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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Compras Literárias de Abril e Maio 2015

Depois de muito baalhar com o meu portátil, que de há um mês para cá está mais lento que um caracol, lá consegui pôr online o vídeo das comprinhas dos últimos meses.



Compras:
- "Beterraba - a Vida numa Colher", de Miguel Rocha;
- "Sete Minutos depois da Meia-Noite", de Patrick Ness;
- "Black God 15 a 19), de Dall-Youn Lim e Sung-Woo Park;
- "Cress", de Marissa Meyer;
- "Vingadores vs X-Men", de Brian Michael Bendis, Ed Brubaker, Jason Aaaron, Matt Fraction;
- "À Lareira, vol. 2" de José Viale Moutinho;
- "Pássaros sem Asas", de Louis de Bernières.

E vocês? Que livrinhos adquiriram nos últimos meses?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Cão Vermelho

"O Cão Vermelho", de Louis de Bernières (Edições ASA)

Sinopse:
Depois de Milu e Rantanplan, há que integrar o protagonista desta história no panteão canino. Na senda de La Fontaine, Louis de Bernières escreveu uma fábula enternecedora com um protagonista inesquecível: um cão sem morada ou destino fixos, apaixonado pela liberdade e pelos espaços amplos, um nómada louco por aventuras que não gosta de vínculos ou constrangimentos. De facto, O Cão Vermelho está longe de ser um cachorrinho mimado; ele é fedorento, impulsivo, independente… e tem a característica muito especial de tocar as vidas de todos os que encontra no seu caminho. 
 

Opinião:
Logo na primeira página, devo ter-me rido umas três ou quatro vezes.
Este foi, sem dúvida, um livro que me deixou bem disposta desde o início e que ao longo de todas as suas (poucas) páginas me deixou com um sorriso nos lábios.

Para amantes de cães, para amantes da natureza e para quem gosta de um livro bem humorado, esta é uma leitura deliciosa.

A escrita está em total harmonia com o estilo da história, mas também demonstra um certo "distanciamento", que mais para o fim do livro faz com que certas cenas não sejam tão emocionais como poderiam ter sido. O que não quer dizer que seja mau, porque está de acordo com o resto da narrativa, mas pareceu-me que poderia ser melhorado nesse ponto.

Este é um livro com várias personagens, e embora conheçamos certos aspectos curiosos de quase todas elas, tudo fica muito superficial. Apenas o cão vermelho nos é retratado com mais profundidade, o que parece lógico, tendo em conta que ele é o centro da história.

Em suma, um livro que se lê de uma assentada (eu li em duas, mas isso é outra história), com passagens episódicas e baseado em histórias verídicas. com descrições bem conseguidas da Austrália, e que nos deixam com vontade de visitar o continente. Este livro fez-me rir e fez-me chorar, e embora o tinha lido emprestado, assim que tiver oportunidade irei comprá-lo para o ter na minha estante e ler quando estiver a precisar de soltar umas gargalhadas.

Tradução (Isabel Alves):
Impecável! Não notei nenhum erro, nem nenhuma frase que não fizesse sentido no nosso bom português.

Capa (Alan Baker) e Design:
A capa está muito viva e apelativa, evocando todo o ambiente do livro. O interior do livro está um autêntico deleite. Tanto quanto à escolha do papel (amarelado) como pelas maravilhosas ilustrações que acompanhavam todos os capítulos, e as pequenas gravuras no canto superior de cada página. Tudo em tons de preto, vermelho e laranja. Um mimo!

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