De vez em quando lembro-me de fazer o Top Ten Tuesday e como o tema desta semana é Top Ten Books I'd Love To See As Movies/Tv Shows (Livros que adoraria ver como filmes ou séries de TV), porque não fazer uma nova listinha?
Para quem ainda não sabe o Top Ten Tuesday é uma rubrica semanal liderada pelo The Broke and the Bookish, que convida os bloggers a fazerem uma lista relacionada com livros e com um tema diferente todas as semanas (podem saber tudo AQUI). Todos podem participar!
E os elegidos para Livros que adoraria ver convertidos em filmes ou séries de TV são:
1) Leviathan / Behemoth / Goliath, de Scott Westerfeld - Acho que a série daria uma excelente série;
2) Eternal Sabbath, de Fuyumi Soryo -Tanto poderia dar um filme ou uma pequena série, nem percebo porque nunca foi feito um anime :(;
3) A Filha da Floresta, de Juliet Marillier - Há algum livro da autora passado para o cinema? Se não houver é uma falha enorme, parece-me ...;
4) Três Sombras, de Cyril Pedrosa - Com desenho e direcção artística do próprio; ia ser muito bom!
5) Império Final / O Poço da Ascenção / The Hero os Ages, de Brandon Sanderson - Podia resultar numa série fabulosa;
6) The Martian, de Andy Weir - Acho que ia funcionar bem como um filme;
7) Cinder / Scarler / Cress / Winter, de Marissa Meyer - Dava um grupo de filmes bastante interessantes, a meu ver;
8) Body Bags, de Jason Pearson - Uma BD muito gráfica que sempre me pareceu que daria um espectáculo visual fantástico em tela;
9) As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy (e sequelas), de Filipe Melo e Juan Cavia - Só porque seria muito bom ver isto no cinema!;
10) Comandante Serralves - Despojos de Guerra, de Ana Ferreira, Carlos Silva, Inês Montenegro, Joel Puga, Rui Leite, Vitor Frazão - Uma série com as aventuras deste comandante, poderia ser muito interessante;
E vocês? Que livros mais gostariam de ver passados para o pequeno e o grande ecrã?
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terça-feira, 2 de junho de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
Top Ten Tuesday - Livros Favoritos dos Últimos 3 anos
Estas semana o tema do Top Ten Tuesday é Top Ten Books You Would Classify As ALL TIME FAVORITE BOOKS from the past 3 years (Livros que leste nos últimos 3 anos e que podes classificar como Favoritos).
Para quem ainda não sabe o Top Ten Tuesday é uma rubrica semanal liderada pelo The Broke and the Bookish, que convida os bloggers a fazerem uma lista relacionada com livros e com um tema diferente todas as semanas (podem saber tudo AQUI).
E os vencedores são (O óscar vai para XD):
10) "Blankets", Craig Thompson
9) "I am the Messenger", de Markus Zusak;
8) "Besta (Behemoth)", Scott Westerfeld
7) "Mistborn: Império Final", de Brandon Sanderson;
6) "A Guerra dos Mundos", de H.G. Wells;
5) "Mil Novecentos e Oitenta e Quatro", George Orwell;
4) "Joker - O Último a Rir", de Alan Moore e Brian Bolland e Brian Azzarello e Lee Bermejo;
3) "A Rapariga que Roubava Livros", Markus Zusak;
2) "Eu Sou a Lenda", Richard Matheson;
1) "Habibi", Craig Thompson;
Não incluí os livros que li em 2015, só os lidos em 2012, 2013 e 2014. E repararam que temos duplos vencedores? Craig Thompson e Markus Zusak!
E vocês? Quais foram os livros que mais vos marcaram nos últimos 3 anos.
Para quem ainda não sabe o Top Ten Tuesday é uma rubrica semanal liderada pelo The Broke and the Bookish, que convida os bloggers a fazerem uma lista relacionada com livros e com um tema diferente todas as semanas (podem saber tudo AQUI).
E os vencedores são (O óscar vai para XD):
10) "Blankets", Craig Thompson
9) "I am the Messenger", de Markus Zusak;
8) "Besta (Behemoth)", Scott Westerfeld
7) "Mistborn: Império Final", de Brandon Sanderson;
6) "A Guerra dos Mundos", de H.G. Wells;
5) "Mil Novecentos e Oitenta e Quatro", George Orwell;
4) "Joker - O Último a Rir", de Alan Moore e Brian Bolland e Brian Azzarello e Lee Bermejo;
3) "A Rapariga que Roubava Livros", Markus Zusak;
2) "Eu Sou a Lenda", Richard Matheson;
1) "Habibi", Craig Thompson;
Não incluí os livros que li em 2015, só os lidos em 2012, 2013 e 2014. E repararam que temos duplos vencedores? Craig Thompson e Markus Zusak!
E vocês? Quais foram os livros que mais vos marcaram nos últimos 3 anos.
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Compras e Leituras - Agosto 2014
Já estava a faltar o vídeo mensal com o apanhado das Compras e leituras do mês de Agosto.
Compras:
- Enciclopédia Larousse Vol 17 e 18
- "Leviatã", "Besta" e "Golias", Scott Westerfeld
- "A Vingança", Meg Cabot
Leituras:
- "Há Horas Más", Meg Cabot
- "Delirium", Lauren Oliver
- "A Vingança", Meg Cabot
- "The Body Finder", Kimberly Derting
Estou bastante atrasada nas minhas opiniões literárias aqui no blog mas prometo que nos próximos dias colocarei algumas.
Compras:
- Enciclopédia Larousse Vol 17 e 18
- "Leviatã", "Besta" e "Golias", Scott Westerfeld
- "A Vingança", Meg Cabot
Leituras:
- "Há Horas Más", Meg Cabot
- "Delirium", Lauren Oliver
- "A Vingança", Meg Cabot
- "The Body Finder", Kimberly Derting
Estou bastante atrasada nas minhas opiniões literárias aqui no blog mas prometo que nos próximos dias colocarei algumas.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Golias
"Golias (Leviathan 3)", de Scott Westerfeld (Vogais Editora)Sinopse:
O Leviatã é forçado a desviar-se do seu percurso para resgatar Nicola Tesla, o inventor do Golias, uma máquina capaz de destruir cidades, e que ele usa como trunfo para impor a paz. Quando é descoberto um plano secreto alemão para sabotar a máquina, este ameaça disparála. Este é o espetacular final da trilogia!Batalhas aéreas emocionantes numa viagem à volta do mundo echeada de perigos e... beijos ousados!
Opinião (audiolivro):
A trilogia Leviathan chega a um bom desfecho com este Goliath.
Apesar de não ser tão bom como o anterior volume, consegue ser mais que satisfatório, com muita acção, bom desenvolvimento, e sem perder a força narrativa e a imaginação que marcaram os primeiros dois livros.
A trama volta a adensar-se com a introdução de Tesla (esse mesmo, o grande cientista) e com a passagem pro vários países (Europa, Ásia e América) e pessoas que marcaram a diferença. A facilidade com que o autor mescla a realidade da 1ªGuerra Mundial com a fantasia por si criada é de louvar! E consegue sempre surpreender.
Houve apenas uma coisa que não me convenceu por completo , que se prende com o tom romântico que certas cenas tomaram. Não que o romance em si não fosse credível ou bem alicerçado pela história, mas o autor não parecia estar tão à vontade nesses momentos.
Em termos de desenvolvimento de personagens, há que destacar o Alek, que cresceu bastante neste volume, tal como nos anteriores. Esperava o mesmo da Deryn mas ela não teve tanto sucesso, talvez prisioneira do tempo e da sociedade. Por um lado isso torna-a um pouco mais credível mas, comparada com o Alek, o desenvolvimento dela ficou aquém das expectativas.
Dito isto não tenho falhas a apontar ao autor neste campo e, mais uma vez, foi-nos entregue um leque muito variado de personagens que enriqueceram a história. Numa pequena nota à parte, pergunto-me porque o autor não conseguiu este feito na série Uglies. Se o tivesse feito, teria sido tão melhor.

A escrita do autor manteve-se acessível e menos claramente voltada para os adolescentes. Havia mais maturidade em muitas cenas, como por exemplo naquele onde o Goliath finalmente trabalhava.
Em suma, esta foi uma excelente conclusão para uma série que me surpreendeu bastante. Não é que seja perfeita, mas diverte e é muito rica. Recomendo!
Narração (Alan Cumming):
A narração de Alan Cummings foi, como sempre, excelente. Escolheram muito bem o narrador para esta série. Vale a pena escutar.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Besta
"Besta (Leviathan 2)", de Scott Westerfeld (Vogais Editora)
Sinopse:
O Behemoth é a besta mais feroz da Marinha britânica. Pode engolir navios de guerra com uma dentada. Os Darwinistas precisam dele mais do que nunca, agora que estão em guerra declarada com os Clankers.
Alek e Deryn estão juntos a bordo do Leviatã, e esperam conseguir levar a guerra a um impasse. Mas, quando a sua missão de paz falha, percebem que estão sós em território inimigo e que estão a ser perseguidos!
Com grande capacidade de improvisação, novos aliados, e muita coragem, Alek e Deryn estão prontos para enfrentar todos os desafios que o futuro lhes reserva.
Opinião (audiolivro):
O segundo livro da série Leviathan foi uma muito agradável surpresa. Acabei por gostar mais deste Behemoth do que do seu antecessor.
Com um enredo bem pensado, bem executado e que decorre no compasso certo, cheio de reviravoltas, intrigas e aventuras, Behemoth triunfou.
Grandes acontecimentos históricos deram origem a grandes desenvolvimentos de personagens, com as quais o leitor se liga ainda mais neste livro.
Tanto Alek como Deryn cresceram bastante a amadureceram, assim como aconteceu com outras personagens. Todas foram bem aproveitadas e mostraram-se interessantes.
E, tal como no volume anterior, adorei a forma como o autor usou a história real da guerra como base, modificando-a para que fizesse sentido no mundo rico e detalhado que criou. Nesse campo, também a nota final do autor (explicando o que de facto aconteceu e o que foi alterado) foi muito esclarecedora e apreciada.
Ao contrário do que aconteceu com outra série do autor, Uglies, aqui a escrita não me causou comichão, e na verdade funcionou na perfeição . Não deixa de ser, claramente, mais voltada para um público juvenil mas consegue ser bastante madura e densa, sem se tornar maçadora.
No geral, Behemoth é um livro ao qual não tenho nenhuma falha a apontar. Pode não ser perfeito mas continua a ser o melhor livro que li do leitor, até agora, e é pura diversão! Estou ansiosa por saber o desfecho desta fabulosa série. Recomendo!
Narração (Alan Cumming):
Mais uma vez o narrador surpreendeu. Alan Cumming sabe dar a entoação certa a cada momento da trama e consegue criar as vozes certas para cada personagem. Excelente trabalho!
Sinopse:
O Behemoth é a besta mais feroz da Marinha britânica. Pode engolir navios de guerra com uma dentada. Os Darwinistas precisam dele mais do que nunca, agora que estão em guerra declarada com os Clankers.
Alek e Deryn estão juntos a bordo do Leviatã, e esperam conseguir levar a guerra a um impasse. Mas, quando a sua missão de paz falha, percebem que estão sós em território inimigo e que estão a ser perseguidos!
Com grande capacidade de improvisação, novos aliados, e muita coragem, Alek e Deryn estão prontos para enfrentar todos os desafios que o futuro lhes reserva.
Opinião (audiolivro):
O segundo livro da série Leviathan foi uma muito agradável surpresa. Acabei por gostar mais deste Behemoth do que do seu antecessor.
Com um enredo bem pensado, bem executado e que decorre no compasso certo, cheio de reviravoltas, intrigas e aventuras, Behemoth triunfou.
Grandes acontecimentos históricos deram origem a grandes desenvolvimentos de personagens, com as quais o leitor se liga ainda mais neste livro.
Tanto Alek como Deryn cresceram bastante a amadureceram, assim como aconteceu com outras personagens. Todas foram bem aproveitadas e mostraram-se interessantes.
E, tal como no volume anterior, adorei a forma como o autor usou a história real da guerra como base, modificando-a para que fizesse sentido no mundo rico e detalhado que criou. Nesse campo, também a nota final do autor (explicando o que de facto aconteceu e o que foi alterado) foi muito esclarecedora e apreciada.
Ao contrário do que aconteceu com outra série do autor, Uglies, aqui a escrita não me causou comichão, e na verdade funcionou na perfeição . Não deixa de ser, claramente, mais voltada para um público juvenil mas consegue ser bastante madura e densa, sem se tornar maçadora.
No geral, Behemoth é um livro ao qual não tenho nenhuma falha a apontar. Pode não ser perfeito mas continua a ser o melhor livro que li do leitor, até agora, e é pura diversão! Estou ansiosa por saber o desfecho desta fabulosa série. Recomendo!
Narração (Alan Cumming):
Mais uma vez o narrador surpreendeu. Alan Cumming sabe dar a entoação certa a cada momento da trama e consegue criar as vozes certas para cada personagem. Excelente trabalho!
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Excecionais
"Excecionais (Uglies 4)", de Scott Westerfeld (Vogais & Companhia)
Sinopse:
Após a era dos Perfeitos, abre-se caminho a um novo mundo, embora não seja necessariamente um mundo melhor. Alguns anos depois de Tally Youngblood ter derrubado o regime, o mundo encontra-se num absoluto renascimento cultural, sem hierarquias nem regras definidas... em que a popularidade dita as regras. Ser famoso implica ter a casa mais sofisticada, a roupa mais luxuosa e inclusive os melhores amigos. Pelo contrário, ser um completo desconhecido faz de ti um alguém invisível, uma pessoa irrelevante, torna-te num excecional.

Opinião (audiolivro):
Este é o livro da série que eu considerei como absolutamente desnecessários!
Esta pode até parecer uma afirmação muito intransigente mas, olhando para trás, não há nada neste livro que eu considere essencial para o desfecho da série Uglies. Nada!
E tanto assim é que, por várias vezes, estive quase a desistir deste livro. E a única razão porque não o fiz foi por este ser mesmo o último.
Mas vamos por partes.
A mudança de protagonista foi, a meu ver, irrelevante, desnecessária e ineficiente. Aya não trouxe nada de novo à narrativa, e conseguia ser ainda mais irritante que a Tally. Como é possível? E, em grande parte, foi a Aya que contribuiu para que desgostasse tanto deste livro. A sua personalidade era a mesma que Tally no livro 1, mas multiplicada por 10 (para pior, claro).
Das restantes personagens, só Friz se mostrou interessante, por culpa da sua honestidade. De resto só tenho a dizer que a Aya devia era concentrar-se em arranjar amigo decentes e uma família como deve de ser porque, com amigos como aqueles, quem precisa de inimigos? (O irmão era um idiota e o melhor amigo do irmão, que supostamente era melhor que ele, era outro idiota chapado (que a mandou para a água gelada))
Enfim ... a trama é ainda mais cheia de adrenalina que o livro anterior, e isso não jogou a favor da história, ou do desenvolvimento das personagens, Muita acção e pouca densidade emocional. Muito pouca, mesmo!
A ideia por detrás do livro está muito interessante, sem dúvida, mas a execução deixou muito a desejar. Não quero com isto dizer que é tudo mau! Por exemplo, sempre gostei da forma como o autor critica a sociedade actual, exagerando-a nos seus livros da série Uglies. Neste caso a atenção recaiu sobre as redes sociais e a forma como muita gente ganha a vida só porque é famoso, e nem tem de fazer grande coisa, só tem de se manter famoso (faceranks). Ou como outras pessoas são capazes de udo para se tornarem famosas.
Outra coisa que em agradou imenso foi a ideia por detrás dos Extras (Excecionais), que está muito bem conseguida.
Mas a verdade é que cheguei a um determinado ponto na história em que não estava minimamente interessada, e tanto me fazia que acabasse assim, ou assado.
A escrita do autor começou a irritar-me sobejamente neste livro, seja pelas palavras que as personagens usam sempre as mesmas expressões e a falarem todos como uns totós sem individualidade), quer pelo próprio vocabulário do narrador, que se mostrou um tanto ou quanto repetitivo, especialmente porque usava exageradamente uso das metáforas.
No geral, Excecionais foi um autêntico extra! Já agora, porque não traduziram o livro para "Extra", como devia de ser? É que o leitor, quando chegar ao fim do livro e perceber o que são os 'Excecionais', o nome não vai fazer sentido.
Preferia não ter lido este volume e assumir o terceiro como o fim da série. Teria ficado mais satisfeita com Uglies.
Narração (Carine Montbertrand):
Já habituada à narração de Carine Montbertrand, ainda assim estranhei certas coisas no audiolivro, como por exemplo a maneira como ela dizia Tally-sama ou qualquer coisa-sama, irritava-me. Via-se mesmo que nunca tinha ouvido um japonês a dizer.
Fora isso, fez um trabalho competente.
Sinopse:
Após a era dos Perfeitos, abre-se caminho a um novo mundo, embora não seja necessariamente um mundo melhor. Alguns anos depois de Tally Youngblood ter derrubado o regime, o mundo encontra-se num absoluto renascimento cultural, sem hierarquias nem regras definidas... em que a popularidade dita as regras. Ser famoso implica ter a casa mais sofisticada, a roupa mais luxuosa e inclusive os melhores amigos. Pelo contrário, ser um completo desconhecido faz de ti um alguém invisível, uma pessoa irrelevante, torna-te num excecional.

Opinião (audiolivro):
Este é o livro da série que eu considerei como absolutamente desnecessários!
Esta pode até parecer uma afirmação muito intransigente mas, olhando para trás, não há nada neste livro que eu considere essencial para o desfecho da série Uglies. Nada!
E tanto assim é que, por várias vezes, estive quase a desistir deste livro. E a única razão porque não o fiz foi por este ser mesmo o último.
Mas vamos por partes.
A mudança de protagonista foi, a meu ver, irrelevante, desnecessária e ineficiente. Aya não trouxe nada de novo à narrativa, e conseguia ser ainda mais irritante que a Tally. Como é possível? E, em grande parte, foi a Aya que contribuiu para que desgostasse tanto deste livro. A sua personalidade era a mesma que Tally no livro 1, mas multiplicada por 10 (para pior, claro).
Das restantes personagens, só Friz se mostrou interessante, por culpa da sua honestidade. De resto só tenho a dizer que a Aya devia era concentrar-se em arranjar amigo decentes e uma família como deve de ser porque, com amigos como aqueles, quem precisa de inimigos? (O irmão era um idiota e o melhor amigo do irmão, que supostamente era melhor que ele, era outro idiota chapado (que a mandou para a água gelada))
Enfim ... a trama é ainda mais cheia de adrenalina que o livro anterior, e isso não jogou a favor da história, ou do desenvolvimento das personagens, Muita acção e pouca densidade emocional. Muito pouca, mesmo!
A ideia por detrás do livro está muito interessante, sem dúvida, mas a execução deixou muito a desejar. Não quero com isto dizer que é tudo mau! Por exemplo, sempre gostei da forma como o autor critica a sociedade actual, exagerando-a nos seus livros da série Uglies. Neste caso a atenção recaiu sobre as redes sociais e a forma como muita gente ganha a vida só porque é famoso, e nem tem de fazer grande coisa, só tem de se manter famoso (faceranks). Ou como outras pessoas são capazes de udo para se tornarem famosas.
Outra coisa que em agradou imenso foi a ideia por detrás dos Extras (Excecionais), que está muito bem conseguida.
Mas a verdade é que cheguei a um determinado ponto na história em que não estava minimamente interessada, e tanto me fazia que acabasse assim, ou assado.
A escrita do autor começou a irritar-me sobejamente neste livro, seja pelas palavras que as personagens usam sempre as mesmas expressões e a falarem todos como uns totós sem individualidade), quer pelo próprio vocabulário do narrador, que se mostrou um tanto ou quanto repetitivo, especialmente porque usava exageradamente uso das metáforas.
No geral, Excecionais foi um autêntico extra! Já agora, porque não traduziram o livro para "Extra", como devia de ser? É que o leitor, quando chegar ao fim do livro e perceber o que são os 'Excecionais', o nome não vai fazer sentido.
Preferia não ter lido este volume e assumir o terceiro como o fim da série. Teria ficado mais satisfeita com Uglies.
Narração (Carine Montbertrand):
Já habituada à narração de Carine Montbertrand, ainda assim estranhei certas coisas no audiolivro, como por exemplo a maneira como ela dizia Tally-sama ou qualquer coisa-sama, irritava-me. Via-se mesmo que nunca tinha ouvido um japonês a dizer.
Fora isso, fez um trabalho competente.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Especiais
"Especiais (Uglies 3)", de Scott Westerfeld (Vogais)
Sinopes:
Tally Youngblood pensou que tudo não passava de um rumor, mas agora é uma Especial.Uma máquina de luta criada para controlar os Imperfeitos e manter os Perfeitos na maior ignorância.Ser programada de forma perfeita, com uma força extraordinária e um único propósito, talvez não seja a melhor coisa que lhe podia ter acontecido. Tally ainda tem memórias de algo mais. Tem sido fácil ignorá-las, até que lhe é oferecida a possibilidade de exterminar os rebeldes do Novo Fumo para sempre. Tudo se resumirá a uma escolha final: seguir aquele longínquo bater do coração ou levar a cabo a missão para a qual a conceberam.
Opinião (audiolivro):
Custa-me começar assim mas ... este livro não foi tão bom como os anteriores. A acção era mais frenética mas, por isso mesmo, não me consegui ligar tanto às personagens ou à história.
O maior problema acaba por ser o facto de que o autor usa a mesma fórmula que nos livros anteriores (Imperfeitos, Perfeitos) e acaba por cansar.
Por outro lado, a protagonista, Tally, consegue ser ainda mais irritante que nos outros livros (se é que tal pode ser possível). E já que falo de personagens, posso dizer que gostei do que o autor fez com o Zane e com a Shay, e também gostei de como deu personalidade à cidade de Diego (muito mais do que deu à cidade onde os outros dois livros se passavam).
Já a história, além de repetir a fórmula, não me satisfez de todo e achei que lhe faltou um toque humano. Foi tudo muito maquinal, muito pouco pessoal. Não sei bem como explicar mas existia um distanciamento que me impedia de desfrutar da história e das suas personagens.
No entanto, o final propriamente dito encheu-me bem as medida e, pareceu-me que seria o final perfeito para a série inteira. Ao terminar este livro não conseguia imaginar o que mais o autor tinha para contar. E tinha razão porque quando li o quarto livro (Extras), soube logo que estava certa (opinião em breve).
Com muitas repetições de trama, estrutura e conflitos/dilemas existencialistas, "Especiais" pouco trouxe de novo, e o pouco que trouxe não foi suficiente para o tornar um livro acima da média.
No geral, "Especiais" foi uma decepção, enquanto livro sozinho, mas como potencial final da série, funcionou bem, Infelizmente não foi o final da série, e isso tornou-o ineficiente.
Narração (Carine Montbertrand):
Uma das vozes às quais acabei por me habituar ao fim de dois audiolivros. Desta vez achei que esteve melhor na parte das vozes masculinas e gostei especialmente do toque que deu às vozes dos especiais. Não é a melhor narradora que já escutei, mas fez um trabalho razoável.
Sinopes:
Tally Youngblood pensou que tudo não passava de um rumor, mas agora é uma Especial.Uma máquina de luta criada para controlar os Imperfeitos e manter os Perfeitos na maior ignorância.Ser programada de forma perfeita, com uma força extraordinária e um único propósito, talvez não seja a melhor coisa que lhe podia ter acontecido. Tally ainda tem memórias de algo mais. Tem sido fácil ignorá-las, até que lhe é oferecida a possibilidade de exterminar os rebeldes do Novo Fumo para sempre. Tudo se resumirá a uma escolha final: seguir aquele longínquo bater do coração ou levar a cabo a missão para a qual a conceberam.
Opinião (audiolivro):
Custa-me começar assim mas ... este livro não foi tão bom como os anteriores. A acção era mais frenética mas, por isso mesmo, não me consegui ligar tanto às personagens ou à história.
O maior problema acaba por ser o facto de que o autor usa a mesma fórmula que nos livros anteriores (Imperfeitos, Perfeitos) e acaba por cansar.
Por outro lado, a protagonista, Tally, consegue ser ainda mais irritante que nos outros livros (se é que tal pode ser possível). E já que falo de personagens, posso dizer que gostei do que o autor fez com o Zane e com a Shay, e também gostei de como deu personalidade à cidade de Diego (muito mais do que deu à cidade onde os outros dois livros se passavam).
Já a história, além de repetir a fórmula, não me satisfez de todo e achei que lhe faltou um toque humano. Foi tudo muito maquinal, muito pouco pessoal. Não sei bem como explicar mas existia um distanciamento que me impedia de desfrutar da história e das suas personagens.No entanto, o final propriamente dito encheu-me bem as medida e, pareceu-me que seria o final perfeito para a série inteira. Ao terminar este livro não conseguia imaginar o que mais o autor tinha para contar. E tinha razão porque quando li o quarto livro (Extras), soube logo que estava certa (opinião em breve).
Com muitas repetições de trama, estrutura e conflitos/dilemas existencialistas, "Especiais" pouco trouxe de novo, e o pouco que trouxe não foi suficiente para o tornar um livro acima da média.
No geral, "Especiais" foi uma decepção, enquanto livro sozinho, mas como potencial final da série, funcionou bem, Infelizmente não foi o final da série, e isso tornou-o ineficiente.
Narração (Carine Montbertrand):
Uma das vozes às quais acabei por me habituar ao fim de dois audiolivros. Desta vez achei que esteve melhor na parte das vozes masculinas e gostei especialmente do toque que deu às vozes dos especiais. Não é a melhor narradora que já escutei, mas fez um trabalho razoável.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Perfeitos
Perfeitos (Uglies 2), de Scott Weesterfeld (Vogais & Companhia)
Sinopse:
Finalmente, Tally Youngblood é Perfeita. Tem um rosto e um corpo absolutamente fantásticos, o seu guarda-roupa é o máximo, o seu namorado é lindo e a sua popularidade está no auge. Tem tudo o que sempre quis! Mas por que será que apesar das festas constantes, do luxo da alta tecnologia e da liberdade completa subsiste a sensação de que algo não bate certo? Algo… importante! É então que Tally recebe uma mensagem do seu passado imperfeito e se lembra de tudo. A diversão acaba de imediato. Agora, ela tem de escolher entre lutar para esquecer o que sabe e lutar pela própria vida… É que as autoridades não pretendem deixar vivo alguém que saiba o que ela sabe.
Opinião (audiobook):
Neste segundo livro da série Uglies, Scott Weesterfeld dá continuação aos acontecimentos do anterior, que nos tinha deixado 'na corda bamba'. Ao que parece, isto é marca do autor porque no fim deste livro, a 'corda bamba' ainda ficou mais bamboleante.
A nível de enredo, apesar de esta série ser mais amena que outros trabalhos do autor, ainda assim consegue lidar com temas interessantes, conflituosos, e que nos fazem pensar no mundo presente, no futuro, e especialmente na sociedade moderna. Mais uma vez a dualidade do que a sociedade tem de bom e de mau, é uma mais valia do livro. A sociedade dos Pretties está cheia de defeitos, mas também tem coisas muito boas. A sociedade dos Smokies tem as suas vantagens, mas em muitas coisas são uns 'atrasados'. E até a nova sociedade de 'renegados' tem coisas que os redimem, apesar do seu comportamento bárbaro.
Noutra nota, achei o compasso do livro um pouco lento e teria gostado mais se assim não fosse.
Em relação à personagens, tenho de confessar que não consigo gostar mais do livro por culpa da Tally, que é a protagonista. A Tally é cheia de defeitos, e isso torna-a humana, mas por vezes o
seu comportamento cria mais repulsa do que simpatia. E não devia ser
assim. O leitor pode desculpar as falhas de uma personagem, mas apenas
se o contra-peso for equilibrado. pelo menos quando nos referimos aos
supostos heróis da história. E isso não acontece com a Tally.
Espero sinceramente que nos próximos livros isto mude, porque se não mudar, bem ... não prevejo muito contentamento no fim da saga (ainda faltam dois).
Em contrapartida, gostei do final com a Shay, pois tudo até então conspirou para este culminar.Não foi inesperado, mas foi bem conseguido.
Já no que diz respeito à prosa do autor, é impossível não reparar que esta série se dirige a um público mis jovem. O texto está adaptado a eles e por isso às vezes não é suficientemente desafiante para um leitor mais ... exigente. O que mais me irritou foi a forma como os Pretties passam a vida a falar em "bubbly", "totally", "click of friends" e outras coisas que tal. Parecem uns imbecis a falar, com vocabulário limitado. Mas esta escolha eu compreendo, pois foi usada como mostra do que é a sociedade 'preety' e, convenhamos, não está assim tão distante da realidade de alguns grupo de pessoas de hoje em dia. Não só jovens, mas também adultos.
Em suma, Perfeitos foi uma leitura agradável, uma sequela muito competente do primeiro livro, mas não o superou e não é suficientemente desafiante para o leitor menos jovem (e acredito que para alguns jovens este também seja o caso). No entanto foi suficientemente bem conseguido para que eu tenha vontade de ler o seguinte número da série (Specials * Especiais).
Narração (Carine Montbertrand):
Tal como aconteceu em Imperfeitos, a narração de Carine Montbertrand deixou algo a desejar, faltando-lhe ginástica suficiente para interpretar com firmeza todas as personagens que aparecem no livro. No entanto, a nível de vozes femininas, fez um excelente trabalho, conseguindo distinções muito características.
Sinopse:
Finalmente, Tally Youngblood é Perfeita. Tem um rosto e um corpo absolutamente fantásticos, o seu guarda-roupa é o máximo, o seu namorado é lindo e a sua popularidade está no auge. Tem tudo o que sempre quis! Mas por que será que apesar das festas constantes, do luxo da alta tecnologia e da liberdade completa subsiste a sensação de que algo não bate certo? Algo… importante! É então que Tally recebe uma mensagem do seu passado imperfeito e se lembra de tudo. A diversão acaba de imediato. Agora, ela tem de escolher entre lutar para esquecer o que sabe e lutar pela própria vida… É que as autoridades não pretendem deixar vivo alguém que saiba o que ela sabe.
Opinião (audiobook):
Neste segundo livro da série Uglies, Scott Weesterfeld dá continuação aos acontecimentos do anterior, que nos tinha deixado 'na corda bamba'. Ao que parece, isto é marca do autor porque no fim deste livro, a 'corda bamba' ainda ficou mais bamboleante.
A nível de enredo, apesar de esta série ser mais amena que outros trabalhos do autor, ainda assim consegue lidar com temas interessantes, conflituosos, e que nos fazem pensar no mundo presente, no futuro, e especialmente na sociedade moderna. Mais uma vez a dualidade do que a sociedade tem de bom e de mau, é uma mais valia do livro. A sociedade dos Pretties está cheia de defeitos, mas também tem coisas muito boas. A sociedade dos Smokies tem as suas vantagens, mas em muitas coisas são uns 'atrasados'. E até a nova sociedade de 'renegados' tem coisas que os redimem, apesar do seu comportamento bárbaro.
Noutra nota, achei o compasso do livro um pouco lento e teria gostado mais se assim não fosse.
Em relação à personagens, tenho de confessar que não consigo gostar mais do livro por culpa da Tally, que é a protagonista. A Tally é cheia de defeitos, e isso torna-a humana, mas por vezes o
seu comportamento cria mais repulsa do que simpatia. E não devia ser
assim. O leitor pode desculpar as falhas de uma personagem, mas apenas
se o contra-peso for equilibrado. pelo menos quando nos referimos aos
supostos heróis da história. E isso não acontece com a Tally. Espero sinceramente que nos próximos livros isto mude, porque se não mudar, bem ... não prevejo muito contentamento no fim da saga (ainda faltam dois).
Em contrapartida, gostei do final com a Shay, pois tudo até então conspirou para este culminar.Não foi inesperado, mas foi bem conseguido.
Já no que diz respeito à prosa do autor, é impossível não reparar que esta série se dirige a um público mis jovem. O texto está adaptado a eles e por isso às vezes não é suficientemente desafiante para um leitor mais ... exigente. O que mais me irritou foi a forma como os Pretties passam a vida a falar em "bubbly", "totally", "click of friends" e outras coisas que tal. Parecem uns imbecis a falar, com vocabulário limitado. Mas esta escolha eu compreendo, pois foi usada como mostra do que é a sociedade 'preety' e, convenhamos, não está assim tão distante da realidade de alguns grupo de pessoas de hoje em dia. Não só jovens, mas também adultos.
Em suma, Perfeitos foi uma leitura agradável, uma sequela muito competente do primeiro livro, mas não o superou e não é suficientemente desafiante para o leitor menos jovem (e acredito que para alguns jovens este também seja o caso). No entanto foi suficientemente bem conseguido para que eu tenha vontade de ler o seguinte número da série (Specials * Especiais).
Narração (Carine Montbertrand):
Tal como aconteceu em Imperfeitos, a narração de Carine Montbertrand deixou algo a desejar, faltando-lhe ginástica suficiente para interpretar com firmeza todas as personagens que aparecem no livro. No entanto, a nível de vozes femininas, fez um excelente trabalho, conseguindo distinções muito características.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Imperfeitos
"Imperfeitos (Uglies 1)", Scott Westerfeld (Vogais / Topseller)
Sinopse:
Num mundo de extrema beleza, a normalidade é sinónimo de imperfeição.
Num futuro não tão distante quanto isso, não há guerras, nem fome, nem pobreza. O mundo é perfeito. Todos são perfeitos. Pelo menos, depois de completarem 16 anos. Qualquer um pode ter a aparência de um supermodelo… e que mal haveria nisso?
Tally Youngblood mal pode esperar pelo seu décimo sexto aniversário, altura em que será submetida à cirurgia radical que a transformará de uma mera Imperfeita para uma deslumbrante Perfeita. Uns lábios bem delineados, um nariz proporcional, um corpo ideal… é tudo o que sempre quis. Já para não falar que uma vida de diversão num paraíso de alta tecnologia espera por si.
Mas quando a sua melhor amiga decide virar as costas a esta vida perfeita e foge, Tally descobre um lado inteiramente novo do mundo dos Perfeitos – e que, por sinal, nada tem de perfeito. É então forçada a fazer a pior escolha possível: encontrar a amiga e traí-la ou perder para sempre a possibilidade de se tornar Perfeita.
Seja qual for a sua decisão, a sua vida nunca mais será a mesma.

Opinião (audiolivro):
Embora não tão bom como Peeps, Uglies tocou-me de uma forma bem diferente. A sociedade aqui apresentada, tem muitos defeitos, mas também tem muitas coisas boas, o que mostra que não existe perfeição, apenas a ilusão da perfeição.
O que me espantou neste livro, foi a forma como o autor conseguiu mostrar como a sociedade molda os jovens e as suas ideias, de tal forma que o que é absurdo, lhes parece normal, e o que é normal, lhes parece abjecto (ou pelo menos aquilo que nos parece normal a nós).
A história fala de uma sociedade em que, aos 16 anos, todos os jovens são submetidos a extensas intervenções cirúrgica, para ficarem todos belos/perfeitos. Até essa idade, estão colocados à parte da sociedade e são chamados de feios/imperfeitos.
O autor consegue transmitir esta sociedade de forma tão competente, que em certos momentos, cheguei mesmo a acreditar, tal como a Tally, a nossa protagonista, que na verdade a sociedade dos lindos/perfeitos é que era a correcta. Só para verem como o autor consegue dar vida ao cenário e à mentalidade da época.
Assim, o grande ponto forte do enredo, é esta luta, pelo que é correcto ou não, pela vida das cidades, dos Perfeitos, e a vida livre dos Smokies.
As personagens, a meu ver, serviram mais como um veículo para essa ideia e o autor soube usá-la muito bem, embora isso tenha, por vezes, tornado difícil a ligação às personagens, enquanto indivíduos, e não enquanto idealismos. Na realidade gostei do David e até da Tally, mas a Tally é daquelas personagens que não sabemos se havemos de adorar ou odiar, isto porque ela passa o livro todo a mentir e chegou a um ponto em que o leitor não percebia porque ela continuava a mentir e isso irritava. Mas mesmo tendo em conta isso, a Tally foi, sem dúvida, uma personagem bem explorada e muito 'real'. Só tive pena que a Shay não tivesse o mesmo tratamento, mas acredito que na novela gráfica (Uglies - Shay's Story) isso seja solucionado.
Como já referi, a escrita do autor funciona muito bem e ele consegue fazer com que o leitor sinta o mesmo que as personagens, que pense como elas e até, por vezes, pondere se não faria o mesmo. Tendo já lido outros dois livros, de sagas diferentes, do autor, posso dizer que o tom é diferente em todos, mesmo que se veja a sua mão, ele adapta o estilo à história.
Em suma, este foi um livro que li/ouvi com muito gosto, que me fez pensar muito e que embora esteja escrito para um público mais jovem, pode também ser desfrutado pelos mais adultos. O tema é, afinal de contas, mais actual que nunca e é fácil sentir empatia pelas personagens. O mundo criado pelo autor é muito interessante e bem explorado, ficando a vontade de ler a continuação muito em breve (ou não terminasse o livro com um grande cliffhanmger).
Narração (Carine Montbertrand):
É difícil encontrar mulheres que sejam boas audio-narradoras, ou talvez seja eu que seja esquisita. Carine Monbetrand não é má, sendo até bastante competente e conseguindo articular diferentes tons de voz para diferentes personagens, no entanto a voz dela é muito madura, e não se enquadra bem com a protagonista, Tally (que tem 16 anos), o que me criou alguma confusão inicial.
Fora isso, foi um audiolivro que se escutou muito bem.
Nota:
Só hoje percebi que saiu uma nova edição de "Imperfeitos", pela mão da editora TopSeller. Não sei se a Vogais e a Topseller são parceiros, ou se a Vogais perdeu os direitos, mas este ano saiu uma edição com a capa da direita ->
Agora um desabafo: Eu não gosto de nenhuma das capas portuguesas. A da Vogais até tem uma boa combinação de cores, mas usa a 'cabeça flutuante' e. bem ... o conceito do livro tem tanto por onde se lhe pegue, e eles usam isto? Nada na capa me explica o conceito da sociedade,e para que raio são as tatuagens? No entanto, pontos a favor porque realmente usaram uma modelo menos estereotipada.
Já quanto à capa da Topseller ... huh ... que posso dizer? Menos ainda mostra de que trata o livro, a escolha de cores não é feliz, e a capa é uma confusão tremenda. A ideia dos 'cortes' até está engraçada, mas mal aproveitada.
As capas estrangeiras são tão mais imaginativas (tanto esta que mostro no posto, como as edições mais recentes). E nem estou a dizer para usarem as capas estrangeiras, mas tinham tanto por onde lhe pegar.
BookTrailer:
O booktrailer da Vogais está disponível no site da editora (não é possível incluí-lo neste post), por isso vão aqui.
A Topseller também tem um trailer para a nova edição, e esse poderia colocar aqui, mas não o farei por uma razão muito simples. O book trailer parece amador. Inclusive, tenho quase a certeza que usaram excertos de filmes (tão fraca é a qualidade e tão famosos são os actores), para os quais duvido que tenham permissão. Que decepção!
Sinopse:
Num mundo de extrema beleza, a normalidade é sinónimo de imperfeição.
Num futuro não tão distante quanto isso, não há guerras, nem fome, nem pobreza. O mundo é perfeito. Todos são perfeitos. Pelo menos, depois de completarem 16 anos. Qualquer um pode ter a aparência de um supermodelo… e que mal haveria nisso?
Tally Youngblood mal pode esperar pelo seu décimo sexto aniversário, altura em que será submetida à cirurgia radical que a transformará de uma mera Imperfeita para uma deslumbrante Perfeita. Uns lábios bem delineados, um nariz proporcional, um corpo ideal… é tudo o que sempre quis. Já para não falar que uma vida de diversão num paraíso de alta tecnologia espera por si.
Mas quando a sua melhor amiga decide virar as costas a esta vida perfeita e foge, Tally descobre um lado inteiramente novo do mundo dos Perfeitos – e que, por sinal, nada tem de perfeito. É então forçada a fazer a pior escolha possível: encontrar a amiga e traí-la ou perder para sempre a possibilidade de se tornar Perfeita.
Seja qual for a sua decisão, a sua vida nunca mais será a mesma.

Opinião (audiolivro):
Embora não tão bom como Peeps, Uglies tocou-me de uma forma bem diferente. A sociedade aqui apresentada, tem muitos defeitos, mas também tem muitas coisas boas, o que mostra que não existe perfeição, apenas a ilusão da perfeição.
O que me espantou neste livro, foi a forma como o autor conseguiu mostrar como a sociedade molda os jovens e as suas ideias, de tal forma que o que é absurdo, lhes parece normal, e o que é normal, lhes parece abjecto (ou pelo menos aquilo que nos parece normal a nós).
A história fala de uma sociedade em que, aos 16 anos, todos os jovens são submetidos a extensas intervenções cirúrgica, para ficarem todos belos/perfeitos. Até essa idade, estão colocados à parte da sociedade e são chamados de feios/imperfeitos.
O autor consegue transmitir esta sociedade de forma tão competente, que em certos momentos, cheguei mesmo a acreditar, tal como a Tally, a nossa protagonista, que na verdade a sociedade dos lindos/perfeitos é que era a correcta. Só para verem como o autor consegue dar vida ao cenário e à mentalidade da época.
Assim, o grande ponto forte do enredo, é esta luta, pelo que é correcto ou não, pela vida das cidades, dos Perfeitos, e a vida livre dos Smokies.
As personagens, a meu ver, serviram mais como um veículo para essa ideia e o autor soube usá-la muito bem, embora isso tenha, por vezes, tornado difícil a ligação às personagens, enquanto indivíduos, e não enquanto idealismos. Na realidade gostei do David e até da Tally, mas a Tally é daquelas personagens que não sabemos se havemos de adorar ou odiar, isto porque ela passa o livro todo a mentir e chegou a um ponto em que o leitor não percebia porque ela continuava a mentir e isso irritava. Mas mesmo tendo em conta isso, a Tally foi, sem dúvida, uma personagem bem explorada e muito 'real'. Só tive pena que a Shay não tivesse o mesmo tratamento, mas acredito que na novela gráfica (Uglies - Shay's Story) isso seja solucionado.
Como já referi, a escrita do autor funciona muito bem e ele consegue fazer com que o leitor sinta o mesmo que as personagens, que pense como elas e até, por vezes, pondere se não faria o mesmo. Tendo já lido outros dois livros, de sagas diferentes, do autor, posso dizer que o tom é diferente em todos, mesmo que se veja a sua mão, ele adapta o estilo à história.
Em suma, este foi um livro que li/ouvi com muito gosto, que me fez pensar muito e que embora esteja escrito para um público mais jovem, pode também ser desfrutado pelos mais adultos. O tema é, afinal de contas, mais actual que nunca e é fácil sentir empatia pelas personagens. O mundo criado pelo autor é muito interessante e bem explorado, ficando a vontade de ler a continuação muito em breve (ou não terminasse o livro com um grande cliffhanmger).
Narração (Carine Montbertrand):
É difícil encontrar mulheres que sejam boas audio-narradoras, ou talvez seja eu que seja esquisita. Carine Monbetrand não é má, sendo até bastante competente e conseguindo articular diferentes tons de voz para diferentes personagens, no entanto a voz dela é muito madura, e não se enquadra bem com a protagonista, Tally (que tem 16 anos), o que me criou alguma confusão inicial.
Fora isso, foi um audiolivro que se escutou muito bem.
Nota:
Só hoje percebi que saiu uma nova edição de "Imperfeitos", pela mão da editora TopSeller. Não sei se a Vogais e a Topseller são parceiros, ou se a Vogais perdeu os direitos, mas este ano saiu uma edição com a capa da direita ->
Agora um desabafo: Eu não gosto de nenhuma das capas portuguesas. A da Vogais até tem uma boa combinação de cores, mas usa a 'cabeça flutuante' e. bem ... o conceito do livro tem tanto por onde se lhe pegue, e eles usam isto? Nada na capa me explica o conceito da sociedade,e para que raio são as tatuagens? No entanto, pontos a favor porque realmente usaram uma modelo menos estereotipada.
Já quanto à capa da Topseller ... huh ... que posso dizer? Menos ainda mostra de que trata o livro, a escolha de cores não é feliz, e a capa é uma confusão tremenda. A ideia dos 'cortes' até está engraçada, mas mal aproveitada.
As capas estrangeiras são tão mais imaginativas (tanto esta que mostro no posto, como as edições mais recentes). E nem estou a dizer para usarem as capas estrangeiras, mas tinham tanto por onde lhe pegar.
BookTrailer:
O booktrailer da Vogais está disponível no site da editora (não é possível incluí-lo neste post), por isso vão aqui.
A Topseller também tem um trailer para a nova edição, e esse poderia colocar aqui, mas não o farei por uma razão muito simples. O book trailer parece amador. Inclusive, tenho quase a certeza que usaram excertos de filmes (tão fraca é a qualidade e tão famosos são os actores), para os quais duvido que tenham permissão. Que decepção!
::Autor:: Scott Westerfeld
Biografia (via Wook):
Scott Westerfeld, nascido no Texas (EUA), escreveu muitas obras aclamadas, incluindo a trilogia Midnighters, a série Uglies (quadriologia que a Vogais & Co. publicará em breve), e ainda uma nova trilogia que começa com Leviathan, um livro belissimamente ilustrado por Keith Thompson.
Os seus livros foram nomeados pelo New York Times para integrar a lista «Notable Books of the Year» e ganhou os prémios Aurealis Award, Victorian Premier Award e Philip K. Dick Special Citation. As suas obras figuram regularmente nos tops de vendas nos EUA e noutros países. Scott é também designer e atualmente vive entre Nova Iorque e Sydney, na Austrália.
Livros que li do autor:
Peeps, Parasite Positive - Opinião
Leviatã/Leviathan (Leviathan 1)- Opinião
Besta/Behemoth (Leviathan 2)
Golias/Goliath (Leviathan 3)
Imperfeitos (Uglies 1) - Opinião
Perfeitos (Uglies 2) - Opinião
Especiais (Uglies 3) - Opinião
Excecionais/Extras (Uglies 4) - Opinião
Livros editados em Português:
A Hora Secreta (Midnighters 1), Vogais & Co, 2010
Meio-Dia Azul (Midnighters 2), Vogais & Co, 2010
No Limiar das Trevas (Midnighters 3), Vogais & Co, 2010
Imperfeitos (Uglies 3), Vogais & Co, 2010
Perfeitos (Uglies 3), Vogais & Co, 2010
Especiais (Uglies 3), Vogais & Co, 2011
Excecionais (Uglies 4), Vogais & Co, 2011
Leviatã (Leviathan 1), Vogais & Co, 2011
Besta (Leviatã 2), Vogais & Co, 2011
Golias (Leviathan 3), Vogais & Co, 2012
Imperfeitos (Uglies 1), Topseller, 2013
Midnighters - A Hora Secret, Topseller, 2013
A visitar: Site e Blog Oficial, Facebook, Twitter, Vogais e Companhia (editora portuguesa), Scott Westerfeld Portugal (página de facebook),
Scott Westerfeld, nascido no Texas (EUA), escreveu muitas obras aclamadas, incluindo a trilogia Midnighters, a série Uglies (quadriologia que a Vogais & Co. publicará em breve), e ainda uma nova trilogia que começa com Leviathan, um livro belissimamente ilustrado por Keith Thompson.
Os seus livros foram nomeados pelo New York Times para integrar a lista «Notable Books of the Year» e ganhou os prémios Aurealis Award, Victorian Premier Award e Philip K. Dick Special Citation. As suas obras figuram regularmente nos tops de vendas nos EUA e noutros países. Scott é também designer e atualmente vive entre Nova Iorque e Sydney, na Austrália.
Livros que li do autor:
Peeps, Parasite Positive - Opinião
Leviatã/Leviathan (Leviathan 1)- Opinião
Besta/Behemoth (Leviathan 2)
Golias/Goliath (Leviathan 3)
Imperfeitos (Uglies 1) - Opinião
Perfeitos (Uglies 2) - Opinião
Especiais (Uglies 3) - Opinião
Excecionais/Extras (Uglies 4) - Opinião
Livros editados em Português:
A Hora Secreta (Midnighters 1), Vogais & Co, 2010
Meio-Dia Azul (Midnighters 2), Vogais & Co, 2010
No Limiar das Trevas (Midnighters 3), Vogais & Co, 2010
Imperfeitos (Uglies 3), Vogais & Co, 2010
Perfeitos (Uglies 3), Vogais & Co, 2010
Especiais (Uglies 3), Vogais & Co, 2011
Excecionais (Uglies 4), Vogais & Co, 2011
Leviatã (Leviathan 1), Vogais & Co, 2011
Besta (Leviatã 2), Vogais & Co, 2011
Golias (Leviathan 3), Vogais & Co, 2012
Imperfeitos (Uglies 1), Topseller, 2013
Midnighters - A Hora Secret, Topseller, 2013
A visitar: Site e Blog Oficial, Facebook, Twitter, Vogais e Companhia (editora portuguesa), Scott Westerfeld Portugal (página de facebook),
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Leviatã
"Leviatã (Leviathan 1)", de Scott Westerfeld (Vogais)
Sinopse:
É o início da I Guerra
Mundial, mas num mundo alternativo de que nunca ouviste falar. Os
Germânicos lutam com máquinas de ferro a vapor carregadas de armas. Os
Britânicos lutam com bestas darwinistas resultantes do cruzamento de
vários animais. Alek é um príncipe germânico em fuga. A única máquina de
guerra que possui é um Marchador, com uma tripulação que lhe é leal.
Deryn é do povo, uma britânica disfarçada de rapaz que se alista para
lutar pela sua causa - enquanto tem de proteger o seu segredo a todo o
custo. No decorrer da guerra, os caminhos de Alek e Deryn acabam por se
cruzar a bordo do Leviatã, uma baleia-dirigível e o animal mais
imponente das forças britânicas. São inimigos com tudo a perder, mas na
verdade estão destinados a viver juntos uma aventura que vai mudar a
vida de ambos para sempre
Opinião (audiobook - inglês):
É muito raro isto me acontecer, mas "Leviatã" é um daqueles livros que gostei muito de ler mas sobre os quais não sei bem o que dizer.
Este foi o meu primeiro livro dentro da temática de steampunk. Algumas pessoas disseram-me que não era um bom livro para começar, mas sinceramente achei que não teve grande mal. Deixou-me vontade de ler outros.
A diferença, julgo eu, é que este livro, além de ser para um público jovem.adulto, não é completamente steampunk, pois revela também um outro 'modo de vida', os dos Darwinistas que, como o nome indica, se regem com base na evolução das espécies, criando animais que são capaces das coisas mais inimagináveis.
Uma das coisas que mais gostei no livro foi exactamente este conflito entre as sociedades, como as suas mentalidades, métodos e vidas são diferentes e influenciadas pelo 'grupo' em que se inserem (Darwinistas e Clankers). outra coisa que apreciei bastante foi a forma como a autor pegou na história real (antes da 1ª guerra mundial) e a foi moldando para se adaptar às suas necessidades. A simbiose entre história e ficção está excelente e o conceito de todo o livro está muito bem aproveitado.
Por outro lado, e talvez até por culpa de um maior desenvolvimento da história em prole das personagens, estas últimas não sejam tão aprofundadas como poderiam ser. Não é que não tenhamos boas personagens, pois apeguei-me a várias delas, mas senti que faltava mais tempo para elas. Talvez isto seja corrigido nos volumes seguintes da trilogia.
Ainda assim as minhas favoritas foram o Alek (Prince Aleksander) e o Wildcount Volger (Conde Volger).
A escrita do autor continua muito boa (depois de Peeps) e o livro pssou como uma brisa, com todos os pormenores históricos, paisagísticos e evolucionistas que se poderiam esperar, e mais ainda.
Em suma, esta foi uma história que me agradou muito, apesar do tom um pouco mais juvenil (culpa do público alvo). Recomendo! E planeio ler ou ouvir os restantes volumes.
Narração (Alan Cumming):
Soberba interpretação, especialmente a nível das vozes. O narrador (Alan) conseguiu imprimir personalidade a cada uma das personagens, diferenciando-as não só pelos diálogos que o autor escrevera, mas também pela forma de falar e entoação.
Só tive pena de, por culpa de ter usado o audiolivro, não ter podido ver as ilustrações de Keith Thompson em toda a sua beleza.
Booktrailer (em português):
Links Relacionados: Site Oficial - "Leviatã" na Wook - Audiobook no Bookdepository - Site da Editora - Facebook do autor em português
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Peeps (Parasite Positive)
"Peeps (Parasite Positive)" de Scott Westerfeld (ainda não publicado em Portugal)
Sinopse:
Opinião (audiobook):
Scott Westerfeld tem já vários livros publicados em Portugal, mas ao invés de começar por um desses, li-o pela primeira vez com um inédito no nosso país: "Peeps" ou "Parasite Positive" (nomes diferentes nos USA e no UK).
Num mercado saturado de histórias com vampiros, este livro foi-me sugerido como sendo algo diferente ... e é!
Toda a história é contada na primeira e vivida em 'tempo real' por Cal, um rapaz de 19 anos que recentemente descobriu ser portador de um parasita 'vampírico'. Na busca pelas suas ex-namoradas (todas infectadas e tornadas canibais), Cal mostra-nos o mundo que descobriu recentemente.
O enredo é simples, ou pelo menos parece no início, mas aos poucos vai-se adensando e tornando mais intrigante. No entanto há apenas uma trama, o que acaba por simplificar a história.
Uma coisa que apreciei muito neste livro foram as curiosidades. Cal é uma espécie de geek da biologia e e por isso está constantemente a falar-nos de vírus e parasitas. Para mim esse foi um dos pontos fortes do livro, mas talvez para outros leitores isso seja aborrecido. No entanto se interpretarem estes capítulos como premonições, talvez se divirtam mais.
Outra coisa que eu gostei na história foi o facto de nós sabermos o que o Cal sabe, o que significa que quando ele é apanhado de surpresa, o leitor também é. Quando chegamos ao fim do livro percebemos que, gradualmente quase tudo o que nos foi dito no início foi mais tarde modificado, sem que isto seja difícil de aceitar.
No entanto, não gostei particularmente do final, mais propriamente os últimos 3/4 capítulos. Acho que o Cal cedeu demasiado rapidamente aos planos dos outros e perdeu aquele carisma que o caracterizou no resto do livro. Também não ajudou a subida repentina de tensão sexual (que até ali era quase inexistente e de repente explodiu). Sinceramente a minha única decepção com o livro foi o final. Não que tenha sido totalmente mau, mas eu esperava algo mais.
A nível de personagens posso dizer que gostei muito da forma como o autor usou todas as personagens. mesmo aquelas que pouco aparecem conseguiram ter personalidade. Sem dúvida um dos pontos fortes do livro foram as pessoas envolvidas na história e muito especialmente o Cal. É fácil simpatizar com o protagonista e seguir o raciocínio dele ao longo da acção. As minhas personagens favoritas foram. Cal, Cornelius (o gato) e a Dra. Rat.
A prosa do autor é simples mas eficaz. Consegue transmitir muito bem o ambiente e os cenários sem ser demasiado descritivo, focando-se no que distingue as sítios e dessa forma fazendo com que o leitor visualize rapidamente onde está. Já no caso das personagens talvez não possa dizer o mesmo. Não que eu goste de descrições exaustivas das personagens, mas neste livro eu não fixei a aparência de ninguém, o que é bastante estranho e demonstra que ao poupar nisto o autor de certa forma impediu que o leitor guardasse uma imagem coerente das personagens.
Fora isso a escrita está muito boa, tanto nas cenas mais calmas como nas mais dinâmicas e conseguiu envolver-me completamente no enredo.
Em suma, foi um livro (audiobook) que me agradou muito. Com boas personagens, um enredo intenso e uma boa construção de mundo. "Peeps (Parasite Positive)" é um livro que recomendo, mesmo não tendo gostado totalmente do fim.
Sem dúvida que este livro me deixou curiosa quanto aos restantes trabalhos do autor.
Narração audio (Joshua Swanson):
Tendo 'lido' este livro em versão audiobook, não posso deixar de recomendar esta versão. Certamente que ler o livro será também muito agradável, mas Joshua Swanson narra muito bem esta história.
Também ajuda o facto de todo o livro estar escrito na primeira pessoa, pelo Cal, o que certamente facilitou o trabalho do narrador.
O único senão que posso apontar à versão audiobook são as interpretações das vozes femininas. Não são más mas são estranhas. Felizmente não são em grande número, o que acaba por não incomodar.
Sinopse:
A year ago, Cal Thompson
was a college freshman more interested in meeting girls and partying
than in attending biology class. Now, after a fateful encounter with a
mysterious woman named Morgan, biology has become, literally, Cal's
life.
Cal was infected by a parasite that has a truly horrifying effect on its host. Cal himself is a carrier, unchanged by the parasite, but he's infected the girlfriends he's had since Morgan. All three have turned into the ravening ghouls Cal calls Peeps. The rest of us know them as vampires. It's Cal's job to hunt them down before they can create more of their kind...
Cal was infected by a parasite that has a truly horrifying effect on its host. Cal himself is a carrier, unchanged by the parasite, but he's infected the girlfriends he's had since Morgan. All three have turned into the ravening ghouls Cal calls Peeps. The rest of us know them as vampires. It's Cal's job to hunt them down before they can create more of their kind...
Opinião (audiobook):
Scott Westerfeld tem já vários livros publicados em Portugal, mas ao invés de começar por um desses, li-o pela primeira vez com um inédito no nosso país: "Peeps" ou "Parasite Positive" (nomes diferentes nos USA e no UK).
Num mercado saturado de histórias com vampiros, este livro foi-me sugerido como sendo algo diferente ... e é!
Toda a história é contada na primeira e vivida em 'tempo real' por Cal, um rapaz de 19 anos que recentemente descobriu ser portador de um parasita 'vampírico'. Na busca pelas suas ex-namoradas (todas infectadas e tornadas canibais), Cal mostra-nos o mundo que descobriu recentemente.
O enredo é simples, ou pelo menos parece no início, mas aos poucos vai-se adensando e tornando mais intrigante. No entanto há apenas uma trama, o que acaba por simplificar a história.
Uma coisa que apreciei muito neste livro foram as curiosidades. Cal é uma espécie de geek da biologia e e por isso está constantemente a falar-nos de vírus e parasitas. Para mim esse foi um dos pontos fortes do livro, mas talvez para outros leitores isso seja aborrecido. No entanto se interpretarem estes capítulos como premonições, talvez se divirtam mais.
Outra coisa que eu gostei na história foi o facto de nós sabermos o que o Cal sabe, o que significa que quando ele é apanhado de surpresa, o leitor também é. Quando chegamos ao fim do livro percebemos que, gradualmente quase tudo o que nos foi dito no início foi mais tarde modificado, sem que isto seja difícil de aceitar.
No entanto, não gostei particularmente do final, mais propriamente os últimos 3/4 capítulos. Acho que o Cal cedeu demasiado rapidamente aos planos dos outros e perdeu aquele carisma que o caracterizou no resto do livro. Também não ajudou a subida repentina de tensão sexual (que até ali era quase inexistente e de repente explodiu). Sinceramente a minha única decepção com o livro foi o final. Não que tenha sido totalmente mau, mas eu esperava algo mais.
A nível de personagens posso dizer que gostei muito da forma como o autor usou todas as personagens. mesmo aquelas que pouco aparecem conseguiram ter personalidade. Sem dúvida um dos pontos fortes do livro foram as pessoas envolvidas na história e muito especialmente o Cal. É fácil simpatizar com o protagonista e seguir o raciocínio dele ao longo da acção. As minhas personagens favoritas foram. Cal, Cornelius (o gato) e a Dra. Rat.
A prosa do autor é simples mas eficaz. Consegue transmitir muito bem o ambiente e os cenários sem ser demasiado descritivo, focando-se no que distingue as sítios e dessa forma fazendo com que o leitor visualize rapidamente onde está. Já no caso das personagens talvez não possa dizer o mesmo. Não que eu goste de descrições exaustivas das personagens, mas neste livro eu não fixei a aparência de ninguém, o que é bastante estranho e demonstra que ao poupar nisto o autor de certa forma impediu que o leitor guardasse uma imagem coerente das personagens.
Fora isso a escrita está muito boa, tanto nas cenas mais calmas como nas mais dinâmicas e conseguiu envolver-me completamente no enredo.
Em suma, foi um livro (audiobook) que me agradou muito. Com boas personagens, um enredo intenso e uma boa construção de mundo. "Peeps (Parasite Positive)" é um livro que recomendo, mesmo não tendo gostado totalmente do fim.
Sem dúvida que este livro me deixou curiosa quanto aos restantes trabalhos do autor.
Narração audio (Joshua Swanson):
Tendo 'lido' este livro em versão audiobook, não posso deixar de recomendar esta versão. Certamente que ler o livro será também muito agradável, mas Joshua Swanson narra muito bem esta história.
Também ajuda o facto de todo o livro estar escrito na primeira pessoa, pelo Cal, o que certamente facilitou o trabalho do narrador.
O único senão que posso apontar à versão audiobook são as interpretações das vozes femininas. Não são más mas são estranhas. Felizmente não são em grande número, o que acaba por não incomodar.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Lançamentos 03
Nos próximos tempos irão sair (alguns já saíram) no mercado português uns quantos livros que quero muito ter nas minhas estantes. São eles:
Título: "O Demónio Branco", de Fábio Ventura
Editora: Casa das Letras
Lançamento: Setembro 2010
Sinopse: «As coisas mudaram desde a derradeira separação entre a Terra e Orbias há um ano atrás. Noemi é agora uma estagiária na redacção de uma revista em Grand City. Leva uma vida solitária e mantém pouco contacto com Adam e Lorelei. Mas enquanto se esforça para esquecer todos os trágicos acontecimentos do passado, o inesperado acontece: os seus poderes de Omnisciência regressam e volta a transformar-se em Guerreira. Para piorar a situação, está constantemente a ver o rosto de Sebastian e a sentir o seu perfume.
Será que afinal os mundos não foram definitivamente separados? Será possível o regresso a Orbias, para junto das outras Guerreiras? Na sua loucura obsessiva, Noemi convence-se a si própria de uma coisa: Sebastian está vivo!»
Este livro é a continuação da saga Orbias (opinião aqui).
Título: "Beijo Gelado", de Richelle Mead
Editora: Contraponto
Lançamento: Maio 2010
Sinopse: «Rose Hathaway não está a atravessar uma boa fase: o seu deslumbrante mentor Dimitri parece gostar de outra pessoa e em contrapartida o seu amigo Mason tem um fascínio enorme por ela. Para piorar a situação, Rose não consegue quebrar a ligação mental com a sua melhor amiga, Lissa, mesmo quando esta está com o namorado, Christian.
Entretanto, perante a iminência de um ataque Strigoi, a Academia de São Vladimir decide tornar a viagem anual de esqui obrigatória a todos os alunos e juntar os guardiães, inclusive a lendária Janine Hathaway – a ausente mãe de Rose.
Iludidos pela falsa segurança da paisagem cintilante e elegante do Idaho e na ânsia de vingar as vítimas dos últimos ataques dos Strigoi, três estudantes resolvem fugir para tentar encontrar e exterminar sozinhos um perigoso grupo de assassinos. Rose vê-se então obrigada a associar-se a Christian para os salvar, só que desta vez a jovem irá sujeitar-se a perigos que nunca imaginou ter de enfrentar.»
Este livro é a continuação da saga Academia de Vampiros (opinião aqui).
Título: "Imperfeitos", de Scott Westerfeld
Editora: Vogais & Companhia
Lançamento: Julho 2010
Sinopse: «Num mundo de extrema beleza, a normalidade é sinónimo de imperfeição.
Num futuro não tão distante quanto isso, não há guerras, nem fome, nem pobreza. O mundo é perfeito. Todos são perfeitos. Pelo menos, depois de completarem 16 anos. Qualquer um pode ter a aparência de um supermodelo… e que mal haveria nisso?
Tally Youngblood mal pode esperar pelo seu décimo sexto aniversário, altura em que será submetida à cirurgia radical que a transformará de uma mera Imperfeita para uma deslumbrante Perfeita. Uns lábios bem delineados, um nariz proporcional, um corpo ideal… é tudo o que sempre quis. Já para não falar que uma vida de diversão num paraíso de alta tecnologia espera por si.
Mas quando a sua melhor amiga decide virar as costas a esta vida perfeita e foge, Tally descobre um lado inteiramente novo do mundo dos Perfeitos – e que, por sinal, nada tem de perfeito. É então forçada a fazer a pior escolha possível: encontrar a amiga e traí-la ou perder para sempre a possibilidade de se tornar Perfeita.
Seja qual for a sua decisão, a sua vida nunca mais será a mesma.»
Este é o primeiro volume da saga Uglies.
Título: "Desaparecidos", de Michael Grant
Editora: Planeta
Lançamento: Julho 2010
Sinopse: «E, de repente, nada! Os telemóveis deixaram de funcionar assim como os computadores e todos os outros aparelhos eléctricos e electrónicos. Sem pufs, flashes, luzes ou explosões. Nada. Mas há mais: não há nenhum adulto no perturbador universo de Desaparecidos.
Desaparecidos, do escritor norte-americano Michael Grant, é um livro inquietante sobre um mundo em que não há adultos e onde a tecnologia não funciona. A fazer lembrar Harry Potter, Stars Wars e Senhor dos Anéis, Grant estreia-se de forma auspiciosa no nosso país.
Num mundo tão diferente daquele em que vivemos, sem muitas das comodidades que deixámos de valorizar pelo facto de não conseguirmos imaginar a vida antes delas, Desaparecidos é um livro perturbante, emocionante e, acima de tudo, muito original.
Tudo começa dentro de uma sala de aula quando, num piscar de olhos, o professor desaparece. Alarmados, os alunos saem da aula em busca do professor. É então que começam a perceber que todos os adultos desapareceram. E que estranho se torna o mundo sem adultos.
Bem-vindo ao ZRJ, abreviatura de Zona Reactiva Juvenil. A aventura vai começar…»
Este é o primeiro volume da saga Desaparecidos.
Título: "Graceling - O dom de Hatsa", de Kristin Cashore
Editora: Alfaguara (Objectiva)
Lançamento: Julho 2010
Sinopse: «No universo dos Sete Reinos. Katsa é uma Graceling, um ser raro com um dom extraordinário: desde os oito anos que é capaz de matar sem recurso a qualquer arma. O rei de Middluns, tio de Katsa, força a sobrinha órfã a usar o dom ao seu serviço, encarregando-a de matar todos os que lhe criem obstáculos.
Quando conhece um estranho príncipe cujo misterioso dom poderá estar à altura do dela, enfrenta pela primeira vez a perigosa sedução dos corrompidos pelo poder, mas aprende também a ter a coragem de confiar nos outros – e em si própria.
A oportunidade de empregar o seu talento ao serviço do Bem surge quando Katsa descobre que os Sete Reinos se encontram sob a ameaça de uma força sombria, que só um acto de heroísmo poderá vencer.
Com uma escrita elegante e envolvente, e um elenco de personagens inesquecíveis, Kristin Cashore cria um universo enfeitiçante, uma aventura que desafia a própria morte, e uma belíssima história de amor.
Quem entra nos Sete Reinos já não consegue sair…»
Este é o primeiro volume da saga Sete Reinos.
Título: "As raparigas que sonhavam com ursos", de Margo Lanagan
Editora: Guerra & Paz
Lançamento: Julho 2010
Sinopse: «As Raparigas Que Sonhavam Ursos conta uma comovente história de viagens e transformações de três raparigas, que oscila entre a realidade e o mito, a natureza e a magia.
Liga vive num céu pessoal, que lhe foi dado em troca da sua vida terrena, em compensação pelo seu sofrimento enquanto adolescente. As suas duas filhas crescem, neste mundo harmonioso, protegidas da violência e dos preconceitos. No entanto, as fronteiras entre o refúgio de Liga e o lugar de onde ela tinha fugido começam a ceder…
Num romance de grande intensidade emocional, Margo Lanagan explora a maldade e a doçura e mostra a magia de viver com as duas. »
Este livro é a tradução de Tender Morsels e não é um livro para crianças. (a capa pode enganar)
Título: "Criaturas Maravilhosas", de Kami Garcia e Margaret Stohl
Editora: Gailivro
Lançamento: Setembro 2010
Sinopse: Lena Duchannes é diferente de qualquer pessoa que a pequena cidade sulista de Gatlin alguma vez conheceu. Ela luta para esconder o seu poder e uma maldição que assombra a família há gerações. Mas, mesmo entre os jardins demasiado crescidos, os pântanos lodosos e os cemitérios decrépitos do Sul esquecido, há um segredo que não pode ficar escondido para sempre.

Título: "A rapariga dos pés de vidro", de Ali Shaw
Editora: Guerra & Paz
Lançamento: Outubro 2010
Sinopse: «Ida Maclaird sofre de um mal misterioso e assustador - lentamente o seu corpo começa a transformar-se em vidro. Regressa então à Terra de Santo Hauda, onde acredita que tudo teve início, com a vaga esperança de encontrar o único homem que poderá ser capaz de curá-la.
Midas Crook é um jovem solitário, que viveu toda a vida naquelas ilhas. Quando conhece Ida, sente que há qualquer coisa naquele espírito triste e desafiador que perpassa as suas defesas emocionais. Poderá o amor de Midas impedir que Ida se transforme em vidro?
A Rapariga dos Pés de Vidro é um primeiro romance extraordinário – original, trágico e surpreendente. Na forma como explora as paisagens geladas, no íntimo das personagens e nos cenários que as rodeiam, e na forma precisa e detalhada como trabalha o universo fantástico, é possível adivinhar uma grande autora no futuro. »
Título: "Deixa-me entrar", de John Ajvide Lindqvist
Editora: Contraponto
Lançamento: -desconhecido-
Sinopse: «Oskar e Eli. De formas diferentes, são ambos vítimas. É por isso que, contra todas as probabilidades, se tornam amigos.
Oskar tem 12 anos e vive com a mãe num bairro social em Balckeberg, um subúrbio cinzento e pacato de Estocolmo. O pai desapareceu das suas vidas e ele é vítima de bullying na escola. Eli é uma rapariga misteriosa e reservada, que se muda com o pai para o apartamento ao lado. Eli não vai à escola e só sai de casa à noite. Presos cada um na sua solidão, Oskar e Eli encontram um no outro a compreensão que o mundo lhes nega. E quando o lado mais obscuro de Eli se revela, Oskar descobre o verdadeiro preço da amizade…»
Deixa-me Entrar, recentemente adaptado ao cinema por Tomas Alfredson, na Suécia, e que terá também uma adaptação norte-americana dirigida por Matt Reeves (Cloverfield), a estrear nos EUA a 1 de Outubro.
Ou seja, demasiados títulos que quero e pouco dinheiro para os comprar. Porque é que os livros em Portugal são tão caros?
Título: "O Demónio Branco", de Fábio Ventura
Editora: Casa das Letras
Lançamento: Setembro 2010
Sinopse: «As coisas mudaram desde a derradeira separação entre a Terra e Orbias há um ano atrás. Noemi é agora uma estagiária na redacção de uma revista em Grand City. Leva uma vida solitária e mantém pouco contacto com Adam e Lorelei. Mas enquanto se esforça para esquecer todos os trágicos acontecimentos do passado, o inesperado acontece: os seus poderes de Omnisciência regressam e volta a transformar-se em Guerreira. Para piorar a situação, está constantemente a ver o rosto de Sebastian e a sentir o seu perfume.
Será que afinal os mundos não foram definitivamente separados? Será possível o regresso a Orbias, para junto das outras Guerreiras? Na sua loucura obsessiva, Noemi convence-se a si própria de uma coisa: Sebastian está vivo!»
Este livro é a continuação da saga Orbias (opinião aqui).
Título: "Beijo Gelado", de Richelle Mead
Editora: Contraponto
Lançamento: Maio 2010
Sinopse: «Rose Hathaway não está a atravessar uma boa fase: o seu deslumbrante mentor Dimitri parece gostar de outra pessoa e em contrapartida o seu amigo Mason tem um fascínio enorme por ela. Para piorar a situação, Rose não consegue quebrar a ligação mental com a sua melhor amiga, Lissa, mesmo quando esta está com o namorado, Christian.
Entretanto, perante a iminência de um ataque Strigoi, a Academia de São Vladimir decide tornar a viagem anual de esqui obrigatória a todos os alunos e juntar os guardiães, inclusive a lendária Janine Hathaway – a ausente mãe de Rose.
Iludidos pela falsa segurança da paisagem cintilante e elegante do Idaho e na ânsia de vingar as vítimas dos últimos ataques dos Strigoi, três estudantes resolvem fugir para tentar encontrar e exterminar sozinhos um perigoso grupo de assassinos. Rose vê-se então obrigada a associar-se a Christian para os salvar, só que desta vez a jovem irá sujeitar-se a perigos que nunca imaginou ter de enfrentar.»
Este livro é a continuação da saga Academia de Vampiros (opinião aqui).
Título: "Imperfeitos", de Scott Westerfeld
Editora: Vogais & Companhia
Lançamento: Julho 2010
Sinopse: «Num mundo de extrema beleza, a normalidade é sinónimo de imperfeição.
Num futuro não tão distante quanto isso, não há guerras, nem fome, nem pobreza. O mundo é perfeito. Todos são perfeitos. Pelo menos, depois de completarem 16 anos. Qualquer um pode ter a aparência de um supermodelo… e que mal haveria nisso?
Tally Youngblood mal pode esperar pelo seu décimo sexto aniversário, altura em que será submetida à cirurgia radical que a transformará de uma mera Imperfeita para uma deslumbrante Perfeita. Uns lábios bem delineados, um nariz proporcional, um corpo ideal… é tudo o que sempre quis. Já para não falar que uma vida de diversão num paraíso de alta tecnologia espera por si.
Mas quando a sua melhor amiga decide virar as costas a esta vida perfeita e foge, Tally descobre um lado inteiramente novo do mundo dos Perfeitos – e que, por sinal, nada tem de perfeito. É então forçada a fazer a pior escolha possível: encontrar a amiga e traí-la ou perder para sempre a possibilidade de se tornar Perfeita.
Seja qual for a sua decisão, a sua vida nunca mais será a mesma.»
Este é o primeiro volume da saga Uglies.
Título: "Desaparecidos", de Michael GrantEditora: Planeta
Lançamento: Julho 2010
Sinopse: «E, de repente, nada! Os telemóveis deixaram de funcionar assim como os computadores e todos os outros aparelhos eléctricos e electrónicos. Sem pufs, flashes, luzes ou explosões. Nada. Mas há mais: não há nenhum adulto no perturbador universo de Desaparecidos.
Desaparecidos, do escritor norte-americano Michael Grant, é um livro inquietante sobre um mundo em que não há adultos e onde a tecnologia não funciona. A fazer lembrar Harry Potter, Stars Wars e Senhor dos Anéis, Grant estreia-se de forma auspiciosa no nosso país.
Num mundo tão diferente daquele em que vivemos, sem muitas das comodidades que deixámos de valorizar pelo facto de não conseguirmos imaginar a vida antes delas, Desaparecidos é um livro perturbante, emocionante e, acima de tudo, muito original.
Tudo começa dentro de uma sala de aula quando, num piscar de olhos, o professor desaparece. Alarmados, os alunos saem da aula em busca do professor. É então que começam a perceber que todos os adultos desapareceram. E que estranho se torna o mundo sem adultos.
Bem-vindo ao ZRJ, abreviatura de Zona Reactiva Juvenil. A aventura vai começar…»
Este é o primeiro volume da saga Desaparecidos.
Título: "Graceling - O dom de Hatsa", de Kristin CashoreEditora: Alfaguara (Objectiva)
Lançamento: Julho 2010
Sinopse: «No universo dos Sete Reinos. Katsa é uma Graceling, um ser raro com um dom extraordinário: desde os oito anos que é capaz de matar sem recurso a qualquer arma. O rei de Middluns, tio de Katsa, força a sobrinha órfã a usar o dom ao seu serviço, encarregando-a de matar todos os que lhe criem obstáculos.
Quando conhece um estranho príncipe cujo misterioso dom poderá estar à altura do dela, enfrenta pela primeira vez a perigosa sedução dos corrompidos pelo poder, mas aprende também a ter a coragem de confiar nos outros – e em si própria.
A oportunidade de empregar o seu talento ao serviço do Bem surge quando Katsa descobre que os Sete Reinos se encontram sob a ameaça de uma força sombria, que só um acto de heroísmo poderá vencer.
Com uma escrita elegante e envolvente, e um elenco de personagens inesquecíveis, Kristin Cashore cria um universo enfeitiçante, uma aventura que desafia a própria morte, e uma belíssima história de amor.
Quem entra nos Sete Reinos já não consegue sair…»
Este é o primeiro volume da saga Sete Reinos.
Título: "As raparigas que sonhavam com ursos", de Margo LanaganEditora: Guerra & Paz
Lançamento: Julho 2010
Sinopse: «As Raparigas Que Sonhavam Ursos conta uma comovente história de viagens e transformações de três raparigas, que oscila entre a realidade e o mito, a natureza e a magia.
Liga vive num céu pessoal, que lhe foi dado em troca da sua vida terrena, em compensação pelo seu sofrimento enquanto adolescente. As suas duas filhas crescem, neste mundo harmonioso, protegidas da violência e dos preconceitos. No entanto, as fronteiras entre o refúgio de Liga e o lugar de onde ela tinha fugido começam a ceder…
Num romance de grande intensidade emocional, Margo Lanagan explora a maldade e a doçura e mostra a magia de viver com as duas. »
Este livro é a tradução de Tender Morsels e não é um livro para crianças. (a capa pode enganar)
Título: "Criaturas Maravilhosas", de Kami Garcia e Margaret StohlEditora: Gailivro
Lançamento: Setembro 2010
Sinopse: Lena Duchannes é diferente de qualquer pessoa que a pequena cidade sulista de Gatlin alguma vez conheceu. Ela luta para esconder o seu poder e uma maldição que assombra a família há gerações. Mas, mesmo entre os jardins demasiado crescidos, os pântanos lodosos e os cemitérios decrépitos do Sul esquecido, há um segredo que não pode ficar escondido para sempre.
Ethan Wate, que conta os meses para poder fugir de Gatlin, é assombrado por sonhos de uma bela rapariga que ele nunca conheceu. Quando Lena se muda para a mais infame plantação da cidade, Ethan é inexplicavelmente atraído por ela e sente-se determinado a descobrir a misteriosa ligação que existe entre eles.
Numa cidade onde nada acontece, um segredo poderá mudar tudo.

Título: "A rapariga dos pés de vidro", de Ali Shaw
Editora: Guerra & Paz
Lançamento: Outubro 2010
Sinopse: «Ida Maclaird sofre de um mal misterioso e assustador - lentamente o seu corpo começa a transformar-se em vidro. Regressa então à Terra de Santo Hauda, onde acredita que tudo teve início, com a vaga esperança de encontrar o único homem que poderá ser capaz de curá-la.
Midas Crook é um jovem solitário, que viveu toda a vida naquelas ilhas. Quando conhece Ida, sente que há qualquer coisa naquele espírito triste e desafiador que perpassa as suas defesas emocionais. Poderá o amor de Midas impedir que Ida se transforme em vidro?
A Rapariga dos Pés de Vidro é um primeiro romance extraordinário – original, trágico e surpreendente. Na forma como explora as paisagens geladas, no íntimo das personagens e nos cenários que as rodeiam, e na forma precisa e detalhada como trabalha o universo fantástico, é possível adivinhar uma grande autora no futuro. »
Título: "Deixa-me entrar", de John Ajvide Lindqvist
Editora: Contraponto
Lançamento: -desconhecido-
Sinopse: «Oskar e Eli. De formas diferentes, são ambos vítimas. É por isso que, contra todas as probabilidades, se tornam amigos.
Oskar tem 12 anos e vive com a mãe num bairro social em Balckeberg, um subúrbio cinzento e pacato de Estocolmo. O pai desapareceu das suas vidas e ele é vítima de bullying na escola. Eli é uma rapariga misteriosa e reservada, que se muda com o pai para o apartamento ao lado. Eli não vai à escola e só sai de casa à noite. Presos cada um na sua solidão, Oskar e Eli encontram um no outro a compreensão que o mundo lhes nega. E quando o lado mais obscuro de Eli se revela, Oskar descobre o verdadeiro preço da amizade…»
Deixa-me Entrar, recentemente adaptado ao cinema por Tomas Alfredson, na Suécia, e que terá também uma adaptação norte-americana dirigida por Matt Reeves (Cloverfield), a estrear nos EUA a 1 de Outubro.
Ou seja, demasiados títulos que quero e pouco dinheiro para os comprar. Porque é que os livros em Portugal são tão caros?
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Scott Westerfeld
terça-feira, 2 de março de 2010
Lançamentos 02
Mais alguns lançamentos que aguardo com expectativa:
Do autor de Parasite Positive, da saga Uglies, Leviathan, entre outros, sobre os quais já ouvi grandes coisas, a Vogais & Companhia, vai lançar os três volumes da saga Midnighters, em três meses consecutivos. Uma excelente aposta, que pretendo acompanhar (e possivelmente comprar) com gosto. Quem sabe um pack com um preço atencioso não se segue a isto? (fica a ideia)
Os três livros da saga Midnighters, do escritor Scott Westerfeld são:
A hora Secreta (lançamento em Março)
No Limiar das Trevas (lançamento em Abril)
Meio-dia Azul (lançamento em Maio)
E aqui fica o trailer, para aguçar a curiosidade:

Outro livro que quero ler é o recentemente lançado Se eu ficar, de Gayle Forman, editado pela Editorial Presença, a um preço convidativo por ser considerado juvenil). Podem ler um excerto aqui.
Os livros que devoraram o meu Pai de Afonso Cruz, parece ser um excelente livro, com um título que dá vontade de ler. Lançado pela Caminho.

O primeiro volume da colecção Мир (Antagonista), contando com duas histórias, numa edição dupla: o Pela sombra morrerão de Carla Ribeiro, e O Golfinho de Júpiter de Mary Rosenblum.
O braço esquerdo de Deus de Paul Hoffman, que me cativa pela capa e pela premissa (Porto Editora). Também podem ler o primeiro capítulo da obra no site oficial do livro, aqui.
Trailer:


O Precious - a força de uma mulher, de Sapphire que inspirou o filme muito aplaudido, que estreou este ano. O livro é lançado pela Objectiva.
O rapaz que falava com o Diabo, de Justin Evans, editado também pela Presença, é outro título que me intriga, e que tem também um booktrailer muito curioso.
Para já são estes, e não são poucos.
Do autor de Parasite Positive, da saga Uglies, Leviathan, entre outros, sobre os quais já ouvi grandes coisas, a Vogais & Companhia, vai lançar os três volumes da saga Midnighters, em três meses consecutivos. Uma excelente aposta, que pretendo acompanhar (e possivelmente comprar) com gosto. Quem sabe um pack com um preço atencioso não se segue a isto? (fica a ideia)Os três livros da saga Midnighters, do escritor Scott Westerfeld são:
A hora Secreta (lançamento em Março)
No Limiar das Trevas (lançamento em Abril)
Meio-dia Azul (lançamento em Maio)
E aqui fica o trailer, para aguçar a curiosidade:

Outro livro que quero ler é o recentemente lançado Se eu ficar, de Gayle Forman, editado pela Editorial Presença, a um preço convidativo por ser considerado juvenil). Podem ler um excerto aqui.
Os livros que devoraram o meu Pai de Afonso Cruz, parece ser um excelente livro, com um título que dá vontade de ler. Lançado pela Caminho.O primeiro volume da colecção Мир (Antagonista), contando com duas histórias, numa edição dupla: o Pela sombra morrerão de Carla Ribeiro, e O Golfinho de Júpiter de Mary Rosenblum.
O braço esquerdo de Deus de Paul Hoffman, que me cativa pela capa e pela premissa (Porto Editora). Também podem ler o primeiro capítulo da obra no site oficial do livro, aqui.
Trailer:


O Precious - a força de uma mulher, de Sapphire que inspirou o filme muito aplaudido, que estreou este ano. O livro é lançado pela Objectiva.
O rapaz que falava com o Diabo, de Justin Evans, editado também pela Presença, é outro título que me intriga, e que tem também um booktrailer muito curioso.
Para já são estes, e não são poucos.
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Mary Rosenblum,
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