"Leya Contos" de José Eduardo Agualusa, Mia Couto, Ondjaki, Inês Pedrosa, José Mário Silva, Patrícia Reis, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Alegre, Fernando Pinto do Amaral, Dulce Maria Cardoso e Mário de Carvalho
Sinopse:
Uma antologia que reúne pequenos contos de vários autores publicados pelas várias chancelas do Grupo Leya.
Opinião:
Escrevi uma opinião distinta para cada conto, e podem lê-las aqui:
- Dois Homens de Dulce Maria Cardoso (6 valores);
- Castelos na areia de Fernando Pinto do Amaral (7 valores);
- Uma amor na cidade de Inês Pedrosa (9 valores);
- Nevermore de Manuel Alegre (5 valores);
- Le Bel Été de Urbano Tavares Rodrigues (4 valores);
- Eles não são como nós de José Eduardo Agualusa (6 valores);
- Atendedor de chamadas de José Mário Silva (7 valores);
- A espada japonesa de Mário de Carvalho (6 valores);
- Jangada para longe de Ondjaki (6 valores);
- O menino que escrevia versos de Mia Couto (9 valores);
- Fúria de Patrícia Reis (7 valores);
Edição:
Notei alguns erros que uma revisão deveria ter notado. Não foram muitos (um ou dois) mas num livro tão pequeno, não se justificam.
Capa (Rui Garrido) & Design:
A capa está simples mas é muito eficaz e provoca um certo impacto. Gostei, porque gosto quando as coisas funcionam com uma simples fonte e um jogo de cores.
Já o design interior, está muito simples, sem nada a assinalar nem de bem nem de mau.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010
::Conto:: Fúria
Opinião:
Um conto sentido, verdadeiro e estranhamente complacente.
Sinto pela personagem principal, odeio a sua fraqueza, na mesma medida que louvo a sua coragem, assim como acontece na realidade, um pouco. Só achei que faltava algo ao final, pois sabemos que, na verdade, aquilo nunca poderia terminar tão bem, e é como se cortassem a cena antes do mal vir.
Numa escrita que embrenha o leitor e flui muito bem.
::Conto:: O menino que escrevia versos
Opinião:
Uma doçura de conto, que me aqueceu o coração. Como diz o título, este fala-nos de um menino que escrevia versos, uma grave enfermidade por sinal (de acordo com os familiares).
Com uma escrita fabulosa e consistente, nenhuma palavra foi mal pensada, e fiquei com muita vontade de ler algo mais do autor.
::Conto:: Jangada para longe
Opinião:
Um conto que mostra um pouco (muito pouco) da linguagem do autor, do qual já muito ouvi falar mas que até aqui não tinha ainda lido.
É uma estória que se lê como uma espécie de fábula, com palavras quase poéticas, que não cansam, mas que, talvez pelo tamanho reduzido do conto, também não me seduzem como esperado.
Será da expectativa alta? Possivelmente, no entanto este conto não deixa de ter algo de genuinamente rural e intemporal.
::Conto:: A espada japonesa
Opinião:
Em estilo de antiga lenda japonesa, e com uma voz narrativa que relembra os tempos passados, este conto não chega a ser enfadonho, pois a escrita cativa, mas ao mesmo tempo não traz nada de novo e adivinhava-se, desde as primeiras linhas, a resolução deste conto.
Talvez se tivesse algo que o fizesse sobressair realmente, tivesse então gostado muito mais deste pequeno texto, mas assim sendo relembra-me apenas o que adoro no folclore oriental, mas deixa-me com um sentido de dejà-vu que que me deixa algo insatisfeita mas não totalmente,
::Conto:: Atendedor de chamadas
"Atendedor de chamadas" de José Mário Silva, na antologia "Leya Contos"
Opinião:
Gosto muito de escritas que experimentam novas formas de expressar a narrativa. Este explora o atendedor de chamadas, como o título indica, e é através da mensagens gravadas neste aparelho que ficamos a saber algo sobre o Alfredo (médico e desaparecido), mas mais que isso ficamos a saber muito sobre quem o contacta, que acaba por falar mais de si e dos restantes, do que propriamente do Alfredo, que parece ter sumido do mapa, como já outras vezes se adivinha ter acontecido.
A única coisa que não apreciei, foi a forma como a Magda deu a notícia da morte de um outro personagem. Soou demasiado seca e insensível, quando na verdade ela sofreu bastante com a perda, como se sabe numa outra gravação a seguir.
A história conclui sem realmente se fechar e fá-lo de forma natural, deixando o leitor curioso, mas satisfeito.
Opinião:
Gosto muito de escritas que experimentam novas formas de expressar a narrativa. Este explora o atendedor de chamadas, como o título indica, e é através da mensagens gravadas neste aparelho que ficamos a saber algo sobre o Alfredo (médico e desaparecido), mas mais que isso ficamos a saber muito sobre quem o contacta, que acaba por falar mais de si e dos restantes, do que propriamente do Alfredo, que parece ter sumido do mapa, como já outras vezes se adivinha ter acontecido.
A única coisa que não apreciei, foi a forma como a Magda deu a notícia da morte de um outro personagem. Soou demasiado seca e insensível, quando na verdade ela sofreu bastante com a perda, como se sabe numa outra gravação a seguir.
A história conclui sem realmente se fechar e fá-lo de forma natural, deixando o leitor curioso, mas satisfeito.
::Conto:: Eles não são como nós
Opinião:
Este funciona bastante bem, com uma escrita fluída e personagens interessantes, apesar do início algo arrastado e insatisfatório, acabou por ter uma boa conclusão, embora a atitude das personagens parecesse inverossímil.
Ficou a curiosidade no ar para saber mais sobre este passado/futuro(?).
::Conto:: Le Bel Été
Opinião:
Um conto que teria funcionado bem melhor sem os floreados e descrições paisagísticas, temporais e históricas que massacraram muito a história de um casal.
Haveria outras formas mais leves e melhores para contar algo assim, sem fazer com que o leitor se perdesse na (pequeníssima) leitura e percebesse sobre o que afinal era o conto.
A forma da escrita não estava má, mas a narração, essa sim, estava cansativa.
::Conto:: Nevermore
"Nevermore" de Manuel Alegre, na antologia "Leya Contos"
Opinião:
Este conto tinha tudo para funcionar. O lirismo, a musica(lidade), as personagens, mas infelizmente não cativou, o que o tornou apenas num conto medíocre a almejar por algo mais.
Opinião:
Este conto tinha tudo para funcionar. O lirismo, a musica(lidade), as personagens, mas infelizmente não cativou, o que o tornou apenas num conto medíocre a almejar por algo mais.
::Conto:: Um amor na cidade
Opinião:
Uma escrita sinfónica que prende e cativa. Uma história intuitiva, explorada com mestria e que faz deste conto um dos melhores (ou mesmo o melhor) da antologia.
Em poucos parágrafos conhecemos as personagens e aquilo que as uniu, assim como o que acabou por as separar, numa cidade de Lisboa descrita numa escrita que ressoa no ouvido e na mente.
::Conto:: Castelos na areia
Opinião:
Este conto cumpriu o seu objectivo e no fim deixou-me a pensar sobre o destino de Hans Protsak, ou melhor, sobre a falta dele.
Bem desenvolvido e sem palavras excessivas.
::Conto:: Dois Homens
Opinião:
O mini-conto funcionou bem e conseguiu mostrar alguma profundidade na relação entre as personagens, mas pecou nos (poucos) diálogos e no uso do "Pai" e "Filho" que repetia em demasia, embora a escolha de não usar nomes tenha sido a possivelmente a mais acertada.
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