sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Conversas de Escritores

"Conversas de Escritores", de José Rodrigues dos Santos (Gradiva)

Sinopse:
O que acontece quando os maiores escritores da literatura universal contemporânea se sentam para falar com José Rodrigues dos Santos?
A resposta é: um diálogo fascinante. Conversa de Escritores coloca os grandes autores do nosso tempo a reflectir sobre a vida, o mundo e a escrita. São vozes e rostos que desfilaram semanas a fio pela antena da RTP-N no mais inteligente programa da televisão portuguesa em 2009.
Dez grandes escritores, dez grandes conversas
Este livro traz-nos as entrevistas com dez dos principais escritores da literatura universal contemporânea e ainda as histórias de bastidores dos seus encontros com José Rodrigues dos Santos.


Opinião:
Não há assim muito que eu possa dizer em relação a este livro porque é exactamente aquilo que diz que é. Entrevistas a: Ian McEwan; Luís Sepúlveda; Sveva Casati Mondignani; Paulo Coelho; Miguel Sousa Tavares; Isabel Allende; Günter Grass; Jeffrey Archer; José Saramago; e Dan Brown.
O que posso efectivamente dizer é que recomendo a leitura. A transcrição das entrevistas será boa para recordar quem viu o programa, quando na altura foi transmitido (e já ra boa altura para voltar à antena), mas o mais interessante é sem dúvida a introdução que José Rodrigues dos Santos faz a cada uma das entrevistas, onde nos conta as suas primeiras impressões dos autores, como foi encontrá-los para as entrevistas, e outros factos curiosos.
As próprias respostas dos escritores, a cada umadas perguntas, é interessane. Muitas personalidades diferentes, muitas histórias de vida curiosas. Muita coisa pode transparecer nestes texto e embora eu tenha gostado mais de umas entrevistas que de outras, achei-as todas muito enriquecedoras.
Vale a pena ler!

Nota: Este livro li emprestado da Biblioteca Municipal de Barcelos.

Maratona Especial de Verão - Bingo

Mal saí do BookTubeAThon e entrei logo de cabeça noutra Maratona Literária: A Maratona Especial de Verão - Bingo Literário, que decorre de 21 de Julho a 3 de Agosto e que foi organizada pelo grupo Viagens (In)esperadas.

Cada livro que lemos pode cruzar várias categorias do Bingo. E aqui estão os livros que eu escolhi para cada categoria:
- Capa Azul ou com Mar: Air, de Katsura Yukimaru
- Conto ou Novela: Lili e o Natal no fundo da Caixa, de Manuel Alves
- Natureza em Destaque ou como cenário: Two Moons of Sera vol 3 e 4, de Paravati K. Tyler
- Um dos teus autores favoritos: Lili e o Natal no fundo da Caixa, de Manuel Alves
- Recomendação Amigo/Online: Drácula, de Bram Stoker
- Aventura, Mistério ou Comédia: Largo Winch, de Philippe Francq e Jean Van Hamme
- Infantil ou Juvenil: Lili e o Natal no fundo da Caixa, de Manuel Alves
- Protagonista Feminino: Two Moons of Sera vol 3 e 4, de Paravati K. Tyler
- Género Diferente do Habitual: Largo Winch, de Philippe Francq e Jean Van Hamme
- Ebook ou da Biblioteca: Lili e o Natal no fundo da Caixa, de Manuel Alves /
Two Moons of Sera vol 3 e 4, de Paravati K. Tyler
- Decorre no Verão: Air, de Katsura Yukimaru
- Romance ou Amizade Forte: Air, de Katsura Yukimaru
- Com Personagens não Humanas: Two Moons of Sera vol 3 e 4, de Paravati K. Tyler
- Continente Diferente do Norte Americano: Air, de Katsura Yukimaru
- Mais de 400 Páginas: Drácula, de Bram Stoker
- Best Seller: Drácula, de Bram Stoker

Podem ver também o vídeo em que faço o apanhado de como correu o b e dos livros que escolhi para este novo desafio:

terça-feira, 22 de Julho de 2014

::Entrevista:: Imaginauta

Hoje trago-vos algo novo: a primeira entrevista aqui do blog Floresta de Livros. Já tive oportunidade de vos falar do Projecto Imaginauta num post anterior (aqui) e agora segue-se uma entrevista exclusiva. Espero que gostem, e deixem os vossos comentários.

Floresta de Livros (FL): Começo então por perguntar: Exactamente em que consiste o Imaginauta? São uma espécie de Liga de autores nacionais? O vosso objectivo é somente partilhar as vossas histórias ou há algo mais?
Imaginauta (IM): Imaginauta é apenas um estandarte em redor do qual queremos unir esforços que até agora têm estado dispersos e trazer a público conteúdos que nos entusiasmam como escritores e leitores. Até agora, cada vez que um de nós começava um projecto tinha de construí-lo praticamente de raiz, com Imaginauta queremos usar o “balanço” gerado por um projecto para dar ritmo a outros, criando um sistema de apoio.

FL: Quantas pessoas fazem parte do projecto, neste momento, e como se dividem as tarefas?
IM: Somos um reduzido núcleo duro macgyveriano, com uma alergia patológica a hierarquias, com apenas uma prioridade: remar na mesma direcção. “Comandante Serralves – Despojos de Guerra” foi feito com Carlos Silva, Ana Ferreira, Rui Leite, Vitor Frazão, Joel Puga e Inês Montenegro, contudo, isso não significa que o próximo conteúdo o seja. Pode ser com apenas alguns deles ou mesmo com um alinhamento completamente novo. Até pode ser com um de vós.

FL: Sendo que todos os autores são conhecidos por escreverem maioritariamente Fantasia e Ficção Científica, será correcto dizer que o Imaginauta se focará nestes dois géneros (e todos os seus subgéneros) ou estender-se-ão por outros?
IM: Não escondemos a paixão por esses dois géneros, contudo, não queremos limitar-nos e estamos sempre dispostos a aceitar propostas/desafio. O Imaginauta não seria lá muito imaginativo se só viajasse por dois universos, não é?

FL: No que respeita à vossa primeira obra “Comandante Serralves - Despojos de Guerra", que segundo a vossa descrição é uma colectânea de várias histórias, sobre a mesma personagem, passadas no mesmo mundo; como foi trabalharem em conjunto? Como coordenaram as histórias de forma a serem um todo coeso e a manterem-se fiéis às personagens e ao cenário?
IM: A história nasceu de um conto que o Carlos Silva decidiu abrir a outros autores, para expandir o world-building, tornando-o mais complexo e fortalecendo-o como outras perspectivas. No centro dessa história estava uma personagem cujo mesmo “extra” que a torna diferente de todos os outros separatistas que lutam contra a Aliança Humana, também permite uma certa flexibilidade no manuseamento por vários autores. O facto do universo literário em questão ser um misto do que existia nesse conto inicial e do que foi criado à medida que novos contributos foram introduzidos, também ajudou a manter a coesão. Desde o princípio tivemos consciência que garantir coesão requereria muitas leituras e muito lapidar de pormenores. Afinal, não queríamos apenas uma simples antologia de contos desconexos que apenas partilhavam o mesmo universo, antes um conjunto de episódios que, mesmo valendo por si mesmo, seguiam uma linha narrativa e complementavam-se uns aos outros. Felizmente ao longo do processo tivemos duas boas surpresas. Em primeiro lugar, o autores entenderam bem o espírito das personagens criadas pelos colegas e, com os seus pontos de vista diferentes, ajudaram a vincá-lo. Em segundo, não se verificou o nosso receio que à medida que os primeiros contos saíssem e o world-building se tornasse mais definido, os outros autores se sentissem criativamente mais limitados. Não só isso não aconteceu, como elementos inseridos nos contos mais novos acabaram por influenciar alterações nos mais antigos, simplesmente porque funcionavam melhor ou levaram a ver o cenário de outro prisma. Verdade seja dita, apesar de existirem pontos assentes, ainda há no world-building muita margem para manobrar e/ou introduzir novos conceitos. Afinal, temos todo um Sistema Solar (e além?) para brincar.

FL: Ainda em relação a esta colaboração, qual foi o maior desafio que enfrentaram?
IM: Todos sabemos que em qualquer grupo com mais de uma pessoa há potencial para conflito. É natural que assim seja. Afinal, as diferentes opiniões, perspectivas e paixões fazem parte do interesse e do valor de trabalhar com outras pessoas. Como estereotipados solitários, os escritores podem ter alguma dificuldade em adaptar-se aos métodos de trabalho uns dos outros. Mas com calma, muitas horas de diálogo, mais uma dose de calma, paciência e, não sei se já disse, calma, acabámos por não só trabalhar bem em conjunto como até alimentar a criatividade uns dos outros.

FL: Fala-se muito da existência, ou inexistência de fantasia e ficção científica com cunho verdadeiramente nacional, ou seja, com algo que a marque como portuguesa e distinga da FC&F anglófona. Como o título da vossa primeira obra é obra “Comandante Serralves - Despojos de Guerra" será correcto assumir que tentaram levar a lusofonia ao espaço? Tentaram criar uma space-opera, uma aventura espacial com cunho nacional?
IM: Serralves é português. Gosta de o ser, foi por isso é que chamou Maria à nave que “pediu emprestada” aos pahoehoentes. Contudo, isso deve-se menos ao nosso desejo de carimbar um cunho nacional ao livro e mais ao mundo em que a aventura espacial se insere. Os separatistas lutam contra uma Aliança Humana que, entre outras coisas, procura activamente eliminar todas as evidências de um tempo em que os povos da Terra e suas colónias espaciais não estavam unidos sob uma égide. Falar em outros idiomas além da língua padrão oficial, comer determinados pratos, seguir determinadas tradições, etc, em suma, viver e mostrar a sua cultura é, por sim só, um acto de desafio perante o poder instituído. Sim, Serralves é português e ao mostrá-lo também está a lutar simbolicamente. Mas outros tripulantes da Maria têm outras nacionalidades e lutam da mesma maneira.

FL: Quando em entrevista no blog “Uma Biblioteca em Construção” dizem, e passo a citar: «(…) desde o início estamos preparados para expandir este universo em vários formatos.», querem dizer que não planeiam ficar-se apenas pela prosa? Podemos esperar trabalhos noutras áreas? Banda Desenhada, Cinema, Teatro, talvez?
IM: Tal como “Comandante Serralves - Despojos de Guerra” nasceu da partilha de um autor, temos todo o interesse em continuar nesse espírito, estando abertos a todo o tipo de colaborações, sejam elas textos em prosa ou outros formatos. Artistas das mais variadas áreas têm revelado algo interesse em contribuir, contudo, foram só conversas informais. Quando tivermos novidades partilharemos. Para já o importante é esclarecer que não é nossa intenção guardar o Serralves só para nós e que estamos sempre abertos a ideias, desafio, contributos, etc. Por isso, se tiverem vontade de aumentar este universo, enviem-nos um email.

FL: Por fim, será que podem desvendar um pouco do que pretendem fazer no futuro próximo no Imaginauta e como tentarão de diferenciar do que já existe no mercado nacional?
IM: É verdade que estamos a trabalhar em algumas coisinhas, mas mais interessante que levantar um pouco o véu seria passar a pergunta aos seguidores do blog. Que lacunas gostavam de ver preenchidas no mercado nacional? Que projectos gostariam de ver surgir? Quem quiser acompanhar o que vamos fazendo AQUI (newsletter)

FL: Deixo os meus mais sinceros agradecimentos pela vossa disponibilidade para esta entrevista. Votos de muito sucesso com este projecto.

Vistem o site IMAGINAUTA para seguirem de perto este projecto. E por fim convido-vos a deixarem os vossos comentários. Gostaram desta entrevista? Gostariam de ver mais do mesmo género ou diferentes? Digam de vossa justiça! :)

sábado, 19 de Julho de 2014

Projecto Imaginauta - Divulgação

Já devem ter ouvido falar do novo projecto IMAGINAUTA, que se define desta forma:
Imaginauta é um projecto literário que está prestes a descolar. O seu principal objectivo é trazer à luz do dia boas obras independentes que se destaquem no panorama nacional. Não é uma editora, é uma marca comum a um conjunto de projectos. Juntem-se a ele e conheçam novos e excitantes Mundos, ficção de qualidade e vibrante de imaginação.

A primeira obra lançada é "Comandante Serralves - Despojos de Guerra", um livro escrito a várias mãos.
Aqui fica a sinopse:
Esta é a Era da Aliança Humana. Uma nova ordem Mundial forjada a sangue e fogo pela necessidade de unir os povos da Terra para derrotar uma invasão alienígena.
Não, esta não é a estória dessa guerra. Essa já nos foi contada e recontada pela FC desde os seus primórdios. Esta é a estória do que veio depois.
São tempos de paz, união, desenvolvimento, abundância e colonização do sistema solar. No entanto, tudo tem um preço e nem todos estão dispostos a aceitar o sacrifício da liberdade e da cultura de cada povo em troco deste futuro unido sobre uma única égide. E ninguém se rebela mais que o vulpino, grandíloquo e questionável Comandante Serralves. Armado com umas quantas “prendas” deixadas pelos derrotados invasores e na companhia de um caótico imbróglio de aliados, o perigoso rebelde garantirá que o poder estabelecido nunca tenha uma noite de sono descansada.
Na tradição das clássicas space operas, “Comandante Serralves – Despojos de Guerra” é um universo aberto escrito a seis mãos. O que começou como um modesto conto e um protagonista-conceito simples, floresceu em complexidade e novas perspectivas ao ser expostos aos talentos (e consideráveis neuroses) de um grupo de jovens escritores.
Uma aventura espacial excitante e intrigante que promete apelar a todos os leitores.
Os autores deste primeiro livro são: Ana Ferreira, Carlos Silva, Joel Puga, Inês Montenegro, Rui Leite e Vítor Frazão. Tudo autores que aprecio, por isso o livro promete ser bom!

Podem saber tudo sobre este projecto no site oficial. leiam também a opinião do Artur Coelho (Intergalactic Robot), que já leu o "Comandante Serralves - Despojos de Guerra" e a entrevista no blog Uma Biblioteca em Construção.
Quanto a mim, fiquem atento porque espero em breve trazer mais novidades sobre este projecto. Visitem o SITE.

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Booktubeathon 2014 - Dia 1 2 3

A Booktubeathon continua e, até agora, já li:
- "Precious - A Força de Uma Mulher", de Sapphire
- "Cartas Portuguesas", de Soror Mariana Alcoforado
- "Joker -O Último a Rir", de Alan Moore, Brian Bolland, Brian Azzarello, Lee Bermejo
- "Annarasumanara 1 a 3", de Il-Kwon Ha
E estou a ler "Linhas Cruzadas", uma antologia.
O que é que vocês estão a ler neste momento?

terça-feira, 15 de Julho de 2014

Precious - A Força de Uma Mulher

"Precious - A Força de Uma Mulher", de Sapphire (Alfaguarra - Edição Visão)

Sinopse:
Esta é a história de Claireece Precious Jones, uma jovem de 16 anos, igual às outras raparigas da sua idade em muitas coisas... mas muito singular noutras: Claireece é obesa, analfabeta, foi vítima de abusos sexuais do seu pai, do qual teve uma filha, e é maltratada psicologicamente pela sua mãe. Quando Precious, após outra violação, fica novamente grávida, é expulsa da escola e começa uma nova educação num centro especial para casos extremos... e a sua vida mudará para sempre.


Opinião:
Este foi o primeiro livro que decidi ler durante o Booktubeathon (um desafio da comunidade youtube dos livros) e a ideia era ler um livro e depois ver a sua adaptação cinematográfica.
Precious é uma daquelas histórias que me chamaram a atenção desde o primeiro momento que soube que existia, mas entretanto foi ficando esquecida nas minhas prateleiras. Mais vale tarde que nunca, certo?

E agora posso dizer, com confiança, que Precious é um livro tocante. A sinopse já prepara um pouco o leitor mas, acreditem, é mesmo chocante, e ainda assim, tão humano.Aliás, basta ler o primeiro parágrafo para se sentir que se levou um murro no estômago.
E sabem o que melhor funciona neste livro? A escrita! A autora decidiu escrever o livro como se fosse um diário da Precious, um diário escrito da mesma maneira que ela faria; ela que é praticamente analfabeta no início da história. E conforme o livro vai avançando, vamos vendo progressos significativos na sua escrita. E isso funciona muito bem com a trágica vida da Precious, com a sua visão da vida, com os seus sentimentos, e com a forma como decide mudar a sua vida.

Precious é uma personagem rica, que começa insegura e amarga para com a vida e que, ao longo deste seu 'diário' vai amadurecendo, tornando-se mais confiante, conhecendo pessoas que lhe fazem bem, mesmo quando a vida não pára de lhe dar pontapés (muito ao jeito da própria mãe). E já que falamos em mãe ... preparem-se para odiar esta senhora mais do que odiarão o próprio abusador. Esta ... mulher (se é que se pode chamar isso a esta personagem) é absolutamente detestável!

*SPOILER*
E já que falo em personagens, vou agora referir o único ponto fraco deste livro: o facto de todas as amigas da Precious, as que ela vai conhecer na nova escola, terem sido sexualmente abusadas de uma ou outra maneira. Uma ou duas, seria trágico, mas quando são todas (e não estou a dizer que isso não fosse possível e que a realidade não é bem pior que isto tantas vezes) o impacto acaba por ser menor. Estúpido, eu sei, mas existem tantas formas de abuso, tantas razões porque as amigas poderiam estar nas situações que estavam. Não tinham de ter todas passados similares, ou pelo menos tão similares.
*FIM DE SPOILER* 

A escrita, como disse, é uma das coisas que mais dá vida a esta história. Adorei as primeiras tentativas da Precious em comunicar através da escrita, e ver como ela ia melhorando substancialmente de dia para dia. Os seus poemas eram lindos!

Em suma, Precious é um livro que retrata um tema forte de uma forma muito única e próxima. Adorei a Precious, a sua força, o seu carácter, até os seus palavrões. Senti a sua dor e a sua alegria. Custa ler histórias tão trágicas mas a vida também tem destas coisas, infelizmente, e estas histórias merecem ser contadas e tantas outras que ficam sempre no anonimato). Precious não é uma história verídica mas, pelo que diz a autora, é uma mistura de várias histórias que ela viu desenrolarem-se quando dava aulas.
Este livro merece ser lido.

Livro vs Filme (2009):
Poucos filmes causaram tanta comoção nos festivais de Sundance e de Cannes de 2009 como Precious de Lee Daniels, no qual as interpretações da recém-chegada ao grande ecrã Gabourey Sidibe no papel de Precious e Mo'Nique no da sua abusiva mãe foram celebradas pela crítica e arrasaram todos os prémios do ano.

Na altura que o filme saiu falou-se bastante da actuação da Mo'Nique, que faz da mãe da Precious e, acreditem, a mulher faz um papelão. Brutal! No filme a mãe é tão perturbadora como no livro, mesmo quando o filme censura certas coisas que me reviraram o estômago no livro, elas estão lá, nas entrelinhas.
A actriz que faz de Precious também está excelente, assim como a que faz de Prof.ª Blue.
E o filme é uma boa adaptação do livro, ou pelo menos da história que este conta. No entanto, como devem imaginar, no ecrã não se nota a progressão da escrita da Precious, que no livro é das melhores coisas, e sinceramente, acho que o filme não mostrou a Precious em todo o seu potencial. ela no início (do filme) parecia mais abatida que revoltada e não dizia palavrões como a sua versão literária.
Fora isso, está um filme excelente, muito pessoal, focado, com bons actores e com algumas mudanças que até funcionaram bem. Confesso até que gostei mais do final do filme que do final do livro, talvez por ser mais ... feliz? Não que esse seja o termo adequado mas, dadas as circunstâncias, é o mais fiel.
Leiam o livro e vejam o filme. Vale a pena!

Trailer filme

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

::Conto:: Even Hand

"Even Hand (The Dresden Files 11.2)", de Jim Butcher (incluido na antologia "Dark and Stormy Knights")

Sinopse (inglês):

“A successful murder is like a successful restaurant: Ninety percent of it is about location, location, location.” –John Marcone 
Jim Butcher takes us inside the head of Gentleman John Marcone.
It’s cold in there. Better bring a coat.

Opinião:
É engraçado perceber que este conto, contado na perpectiva do John Marcone (um dos inmigos de Dresden) me deu a conhecer melhor esta persoanegm que os cinco livros da série que já li até aqui.
Uma boa história que mostra um outro lado o vilão, e com isso dá-lhe vida, profundidade.
O enredo em si segue muito na linha de outros contos do autor, não que com isso seja repetitivo. Acho que o Jim Butcher escreve tão facilemente e fluentemente contos quanto romances. E isso é um feito por si só.
Gostei de revisitar algumas das personagens secundárias e, mais uma vez, de me fascinar com a construção de mundo que o autor consegue trazer à vida. A mitologia é sempre surpeendente.

Em suma, um conto interessante, com uma história bastante linear mas uma excelente perspectiva do 'outro lado' dos Dresden Files. E a escrita do Jim Butcher é sempre boa.

(narrador do audiobook: Joe Barrett)

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