terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Paixão Escura

"Paixão Escura (Senhores do Submundo 5), Gena Showalter (Harlequin)

Sinopse:
Teria valido a pena renunciar à imortalidade por ele? O guerreiro imortal Aeron andava há semanas a sentir uma presença feminina invisível. Tinham enviado um anjo ou um demónio ou um assassino para o matar. Olivia disse-lhe que tinha caído do céu e renunciado à imortalidade porque não podia suportar fazer-lhe mal. Mas confiar em Olivia e apaixonar-se por ela pô-los-ia a todos em perigo. Como é que aquela «mortal» de grandes olhos azuis tinha conseguido despertar a paixão obscura em Aeron? Agora, com um inimigo a persegui-lo de perto e com a sua fiel companheira diaba decidida a desterrar Olivia da sua vida, Aeron ver-se-á preso entre o dever e um desejo apaixonado. E o pior de tudo: tinham enviado outro verdugo para fazer o trabalho que Olivia não quis fazer.

Opinião:
A saga dos Senhores do Submundo é  uma na qual, dos 5 livros que já li, apenas 1 me arrebatou. E ainda assim persisto na sua leitura por culpa da mitologia e porque a autora consegue facilmente fazer-me interessar pelas suas personagens (especialmente as masculinas). É um guilty-pleasure que nem eu compreendo bem mas, depois de Paixão Escura, começo seriamente a duvidar que tenha a força suficiente para seguir com a série.

Aeron é o protagonista deste livro, um senhor muito complexo e que já tinha ganho o meu interesse em livros anteriores, muito por culpa do seu comportamento com a Legião (uma demónio). E Aeron não decepcionou praticamente em nada neste livro, excepto na já mencionada relação com a dita Legião. Ou, melhor dizendo, na falta de interacção com ela. Ai, ai ...
A Olívia, o interesse amoroso deste volume, é uma personagem complicada de entender e eu não me consegui ligar muito a ela. Para um anjo esperava que fosse mais ... angelical. Porque é que as mulheres nesta série têm de ser todas super-confiantes, super-senhoras-de-si-mesmas. Não podem ser mais terra-a-terra? Mais inibidas pelo menos? Caramba, a Olívia é um anjo!
O bem desta série é que, em todos os livros, há sempre lugar para os outros senhores do submundo mostrarem as suas cartas. Nesta foi a vez do Strider (Derrota) e do Gideon (Mentira). Infelizmente aqueles senhores que já tiveram o seu próprio livro, foram altamente negligenciados, assim como as suas esposas. Não gostei disso!

O relacionamento do Aeron e da Olivia foi curioso, especialmente pela forma como começou e só se transformou em amor quase no fim. Contudo não posso dizer que fui arrebatada. Acho que o dificultou foi mesmo a Olivia, talvez por achar que não a conhecia suficientemente bem. Contudo, o que realmente me pôs descrente foi o final.
*SPOILERS* Se o sacrifício do Aeron tivesse sido o fim, acho que teria sido muito melhor. O facto de a Olivia ter, tão facilmente, ressuscitado o Aeron, sem quaisquer confrontos ou sacrifícios da sua parte, tornou o final muito insatisfatório. Já para não falar que teria sido muito mais nobre da parte dela se pedisse a ressurreição do Dominic, o rapaz que não a conhecia e mesmo assim se sacrificou para a salvar. O rapaz que não viveu milhares de anos (como o Aeron). Isso sim! *Fim de SPOILERS*

A escrita da autora é decente e consegue manter o leitor agarrado à história e às personagens. Só gostava que parasse de ignorar todas as outras personagens que já tiveram a sua história mas que continuam lá (na trama) e cuja ausência (nas páginas) é muito sentida.

Em suma, Paixão Escura não me supreendeu e não me arrebatou, embora a mitologia continue interessante e as personagens (futuras relações) estejam muito bem apresentadas, de forma a que o leitor sinta a necessidade de saber mais. E por isso mesmo é muito provável que leia o livro seguinte (Mentira Escura) só porque o Gideon me fascina. Mas, no geral, não sei se recomendaria esta série e este livro é apenas medíocre.

Tradução, Capa, Design e Edição:
A tradução, no início, está de 'meter medo ao susto'! Horrível. Depois passa a moderadamente suportável, com algumas frases traduzidas demasiado literalmente, que me arrepiaram. Por fim, e não sei se foi culpa de acabar por me habituar aos erros, já me parecia que a tradução era mais sólida.
A capa é lindíssima! Toda esta série tem capas de sonho. Dá mesmo vontade de agarrar no livro. E, mais uma vez, adoro o facto de terem o cuidado de pôr a tatuagem no sítio correcto. Só lhe falatava as ranhuras para as asas. :)
O design interior é super-simples, mas mais não seria de esperar de uma edição de bolso. E, por fim, a edição tem várias falhas, já que deixou passar certas tradução horripilantes.

domingo, 14 de Setembro de 2014

Delirium

"Delirium (Delirium 1)", Lauren Oliver (Alfaguara)

Sinopse:
Se o Amor fosse uma doença, aceitarias a cura?
Houve um tempo em que o amor era a coisa mais importante do mundo. As pessoas eram capazes de ir até ao fim do mundo para o encontrar. Faziam tudo por amor. Até matar. Finalmente, no século XXII, os cientistas descobrem a cura para o delírio do amor, uma perigosa pandemia que infecta milhões de pessoas todos os anos. E o governo passa a exigir que todos os cidadãos recebam o tratamento ao cumprirem 18 anos. Quando faltam apenas noventa e cinco dias para a tão aguardada cirurgia, Lena faz o impensável e sucumbe a uma irreprimível e incontrolável paixão…


Opinião (audiolivro):
Delirium chamou-me a atenção assim que foi lançado, por culpa do pressusposto original que me relembrava muito uma história que eu escrevi (Através do Vidro). Entretanto fui colocando-o de parte por variadas razões mas, recentemente, por culpa do recente lançamento do filme decidi pegar no audiolivro. Coincidentalemnte a edição portuguesa foi lançada mais ou menos na mesma altura.

A premissa, apesar de não ser completamente original, é suficientemente inusitada para dar 'pano para mangas'. Infelizmente Delirium não aproveita a fileira de ouro que promete explorar. É demasiado 'Romeu e Julieta' e pouco desenvolviemnto e exploração de uma sociedade cujos alicerces podiam dar muito que falar. Por outro lado o conceito do tratamento obrigatório nem sequer está bem feito. Quer dizer, o simples facto de o único factor para determinar se a cirurgia pode ou não ser aplicada ser o facto de eles terem de ter completado 18 anos, é ridículo! Nem toda a gente tem o mesmo desenvolvimento! Uma pessoa pode ter 20 anos e o corpo ainda não estar tão desenvolvido e estável como o de outra com 17.

O romance em si não é de todo fraco, até porque, pelo menos, não é o insta-romance que este tipo de livros tão costumam abusar. No entanto este romance consegue ser, por vezes, bastante insípido. É bastante inocente e nada contra isso mas ... eh pá, eles são adolescentes que toda a vida foram proibidos de fazer o que quer que fosse com seres do sexo oposto; duvido muito que assim que se começassem a tocar conseguissem parar. O romance é bonito, o sentimento é bonito, e a relação é fofinha, mas falta-lhe chama e conflito.
E aquele final ... ai ai ... o final irritou-me muito! Porque foi a única coisa verdadeiramente maluca que eles fizeram e teve de ter acabar assim de forma tão ... insatisfatória.
Mas estaria a mentir se dizesse que não gostei do casalinho (Lena e Alex), porque gostei e torci por eles, mas não com a emoção que seria de esperar num livro cujo tema é a proibição do amor.

Tanto a Lena como o Alex foram personagens que segui com curiosidade, apesar de o Alex me parecer bem menos explorado. Cheguei mesmo a achar a Hana mais interessante, assim como a Grace (prima pequena da Lena).

A escrita da autora é competente mas gostaria de ter lido mais detalhes sobre a sociedade, sobre os seus habitantes, sobre ... coisas. A prosa é bastante branda, quase inocente, e apesar de ter uma ou duas cenas mais acessas, não foram suficientes para levantar a apatia da maioria do texto.

Em suma, Delirium é um livro medíocre, que não é mau mas que não me marcou e nem deixou a vontade de ler a sequela. Em parte gostei da escrita leve mas faziam falta contrastes para manter acesso o interesse. Esperava muito mais e senti que as potencialidades da premissa não foram alcançadas.

Narração (Sarah Drew):
Gostei na narração audio, embora não se tenha destacado particularmente, a narradora fez bem o seu trabalho.

Podem ver o trailer para o filme aqui:

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Compras e Leituras - Agosto 2014

Já estava a faltar o vídeo mensal com o apanhado das Compras e leituras do mês de Agosto.



Compras:
- Enciclopédia Larousse Vol 17 e 18
- "Leviatã", "Besta" e "Golias", Scott Westerfeld
- "A Vingança", Meg Cabot

Leituras:
- "Há Horas Más", Meg Cabot
- "Delirium", Lauren Oliver
- "A Vingança", Meg Cabot
- "The Body Finder", Kimberly Derting

Estou bastante atrasada nas minhas opiniões literárias aqui no blog mas prometo que nos próximos dias colocarei algumas.

Novas Estantes

Recentemente mudei as minahs estantes de divisão e de organização. E enquanto o fazia gravei um vídeo. Espero que gostem. É bem curtinho!



Brevemente mostrar-vos-ei fotos.

sábado, 6 de Setembro de 2014

Clube de Leitura de Braga - Setembro 2014

Depois de umas pequenas férias, o Clube deLeitura de Braga volta a reunir-se hoje, dia 6 de Setembro, às 15 horas, no sítio do costume: Livraria Bertrand, no Liberdade Street Fashion (bem no centro da cidade).

O livro de que vamos falar é de uma autora portuguesa: Célia Correia Loureiro. Trata-se do seu mais recente livro: "A Filha do Barão", um romance histórico que tem recebido muitas críticas positivas.

 photo AFilhadoBaratildeo_zps4ad358cb.jpg 
Venham fazer-nos companhia, quer tenham ou não lido o livro. E posso garantir que passarão uma boa tarde na companhia de leitores entusiastas :)

A autora no facebook * O blog da autora * A autora no Goodreads * O clube de leitura no facebook.

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

Por Mundos Divergentes - divulgação

Já foi revelada a capa e a sinopse da nova antologia da Editorial Divergência: "Por Mundos Divergentes".

Sinopse:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.

Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.



Um dos contos é da minha autoria e é uma história da qual me orgulho particularmente. :) Aqui fica a sinopse do meu conto "Dispensáveis":
Enquanto seres humanos gostamos de pensar que cometemos erros no passado para que, no futuro, não tenhamos de fazer igual. Para que não tenhamos desculpas para cair nos mesmo buracos. Mas o que a história nos prova é que os erros se repetem, se multiplicam, se inflamam.
Mais tarde o povo verá esta era como uma das mais negras da história da humanidade mas, para já, tudo é aceitável, tudo é justificável, e nada é mais dispensável que a vida humana.


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