Mostrar mensagens com a etiqueta Nuno Almeida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nuno Almeida. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Leituras e Compras de Março 2015

Vídeo das leituras e compras literárias do passado mês de Março.


Leituras:
- "Beautiful Ruins (A Bela Americana)", Jess Walter
- "Por Mundos Divergentes", Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G.P. Martins, Ricardo Dias, Sara Farinha
- "Anna Dressed in Blood", Kendare Blake
- "A Trilogia de Nova Iorque", Paul Auster
- "Fairest", Marissa Meyer
- "A Morte de Ivan Ilitch", Lev Tolstoi
- "Gantz - 30 a 37", Hiroya Oku
- "Três Sombras", Cyril Pedrosa
- "Y - The Last Man - 2 a 10", Brian K. Vaughan, Pia Guerra
- "Dança do Corvo", Vitor Frazão
- "Monociclo", Vitor Frazão

Compras:
- "À Lareira - Volume 1", José Viale Moutinho
- "Três Sombras", Cyril Pedrosa
- Dicionário Escolar de Alemão-Português, Português-Alemão

sábado, 21 de março de 2015

Por Mundos Divergentes

"Por Mundos Divergentes", antologia com histórias de Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G.P. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha (Editorial Divergência)

Esta antologia reúne uma série de contos distópicos (futuros em que a humanidade não está no seu melhor, o oposto de utopia, embora um dos contos seja, em essência, utópico), passados no nosso Portugal.
A premissa chamou-me logo a atenção (e refiro-me a antes de eu própria submeter um conto à antologia, claro).
Ora, como sempre, vou dar a minha opinião conto a conto, em baixo, mas no geral foi uma leitura muito interessante. Diferentes visões do que poderá ser o futuro do país e da humanidade. Uns mais tecnológicos, outros mais rurais, mas todos com boas histórias.
A nível de design, devo dizer que gosto bastante da capa, em contraste com a contra-capa que desgosto por ser praticamente ilegível. O interior do livro está muito comprimido e poderia estar mais bem organizado, de forma a ser mais apelativo. Quanto às ilustrações interiores, mencionarei cada um dos trabalhos juntamente com os contos (de forma individual), visto que cada história foi interpretada por um ilustrador diferente.
No geral recomendo pois as histórias são bastante boas e acho que quem tem curiosidade sobre o tema, e as raízes portuguesas que este contém, irá ser agradavelmente surpreendido.

"Patriarca", de Ricardo Dias (ilustrações de Rui Miguel Gomes)
Neste conto as pessoas estão oprimidas por um sistema que vigia cada um dos seus passos, das suas conversas, e das suas intenções. Um pouco ao estilo do 1984 (George Orwell). O protagonista cai no erro de dizer algo que é tido como anti-sistema e a isso seguem-se várias situações que culminam num excelente final.
Ora, no início a prosa não me cativou por ser muito explicativa. Isto melhorou a partir da última parte e o final, efectivamente, é muito bom. Apesar de eu achar que o protagonista não tinha muita personalidade, aceitando tudo com demasiada facilidade e questionando pouco o que lhe aconteceu ao longo da história.
No respeitante à ilustrações, achei-as pouco apelativas e muito duras, ou seja, o traço era pouco confiante. Apesar de achar que o ilustrador se esforçou bastante por mostrar o ambiente, a técnica foi insuficiente.

"Em Asas Vermelhas", de Nuno Almeida (ilustrações de Ana Santo)
Cidades muralhadas, dividindo duas estirpes da sociedade, sendo que só a mais baixa, a que vive na miséria, sabe da existência da outra. Ou não morassem eles, e sobrevivessem eles, do lixo dos restantes.
Premissa bem interessante e bem executada, embora eu ache que mereceia um texto mais extenso para alcançar o seu verdadeiro potencial.
Temos dois protagonistas, um de cada lado da sociedade: Heidi e Dani. Mas foi a primeira que, a meu ver, distorceu um pouco a prosa. Ou melhor, a mudança radical da personalidade de Heidi. Isto porque no início Dani é aventureiro e Heidi é mal-educada e pretenciosa. No fim Dani continua corajoso (embora eu ache que matou com demasiada facilidade) mas a Heidi perde o seu pretenciosismo assim que cai no outro extremo da sociedade. Assim do nada!).
Enfim, tirando isso gostei bastante da prosa e adorei especialmente a primeira parte do conto. No entano achei que a resolução do conflito foi facilitada, apesar de ter gostado muito dos parágrafos finais.
No que toca às ilustrações, gostei bastante. O traço é simples mas limpo. Acho que teria funcionado melhor com um pouco mais de negro, para entrar no espírito do conto, mas são bons trabalhos.

"Dispensáveis", de Ana C. Nunes (ilustrações de Manuel Alves)
Sobre este não vou comentar, por ser a autora, mas deixo uma nota de apreço pelo fantástico trabalho do ilustrador: Manuel Alves. Se não conhecem o trabalho dele, convido-vos a visitar o seu site AQUI.

"Arrábida8", de Pedro G.P. Martins (ilustrações de Leonor Ferrão)
Talvez este seja o melhor conto que li, até hoje, do Pedro G.P. Martins. Em Arrábida8, o autor mistura a ciência com um futuro muito envolvente. O protagonista é um cientista que estuda a causa da diminuição da população de uma espécie no Tejo e isso irá conduzí-lo, e à sua colega de trabalho, numa descoberta que muitos tentam manterem segredo.
Gostei imenso da prosa, da sequência da acção e das personagens. Gostava muito de ver mais histórias passadas neste futuro distópico.
Quanto às ilustrações da Leonor Ferrão, são visualmente apelativos mas teria gostado ainda mais se fossem mais detalhadas e mostrassem mais o ambiente da história.

"Somos Felizes", de Sara Farinha (ilustrações de Magde Matias)
Sara Farinha traz-nos um futuro em que tudo na sociedade é desenhado para levar os habitantes à felicidade, mas o protagonista irá descobrir que certas coisas na vida nunca poderão ser esquecidas e que a felicidade não é algo que se possa forçar.
O conceito desta história está muito bom mas o início do texto confundiu-me bastante. Já na segunda parte gostei mais da prosa e consegui ligar-me às personagens que, em poucas páginas, ficaram bem vincadas.
O final não surpreendeu mas isso não fez com que o conto fosse menos interessante. No todo, gostei.
Por outro lado as ilustrações estavam bastante más. Vê-se que a ilustradora se esforçou por mostrar bem as cenas (e isso conseguiu fazer), mas o desenho é muito amador e o acabamento é fraco.

Sinopse:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.

domingo, 28 de setembro de 2014

Por Mundos Divergentes - Passatempo

Para comemorar o lançamento da antologia "Por Mundos Divergente", onde está publicado um conto da minha autoria, decidi criar um novo passatempo para vos oferecer um exemplar.

Sobre a antologia:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.

Sobre o meu conto, "Dispensáveis":
Enquanto seres humanos gostamos de pensar que cometemos erros no passado para que, no futuro, não tenhamos de fazer igual. Para que não tenhamos desculpas para cair nos mesmo buracos. Mas o que a história nos prova é que os erros se repetem, se multiplicam, se inflamam. Mais tarde o povo verá esta era como uma das mais negras da história da humanidade mas, para já, tudo é aceitável, tudo é justificável, e nada é mais dispensável que a vida humana.

E lembrem-se: quanto mais fizerem Gostar/Seguir/Partilhar, mais hipóteses têm de ganhar.



Boa sorte!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Por Mundos Divergentes - divulgação

Já foi revelada a capa e a sinopse da nova antologia da Editorial Divergência: "Por Mundos Divergentes".

Sinopse:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.

Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.



Um dos contos é da minha autoria e é uma história da qual me orgulho particularmente. :) Aqui fica a sinopse do meu conto "Dispensáveis":
Enquanto seres humanos gostamos de pensar que cometemos erros no passado para que, no futuro, não tenhamos de fazer igual. Para que não tenhamos desculpas para cair nos mesmo buracos. Mas o que a história nos prova é que os erros se repetem, se multiplicam, se inflamam.
Mais tarde o povo verá esta era como uma das mais negras da história da humanidade mas, para já, tudo é aceitável, tudo é justificável, e nada é mais dispensável que a vida humana.


terça-feira, 2 de abril de 2013

Lusitânia

"Lusitânia", fanzine com contos de Catarina Lima, Inês Montenegro, José Pedro Lopes, Marcelina Gama Leandro, Nuno Almeida e Pedro Cipriano (EuEdito)

Opinião:
Como sempre, deixo primeiro uma opinião sobre os contos e depois uma sobre a edição no geral.

"Sonhos Numa Noite de Natal", Marcelina Gama Leandro (ilustração de Inês Valente)
Um conto envolvente, muito português, e bem escrito, como a Marcelina já nos habituou. A história mantém o leitor agarrado, embora eu tenha achado o final um pouco exagerado.
A ilustração está muito fofa mas não se adapta bem ao tom lúgubre que toma conta do conto em quase toda a sua extensão.

"Vinho Fino", Inês Montenegro (ilustração de Bruno R.)
Esta história, muito agoirenta para os nortenhos (Hehe!) tem boas cenas e uma ideia muito interessante. A escrita da Inês é muito eficaz e funciona bem neste conto, no entanto achei que a 'invasão' foi demasiado genérica e precisava de ser mais explorada.
A ilustração que acompanha este conto é muitíssimo apropriada.

"Como Portugal foi Salvo pelos Pastéis de Nata", Catarina Lima (ilustrações de Andreia Silva)
Com uma protagonista muito vivaça e com quem é fácil simpatizar, Catarina dá vida a um conceito de fantasia urbana que é bastante credível. Só não percebi o porquê do título, já que não foi Portugal que foi salvo, mas sim Lisboa. Para terminar, tenho de dizer que gostava de ler mais aventuras da bruxa Maria Adelaide, uma personagem muito interessante.
Uma notinha especial para as belíssimas ilustrações da Andreia Silva.

"A Guerra do Fogo", Nuno Almeida (ilustrações de desconhecidos)
Um conto que vai buscar a raiz da história Lusitânia, algo que gosto sempre de ler, e cuja ideia principal é bastante interessante. No entanto a prosa nem sempre acompanhou bem as acções, especialmente por culpa da sucessão das cenas, que me pareceu, por vezes, exageradamente flexível. Por último, aquele diálogo final soou-me imensamente teatral.
A ilustração inicial está bem adequada ao conto, e a segunda também, embora num estilo completamente distinto. Gostava era de saber quem são os artistas.

"A Cidade das Luzes", José Pedro Lopes (foto de desconhecido)
Com uma ideia muito bem conseguida e original (ou tanto quanto se pode ser original no dias de hoje), esta história está interessante, embora aquela 'solução' final me tenha soado muito conveniente e totalmente inexplicada, o 'final' mesmo já foi mais satisfatório.
Este é, de toda a fanzine, o conto que menos parece lusitano. Podia-se passar em qualquer parte do mundo e não haveria diferença; no entanto não é isso que lhe tira mérito.
E a acentuar o que disse acima, a foto parece-me que nem é de Lisboa (ou sequer Portugal), mas acaba por funcionar no contexto. Mais uma vez, gostaria de saber quem é o artista.

"A Passagem Uivante", Pedro Cipriano (ilustração de Tiago Figueiras)
O tema deste conto é interessante e o Pedro conseguiu contar esta história de forma eficiente, sem dizer de mais, mas transmitindo que chegue.Senti foi falta de mais explicações sobre como as personagem chegaram ali. O autor dá-nos luzes, mas soube a pouco. No entanto tenho de confessar que adorei o final.
Este é outro conto que, apesar de mais lusitano que o anterior, poderia também passar-se em qualquer parte do mundo, sem que isso fosse muito notado.
A ilustração está de acordo com o tema, mas não directamente com o conto. Mesmo assim não deixa de ser bonita.

O balanço final é bastante positivo. Nenhum dos contos é particularmente mau e alguns são bastante bons. No entanto tenho de falar no design: fundos muito escuros, várias gralhas nos textos, hifenização de meter dó (no conto do Nuno Almeida) e descuido na atribuição de menções a artistas e escritores (ex: na capa falta o nome do José Pedro Lopes; e não sabemos quem são alguns dos artistas). Fora isso, o trabalho editorial não está mau, mas estes erros distraem o leitor (e muito, em certos casos).
Noutra nota, achei imensa graça ao anúncio do Almanaque Steampunk, embora na altura em que a fanzine foi publicada, o evento já tivesse passado.
Por fim, quanto à capa da Raquel Leite, confesso, não me convenceu, mas depois visitei o blog da artista e via a imagem em tamanho maior e é outra coisa! Embora a luz não me agrade muito, na capa da Lusitânia ficou bastante mal, parecendo uma foto-manipulação mal feita.

Visitem o blog da fanzine.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails