Vídeo das leituras e compras literárias do passado mês de Março.
Leituras:
- "Beautiful Ruins (A Bela Americana)", Jess Walter
- "Por Mundos Divergentes", Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G.P. Martins, Ricardo Dias, Sara Farinha
- "Anna Dressed in Blood", Kendare Blake
- "A Trilogia de Nova Iorque", Paul Auster
- "Fairest", Marissa Meyer
- "A Morte de Ivan Ilitch", Lev Tolstoi
- "Gantz - 30 a 37", Hiroya Oku
- "Três Sombras", Cyril Pedrosa
- "Y - The Last Man - 2 a 10", Brian K. Vaughan, Pia Guerra
- "Dança do Corvo", Vitor Frazão
- "Monociclo", Vitor Frazão
Compras:
- "À Lareira - Volume 1", José Viale Moutinho
- "Três Sombras", Cyril Pedrosa
- Dicionário Escolar de Alemão-Português, Português-Alemão
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sexta-feira, 3 de abril de 2015
Leituras e Compras de Março 2015
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Vitor Frazão
sábado, 21 de março de 2015
Por Mundos Divergentes
"Por Mundos Divergentes", antologia com histórias de Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G.P. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha (Editorial Divergência)
Esta antologia reúne uma série de contos distópicos (futuros em que a humanidade não está no seu melhor, o oposto de utopia, embora um dos contos seja, em essência, utópico), passados no nosso Portugal.
A premissa chamou-me logo a atenção (e refiro-me a antes de eu própria submeter um conto à antologia, claro).
Ora, como sempre, vou dar a minha opinião conto a conto, em baixo, mas no geral foi uma leitura muito interessante. Diferentes visões do que poderá ser o futuro do país e da humanidade. Uns mais tecnológicos, outros mais rurais, mas todos com boas histórias.
A nível de design, devo dizer que gosto bastante da capa, em contraste com a contra-capa que desgosto por ser praticamente ilegível. O interior do livro está muito comprimido e poderia estar mais bem organizado, de forma a ser mais apelativo. Quanto às ilustrações interiores, mencionarei cada um dos trabalhos juntamente com os contos (de forma individual), visto que cada história foi interpretada por um ilustrador diferente.
No geral recomendo pois as histórias são bastante boas e acho que quem tem curiosidade sobre o tema, e as raízes portuguesas que este contém, irá ser agradavelmente surpreendido.
"Patriarca", de Ricardo Dias (ilustrações de Rui Miguel Gomes)
Neste conto as pessoas estão oprimidas por um sistema que vigia cada um dos seus passos, das suas conversas, e das suas intenções. Um pouco ao estilo do 1984 (George Orwell). O protagonista cai no erro de dizer algo que é tido como anti-sistema e a isso seguem-se várias situações que culminam num excelente final.
Ora, no início a prosa não me cativou por ser muito explicativa. Isto melhorou a partir da última parte e o final, efectivamente, é muito bom. Apesar de eu achar que o protagonista não tinha muita personalidade, aceitando tudo com demasiada facilidade e questionando pouco o que lhe aconteceu ao longo da história.
No respeitante à ilustrações, achei-as pouco apelativas e muito duras, ou seja, o traço era pouco confiante. Apesar de achar que o ilustrador se esforçou bastante por mostrar o ambiente, a técnica foi insuficiente.
"Em Asas Vermelhas", de Nuno Almeida (ilustrações de Ana Santo)
Cidades muralhadas, dividindo duas estirpes da sociedade, sendo que só a mais baixa, a que vive na miséria, sabe da existência da outra. Ou não morassem eles, e sobrevivessem eles, do lixo dos restantes.
Premissa bem interessante e bem executada, embora eu ache que mereceia um texto mais extenso para alcançar o seu verdadeiro potencial.
Temos dois protagonistas, um de cada lado da sociedade: Heidi e Dani. Mas foi a primeira que, a meu ver, distorceu um pouco a prosa. Ou melhor, a mudança radical da personalidade de Heidi. Isto porque no início Dani é aventureiro e Heidi é mal-educada e pretenciosa. No fim Dani continua corajoso (embora eu ache que matou com demasiada facilidade) mas a Heidi perde o seu pretenciosismo assim que cai no outro extremo da sociedade. Assim do nada!).
Enfim, tirando isso gostei bastante da prosa e adorei especialmente a primeira parte do conto. No entano achei que a resolução do conflito foi facilitada, apesar de ter gostado muito dos parágrafos finais.
No que toca às ilustrações, gostei bastante. O traço é simples mas limpo. Acho que teria funcionado melhor com um pouco mais de negro, para entrar no espírito do conto, mas são bons trabalhos.
"Dispensáveis", de Ana C. Nunes (ilustrações de Manuel Alves)
Sobre este não vou comentar, por ser a autora, mas deixo uma nota de apreço pelo fantástico trabalho do ilustrador: Manuel Alves. Se não conhecem o trabalho dele, convido-vos a visitar o seu site AQUI.
"Arrábida8", de Pedro G.P. Martins (ilustrações de Leonor Ferrão)
Talvez este seja o melhor conto que li, até hoje, do Pedro G.P. Martins. Em Arrábida8, o autor mistura a ciência com um futuro muito envolvente. O protagonista é um cientista que estuda a causa da diminuição da população de uma espécie no Tejo e isso irá conduzí-lo, e à sua colega de trabalho, numa descoberta que muitos tentam manterem segredo.
Gostei imenso da prosa, da sequência da acção e das personagens. Gostava muito de ver mais histórias passadas neste futuro distópico.
Quanto às ilustrações da Leonor Ferrão, são visualmente apelativos mas teria gostado ainda mais se fossem mais detalhadas e mostrassem mais o ambiente da história.
"Somos Felizes", de Sara Farinha (ilustrações de Magde Matias)
Sara Farinha traz-nos um futuro em que tudo na sociedade é desenhado para levar os habitantes à felicidade, mas o protagonista irá descobrir que certas coisas na vida nunca poderão ser esquecidas e que a felicidade não é algo que se possa forçar.
O conceito desta história está muito bom mas o início do texto confundiu-me bastante. Já na segunda parte gostei mais da prosa e consegui ligar-me às personagens que, em poucas páginas, ficaram bem vincadas.
O final não surpreendeu mas isso não fez com que o conto fosse menos interessante. No todo, gostei.
Por outro lado as ilustrações estavam bastante más. Vê-se que a ilustradora se esforçou por mostrar bem as cenas (e isso conseguiu fazer), mas o desenho é muito amador e o acabamento é fraco.
Sinopse:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.
Esta antologia reúne uma série de contos distópicos (futuros em que a humanidade não está no seu melhor, o oposto de utopia, embora um dos contos seja, em essência, utópico), passados no nosso Portugal.
A premissa chamou-me logo a atenção (e refiro-me a antes de eu própria submeter um conto à antologia, claro).
Ora, como sempre, vou dar a minha opinião conto a conto, em baixo, mas no geral foi uma leitura muito interessante. Diferentes visões do que poderá ser o futuro do país e da humanidade. Uns mais tecnológicos, outros mais rurais, mas todos com boas histórias.
A nível de design, devo dizer que gosto bastante da capa, em contraste com a contra-capa que desgosto por ser praticamente ilegível. O interior do livro está muito comprimido e poderia estar mais bem organizado, de forma a ser mais apelativo. Quanto às ilustrações interiores, mencionarei cada um dos trabalhos juntamente com os contos (de forma individual), visto que cada história foi interpretada por um ilustrador diferente.
No geral recomendo pois as histórias são bastante boas e acho que quem tem curiosidade sobre o tema, e as raízes portuguesas que este contém, irá ser agradavelmente surpreendido.
"Patriarca", de Ricardo Dias (ilustrações de Rui Miguel Gomes)
Neste conto as pessoas estão oprimidas por um sistema que vigia cada um dos seus passos, das suas conversas, e das suas intenções. Um pouco ao estilo do 1984 (George Orwell). O protagonista cai no erro de dizer algo que é tido como anti-sistema e a isso seguem-se várias situações que culminam num excelente final.
Ora, no início a prosa não me cativou por ser muito explicativa. Isto melhorou a partir da última parte e o final, efectivamente, é muito bom. Apesar de eu achar que o protagonista não tinha muita personalidade, aceitando tudo com demasiada facilidade e questionando pouco o que lhe aconteceu ao longo da história.
No respeitante à ilustrações, achei-as pouco apelativas e muito duras, ou seja, o traço era pouco confiante. Apesar de achar que o ilustrador se esforçou bastante por mostrar o ambiente, a técnica foi insuficiente.
"Em Asas Vermelhas", de Nuno Almeida (ilustrações de Ana Santo)
Cidades muralhadas, dividindo duas estirpes da sociedade, sendo que só a mais baixa, a que vive na miséria, sabe da existência da outra. Ou não morassem eles, e sobrevivessem eles, do lixo dos restantes.
Premissa bem interessante e bem executada, embora eu ache que mereceia um texto mais extenso para alcançar o seu verdadeiro potencial.
Temos dois protagonistas, um de cada lado da sociedade: Heidi e Dani. Mas foi a primeira que, a meu ver, distorceu um pouco a prosa. Ou melhor, a mudança radical da personalidade de Heidi. Isto porque no início Dani é aventureiro e Heidi é mal-educada e pretenciosa. No fim Dani continua corajoso (embora eu ache que matou com demasiada facilidade) mas a Heidi perde o seu pretenciosismo assim que cai no outro extremo da sociedade. Assim do nada!).
Enfim, tirando isso gostei bastante da prosa e adorei especialmente a primeira parte do conto. No entano achei que a resolução do conflito foi facilitada, apesar de ter gostado muito dos parágrafos finais.
No que toca às ilustrações, gostei bastante. O traço é simples mas limpo. Acho que teria funcionado melhor com um pouco mais de negro, para entrar no espírito do conto, mas são bons trabalhos.
"Dispensáveis", de Ana C. Nunes (ilustrações de Manuel Alves)
Sobre este não vou comentar, por ser a autora, mas deixo uma nota de apreço pelo fantástico trabalho do ilustrador: Manuel Alves. Se não conhecem o trabalho dele, convido-vos a visitar o seu site AQUI.
"Arrábida8", de Pedro G.P. Martins (ilustrações de Leonor Ferrão)
Talvez este seja o melhor conto que li, até hoje, do Pedro G.P. Martins. Em Arrábida8, o autor mistura a ciência com um futuro muito envolvente. O protagonista é um cientista que estuda a causa da diminuição da população de uma espécie no Tejo e isso irá conduzí-lo, e à sua colega de trabalho, numa descoberta que muitos tentam manterem segredo.
Gostei imenso da prosa, da sequência da acção e das personagens. Gostava muito de ver mais histórias passadas neste futuro distópico.
Quanto às ilustrações da Leonor Ferrão, são visualmente apelativos mas teria gostado ainda mais se fossem mais detalhadas e mostrassem mais o ambiente da história.
"Somos Felizes", de Sara Farinha (ilustrações de Magde Matias)
Sara Farinha traz-nos um futuro em que tudo na sociedade é desenhado para levar os habitantes à felicidade, mas o protagonista irá descobrir que certas coisas na vida nunca poderão ser esquecidas e que a felicidade não é algo que se possa forçar.
O conceito desta história está muito bom mas o início do texto confundiu-me bastante. Já na segunda parte gostei mais da prosa e consegui ligar-me às personagens que, em poucas páginas, ficaram bem vincadas.
O final não surpreendeu mas isso não fez com que o conto fosse menos interessante. No todo, gostei.
Por outro lado as ilustrações estavam bastante más. Vê-se que a ilustradora se esforçou por mostrar bem as cenas (e isso conseguiu fazer), mas o desenho é muito amador e o acabamento é fraco.
Sinopse:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
::Autor:: Pedro G.P. Martins
Biografia (via Goodreads):
Com uma formação em ciências, na área da Biologia, tenho-me dedicado paralelamente à escrita criativa. "Quem semeia no Tejo" foi o meu primeiro conto a ser publicado, em 2013, no livro "Lisboa no ano 2000 - uma antologia assombrosa sobre uma cidade que nunca existiu". Sou também autor e co-autor de argumentos para curtas metragens, mas tudo isso no pouco tempo que sobra da actividade profissional de base, que exige horas a fio a analisar espécies de insectos ao microscópio...
Livros que li do autor:
O Complexo de Golconda (conto) - Opinião
Anima Lusa (conto) - Opinião
Quem Semeia no Tejo (conto in Lisboa no Ano 2000) - Opinião
Trabalhos editados em Português:
Lisboa no Ano 2000, Saída de Emergência (2012)
O Complexo de Golconda, Smashwords (2013)
Anima Lusa, Smashwords (2013)
Bang! 16, Saída de Emergência (2014)
A visitar: Goodreads do Autor
Com uma formação em ciências, na área da Biologia, tenho-me dedicado paralelamente à escrita criativa. "Quem semeia no Tejo" foi o meu primeiro conto a ser publicado, em 2013, no livro "Lisboa no ano 2000 - uma antologia assombrosa sobre uma cidade que nunca existiu". Sou também autor e co-autor de argumentos para curtas metragens, mas tudo isso no pouco tempo que sobra da actividade profissional de base, que exige horas a fio a analisar espécies de insectos ao microscópio...
Livros que li do autor:
O Complexo de Golconda (conto) - Opinião
Anima Lusa (conto) - Opinião
Quem Semeia no Tejo (conto in Lisboa no Ano 2000) - Opinião
Trabalhos editados em Português:
Lisboa no Ano 2000, Saída de Emergência (2012)
O Complexo de Golconda, Smashwords (2013)
Anima Lusa, Smashwords (2013)
Bang! 16, Saída de Emergência (2014)
A visitar: Goodreads do Autor
domingo, 28 de setembro de 2014
Por Mundos Divergentes - Passatempo
Para comemorar o lançamento da antologia "Por Mundos Divergente", onde está publicado um conto da minha autoria, decidi criar um novo passatempo para vos oferecer um exemplar.
Sobre a antologia:
Sobre o meu conto, "Dispensáveis":
E lembrem-se: quanto mais fizerem Gostar/Seguir/Partilhar, mais hipóteses têm de ganhar.
Boa sorte!
Sobre a antologia:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.
Sobre o meu conto, "Dispensáveis":
Enquanto seres humanos gostamos de pensar que cometemos erros no passado para que, no futuro, não tenhamos de fazer igual. Para que não tenhamos desculpas para cair nos mesmo buracos. Mas o que a história nos prova é que os erros se repetem, se multiplicam, se inflamam. Mais tarde o povo verá esta era como uma das mais negras da história da humanidade mas, para já, tudo é aceitável, tudo é justificável, e nada é mais dispensável que a vida humana.
E lembrem-se: quanto mais fizerem Gostar/Seguir/Partilhar, mais hipóteses têm de ganhar.
Boa sorte!
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Por Mundos Divergentes - divulgação
Já foi revelada a capa e a sinopse da nova antologia da Editorial Divergência: "Por Mundos Divergentes".
Sinopse:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.
Um dos contos é da minha autoria e é uma história da qual me orgulho particularmente. :) Aqui fica a sinopse do meu conto "Dispensáveis":
Enquanto seres humanos gostamos de pensar que cometemos erros no passado para que, no futuro, não tenhamos de fazer igual. Para que não tenhamos desculpas para cair nos mesmo buracos. Mas o que a história nos prova é que os erros se repetem, se multiplicam, se inflamam.
Mais tarde o povo verá esta era como uma das mais negras da história da humanidade mas, para já, tudo é aceitável, tudo é justificável, e nada é mais dispensável que a vida humana.
Sinopse:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.
Um dos contos é da minha autoria e é uma história da qual me orgulho particularmente. :) Aqui fica a sinopse do meu conto "Dispensáveis":
Enquanto seres humanos gostamos de pensar que cometemos erros no passado para que, no futuro, não tenhamos de fazer igual. Para que não tenhamos desculpas para cair nos mesmo buracos. Mas o que a história nos prova é que os erros se repetem, se multiplicam, se inflamam.
Mais tarde o povo verá esta era como uma das mais negras da história da humanidade mas, para já, tudo é aceitável, tudo é justificável, e nada é mais dispensável que a vida humana.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Lisboa no Ano 2000
"Lisboa no Ano 2000 - Uma antologia assombrosa sobre uma cidade que nunca existiu", organizada por João Barreiros, com contos de A.M.P. Rodriguez, Ana C. Nunes, Carlos Silva, Guilherme Trindade, João Ventura, Joel Puga, Jorge Palinhos , Michael Silva, Pedro Afonso, Pedro G.P. Martins, Pedro Vicente Pedroso, Ricardo Correia, Ricardo Cruz Ortigão, Telmo Marçal.
Sinopse:
Bem-vindos à maior cidade da Europa livre, bem longe do opressivo império germânico. Deslumbrem-se com a mais famosa das jóias do Ocidente! A cidade estende-se a perder de vista. O ar vibra com a melodia incansável da electricidade.
Deixem-se fascinar por este lugar único, onde as luzes nunca se apagam, seja de noite, seja de dia. aqui a energia eléctrica chega a todos os lares providenciada pelas fabulosas Torres Tesla.
Nuvens de zepelins sobem e descem com as carapaças a brilhar ao sol. Monocarris zumbem por todo o lado a incríveis velocidades de mais de cem quilómetros à hora. O ar freme com o estímulo revigorante da electricidade residual. Bem-vindos ao século XX!
Lisboa no Ano 2000 recria uma Lisboa que nunca existiu. Uma Lisboa tal como era imaginada, há cem anos.
Opinião:
Demorei o meu rico tempo a ler a antologia da qual também faz parte um conto meu, mas deixem-me explicar-vos porquê: a antologia é bastante volumosa e eu decidi ler espaçadamente os contos, entre outras leituras. Podia tê-la lido toda de uma vez, mas não quis. E agora finalmente terminei.
Lisboa no Ano 2000 é um reinventar da capital portuguesa, como esta teria sido imaginada pelos autores do final do século XIX (com a monarquia ainda no poder e a electricidade como fonte de energia única). João Barreiros deu as regras e os outros autores exploraram os seus limites.
Fiquei agradavelmente surpreendida com alguns dos contos. Tive a oportunidade de conhecer, pessoalmente, quase todos os escritores (ou mesmo todos, se não estou em erro) e a grande maioria das histórias da antologia estão muito boas. Todas muito imaginativas.
Como em quase todas as antologias, existem uns contos que gosto mais que outros; os meus favoritos foram: "Dedos", A.M.P. Rodriguez; "Energia das Almas", João Ventura; "A Rainha", Pedro Vicente Pedroso; "Taxidermia", Guilherme Trindade; "Ex-Machina", Michael Silva; "Chamem-nos Legião", João Barreiros.
Podem ver as opiniões individuais nos posts que fiz para cada um dos contos:
"O Turno da Noite", João Barreiros- opinião (na Bang! 10)
"Venha a Mim o Nosso Reino", Ricardo Correia - opinião
"Os Filhos do Fogo", Jorge Palhinhos - opinião
"Dedos", A.M.P. Rodriguez - opinião
"As Duas Caras de António", Carlos Eduardo Silva - opinião
"Electro-dependência", Ana C. Nunes (o meu conto)
"Nanoamour", Ricardo Cruz Ortigão - opinião
"Energia das Almas", João Ventura - opinião
"Fuga", Joel Puga - opinião
"Tratado das Paixões Mecânicas", João Barreiros - opinião
"O Obus de Newton", Telmo Marçal - opinião
"Ex-Machina", Michael Silva - opinião
"A Rainha", Pedro Vicente Pedroso - opinião
"Taxidermia", Guilherme Trindade - opinião
"Quem Semeia no Tejo", Pedro G.P. Martins - opinião
"Coincidências", Pedro Afonso - opinião
"Chamem-nos Legião", João Barreiros - opinião
Em suma, Lisboa no Ano 2000 é uma antologia surpreendente, cheia de histórias imaginativas. Uns contos agradaram-me mais que outros, como sempre acontece, mas recomendo vivamente. E, claro que, esta opinião é independente da minha participação na mesma.
Já agora, se leram ou lerem a antologia, agradecia que deixassem comentários a dizer o que acharam dela num todo e também do meu conto. :)
Sinopse:
Bem-vindos à maior cidade da Europa livre, bem longe do opressivo império germânico. Deslumbrem-se com a mais famosa das jóias do Ocidente! A cidade estende-se a perder de vista. O ar vibra com a melodia incansável da electricidade.
Deixem-se fascinar por este lugar único, onde as luzes nunca se apagam, seja de noite, seja de dia. aqui a energia eléctrica chega a todos os lares providenciada pelas fabulosas Torres Tesla.
Nuvens de zepelins sobem e descem com as carapaças a brilhar ao sol. Monocarris zumbem por todo o lado a incríveis velocidades de mais de cem quilómetros à hora. O ar freme com o estímulo revigorante da electricidade residual. Bem-vindos ao século XX!
Lisboa no Ano 2000 recria uma Lisboa que nunca existiu. Uma Lisboa tal como era imaginada, há cem anos.
Opinião:
Demorei o meu rico tempo a ler a antologia da qual também faz parte um conto meu, mas deixem-me explicar-vos porquê: a antologia é bastante volumosa e eu decidi ler espaçadamente os contos, entre outras leituras. Podia tê-la lido toda de uma vez, mas não quis. E agora finalmente terminei.
Lisboa no Ano 2000 é um reinventar da capital portuguesa, como esta teria sido imaginada pelos autores do final do século XIX (com a monarquia ainda no poder e a electricidade como fonte de energia única). João Barreiros deu as regras e os outros autores exploraram os seus limites.
Fiquei agradavelmente surpreendida com alguns dos contos. Tive a oportunidade de conhecer, pessoalmente, quase todos os escritores (ou mesmo todos, se não estou em erro) e a grande maioria das histórias da antologia estão muito boas. Todas muito imaginativas.
Como em quase todas as antologias, existem uns contos que gosto mais que outros; os meus favoritos foram: "Dedos", A.M.P. Rodriguez; "Energia das Almas", João Ventura; "A Rainha", Pedro Vicente Pedroso; "Taxidermia", Guilherme Trindade; "Ex-Machina", Michael Silva; "Chamem-nos Legião", João Barreiros.
Podem ver as opiniões individuais nos posts que fiz para cada um dos contos:
"O Turno da Noite", João Barreiros- opinião (na Bang! 10)
"Venha a Mim o Nosso Reino", Ricardo Correia - opinião
"Os Filhos do Fogo", Jorge Palhinhos - opinião
"Dedos", A.M.P. Rodriguez - opinião
"As Duas Caras de António", Carlos Eduardo Silva - opinião
"Electro-dependência", Ana C. Nunes (o meu conto)
"Nanoamour", Ricardo Cruz Ortigão - opinião
"Energia das Almas", João Ventura - opinião
"Fuga", Joel Puga - opinião
"Tratado das Paixões Mecânicas", João Barreiros - opinião
"O Obus de Newton", Telmo Marçal - opinião
"Ex-Machina", Michael Silva - opinião
"A Rainha", Pedro Vicente Pedroso - opinião
"Taxidermia", Guilherme Trindade - opinião
"Quem Semeia no Tejo", Pedro G.P. Martins - opinião
"Coincidências", Pedro Afonso - opinião
"Chamem-nos Legião", João Barreiros - opinião
Em suma, Lisboa no Ano 2000 é uma antologia surpreendente, cheia de histórias imaginativas. Uns contos agradaram-me mais que outros, como sempre acontece, mas recomendo vivamente. E, claro que, esta opinião é independente da minha participação na mesma.
Já agora, se leram ou lerem a antologia, agradecia que deixassem comentários a dizer o que acharam dela num todo e também do meu conto. :)
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domingo, 13 de julho de 2014
::Conto:: Quem Semeia no Tejo
domingo, 10 de novembro de 2013
::Conto:: Anima Lusa
"Anima Lusa", de Pedro G.P. Martins (conto gratuito)
Sinopse:
Uma estrutura massiva, araneiforme, desceu sobre a atmosfera de Lisboa. Uma nave espacial, pensa-se, com um propósito científico: extrair uma substância essencial, um combustível, para que a nave alienígena possa descolar para outras paragens. E essa substância, que os invasores tanto precisam, e incessantemente sugam, e parece que nunca chega, tem o nome de... Anima lusa.
Opinião:
Anima Lusa tem uma premissa bastante interessante e um protagonista que consegue manter o leitor ligado. Tal como em "O Complexo de Golconda" (outro conto do autor), o conceito é relativamente complexo e isso pode tornar o conto menos acessível para que não esteja habituado à Ficção Científica.
No entanto acho que o autor conseguiu um bom equilíbrio de enredo e exploração científica, apesar de o final não me ter agradado totalmente, não posso deixar de dizer que foi, ainda assim, adequado.
Achei, também, que o conceito poderia ter sido mais explorado. O conto pareceu-me demasiado pequeno.
Visitem: Blog do Autor * Facebook do Autor * Autor na Smashwords * Autor no Goodreads
Sinopse:
Uma estrutura massiva, araneiforme, desceu sobre a atmosfera de Lisboa. Uma nave espacial, pensa-se, com um propósito científico: extrair uma substância essencial, um combustível, para que a nave alienígena possa descolar para outras paragens. E essa substância, que os invasores tanto precisam, e incessantemente sugam, e parece que nunca chega, tem o nome de... Anima lusa.
Opinião:Anima Lusa tem uma premissa bastante interessante e um protagonista que consegue manter o leitor ligado. Tal como em "O Complexo de Golconda" (outro conto do autor), o conceito é relativamente complexo e isso pode tornar o conto menos acessível para que não esteja habituado à Ficção Científica.
No entanto acho que o autor conseguiu um bom equilíbrio de enredo e exploração científica, apesar de o final não me ter agradado totalmente, não posso deixar de dizer que foi, ainda assim, adequado.
Achei, também, que o conceito poderia ter sido mais explorado. O conto pareceu-me demasiado pequeno.
Visitem: Blog do Autor * Facebook do Autor * Autor na Smashwords * Autor no Goodreads
segunda-feira, 8 de abril de 2013
::Conto:: O Complexo de Golconda
"O Complexo de Golconda" de Pedro G.P. Martins (download ebook)
Sinopse:
Libsterdam é a capital do pleno emprego. Uma cidade moderna, onde os trabalhadores se deslocam em jetpacks por corredores aéreos que ligam todos os pontos da cidade. Não há défice nem doença económica, mas uma outra afecção assola a população da grande metrópole. Uma psicose epidémica, diagnosticada como o “Complexo de Golconda”. É uma bizarra disfunção do ego que torna os cidadãos de Libsterdam depressivos e obcedados pelo facto de só terem uma vida, na qual se vêem reduzidos a um escasso percurso talhado por um número finito de escolhas. De acordo com alguns especialistas, a depressão seria apenas o primeiro estádio, ao qual se seguiria a propensão para a violência colectiva. Felizmente há uma empresa, a Öniröm, que, em cooperação com o poder central, controla a propagação desta patologia urbana, ministrando a cada cidadão a possibilidade de se desdobrar em infinitas vidas paralelas. Nesta empresa trabalha Axel van Droom, um homem que, aparentemente, vivia bem com as suas escolhas, até ao dia em que um atentado, deflagrado por uma seita anti-öniröm, acontece em pleno centro de Libsterdam.
Opinião:
Esta história de ficção científica começa de uma forma bastante corriqueira, numa cena que não dá logo a entender o enredo e que deixa o leitor suspenso no fim do primeiro capítulo. Talvez por isso mesmo não haja uma ligação imediata à história. Esta ligação vai-se criando depois à medida que os capítulos passam.
No segundo capítulo conhecemos o nosso protagonista, Axel que é uma personagem peculiar e que testa a percepção do leitor com as suas acções pouco naturais e modo estranho de ver e encarar a vida.
Depois seguimos por uma sucessão de acontecimentos que, muitas vezes, nos parecem aleatórios e inconsistentes, levando-nos a pensar se somos nós que falhamos em ver algo, ou se Axel não é bem aquilo que mostra ser.
A sucessão de acontecimentos foi um pouco confusa ao início e só quase no fim percebi o que realmente se estava a passar. No entanto a confusão já estava instalada e nunca se dissipou, o que detorpou um pouco a minha 'degustação' da história.
No final o autor conseguiu terminar de forma muito satisfatória a história e o leitor fica a ponderar sobre qual será a final a verdade e a mentira o real e o imaginário. No entanto existe um ou outro elemento, nos últimos capítulos, que surgiram do nada e que parecem apenas conveniências para criar conflitos.
Em suma, este conto tem uma base muito intensa e bem pensada, que leva o leitor numa viagem quase alicinogénica. Alguns momentos são brilhantes, outros nem tanto. A prosa do Pedro Martins é muito sucinta, por vezes muito simbólica e por vezes simplificada demais, mas sempre eficiente. No geral foi uma boa leitura, com um final bem pensado, mas teve alguns momentos menos bem conseguidos no meio.
Nota: Li "O Complexo de Gloconda" antes do ebook ser lançado e algumas últimas alterações serem feitas, já que o autor me pediu para ilustrar a capa e eu quis ler a história para melhor visualizá-la.
Sinopse:
Libsterdam é a capital do pleno emprego. Uma cidade moderna, onde os trabalhadores se deslocam em jetpacks por corredores aéreos que ligam todos os pontos da cidade. Não há défice nem doença económica, mas uma outra afecção assola a população da grande metrópole. Uma psicose epidémica, diagnosticada como o “Complexo de Golconda”. É uma bizarra disfunção do ego que torna os cidadãos de Libsterdam depressivos e obcedados pelo facto de só terem uma vida, na qual se vêem reduzidos a um escasso percurso talhado por um número finito de escolhas. De acordo com alguns especialistas, a depressão seria apenas o primeiro estádio, ao qual se seguiria a propensão para a violência colectiva. Felizmente há uma empresa, a Öniröm, que, em cooperação com o poder central, controla a propagação desta patologia urbana, ministrando a cada cidadão a possibilidade de se desdobrar em infinitas vidas paralelas. Nesta empresa trabalha Axel van Droom, um homem que, aparentemente, vivia bem com as suas escolhas, até ao dia em que um atentado, deflagrado por uma seita anti-öniröm, acontece em pleno centro de Libsterdam.
Opinião:
Esta história de ficção científica começa de uma forma bastante corriqueira, numa cena que não dá logo a entender o enredo e que deixa o leitor suspenso no fim do primeiro capítulo. Talvez por isso mesmo não haja uma ligação imediata à história. Esta ligação vai-se criando depois à medida que os capítulos passam.
No segundo capítulo conhecemos o nosso protagonista, Axel que é uma personagem peculiar e que testa a percepção do leitor com as suas acções pouco naturais e modo estranho de ver e encarar a vida.
Depois seguimos por uma sucessão de acontecimentos que, muitas vezes, nos parecem aleatórios e inconsistentes, levando-nos a pensar se somos nós que falhamos em ver algo, ou se Axel não é bem aquilo que mostra ser.
A sucessão de acontecimentos foi um pouco confusa ao início e só quase no fim percebi o que realmente se estava a passar. No entanto a confusão já estava instalada e nunca se dissipou, o que detorpou um pouco a minha 'degustação' da história.
No final o autor conseguiu terminar de forma muito satisfatória a história e o leitor fica a ponderar sobre qual será a final a verdade e a mentira o real e o imaginário. No entanto existe um ou outro elemento, nos últimos capítulos, que surgiram do nada e que parecem apenas conveniências para criar conflitos.
Em suma, este conto tem uma base muito intensa e bem pensada, que leva o leitor numa viagem quase alicinogénica. Alguns momentos são brilhantes, outros nem tanto. A prosa do Pedro Martins é muito sucinta, por vezes muito simbólica e por vezes simplificada demais, mas sempre eficiente. No geral foi uma boa leitura, com um final bem pensado, mas teve alguns momentos menos bem conseguidos no meio.
Nota: Li "O Complexo de Gloconda" antes do ebook ser lançado e algumas últimas alterações serem feitas, já que o autor me pediu para ilustrar a capa e eu quis ler a história para melhor visualizá-la.
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