quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Os Melhores Livros de 2017

Espero que este novo ano tenha começado bem para todos vocês. O meu começou. :)

Como é habitual nesta altura do ano, segue-se o apanhado das melhores, das piores, e de todas as leituras do ano 2017. Convido-vos a deixarem nos comentários o vosso Top 5 deste ano que acabou e os vossos planos literários para 2018.
Se estiverem curiosos podem começar por ver a lista completa dos meus livros lidos em 2017, AQUI.

Vamos a números:

Em 2017 li 38 livros (incluindo antologias, romances e noveletas) somando 11.900 páginas (contando com as páginas que têm as versões físicas dos audiolivros) e mais de 301 horas de audiolivros escutados.
- 11 destes livros estavam em português (5 de autores portugueses) e os restantes 27 em inglês
- 9 foram lidos em formato físico, 5 em ebook e 25 em audiolivro.
Nota média de leitura: 6,75 de 10 possíveis. 

O Género mais lido em romance foi Ficção Científica (11) e em conto foi também a Ficção Científica (66)

Li 9 álbuns de banda desenhada, 2 revistas de BD, e 1 volumes manga, num total de cerca de 2.151 páginas.
A nota média de BD e Manga foi 7,91 em 10 possíveis.

Li 110 contos, 14 dos quais de autores portugueses
Nota média dos contos é 6,70 em 10 possíveis.

__________________________________**_______________________________________

Seguem-se os Tops!
 

 Top 5 de romances/antologias de 2017:
1)
"Mil Sóis Resplandescentes", Khaled Housseini 
2)
"Childhood's End", Arthur C. Clarke 
3) "Who fears Death", Nnedi Okorafor
4) "A Amiga Genial", Elena Ferrante
5) "Gemina", Amie Kaufman e Jay Kristoff

Top 5 de BD e Manga de 2017:
1)
"A Casa", Paco Roca
2) "Watchmen",  Alan Moore e Dave Gibbons
3) "O Homem que Passeia (Aruku Hito)", Jirõ Taniguchi 
4) "Os Surpreendentes X-Men: Sobredotados", Joss Whedon e John Cassaday 
5) "Nimona", Noelle Stevenson

Top 5 contos de 2017:
1) "Dancing with Death in the Land of Nod", Will McIntosh (The End is Nigh)

2) "Lies my Mother told me" , Caroline Spector (Dangerous Women)
3) "Removal Order", de Tanarive Due (The End is Nigh)
4) "Jingo and the Hammerman", Jonathan Maberry (The End has Come)

5) "Fruiting Bodies", Seanan McGuire (The End is Now
)

Tops por categorias:


Melhor Autor/a Português/esa de 2017: Andreia Ferreira
Melhor Autor/a Estrangeiro/a de 2017: Will McIntosh

Melhor P. Principal Masculina de 2017: Daemon (Filha do Sangue)
Melhor P. Principal Feminina de 2017:  Laila (Mil Sóis Resplandescentes)
Melhor P. Secundária Masculina de 2017:  Zaphod Beeblebrox (The Restaurant at the End of the Universe)
Melhor P. Secundária Feminina de 2017:  Lila (A Amiga Genial)
Melhor Vilão de 2017:  Amy Elliot Dunne (Em Parte Incerta) 
Melhor Casal Literário de 2017:  Nick e Amie (Em Parte Incerta) 

Nota: Como devem ter percebido, grande parte dos meus livros favoritos não tem uma review aqui no blog. Tenciono corrigir isso nos próximos dias.
Deixem os vossos comentários e opiniões.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

The End has Come

“The End has Come (Apocalypse Triptich 3)”, de vários (ainda não  publicado em Portugal)

Estranhamente, neste volume final, quase todos os contos me pareceram muito curtos, especialmente os primeiros. Não que a maioria não tenha sido bom independente do seu tamanho, mas alguns precisavam de mais palavras, mais explicações, mais conclusões. Os meus contos favoritos foram: “Carriers”, de Tananarive Due; Dancing with a stranger in the land of nod”, de Will McIntosh; “Prototype”, de Sarah Langan; “Wandering Star”. de Leife Shallcross; “Jingo and the Hammerman”, de Jonathan Maberry; e "The Happiest Place", de Mira Grant.

“Bannerless”, de Carrie Vaugh
Num cenário que parece bem mais apaziguador após o colapso da sociedade, encontramos comunidades que lutam por sobreviver com regras estritas. As pessoas tentam ajustar-se às novas regras do mundo mas mesmo quando as coisas parecem correr bem há sempre alguém que não está disposto a seguir as normas. Neste caso temos uma gravidez não autorizada e os investigadores que são chamados a descobrir o que levou a isso. Num tom mais calmo e sereno, acabamos por descobrir que o terror não tem de vir em proporções bíblicas para ser marcante, mesmo depois do apocalipse.

“Like all beautiful places”, de Megan Arkenberg
Tal como nos volumes anteriores, o conto deste/a autor/a não me cativou. Parece que não se passou nada de muito relevante desta vez. Foi só uma mostra do que restou mas não há tensão ou nada que me puxe, embora o conceito de o virtual substituir o real, porque o real é demasiado horrível para ser confrontado directamente, até ser interessante.

“Dancing with a stranger in the land of nod”, de Will McIntosh
Eu tenho mesmo de ler um livro deste/a autor/a. Eu gosto mesmo muito da escrita. Consegue criar personagens interessantes em um ou dois parágrafo e isso é obra. Cada um dos seus contos nas outras antologias se focou em pessoas diferentes e eu sempre me interessei por todas. A premissa por si só também é muito envolvente.
Adorei o laço que se criou entre os sobreviventes, mas especialmente adorei a escolha final da protagonista.

“The seventh day of deer camp”, de Scott Siegler
Eu gosto da ideia de que o apocalipse começou e terminou no espaço de pouco mais de 48 horas. É um conceito muito intrigante. Aqui o autor pega nas exactas mesmas personagens e a trama começa mais ou menos onde terminara a anterior. O protagonista vai-nos mostrando as suas motivações há medida que narra os acontecimentos passados, e com isso ficamos a conhecê-lo melhor. Mas mais uma vez o final é demasiado aberto e desta ve-z não foi suficiente para mim.

“Prototype”, de Sarah Langan
Esta história engana-nos de forma subtil logo desde o início. E eu adorei isso.
Neste mundo passaram-se alguns milhares de anos desde o apocalipse e o cenário não é menos aterrorizador do que no auge da mudança.
Gostei muito da escrita calma e das personagens (do cão também) e de toda a construção da sociedade sobrevivente. Um bom conceito, bem executado.

“Acts of Creation”, de Chris Avellone
Esta história fala de sesitivos, seres que são mais do que humanos comuns, armas criads pelo homem e agora temidas. A forma como eles são tratados ao longo de toda a narrativa é cruel, mesmo tendo em conta as suas habilidades. O final não é de todo surpreendente mas o conto, num todo, é bom e o conceito é intrigante e até bastante plausível.
 
“Resistance”, de Seanan McGuire
Passou-se um tempo indeterminado desde as primeiras duas partes desta história e encontramos a protagonista sozinha num mundo de “veludo”. O fungo espalhou-se por toda a parte e ela perdeu tudo.
Este é, sem dúvida, o final certo para esta história. É muito aberto mas não é daqueles que nos deixa insatisfeito. No entanto a escrita em si não me cativou tanto desta vez. Achei um pouco repetitiva demais e menos arrepiante que nos contos anteriores.

“Wandering Star”. De Leife Shallcross
Gostei mesmo muito deste conto. A ideia de que, no futuro, um simples quilt seria minuciosamente analisado para tentar entender a vida de quem o fez, sendo um retrato da devastação que se abateu sobre a terra, é fascinante.
O facto de a narrativa estar entrecortada com pedacinhos/retalhos desse mesmo passado é o que realmente lhe dá riqueza. E não deixa de ser, o seu curto espaço, algo que nos faz pensar (especialmente o fim e o justificado egocentrismo perante o caos).

"Heaven come down", de Ben H. Winters
Neste desfecho datrilogia de contos que começou de forma impressisonante, teve um meio muito bom e que agora termina bastante diferente do que eu tinha imaginado. A protagonista vê-se sozinha e finalmente, depois de treze anos sendo a única no mundo que não conseguia escutar Deus, acaba por conseguir comunicar com ele e aprende que é muito mais do que aquilo que pensava. O desfecho é fantástico. O único senão é que achei a escrita menos cativante, mas fora isso foi muito bom.

“Agent Neutralized”, de David Wellington
A escrita deste autor empresta a esta história ainda mais tensão nas várias cenas. Temos perseguições na estrada, reuniões cobertas de culpabilização, e por fim a redenção desta personagem que já seguimos desde o volume um. Gostei bastante deste desfecho e a  escrita é muito envolvente.

"Goodnight Earth", de Annie Bellet
A forma como este conto está escrito é muito envolvente. As personagens são muito interessantes e, com pequenos vislumbres do seu passado ficamos a saber bastante sobre eles, de tal forma que fiquei com muita vontade deler mais sobre eles. A história é cheia de acção, bem descrita e não mais do que necessária. E no fim há um vislumbre de esperança.

“Carriers”, de Tananarive Due
Uma história emocionante com um final mais feliz do que seria de esperar depois daquilo pelo que as personagens passaram. Uma mulher que foi abusada e usada como cobaia durante anos, não consegue ter uma reforma sossegada, sempre com medo de que os seus tormentos voltem, por isso quando o seu companheiro de sofrimento lhe diz que há algo de bom a retirar de tudo aquilo porque passaram, ela duvida. Mas a esperança é uma semente que cresce depressa.
Adorei.

“In the Valley of the Shadow of the Promised Land”, de Robin Wasserman
As personagens desta história são tão machista! Só os homens é que são de importância. As mulheres quase nem merecem ser mencionadas pelo nome (excepto na segunda parte, volume anterior), mas por um lado nada menos seria de esperar, visto que estas personagens têm como base a Bíblia e … bem … o livro sagrado não é exemplo de igualdade dos sexos. O desfecho de Isaac foi … bem … bíblico; e seguir o raciocínio dele ao longo da vida e no fim dos seus dias abre os olhos ao fanatismo religioso. Quer dizer, quem tratava os filhos como ele tratava e os punha um contra o outro para eles serem os novos Abel e Caím, esperava o quê do seu fim de vida?

“The Uncertainty Machine”, de Jamie Ford
Esta história é muito estranha, mas também as anteriores deste autor o são. E não é que não nos sejam dadas informações suficientes sobre o mundo, o que ele era e naquilo em que se tornou, mas eu não me consegui ligar bem ao cenário. Já as personagens são todas muito cheias de falhas mas este protagonista, em especial, é difícil relacionar-me com ele. Parece tão distante.
E mesmo assim, apesar de tudo o que disse, a história é fascinante. E o declínio dele absorveu-me.

“Margin of Survival”, de Elizabeth Bear
As descrições do ambiente e das próprias personagens fizeram deste um conto muito visual. Era quase como se sentisse a fome da protagonista e o seu receio de ser apanhada.
A história toma mais que uma direcção, especialmente no final e, confesso, fiquei bastante confusa com o desfecho, mas o resto do conto compensa, com uma personagem interessante com quem me pude relacionar facilmente. Lembrou-me um pouco da história de Paolo Bacigallupi: “Water Knife” mas nem sei bem porque fiquei com essa sensação.

“Jingo and the Hammerman”, de Jonathan Maberry
Um dos meus contos favoritos deste volume, senão mesmo o favorito. O otimismo de Jingo contrastando com o realismo de Hammerman, é fantástico. Mais que isso as introspecções e ponderações sobre aquilo que as pessoas foram forçadas a fazer após o apocalipse zombie, foi, em momentos, bastante refrescante. (isto vindo de quem já viu mais filmes, leu mais BDs e leu mais livros de zombies do que se lembra).
O final (por assim dizer) não foi o mais inesperado mas foi executado de uma forma exemplar. O que fica por dizer não tem mesmo de ser dito.

“The Last Movie ever made”, de Charlie Jane Anders
Estas personagens, ao longo das três antologias, tiveram em mim um efeito meio psicadélico. A escrita do autor e as acções das personagens deixaram-me sempre numa pilha de nervos, mas daquelas que nos puxam para ler mais.
Com decisões, mais uma vez, bem questionáveis, o nosso protagonista faz do mundo caótico em que vive o melhor que pode. Desta vez a anarquia do mundo é enriquecido pelo facto de toda a gente ter ficado surda sem nenhuma explicação plausível.
Vale mesmo a pena ler os três contos.

“The Gray Sunrise”, de Jake Kerr
O que mais gostei neste conto foi o elo entre o pai e o filho, que começa muito ténue e acaba por se fortalecer com a provações porque passam. A descida do pai para a depressão também está muito bem feita e todo o ambiente (especialmente quando se fala das tempestades e de como eles passam por elas no interior do pequeno barco) está bem descrito.

“The Gods have not died in vain”, de Ken Liu
Num futuro onde consciências humanas são transportadas para o mundo digital, e onde essas consciências criaram o caos, quase arrasando a humanidade, é-nos apresentada a nova geração de “deuses”. E será que este é o único possível futuro para a humanidade?
Uma coisa interessante também foi o choque de ideias entre a filha da carne e a filha digital. A relação das duas, em específico. Mesmo assim confesso que a escrita da autora, ou talvez mais o compasso em que conta a história, tal como nos contos anteriores, não me cativou muito.

“The Happiest Place…” , de Mira Grant
Este conto foi uma das maiores surpresas desta antologia. Tanto pelo seu cenário: pós-apocalipse na Disneylândia, como pela força dasua protagonista que, sozinha, tinha de manter tudo a andar, manter a fachada. A revelação final apanhou-me de suspresa, apesar defazer um certo (bizarro) sentido. Gostei muito da escrita, da protagonista e da história. Talvez volte a   dar uma oportunidade a esta escritora, visto que o único outro trabalho que li dela foir o Feed, o qual não gostei.

“In the Woods”, de Hugh Howey
Sendo que o leitor sabe mais do que as personagens no início desta história, a confusão deles passa para nós mas não é tão eficaz. No entanto todo o conto é cheio de adrenalina e tensão e agarrou-me do início ao fim.

“Blessings”, de Nancy Kress
Eu gosto de histórias que são supostas distopias mas cuja solução para os problemas da humanidade e do planeta nos fazem pensar: “será que realmente não seria melhor assim?”. Porque sabemos que, quase sempre, ao solucionar uns problemas arranjamos outros. Em termos de personagens o conto até foi fraquito, mas o conceito é suficientemente bom para o tornar interessante. Lembrou-me um pouco o “Childhood’s End” do Arthur C. Clarke.

Feliz 2018

Mais um ano terminou e eu gostaria de desejar a todos um excelente fim de ano e um 2018 cheio de bons momentos, muitos sonhos concretizados e, claro,  boas leituras.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Clube de Leitura de Braga - Dezembro 2017

A 2 de dezembro de 2017, que é já este sábado, o Clube de Leitura vai ter em discussão duas obras fantásticas:
- "Maresia e Fortuna", da autora bracarense Andreia Ferreira;
- "O Regresso do Cavaleiro das Trevas 1 e 2", de Frank Millar.

Teremos o prazer da presença da autora, Andreia Ferreira, na sessão, às 15h00, por isso são só boas razões para se juntarem a nós neste sábado e desfrutarem de algumas horas em boa companhia literária.


O Clube de Leitura de Braga tem lugar na Bertrand de Braga (no Liberdade Street Fashion), às 15h00 de sábado, dia 2 de Dezembro.

domingo, 8 de outubro de 2017

The End is Now


"The End is Now (The Apocalypse Triptych 2)", de John Joseph Adams, Tananarive Due, Scott Sigler, Annie Bellet, Charlie Jane Anders, Seanan McGuire, Sarah Langan, Nancy Kress, David Wellington, Ken Liu, Elizabeth Bear, Ben H. Winters, Megan Arkenberg, Jonathan Maberry, Jake Kerr, Daniel H. Wilson, Will McIntosh, Jamie Ford, Desirina Boskovich, Hugh Howey, Robin Wasserman

Opinião:
Nesta sequela da antologia The End os Nigh, podemos ler algumas continuações para contos anteriormente apresentados, mas também hsitórias isoladas de outros autores.
Aqueles que são continuações, e por consequência terão uma terceira parte na antologia The End has Come, na grande parte das vezes, pareceram-me curtos e incompletos. Fica-se mesmo com a  sensação de que se tem que ler o próximo, o que por lado é bom mas por outro não.

"Herd Immunity", de Tananarive Due
Surpreendentemente, enquanto lia o conto não consegui associá-lo ao anterior "Removal Order", embora agora que o sei até faz algum sentido. Contudo a escrita e a relação que me atraiu na primeira parte desta história está ausente aqui. Não me consegui ligar ao homem que a protagonista encontra na estrada, embora a desolação me tenha imerso no mundo em ruínas. No entanto o fim voltou a surpreender-me. É tipo um murro no estômago que não é totalmente inesperado mas ainda assim nos afecta como se o fosse.

"The Sixth Day of Deer Camp", de Scott Sigler
Como sempre este autor consegue descrever o frio e as condições extremas de uma forma que chega a arrepiar. A neve e o isolamento são coisas que vi em todos os trabalhos do autor que já li e ele passa uma imagem muito viva. Contudo ainda não consigo distinguir os homens que estão neste acampamento. Parecem-me quase todos ter motivações semelhantes. Isto até ao momento em que eles entram na nave alienígena e aí começam as divisões. Gostei muito das cenas que se seguiram e do que pode vir na conclusão.

"Goodnight Stars", de Annie Bellet
Sendo que a primeira parte desta história foi uma das minhas favoritas do volume anterior, eu já contava que também este fosse bom. Aqui conhecemos a família de uma das astronautas e é fácil ligarmo-nos à sua filha e ao seu marido. Uma bela escrita e um conto agradável.

"Rock Manning can't hear you", de Charlie Jane Anders
Desta vez as experiências de vida e escolhas "profissionais" de Rock Manning levam a que comece a duvidar do que escolheu para o seu futuro. E no mesmo passo acelerado e escrita meia condutora da insanidade destas personagens, chegamos a um fim de conto surpreendente e que deixa no ar a promessa de uma sequela.

"Fruiting Bodies", de Seanan McGuiree
Depois de perder a esposa, a protagonista luta por proteger a filha do fungo que tudo consome. A sua obssessão com as limpezas é-lhes vital mas o tempo está contra elas. Adorei ver como mãe e filha se relacionavam e quando a filha lhe desobedeceu ... foi doloroso de ver o desenrolar, mas ao mesmo tempo fascinante. A narativa cativou-me do início ao fim, tal como a protagonista.

"Black Monday" de Sarah Langan
Esta história não é a mais original mas a escrita manteve-me agarrada e graças às personagens, que são bastante normais, o meu interesse manteve-se. A perspectiva científica da decisão final deles é grande. Sobreviverão graças aos cyborgs?

"Angels of the Apocalypse", de Nancy Kress
Passado vários anos desde "Pretty soon four horseman are going to come riding through", do volume anterior, neste encontramos as duas irmãs crescidas e separadas pelas suas visões, num mundo muito mais cruel e dado a extremos. As crianças que nasceram sem malícia, incapazes de violência nem que seja para se defenderem, mantém-se agora, adultas, à margem da sociedade e tentam viver pacificamente mas há sempre quem queira destruir isso.

"Agent Isolated", de David Wellington
O homem por detrás de uma lei-marcial cruel e que condena milhares a algo pior que a morte, vê-se também ele prisioneiro das regras que ajudou a criar, e depois de se juntar a grupo de sobreviventes e fugir a inúmeros perigos, onde julga haver salvação, acaba apenas por descobrir que em condições extremas o mantra "um por todos e todos por um" nem sempre é uma realidade. Adorei o desfecho deste conto. Cruel mas humano.

"The Gods will not be slain", Ken Liu
Na continuação do conto da antologia anterior, este sim mostra-nos eventos brutais da história, embora tudo se passe um pouco longe das personagens principais, que acabam por estar isoladas e protegidas do caos do mundo. Sinceramente não gostei tanto deste conto, embora as reviravoltas fossem muito boas. E aquele final ... não gostei mas só poderei ter uma confirmação mesmo quando ler a terceira parte, na próxima antologia.

"You've never seen everything", de Elizabeth Bear
Este conto, que narra a longa viagem de uma mulher de volta à sua família, após o surto de uma febre que mata grande parte da população, ambienta-nos bem naquilo em que a sociedade se tornou depois de uma doença debilitante isolar grande parte da sociedade. A protagonista passa quase todo o tempo sozinha e isso dá-lhe tempo para pensar em muita coisa. O final foi algo surpreendente e funcionou muito bem para o mundo e a personagem. No entanto penso que fez falta um pouco mais de tensão.

"Bring them Down", de Ben H. Winters
Após a morte voluntária de todos os habitantes do mundo, restam apenas dois e um deles ainda escuta as palavras de Deus, que vão envenenando-o aos poucos.
À medida que as personagens vão explorando o seu mundo, eu conseguia visualizá-lo de forma muito clara. A escrita cativa.

"Twilight of the Music Machines", de Megan Arkenberg
Há um ar de mistério em algumas das personagens e a tensão do mundo em colapso sente-se em cada uma das suas acções e dos seus diálogos. Muitos escolhem alienar-se dos acontecimentos, inebriando-se e afogando-se em drigas, outros escondem-se dos seus erros.
As personagens são a melhor parte desta história. Ricas e vulneráveis.

"Sunset Hollow", de Jonathan Maberry
Uma história envolvente e comovente de dois irmãos que têm de fugir de casa, do seu pai tomado pela loucura. Um deles é um adolescente e o outro ainda um bebé e têm de se escapar dos loucos que estão por todo o lado. É uma história frenética e intensa. Gostei muito!

"Penance", de Jake Kerr
Aqui vemos o outro lado da lotaria feita para ecolher quem iria ser transportado para zonas mais seguras, o lado de quem tinha de dar as más notícias a quem não era escolhido. E como isso afecta essas mesmas pessoas, tanto ou mais do que aqueles que não foram escolhidos para serem salvos.

"Avtomat", de Daniel H. Wilson
Este conto é um pouco diferente dos outros, não só porque se passa na Rússia, mas também porque não é bem um relato dos acontecimentos do apocalipse, mas antes do que o antecedeu. Sinto que teria feito muito mais sentido este conto estar no volume anterior.
Fora isso gostei do ambiente e da ideia de, no tempo dos czares russos, a alquimia ter sido usada para criar algo para além de humano. No entanto não me consegui relacionar com as persoangens nem com as suas motivações, tanto no caso dos humanos como dos avtomates.

"Dancicing with Batgirl in the land f Nod", de Will McIntosh
O antecessor deste conto havia sido um dos meus favoritos da antologia anterior, e este não desiludiu. Narra a história de persongens diferentes mas no fundo trata os mesmos temas: o afastamento humano perante uma catástrofe para a qual ninguém estava preparado, e como por vezes encontrar a pessoa certa pode mudar essa atitude.

"By the hair of the Moon", de Jamie Ford
Esta foi uma das premissas que mais me marcaram. O mundo sabia que o fim estava  a chegar à muito tempo e dessa forma a sociedade mutou-se para pior, para a degradação humana, onde o esclavagismo reina e as drogas tomam conta das ruas. pelo menos destas ruas. A protagonista deste conto teve uma vida difícil mas é forte e luta para sobreviver. E consegue, mas o que a espera depois pode ser bem pior.
A descrição da destruição está muito viva.

"To Wrestle not against Flesh and blood", de Desirina Boskovich
A protagonista assume o papel de mãe dos seus irmãos quando o mundo não acaba como estava prometido. O afastamento do seu pai e a descida da sociedade para o conflito interno, leva-a a ter de tomar decisões difícieis para manter a família unida e viva.
Gostei muito da prosa.

"In the Mountain", de Hugh Howey
Um grupo de pessoas que sabia que o fim estava a chegar, preparou-s epara sobreviver, tendo de mentir à família e aos amigos para também os conseguir salvar. E quando o pior parece já ter passado e eles só tem que esperar pelo momento certo para regressar, descobrem que afinal não tinham toda a informação necessária e que o seu regresso à "terra" não será tão célere quanto anteciparam. Como poderão assegurar a sua sobrevivência?
A história e o conceito estão excelentes, embora a protagonista não seja a mais interessante, o relacionamento dela com a família acaba por dar vida ao enredo.

"Dear John", de Robin Wasserman
Através de uma série de cartas a ex-amantes, vamos conhecendo uma personagem feminina numa seita dominada por um homem ainda criança. A escrita é rica e dá vida a esta protagonista e à suas experiências. Sentimos a sua dor, a sua angústia e resognação. Muito bom!

Sinopse (inglês):
Famine. Death. War. Pestilence. These are the harbingers of the biblical apocalypse, of the End of the World. In science fiction, the end is triggered by less figurative means: nuclear holocaust, biological warfare/pandemic, ecological disaster, or cosmological cataclysm.
But before any catastrophe, there are people who see it coming. During, there are heroes who fight against it. And after, there are the survivors who persevere and try to rebuild.
THE APOCALYPSE TRIPTYCH will tell their stories.
Edited by acclaimed anthologist John Joseph Adams and bestselling author Hugh Howey, The Apocalypse Triptych is a series of three anthologies of apocalyptic fiction. THE END IS NIGH focuses on life before the apocalypse. THE END IS NOW turns its attention to life during the apocalypse. And THE END HAS COME explores life after the apocalypse.
THE END IS NIGH is about the match. THE END HAS COME is about what will rise from the ashes. THE END IS NOW is about the conflagration. 

Maresia e Fortuna + As Impertinências do Cupido - divulgação

Andreia Ferreira, autora da trologia "Soberba", lançou recentemente um novo romance na sua nova editora, a CoolBooks.

No próximo dia 20 de Outubro, Andreia Ferreira e Ana Gil Campos irão apresentar os seus livros, em forma de tertúlia, na Biblioteca Lúcio Carveiro  da Silva, em Braga, às 18h30.
Apareçam para conhecer as autoras de "Maresia e Fortuna" e "As Impertinências do Cupido"


Sinopse de "Maresia e Fortuna": 
O que é o verdadeiro amor?
Para Eduardo, de 17 anos, é a mãe e o irmão mais velho, Simão. Este, porém, tem um segredo que o empurra para a bebida e Eduardo receia que o seu irmão se suicide, tal como o pai de ambos o fizera, dez anos antes.
Júlia acredita que passou ao lado de um grande amor. Em busca da verdade que mudará a sua vida, regressa à vila de Apúlia para reconstruir um passado de que não se consegue recordar.
O caminho desta mulher perturbada está prestes a cruzar-se com o de Eduardo, trazendo à tona segredos, paixões agressivas e remorsos intemporais, com consequências devastadoras sobre a vida da outrora pacata vila piscatória.
Uma alegoria moderna de um clássico, onde os humanos se destroem sem precisarem de intervenção divina.
Comprem "Maresia e Fortuna" na Wook (também disponível em ebook).



Sinopse de "As Impertinências do Cupido"
No Itaim Bibi, um bairro nobre de São Paulo, tudo parece sereno, entregue às rotinas diárias. Sob esta aparência tranquila, porém, as vidas íntimas dos seus moradores são atravessadas por inúmeras aventuras.
Ao longo deste livro, somos convidados a espreitar à  janela de cada personagem, partilhando os seus segredos e confidências, sorrindo com as suas conquistas e suspirando com as suas frustrações.
Num registo divertido, Ana Gil Campos traça um retrato plausível e cru do que são as relações amorosas nos dias de hoje, bem mais complexas e problemáticas do que um olhar menos atento consegue captar.

Comprem "As Impertinências do Cupido" na Wook (também disponível em ebook).

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Clube de Leitura de Braga - Outubro 2017

Este sábado, dia 7 de Outubro, o Clube de Leitura de Braga reune-se mais uma vez.
As leituras recoendadas deste mês são:
- "A Velha e o Papagaio "+ "Mrs. Dalloway", de Virgina Woolf;
- "O Homem que Passeia", de Jiro Tanaguchi.



Convido-vos a todos a visitarem-nos, a partir das 15 horas, na Bertand de Braga (Liberdade Street Fashion) para falarem destes e de outros livros.

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