ao contrário do que aconteceu com outra série do autor, Uglies, aqui a escrita não me causou comichão, e na verdade funcionou na perfeição . Não deixa de ser, claramente, mais voltada para um público juvenil mas consegue ser bastante madura e densa, sem se tornar maçadora.

No geral, Behemoth é um livro ao qual não tenho nenhuma falha a apontar. Pode não ser perfeito mas continua a ser o melhor livro que li do leitor, até agora, e é pura diversão! Estou ansiosa por saber o desfecho desta fabulosa série. Recomendo!

Narração (Alan Cumming):
Mais uma vez o narrador surpreendeu. Alan Cumming sabe dar a entoação certa a cada momento da trama e consegue criar as vozes certas para cada personagem. Excelente trabalho!

Promessa de Sangue

"Promessa de Sangue (Academia de Vampiros 4), de Richelle Mead (Editora Contraponto)

Sinopse:
A saga continua e uma vez mais o amor tem de superar todas as dificuldades.
A vida de Rose Hathaway nunca mais será a mesma… O recente ataque à Academia São Vladimir devastou por completo o mundo dos Moroi. Muitos morreram e os poucos que foram levados com vida pelos Strigoi esperam um destino ainda pior… Porém, apenas uma vítima importa: Dimitri Belikov. Rose vai ter de escolher entre cumprir a sua promessa e proteger Lissa – a sua melhor amiga e a última das princesas Dragomir – ou abandonar a Academia e dar caça ao homem que ama.
Deverá Rose ir até ao fim do mundo para encontrar Dimitri e cumprir a promessa que ele lhe suplicou que fizesse? Terá ela força para destruir Dimitri ou irá sacrificar-se pela oportunidade de um amor eterno?


Opinião (audiolivro):
Depois do surpreendente volume anterior, as expectativas estavam altas.
A nível de enredo, e após os acontecimentos que fecharam o terceiro livro da série, foram notórias (e esperadas) as mudanças de cenário, de ritmo e de responsabilidade da protagonista. Somos apresentados aos alquimistas, sobre os quais fiquei bastante curiosa (suponho que o spin-off Bloodlines se foque neles) e também conhecemos melhor as comunidades de Damphyrs e até mesmo dos Strigoi.
Nestes campos o livro foi refrescante mas não gostei das artimanhas que a autora usou para nos manter a par do que se passava na academia, com a Lissa e com os outros, sendo que Rose passou todo o livro longe deles. Foi tudo muito fácil! A Rose entrava na cabeça da Lissa e sabia tudo o que se tinha passado na sua ausência. Muito conveniente!
Não gostei e achei que foi um produto de preguiça narrativa, usada até à exaustão. Teria sido bem mais interessante de a Rose apenas visse o presente e não pudesse vasculhar o passado. Teria criado mais intriga e não pareceria tão estupidamente conveniente.
Outra coisa que não gostei, ou melhor, detestei, foi o facto de a autora ter feito uma coisa que, infelizmente, é muito comum na fantasia: o velho uso de "é daquela raça, por isso é mau/vilão". Existe, neste livro, uma personagem que foi transformada em Strigoi (os mauzões) e, apesar de ele antes ter sido uma pessoa de bom coração, leal, e de ter sido transformado contra a sua vontade, bastou tornar-se Strigoi, para que tudo isso deixasse de ter importância e ele se transformar nu grande mauzão.
Eu detesto isto!
Detesto quando usam a 'raça' como desculpa para alterar completamente ou defenir por inteiro a  personalidade de uma personagem. É super-racista! E, sinceramente, a autora não dá nenhuma razão verossímil para esta mudança radical de atitude.
E foi, por isso, que este foi o meu maior problema com o livro.

Fora isso, achei o final muito previsível, embora muitos acontecimentos a meio do livro tenham sido bem conseguidos.

No que diz respeito às personagens, acabei por gostar da evolução de quase todas, em especial da Rose, da Lissa e do Adrian. Também gostei das novas personagens, como o Abe (aquela revelação no final, apanhou-me de surpresa), a Sidney e a família Belikov. Por outro lado, e como já referi, não gostei nada do desenvolvimento da tal personagem que mudou de raça.

A escrita da autora não decepcionou e pareceu-me até mais madura, mais focada.

No geral, Promessa de Sangue foi uma boa sequela, com bons desenvolvimentos e cenas marcantes, mas foi também um pouco previsível e, em certos aspectos, pouco imaginativa. Isso, contudo, não me impede de ter uma enorme vontade de ler a sequela.


Narração (Emily Shaffer):
Com uma nova narradora tenho de dizer que até gostei mais. A anterior não tinha tanta genica vocal.
Outra das coisa que tornou o audiolivro mais agradável foram os efeitos sonoros (banda sonora) e os sotaques que a narradora deu às personagens. Um trabalho agradável ao ouvido, depois de algum hábito.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal e Bom Ano de 2014

Aproveito para deixar votos de um Bom Natal, para quem o comemora, e um excelente ano de 2014, para todos!
Já sabem que podem ler, gratuitamente, "A Heroína e o Guerreiro", AQUI.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Promoção de Natal

Até ao final de 2013, decidi baixar o preço do “Angel Gabriel – Pacto de Sangue“.
Aproveitem para comprar o vosso exemplar por 0,99€ ou menos (disponível desde 0,75€).


A promoção já está em vigor na Smashwords e na Kobo. Brevemente também na Amazon e nos restantes revendedores.

domingo, 8 de dezembro de 2013

A Vida aos Quadradinhos - Outubro e Novembro 2013

Nos últimos dois meses li pouca BD mas acabaram por ser todas memoráveis, já que terminei 3 séries que seguia.

Gokusen 15 e Gokusen Katsuhen, de Kozueko Morimoto
As aventuras da Yankumi (Yamagichi) sempre me trouxeram um sorriso aos lábios. Gokusen é um dos mais aparvalhados e divertidos mangas que já li, por isso esperava um final em grande. Infelizmente isso não aconteceu. O final não foi propriamente mau, mas ficou aquém da restante série. Parece que jogaram pelo seguro, foram pelo mesmo caminho que sempre tinham ido e isso não me surpreendeu nem satisfez.
Ainda assim, Gokusen é um manga que reconheço que valeu a pena ler, pelas situações malucas, pelas personagens divertidas e pelas próprias mensagens: que não interessa em que família nascemos, o que interessa é o que fazemos na vida; e que até os delinquentes têm sentimentos e podem ser redimidos.
Se procuram uma história alucinada com situações hilariantes e personagens meias maradas, Gokusen é o a escolha certa.

Curiosidades: Gokusen teve direito a duas adaptações para televisão (1 anime e 3 temporadas de um live-drama) e uma adaptação para cinema.

Gokinjou Monogatari 5 a 7, de Ai Yazawa
Da mesma autora do conhecido "Nana" este Gokinjou Monogatari nunca me cativou realmente. As personagens irritavam-me mais vezes do que me  divertiam e, bem, tinha a sensação que já as conhecia de outros mangas da autora (Nana e Paradise Kiss).
O desenho é fofo e alguns dos relacionamentos são interessantes, mas é apenas mais do mesmo. Lembra-me demasiado o "Paradise Kiss", que eu já não tinha apreciado por aí além.
Gokinjou Monogatari não é um manga mau, por assim dizer, mas não é bom e acaba por cansar.
"Nana" é sem dúvida melhor trabalho da autora.

Curiosidades: Gokinjou Monogatari teve direito uma adaptação para televisão (anime). 

As Fantásticas Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy (3), de Filipe Melo, Juan Cavia, Santiago Villa
Chegaram ao fim as aventuras deste grupo de heróis que tanto me divertiram nos dois volumes antecedentes.
Depois dos acontecimento do segundo volume, seria difícil igualar o Apocalipse que aí se passou, por isso os autores decidiram focar-se mais nas personagens, ou melhor, no Dog Mendonça. Esta foi uma decisão acertada pois seria difícil fazer algo mais grandioso que no segundo. No entanto confesso que teria gostado de os ver a explorar mais o Pizzaboy. O que me pareceu que aconteceu, foi que as páginas foram poucas. Havia muita coisa para dizer e pouco espaço para o contar.
Dito isto, este é um desfecho mais que merecedor para esta série, com excelentes cenas, personagens interessantes e uma arte fabulosa. Contudo eu queria algo mais. Ou será simplesmente o sentimento de saber que este é o último volume?

Bem, se não conhecem esta BD, eu recomendo todos 3 livros. Estão há espera do quê?

Já agora, ficam os dois vídeos promocionais:

Terra Sonâmbula

"Terra Sonâmbula", de Mia Couto (Caminho & Leya)

Sinopse:
"Terra Sonâmbula" foi considerado um dos doze melhores romances do século XX em África. Moçambique, década de 1990. Numa terra devastada pela guerra, um menino sem memória é encontrado por um velho errante. Muidingae Tuahir, ambos marcados por conflitos que não entendem, desprovidos de passado e de esperança. Unidos, fazem de um machimbombo incendiado a sua casa, e de um diário, encontrado junto de um cadáver, a sua demanda. Nas linhas do caderno, Muidinga acredita ter um mapa que o levaráde volta à sua mãe. Nessa busca, o insólito par descobre-se, reinventa-se, enfrenta a insanidade e a miséria que grassam em seu redor, e recusa deixar morrer o alento. Tal como a terra que percorrem sem destino, uma terra que nunca dorme, nunca descansa, uma terra sonâmbula. Já adaptado ao cinema, "Terra Sonâmbula" foi considerado um dos doze melhores romances do século XX em África. Cruza elementos da cultura tradicional moçambicana com a própria história do país, realismo e magia, factos e símbolos, "Terra Sonâmbula" é, acima de tudo, um hino ao poder dos sonhos e da vida.

Opinião:
De Mia Couto só tinha lido um ou dois contos, que me haviam atiçado a curiosidade.
Este Terra Sonâmbula tem uma sinopse que me chamou a atenção e a verdade é que adorei este livro desde o primeiro parágrafo.
O autor tem uma voz muito própria, que é muito rústica, muito da terra, e é agradável para mim, enquanto leitora.
O problema é que o livro conta duas histórias distintas, mas interligadas, só que eu acabei por achar muito mais interessante a história do Tuahir e do Muidinga, do que a do Kindzu, sob quem recai grande parte da história.
Na realidade, no princípio, vi-me envolvida nas duas histórias de igual forma, no entanto a partir do momento que Kindzu abandonou a terra, e especialmente na segunda metade do livro, a história dele tornou-se repetitiva e particularmente irritante.
Por outro lado, a história do Tuahir e do Muidinga manteve-se sempre empolgante e profunda, talvez por me parecer mais real, menos fantasiosa (não que eu tenha alguma coisa contra fantasia, basta ver o que leio ao longo do ano) mas neste caso acho que, em determinados momentos, o autor foi além do que devia. Não em ter de testar a credulidade do leitor mas antes na forma como encarou as personagens e a história dramática de um país em guerra.

Dito isto, Terra Sonâmbula foi uma leitura muito boa, com momentos marcantes, personagens ricas e uma belíssima exploração de um povo que nos é tão próximo e, ao mesmo tempo, tão desconhecido. Percebe-se porque é uma obra de referência e é uma leitura que recomendo, apesar de tudo.

Capa, Design e Edição:
Esta está longe de ser uma das minhas capas favoritas da colecção de bolso da BIIS, mas não posso negar que está bastante simbólica. vale a pena comprara a edição de bolso, se a carteira estiver mais apertada. Não se perde muito em qualidade e lê-se bem.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Náusea

"Náusea", de Jean-Paul Sartre (Edições Europa-América)

Sinopse:
A Náusea pode considerar-se com a estreia literária de Sartre e foi saudada aquando do seu aparecimento como a revelação de um escritor de grande talento. Através do diário íntimo do protagonista, Antoine Roquentin, Sartre retrata com um realismo digno de Maupassant a vida e os habitantes de uma cidade de província. Mas, mais do que isso, adentra-se também na análise dos problemas da existência humana e dá-nos em antevisão embrionária todos os temas da sua reflexão filosófica posterior.

Opinião:
Normalmente gosto muito de ler clássicos, quer acabe por os apreciar, quer não, porque são sempre livros intemporais.
Náusea é isso mesmo: um livro que não envelhece. essa foi uma das coisas que mais me agradou neste romance/ensaio, pois esta história e estas deambulações poderiam acontecer em qualquer lugar e em qualquer momento da história. São temas universais: os que têm a ver connosco, com a nossa existência, enquanto pessoas, enquanto seres.

A primeira parte do livro manteve-me agarrada às páginas e queria mesmo saber o que se ia passar a seguir, no entanto a partir do meio o livro começou a divagar demasiado e tornou-se maçudo, até mesmo aborrecido em certos momentos.
Acho que o principal problema acaba por ser que há demasiado filosofia, o que era de esperar, no final de contas, mas já que se trata de um suposto romance, eu gostaria que tivesse encontrado um melhor equilíbrio.
O autor também criou diálogos demasiado surreais, que tentavam passar-se por normais mas que dificilmente o poderiam ser.

Por estas razões foi-me um pouco difícil terminar esta leitura, apesar de ver na obra muitas qualidades e de ter vários trechos assinalados como brilhantes. por isso mesmo o balanço final acaba por ser positivo. Esta é uma leitura que me fez pensar e isso é sempre bom.

Em suma, Náusea trata-se de um livro que vale a pena ler, embora não em atreva a aconselhá-lo a toda a gente.

Tradução, Capa, Design e Edição:
O trabalho de tradução de António Coimbra Martins está muito bem executado. A edição de bolso é acessível (economicamente falando) e vale bem a pena pois não se perde qualidade.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

::Conto:: O Farol

"O Farol", de Vitor Frazão (conto grátis)

Sinopse:
Um naufrágio trará nova vida às Ilhas Flannan ou apenas mais um cadáver para o indomável Atlântico Norte? A resposta cabe a Alan, sobre o olhar atento de duas estranhas criaturas…

Opinião:
Já sabem que adoro contos, e gosto deles de todos os tamanhos, mas alguns sofrem por ser, ou demasiado grandes, ou demasiado pequenos. O Farol sofreu do último mal.
Gostei da prosa e da forma como o autor escolheu contar a história mas acho que terminou muito antes do que deveria. Fica demasiado por saber e, mesmo que exista uma sequela, para mim este conto não funciona bem sozinho.
Dito isto, se houver sequela, eu serei a primeira a ler. O autor conseguiu captar a minha atenção!


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domingo, 10 de novembro de 2013

::Conto:: Anima Lusa

"Anima Lusa", de Pedro G.P. Martins (conto gratuito)

Sinopse:
Uma estrutura massiva, araneiforme, desceu sobre a atmosfera de Lisboa. Uma nave espacial, pensa-se, com um propósito científico: extrair uma substância essencial, um combustível, para que a nave alienígena possa descolar para outras paragens. E essa substância, que os invasores tanto precisam, e incessantemente sugam, e parece que nunca chega, tem o nome de... Anima lusa.

Opinião:
Anima Lusa tem uma premissa bastante interessante e um protagonista que consegue manter o leitor ligado. Tal como em "O Complexo de Golconda" (outro conto do autor), o conceito é relativamente complexo e isso pode tornar o conto menos acessível para que não esteja habituado à Ficção Científica.
No entanto acho que o autor conseguiu um bom equilíbrio de enredo e exploração científica, apesar de o final não me ter agradado totalmente, não posso deixar de dizer que foi, ainda assim, adequado.
Achei, também, que o conceito poderia ter sido mais explorado. O conto pareceu-me demasiado pequeno.

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Excecionais

"Excecionais (Uglies 4)", de Scott Westerfeld (Vogais & Companhia)

Sinopse:
Após a era dos Perfeitos, abre-se caminho a um novo mundo, embora não seja necessariamente um mundo melhor. Alguns anos depois de Tally Youngblood ter derrubado o regime, o mundo encontra-se num absoluto renascimento cultural, sem hierarquias nem regras definidas... em que a popularidade dita as regras. Ser famoso implica ter a casa mais sofisticada, a roupa mais luxuosa e inclusive os melhores amigos. Pelo contrário, ser um completo desconhecido faz de ti um alguém invisível, uma pessoa irrelevante, torna-te num excecional.

Opinião (audiolivro):
Este é o livro da série que eu considerei como absolutamente desnecessários!
Esta pode até parecer uma afirmação muito intransigente mas, olhando para trás, não há nada neste livro que eu considere essencial para o desfecho da série Uglies. Nada!
E tanto assim é que, por várias vezes, estive quase a desistir deste livro. E a única razão porque não o fiz foi por este ser mesmo o último.

Mas vamos por partes.
A mudança de protagonista foi, a meu ver, irrelevante, desnecessária e ineficiente. Aya não trouxe nada de novo à narrativa, e conseguia ser ainda mais irritante que a Tally. Como é possível? E, em grande parte, foi a Aya que contribuiu para que desgostasse tanto deste livro.  A sua personalidade era a mesma que Tally no livro 1, mas multiplicada por 10 (para pior, claro).
Das restantes personagens, só Friz se mostrou interessante, por culpa da sua honestidade. De resto só tenho a dizer que a Aya devia era concentrar-se em arranjar amigo decentes e uma família como deve de ser porque, com amigos como aqueles, quem precisa de inimigos? (O irmão era um idiota e o melhor amigo do irmão, que supostamente era melhor que ele, era outro idiota chapado (que a mandou para a água gelada))
Enfim ... a trama é ainda mais cheia de adrenalina que o livro anterior, e isso não jogou a favor da história, ou do desenvolvimento das personagens, Muita acção e pouca densidade emocional. Muito pouca, mesmo!

A ideia por detrás do livro está muito interessante, sem dúvida, mas a execução deixou muito a desejar. Não quero com isto dizer que é tudo mau! Por exemplo, sempre gostei da forma como o autor critica a sociedade actual, exagerando-a nos seus livros da série Uglies. Neste caso a atenção recaiu sobre as redes sociais e a forma como muita gente ganha a vida só porque é famoso, e nem tem de fazer grande coisa, só tem de se manter famoso (faceranks). Ou como outras pessoas são capazes de udo para se tornarem famosas.
Outra coisa que em agradou imenso foi a ideia por detrás dos Extras (Excecionais), que está muito bem conseguida.

Mas a verdade é que cheguei a um determinado ponto na história em que não estava minimamente interessada, e tanto me fazia que acabasse assim, ou assado.

A escrita do autor começou a irritar-me sobejamente neste livro, seja pelas palavras que as personagens usam sempre as mesmas expressões e a falarem todos como uns totós sem individualidade), quer pelo próprio vocabulário do narrador, que se mostrou um tanto ou quanto repetitivo, especialmente porque usava exageradamente uso das metáforas.

No geral, Excecionais foi um autêntico extra! Já agora, porque não traduziram o livro para "Extra", como devia de ser? É que o leitor, quando chegar ao fim do livro e perceber o que são os 'Excecionais', o nome não vai fazer sentido.
Preferia não ter lido este volume e assumir o terceiro como o fim da série. Teria ficado mais satisfeita com Uglies.

Narração (Carine Montbertrand):
Já habituada à narração de Carine Montbertrand, ainda assim estranhei certas coisas no audiolivro, como por exemplo a maneira como ela dizia Tally-sama ou qualquer coisa-sama, irritava-me. Via-se mesmo que nunca tinha ouvido um japonês a dizer.
Fora isso, fez um trabalho competente.

domingo, 27 de outubro de 2013

Tecendo Nós

"Tecendo Nós", antologia organizada por Ana Costa, Cristina Delgado e Renata Silva; com contos de Ana C. Nunes, Andreia Silva, Carla Ribeiro, Carlos Silva, Érica Bombardi, Fernando Évora, Manuel Alves, Pedro Pinto, Olinda P. Gil e Victor Eustáquio (ebook)

Sinopse:
Tecendo Nós é uma pequena antologia de contos criados para a assinalar o primeiro aniversário do Clube de Leitores em Português, um grupo criado no Goodreads.
Todos os contos encontram-se subordinados ao tema Imaginação vs Realidade.


Opinião:
Tratando-se de uma antologia e, como de costume, vou primeiro comentar o contos, um a um.

"Lili", de Manuel Alves
A minha opinião sobre este conto está AQUI, já que o conto também está disponível sozinho, com ilustrações do autor, que vale a pena serem vistas.

"Vivo, Morto X", de Érica Bombardi
Neste conto a prosa funcionou bem e o protagonista também, mas a trama não me convenceu, apesar de ter achado a intriga envolvente, simplesmente senti que faltava mais pano de fundo, mais informação sobre o que os levara àquela situação. Havendo dito isto, esta foi uma história que me manteve agarrada ao kindle do início ao fim.


"Sede de Ser", de Victor Eustáquio
As descrições contidas neste conto são bastante vivas e evocam sentimentos e emoções fortes no leitor; o autor tem jeito com as palavras. No entanto o desfecho deixou algo a desejar.


"Uma Demanda de Bertolameu, Frei de Portugal", de Fernando Évora
Gostei deste conto e da forma como está escrito. Apesar de longo, nunca chegou a aborrecer. A prosa é limpa e evoca bem as situações, personagens e emoções, no entanto acabou por se arrastar demasiado tempo e o final pecou pela falta de detalhe e de uma verdadeira resolução.


"Por Detrás de uma Leitura", de Olinda P. Gil
Com um conceito interessante, cuja reviravolta se mostrou imprevista, confesso que ainda assim o tom narrativo não me manteve ligada à história. Existiu um distanciamento que não consegui ultrapassar e que fez com que o conto não me ficasse muito tempo na memória.


"Uma Miragem na Chuva", de Ana C. Nunes
Sendo eu a autora, abstenho-me de comentar, mas agradeço a vossa opinião, se o lerem. :)


"Ensina-me a Amar", de Pedro Pinto
Esta é uma história romântica que, a meu ver, foi a que menos se enquadrou no tema da antologia (realidade vs imaginação). Não que isso tenha sido razão suficiente para prejudicar o conto.
A história em si tem potencial e as personagens são interessantes mas, a forma como o autor se arrastou na descrição da vida das personagens, das situações que elas viveram, na intensidade de um suposto amor que não atravessou a barreira das palavras até ao leitor. Infelizmente este conto não me produziu qualquer faísca em mim, apesar de simpatizar com as personagens, achei que a história, que era tão simples, foi esmiuçada até à exaustão, e por isso perdeu o seu brilho.


"As Últimas Horas do Rei Cego", de Carla Ribeiro
Um conto que peca apenas por ser demasiado curto. Não houve tempo para uma ligação mais profunda com o protagonista, mas foi o suficiente para que se percebesse a sua situação. Gostei da claustrofobia incutida no texto, e da ideia.

"Conversas Sobre Carris", de Andreia Silva
Este conto tem um conceito muito interessante e é emocionante visitar a mente do protagonista, especialmente quando chega o final, no entanto a prosa pareceu-me algo pesada para o tema e não funcionou a seu favor.

"Problemas que Não Existem", de Carlos Silva
Um tema muito imaginativo, que me relembrou um pouco do Lili (do Manuel Alves) mas que acabou por não ter o mesmo impacto. Apesar de o conceito ser bastante refrescante e ter gostado de alguns trechos, o final foi demasiado básico, faltando-lhe uma faísca do fantástico que permeou outras partes do pequeno conto.

No geral, esta é uma antologia bastante coerente, com autores que mostram talento e histórias bastante diversificadas. Alguns contos foram mais satisfatórios que outros (como sempre acontece com antologias de vários autores), mas nenhum foi particularmente mau. Ficou a vontade de ler mais trabalhos de vários dos autores presentes na colectânea.

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::Conto:: Lili

"Lili", de Manuel Alves (ebook)

Sinopse:
Lili acabara mesmo de mudar de casa. Novamente. Era a segunda vez, em menos de um mês, que os pais encaixotavam tudo para voltarem a desencaixotar. Na primeira casa, ficaram quase duas semanas, e Lili já começava a conhecer todos os cantos secretos. Só lhe faltava explorar a cave. Mas voltaram a encaixotar tudo dois dias depois de a mãe ter começado a escrever o livro novo. Durante duas noites seguidas, Lili acordou a gritar com um pesadelo horrível. Sonhou com um homem alto muito baixo que tinha tanto de gordo como de magro. Lili chamou-lhe o Homem Que Muda. No pesadelo, aparecia-lhe cego, mas olhava-a nos olhos. Era mudo, mas falava. Dizia sempre a mesma coisa: não desças à cave.

Opinião:
Lili é um conto que se pode dizer infantil mas que consegue cativar também os adultos.
Confesso que a princípio não me agarrou, mas à medida que a história se desenrolava, o interesse foi crescendo e acabou por ser uma boa experiência, relembrando-me da infância e do ilimitado poder da imaginação das crianças.
Gostei muito da Lili, do Homem Que Muda e do Mão Que Puxa. Todas personagens bem conseguidas e que não me importaria de revisitar.

Confesso que o final não me satisfez por completo, por ser muito 'bonzinho', mas no geral o conto está muito bem escrito e usa temáticas que nunca ficam velhas. Vale a pena ler!

As ilustrações do Manuel Alves são soberbas e muito adequadas. Adorei-as todas, incluindo a da capa, que apesar de ser uma imagem já um pouco usual, acaba por ser muito apelativa. Com as suas cores vivas mas o augúrios dos 'monstros' debaixo da cama.

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A Conspiração dos Fidalgos

"A Conspiração dos Fidalgos", Alexandre Rocha (Ésquilo)

Sinopse:
A trama passa-se sobre um período dado das Histórias de Portugal e do Brasil, entre os séculos XVIII e XIX, em que o autor compõe personagens, reconstituiu cenários e atmosferas entrelaçando factos e fantasia no decurso da narrativa, destacando da sombra o herói Miguel Herculano. A vida na casa senhorial é tratada, lado a lado, e com o mesmo pormenor da vida na sanzala afro-brasileira. Definindo-se, a cada capítulo, esta personagem vem levantar grandes questões que chegam a tocar o leitor de hoje. Por outro lado, é envolvido na famosa «Conspiração dos Fidalgos» da corte de D. João V.

Opinião:
Escrever uma opinião sobre este romance vai ser uma tarefa um pouco difícil, já que o li em duas partes, com um intervalo bastante grande pelo meio, Mas vou tentar ser o mais objectiva possível.
"A Conspiração dos Fidalgos" foi sugerido como leitura para o Clube de Leitura de Braga, pelo próprio autor que esteve presente no dia da discussão, juntamente com os membros do clube.
Não é segredo nenhum que o romance histórico está longe de ser o meu género literário favorito, mas como gosto sempre de experimentar novos terrenos, foi com curiosidade que iniciei esta leitura.

O livro, por si só, está praticamente dividido em duas partes, uma no Brasil, e outra em Portugal. As duas têm tons narrativos bastante distintos, que acompanham, de certa forma, a evolução da personagem e, claro, as diferenças sociais e culturais de cada local.
O que mais gostei na primeira parte foi da descrição da vida na fazenda e depois, na segunda parte, o contraste com a vida na corte. No entanto achei a primeira parte um pouco fantasiosa demais, especialmente quando o protagonista ficou preso numa ilha. Toda a situação me fez lembrar o "Vida de Pi" e falhou em ser tão profundo quanto este. Também não apreciei o facto de o autor, deliberadamente, nos esconder acontecimentos que mais tarde foram revelados do nada, e que, segundo a narrativa, deveriam ter sido mostrados anteriormente (*spoiler* refiro-me ao facto de o protagonista ter trazido uma fortuna imensa da ilha; muito conveniente *fim de spoiler*).
Outra coisa que me incomodou na primeira parte foi o desfecho do romance. Aquele desenlace surgiu do nada. pois nada fazia prever que a rapariga fosse fazer algo semelhante ao protagonista. Felizmente na segunda parte isto foi resolvido (*spoiler* com outro interesse amoroso *fim de spoiler*) mas ainda assim ficou o amargo do antigo romance cujo término não me convenceu.
Por outro lado gostei muito de como o autor retratou a família e o relacionamento familiar do protagonista.

Passando à segunda parte, já em território português, a história tornou-se mais dinâmica mas também um pouco mais sombria, mais cheia de intrigas, como convinha à vida na corte. Aqui o romance foi muito melhor conseguido e a história fluiu bem, apesar de em momentos os acontecimentos serem muito convenientes, Gostei da visão do autor sobre a Conspiração. Só me fez um pouco de confusão a quantidade de personagens que surgiram e que acabaram por se atropelar, já que não havia possibilidade de dar protagonismo a todas.
Só não achei muito credível a forma como o protagonista falava com os monarcas, como se fossem amigos. Parece-me um pouco fantasioso demais, mesmo depois de toda a Conspiração ter acontecido.
O fim dado à família do protagonista foi bem conseguido e até inesperado, o que acabou por ser bom para a trama. Já a cena da vingança me pareceu excessivamente longa e preenchida de personagens e acontecimentos sem grande relevância.

Do que não gostei menos neste livro, foi da situação das 'vidas passadas' e 'vidas futuras'. Achei toda a trama irrelevante, inconsequente e sem grande interesse. A história teria tido o mesmo (ou ainda mais) impacto sem a história paralela no tempo presente. Afinal de contas o leitor, a determinada altura, já nem se recordava que existia essa 'vida paralela'.

A prosa do autor é bastante atractiva e as suas descrições, na maioria das vezes, não são exageradas, dando vida aos locais e situações. No entanto tem um tom um pouco romântico de mais para o meu gosto e perdia-se demasiado com filosofias, em situações que as faziam soar forçadas.  Também achei que certos diálogos soavam demasiado modernos, com palavras que não se encaixavam no tempo, e atitudes pouco convencionais.
Tenho é de deixar uma nota de apreço pelo facto de o texto do autor ser português de Portugal. Não tenho nada contra o português do Brasil, mas foi uma surpresa agradável ler assim e ver todas as palavras pouco conhecidas explicadas em pequenas notas de rodapé (serei eu a única a gostar de notas de rodapé, quando estas auxiliam o texto?).

Em suma, este livro foi uma leitura interessante e onde se vê a paixão do autor pelo romance histórico; onde é possível visitar um Brasil ainda colonial, e um Portugal ainda governado pela monarquia, de forma corriqueira e sem grandes pretensões. Não foi um livro excepcional, mas satisfez-me, e teve cenas marcantes, com personagens interessantes.

Capa, Design e Edição:
A capa é bastante evocativa do que se passa no livro, por isso acaba por funcionar bem, apesar de não ser muito chamativa. O design interior está bem conseguido, o que torna o livro fácil de ler. E, como já mencionei, adorei as notas de rodapé, que são poucas mas eficientes.

Booktrailer:

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A Vida aos Quadradinhos - Setembro 2013

Em Setembro terminei alguns mangas e manhwas que já seguia há bastante tempo. Também continuei a seguir alguns webcomics e ainda li algumas BDs em ebook. E vocês? Que leram?

Gaia, de Powree e Oliver Knörzer (leiam grátis AQUI)
O dia da execução aproxima-se e a rebelião toma novas proporções. Excelente desenvolvimento de personagens e da trama, além de arte excepcional.


Steves, de Keiichi Matsunaga (leiam gratuitamente
AQUI
Esta pequena BD está bastante bem desenhada e é divertida. Ficou só a sensação de que é demasiado curta e a prometida sequela não se encontra em lado nenhum. Uma pena!

Lady Ice, de  Barbara G. Tarn (podem ler gratuitamente AQUI)
Despite having liked a few panels, this comic lacked narrative focus and character development. The art wasn't superb, but that wasn't really what made it bad. The story just had nothing going for it. No build-up, no real confrontation, the action bounced around without logic and it was just hard to firgure out what it was all about.
Still, the art wasn't all that bad and it worked well as an ebook.

Antique Bakery Dj, de Fumi  Yoshinaga

Antique Bakery, o original, foi um dos mangas que mais me surpreenderam, há uns anos atrás. Mas não contente com o que podia fazer no manga original, a artista pegou nas personagens e criou o seu próprio doujinshi (bd feita e vendida por amadores), atrevendo-se a integrar cenas e temas que não podia fazer quando a série estava serializada.
Para fãs de Antique Bakery, este doujin é imperdível. Aqui conhecemos ainda melhor as personagens, os seus passaos, os seus receios, e as suas relações, no entanto este é um manga yaoi, que, para quem não sabe, é um manga que contém cenas de sexo entre homens. Enfim, este não é muito explícito, por isso não deverá ser esse o motivo para não ler.
Confesso que, apesar de ter adorado reencontrar as personagens, as histórias em si não me cativaram tanto, mas também não dei o tempo por perdido.

Ice Revolution (I-Rev), de Tsutsumi Aya e Youhei Takemura
Este é um pequeno manga, cheio de espírito, sobre um desporto que raramente vejo retratado em banda desenhada. Muito ao estilo shounen, cheio de garra e de objectivos impossíveis, ainda assim é fácil simpatizar com a protagonista.
A história é bastante simples, mas em certos momentos consegue brilhar. A arte, por sua vez, é belíssima.
Só tive pena que acabasse tão depressa.

Change 123, de Iku Sakaguchi e Shiuri Sakaguchi
Change 123 é o tipo de manga que, em princípio, eu nunca iria gostar.É super ecchi (cheio de momentos em que se vê a roupa interior das raparigas, e em que elas estão em poses dignas de revistas +18), e, no entanto, Change 123 é tão mais que isso!
Acho que foram várias as razões porque me cativou tanto: a personagem principal e as suas múltiplas personalidades e os conflitos que isso gera, o protagonista masculino que apesar de ser um totó sem força, acaba por nunca desistir e ter uma personalidade muito afável; e, claro, as cenas de acção que são brutais!
A história em si também é bastante forte, apesar de o final me ter deixado pouco satisfeita, na verdade acaba por ser o desfecho perfeito para a série.
Este é um manga que recomendo a todos os tipos de leitores de manga. Experimentem! Pode ser que sejam surpreenddidos.

Unbalance x Unbalance, de Dal Young Im e Soo Hyun Lee
Este manhwa é uma espécie de BD harem, que também não é um género que eu aprecio com regularidade. No entanto, Unbalance x Unbalance, além de mostrar uma sociedade diferente (Coreia) também tem personagens fortes e distintas (se bem que por vezes são bastante irritantes). Para quem está habituado aos mangas japoneses, e à seu sistema educacional, este manhwa será uma experiência diferente.
Com belíssima arte e uma história bastante romântica e com alguns momentos deliciosos, Unbalance x Unbalance acabou por perder alguma força nos anos em que esteve parado, mas o final que finalmente chegou, acaba por ser satisfatório. Na memória ficam alguns capítulos marcantes, especialmente quando focados no romance entre Myung Jin-Ho e Nah Hae-Young.

Kagijin, de Yasuki Tanaka
Conheci Kagijin através do seu belíssimo capítulo experimental, que além de muito bem executado, prometia uma excelente história, com personagens bem vincadas. Infelizmente, quando foi serializado, Kagijin foi tão alterado que acabou por piorar, e muito. Nenhum do brilho do capítulo 0 ficou, apesar de a premissa ser basicamente a mesma. As personagens mudaram, o foco alterou-se, e com isso perdeu-se muita qualidade.
Kagijin prometia algo excelente, mas acabou por ser perder rapidamente e não deixará saudade.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

The Opal Deception

"The Opal Deception (Artemis Fowl 4), de Eoin Colfer (ainda não publicado em Portugal)

Sinopse (Inglês):
The evil pixie Opal Koboi has spent the last year in a self-induced coma, plotting her revenge on all those who foiled her attempt to destroy the LEPrecon fairy police. And Artemis Fowl is at the top of her list.
After his last run-in with the fairies, Artemis had his mind wiped of his memories of the world belowground. But they have not forgotten about him. Once again, he must stop the human and fairy worlds from colliding—only this time, Artemis faces an enemy who may have finally outsmarted him.


Opinião (audiolivro):
Longe de ser a melhor aventura de Artemis Fowl até agora, The Opal Deception foi, ainda assim, um livro muito divertido.

Com as mesmas personagens que já conhecemos nos livros anteriores, a progressão destas foi bastante boa, especialmente no que diz respeito ao Artemis e à Holy, particularmente no final, que promete muitas mudanças nos livros seguintes.
Por outro lado que não gostei do desfecho dado à Opal. Não me pareceu apropriado a alguém que deu tanto trabalho.
Já no que respeitante ao Julius, bem ... gostei, mas fiquei triste, claro.

Em termos de enredo, confesso que esperava um pouco mais de uma vilã como a Opal, mas o início foi muito bom e aquela cena no antigo parque temático, com os trolls, foi memorável.
Como já referi, o final não me encheu as medidas mas como o resto do livro foi razoável, acabou por ser aceitável, especialmente por culpa da decisão da Holy.

Artemis Fowl acaba por não ser tanto o génio do crime que a sinopse indica, ou que ele pensa que é, e a trama acaba por, muitas vezes, ser mais simples do que o esperado, mas alguns toques especiais dão a estes livros um valor acrescido e evitam que as aventuras se tornem monótonas.

A escrita do autor continua eficiente, embora mais dirigida a um público infanto-juvenil, acaba por não repelir o leitor mais adulto. Eu gostei!

No geral, The Opal Deception foi mais uma divertida aventura, que passa num instante e deixa sempre a vontade de ler mais.

Narração (Nathaniel Parker):
Que posso dizer sobre a narração de Nathaniel Parker, que já não tenha dito antes? Adoro! E recomendo os audiolivros.

domingo, 29 de setembro de 2013

::Conto:: O Monstro e a Musa

"O Monstro e a Musa", de Pedro Cipriano (ebook; ou no blog: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10)

Sinopse:
Walter é um cientista além mar que foi capturado enquanto participava numa expedição às terras bárbaras. Cedo o líder do povo das montanhas lhe prova que está enganado, revelando que Walter faz parte dos seus planos. Num futuro distante, vários séculos depois de holocausto nuclear, a humanidade enfrenta o mesmo desafio que a levou à Terceira Guerra Mundial. Haverá uma solução para o problema energético?

Opinião:
O Monstro e a Musa tem descrições excelentes de um Portugal que ainda não existe mas que não deixa de ser familiar. Esta foi, sem dúvida, a coisa que mais gostei neste conto. Bem, isso e o facto de se tratar de uma história sobre o uso de energias renováveis e amigas do ambiente (um tema que sempre me fascinou).
Mas, por outro lado, e apesar de o protagonista e o antagonista estarem bem personalizados, achei que todas as outras personagens eram uni-dimensionais e nada acrescentaram à história. Falo em especial do interesse amoroso que surgiu na segunda metade do livro, e cuja existência nada mais era do que uma artimanha para o protagonista cometer um erro. Esta personagem, a meu ver, foi o suficiente para estragar a segunda parte, pela sua falta de personalidade.

Por outro lado, a escrita do autor, que tão bem descrevia as paisagens e a envolvente, estendeu-se demasiado em explicações detalhadas de maquinarias e funcionalidades que, apesar de um pouco interessantes, rapidamente se tornaram aborrecidas. Mas, pior que isso, foi a forma como o autor escolheu distribuir a informação sobre a sociedade que apresenta e como esta lida com a energia, a guerra, e a vida em geral: usando de diálogos forçados e muito pouco naturais, que começavam com falas do estilo de: "Nós sabemos como funciona, mas queremos ouvir da sua boca.", como desculpa para a personagem nos dar a informação necessária. Pessoalmente, detesto quando o autor recorre a esta técnica.

No geral, O Monstro e Musa tem alguns pontos de interesse mas a prosa deixou algo a desejar e achei que se arrastou demasiado. No entanto posso dizer que gostei do final e do conceito.

Visitem: Blog do Autor * Blog Fantasy & Co * O Monstro e a Musa no Goodreads

::Conto:: Os Deuses do Fogo

"Os Deuses do Fogo", de Liliana Novais (ebook; ou no blog: 1, 2, 3, 4, 5)

Sinopse:
Uma família de Deuses do fogo tem opiniões muito diferentes sobre os humanos que habitam o sopé da montanha.

Opinião:
Uma história que me transportou para as antigas civilizações e antigas crenças mas que, por culpa da sua prosa, não me cativou. Os diálogos não funcionaram, a história foi contada com demasiada pressa, e não houve qualquer espaço para dar profundidade às personagens.
À escrita faltou emoção e, apesar de a autora dizer que a situação estava má, não descrevia as cenas de forma a convencer o leitor dessa mesma fatalidade.
Este não foi um conto que me tivesse agradado, especialmente por culpa do final. No entanto a história em si tinha potencial.

Visitem: Site da Autora * Blog Fantasy & Co * Deuses do Fogo no Goodreads

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Especiais

 "Especiais (Uglies 3)", de Scott Westerfeld (Vogais)

Sinopes:
Tally Youngblood pensou que tudo não passava de um rumor, mas agora é uma Especial.Uma máquina de luta criada para controlar os Imperfeitos e manter os Perfeitos na maior ignorância.Ser programada de forma perfeita, com uma força extraordinária e um único propósito, talvez não seja a melhor coisa que lhe podia ter acontecido. Tally ainda tem memórias de algo mais. Tem sido fácil ignorá-las, até que lhe é oferecida a possibilidade de exterminar os rebeldes do Novo Fumo para sempre. Tudo se resumirá a uma escolha final: seguir aquele longínquo bater do coração ou levar a cabo a missão para a qual a conceberam.


Opinião (audiolivro):
Custa-me começar assim mas ... este livro  não foi tão bom como os anteriores. A acção era mais frenética mas, por isso mesmo, não me consegui ligar tanto às personagens ou à história.
O maior problema acaba por ser o facto de que o autor usa a mesma fórmula que nos livros anteriores (Imperfeitos, Perfeitos) e acaba por cansar.

Por outro lado, a protagonista, Tally, consegue ser ainda mais irritante que nos outros livros (se é que tal pode ser possível). E já que falo de personagens, posso dizer que gostei do que o autor fez com o Zane e com a Shay, e também gostei de como deu personalidade à cidade de Diego (muito mais do que deu à cidade onde os outros dois livros se passavam).

Já a história, além de repetir a fórmula, não me satisfez de todo e achei que lhe faltou um toque humano. Foi tudo muito maquinal, muito pouco pessoal. Não sei bem como explicar mas existia um distanciamento que me impedia de desfrutar da história e das suas personagens.
No entanto, o final propriamente dito encheu-me bem as medida e, pareceu-me que seria o final perfeito para a série inteira. Ao terminar este livro não conseguia imaginar o que mais o autor tinha para contar. E tinha razão porque quando li o quarto livro (Extras), soube logo que estava certa (opinião em breve).

Com muitas repetições de trama, estrutura e conflitos/dilemas existencialistas, "Especiais" pouco trouxe de novo, e o pouco que trouxe não foi suficiente para o tornar um livro acima da média.

No geral, "Especiais" foi uma decepção, enquanto livro sozinho, mas como potencial final da série, funcionou bem, Infelizmente não foi o final da série, e isso tornou-o ineficiente.


Narração (Carine Montbertrand):
Uma das vozes às quais acabei por me habituar ao fim de dois audiolivros. Desta vez achei que esteve melhor na parte das vozes masculinas e gostei especialmente do toque que deu às vozes dos especiais. Não é a melhor narradora que já escutei, mas fez um trabalho razoável.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

::Conto:: Triste e Leda Madrugada

"Triste e Leda Madrugada", de Carina Portugal (ebook, ou leiam no blog)

Sinopse:
Um homem e uma mulher, num penhasco, falam de pensamentos e existências. Que segredos escondem?

Opinião:
Um pequeno conto cuja prosa adorei. A autora tem um jeito especial com as palavras e a ideia por detrás desta história também está excelente. Gostei muito e não digo mais porque senão estrago tudo.


Visitem: Blog da Autora * Blog Fantasy & Co * Triste e Leda Madrugada no Goodreads

domingo, 22 de setembro de 2013

::Conto:: Piano Surdo

"Piano Surdo", de Olinda P.Gil (ebook)

Sinopse:
Conto que retrata a loucura de uma pianista após um acidente que a deixou surda.

Opinião:

Já tive oportunidade de ler contos da autora noutras ocasiões mas este foi, sem dúvida, o meu favorito até agora.
A prosa está lindíssima, com algumas frases quase poética, que tive de marcar no meu ereader. Mas o melhor deste conto são mesmo as emoções. Focado numa só personagem, o leitor consegue entrar na pele da protagonista, sentir o que ela sente, compreender a sua dor e segui-la na espiral da solidão.
Recomendo!

Visitem: Site da Autora * Piano Surdo na Smashwords (grátis) * Piano Surdo no Goodreads

::Conto:: O Túmulo de Cristal

"O Túmulo de Cristal", de Pedro Pereira (ebook AQUI; online aqui: 1, 2, 3, 4, 5)

Sinopse:
Kurn Hin’or é enviado ao Mar de Cristal para encontrar um tesouro escondido.

Opinião:
Este é o primeiro conto que leio do autor e, confesso, não fiquei rendida.
O mundo que nos é apresentado é interessante e julgo que daria para muito mais que este conto solitário. As personagens também conseguiram ser suficientemente bem apresentadas para me manter a ler, embora muito pouco se saiba sobre elas, é o suficiente para o conto.
A história em si é que não está tão bem estruturada quanto poderia estar e muito fica por saber. Pessoalmente não gostei do final *SPOILER* e nada fazia prever que o robot tivesse uma ligação tão forte com o seu dono, daí que não me tenha agradado o final. *Fim de SPOILER*
Por outro lado a prosa do autor não me manteve agarrada. Existiam demasiadas repetições de palavras e acção não era fluída o suficiente. Contudo a cena de acção na caverna funcionou relativamente bem.

Gostei das ideias por trás deste mundo e gostava de voltar a ele mas, para mim, o conto não funcionou.

Visitem: Site do Autor * Blog Fantasy & Co * O Túmulo de Cristal no Goodreads

sábado, 21 de setembro de 2013

A Heroína e o Guerreiro - divulgação

Tenho uma nova história disponível gratuitamente:
"A Heroína e o Guerreiro" é um conto ilustrado, uma sátira de fantasia, e um projecto que me deu muito gosto fazer.
Este é o primeiro de dez volumes. Podem lê-lo gratuitamente AQUI.


Sinopse:
A grande e única Heroína, acompanhado do seu fiel Mascote , são a nossa última esperança. Conseguirão eles reescrever a história do planeta, ou serão eles a sua perdição? Não percam as aventuras ilustradas deste duo.
Volume 1 – “A Heroína e o Guerreiro”, é um conto ilustrado.
Um velho conhecido de Heroína cruza-se no caminho dos nossos dois protagonistas, mas será que as suas intenções são boas?

Leiam, divulguem e deixem os vossos comentários!

sábado, 14 de setembro de 2013

::Conto:: Dragões de Simir

"Dragões de Simir", de Sara Farinha (podem ler este conto AQUI)

Sinopse:
Não existe paz para aqueles que vivem na ânsia de uma luta. Não há redenção para os dragões que, como Cole, quase perderam a sua humanidade na guerra. Espalhados pelas cordilheiras montanhosas do planeta, os metamorfos de dragão sobrevivem num complicado equilíbrio entre a metade humana e a animal. Ferozes e apaixonados, são as maiores criaturas do planeta, destinados a conter a sua natureza animal em benefício da sobrevivência da espécie. A temperança do dragão dependente das qualidades morais humanas… Uma ironia trágica.

Opinião:
Dragões de Simir é um conto com um conceito interessante que daria pano para mangas, se a autora assim o quisesse. No entanto, para a história que é, o formato de conto não foi mal escolhido.
A história é um pouco corriqueira, se bem que gostei do facto de o herói, propriamente dito, ser uma pessoa cheia de falhas. Por isso mesmo gostei de como a autora explorou as personagens, embora os passados delas fossem um trágicos demais.
O enredo não me surpreendeu muito no início mas a batalha final foi bem conseguida e trouxe algumas surpresas.
Já a escrita da autora, que por vezes trabalhava bem com a história, na maioria do tempo não era a mais apropriada. A autora ditava demasiada informação, ao invés de mostrar ao leitor, através das acções dos personagens, aquilo que precisávamos saber. Por exemplo, quando a Lia voou, pela primeira vez, nas costas do Cole, em vez de descrever o voo e as emoções, a autora simplesmente disse que foi fantástico e isso, para mim, não funcionou. Por outro lado, certas repetições no texto também não ajudaram a que este fosse mais aprazível.

No geral o conto foi uma leitura interessante, com personagens curiosas e algumas situações bem conseguidas, mas poderia ter sido muito melhor se a prosa fosse diferente. No entanto teria muito gosto em ler mais aventuras passadas neste 'mundo'.
Uma nota final para a capa que representa bem o conto, embora seja bastante mais colorido do que a história.

Visitem o site da Autora, o seu Blog. e a sua página no Facebook. Conheçam também o artista da capa: Rui Alex.

Booktrailer:

domingo, 8 de setembro de 2013

::Conto:: Gosma Literária

"Gosma Literária", de Carlos Silva (disponível gratuitamente AQUI)

Sinopse:
Um cientista afirma que descobriu a substância que irá mudar o modo como se experiencia a literatura, mas será que o conteúdo vai mudar?

Opinião:
Aqui está um texto que é produto dos tempos (embora o tema não seja de hoje). De uma forma bastante directa e, diria até, divertida, o autor critica o que é ou não considerado literatura e, mais importante que isso, aquilo que a maioria dos leitores procura quando lê um livro.
Para quem lê regularmente, certamente que este texto dirá muito. Se se concorda ou não, já é outra história.
Falando do conto em si, acho que serviu bem o seu propósito, de sátira/crítica, mais do que para ser um instrumento das personagens (elas que são quase irrisórias neste texto). A escrita do autor funciona bem aqui e, tratando-se de um conto curto, lê-se muito bem.

Visitem: Site do autor - Blog Fantasy & Co (antigo)

Podem ler este conto, gratuitamente, no blog Fantasy & Co (Ebook)

A Vida aos Quadradinhos - Agosto 2013

Em Agosto terminei de ler um manga que me é muito querido e que me apertou o coração várias vezes. Também li vários webcomics novos que me surpreenderam. E vocês? O que leram?

Naruto vol. 65 e 66
Correndo o risco de soar como uma fangirl: Team 7 volta a atacar! Yeah!
Se alguém daqui ler Naruto há tanto tempo como eu, certamente que sentirá o mesmo. Apesar de tudo o que se passou entretanto, e do quanto Naruto, Sasuke e Sakura se distanciaram, foi um mimo vê-los juntos novamente. Só estou à espera que o Naruto dê um murro no Sasuke, e então aí ficarei satisfeita.
Outra cena marcante foi quando mostraram todas as equipas de novo. Lembrei-me logo do Exame Chunnin e só tive pena por se terem esquecido da equipa do Lee (embora saiba porque o fizeram, e não falo porque são Spoilers)
Outra cena que gostei bastante foi do confronto Kakashi vs Obito, porque, bem, eu esperava isto desde que suspeitei que o Obito era ... bem ... o Obito. E isto já foi há muito tempo! Agora aquela transformação final do Obito parece algo saído do Bleach. Juro! Não sei se gosto.

Gakuen Alice (fim)
Gakuen Alice é um manga que sigo há alguns anos. Conheci-o através do anime, o que é pouco comum, e desde então que fiquei rendida a esta história. Apesar de as suas personagens serem quase todas crianças com pouco mais de dez anos, quem ler Gakuen Alice rapidamente perceberá que o enredo é muito maduro, por vezes até demais. Não é uma história feliz, mas é capaz de trazer um sorriso ao leitor mais sisudo. É alegre na mesma medida em que nos faz chorar desalmadamente.
Não vou dizer que Gakuen Alice é perfeito, porque não é, mas está lá perto.
O mais engraçado é que aquilo que faz de Gakuen Alice um manga excelente, é também o seu ponto fraco. Neste manga temos muitas personagens, e todas são muito bem caracterizadas e conseguem brilhar por mérito próprio, no entanto a arte da autora é bastante linear e temos muitos rostos quase iguais, o que por vezes torna difícil perceber quem é quem logo que aparecem na página. Felizmente as suas distintas personalidades acabam por colmatar esta lacuna.
Acho até que posso dizer, sem qualquer problema, que não existe uma personagem neste manga que eu deteste, ou que ache que não faz lá falta. E isso é algo impressionante, a meu ver. Mas claro que tenho as minhas favoritas, que não são mais que a Mikan e o Natsume. O que mais gosto na Mikan, é a forma como ela consegue tocar no coração de todos com quem se cruza, não de uma forma falsa, mas de uma forma que me faz acreditar que, se existem pessoas como ela, com certeza terão à sua volta gente que mudou radicalmente por ter convivido com elas. O que gosto no Natsume é a forma como ele parecia um idiota que mas tarde se revelou uma das personagens que mais amadureceu.
O final deste manga deixou-me dividida. Por um lado queria mais, mas por outro acho que a autora o terminou de forma merecedora e aqueles últimos volumes fizeram-me chorar tanto.
Enfim, se ainda não leram, dêem uma oportunidade a Gakuen Alice.


Asas nos Pés 1 e 2, de Ricardo Andrade e Marta Patalão (leiam gratuitamente AQUI)
Este pequeno manga, disponibilizado gratuitamente pela NCreatures, conta-nos a história de um jovem futebolista que só pensa em ser o melhor, e que chega a achar-se o melhor, mas que rapidamente aprende que não é só dele que depende o resultado.
É uma história curta, desenhada ao estilo manga, que me recordou um pouco do Capitão Tsubasa (Oliver e Benji), que costumava passar na RTP1 quando eu era criança.
As personagens podiam estar mais desenvolvidas, mas é uma BD que se lê bem e cujo final está bem conseguido.


Gaia, de Powree e Oliver Knörzer (leiam grátis AQUI)
O único problema de Gaia, é que custa esperar pela próxima página. Fora isso, a BD continua esplendorosa e a história fica melhor a cada nova página.

 
Land of Lions 1 a 3, de Cassandra Jean (leiam grátis AQUI)
Land of Lions, confesso, não me cativou no primeiro, nem no segundo capítulo, mas no terceiro já fiquei mais interessada. Acontece que a história, especialmente no primeiro capítulo, aconteceu demasiado depressa e o compasso não foi bem conseguido. Já no terceiro, como as coisas parecem finalmente fazer um pouco de sentido, gostei mais.
Por outro lado a arte desta BD é excelente.


NeverenD 1, de VanRah (leiam grátis AQUI)
Esta BD espanta logo de início, pelas suas ilustrações. Eu sei que a BD não se 'mede à cor' mas eu fiquei presa às ilustrações coloridas. A BD interior, a preto-e-branco já não é tão marcante, mas mantém-se coerente e é bonita. Já no que diz respeito à história, achei que a primeira parte foi mal aproveitada e não deram espaço para alicerçar bem o que se havia passado. Saltaram logo para a parte que achavam interessante, sem introduzir bem o leitor na trama. No entanto, depois dessas primeiras páginas é fácil criarmos um elo com as personagens e o final do primeiro capítulo está muito bem conseguido.


Prague Race 1 e 2, de LEPPU (leiam grátis AQUI)
Ainda tenho de ler mais desta BD para saber realmente o que pensa mas, para já, estou a adorar. As personagens são muito divertidas, a arte é linda e o enredo está a ficar interessante. Além do mais temos uma loja de antiguidades que parece assombrada. Querem melhor?

Rumplestiltskin 1, de Holy (leiam grátis AQUI)
Está aqui uma BD que não me conseguiu convencer no primeiro capítulo e, ainda assim, tenho vontade de ler um pouco mais. Acontece que não simpatizei, de todo, com a personagem principal, no entanto gostei do irmão dela, do mundo medieval que nos é apresentado e também do mistério com o Rumplestiltskin. E são razões suficientes para querer ler pelo menos mais um capítulo.Contudo, este primeiro capítulo ficou aquém do que esperava, apesar de arte ser linda (a arte sozinha nada faz).

Simon Sues 1, de Myung Hee Kim (leiam grátis AQUI)
Aqui está uma BD de mistério e fantasia que me manteve agarrada às suas páginas. Bom enredo, personagens interessantes e muitos mistérios ainda por descobrir. A arte também é bastante apelativa, mas foi o enredo que me cativou.
Se gostam de mistérios sobrenaturais, experimentem Simon Sues. Embora eu só tenha lido um capítulo, esta BD promete.


Todd Allison & the Petunia Violet 1, de Nozmo (leiam grátis AQUI)
Ainda não sei muito bem o que pensar desta BD, mas já me ri bastante com ela, por isso imagino que fique ainda melhor. Temos personagens bem peculiares e muito bem retratadas, uma história que parece, à primeira vista, bastante linear, mas há alguma promessa escondida de algo mais. Algum mistério.
 A arte é lindíssima e o desenho de personagens é perfeito., assim como a escolha das cores. Gostei muito do que li até agora.

Urban Reality 1 e 2, de JonLock (leiam grátis AQUI)
Esta BD tem uma história que parece +/- episódica, com mistério paranormal à mistura, e confesso que o primeiro caso até foi interessante e teve algumas cenas absolutamente brilhantes, no entanto não sou grande fã do estilo da arte (inacabado e até um descuidado). Não é arte que define se uma BD é boa mas, quando parece que o artista teve preguiça de fazer mais, é mau para o leitor. E acontece que achei que a trama, no primeiro capítulo, se dispersou demasiado com cenas que confundiram mais do que auxiliaram. Não sei se vou voltar a esta BD, mas talvez o faça porque gostei do segundo capítulo.

Vampire Fetish 1, de LOOM (leiam grátis AQUI)
Estranha é o melhor adjectivo para esta BD. Não sei bem o que pensar das personagens ou do enredo. Há momentos interessantes mas o protagonista não me cativou e a história também não. É possível que não volte a ler Vampire Fetish, embora lhe tenha achado alguma piada. Simplesmente não é o tipo de história que me mantenha presa às páginas.

Saigami 1, de A. Otilia Vieral (leiam grátis AQUI, em português) 
Apesar de o primeiro capítulo ainda nem estar completamente publicado, e de Saigami ter começado um pouco estranho e sem grande nexo, confesso que as mais recentes páginas me têm mantido presa ao enredo. Tem aquele ar de manga de aventura fantástica que eu gosto bastante. A arte não é nada de surpreendente, embora em momentos me tire o fôlego (nas páginas duplas, maioritariamente) mas é mesmo a história que eu gosto. Sei lá! Faz-me voltar atrás no tempo e isso é bom, de vez em quando.
Para o que não lêem em inglês, fica a informação que esta BD está disponível na nossa língua.

ERA: Ibuki 1 a 3, de Wave (leiam grátis AQUI)
Tenho de começar por dizer que, graficamente, este manga parece um autêntico anime. E mais, o artista faz uso da web para criar surpresa com a maneira como os painéis são apresentado. Vale a pensa só por isso. Mas não vou denegrir ERA: Ibuki a um mero exercício gráfico, pois a história também tem alguns pontos a favor. É-nos apresentado um mundo distópico, em constante guerra, no entanto pouco sabemos de como chegamos a este ponto, quem são os inimigos, ou porque  os dois lados estão em guerra. São nos dadas pequenas pistas que se mostram insuficientes, a meu ver, mas pode ser que isso ainda venha a ser melhorado. Afinal a BD ainda está a decorrer.
Gosto da protagonista e as restantes personagens até estão bem expostas, mas não são muito interessantes, a meu ver.
Voltando à estética, esta BD deixa-me um pouco baralhada. Tem painéis lindíssimos, a nível de cor e desenho, mas depois aperecem cenas em que o desenho e pobre e inestético. A pintura salva o desenho, mas não disfarça tudo. Enfim, apesar de visualmente estonteante, em certas ocasiões (maioritariamnete fora das cenas de acção), deixa im pouco a desejar.
Vale a pena ler? Eu diria que sim, embora ainda esteja à espera de mais explicações.

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