quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O Noem do Vento & Sharaz-De

No próximo fim-de-semana, dia 3 de Setembro de 2016, pelas 15 horas (e posteriormente às 17h30), o Clube de Leitura de Braga volta a reunir-se na Bertrand de Braga (Liberdade Street Fashion) para falar de livros, de banda desenhada, e do gosto pela literatura. A pausa  nos mês de Agosto foi bem-vinda porque um dos livros sugerido é um colosso!

Os livros deste mês são:
- "O Nome do Vento", de Patrick Rothfuss;
- "Sharaz-De", de Sergio Toppi.


 Juntem-se a nós este sábado para umas horas de boa conversa literária, sobre estes e outros livros.

E ajudem a divulgar este encontro junto dos amantes da literatura e da banda desenhada. Visitem a nossa página de Facebook e partilhem. :)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Stars Above

“Stars Above (The Lunar Chronicles 4,5)”, de Marissa Meyer (ainda não publicado em Portugal)

Opinião:
Esta antologia de contos foi lançada já depois do volume final da série The Lunar Chronicles e traz ao leitor histórias que se passam antes do primeiro, ao mesmo tempo que os livros da série e até mesmo depois do último. Com personagens conhecidas dos fãs da série e outras completamente novas. Há de tudo para todos os gostos.
No geral esta antologia tem contos interessantes que dão aos fãs uma visão mais abrangente do passado de quase todas as personagens e, embora nenhum conto me tenha arrebatado, adorei revisitar estas personagens e estes locais.
No entanto julgo que quem não seja já fã da série não será aliciado por este conjunto de contos. Só funciona mesmo com quem já gosta de The Lunar Chronicles.
Fica agora a minha opinião conto a conto:

“The Keeper”
Neste contos ficamos a conhecer melhor a Michelle Benoit, a avó da Scarlet e a pessoa que tomou conta da Cinder enquanto ela recuperava da tentativa de assassinato da sua tia, antes de ser adoptada por Lin Garren. Gostei bastante de conhecer um pouco melhor a personagem da Michelle, da qual sabíamos um pouco desde o segundo livro (Scarlet) mas cujo passado era um grande mistério.
A relação entre a Scarlet e a Michelle é a melhor parte deste conto. O amor entre avó e neta transparece nas cenas e diálogos que partilham. Infelizmente o mesmo não se pode dizer das cenas entre a Michelle e o Logan que pecaram pela falta de garra e de alguma atracção. Afinal os dois tinham uma história em conjunto, por mais breve que esta fosse. E sendo que os dois se envolveram e que vêm de passados tão distintos, havia potencial para situações mais intensas.
Dito isto, gostei deste pequeno conto mas ficou a vontade de ler algo mais.

“Glitches”
Já tinha lido este conto individualmente mas decidi voltar a escutá-lo para ver se da segunda vez era diferente e, realmente, foi um pouco, embora eu continue a achar que, tendo em conta o tipo de situação que ocorre no final, a emoção foi pouca. A tragédia não me comoveu.
No entanto este conto consegue dar-nos uma visão ainda melhor da Aubrey e das suas duas filhas, com a introdução do Garren. E permite-nos perceber um pouco melhor a animosidade da Aubrey para com a Cinder.

“The Queen’s Army”
O passado e origens do Wolf tinha sido referido várias vezes em Winter (o último livro da série) e este conto veio complementar tudo isso.
Gostei do facto de termos começado num tempo em que o Wolf ainda vivia com a família e depois termos lido sobre algumas das situações mais marcantes na sua vida no exército da rainha mas exactamente por só termos visto esses momentos mais fortes achei que faltou alguma ‘polpa’. E a cena com a rainha Levana também poderia ter sido mais bem descrita, mais empolgante.
No entanto acho que foi uma boa forma de nos mostrar as origens do Wolf e da sua personalidade e dos seus medos.

“Carswell’s Guide to Being Lucky”
Também já tinha lido este conto mas não tinha deixado opinião aqui no blog.
Esta segunda leitura foi ainda melhor. Vemos apenas uns dias da vida do Carswell mas é o suficiente para ficarmos a perceber um pouco melhor a sua personalidade e as suas origens. Achei a interacção com os seus pais especialmente revigorante.

“After Sunshine Passes By”
Ao contrário do que aconteceu com o conto do Wolf (The Queen’s Army) aqui não temos oportunidade de ver ou saber quase nada sobre a vida dos Shells. Isso para mim foi o que falhou. Este conto na verdade não traz nada de novo ao que já sabemos das personagens nele incluídas: Cress e Sybill. Mostra-nos apenas quando a Cress foi levada para o seu satélite mas não há nada que marque o leitor ou que fortaleça as personagens, excepto talvez o final e a solidão da Cress, mas depois ficamos como que pendurados, sem saber realmente a essência do que ela sentiu.

“The Princess and the Guard”
Um dos melhores contos da antologia, foca-se na vida de Winter enquanto criança e nos momentos que mais a marcaram até à adolescência. Sinto que se tivesse lido este conto antes de ler Winter teria tido ainda mais afinidade pelo casal Jacin+Winter porque, aqui sim, a relação dos dois floresce. As cenas estão todas bem escritas e são envolventes, além de vermos como cada momento marcou a Winter e o Jacin e a Levana. Gostei de todo o conto. Foi dos meus favoritos da antologia.

“The Little Android”
Este é o único conto da antologia que não se foca numa personagem existente na série. Aqui conhecemos um andróide que ganha afecto por um humano e que, depois de o salvar, tenta desesperadamente aproximar-se mais dele.
Gostei muito de como o andróide foi retratado, e da subtileza do uso da humanização do mesmo. Além de que a personagem seguiu por um caminho que eu não contava e é sempre bom ser surpreendida.

“The Mechanic”
Para mim o facto de este conto ser, basicamente, um recontar do início de Cinder mas desta vez na perspectiva do Kai até foi interessante. Como já não me recordava de tudo ao pormenor foi bom de rever o momento em que se conheceram, mas talvez para quem tenha lido recentemente o primeiro livro da série este conto já não seja tão interessante.
De qualquer forma é sempre uma boa maneira de saber um pouco mais sobre o Kai e o que o motiva.

“Something New, Something Old”
Foi bom ler algo passado depois de Winter, visto que todos os outros contos desta antologia aconteceram antes dos livros da série. Revisitar a quinta da Scarlet, e rever todas as personagens foi fantástico, especialmente pelo facto de que houve uma boda e esta foi tão diferente (embora menos não fosse de esperar, tendo em conta quem se estava a casar).
Achei, contudo, que o conto foi um pouco inocente. As barreiras do YA toldaram algumas cenas mais românticas entre a Cinder e o Kai com modéstia a mais.Faltou ali algo. Não que esteja a dizer que deviam ter existido cenas picantes porque nem se enquadraria com o resto da série, mas um pouco mais de chama seria uma mais valia para este conto. Apesar disso a relação entre o Wolf e a Scarlet esteve no seu melhor, assim como a interacção de amizade entre os personagens. A surpresa que eles preparam para a noiva foi muito boa.
Além disso o conto termina de forma muito amorosa e, certamente, fará as delicias dos fãs da série.

Sinopse (inglês):
The enchantment continues....
The universe of the Lunar Chronicles holds stories—and secrets—that are wondrous, vicious, and romantic. How did Cinder first arrive in New Beijing? How did the brooding soldier Wolf transform from young man to killer? When did Princess Winter and the palace guard Jacin realize their destinies?
With nine stories—five of which have never before been published—and an exclusive never-before-seen excerpt from Marissa Meyer’s upcoming novel, Heartless, about the Queen of Hearts from Alice in Wonderland, Stars Above is essential for fans of the bestselling and beloved Lunar Chronicles.
--
The Little Android: A retelling of Hans Christian Andersen’s “The Little Mermaid,” set in the world of The Lunar Chronicles.
Glitches: In this prequel to Cinder, we see the results of the plague play out, and the emotional toll it takes on Cinder. Something that may, or may not, be a glitch….
The Queen’s Army: In this prequel to Scarlet, we’re introduced to the army Queen Levana is building, and one soldier in particular who will do anything to keep from becoming the monster they want him to be.
Carswell’s Guide to Being Lucky: Thirteen-year-old Carswell Thorne has big plans involving a Rampion spaceship and a no-return trip out of Los Angeles.
The Keeper: A prequel to the Lunar Chronicles, showing a young Scarlet and how Princess Selene came into the care of Michelle Benoit.
After Sunshine Passes By: In this prequel to Cress, we see how a nine-year-old Cress ended up alone on a satellite, spying on Earth for Luna.
The Princess and the Guard: In this prequel to Winter, we see a game called The Princess
The Mechanic: In this prequel to Cinder, we see Kai and Cinder’s first meeting from Kai’s perspective.
Something Old, Something New: In this epilogue to Winter, friends gather for the wedding of the century...

domingo, 24 de julho de 2016

Winter

“Winter (The Lunar Chronicles 4)”, de Marissa Meyer (ainda não publicado em Portugal)

Opinião:
Estava ansiosa por ler a conclusão deste série, ou não fosse ela uma das minha favoritas dos últimos anos e, tendo já lido três capítulos de antevisão que saíram na edição de Fairest, a antecipação era muita.
Winter começa quase onde Cress termina e fala-nos logo um pouco mais da princesa de Luna, Winter, e o seu amigo de infância, Jacin. Pois embora ambos já tivessem surgido nos livros anteriores foi neste que realmente os ficamos a conhecer. A eles e ao que já os une. Mas, talvez por ser, dos quatro casais da série, o único que já tinha uma ligação emocional e afectiva antes de o leitor o conhecer, o desenvolvimento não tenha sido tão marcante. Isso e também porque, bem, havia coisas mais prementes a acontecer na trama (embora nesta série haja sempre algo de grande a acontecer). E não é que o romance entre a Winter e o Jacin não seja fofo e o leitor não torça por eles, mas tudo o resto de sobrepôs um pouco a eles. Contudo, no início algumas das cenas foram excelentes alicerces para a relação destes dois, especialmente a cena do castigo do Jacin e da fuga da Winter. Mas visto que o leitor não presenciou o início da relação essa é uma falta que se sente.
Como personagens individuais são ambos muito interessantes, especialmente a Winter que não tem a garra da Cinder ou da Scarlet, ou a capacidade da Cress, mas que não lhes fica atrás com a sua lógica lunática e brilho geral. Não admira que o povo de Luna a adore. O Jacin, que já tinhamos visto mudar no livro anterior, fê-lo ainda mais neste último livro, mantendo-se ainda assim fiel ao de sempre: proteger a Winter.

A história teve neste volume várias revelações, várias reviravoltas e muitas cenas fortes, desde a quase morte da Cinder, à visita às colónias lunares, ao casamento da Levana com o Kai, o que não faltaram foram cenas poderosas em que o leitor se embrenhou mais e mais nesta série e investiu mais no seus desfecho.
E embora nem tudo me neste último volume fosse do meu total agrado, a verdade é que um final previsível nem sempre é mau, como se prova aqui. A Cinder cresceu muito enquanto personagem ao longo dos livros e isso notou-se especialmente na segunda metade deste livro.
O pior deste livro, e talvez mesmo o único defeito, acabou por ser a Levana que se foi abaixo e que não se revelou uma grande vilã neste livro. Ficou muito aquém daquilo que se esperava dela e a sua maldade concentrou-se mais na Winter do que na Cinder que era a maior ameaça. Mas mesmo com a Winter acho que as suas artimanhas foram fracas.

Tirando isso adorei o desfecho da série, a forma como todas as personagens tiveram espaço para evoluir. Foi um final merecedor que me deixou contente e satisfeita com uma série que foi uma das que mais gostei de ler nos últimos anos. Recomendo!

Sinopse (em inglês):
Princess Winter is admired by the Lunar people for her grace and kindness, and despite the scars that mar her face, her beauty is said to be even more breathtaking than that of her stepmother, Queen Levana.
Winter despises her stepmother, and knows Levana won’t approve of her feelings for her childhood friend—the handsome palace guard, Jacin. But Winter isn’t as weak as Levana believes her to be and she’s been undermining her stepmother’s wishes for years. Together with the cyborg mechanic, Cinder, and her allies, Winter might even have the power to launch a revolution and win a war that’s been raging for far too long.

Booktrailer (em inglês):

terça-feira, 28 de junho de 2016

O Quarto de Jack & Persepolis

No próximo fim-de-semana, dia 2 de Julho de 2016, pelas 15 horas (e posteriormente às 17h30), o Clube de Leitura de Braga volta a reunir-se na Bertrand de Braga (Liberdade Street Fashion) para falar de livros, de banda desenhada, e do gosto pela literatura..
Os livros deste mês são:
- "O Quarto de Jack", de Emma Donoghue;
- "Persepolis", de Marjane Strapi.



Juntem-se a nós este sábado para umas horas de boa conversa literária.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Leituras do Mês de Maio 2016

Ora acontece que enquanto estava a preparar este post mensal dei por mim a fazer opiniões tão compridas e detalhadas que tive mesmo de fazer posts individuais para cada livro. Ainda bem! :)


"É Aqui que Ela Mora", de Sílvia Mota Lopes, Carla Pinto e Célio Vieira Peixoto
Mais um livro infantil da autora que nos visitou pela segunda vez no Clube de Leitura de Braga. Este novo livro vem acompanhado de músicas originais e está escrito como poesia. Podem ler a opinião completa aqui no blog.
7/10

"Grave Doubts / Haunted (Mediator 5)", de Meg Cabot
Esta foi a minha segunda leitura deste livro este ano mas o melhor mesmo é lerem a opinião completa AQUI para saberem tudo ao pormenor.
7/10

"The Water Knife", de Paolo Bacigalupi
Eu adorei a premissa (a escassez de água no mundo que cria desigualdade social e intriga politica) para este livro e há muito que tinha vontade de ler algo deste consagrado autor. Podem ler a opinião completa AQUI, no artigo individual.
6,5/10

"Heaven Sent / Twilight (Mediator 6)", de Meg Cabot
A que, na altura, foi a última aventura de Suze Simmons deixou algo a desejar. Podem ler tudo o que tenho a dizer AQUI, porque as aventuras 5 & 6 merecerem opinião individual.
5/10

"O Deus das Pequenas Coisas", de Arundhati Roy
Este livro tem uma das prosas mais bonitas que eu li nos últimos tempos. Até as cenas mais banais parecem interessantes e a autora sabe colocar detalhes em todos os cantos. Leiam tudo AQUI.
7,5/10

domingo, 12 de junho de 2016

O Deus das Pequenas Coisas

"O Deus das Pequenas Coisas", de Arundhati Roy
Opinião:
Este livro tem uma das prosas mais bonitas que eu li nos últimos tempos. Até as cenas mais banais parecem interessantes e a autora sabe colocar detalhes em todos os cantos. Já agora fica também uma nota ao excelente trabalho de tradução.
A escrita é tão bela quanto original e foi ela que me manteve agarrada até ao fim. No entanto se há algo a apontar aqui será ao facto de, no início, me ter sido bastante difícil distinguir as personagens, muito provavelmente pelo facto de os seus nomes serem pouco familiares. Coisa que se foi dissipando e desaparecendo à medida que o livro avançava.

No entanto aquilo que torna o livro belo é também o que o torna um pouco maçador. A escrita foca-se em cenas morosas e que parecem, por vezes, não ter impacto na trama central, embora eventualmente se perceba que, na realidade tudo está interligado. Se o texto se focasse um pouco mais talvez não fosse tão pesado.

Neste livro existem cenas muito fortes e marcantes, coisas que ficaram comigo bem depois de as ler. Há um impacto das letras, das implicações, da veracidade, na naturalidade das coisas que acontecem em todo o lado e que, na verdade, saltam a barreira da cultura indiana que aqui é tão ricamente contada. É doloroso ver a espiral de acontecimentos que levam a algo que o leitor já sabe que vai acontecer quase desde o início do livro.

Esta história está cheia de personagens ricas mas a que mais me marcou foi, sem dúvida, Baby Kochama. Uma criatura mesquinha e intriguista que foi a ruína de todos, até de si mesma (talvez especialmente de si mesma). também Ammu e Velutha me intrigaram, por razões totalmente diferentes e fascinantes.

Houve no entanto uma coisa em especial que eu não gostei: o desfecho dos gémeos.
Por outro lado adorei como a autora escolheu fechar o livro numa cena linda e feliz, mesmo quando o leitor sabe que, na verdade, aquele não é o final da história.

Em suma, amei a prosa e as personagens mas acho que o livro teria ganho com menos cenas arrastadas. Vale a pena ler, para quem gosta de apreciar o lirismo das palavras.


Sinopse:
Rahel, uma menina de sete anos, vive com o seu irmão gémeo, Estha, e a sua mãe, Ammu, divorciada de um bengali, numa pequena cidade, Ayemenem, do estado indiano de Kerala. Completam a família, que vive com dificuldades e penúria, a avó, o tio e a tia-avó. Têm uma fábrica de pepinos em conversa que gera um conflito com os comunistas. A família espera a chegada de Sophie Mol, a prima meio-inglesa das gémeas. Ammu viverá um fatídico amor louco pelo intocável Velutha. São as histórias de uma saga familiar que se desenrola numa época conturbada, de profundas e traumáticas mudanças na sociedade indiana.

Grave Doubts & Heaven Sent

Como tenho uma edição que contém os livros 5 e 6 da série The Mediator da Meg Cabot decidi opinar os dois ao mesmo tempo. Até porque os li quase de seguida. E fica o aviso que uma das opiniões será maioritariamente má.

"Grave Doubts / Haunted (The Mediator 5)", de Meg Cabot
Esta foi a minha segunda leitura deste livro este ano, isto porque a primeira foi em versão audiolivro editada, ou seja, era uma leitura da história só com as cenas mais fulcrais, deixando de lado grande parte do livro. Como só me apercebi disto no final decidi ler depois a versão em papel, visto que a tinha em casa.
Não passou assim tanto tempo desde que eu li o quarto livro da série mas neste quinto pareceu-me que a Suze regrediu como personagem e tornou-se mais adolescente, não tanto de 16 anos com a experiência que ela adquiriu, mas mais a Suze do primeiro livro: liderada por hormonas, algo irracional e pouco prática. Este comportamento afastou-me um pouco, mas por outro lado divertiu-me. Algumas  das alhadas em que ela se meteu porque era teimosa  foram divertidas: como quando ficou com os pés assados porque usou sapatos novos e depois decidiu ir para casa a pé.
Por outro lado a sua crescente atracção pelo Paul, embora justificável no sentido em que ela é uma adolescente e o Jesse a tem andado a ignorar, realmente não soou totalmente plausível. Quanto mais não seja pelo facto de o Paul, até aqui, não ter nada senão atrapalhar a vida da Suze e das pessoas com quem ela se preocupa. Por isso, não, eu não fiquei convencida pelas várias cenas entre a Suze  e o Paul.
Gostei do mistério por detrás do poder dos mediadores e de o facto de Paul ser manipulador a ponto de conseguir enganar a Suze. A adição do avô do Paul na história também foi uma boa jogada.
No entanto senti a falta do Jesse na maioria do livro, Ele esteve muito ausente, apenas tendo mais peso no final do livro.
Também achei que tudo aconteceu demasiado depressa, sendo que apenas uns dias passam entre o início e o fim deste livro. Acho que a trama teria ganho algo em dar mais espaço de tempo entre os acontecimento.
Por outro lado a única história de fantasmas neste livro foi posta muito de parte e achei que tinha potencial para ser algo mais do que realmente foi. Qual era a probabilidade de o fantasma só fazer mal ao irmão quando estava junto da Suze. Muito conveniente!

Em suma, este não foi o meu livro favorito da série mas teve alguns momentos bons. O Paul, em especial, foi uma personagem que me impressionou.

"Heaven Sent / Twilight (The Mediator 6)", de Meg Cabot
Para dizer a verdade eu nem sei bem por onde começar.
Estava tão ansiosa por terminar uma série que eu gostava tanto de ler que, quando chegou o desfecho, eu não compreendi como foi possível falhar de forma tão grande.
Se bem que, bem vistas as coisa, o quinto livro já indicava que as coisas iam descarrilar.

E antes que os fãs da série me digam que eu estou a ser cruel, a verdade é que eu não consegui digerir o poder que é revelado que os mediadores têm neste livro. Não faz sentido absolutamente nenhum! E o facto de, ao contrário do que foi dito à Suze e ao Paul, o uso de tal dom nem sequer lhes ter causado nenhuma sequela (mesmo quando eles o usaram durante quase dois dias seguidos) realmente tornou tudo ainda menos credível. mesmo tendo em conta que se trata de uma ficção tão aberta a novidades. Há limites!

Especialmente quando se percebe que esta artimanha apenas foi criada com um propósito:  arranjar uma maneira destrambelhada de a Suze poder ficar com o Jesse. Isto foi ainda pior que a maneira que a J.R. Ward inventou para a Jane e o Vishous ficarem juntos (em Na Sombra do Sonho).

Mais uma vez o Paul foi a estrela aqui. A única personagem consistente ... até ao fim onde a consistência se perde para o redimir.

Por outro lado a trama neste livro é super-previsível. Meu Deus! Foi mesmo muito mau. Nenhum dos livros anteriores era assim tão óbvio. Não que os mistérios fossem muito grandes mas pelo menos havia sempre alguma expectativa. Aqui? Nada! E, pior que isso, é que a Suze está completamente fora de sintonia e não percebe as coisas mais óbvias. Regressão total da personagem.

Para dizer a verdade, as únicas duas coisas que eu gostei neste livro foram: A relação da Suze com o pai, especialmente aquele final; e, claro, o facto de a Suze ter ficado com o Jessse, embora a forma como tal aconteceu tenha sido ridícula, o romance foi fofo.

Em suma, não achei que este fosse um final merecedor para uma série tão divertida. O poder dos Shifters caiu do nada e foi uma artimanha muito pouco convincente. Não gostei!

Nota: Entretanto saíram mais duas instâncias da série Mediator, uma noveleta (Proposal) e um romance (Remembrance)

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