quarta-feira, 4 de julho de 2018

Clube de Leitura de Braga - Julho 2018

Este mês o clube de Leitura de Braga vai acontecer neste próximo sábado (7 de Julho), ao  invés de no primeiro sábado do mês, como é habitual.
Juntem-se a nós para uma tarde bem passada, a falar de literatura e BD. No final desta sessão vamos também ter um jantar de grupo, visto que o clube vai fazer uma pequena pausa durante Agosto. Voltamos depois em Setembro.






Os livros sugeridos para este mês são:
- "Carbono Alterado", de Richar K. Morgan;
- "Sandman: Prelúdios e Nocturnos", de Neil Gaiman, Sam Keith, Mike Dringenberg e Malcolm Jones III

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Quem Teme a Morte - divulgação





Ainda há pouco li este livro e soube agora que a Saída de Emergência o está a lançar em terras lusas. Boas notícias!


"Quem Teme a Morte", de Nnedi Okorafor é um livro intenso, duro mas fabuloso! Aconselho vivamente! (podem ler a minha opinião AQUI).




Já agora, adoro a capa da edição portuguesa!


Podem saber mais sobre o livro e comprá-lo directamente à editora AQUI.


Sinopse:
Uma África pós-apocalíptica. Uma profecia misteriosa. Uma criança destinada a salvar o seu povo.

Num futuro distante, um holocausto nuclear devasta o continente africano e dá-se um genocídio numa das suas regiões. Os agressores, os Nuru, de pele mais clara, decidiram seguir o Grande Livro e exterminar os Okoke, de pele mais escura. Mas, depois de ser violada, a única sobrevivente de uma aldeia Okoke consegue escapar e refugiar-se no deserto. Dá à luz uma rapariga com cabelo e pele cor de areia e a mãe percebe, nesse momento, que a sua filha é diferente. Dá-lhe o nome de Onyesonwu, que significa “Quem Teme a Morte?”.
 
Treinada por um misterioso xamã, Onyesonwu sabe que tem um destino mágico a cumprir: pôr fim ao genocídio do seu povo. A jornada para cumprir tal proeza irá pô-la em confronto com a natureza, a tradição, o amor verdadeiro, os mistérios da sua cultura… e, por fim, com a própria morte.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Monstress: Despertar

"Monstress 1: Despertar", de Majorie M. Liu e Sana Takeda (Saída de Emergência)

Opinião:
Já há muito tempo que queria ler "Monstress". A curiosidade era grande! Tanto porque os excertos que tinha visto me pareciam promissores, como pelo facto de só ter lido boas opiniões da série.
A BD não desiludiu!

Monstress é mais cruel do que esperava, com personagens com passados, presentes e futuros trágicos, cheios de dor, crueldade, traição e guerra.
Maika, a protagonista, não é alguém de quem seja fácil gostar-se mas também é impossível ignorá-la. O que a move é a vingança e a sede de conhecimento. Conhecimento do seu passado e daquilo que a tormenta dia após dia, noite após noite.
Na sua busca por repostas apenas encontra mais perguntas e vai fazendo inimigos por onde passa, mas também vai-se cruzando com pessoas que lhe querem bem (ou talvez não) e que a apoiam mesmo quando ela está sempre a tentar afastá-los.
Monstress está cheio de personagens poderosas, num mundo dominado por mulheres (que lufada de ar fresco!), temos poderosas humanas-feiticeiras que escravizam os "monstros" apesar de, supostamente, viverem um período de paz.

O mundo que nos é apresentado é cruel. Não há qualquer inocência em nenhuma das personagens e muito pouca bondade, tirando a Kippa (coitadita!).
É um ambiente de guerra, que na verdade nunca terminou e se prepara novamente para rebentar. Uma batalha que envolve deuses e demónios.

A arte é fabulosa! Cheia de detalhes e com umas cores não muito vivas mas que combinam na perfeição com o ambiente da história.
Por vezes os traços do desenho parecem desleixados, mas isso acaba por dar mais dinamismo às páginas. É um romance gráfico para se ler e ver atentamente.
Estou muito curiosa para saber o que se segue e recomendo a quem goste de ler fantasia, mesmo nunca tendo lido BD.


Sinopse:
Num mundo alternativo de beleza art déco inspirado na Ásia oriental, eis que nos chega uma história de coragem, vingança e compaixão…
Maika Meiolobo é uma adolescente que sobreviveu a uma guerra cataclísmica entre humanos e arcânicos, uma raça híbrida que descende dos Anciãos. Escravizada por bruxas inimigas que suspeitam dos seus poderes latentes, Maika começa a desvendar o seu misterioso passado e, durante o processo, descobre que tem uma ligação psíquica com uma poderosa criatura de outro mundo.
Perante a opressão e o terrível perigo, Maika torna-se caçadora e presa, perseguida por aqueles que desejam usá-la, colocando-a no centro de uma guerra devastadora entre forças humanas e sobrenaturais. Enquanto isso, o monstro no seu interior começa a despertar...

Clube de Leitura de Braga - Maio 2018

É já este sábado que o Clube de Leitura de Braga se volta a reunir na Bertrand de Braga, às 15h00!


Este mês vamos contar também com a presença de Nuno Nepomuceno, autor de uma das leituras deste mês, "Pecados Santos".
Por isso apareçam por lá para conhecerem o autor e a sua obra.












O outro livro que vamos ler este mês, já no campo dos romances gráficos, é o primeiro volume de Monstress, uma obra de Majorie M. Liu e Sana Takeda.


Juntem-se a nós este sábado!

domingo, 8 de abril de 2018

A Gorda

"A Gorda", de Isabela Figueiredo (Caminho)

Opinião:
Aquando o lançamento deste livro ouvi falar muito nele e fiquei interessada. O clube de leitura foi uma boa desculpa para lhe pegar.
Encontrei neste livro o que esperava?
Não, mas não quero com isso dizer que não gostei de algumas situações e da forma como foram tratadas, nomeadamente a "prisão" proporcionada pela debilidade crescente dos pais, a sua experiência de "maternidade", a rejeição os outros pelo facto de ser gorda, e outros excertos de vida que me absorveram.


Maria Luísa é uma personagem complexa, extrovertida, revoltada mas também reprimida. Algumas das outras personagens têm também histórias interessantes, e por vezes até parece que o livro é mais sobre elas do que sobre ela mas na verdade não conhecemos nenhum dos outros tão a fundo como conhecemos a Maria Luísa.


Escrito numa espécie de recolha de remendos/memórias, penso que teria desfrutado mais do livro se a narrativa não andasse sempre para trás e para a frente. Não precisava ser linear, apenas mais focada.
Há muito sentimento nestas páginas. Muita crítica e, talvez, um pouco de rancor.
Algumas passagens são lindíssimas, cruas, reais.


Num nota mais pessoal, eu luto com a obesidade há vários anos e esperava encontrar aqui algo que fizesse as outras pessoas perceberem um pouco melhor algumas dificuldades que encontramos na vida. Não temos nenhuma desabilidade física, mas, sejamos realistas, as gordas nem sempre são vistas como normais. E nisto discordo do que a autora diz porque os homens gordos também são bem menosprezados pela sociedade, e especialmente pelas mulheres.
Mas não são só os gordos, infelizmente. Somos constantemente bombardeados com imagens, com propaganda, com opiniões que nos dizem como nos devemos vestir, comportar, ser (homens e mulheres). Como devemos existir! Mas qual é na verdade o apelativo de um mundo onde todos são iguais?
Há algo de extraordinário na diferença, não acham?


Mas regressando ao livro, achei que a segunda metade foi muito mais intensa e gratificante (a nível de leitura) do que a primeira e apesar de não ter gostado do final, penso que seja uma leitura interessante.


Sinopse:
Maria Luísa, a heroína deste romance, é uma bela rapariga, inteligente, boa aluna, voluntariosa e com uma forte personalidade. Mas é gorda. E isto, esta característica física, incomoda-a de tal modo que coloca tudo o resto em causa. Na adolescência sofre, e aguenta em silêncio, as piadas e os insultos dos colegas, fica esquecida, ao lado da mais feia das suas colegas, no baile dos finalistas do colégio. Mas não desiste, não se verga, e vai em frente, gorda, à procura de uma vida que valha a pena viver.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Que país visitar?

O Clube de Leitura de Braga está a pedir a ajuda de todos num escolha literária:


https://poll.fbapp.io/pais-a-visitar-em-livros-junho-2018


«De dois em dois meses vamos passar a pedir a vossa ajuda para escolher a nacionalidade do autor que vamos ler, de uma lista de países que ainda não visitamos através da literatura no nosso clube.
Qual destes três vos parece mais interessante? Que autores conhecem e sugerem destas nacionalidades?»


E já agora aproveito para divulgar quais os livros de que vamos falar na próxima sessão do Clube de Leitura de Braga (na Bertrand) já este sábado que vem:




- "A Gorda", de Isabela Figueiredo;
- "Talco de Vidro", de Marcellon Quintanilha.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Maresia e Fortuna

“Maresia e Fortuna”, de Andreia Ferreira (Coolbooks)

Opinião:
Para quem ainda não leu este romance, talvez o melhor seja mesmo que não descubram a que clássico este romance se remete antes de o começarem a ler.
Eu fui às cegas para esta leitura mas confesso que cedo adivinhei o "segredo". Isso, contudo, não me estragou em nada a experência de leitura. Muito pelo contrário! Acho que até tornou tudo muito mais doloroso e cruel, quando já sabia no que tudo aquilo iria resultar e em como destroçaria as personagens envolvidas quando elas mesmas soubessem a verdade.

E por falar nelas, o melhor deste romance são as suas personagens, tão cheias de falhas, tão humanas, que é difícil não nos relacionarmos com todas elas. Eu, confesso, que gostei mais da Júlia, que na sua loucura acabou por ser a que menos imprevisível se tornou. Ela nunca escondeu o que era verdadeiramente, enquanto, na realidade, todos em sua volta foram bastante cruéis, de forma proprositada ou não, mantendo-a na ignorância e, consequentemente, levando ao desfecho que teve.
Também o Eduardo foi uma personagem que me marcou, por ser o mais "verdadeiro", e talvez por isso mesmo algumas das suas decições finais não me tenham caído bem. Sem querer dar muitos spoilers, há uma cena nos capítulos finais em que ele decide ocultar um 'erro', o que, feito daquela forma, me pareceu desconexo do seu comportamento até ali.

Outra coisa que adorei no livro foram as descrições que a autora faz da belíssima Apúlia (e Fão). Cenários sujas descrições me fizeram revisitar esta povoação costeira de que tanto gosto.
Convém também notar que a escrita da autora melhorou bastante desde a sua Trilogia Soberba.

Na verdade o que menos gostei do livro foi do que, me pareceu ser, um exagero de cenas entre a Júlia e o Eduardo, e a previsibilidade do desfecho, que eu adivinhei bastante cedo. Mas, como já disse, isto não tornou a jornada menos interessante.

Em suma, Maresia e Fortuna está recheado de personagens tão cheias de falhas que foi impossivel não querer saber o desfecho de todas elas e por isso recomendo a leitura deste livro.

Sinopse:
O que é o verdadeiro amor?
Para Eduardo, de 17 anos, é a mãe e o irmão mais velho, Simão. Este, porém, tem um segredo que o empurra para a bebida e Eduardo receia que o seu irmão se suicide, tal como o pai de ambos o fizera, dez anos antes.
Júlia acredita que passou ao lado de um grande amor. Em busca da verdade que mudará a sua vida, regressa à vila de Apúlia para reconstruir um passado de que não se consegue recordar.
O caminho desta mulher perturbada está prestes a cruzar-se com o de Eduardo, trazendo à tona segredos, paixões agressivas e remorsos intemporais, com consequências devastadoras sobre a vida da outrora pacata vila piscatória.
Uma alegoria moderna de um clássico, onde os humanos se destroem sem precisarem de intervenção divina.

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