segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Compras e Leituras - Novembro 2014


Novembro 2014

Compras:
- "Contagem Descrescente", do Bruno Franco
- "O que podemos aprender com o Dartacão e a Abelha Maia", do Gabriel Garcia de Oro
- "Literatura de Cordel", de José Viale Moutinho

Leituras:
- "Kraken", do China Miéville
- "Carswell's Guide to being lucky", da Marissa Meyer
- "Naruto (últimos volumes)", do Masashi Kishimoto
- "Drácula", do Bram Stoker

Nota: O blog tem estado parado mas espero antes do fim do ano voltar em força. Afinal tenho um aniversário para celebrar! :D

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Fangirl

"Fangirl", de Rainbow Rowell (ainda não publicado em Portugal)

Eu queria mesmo gostar deste livro. Mesmo, mesmo! Afinal ele tinha tudo para me agradar: fanfiction, uma jovem escritora que ainda por cima tem problemas de socialização, e com uma irmã gêmea. A sério? A premissa sozinha fazia-me sorrir.
Infelizmente foi só isso que me fez sorrir.

A história central é banal e os poucos conflitos que surgem são ridículos porque, maioritariamente, são resolvidos com uma facilidade espantosa. Além de que me faz espécie o facto de maioria destes problemas serem familiares e se deverem ao facto de pessoas que até ali eram muito chegadas e contavam tudo umas às outras, de repente, e sem nenhuma explicação racional, deixarem de se falar ou de quererem saber umas das outras. Senão vejamos:
- A Cather e a Wren  seguem caminhos separados na universidade. Até aí tudo bem! Mas depois simplesmente deixam de se falar durante meses. Não querem saber uma da outra e quando por acaso se encontram e deparam com problemas, simplesmente esquivam qualquer tipo de conversa, em vez de berrarem uma com a outra. E isto  tendo em conta que, meses antes, as duas eram absolutamente inseparáveis, simplesmente parece uma estratégia para criar algum conflito que na verdade nunca o chega a ser porque elas não falam uma com a outra!
E nem vou referir-me a outras coisas que, segundo a estrutura familiar que a autora descreveu no início, não faziam sentido nenhum ao longo do livro. A autora dizia-nos que era uma coisa e as suas personagens faziam o exacto oposto.

No que respeita ao romance, admito que até achei fofinho, tanto no que se relaciona com a  Cather/Levi e Wren/Alejandro.
Também o problema com o Nick foi interessante, embora a  Cather me tenha aborrecido imensamente nesta matéria. Parecia que não tinha espinha!

Falando na história: a parte mais triste no meio disto tudo é o facto de a outra história (a do Simon e Baz) ser sem dúvida a mais interessante de todo o livro. Estas personagens que supostamente existem apenas numa saga de livros que a  Cather adora, são mil vezes mais interessantes que a própria  Cather ou que o Levi. Uau!

Ainda respeitante às personagens, eu detestei a Cather por ela ser fraca, insegura e sompletamente «URGH!». Sinceramente, a rapariga manteve-se durante dois meses alimentada a barras de cereais simplesmente porque não queria procurar a cantina ou perguntar a alguém onde esta ficava. Dois meses! Surpreendentemente a Wren ainda me irirtou mais porque durante quase toda a história ela é uma cabra enquanto a autora insitia em nos informar que, coitada, meses antes ela era a melhor irmã de sempre. Mas melhor, melhor, é que no fim ela deixa de ser uma cabra (e que me perdoem os animaizinhos) de um momento para o outro! Assim, sem mais nem menos. Certo ---
Em termos de personagens gostei do Levi, apesar de ele ser demasiado conveniente e sempre presente. O rapaz parece que nem tem vida própria!
Também gostei da Raegan que foi a única personagem que fez sentido nesta salsada toda.

Virando agora para a prosa, tenho que admitir que esta não me surpreendeu e achei-a bastante insonsa. faltou-lhe vivacidade. Não que não fosse competente mas não foi uma escrita que me tivesse marcado. No entanto admito que a autora conseguia, em poucas palavras, dar vida às personagens.

Em suma, Fangirl decepcionou-me bastante. A história tinha tudo para me agradar /enquanto antiga escritora de fanfics e leitora de slash), mas o produto final não me cativou. Muito disso se deveu ao facto de o relacionamento familiar da Cather não fazer clique comigo, e também porque a Cather é uma protagonista fraca, com quem me foi muito difícil relacionar. E aquele final ... bem ... foi demasiado aberto para o meu gosto. O que me valeu foi o Simon e o Bazz!


Nota: Esta opinião foi feita com base na versão audiolivro narrada por Rebecca Lowman e Maxwell Caulfield

Sinopse (edição Brasil):
Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real. Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto. Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências. Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Há Horas Más

"Há Horas Más (Mediator 4)", de Meg cabot (Bertrand Editora)

Se já leram a minha opinião do terceiro livro da série (A Vingança), então sabem que li este quarto volume antes desse e nem apercebi do erro até chegar ao fim. Foi uma situação caricata pois como os livros desta série são bastante independentes eu nem dei por nada. Aliás, senti que me faltava qualquer coisa mas julguei que era culpa do facto de eu já ter lido os outros dois livros (Terra Sombria e A Nona Chave) há muito tempo. O que coloca a questão de porque é que as edições portuguesas não referem qual a ordem da série em nenhum lado. Que falha! Ou então eu ando a dormir enquanto leio. O que também é provável. :)

Mas falando agora do realmente interessa: o livro. Há Horas Más não decepcionou. Adorei esta nova aventura da Suze, sempre com o seu sarcasmo e impulsividade desmedida, Esta protagonista é super-divertida de ler e neste livro a Suze «parte a louça toda».
A história é das mais interessantes até aqui, Tanto por o que todos os desenvolvimentos implicam, mas também porque está mais directamente ligado com as personagens principais do que nunca.
Jesse tem de lidar com o seu passado e Suze com os seus poderes e a sua família.  com o Jesse, claro! O que há para não gostar? E ainda por cima aparecem mais dois mediadores que prometem criar muito conflito no futuro.

A prosa continua divertida, sarcástica e simplesmente leve, apesar de contar com temas mais pesados (a morte e tal e coisa). Acho que nesse campo também ajuda o facto de a tradução ser muito competente.

Em suma, não posso dizer muito sobre Há Horas Más sem correr o risco de falar demais, por isso digo apenas que me divertiu imenso, que adorei o desenvolvimento das personagens e que mal posso esperar para ler o próximo. Recomendo!

Sinopse:
É o décimo sexto Verão de Suze, mas em vez de o passar na praia, ficou de castigo a trabalhar como babysitter num resort snobe. Não interessa que uma das crianças de quem toma conta seja também um colega médium, nem que o seu irmão mais velho tenha imenso potencial para namorado. Suze tem coisas bem mais importantes para tratar, como a descoberta de uma sepultura no seu próprio quintal.
Será que pertence a Jesse, o fantasma com quem ela partilha o quarto? É por isso que de repente ele não se encontra em lado nenhum? Ou será que o desaparecimento de Jesse se deve a algo mais perverso... até mesmo diabólico? Suze está tão determinada a encontrar Jesse como a vingar o seu assassínio... mesmo que ela própria tenha de se arriscar a uma morte certa.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Kraken

"Kraken", de China Miéville (ainda não publicado em Portugal)

«Unleash the Kraken!», ou qualquer coisa de igual magnitude.
Há muito tempo que queria ler algo do China Miéville e não deve ser surpresa nenhuma que o Kraken, enquanto criatura das profundezas, sempre exerceu sobre mim um grande fascínio. Como boa apreciadora do género, e tal. Uma mistura de ambos pareceu-me perfeita.
Agora imaginem uma cidade de Londres na qual, se cortarem o pavimento, o que vos sai são entranhas orgânicas. Estranho, não? Pois, acreditem, isso é que de menos estranho acontece neste livro.

Tudo começa quando Billy, um tipo normal que, por acaso, trabalha no Centro de Darwin e que, também por acaso, foi quem ajudou a preservar uma enorme lula gigante, descobre que a dita cuja desapareceu, assim sem mais nem menos, a meio do dia. E assim começa a busca pela lula gigante. Não estou a brincar! É esta a premissa.
Claro que tudo o que acontece depois disto é completamente alucinado.

China Miéville pega em Londres e transforma a cidade em algo vivo, numa coisa que tem segredos, que guarda rancores e desejos. Onde praticamente todos os seus habitantes não são o que se poderia chamar de pessoas normais e onde as mais diferentes religiões, seitas e credos prosperam e se multiplicam. E cada uma é mais interessante que a outra.
O mundo que o autor cria é credível e fascinantes. Todos os detalhes foram pensados, tudo é muito rico. E é também nessa riqueza que reside uma pequena fraqueza: há demasiada informação. O leitor fica a saber mais do que precisa, é-lhe debitada informação que não se mostra fulcral. E num ambiente tão complexo, tudo o que é excessivo pode aborrecer ou pior: confundir. E eu confesso que me senti confusa algumas vezes.
Afinal sempre existe algo com um mundo demasiado bem formado. Pensava eu que isso era impossível. :D

Mas voltando ao Billy: ele foi um protagonista bem curioso de seguir, especialmente pelo desenvolvimento que sofreu ao longo da trama que, apesar de um pouco abrupto, não deixou de ser verossímil, visto que a princípio lhe custou a digerir as loucuras que se estavam a passar à sua volta mas, à medida que ia vendo mais e mais coisas estranhas, acabou por aceitar tudo como bastante racional.
Outra personagem de quem gostei foi o Dane Parnell, mas mais que esse, gostei do Wati! E o conceito deste está brutal! Eu leria um livro só sobre o Wati, sem hesitar.
O Goss (e consequentemente o Subby) foram mais interessantes por culpa dos seus diálogos que, de tão desconexos, acabavam por fazer sentido. Coisa bizarra! Mas acho que ainda me marcaram mais porque ao Goss o narrador (do audiolivro) dava uma voz especialmente marcante. O que eu nunca entendi é porque é que todos tinham tanto medo destes dois. Ninguém tentou dar-lhes um tiro. Limitavam-se a tremer feitas varas verdes. Não entendo!
A Marge(nalia) foi, sem dúvida, a personagem que mais me surpreendeu porque não se esperava grande coisa dela. E também gostei do Paul, por no fim mostrar realmente o que valia.

Houve contudo uma coisa que me irritou várias vezes, com muita pena minha. Refiro-me aos diálogos entre as personagens que, a partir do meio do livro, tornaram-se autênticos puzzles, testes à atenção e compreensão do autor. Quando o Goss fala, já esperamos que nada faça sentido, mas o que acontece quando personagens ditas normais falam como se fossem doutorados em linguística? Sinceramente, eu via-me às aranhas, às vezes. E isso fez com que não desfrutasse tanto da história como queria.
O autor simplesmente parece tão sabedor daquilo que fala, do mundo que construiu e das suas bases, que assume que o leitor consegue seguir o seu raciocínio a todo o momento. E tudo bem, eu gosto que assumam que somos inteligentes (e que não façam de nós parvos) mas há limites!

Em suma, Kraken é uma história rica e complexa, com personagens marcantes e um retrato de Londres que é fascinante. O problema é que a complexidade é tanta que um livro só não lhe faz justiça. Isto dava bem para uma duologia e eu acho que teria gostado mais se assim fosse. Como está, Kraken é uma leitura fabulosa, que testa a nossa credulidade a níveis incríveis. Adorei o enredo, as personagens e a imaginação por detrás deste livro, mas achei-o demasiado pesado e um pouco pretensioso.
Dito isto, recomendo a leitura, com reservas, pois não agradará a todos os leitores.
E como bónus: já referi que tem lulas gigantes? E uma religião em que se venera a dita cuja? Unleash the Kraken!

Narração (John Lee):
Tirando a fabulosa interpretação do Guss, a narração de John Lee deixou muito a desejar. Praticamente só tinha duas entoações e se fosse com base apenas nas entoações, iria confundir as personagens muito rapidamente. felizmente o texto ajudou muito. Dito isto, não foi das piores narrações que já ouvi e chegou a ser muito bem conseguida em alguns momentos. nos restantes foi boazinha mas está longe de ser uma que eu tenha adorado.

Sinopse:

With this outrageous new novel, China Miéville has written one of the strangest, funniest, and flat-out scariest books you will read this—or any other—year. The London that comes to life in Kraken is a weird metropolis awash in secret currents of myth and magic, where criminals, police, cultists, and wizards are locked in a war to bring about—or prevent—the End of All Things.
In the Darwin Centre at London’s Natural History Museum, Billy Harrow, a cephalopod specialist, is conducting a tour whose climax is meant to be the Centre’s prize specimen of a rare Architeuthis duxbetter known as the Giant Squid. But Billy’s tour takes an unexpected turn when the squid suddenly and impossibly vanishes into thin air.
s Billy soon discovers, this is the precipitating act in a struggle to the death between mysterious but powerful forces in a London whose existence he has been blissfully ignorant of until now, a city whose denizens—human and otherwise—are adept in magic and murder.
There is the Congregation of God Kraken, a sect of squid worshippers whose roots go back to the dawn of humanity—and beyond. There is the criminal mastermind known as the Tattoo, a merciless maniac inked onto the flesh of a hapless victim. There is the FSRC—the Fundamentalist and Sect-Related Crime Unit—a branch of London’s finest that fights sorcery with sorcery. There is Wati, a spirit from ancient Egypt who leads a ragtag union of magical familiars. There are the Londonmancers, who read the future in the city’s entrails. There is Grisamentum, London’s greatest wizard, whose shadow lingers long after his death. And then there is Goss and Subby, an ageless old man and a cretinous boy who, together, constitute a terrifying—yet darkly charismatic—demonic duo.
All of them—and others—are in pursuit of Billy, who inadvertently holds the key to the missing squid, an embryonic god whose powers, properly harnessed, can destroy all that is, was, and ever shall be.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Operação Livros no Sapatinho - divulgação

O Projecto Imaginauta (do qual já falei aqui e aqui) decidiram dar início a um movimento natalício que eu espero que tenha bastante adesão.
Deixo-vos a descrição, tal como está no site do Imaginauta, e espero que isto vos desperet o interesse. Eu sei que despertou o meu.

Operação Livros no Sapatinho (OLS)


O que é a OLS?
A Operação Livros no Sapatinho é um conjunto de acções simultâneas de todos os voluntários que se juntem a nós que pretende promover a leitura e, mais especificamente, o livro como a oferta perfeita para presentes de Natal.
Em que se inspirou a OLS?
Todos os anos na Islândia acontece a chamada Jolabokaflod, que se traduz como “a inundação natalícia de livros”. De Novembro a Dezembro toda a gente procura recomendações de livros, fala-se de livros no cabeleireiro, recebe-se catálogos de livros no correio e isto tudo porquê? Porque quando chega a noite de 24 para 25 de Dezembro, o presente que estes insulares mais gostam de dar e receber são livros. E nós pensámos: e se isto acontecesse em Portugal?
Como posso participar?
A Imaginauta preparou um kit com um Manual de Combate, selos, banners, sugestões de actividades e um cartaz com 10 razões para oferecer livros (existem mais, estamos à espera que nos digam quais), tudo reunido em torno de um design muito simples, para fácil identificação de pertenção à Operação e que convida os participantes a fazerem os seus próprios materiais se o desejarem.
Quem pode participar?
Toda a gente que ame livros: leitores, escritores, editores, livreiros…Durante o período da OLS, a Imaginauta irá fazer a cobertura nas redes sociais das acções, sejam elas dentro ou fora do espaço virtual.
Caso haja alguma dúvida, questão ou sugestão, façam-na. A Imaginauta está sempre disponível para enriquecer o kit.

Estão há espera de quê?

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Compras e Leituras - Outubro 2014



O blog tem estado muito parado e as opiniões estão bastante atrasadas, mas entretanto estes vídeos sempre vão colmatando algumas das falhas.
As opiniões virão!

Compras:
- "Medicina", de Susan Aldridge;

Leituras:
- "Fangirl", de Rainbow Rowell;
- "O Último Adeus", de Lí Marta"
- "I am the Messenger", de Markus Zusak.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A Vingança

"A Vingança (Mediator 3)", de Meg cabot (Bertrand Editora)

Sinopse:
Os fantasmas não vêm quando os chamamos, simplesmente aparecem...
Suze, uma jovem de dezasseis anos, só desejava que Jesse, o fantasma podre de bom que não desiste de se meter na vida dela, resolvesse aparecer naquele momento. Suze é uma médium e não consegue compreender os fantasmas de quatro alunos muito populares do liceu, que morreram num acidente de automóvel. Precisa de auxilio para os fazer voltar aonde pertencem.
Para agravar a situação, parece que a morte dos alunos nada teve de acidental, e os quatro querem vingar-se... e não apenas do jovem que os matou, mas de qualquer um que se atravesse no seu caminho.



Opinião:
Ler séries fora de ordem, mesmo quando cada livro é relativamente independente. como é o caso desta, acaba sempre por dar problemas. No meu caso, como li o 4º antes deste, acabei por achar que A Vingança não foi tão divertido, mas a série "Mediator", ainda assim, nunca decepciona. É sempre uma boa leitura.

Neste livro, Suze vê-se em apuros por causa de quatro fantasmas de jovens adolescentes e por causa de uma maigo muito especial. Infelizmente este amigo não é o Jesse, que está estranhamente ausente neste livro, embora acabe por estar presente nos grandes momentos. Contraditório mas verdadeiro. O outro amigo da Suze, o Michael, foi uma personagem surpreendentemente interessante e bem construída. Gosto de pensar que se a Suze não estivesse de beicinho pelo Jesse poderia haver uma hipótese de ela se interessar verdadeiramente pelo Michael. E isso sim daria uma reviravolta bombástica. Mas não é como se a reviravolta que existiu não inesperada.

Outra coisa que me agradou foi o relacionamento familiar que, neste volume foi mais bem explorado e nos permitiu ver crescer a ligação da Suze com os irmãoes e o padrasto.
Faladno ainda de personagens, a Gina criou em mim sentimentos contraditórios. por um lado adorei a forma como ela e a Suze se entendiam, mas por outro ela irritou-me por causa da sua despreocupação. Mas no geral posso dizer que gostava de a ver noutras aventuras da Mediadora.
A Suze, como sempre, foi muito divertida, apesar da sua excessiva vaidade neste livro. Ela continua inconsequente mas muito decidida. O padre Dominic também foi uma presença sentida neste volume. É uma personagem de quem é fácil gostar. E o Jesse, oh o Jesse ... se ao menos estivesse mais presente.

Voltando-me agora para escrita da autora, esta, por alguma razão, pareceu-me diferente. Acho que isto se deve, em parte, ao facto de eu ter lido este volume em inglês, enauqnto que os anteriores li em português (e felizmente a versão portuguesa tem uma boa tradução) mas não creio que seja só isso. Também terá a ver com o facto de ter lido os livros fora de ordem, certamente.

Em suma, A Vingança (Young Blood também conhecido por Reunion) é mais um bom livro da série Mediator (Mediadora), com um bom desenvolvimento de personagens (o vilão, em especial, está bem conseguido), embora se note que este livro é uma espécie de degrau que dá acesso a algo maior que se passará nos livros seguintes. Continuo a recomendar vivamente a série.

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