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segunda-feira, 20 de abril de 2015

A Vida aos Quadradinhos - 1º Trimestre 2015

Depois de uma longa pausa, o A Vida aos Quadradinhos volta com um apanhado do primeiro trimestres deste ano (e preparem-se que vai ser longo). Espero que descubram muitas BDs e Mangas interessantes. E se tiverem sugestões, deixem-nas num comentário. :)


"A Pior Banda do Mundo (1 a 3 - volume 1)", de José Carlos Fernandes
Esta leitura surgiu no seguimento do primeiro encontro do Clube de Leitura de Braga - BD.
Há uns bons anos atrás, quando a Devir estava no seu auge de publicações, soube do lançamento do primeiro número de A Pior Banda do Mundo e, apesar de curiosa pelo seu conteúdo, esta BD nunca me veio parar às mãos. O tempo foi passando e só agora, com o relançamento em volumes de capa-dura, é que a oportunidade ressurgiu.
A Pior Banda do Mundo conta várias histórias, contidas em duas pranchas cada. As personagens são múltiplas mas repetem-se, por vezes, em histórias distintas. Tentar fixá-las pelo nome é difícil, mas pelas suas personalidades e manias já é mais fácil.
O melhor destas pequenas grandes histórias de duas páginas é que todas são críticas socias e, de certa forma, bem actuais, conseguindo pôr o dedo na ferida. Algumas são mesmo fascinantes e ficamos a pensar nelas durante uns tempos.
Uma pequena lista das minhas favoritas: O Triunfo da Entropia, As preocupações Metafísicas, O Condensador de Livros, A Última Palavra, As Estatísticas Vitais, O Lexicógrafo Implacável, Escola Superior de Faláca e Diletância, A Escrita Criativa, entre outros.
Passando então à arte propriamente dita, ou não se tratasse isto de uma banda desenhada, o que mais gostei foi a palete de cores, os tons sépia que dão mais vida às vinhetas. Por outro lado, o que menos gostei foi da inexpressividade das personagens, cujos rostos não transmitiam quaisquer emoções, salvas raríssimos casos. E, se por uma lado, isto é compreensível pela melancolia da própria história, acabava por tornar difícil distinguir as personagens pelos seus traços desenhados e não lhes percebíamos as intenções e ideias senão pelas palavras.

Em suma, gostei dos três volumes, em especial do segundo ( O Museu Nacional do Acessório e do Irrelevante) e espero em breve ler os restantes três.

"You Can't Disappear from Me - Vol. 1 a 4 (Boku kara Kimi ga Kienai)", de  Saki Aikawa
Este manga cai no erro de usar demasiados clichés , especialmente na última metade. Tem boas personagens e uma excelente química entre o casalinho principal, assim como uma arte apelativa, no entanto a história não acompanhou essa qualidade, o que foi uma pena.
Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.

"The Circumstances of Our Strange Love (Boku to Watashi no Henai Jijou), de Shiro Amano
Este manga é pura diversão! Os personagens são adoráveis, o romance é super-fofo e o final é perfeito. Curtinho mas bom!
Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.

"Undead", de Kazurou Inoue
Conhecendo já vários dos trabalhos deste mangaka, eu esperava algo mais. Undead tem algumas cenas engraçadas e a premissa é interessante, mas as histórias não são muito boas e não me consegui ligar a  nenhuma das personagens em especial, tirando na primeira história.
Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.

"X-Men: Days of Future Past", de Chris Claremont e John Byrne
A razão porque esta é uma história clássica do Universo Marvel é óbvia, ou não fossem as repercursões enormes, no entanto custou-me muito a adaptar ao estilo comic dos anos 80, com diálogos e balões super-descritivos e repetitivos. E o mais engraçado é que mais de metade do álbum nem sequer é sobre o "Days of Future Past", mas até gostei mais da aventura no Canadá, com o regresso do Wendigo.
Foi bom conhecer esta história em BD, mas continuo a preferir a aventura no Wolverine: Dias de um Futuro Passado (publicado pela Devir no Wolverine 8 e 9, em 2000).

 “I Kill Giants – Eu mato Gigantes”, de Joe Kelly e JM (Kingpin Books)
Eu Mato Gigantes conta-nos a história de uma rapariga que, a princípio, pode parecer muito estranha: Usa orelhas de animais na cabeça, não tem amigos, passa muito tempo debaixo da mesa, recusa-se a subir ao primeiro andar de sua casa, e diz-se caçadora de Gigantes (tem inclusive um saco onde diz guardar a sua maior arma, e este está sempre fechado).
A protagonista está belissimamente bem apresentada e a história está construída de tal forma que, apesar de não ser inesperada, a revelação sobre o que se passa no 1º andar da sua casa acaba por ser surpreendente.
Houveram, no entanto, duas coisas que não gostei no enredo: o desfazamento entre os primeiros dois capítulos e os restantes; e a violência desmedida que ocorria entre a Barbara Thorson e a sua ‘rival’ na escola. Era demais!
Fora isso, adorei tudo, desde as personagens (excepto a ‘vilã’) até à forma como a história é contada. Tem o tamanho certo e desenrola-se ao bom ritmo.
Quanto à arte, tenho opiniões divergentes. Por um lado adoro o traço nas cenas mais dinâmicas: nos combates com gigantes, na representação das coisas que a Barbara vê no mundo, e melhor ainda nas cenas de medo e terror que ela sente. Mas por outro lado acho que o traço não funciona bem nos restantes casos, ou seja, nas cenas mais normais; parece apressado e descuidado.
Por exemplo, na cena do combate com o titã, o estilo brilha. Está fenomenal! Mas na escola … bem, digamos que não causa o mesmo impacto.

Em suma, I Kill Giants – Eu mato Gigantes é uma novela gráfica com uma história com a qual é fácil nos relacionarmos, que explora bem as suas potencialidades e nos dá uma protagonista bem interessante. A arte, nas cenas de acção, está fabulosa, mas nas cenas mais corriqueiras acaba por não funcionar bem. Mas não se deixem enganar por isso, pois I Kill Giants – Eu mato Gigantes é um trabalho que merece ser lido e apreciado. Recomendo!

"Black God (Kurokami) vol. 11 a 15", de Dall-Young Lim e Sung-Woo Park 
Adorei a interecção entre a Excel e a Mikami no volume 11. Outra coisa boa foi a evolução do relacionamente entre o Keita, a Kuro e a Akane. Por outro lado começa a aparecer ali um romance onde até agora este era muito frágil, por isso ainda é muito cedo para saber se gosto ou não. Uma coisa que não gostei foi do facto de mais uma rapariga ir viver com  o Keita. O harem não pára de crescer e esta rapariga é especialmente irritante. Fora isso, continua a vontade de saber como isto vai terminar.


"Sword of the Dark Ones", de Yasui Kentaro e Tsukasa Kotobuki
Um bom manga de acção, com excelententes personagens e páginas duplas estonteantes. Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.

"The Wallflower (Yamato Nadeshico Shingi Henge) vol. 24 a 32), de Tomoko Hayakawa
Já há muito que esta série está demasiado cansativa e repetitiva. Testa constantemente a minha vontade de ler o final, que supostamente está tão próximo. Isto porque embora seja uma história super-engraçada, com personagens hilariantes, as piadas repetem-se até ao infinito, já tivemos pelo menos 4 Halloweens e 3 Natais desde o volume 1 e mesmo assim a autora quer-nos fazer acreditar que eles continuam todos com a mesma idade.
A verdade é que ao longo destes últimos volumes houve algum desenvolvimento das personagens mas foi tão ténue que eu estive quase para desistir. Só se aproveita 1 ou 2 capítulos por volume, o que é francamente mau. Mas eu persistirei! Quero ver o fim!

"Ressentiment vol. 4", de Kengo Hanazawa
Este manga é bastante obscuro, mas a premissa é bastante interessante: o mundo virtual sendo mais importante para o protagonista que o mundo real. A reviravolta dada no último volume é mirabolante e foi bem usada. Não posso dizer que amei a série, mas foi muito interessante e se conseguirem adaptar-se ao facto de a maiora das personagens não serem de uma beleza convencional, são capazes de dar umas boas gargalhadas, como eu fiz. O protagonista é em igual parte irritante e alguém com quem se pode empatizar facilmente, e foram realmente as personagens que fizeram o manga.

"Empowered 3", de Adam Warren
Tirando três ou quatro histórias, este volume foi bastante insignificante. A história do passado do Thugboy foi muito boa, e a da Ninjette também estava bem, assim como uma ou duas no início do volume. Mas a Emp foi a que menos desenvolvimento teve neste volume e passou o tempo quase todo em situações ridículas e repetitivas. Imagino que este volume seja de transição, porque até agora foi o mais fraco.
Mesmo assim a arte, como sempre, está absolutamente fabulosa. Linda! Tanto em cenas normais como, especialmente, as de acção. E até os capítulos arte-finalizados (coisa nova nesta BD, já que todos os desenhos são finalizados a graffite/lápis) estã muito bons.

"Três Sombras", de Cyril Pedrosa
Apesar de desconhecer por completo o trabalho deste artista, foi desde as primeiras páginas que "Três Sombras" me impressionou.
A história começa por mostrar-nos a vida corriqueira de uma pequena família que vive isolada na sua pequena quinta, na paz e harmonia do lar. Tudo isto muda quando, uma noite, três figuras surgem no horizonte e a partir daí nunca mais se afastam muito da família. As suas presenças assustam os membros da família, que se vêem impotentes perante as mesmas. E a história progride a partir daí.
E que história! Eu adorei! Fala da perda, da despedida, do amor e de como cada pessoa lida com estas coisas de forma bem diferente. A reacção da mãe é totalmente oposta à do pai e isso enriquece a história. Até mesmo as pessoas que eles vão conhecendo ao longo da viagem, para o bem e para o mal, e depois a parte final em que o pai conhece-se a si mesmo, aos seus medos e sentimentos e estes são exprimidos nas páginas de forma tão cruel. Está muito bom!
A única parte que não gostei particularmente no livro foi quando se revelou o vilão e saltamos de cena sem pré-aviso, de forma completamente abrupta e confusa. Depois a exposição do passado do 'vilão' foi um pouco extensa demais para o papel que ele teve na trama. Mas fora isso, não tenho nada a apontar.
Por seu lado a arte é lindíssima! O artista já trabalhou para os estúdios Disney e isso percebe-se na sequência de imagens, na fluidez dos desenhos e na composição geral das páginas. Este é um álbum que merece ser lido lentamente e apreciado vinheta a vinheta. Certas partes, como a no pantanal, com o velho que salva o pai e o filho, estão incrivelmente bem conseguidas, e então a cena do naufrágio ... Uau! Sem palavras! E para denotar a mestria do desenho, basta dizer (tanto quanto eu reparasse) nunca foram usados onomatopeias (sons escritos) e isso nem se notou, porque o próprio desenho evocava o som.
Um livro feito par ser visto e apreciado uma e outra vez.

Em suma, Três Sombras é uma obra magnífica, com desenhos maravilhosos e uma história tocante  que resultam num álbum que vale a pena ser lido e apreciado devagarinho.

"The Waking Dead - vol. 17", de Robert Kirkman, Charlie Adlard
Há uns tempos li muitos volumes desta série de uma assentada, de tal forma que fiquei saturada e tive de fazer uma pausa bem grande. Para dizer a verdade estava convencida que nunca mais lhe iria pegar, mas recentemente decidi que ia tentar mais uma vez e ver como corria. Realmente esta BD, para mim, não pode ser consumida em grandes doses, ou corre o risco de tornar-se nociva. É pelo facto de ser tão propensa a mortes grotescas e por seguir um ciclo vicioso de: Conflito inicial, conflito extremamente violento, vitória, pequeno rescaldo de 1 ou 2 capítulos, Conflito Incial, conflito extremamente violento, vitória, pequeno rescaldo de 1 ou 2 capítulos, e por aí em diante.
Esta última história, em especial, foi difícil de engolir, talvez porque uma das minhas personagens favoritas morreu de uma forma absolutamente estúpida e desnecessariamente gráfica (mas nesta BD tudo é gráfico até ao extremo).

"Gantz - vol. 30 a 37", de Hiroya Oku
Gantz é, desde o início, um manga bastante gráfico e com uma boa dose de violência. estes últimos volumes não trouxeram grandes surpresas mas a sequência de acção está muito boa e a ligação com as personagens cresce ainda mais à medida que os capítulos vão avançando. A exploração de divindade e religião que é mostrada nos últimos volumes é bastante interessante e o efeito dos rostos de 'Deus' = Wow!
No geral gostei muito do desfecho. A arte está soberba, como já é habitual, e a batalha final foi bem conseguida. o final propriamente dito, ou melhor dizendo: o rescaldo, foi um pouco facilitado demais, mas sinceramente se fosse outro os leitores iam ficar zangados, por isso eu vou deixar passar o cliché em branco.

"Y - The Last Man - vol. 2 a 10", de Brian K. Vaughan e Pia Guerra
A premissa para esta BD é muito intrigante: uma epidemia qualquer mata todos os mamíferos machos do planeta, incluindo todos os homens. Apenas Yorick Brown sobrevive. Ele e o seu símio.
Seguir as desventuras do Yorick pelo mundo, foi uma aventura em pêras. O rapaz atraía sarilhos que era uma coisa louca.
Esta BD tem boas personagens e sabe usá-las para avançar a trama, mas ao mesmo tempo achei que, dadas as circunstâncias, as coisas estavam um pouco facilitadas em certas ocasiões.
O que realmente mais gostei de ver nesta BD foi a degradação da sociedade assim que a calamidade ocorreu. E o seu posterior regresso a um certo nível de normalidade.
Uma coisa engraçada que reparei é que, nesta BD, toda a gente que leva um tiro ou desmaia por outro motivo, acaba por falar no seu sono e dizer coisas que as outras personagens nunca descobririam de outra forma. Achei essa tática muito fraca, sinceramente.
Por outro lado o final romântico foi muito climático e estava, fracamente, excelente, mas a consequente resolução da vida das outras personagens deixou muito a desejar. No entanto depois as últimas 3/4 páginas realmente brilharam e foram perfeitas.

**

E foram estas as muitas leituras bedéfilas do primeiro trimestre de 2015. E vocês, qual foi a melhor BD que leram este ano?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

The Walking Dead - Volume 9

"The Walking Dead - Here We Remain (Volume 9)" de Robert Kirkman e Charlie Adlard (ainda não publicado em Portugal)

Argumento (Robert Kirkman):
Depois dos acontecimentos do volume anterior, este foi mais numa de "apanhar os cacos". Foi interessante ver como cada personagem conseguiu lidar com as mortes que sucederam, especialmente no caso do Carl. No entanto achei um pouco exagerado em relação ao Rick. não que não fosse verossímil (até certo ponto), mas percebeu-se logo o que 'aquilo' era e acho que demasiado coincidência que duas pessoas tenham conseguido lidar com as suas perdas da mesma forma. Eu até compreendia a Michone que passou muito tempo só, mas o Rick já foi esticar um pouco a corda e isso tornou a reacção dele mais estranha.
Fora isso, gostei de ver os sobreviventes e como eles se tinham unido.
As novas personagens parecem interessantes, mas sinceramente achei que o grupo cedeu demasiado depressa à vontade dos outros. E pareceu-me muito pouco provável que, depois do que aconteceu da última vez que se cruzaram com outro grupo, eles confiassem tão depressa em estranhos.
Ou seja, em certos aspectos foi excelente ver como as personagens reagiram depois da adrenalina do volume anterior, mas noutros (muitos) aspectos, tudo pareceu apressado e sem grande sentido em termos de enredo.


Desenho (Charlie Adlard):
Continuo com a mesma sensação de sempre, em relação à arte deste senhor. Em momentos acho-a genial, noutros parece-me que fica muito aquém do desejado. No entanto posso dizer que neste volume foram mais as vezes que apreciei realmente o que estava desenhado, talvez por não haver tanta acção.

Em suma, foi igualmente um volume cheio de interesse, mas também um que mostrou certas 'fraquezas' narrativas, em que, pelo menos aparentemente, parecem ter recorrido a situações de conveniência.
Não foi fraco, mas podia ter sido melhor.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

The Walking Dead - Volume 8

"The Walking Dead - Made to Suffer (Volume 8)" de Robert Kirkman e Charlie Adlard (ainda não publicado em Portugal)

Argumento (Robert Kirkman):
O volume anterior terminava com um enorme cliffhanger que me deixou com uma enorme curiosidade em saber o que se passava a seguir. No entanto, não gostei particularmente de como o escritor decidiu arrastar a promessa de confronto até ao final. Tornou os 'vilões' mais patéticos do que já eram e mostrou que os 'heróis' também não usavam de grande inteligência. No caso de certas personagens, achei as suas acções fora do contexto e fora o normal, como maneira apenas de fazer a história seguir por um determinado caminho (Michone, por exemplo), mas por outro lado achei que a divisão do grupo era de esperar e daí foi uma boa jogada. O final não me surpreendeu tanto porque, infelizmente, um certo artigo de uma certa revista fez um grande spoiler que só se revela neste volume (mega estupidez editorial).
Contudo uma coisa se pode dizer, tudo muda neste volume e nada muda para melhor. Grandes acontecimentos, várias mortes, muitos desaparecidos.
O que mais gostei neste volume, além do desenvolvimento e afastamento do grupo, foi a forma como o 'vilão' manipulava as massas que acreditavam em tudo o que ele dizia, sem o questionarem. O que me parece uma representação fiel do que poderia mesmo acontecer (caso os zombies caminhassem entre nós). Afinal muitas pessoas preferem que os outros tomem decisões por eles.

Desenho (Charlie Adlard):
Neste volume a arte não me fascinou, à excepção dos dois últimos capítulo, onde achei que estava especialmente boa, mas que ainda assim falhou redondamente em certas sequências de acção. De tal forma que tive que voltar atrás várias vezes para perceber o que se tinha passado entre uma vinheta e a outra.
Pessoalmente pareceu-me que a arte deste volume não foi muito evocativa, mas não esteve mal e as expressões continuam bastante boas.

Em suma, foi um livro de grandes mudanças na história e de cenas bem grotescas, no entanto na maioria dos casos, achei que a arte não estava em sintonia com a história e isso tirou-lhe algum mérito.
Fica a vontade de ver o que se segue.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

The Walking Dead - Volume 7

"The Walking Dead - The Calm Before (Volume 7)" de Robert Kirkman e Charlie Adlard (ainda não publicado em Portugal)

Argumento (Robert Kirkman):
Este foi um volume um pouco mais calmo, embora não sem os seus percalços. Aqui temos hipótese e ver tanto a vida corriqueira dos sobreviventes, como o desespero de alguns e finalmente as consequências de actos de rebelião que também acontecem neste volume. Só posso dizer que daqui não saíra nada de bom (para as personagens).
Fui apanhada um pouco de surpresa pela decisão da comunidade de tentar estudar os zombies e, claro, a consequência que daí adveio. Na verdade não é que fosse totalmente inesperada, a decisão de uma certa personagem (não digo quem, para não ter spoilers), mas a verdade é que há muito se aguardava a sua morte. só não pensei que fosse tão ... brutal.

Desenho (Charlie Adlard):
Acho que já estou mais acomodada com o estilo e acabei por gostar muito de várias pranchas, embora o artista continue a usar demasiado de vinhetas quase estáticas umas a seguir ás outras. Achei que os seus desenhos estavam mais dinâmicos e emotivos, com traços mais rudes (o que não é mau). Ainda assim, achei que poderia arriscar mais nas perspectivas e ser mais dinâmico nas sequências de diálogo mais longo (em que por norma as personagens se mantém no mesmo sítio)


Em suma, foi um volume de transição, mas que trouxe várias surpresas, deixando no ar a expectativa que os próximos tragam muita desgraça. Achei que a história e a arte estavam em sincronia neste volume, ou talvez seja eu que já estou mais habituada ao estilo.
Pessoalmente gostei muito do compasso mais 'calmo', que demonstrou como as personagens se acomodaram a uma vida onde não tinham de estar sempre a olhar por cima do ombro para sobreviver. E claro, daí advém problemas, ou não estivessem eles rodeados de mortos-vivos.
Devo ler o próximo volume em breve, pois adivinham-se grandes mudanças.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

The Walking Dead 1

The Walking Dead é a adaptação televisiva da BD homónima (da qual já revi vários volumes) e que estreou com grande sucesso este ano. A primeira temporada tem somente 6 episódios, mas a 2ª deverá ter 13.

Vou ser sincera, se for a comparar esta adaptação com a BD, então terei de dizer que está horrível, pois logo a partir do primeiro episódio começa a divergir do original de forma tão drástica que parecem produtos completamente diferentes.
Por isso mesmo, tive de olhar para esta série como algo totalmente novo e deixar-me de comparações (o que foi difícil).
A partir do momento que fiz isto, comecei a gostar. A verdade é que as mudanças são, em grande parte, uma melhoria. Por exemplo, o facto de a Lori pensar que o marido está morto, ao invés de simplesmente cair nos braços do Chase enquanto pensava que o esposo estava vivo (como aconteceu na BD). O Rick (para já) ainda não teve a estúpida ideia de dar uma arma ao filho, e o Chase está muito melhor retratado (e aprofundado) na série.

Esteticamente está muito boa, e os actores são quase todos bastante bons. Mas olhando para o poster (e agora vou ser picuinhas), terei de repetir o que já alguém disse: Quem estivesse a fugir do zombie apocalipse, certamente não estaria preocupado em seguir pela sua faixa de rodagem e ocuparia as duas, não acham?

No entanto, há outras coisas que não gostei. Por exemplo, acho que meteram personagens novas desnecessárias (que só serviram para morrer pelo caminho), e embora algumas sejam interessantes, a maioria não é. Também não achei muita piada ao facto dos zombies serem todos rápidos (o "28 Dias Depois" é que é!), pois tinha achado o conceito da BD mais interessante, em que havia dois tipos de zombies: una mais rápidos e outros tão lentos que podíamos quase caminhar ao lado deles e ainda assim ultrapassa-los.
Aquele episódio com os mexicanos foi totalmente desnecessário (ainda por cima quando só tinham 6 episódios) e embora tenha mostrado um lado mais "humano", não serviu nenhum propósito fulcral.
Também existem certas inconsistências nas teorias e nas acções dos personagens (especialmente nos tiros), mas bem ... vou deixar passar sem me queixar, embora não tenha gostado.

Enfim, foi uma série que, se apreciada como algo não dependente da BD é bastante boa, mas caso contrário torna-se uma decepção. Por isso, pela primeira vez na vida, aconselho a verem a série antes de lerem a BD, ou então a separarem definitivamente os dois.

sábado, 4 de dezembro de 2010

The Walking Dead - Volume 6

"The Walking Dead (Volume 6)" de Robert Kirkman e Charlie Adlard (ainda não publicado em Portugal)

Argumento (Robert Kirkman):
Apesar do grande desenvolvimento que a personagem Michone sofreu neste volume, o resto enredo perdeu alguma vitalidade e não houveram cenas realmente dignas de grande registo (além das que envolviam a personagem acima mencionada). O que foi uma pena, pois graças à previsibilidade do volume, este não se destacou dos restantes.

Desenho (Charlie Adlard):
Agora que um dos "clones" (aka personagem que eu confundia sempre com outra) está morta e queimada, vai-me ser mais fácil distinguir as personagens. :)
Gostei especialmente de como foi retratada toda a primeira parte do volume, e a segundo manteve-se na normalidade.

The Walking Dead - Volume 5

 "The Walking Dead (Volume 5)" de Robert Kirkman e Charlie Adlard (ainda não publicado em Portugal)

Argumento (Robert Kirkman):
Embora as reviravoltas deste volume tenham sido uma excelente aposta, que abre novas portas a grandes acontecimentos, achei que o argumentista falhou (e muito) quando decidiu que o Rick ia tomar uma decisão completamente alheia à sua personalidade. pois o Rick que até este volume nos foi mostrado, nunca teria decidido seguir as pegadas e correr o risco que, depois, se veio a comprovar ser verdadeiro.
Percebo que tal foi necessário para que novas tramas entrassem na história, mas podiam tê-lo feito de forma a não parecer tão fora de contexto.
Fora isso, os enormes diálogos, muitas vezes filosóficos, que algumas personagens têm, começam a ser secantes. Pessoas normais não falariam assim. Nem sequer no Apocalipse zombie, acho eu ...
Mesmo assim o volume trouxe muitas novidades e cenas absolutamente brutais, com muito potencial futuro.

Desenho (Charlie Adlard):
O mesmo continua a acontecer em relação a uma série de personagens, as quais não consigo diferenciar umas das outras sem o auxílio dos textos. É horrível!
Mas isso não impede que desfrute da BD e acho que neste volume o desenho funcionou muito em para transmitir a força e o impacto de todas as situações. Também gosto bastante das pranchas em que o artista vai lentamente aproximando a "câmara" de uma qualquer personagem para mostrar algum detalhe que na distância não se notava.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

The Walking Dead - Volume 4

"The Walking Dead (Volume 4)" de Robert Kirkman e Charlie Adlard (ainda não publicado em Portugal)

Argumento (Robert Kirkman):
O conflito entre as personagens atingiu outro pico, mas este pareceu-me muito menos interessante que o anterior volume. O Rick esta cada vez pior.
A história sofreu um desenvolvimento bastante relevante, mas muito está ainda por desvendar.

Desenho (Charlie Adlard):
Continuo a confundir dois pares das personagens (o desenhador fá-los demasiado parecidos) o que me irrita.
Mas gostei do dinamismo dos desenhos da luta entre o Rick e o Tyreese, mas os painéis continuam estáticos demais (o que costumava ser característico das bds americanas há uns bons anos atrás, mas agora me parece ser falta de visão, por assim se dizer).

Em suma, divertiu, mas voltou a não impressionar. No entanto é uma série que dá vontade de continuar a ler (talvez para saber se melhora?).

The Walking Dead - Volume 3

"The Walking Dead (Volume 3)" de Robert Kirkman e Charlie Adlard (ainda não publicado em Portugal)

Argumento (Robert Kirkman):
Este volume começa quando o grupo parece ter encontrado o local perfeito para viver, depois de fazerem uma limpeza geral aos zombies que por lá andam.
Encontram mais 4 pessoas, nas quais não confiam e é neste volume que as maiores discordâncias se formam dentro do grupo. Inocentes morrem e isso cria um clima de animosidade intensa, que mostra muito desenvolvimento em quase todas as personagens.

Nesse campo este volume foi muito forte e verdadeiro. Gostei!
Mas a história continua sem ter um verdadeiro toque de originalidade que a distinga de tudo o resto que já vi. E irrita-me o "sentido" americano destes comics (que é de esperar tendo em conta que é lá que é feito). Não acho nada normal crianças andarem com armas, matarem zombies, e pior que isso, matarem gente viva. Também não gosto muito do machismo, como se não existissem mulheres capazes de se defenderem.
Outro ponto contra é o excessivo "amo-te". Eu compreendo que em situações de crise as pessoas se "juntam" mais depressa, mas isto chega a ser ridículo.

Desenho (Charlie Adlard):
Já me começo a habituar à arte deste desenhador, mais ainda não estou rendida. Acho que lhe falta algum dinamismo, menos estática e mais expressividade (que felizmente parece ter melhorado neste volume, mas como todos estavam furiosos não estranhei porque o artista parece dar-se bem com a raiva. São as outras emoções que não lhe saem tão bem)

Em suma foi melhor que os anteriores, especialmente em termos de suspense e os vários conflitos que se geraram. Vou ler o quarto assim que puder.

The Walking Dead - Volume 2

"The Walking Dead (Volume 2)" de Robert Kirkman e Charlie Adlard (ainda não publicado em Portugal)

Argumento (Robert Kirkman):
O argumento continuou sólido, como na segunda metade do volume anterior, desta vez focando-se muito mais nas personagens, o que foi um toque bastante bom no compasso da história. Sem, claro, nunca esquecer o Apocalipse e desta vez apanhei mais alguns sustos.
Gostei da construção das personagens pois houve muito lugar a "fore-shadowing" que só deverá ser resolvido nos próximos volumes e que dá uma profundidade bem maior à história.

Desenho (Charlie Adlard):
Lamentavelmente a trica do artista não foi uma benece para a história, bem pelo contrário.
Os fundos deixaram de ter o impacto que até ai tiveram, as vinhetas continuaram pouco dinâmicas, as personagens começaram a confundir-se por falta de características que as separassem, até chegar ao ponto de eu pensar que a pessoa errada estava com outra pessoa, ou pior, que uma nova personagem estava a dar um sermão ao Rick, quando na verdade era um outro sujeito. Muito mau!
E nem as expressões se safavam. Pareciam ter todas as mesmas expressões e movimentos faciais, o que não ajudava nada.

Em suma foi um livro que divertiu, mas que teria ganho muito mais se o artista se tivesse mantido o mesmo do volume anterior, pois acredito que se assim fosse lhe daria entre um 6 a um 7 de classificação. Mas como está, não sinto que mereça mais que um 5.
Provavelmente irei ler o terceiro volume, só porque gosto de zombies e porque a história parece estar a "apanhar o passo".

domingo, 24 de outubro de 2010

The Walking Dead - Volume 1

 "The Walking Dead (Volume 1)" de Robert Kirkman e Tony Moore (Devir)

Sinopse:
Uma epidemia de proporções apocalípticas tomou conta do planeta, fazendo com que os mortos se ergam das covas para se alimentarem dos vivos.Numa questão de meses a sociedade desapareceu. Rick Grimes é um dos poucos sobreviventes. Um polícia de uma pequena cidade que nunca tinha disparado a pistola. Separado da família ele tem de sobreviver à morte e confusão para tentar encontrar a mulher e o filho.

Argumento (Robert Kirkman):
Logo no início esta novela gráfica fez-me lembrar demasiado o "28 dias depois" e do "Resident Evil (2)" (homem acorda de coma e encontra a terra devastada por zombies), e na primeira metade do volume esse sentimento de déjá-vú  manteve-se. Felizmente, a partir da segunda metade começou a mudar o seu foco e tornou-se mais distinto e interessante.
As personagens parecem ter potencial e foram apresentadas de forma coerente e todas são bastante únicas.
A história em si não tem nada de muito original, mas também não há muito por onde fugir. Apocalipse zombie praticamente dita as regras de todos estas histórias e poucas coisas podem ser realmente originais no enredo. O que pode destacar uma história particular são as personagens, e estas prometem.

Desenho (Tony Moore):
Adorei o facto de estar a preto-e-branco, pois como diz o autor, faz lembrar os bons filmes de zombies (mas não necessariamente os melhores, a meu ver).
O desenho dos fundos está fabuloso, mas o desenho de personagens, embora realista, está algo estático e há poucos painéis interessantes, ou seja, a dinâmica das páginas não está de acordo com o tipo de história. Ainda assim a forma como nos é apresentado consegue pregar alguns sustos.
Há outra coisa que gosto muito e é a alternância de expressões, que o desenhador consegue captar bastante bem.

Em suma é uma boa novela gráfica para passar o tempo. Que poderá surpreender quem não conheça muitas histórias de zombie, e que poderá entreter quem já seja versado no assunto, mas que na verdade pouco traz de original.
Irei ler o segundo volume e daí decidir se vale a pena continuar.

Nota: Esta série está a ser editada em Portugal pela DEVIR.

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