Já lá vai um tempinho bem grande desde que publiquei aqui a última opinião de BD, por isso achei que seria mais interessante fazer um apanhado de tudo o que li desde o início do ano, com pequenas opiniões de todos. Alguns têm opinião separadas, para as quais deixarei os links.
Entretanto deixo também o convite para que deixem nos comentários as vossas melhores leituras de BD / Romances Gráficos / Manga dos últimos meses. Sugestões de bons títulos são sempre bem-vindas.
"Fogos e Murmúrio", de Lorenzo Mattotti
As
cores e a dinâmica das pinturas/ilustrações é fabulosa! No entanto
senti que nem sempre o texto estava bem alinhado com o trabalho gráfico. Ainda assim acho que merece ser apreciado devagarinho.
5,5/10
"Che (A vida de…)", de Héctor Gérman Oesterheld
Como o título indica, esta pequena BD conta-nos uma parte da história de Che, com uma arte a preto-e-branco que é muito bem usada e perfeita para o efeito. No entanto senti que estava a ler uma brochura propagandista e isso tirou-lhe algum mérito.
5/10
"Tokage (volumes 2 e 3)", de Yak Haibara
Já há muitos anos que tinha lido o primeiro volume deste manga e achei que era mais que tempo de terminá-lo, visto ser tão curto. O desenho de personagens deste manga é muito bonito, bem como toda a arte. A história tem o seu quê de mistério e profundidade, mas é facilmente esquecível.
6/10
"A Leoa - Um Retrato Gráfico de Karen Blixen", de Anne-Caroline Pandolfo e Terkel Risbjerg
Baseado na vida de Karen Blixen, mulher cuja vida e obra eu desconhecia por completo, este romance gráfico é daqueles que perdemos muito tempo a ver, pelas belíssimas ilustrações, pela história e até pelo simbolismo de certas passagens. Gostei muito e fiquei super-curiosa por ler algo escrito por Karen Blixen.
Noutra nota, a edição da G-Floy está muito bem cuidada.
7,5/10
"A Trilogia Nikopol", de Enki Bilal
Deuses egípcios num cenário futurista? Aceito! Gostei muito do conceito e da forma como os deuses interagiam uns com os outro e com os humanos. A degradação humana na terra, levada a extremos por um regime machista e totalitário, é decadente e visualmente intenso e sufocante.
Das três partes desta história a minha favorita é a primeira mas acho que todas elas têm elementos interessantes e que valem a pena ser lidos. Com personagens muito bem desenvolvidas, profundas e cheias de falhas,
7/10
"Talco de Vidro", de Marcello Quintanilha
Uma história que poderia ser banal, sobre a vida de uma dentista que tem tudo para ser feliz mas que tem uma obsessão doentia por uma prima e que começa a invejar as poucas alegrias que esta tem na vida. Ao focar-se na prima e no que pode fazer para ser melhor que ela, acaba por estragar tudo na sua vida, destruindo o casamento, a relação com os filhos e criando hábitos que, por um tempo, parecem libertá-la, mas na verdade só a aprisionam ainda mais. Uma descida fantástica à mente de uma personagem cativante.
7/10
"Monstress: Despertar (volume 1)" de Marjorie M. Liu, Sana Takeda
Podem ler a minha opinião completa aqui.
8/10
"One Punch Man (volumes 1 a 16)", de One e Yusuke Murata
Podem ler a opinião completa aqui.
7,5/10
"Saga (volumes 5 e 9)", de Brian K. Vaughan e Fiona Stapples
Já tinha saudades de ler esta BD. Muita coisa aconteceu nestes volumes. Finalmente a família voltou a reunir-se, temos novas adições ao grupo e velhos inimigos passam a amigos. Como sempre temos temas muito importantes nesta BD, entre os quais a transexualidade, o aborto espontâneo e o provocado, as casualidades da guerra, e muito mais. Adoro como estes e outros temas são falados e trabalhados na história, bem como o desenvolvimento que traz às personagens, no entanto sinto que está a chegar ao ponto da narrativa em que algo realmente grande tem de mudar. Estamos num impasse, com eles sempre a fugirem a e nunca conseguirem escapar. Se continuar assim vai rapidamente tornar-se aborrecido. Algo de novo tem de vir entretanto. E, talvez por isto, não me diverti tanto com estes volumes como com os anteriores.
7,5/10
"História do Sexo", de Philippe Bernot e Laetitia Coryn
Como o próprio nome indica, temos aqui um álbum de BD que nos ilustra a evolução da mentalidade sexual ao longo dos tempos, nas culturas que mais estudamos na escola (Antigos Egipto, Grécia, Roma, Idade Medieval, etc), bem como usa alguns episódios das várias religiões para representar a mentalidade sexual das épocas.
Eu adorei este álbum! É didático, divertido e o grafismo, embora simples, combina muito bem com o tom da narrativa. Recomendo!
9/10
"Sandman: Prelúdios e Nocturnos (volume 1)", de Neil Gaiman, Sam Keith, Mike Dringenberg e Malcolm Jones III
À terceira é de vez! Já por duas vezes tinha iniciado a leitura deste primeiro volume de Sandman. Na primeira não passei do primeiro capítulo, na segunda fui até ao segundo, e desta vez terminei.
Verdade seja dita, os capítulos finais foram, para mim, muito mais interessantes que os iniciais. Especialmente os capítulo no inferno, o do rubí e o "Sound of her Wings", com a Morte.
A arte tanto me encantou, em certas páginas, como me deixou confusa em outras. Não gostei da escolha de cores mas algumas sequências são lindíssimas.
Já a narrativa é extremamente original (menos não seria de esperar de Neil Gaiman) e imaginativa, mas também bastante confusa e muitas vezes há texto a mais, explicações em demasia.
Sou capaz de ler outro volume desta série, para cimentar melhor a minha opinião, mas parece-me que, tal como já aconteceu com outros trabalhos do autor que li, Neil Gaiman demonstra aqui uma imaginação prodigiosa mas uma execução à qual falta algo. E não vos saberia dizer ao certo o que esse algo é.
6/10
"Ojisama to Neko (Capítulso 1 a 13)", de Umi Sakurai
Esta é a BD mais fofa de sempre! (ou pelo menos deste ano) A sério, é super-fofinha! Com apenas três ou quatro páginas por "capítulo", vemos a pacata vida de um velho senhor que decide, após o falecimento da esposa, adoptar um gato (o gato mais feio da loja, segundo o mesmo), mas que ele adora. E é super-fofo! Eu já vos disse que é fofo?
8/10
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domingo, 22 de julho de 2018
A Vida aos Quadradinhos - Janeiro a Julho 2018
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Clube de Leitura de Braga - Julho 2018
Este mês o clube de Leitura de Braga vai acontecer neste próximo sábado (7 de Julho), ao invés de no primeiro sábado do mês, como é habitual.
Juntem-se a nós para uma tarde bem passada, a falar de literatura e BD. No final desta sessão vamos também ter um jantar de grupo, visto que o clube vai fazer uma pequena pausa durante Agosto. Voltamos depois em Setembro.
Os livros sugeridos para este mês são:
- "Carbono Alterado", de Richar K. Morgan;
- "Sandman: Prelúdios e Nocturnos", de Neil Gaiman, Sam Keith, Mike Dringenberg e Malcolm Jones III
Juntem-se a nós para uma tarde bem passada, a falar de literatura e BD. No final desta sessão vamos também ter um jantar de grupo, visto que o clube vai fazer uma pequena pausa durante Agosto. Voltamos depois em Setembro.
Os livros sugeridos para este mês são:
- "Carbono Alterado", de Richar K. Morgan;
- "Sandman: Prelúdios e Nocturnos", de Neil Gaiman, Sam Keith, Mike Dringenberg e Malcolm Jones III
domingo, 8 de janeiro de 2017
Os Melhores Livros de 2016
Terminou mais um ano! Espero que todos vocês encontrem, em 2017, a felicidade a cada esquina.
Mas não há início de ano sem um apanhado dos livros lidos e apreciados no ano anterior. Vamos a isso!
Para começar, se quiserem, podem consultar a lista de todos os romances/antologias, bandas desenhadas/mangas e contos que li no ano que passou AQUI.
Também podem ver uma lista mais visual no Goodreads AQUI, com algumas curiosidades.
Seguem-se os números:
Em 2016 li 39 livros (incluindo antologias, romances, noveletas e 1 livro infantil) somando 12.098 páginas (contando com as páginas que têm as versões físicas dos que escute em audiobook)e mais de 276 horas de audiolivros escutados.
- 11 destes livros estavam em português (7 de autores portugueses) e os restantes 28 em inglês.
- 8 foram lidos em formato físico, 3 em ebook e 28 em audiolivro.
Nota média de leitura: 6,56 de 10 possíveis.
O Género mais lido em romance foi Fantasia (11) e em conto foi a Ficção Científica (12)
Li 35 álbuns de banda desenhada e 4 volumes manga, num total de cerca de 5.247 páginas.
A nota média de BD foi 7,1 e de manga foi de 5,5, em 10 possíveis.
Li 46 contos, 17 dos quais de autores portugueses.
Nota média dos contos é 6,38 em 10 possíveis.
Seguem-se os Tops!
Top 5 de romances/antologias de 2016:
1) "O Quarto de Jack", Emma Donoghue
2) "Graceling - O Dom de Katsa", Kristin Cashore
3) "A Rapariga no Comboio ", Paula Hawkins
4) "The Plutonium Blonde", John Zakour
5) "Bons Augúrios", Neil Gaiman e Terry Pratchett

Top 5 de BD e Manga de 2016:
1) "Sharaz-De", Sergio Toppi
2) "Murena", Jean Dufaux e Philippe Delaby
3) "O Buda Azul", Cosey
4) "Maus", Art Spiegelman
5) "Israel Sketchbook", Ricardo Cabral
Top 5 contos de 2016:
1) "Wrestling Jesus", Joe R. Lansdale (in Dangerous Women)
2) "Icarus Blues", Ricardo Dias
3) "Shadows for Silence in the Forest of Hell", Brandon Sanderson
(in Dangerous Women)
4) "Querido, estás morto", João Dias Martins / Joel G. Gomes (in Conto Fantástico 3)
5) "My Heart is Either Broken", Megan Abbot (in Dangerous Women)
Tops por categorias:
Melhor P. Principal Masculina de 2016: Jacob (in O Quarto de Jack)
Melhor P. Principal Feminina de 2016: Katsa (in Graceling - O Dom de Katsa)
Melhor P. Secundária Masculina de 2016: HARV (in The Plutonium Blonde)
Melhor P. Secundária Feminina de 2016: Grandma Mazur (in Two for the Dough)
Melhor Vilão de 2016: Etaín (in Sombras da Morte)
Melhor Casal Literário de 2016: Po e Katsa (in Graceling - O Dom de Katsa)
Nota:Como devem ter percebido, grande parte dos meus livros favoritos não tem uma review aqui no blog. Tenciono corrigir isso brevemente.
Entretanto gostaria que me contassem quais foram as vossas melhores leituras de 2016, e que planos literários têm para 2017. Deixem os vossos comentários.
Mas não há início de ano sem um apanhado dos livros lidos e apreciados no ano anterior. Vamos a isso!
Para começar, se quiserem, podem consultar a lista de todos os romances/antologias, bandas desenhadas/mangas e contos que li no ano que passou AQUI.
Também podem ver uma lista mais visual no Goodreads AQUI, com algumas curiosidades.
Seguem-se os números:
Em 2016 li 39 livros (incluindo antologias, romances, noveletas e 1 livro infantil) somando 12.098 páginas (contando com as páginas que têm as versões físicas dos que escute em audiobook)e mais de 276 horas de audiolivros escutados.
- 11 destes livros estavam em português (7 de autores portugueses) e os restantes 28 em inglês.
- 8 foram lidos em formato físico, 3 em ebook e 28 em audiolivro.
Nota média de leitura: 6,56 de 10 possíveis.
O Género mais lido em romance foi Fantasia (11) e em conto foi a Ficção Científica (12)
Li 35 álbuns de banda desenhada e 4 volumes manga, num total de cerca de 5.247 páginas.
A nota média de BD foi 7,1 e de manga foi de 5,5, em 10 possíveis.
Li 46 contos, 17 dos quais de autores portugueses.
Nota média dos contos é 6,38 em 10 possíveis.
Seguem-se os Tops!
1) "O Quarto de Jack", Emma Donoghue
2) "Graceling - O Dom de Katsa", Kristin Cashore
3) "A Rapariga no Comboio ", Paula Hawkins
4) "The Plutonium Blonde", John Zakour
5) "Bons Augúrios", Neil Gaiman e Terry Pratchett

Top 5 de BD e Manga de 2016:
1) "Sharaz-De", Sergio Toppi
2) "Murena", Jean Dufaux e Philippe Delaby
3) "O Buda Azul", Cosey
4) "Maus", Art Spiegelman
5) "Israel Sketchbook", Ricardo Cabral
Top 5 contos de 2016:
1) "Wrestling Jesus", Joe R. Lansdale (in Dangerous Women)
2) "Icarus Blues", Ricardo Dias
3) "Shadows for Silence in the Forest of Hell", Brandon Sanderson
(in Dangerous Women)
4) "Querido, estás morto", João Dias Martins / Joel G. Gomes (in Conto Fantástico 3)
5) "My Heart is Either Broken", Megan Abbot (in Dangerous Women)
Tops por categorias:
Melhor Autor/a Português/esa de 2016: Susana Almeida
Melhor Autor/a Estrangeiro/a de 2016: Kristin Cashore
Melhor Autor/a Estrangeiro/a de 2016: Kristin Cashore
Melhor P. Principal Masculina de 2016: Jacob (in O Quarto de Jack)
Melhor P. Principal Feminina de 2016: Katsa (in Graceling - O Dom de Katsa)
Melhor P. Secundária Masculina de 2016: HARV (in The Plutonium Blonde)
Melhor P. Secundária Feminina de 2016: Grandma Mazur (in Two for the Dough)
Melhor Vilão de 2016: Etaín (in Sombras da Morte)
Melhor Casal Literário de 2016: Po e Katsa (in Graceling - O Dom de Katsa)
Nota:Como devem ter percebido, grande parte dos meus livros favoritos não tem uma review aqui no blog. Tenciono corrigir isso brevemente.
Entretanto gostaria que me contassem quais foram as vossas melhores leituras de 2016, e que planos literários têm para 2017. Deixem os vossos comentários.
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
A Vida aos Quadradinhos - Janeiro
Porque fazer posts individuais para cada BD não me parece a melhor solução a longo prazo, tendo em conta que algumas são bastante pequenas, vou antes começar a fazer um apanhado mensal das minhas leituras em quadradinhos. Aqui incluirei Banda Desenhada de todas as partes do mundo, incluindo Manga/Manhwa/Manhua, quer seja em álbum, revista, fanzine ou mesmo webcomic. Para cada mês vou também eleger a melhor BD do mês e um pequeno top das melhores leituras.
Comecemos então pela lista de leituras, aos quadradinhos, de Janeiro:
- "The Pale Horse (cápitulo 4 a 7", de Hae-Yun Choo
Comecei a ler este manga no final do ano pssado e adorei. A arte é excelente, as personagens dão vontade de seguir a história e há mistério, magia e vida em todos os capítulos. Nestes que li em Janeiro, novas perguntas se levantam, mais personagens aparecem e a história promete.
- "Naruto (capítulo 616 e 617.)", de Masashi Kishimoto
Quase desde que comecei a ler manga (em 2002), que sigo o Naruto, uma daquelas séries que duram, duram, duram ... tipo as pilhas Duracel. Apesar de longo, para mim Naruto sempre foi uma história a seguir e a mais recente saga não é excepção. Infelizmente, para mim, os mais recentes capítulos não tiveram o impacto que certos acontecimentos deveriam ter. Houve uma morte muito significativa quem, em qualquer outro momento me teria feito chorar que nem um bebé, mas quando aconteceu, eu não senti nada. Achei que não veio no momento certo e com isso fiquei decepcionada. Depois disso, contudo, certas reviravoltas fizeram melhorar a história uma vez mais.
- "O Regresso (O Corvo 2)", de Luís Louro
Não tendo lido o primeiro volume das aventuras deste super-herói lisboeta, não me senti propriamente perdida. Os episódios deste 'herói' sucedem-se com fluidez e muita sátira, o que fez rir várias vezes, no entanto por vezes a história parecia apensa tocada à superfície. Havia tanto para explorar e a ideia que ficou foi que o autor decidiu se aventurar apenas numa ínfima parte que nem sempre era a melhor escolha. Nessa nota, achei o final um pouco absurdo mas não sei se terá a ver com algo que se tenha passado no primeiro volume.
A arte esteve bem, especialmente os cenários; senti que visitava Lisboa novamente. Por outro lado, as figuras humanas não tinham grande dinamismo o que por vezes parecia estranho. Apesar disso adorei as referências a outros vigilantes mascarados da BD. Muito bom!
- "Hard Boiled (Tomo 2)", de Frank Miller e Geoff Darrow
Fui agradavelmente surpreendida por esta BD. É uma banda desenhada excelente, tanto a nível visual como narrativo.
A arte de Geoff Darrow é simplesmente fabulosa, cheia de pequenos detalhes que me puseram a olhar par as páginas durante muito tempo, especialmente as de página dupla.
A história em si está também muito bem desenvolvida e, apesar de não ter lido o primeiro volume antes disto, não tive quaisquer problemas em seguir a trama e captar os pormenores aos poucos. Não houve lugar para info-dumps nem explicações desnecessárias, o que muito agradeci. A história, os diálogos e a arte trabalhavam em perfeita harmonia e o resultado só podia ser algo sensacional.
Daria a esta BD 5 estrelas se não fosse por um pormenor: um salto na acção, que ocorre muito perto do fim e que deixou uma lacuna no enredo, como se faltasse um pedaço.
- "XIII - O dossier Jason Fly (XIII 6)", de Jean Van Hamme e William Vance
Este foi o primeiro livro do "XIII" que li e embora não saiba bem quais eram as minhas expectativas, sei que não esperava isto.
A história não é má, de todo, mas por vezes os diálogos diziam coisas desnecessárias, coisas que a arte poderia muito bem mostrar.
A arte em si é bastante competente, gostei muito dos detalhes e do quão 'bonita' era no geral. No entanto achei que os rostos das personagens não tinham grande expressividade.
No geral foi uma leitura agradável mas pouco memorável.
- "Odemira-te nº2", Ana C. Nunes e André Oliveira e Carlos Rocha e Jackeline Atkinson e Joana Afonso e João Pinto e José Joaquim Vaz e Luís Lourenço Lopes e Luís Guerreiro e Pedro Batista e Miguel Marreiros e Paulo Alexandre Marques e Pedro Araújo de Sousa Batista e Rui Lourenço e Sofia Mota
Esta colectânea dos vencedores do Prémio BD de Odemira, contém vários trabalhos interessantes, com estilos e temáticas bem diferentes. Os meus favoritos foram:
- "Civil" de Luís Lourenço Lopes;
- "Stas Fora" de João Pinto e Miguel Marreiros;
- "Ai esta máfia, esta máfia ..." de Carlos Rocha;
- "Jornal da Pena Capital" de José Joaquim Vaz Ferreira;
- "Velha Persistência" de Joana Afonso;
- "O Guia" de Jackeline Atkinson:
- "XIII - Mystery - O Mangusto & Irina", de Xavier Dorison e Éric Corbeyran e Ralph Meyer e Philippe Berthet
Depos de ler "XIII O Dossier Jason Fly" e o ter achado apenas pouco mais que mediano, este volume foi uma muito agrdável surpresa.
A primeira história, "Mangusto" está soberba, tanto a nível de enredo como de arte. Fiquei imersa na história e nas personagens desde o início (excepto na transição presente-passado, que poderia ter sido melhor). Ao longo da história o escritor conseguiu fazer-me sentir empatia com um hitman sem escrúpulos, o que foi fascinante.
Já a história de "Irina" não foi tão excepcional, A arte é boa e funciona muito bem com a história mas o enredo não é muito forte. Não é que seja mau, no entanto não é tão bom como o de o "Mangusto". Ainda assim vale a pena ler pois tem algumas cenas muito boas, especialmente depois de a Irina se juntar ao KGB.
Uma nota final para a edição primorosa das Edições Asa em parceria com o Jornal Público.
- "Zona Nippon 1", de Ana C. Nunes e Ana Oliveira e André Lima Araújo e André Oliveira e Arsia Rozegar e Bruno Bispo e Bruno Ma e Carlos Páscoa e Catarina Guerreiro e Fil e Filipe Duarte e Gabriel Martins e Joana Varandas e João Vasco Leal e Paula Almeida e Pedro Carvalho e Rui Alex e Victor Freundt
Apesar de achar que nem todas as histórias tinham grande ligação com a arte ou os temas nipónicos, no geral este volume está muito bom. Para quem não sabe, uma história minha está também incluída, assim como uma ilustração, mas desses não falo. Hehe!
A maioria das ilustrações estavam curiosas e os trabalhos que mais gostei foram:
- "Sohei" de André Oliveira e Pedro Carvalho;
- "O Cabo (The Cable)" de Carlos Páscoa;
- "Tao" de Bruno Bispo;
- "História Silenciosa" de Filipe Duarte;
- "Nómada" de André Lima Araújo.
- "Odemira-te nº1", de Carlos Sousa Rocha, André Oliveira, David Rafael da Silva, Docuroir Rijmond, Guilherme Luís Gamito, Hugo Filipe Vedes, Idálio Loução, Joana Afonso , José Joaquim Vaz Ferreira, José Miguel Rodrigues, Luís Guerreiro, Maria João Careto, Miguel Marreiros, Paulo Jorge Vicente, Ruben Paulino Lopez, Sara Serrão
Este primeiro volume compilatório dos vencedores do Prémio de BD de Odemira não foi taõ bom como o seguinte. Tinha vários trabalhos de menor qualidade mas, ainda assim, encontrei alguns dos quais gostei particularmente:
- "O Estacionamento" de Carlos de Sousa Rocha";
"Sem Título" de Sara Serrão;
"A Flor" de Joana Afonso.
- "Zona Monstra", de Fil, Hugo Teixeira, Daniel "Pezl" Lopez, R2FL Team, Gabriel Martins, André Caetano, César Évora, JCoelho , Manuel Alves, Tiago Pimentel, Filipe Duarte, João Sousa, Locato, J.B. Martins, Rodolfo Buscaglia, Carla Rodrigues, Miguel Santos, André Oliveira, Rui Ferreira, Bruno Bispo, João Amaral, Pedro Carvalho, Vistor Freundt, Diana David, Ricardo Correia, João Raz, André Lima Araújo, Ricardo Reis
Este é possivelmente o melhor número da Zona que li até agora. Está cheio de exclentes trabalhos, tanto a nível de BD, como de ilustração e até mesmo o poema estava muito competente. Uma nota especial para a magnífica capa. As estrevistas foram um bónus interessante também.
As BDs que mais gostei foram:
- "O que é um Monstro" de André Caetano;
- "O meu namorado" de J.B. Martins e Carla Rodrigues;
- "Animália Paris Je t'aime" de André Oliveira;
- "Um por um (One by One)" de André Oliveira e Ricardo Reis;
- "O Poço (The Well)" de Locato Buscaglia e Rodolfo Buscaglia;
- "Zona Negra 2", Fil, André Adónis, Gabriel Martins, Rui Alex, Catarina Guerreiro, Pedro Carvalho, Carla Rodrigues, Locato , Adelina Menaia, Rodolfo Buscaglia, J.B. Martins, João Figueiredo, Miguel Santos, Ricardo Correia, Sónia Brochado, Diogo Campos, João Raz, André Oliveira, Véte, Miguel Gabriel, R2FL Team, Z!, Diana David, Sónia Oliveira, Manuel Alves, Carlos Páscoa, Ricardo Reis, César Évora
Apesar de não ser tão boa como outras Zona que já li, este volume vale por alguns trabalhos de boa qualidade, como sendo: "Empregado precisa-se" de J.B. Martins e Carla Rodrigues; "Bisonte Canibal" de Z!; "A Carniceira" de Carlos Páscoa; "Despertar" de Gabriel Martins e Rui Alex; "Esquizofrenia" de Locato Buscaglia e Rodolfo Buscaglia.
A capa está fabulosa! A entrevista a Manuel Alves está igualmente muito curiosa e consegui rever-me em certas coisas que ele dizia. No interior as melhores ilustrações foram as de Catarina Guerreiro e Manuel Alves.
- "Sandman - Master of Dreams 1", de Neil Gaiman, Sam Kieth, Mike Dringenberg and Malcolm Jones III
Depois de tanto ouvir falar de Sandman pela boca de entusiastas de BD de todo o mundo, finalmente peguei na banda desenhada. Infelizmente não fiquei surpreendida e cheguei mesmo a achar este primeiro fascículo um tanto ou quanto aborrecido. A ideia em si é excelente, mas a execução deixa algo a desejar. A arte é muito boa em certos momento mas noutros sobrepõem-se demasiado a si mesma e perde encanto. Vou ler mais alguns fascículos para ver se melhora mas fiquei decepcionada.
- "X-Men - A Saga da Fénix Negra", de Chris Claremont e John Byrne
Aqui está uma BD que, apesar de todas as expectativas que cirie em seu redor, não decepcionou. Desde muito nova que sou fã dos X-Men e, apesar de nos ultimos anos me ter distanciado um pouco deste universo, sempre tive muita curiosidade sobre as aventuras deste mutantes. A Saga da Fénix Negra era uma das que sempre ouvi falar mas nunca li.
A história, apesar de ser mais velha que eu, é muito consistente e cheia de reviravoltas. A arte é fabulosa, por vezes chega mesm a ser brilhante, epsecialmente se tivermos em conta quando foi feita (1980), mas o melhor de tudo é que consegue ter uma boa simbiose com o texto. Embora por vezes os diálogos pareçam estranhos, de uma forma que eu acharia má nos tempos modernos, ainda assim não foi de todo muito mau. A narração, apesar de ser muito literal, nunca foi exagerada, mesmo quando quase tentava ser poética.
O que mais gostei foi de perceber que, mesmo quem nunca tivesse tido qualquer contacto com os X-Men, poderia gostar disto e criar um elo com as personagens.
Um excelente livro de banda desenhada que só não é perfeito porque certos diálogos diziam demasiado e eram muito informativos (info-dump). Uma nota especial para a edição portuguesa e a sua introdução; um excelente trabalho!
- "Porno SuperStar (capitúlos 1 e 2)", de Nanami
Antes que me julguem só pelo título do manga, deixem-me contextualizar-vos. Eu estava no Skype, a pôr a conversa em dia, quando vejo que duas pessoas no grupo estavam a falar em Yaoi (manga que se foca na relação entre dois homem; uma relação gráfica e explícita) e no meio daquela conversa aparece um título que foi impossível ignorar: "Porno SuperStar". Fiquei de 'olhos em bico', como se costuma dizer.Mal podia acreditar que tivessem criado um manga (yaoi ou não) com um nome desses. Então, ainda no Skype, uma das pessoas desafiou a outra a ler o dito manga e eu, curiosa e metediça (que a conversa nem era para mim), fui pesquisar o manga e quando o encontrei atrevi-me a lê-lo.
Acreditem, é quase tão mau como o nome sugere. Quem já leu manga não estranhará muito as personalidades das personagens e, especialmente, quem já leu Yaoi, sabe que há quase sempre um macho bruto e um que mais poderia ser uma mulher sem 'espinha', de tão delicado que é.
Juntemos isso tudo à premissa de que o rapazinho sem 'espinha' gosta do actor porno e, num fatídico dia o vê na rua e desata a dizer (gritar, mesmo) que quer perder a virgindade com o dito cujo, e vocês fazem uma pequena ideia do que isto é.
Diálogos absolutamente surreais, coincidências que 'não lembram ao diabo' e um par de personagens que não têm ponta por onde se lhes pegue, é a receita para este manga. Admiro-me como tive paciência para ler até ao final do capítulo dois. Se querem um bom yaoi, leiam o "Seven Days" de Venio Tachibana e Rihito Takarai.
- "Gaia (Shadowdancers 60 a 81)", de Oliver Knörzer e Powree
Gosto muito deste webcomic porque tem uma história consistente, interessante, uma arte muito bonita e as personagens são muito curiosas de observar. Nas páginas mais recentes temos desenvolvimentos curiosos apesar de haver algumas cenas que estão um pouco exageradas. Estamos numa fase de transição e o que mais se vê é desenvolvimento de personagens, o que é excelente. Recomendo!
2. XIII Mystery - Mangusto e Irina
3. X-Men - A Saga da Fénix Negra
4. The Pale Horse
5. Zona Monstra
Nota: Manga é BD japonesa, Manhwa é BD coreana e Manhua é BD Chinesa. Webcomic é BD publicada na internet, normalmente de forma gratuita. Fanzines são álbuns ou revistas de BD (normalmente com trabalhos de vários autores/artistas) auto-publicados (sem ajuda de editoras).
Comecemos então pela lista de leituras, aos quadradinhos, de Janeiro:
- "The Pale Horse (cápitulo 4 a 7", de Hae-Yun ChooComecei a ler este manga no final do ano pssado e adorei. A arte é excelente, as personagens dão vontade de seguir a história e há mistério, magia e vida em todos os capítulos. Nestes que li em Janeiro, novas perguntas se levantam, mais personagens aparecem e a história promete.
- "Naruto (capítulo 616 e 617.)", de Masashi Kishimoto
Quase desde que comecei a ler manga (em 2002), que sigo o Naruto, uma daquelas séries que duram, duram, duram ... tipo as pilhas Duracel. Apesar de longo, para mim Naruto sempre foi uma história a seguir e a mais recente saga não é excepção. Infelizmente, para mim, os mais recentes capítulos não tiveram o impacto que certos acontecimentos deveriam ter. Houve uma morte muito significativa quem, em qualquer outro momento me teria feito chorar que nem um bebé, mas quando aconteceu, eu não senti nada. Achei que não veio no momento certo e com isso fiquei decepcionada. Depois disso, contudo, certas reviravoltas fizeram melhorar a história uma vez mais.- "O Regresso (O Corvo 2)", de Luís Louro
Não tendo lido o primeiro volume das aventuras deste super-herói lisboeta, não me senti propriamente perdida. Os episódios deste 'herói' sucedem-se com fluidez e muita sátira, o que fez rir várias vezes, no entanto por vezes a história parecia apensa tocada à superfície. Havia tanto para explorar e a ideia que ficou foi que o autor decidiu se aventurar apenas numa ínfima parte que nem sempre era a melhor escolha. Nessa nota, achei o final um pouco absurdo mas não sei se terá a ver com algo que se tenha passado no primeiro volume.
A arte esteve bem, especialmente os cenários; senti que visitava Lisboa novamente. Por outro lado, as figuras humanas não tinham grande dinamismo o que por vezes parecia estranho. Apesar disso adorei as referências a outros vigilantes mascarados da BD. Muito bom!
- "Hard Boiled (Tomo 2)", de Frank Miller e Geoff Darrow
Fui agradavelmente surpreendida por esta BD. É uma banda desenhada excelente, tanto a nível visual como narrativo.A arte de Geoff Darrow é simplesmente fabulosa, cheia de pequenos detalhes que me puseram a olhar par as páginas durante muito tempo, especialmente as de página dupla.
A história em si está também muito bem desenvolvida e, apesar de não ter lido o primeiro volume antes disto, não tive quaisquer problemas em seguir a trama e captar os pormenores aos poucos. Não houve lugar para info-dumps nem explicações desnecessárias, o que muito agradeci. A história, os diálogos e a arte trabalhavam em perfeita harmonia e o resultado só podia ser algo sensacional.
Daria a esta BD 5 estrelas se não fosse por um pormenor: um salto na acção, que ocorre muito perto do fim e que deixou uma lacuna no enredo, como se faltasse um pedaço.
- "XIII - O dossier Jason Fly (XIII 6)", de Jean Van Hamme e William VanceEste foi o primeiro livro do "XIII" que li e embora não saiba bem quais eram as minhas expectativas, sei que não esperava isto.
A história não é má, de todo, mas por vezes os diálogos diziam coisas desnecessárias, coisas que a arte poderia muito bem mostrar.
A arte em si é bastante competente, gostei muito dos detalhes e do quão 'bonita' era no geral. No entanto achei que os rostos das personagens não tinham grande expressividade.
No geral foi uma leitura agradável mas pouco memorável.
- "Odemira-te nº2", Ana C. Nunes e André Oliveira e Carlos Rocha e Jackeline Atkinson e Joana Afonso e João Pinto e José Joaquim Vaz e Luís Lourenço Lopes e Luís Guerreiro e Pedro Batista e Miguel Marreiros e Paulo Alexandre Marques e Pedro Araújo de Sousa Batista e Rui Lourenço e Sofia Mota
Esta colectânea dos vencedores do Prémio BD de Odemira, contém vários trabalhos interessantes, com estilos e temáticas bem diferentes. Os meus favoritos foram:
- "Civil" de Luís Lourenço Lopes;
- "Stas Fora" de João Pinto e Miguel Marreiros;
- "Ai esta máfia, esta máfia ..." de Carlos Rocha;
- "Jornal da Pena Capital" de José Joaquim Vaz Ferreira;
- "Velha Persistência" de Joana Afonso;
- "O Guia" de Jackeline Atkinson:
- "XIII - Mystery - O Mangusto & Irina", de Xavier Dorison e Éric Corbeyran e Ralph Meyer e Philippe Berthet
Depos de ler "XIII O Dossier Jason Fly" e o ter achado apenas pouco mais que mediano, este volume foi uma muito agrdável surpresa.
A primeira história, "Mangusto" está soberba, tanto a nível de enredo como de arte. Fiquei imersa na história e nas personagens desde o início (excepto na transição presente-passado, que poderia ter sido melhor). Ao longo da história o escritor conseguiu fazer-me sentir empatia com um hitman sem escrúpulos, o que foi fascinante.
Já a história de "Irina" não foi tão excepcional, A arte é boa e funciona muito bem com a história mas o enredo não é muito forte. Não é que seja mau, no entanto não é tão bom como o de o "Mangusto". Ainda assim vale a pena ler pois tem algumas cenas muito boas, especialmente depois de a Irina se juntar ao KGB.
Uma nota final para a edição primorosa das Edições Asa em parceria com o Jornal Público.
- "Zona Nippon 1", de Ana C. Nunes e Ana Oliveira e André Lima Araújo e André Oliveira e Arsia Rozegar e Bruno Bispo e Bruno Ma e Carlos Páscoa e Catarina Guerreiro e Fil e Filipe Duarte e Gabriel Martins e Joana Varandas e João Vasco Leal e Paula Almeida e Pedro Carvalho e Rui Alex e Victor Freundt
Apesar de achar que nem todas as histórias tinham grande ligação com a arte ou os temas nipónicos, no geral este volume está muito bom. Para quem não sabe, uma história minha está também incluída, assim como uma ilustração, mas desses não falo. Hehe!
A maioria das ilustrações estavam curiosas e os trabalhos que mais gostei foram:
- "Sohei" de André Oliveira e Pedro Carvalho;
- "O Cabo (The Cable)" de Carlos Páscoa;
- "Tao" de Bruno Bispo;
- "História Silenciosa" de Filipe Duarte;
- "Nómada" de André Lima Araújo.
- "Odemira-te nº1", de Carlos Sousa Rocha, André Oliveira, David Rafael da Silva, Docuroir Rijmond, Guilherme Luís Gamito, Hugo Filipe Vedes, Idálio Loução, Joana Afonso , José Joaquim Vaz Ferreira, José Miguel Rodrigues, Luís Guerreiro, Maria João Careto, Miguel Marreiros, Paulo Jorge Vicente, Ruben Paulino Lopez, Sara Serrão
Este primeiro volume compilatório dos vencedores do Prémio de BD de Odemira não foi taõ bom como o seguinte. Tinha vários trabalhos de menor qualidade mas, ainda assim, encontrei alguns dos quais gostei particularmente:
- "O Estacionamento" de Carlos de Sousa Rocha";
"Sem Título" de Sara Serrão;
"A Flor" de Joana Afonso.
- "Zona Monstra", de Fil, Hugo Teixeira, Daniel "Pezl" Lopez, R2FL Team, Gabriel Martins, André Caetano, César Évora, JCoelho , Manuel Alves, Tiago Pimentel, Filipe Duarte, João Sousa, Locato, J.B. Martins, Rodolfo Buscaglia, Carla Rodrigues, Miguel Santos, André Oliveira, Rui Ferreira, Bruno Bispo, João Amaral, Pedro Carvalho, Vistor Freundt, Diana David, Ricardo Correia, João Raz, André Lima Araújo, Ricardo ReisEste é possivelmente o melhor número da Zona que li até agora. Está cheio de exclentes trabalhos, tanto a nível de BD, como de ilustração e até mesmo o poema estava muito competente. Uma nota especial para a magnífica capa. As estrevistas foram um bónus interessante também.
As BDs que mais gostei foram:
- "O que é um Monstro" de André Caetano;
- "O meu namorado" de J.B. Martins e Carla Rodrigues;
- "Animália Paris Je t'aime" de André Oliveira;
- "Um por um (One by One)" de André Oliveira e Ricardo Reis;
- "O Poço (The Well)" de Locato Buscaglia e Rodolfo Buscaglia;
- "Zona Negra 2", Fil, André Adónis, Gabriel Martins, Rui Alex, Catarina Guerreiro, Pedro Carvalho, Carla Rodrigues, Locato , Adelina Menaia, Rodolfo Buscaglia, J.B. Martins, João Figueiredo, Miguel Santos, Ricardo Correia, Sónia Brochado, Diogo Campos, João Raz, André Oliveira, Véte, Miguel Gabriel, R2FL Team, Z!, Diana David, Sónia Oliveira, Manuel Alves, Carlos Páscoa, Ricardo Reis, César Évora
Apesar de não ser tão boa como outras Zona que já li, este volume vale por alguns trabalhos de boa qualidade, como sendo: "Empregado precisa-se" de J.B. Martins e Carla Rodrigues; "Bisonte Canibal" de Z!; "A Carniceira" de Carlos Páscoa; "Despertar" de Gabriel Martins e Rui Alex; "Esquizofrenia" de Locato Buscaglia e Rodolfo Buscaglia.
A capa está fabulosa! A entrevista a Manuel Alves está igualmente muito curiosa e consegui rever-me em certas coisas que ele dizia. No interior as melhores ilustrações foram as de Catarina Guerreiro e Manuel Alves.
- "Sandman - Master of Dreams 1", de Neil Gaiman, Sam Kieth, Mike Dringenberg and Malcolm Jones III
Depois de tanto ouvir falar de Sandman pela boca de entusiastas de BD de todo o mundo, finalmente peguei na banda desenhada. Infelizmente não fiquei surpreendida e cheguei mesmo a achar este primeiro fascículo um tanto ou quanto aborrecido. A ideia em si é excelente, mas a execução deixa algo a desejar. A arte é muito boa em certos momento mas noutros sobrepõem-se demasiado a si mesma e perde encanto. Vou ler mais alguns fascículos para ver se melhora mas fiquei decepcionada.
- "X-Men - A Saga da Fénix Negra", de Chris Claremont e John Byrne
Aqui está uma BD que, apesar de todas as expectativas que cirie em seu redor, não decepcionou. Desde muito nova que sou fã dos X-Men e, apesar de nos ultimos anos me ter distanciado um pouco deste universo, sempre tive muita curiosidade sobre as aventuras deste mutantes. A Saga da Fénix Negra era uma das que sempre ouvi falar mas nunca li. A história, apesar de ser mais velha que eu, é muito consistente e cheia de reviravoltas. A arte é fabulosa, por vezes chega mesm a ser brilhante, epsecialmente se tivermos em conta quando foi feita (1980), mas o melhor de tudo é que consegue ter uma boa simbiose com o texto. Embora por vezes os diálogos pareçam estranhos, de uma forma que eu acharia má nos tempos modernos, ainda assim não foi de todo muito mau. A narração, apesar de ser muito literal, nunca foi exagerada, mesmo quando quase tentava ser poética.
O que mais gostei foi de perceber que, mesmo quem nunca tivesse tido qualquer contacto com os X-Men, poderia gostar disto e criar um elo com as personagens.
Um excelente livro de banda desenhada que só não é perfeito porque certos diálogos diziam demasiado e eram muito informativos (info-dump). Uma nota especial para a edição portuguesa e a sua introdução; um excelente trabalho!
- "Porno SuperStar (capitúlos 1 e 2)", de Nanami
Antes que me julguem só pelo título do manga, deixem-me contextualizar-vos. Eu estava no Skype, a pôr a conversa em dia, quando vejo que duas pessoas no grupo estavam a falar em Yaoi (manga que se foca na relação entre dois homem; uma relação gráfica e explícita) e no meio daquela conversa aparece um título que foi impossível ignorar: "Porno SuperStar". Fiquei de 'olhos em bico', como se costuma dizer.Mal podia acreditar que tivessem criado um manga (yaoi ou não) com um nome desses. Então, ainda no Skype, uma das pessoas desafiou a outra a ler o dito manga e eu, curiosa e metediça (que a conversa nem era para mim), fui pesquisar o manga e quando o encontrei atrevi-me a lê-lo.Acreditem, é quase tão mau como o nome sugere. Quem já leu manga não estranhará muito as personalidades das personagens e, especialmente, quem já leu Yaoi, sabe que há quase sempre um macho bruto e um que mais poderia ser uma mulher sem 'espinha', de tão delicado que é.
Juntemos isso tudo à premissa de que o rapazinho sem 'espinha' gosta do actor porno e, num fatídico dia o vê na rua e desata a dizer (gritar, mesmo) que quer perder a virgindade com o dito cujo, e vocês fazem uma pequena ideia do que isto é.
Diálogos absolutamente surreais, coincidências que 'não lembram ao diabo' e um par de personagens que não têm ponta por onde se lhes pegue, é a receita para este manga. Admiro-me como tive paciência para ler até ao final do capítulo dois. Se querem um bom yaoi, leiam o "Seven Days" de Venio Tachibana e Rihito Takarai.- "Gaia (Shadowdancers 60 a 81)", de Oliver Knörzer e Powree
Gosto muito deste webcomic porque tem uma história consistente, interessante, uma arte muito bonita e as personagens são muito curiosas de observar. Nas páginas mais recentes temos desenvolvimentos curiosos apesar de haver algumas cenas que estão um pouco exageradas. Estamos numa fase de transição e o que mais se vê é desenvolvimento de personagens, o que é excelente. Recomendo!
Os melhores do mês foram:
1. Hard Boiled 22. XIII Mystery - Mangusto e Irina
3. X-Men - A Saga da Fénix Negra
4. The Pale Horse
5. Zona Monstra
Nota: Manga é BD japonesa, Manhwa é BD coreana e Manhua é BD Chinesa. Webcomic é BD publicada na internet, normalmente de forma gratuita. Fanzines são álbuns ou revistas de BD (normalmente com trabalhos de vários autores/artistas) auto-publicados (sem ajuda de editoras).
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
Neverwhere - Na terra do nada
"Neverwhere - Na terra do nada" de Neil Gaiman (Editorial Presença)
Sinopse:
Neil Gaiman leva-nos até à grande metrópole londrina, dividida em dois mundos, a Londres-de-Cima e a Londres-de-Baixo, que coabitam articulados por uma única estrutura ordenada: a rede do metropolitano. Ao mundo de luz da Londres-de-Cima opõe-se o mundo das trevas da Londres-de-Baixo. O protagonista, Richard Mayhew um rapaz vindo da província acaba por acolher em sua casa uma fugitiva. A partir daí, Richard passa a não existir, a não ter lugar na Londres-de-Cima. Só lhe restará descer ao mundo da escuridão, dos túneis, dos esgotos que as pessoas de Cima esqueceram e já não vêem.
Opinião:
Quando comecei a ler este livro, senti logo que lhe faltava algo. Qualquer coisa que não sabia bem explicar, mas que sabia não estar lá. à medida que fui lendo, e à medida que fui gostando mais da história, esse sentimento nunca desapareceu, como uma sombra sobre o livro.
A estória começa de forma lenta e algo desinteressante, o autor não conseguiu cativar desde o início, embora logo no princípio existissem mistérios. À medida que a estória vai decorrendo, os mistérios adensam-se e, confesso, fiquei surpreendida com as reviravoltas, com os verdadeiros inimigos e o verdadeiro traidor, mas também foi aqui que o autor pecou mais.
Reviravoltas houve muitas, mas foram tão mal empregues, tão mal expostas, que não senti aquele aperto no peito, aquela adrenalina, que seria de esperar quando se descobre algo do qual não se suspeitava.
A escrita do autor, embora rica (não rebuscada), não cativa. Estende-se demasiado, deambula por locais desnecessários e não puxa como outros livros, cujas estórias podem ter menos interesse, mas que ao menos conseguem manter o leitor atento e expectante.
E enquanto falamos da escrita, outro erro foi a forma da narrativa, que se lia como um guião, só que o problema é que eu estava a ler um romance, não um guião de cinema, e por isso muitas cenas pareceram-me desnecessárias, e o foco parecia estar em todo o lado, e, ao mesmo tempo, em lado nenhum, o que tirou muito interesse à trama.
Claro que nem tudo é mau! A história tem muito potencial e gostei muito do "mundo" que o autor criou e da maneira como o conjugou com o "real", também gostei muito do Richard, que não sendo o comum "herói", teve cenas fabulosas (especialmente nas que era um medricas) e mostrou-se muito humano e realista. As outras personagens eram todas medianas, e embora chegassem a ser todas bem exploradas, a forma como o autor as mostrava não deixou que nenhuma delas entrasse verdadeiramente no meu coração (à excepção do mencionado Richard, e talvez da pequena Door, que era um doce).
Outra coisa boa do livro foi o final, que ata todas as pontas soltas, mas não tenta safar-se com um "e viveram todos felizes para sempre", deixando tudo muito em aberto, mas não de forma a necessitar de uma sequela. Mais no estilo "e a vida continua", que é o tipo de final que prefiro, pessoalmente.
Em suma, foi um livro que se leu bem, mas que o autor não conseguiu expor da melhor forma, o que tirou muito mérito à obra. Tenho a certeza que daria um excelente filme, mas como livro, ficou aquém das expectativas, embora não me arrependa de o ler, e tenha gostado especialmente pelo Richard, que certamente merece um lugar na minha memória.
Tradução de Alberto Gomes & Carlos Afonso Lobo
Capa (Ilustração) de Samuel Santos
Nota: Esta leitura foi feita no âmbito do Desafio Literário 2010.
Sinopse:
Neil Gaiman leva-nos até à grande metrópole londrina, dividida em dois mundos, a Londres-de-Cima e a Londres-de-Baixo, que coabitam articulados por uma única estrutura ordenada: a rede do metropolitano. Ao mundo de luz da Londres-de-Cima opõe-se o mundo das trevas da Londres-de-Baixo. O protagonista, Richard Mayhew um rapaz vindo da província acaba por acolher em sua casa uma fugitiva. A partir daí, Richard passa a não existir, a não ter lugar na Londres-de-Cima. Só lhe restará descer ao mundo da escuridão, dos túneis, dos esgotos que as pessoas de Cima esqueceram e já não vêem.
Opinião:
Quando comecei a ler este livro, senti logo que lhe faltava algo. Qualquer coisa que não sabia bem explicar, mas que sabia não estar lá. à medida que fui lendo, e à medida que fui gostando mais da história, esse sentimento nunca desapareceu, como uma sombra sobre o livro.
A estória começa de forma lenta e algo desinteressante, o autor não conseguiu cativar desde o início, embora logo no princípio existissem mistérios. À medida que a estória vai decorrendo, os mistérios adensam-se e, confesso, fiquei surpreendida com as reviravoltas, com os verdadeiros inimigos e o verdadeiro traidor, mas também foi aqui que o autor pecou mais.
Reviravoltas houve muitas, mas foram tão mal empregues, tão mal expostas, que não senti aquele aperto no peito, aquela adrenalina, que seria de esperar quando se descobre algo do qual não se suspeitava.
A escrita do autor, embora rica (não rebuscada), não cativa. Estende-se demasiado, deambula por locais desnecessários e não puxa como outros livros, cujas estórias podem ter menos interesse, mas que ao menos conseguem manter o leitor atento e expectante.
E enquanto falamos da escrita, outro erro foi a forma da narrativa, que se lia como um guião, só que o problema é que eu estava a ler um romance, não um guião de cinema, e por isso muitas cenas pareceram-me desnecessárias, e o foco parecia estar em todo o lado, e, ao mesmo tempo, em lado nenhum, o que tirou muito interesse à trama.
Claro que nem tudo é mau! A história tem muito potencial e gostei muito do "mundo" que o autor criou e da maneira como o conjugou com o "real", também gostei muito do Richard, que não sendo o comum "herói", teve cenas fabulosas (especialmente nas que era um medricas) e mostrou-se muito humano e realista. As outras personagens eram todas medianas, e embora chegassem a ser todas bem exploradas, a forma como o autor as mostrava não deixou que nenhuma delas entrasse verdadeiramente no meu coração (à excepção do mencionado Richard, e talvez da pequena Door, que era um doce).
Outra coisa boa do livro foi o final, que ata todas as pontas soltas, mas não tenta safar-se com um "e viveram todos felizes para sempre", deixando tudo muito em aberto, mas não de forma a necessitar de uma sequela. Mais no estilo "e a vida continua", que é o tipo de final que prefiro, pessoalmente.
Em suma, foi um livro que se leu bem, mas que o autor não conseguiu expor da melhor forma, o que tirou muito mérito à obra. Tenho a certeza que daria um excelente filme, mas como livro, ficou aquém das expectativas, embora não me arrependa de o ler, e tenha gostado especialmente pelo Richard, que certamente merece um lugar na minha memória.
Tradução de Alberto Gomes & Carlos Afonso Lobo
Capa (Ilustração) de Samuel Santos
Nota: Esta leitura foi feita no âmbito do Desafio Literário 2010.
domingo, 17 de janeiro de 2010
::Filme:: Coraline
Coraline e a porta secreta é um filme baseado no livro de Neil Gaiman, com o mesmo nome. Nunca li o livro, mas surgiu a oportunidade de ver o filme, e como tinha ouvido muitos elogios a esta animação, decidi vê-lo.
Logo no início fiquei arrepiada e presa ao ecrã, aquela cena de abertura está fabulosa. Atemorizadamente fabulosa! Isto serviu para me deixar ainda mais expectante quanto ao resto do filme, e talvez tenha sido esse o meu erro. As expectativas.
Não vou dizer que o filme é mau, mas para além da animação que é soberba, a história é banal e sinto que isto já foi feito milhares de vezes. Crianças que se sentem infelizes e insatisfeitas com as suas vidas, com a pouca atenção que os pais lhes dão, refugiam-se num mundo imaginário (ou não) onde tudo é perfeito, onde os pais lhes fazem todas as vontades, mas onde nem tudo é bem o que parece.
Se isto tivesse sido bem jogado, talvez o filme tivesse sido mais interessante, mas da forma como foi apresentado, simplesmente pareceu "mais um".
Não há nenhuma personagem que fique na memória, embora nenhuma seja especialmente aborrecida. Os cenários são lindos e de uma boa imaginação, mas também não são nada que não tenha visto antes. E depois as coisas acabam bem, como não poderia ser, mas de uma forma pouco satisfatória, a meu ver.
Em suma, desfrutei do filme, especialmente da animação, mas este não é certamente um filme que ficará na memória por muito tempo.
Logo no início fiquei arrepiada e presa ao ecrã, aquela cena de abertura está fabulosa. Atemorizadamente fabulosa! Isto serviu para me deixar ainda mais expectante quanto ao resto do filme, e talvez tenha sido esse o meu erro. As expectativas.
Não vou dizer que o filme é mau, mas para além da animação que é soberba, a história é banal e sinto que isto já foi feito milhares de vezes. Crianças que se sentem infelizes e insatisfeitas com as suas vidas, com a pouca atenção que os pais lhes dão, refugiam-se num mundo imaginário (ou não) onde tudo é perfeito, onde os pais lhes fazem todas as vontades, mas onde nem tudo é bem o que parece.
Se isto tivesse sido bem jogado, talvez o filme tivesse sido mais interessante, mas da forma como foi apresentado, simplesmente pareceu "mais um".
Não há nenhuma personagem que fique na memória, embora nenhuma seja especialmente aborrecida. Os cenários são lindos e de uma boa imaginação, mas também não são nada que não tenha visto antes. E depois as coisas acabam bem, como não poderia ser, mas de uma forma pouco satisfatória, a meu ver.
Em suma, desfrutei do filme, especialmente da animação, mas este não é certamente um filme que ficará na memória por muito tempo.
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