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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Storm Front

"Storm Front (The Dresde Files 1)", de Jim Butcher (ainda não publicado em Portugal)
Sugestão para leitura do mês (Janeiro) no grupo “Urban Fantasy”.

Sinopse:

Harry Dresden — Feiticeiro
Encontra objectos perdidos. Investiga o paranormal. Faz consultas. Aconselha. Preços convidativos. Não faz poções de amor, carteiras sem fundo, festas, ou outro tipo de entretenimento.

Harry Dresden é o melhor naquilo que faz. Bem, tecnicamente, ele é o único a fazer o que faz. Por isso quando a polícia de  Chicago tem um caso que ultrapassa a capacidade e criatividade dos mortais, eles vem ter com ele à procura de respostas. Porque o mundo está cheio de coisas estranhas e mágicas, e a maioria não se dá bem com os humanos. É aí que entra o Harry. É preciso um feiticeiro para tratar dos ... bem, do que quer que sejam.


Opinião:
Depois de ler o pequeno conto (Restoration of Faith) que antecede este volume (cronologicamente), tinha grandes expectativas em relação a este livro.
O Harry Dresden continuou a ser um protagonsita muito interessante e coeso. A história estava recheada de bom humor, nos momentos certos, de acção, em doses muito satisfatórias, e muito paranormal à mistura, asssim como alguns mistérios, embora este não tenha sido o ponto mais forte do livro.
O pior do livro foram as extensas descrições das personagens. Do seu físico e do seu guarda-roupas. Eu sou das que gosta de se deixar levar pela imaginação. Dêem-me um esboço, que eu termino o desenho, sim? Outro ponto menos bom, que nem por isso é muito mau, é o facto de haver tanta gente que dá tareia ao Harry. Quero dizer, não é suposto ele ser um feiticeiro todo forte e coisa e tal? É que com tanta porrada, eu fiquei na dúvida. Mas como disse, isto não é mau de todo, porque serviu de plataforma a algumas das boas cenas de acção do livro. E acreditem que foram muitas.

Este não foi certamente um livro que me deixou sem fôlego, mas serviu bem o seu propósito. Entreteve, deixou-me bastante interessada nos seguintes volumes da saga, deu-me a conhecer um role de personagens muito promissoras e fez-me rir alto várias vezes.
Não me posso queixar, pois terminei o livro com a sensação que me tinha divertido.

E para finalisar, aqui ficam dois trechos que me deixaram a rir que nem uma doida:

«Maybe it would turn up something helpful, some kind of clue to help lead me and the police to the murderer. And maybe dragons would fly out my butt. But I had to try.»

Esta fez-me rebolar a rir, porque, no momento em que foi dito, o Dresden estava totalmente nu:
«Set the stick down and put your hands up.»
Para quem não sabe, o Dresden é um feiticeiro e por isso anda sempre com o seu bastão (stick) atrás, mas juro que essa não foi a primeira coisa que me passou pela cabeça, especialmente quando alguns minutos antes, a Susan tinha estado mais que contente em excitar (sim leram bem) o Harry.


Nota: Este é o segundo livro que vou submeter como sendo para o Desafio Thriller & Suspense, já que se insere o género.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Os Jogos da Fome

"Os Jogos da Fome (Livro 1)" de Suzanne Collins (Editorial Presença)
Sugestão para leitura do mês (Janeiro) no grupo “The Next Best Book”.

Sinopse:
Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espectáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um acto de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade? Um enredo surpreendente e personagens inesquecíveis elevam este romance de estreia da trilogia Os Jogos da Fome às mais altas esferas da ficção científica.


Opinião: 
Foi esta noite, quase às quatro da manhã, que terminei este livro. E isto porque o livro é tão viciante, mas tão viciante, que não conseguia pousá-lo até o terminar, mesmo sabendo que hoje seria segunda-feira. Já no sábado tinha ficado até às cinco da madrugada a digerir quase cem págnas, porque não conseguia parar de ler.
Dito isto, é bastante óbvio que gostei muito do livro. Confesso que a premissa não era a mais original, sendo impossível não compará-la com o Battle Royale, mas a partir de um certo momento, tornou--se tão empolgante que era impossível pousar o livro sem se ficar a pensar no que iria acontecer a seguir.
Não vou dizer que o fim foi totalmente inesperado, pois adivinhei-o com uma certa antecedência, mas mesmo assim não deixou de ser soberbo.
A crueldade da história, a corrupção e a manipulação que o governo exerce sobre o povo, onde uns esbanjam riqueza, outros morrem de fome, aliado a personagens fortes e uma protagonista que sabe o que quer e o que tem de fazer para o conseguir, mas também é muito humana, fazem deste livro uma delícia que recomendo a toda a gente.
O facto de nunca termos a certeza se uma ou outra personagem é amiga ou inimiga, de sabermos quando vai ser o próximo ataque, tudo isso aliado ao carácter extraordinário, e ainda assim, cheio de falhas, da Katniss, fez com que a adorasse, sem nunca esquecer que estavamos a falar de uma adolescente, que agia como tal, e que por isso justificava alguns dos seus momentos menos brilhantes.
O Peeta (nome muito estranho e que vai criar sérias confusões quando o filme for lançado em Portugal)  também foi uma personagem fabulosa, pois a Katniss conseguiu transmitir muito bem as dúvidas e receios que tinha em relação a ele, fazendo com que duvidassemos dele até ao fim, mesmo depois de tudo o que ele fez por ela.
Os pontos "menos bons" do livro foram muito poucos e passíveis de serem ignorados, já que advém da idade de algumas personagens, o que faz com que certas coisas sejam irritantes, mas comprrensíveis.

Em suma, foi um livro excelente, que não é nenhuma obra-rima, mas que entretém, e muito. Um excelente livro que dá gosto, que nos deixa intrigados e na expectativa. Só espero que no próximo livro explorem mais o Capitólio, os rebeldes, e os relacionamentos da Katniss, que começaram a aquecer no final.
Recomendado!

Tradução de Jaime Araújo
Capa (Ilustração) de Tim O'Brien



Nota: Este é o primeiro livro que vou submeter como sendo para o Desafio Thriller & Suspense, já que se insere o género.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Orbias – As Guerreiras da Deusa

“Orbias – As Guerreiras da Deusa (Orbias 1)“, de Fábio Ventura (Casa das Letras)
Leitura conjunta do My imaginarium

Sinopse:
Quem disse que as raparigas não conseguiam ser sensuais e fortes ao mesmo tempo?
Noemi é fã de cinema e séries de acção e aventura. Mas nunca imaginou que ela própria faria o papel de uma dessas personagens que de um momento para o outro vêem a sua vida normal dá uma volta de 180 graus. De uma forma pouco ortodoxa, descobre que é um Anjo, uma Guerreira ancestral renascida e que, numa dimensão paralela à da Terra, existe um mundo mágico regido por uma Deusa – Orbias.
Mas Noemi não terá apenas de lidar com os seus novos poderes e responsabilidades. Terá também de se confrontar com os perigos e emoções aos quais não estava habituada, especialmente um sentimento em relação a Sebastian, um orbiano sedutor… Conseguirá ela superar a sua fragilidade e conflitos interiores para salvar os dois mundos da destruição?

Opinião:

A narrativa começa de forma interessante e no compasso certo. Ao princípio, achei que a Noemi era (estranhamente) parecida comigo, uma ideia que se foi dissipando rapidamente. Começamos com duas raparigas a serem atacadas, praticamente em simultâneo, por duas figuras misteriosas. No meio desse ataque, elas transformam-se, uma em Anjo e outra em Sereia, e é isto que dá início às aventuras das guerreiras. E os problemas começam aqui. As lutas parecem estranhas e pouco “urgentes” e depois de ouvirem as explicações sobre “Orbias”, elas aceitam tudo demasiado bem, demasiado depresa. As dúvidas que têm, dissipam-se demasiado rápido e isso pareceu-me falso, especialmente tendo em conta que nenhuma das duas é especialmente corajosa.
E já agora, não é coincidência a mais que, num mundo tão vasto como o nosso, e de entre 6+4 pessoas especiais 3 delas estejam na mesma cidade? Já sem falar da Riddel e do Richart, que segundo me parece também estavam na mesma cidade. Isso significaria que, dos 10, 5 estavam na mesma cidade que a sede dos inimigos. Ah! E já me esquecia da Eva. Já lá vão 6. Muita coincidência. Isto em contraste com as viagens que elas fizeram em Orbias para descobrir os restantes, parece demasiada coincidência.
Outra das coisas que me deixou algo “irritada” foi o facto de os humanos, na lenda, serem descritos como vis, levados pela ganância, enquanto os orbianos eram bons, puros e só queriam “paz”. Não acredito nesse tipo de divisões e ainda bem que no resto do livro vemos que ambos povos são ganânciosos.

Pontos fortes do livro:
- As descrições de “Orbias” e mesmo da Terra. Quase que conseguimos ver o cenário, as paisagens, as pessoas.
- As personagens secundárias, que as guerreiras encontram nas suas viagens. A Marzanna, a Senhora do Tempo, a Imperatriz dos mares, essas personagens acabam por ficar na memória, mas é estranho que pareçam mais interessantes que as principais.
- Os trocadilhos, os jogos mentais e as reviravoltas que vão ocurrendo são bem aproveitados, especialmente o facto de nunca sabermos ao certo quem são os inimigos e os aliados. Também gostei da ideia da “caixa de ferro”, que foi muito bem aproveitada.
- Toda a invenção do mundo Orbiano, do Deus e da Deusa, da magia e das lendas, foi bem aproveitada e bem exposta aos leitores.

A escrita das primeiras 100 páginas foi mais juvenil, mas a partir daí amadureceu e tornou-se bastante agradável, só que no final do livro, voltou a ficar pior que no início. Sem genica, sem suspense, sem nada que tornasse a batalha final especialmente memorável. Poderia ter sido um momento alto, mas acabou por ser apenas normal.
Gostei muito do “pós-guerra”, que é como quem diz, gostei da forma como amarraram as pontas da história e como a Noemi reagiu. Sofreu, e isso viu-se, mas soube erguer a cabeça e seguir em frente, algo de louvar na personagem dela, que evoluiu bastante ao longo da narrativa.

E depois vieram aquelas últimas páginas.
Sinceramente, acho que eram totalmente desnecessárias.
Parece que só lá estão, para atiçar a curiosidade quanto ao próximo volume, mas a ideia que me dá é que, o autor escreveu isto como um livro único, e depois chegou ao fim, com tudo prontinho, e alguém lhe disse “Faz uma sequela” e ele, de forma a arranjar forma de justificar outro livro, escreveu aquele capítulo, que é surpreende, verdade!, mas que parece falso e totalmente desnecessário.
Na minha humilde opinião, este livro funcionaria perfeitamente sozinho, e embora até goste da nova Noemi (tenho umas boas teorias sobre o que se passou, mas não vou revelar) ela não está ali a fazer nada.

Em suma, gostei da história, do mundo, das crenças, do uso inteligente de “personalidades” portuguesas na história (muito subtil), das personagens, que agiam todas de forma infantil (não posso olhar para elas como adultas), das reviravoltas narrativas e da escrita (na maioria do tempo), mas, não gostei do facto de as personagens, supostamente adultas, serem imaturas; das lutas que, na sua maioria, não tem adrenalina, dos relacionamentos amorosos que pareceram algo forçados (embora no final já estivessem mais coesos), e do final, que era desnecessário.

É uma leitura interessante e compulsiva, mas que peca por falta de maturidade, tanto nas personagens, como nos relacionamentos. Nem os vilões se salvaram.

Noutro ponto, só depois de ler as primeiras 100 páginas é que percebi quão certeiro está o book trailer do livro. Excelente interpretação!


Primeiramente publicado no Caneta, Papel e Lápis (2009/12/16).

Halfway to the grave

“Halfway to the grave (Night Huntress 1)” de Jeaniene Frost (ainda não publicado em Portugal)
Sugestão para leitura do mês (Agosto) no grupo “Who’s your author”.


Sinopse:
Catherine Crawfiel, uma meia-vampira, persegue os mortos-vivos por vingança, esperando encontrar o seu pai - o responsável por arruinar a vida da sua mãe. Isto até que é capturada por Bones, um vampiro caça-cabeças.

Opinião:

Este é um daqueles livros que se lê muito bem nas tardes de Verão, embora eu estivesse longe de estar na praia a apanhar banhos de sol enquanto lia isto.
Um romance de fantasia urbana, um dos géneros com o qual não estou muito familiarizada, mas que tem chamado a minha atenção nos últimos meses, muito graças à sua popularidade nos EUA. Cá em Portugal a fantasia urbana não tem muita expressão, ainda. Esperemos que este cenário mude (pode ser um dos benefícios da febre do “Crepúsculo”). Com sorte não teremos só “vampiros” e poderemos ver as outras vertentes deste género tão vasto.
Mas voltemos ao assunto principal, porque na verdade este é um desses livros sobre vampiros e seria depreciativo estar a falar mal do género nesta altura.
A leitura, como já disse, é fácil. Não demasiado fácil (como uma certa saga que anda na boca de todos), mas o suficiente para eu não me perder (li em Inglês). A narrativa não se arrasta e a acção é rápida, fluída e compassa o leitor na sua velocidade frenética.
As personagens são interessantes, cada qual tendo o seu passado, as suas origens, os seus traumas e os seus objectivos. Não é segredo que gostei do Bones (ele é muito sexy), mas isso não é para aqui chamado.
A história é interessante, se bem que algo previsível. Gostei do tema central, sobre o tráfico humano, se bem com um twist no campo vampírico.
E há que adorar o primeiro encontro entre a Cat e o Bones (não estou a falar da primeira “date” mas essa também foi memorável). Ele não a poupou e deu-lhe tareia até ela cair inconsciente. Por isso é que o Bones me chamou a atenção (e eu sou contra a violência).
Tendo dito isto posso afirmar que é um bom livro. Não aborrece, mas ao mesmo tempo fiquei com a sensação que poderia ter sido um pouco mais.
O relacionamento entre a Cat e o Bones pareceu-me mais uma espécie de “tensão sexual” do que amor puro (não que isto seja mau). Simplesmente não senti aquela faísca. Havia muito desejo, muita química, mas não ao ponto de chegar a ser arrebatador (a menos que partir mobília conte para a equação).
De resto a história foi bem aproveitada.
Havia uns diálogos clichés e uns momentos que pareciam saídos de um filme de Hollywwod, mas eu achei essas ocasiões mais divertidas do que aborrecidas.
Houveram no entanto umas coisas que me deixaram de ‘cabelos em pé‘, e não no sentido de me meterem medo.
Não gostei do facto de a Cat e o Bones terem sexo sempre depois de alguém próximo deles morrer. É pá! Parecia que o faziam como “serviço funerário” ou coisa do género. É que foi sempre! Não uma, não duas, mas três vezes.
Percebem porque digo que havia muita tensão sexual entre os dois?
É claro que eles não tiveram sexo só essas três vezes, mas eu ficava parva sempre que alguém morria e lá iam eles, consolarem-se. Posso ser só eu, mas acho uma falta de respeito pelos defuntos.
Outra coisa que me deixou um pouco de pé trás foi o comportamento da Cat no fim do livro. Esqueçam o modo Kamikaze, mas a forma como ela tratou a mãe, depois de andar o livro todo a dizer que a amava e que a compreendia, soou falso e forçado. Ela, melhor do que ninguém, devia perceber porque a mãe reagiu daquela forma.
Bem, mas para além disto foi uma leitura satisfatória e trouxe umas novidades inteligentes e diferentes ao mito vampírico. Não saio daqui defraudada. Foi o que esperava que fosse e isso é bom, para variar.
 
P.S.: No site da autora há, para leitura online, uma espécie de prólogo do livro (o capítulo 1 original) que explica como a Cat se iniciou nestas andanças. É um bom complemento à leitura deste livro.

Primeiramente publicado no Caneta, Papel e Lápis (2009/08/26).

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