Depois de uma longa pausa, o A Vida aos Quadradinhos volta com um apanhado do primeiro trimestres deste ano (e preparem-se que vai ser longo). Espero que descubram muitas BDs e Mangas interessantes. E se tiverem sugestões, deixem-nas num comentário. :)
"A Pior Banda do Mundo (1 a 3 - volume 1)", de José Carlos Fernandes
Esta leitura surgiu no seguimento do primeiro encontro do Clube de Leitura de Braga - BD.
Há uns bons anos atrás, quando a Devir estava no seu auge de publicações, soube do lançamento do primeiro número de A Pior Banda do Mundo e, apesar de curiosa pelo seu conteúdo, esta BD nunca me veio parar às mãos. O tempo foi passando e só agora, com o relançamento em volumes de capa-dura, é que a oportunidade ressurgiu.
A Pior Banda do Mundo conta várias histórias, contidas em duas pranchas cada. As personagens são múltiplas mas repetem-se, por vezes, em histórias distintas. Tentar fixá-las pelo nome é difícil, mas pelas suas personalidades e manias já é mais fácil.
O melhor destas pequenas grandes histórias de duas páginas é que todas são críticas socias e, de certa forma, bem actuais, conseguindo pôr o dedo na ferida. Algumas são mesmo fascinantes e ficamos a pensar nelas durante uns tempos.
Uma pequena lista das minhas favoritas: O Triunfo da Entropia, As preocupações Metafísicas, O Condensador de Livros, A Última Palavra, As Estatísticas Vitais, O Lexicógrafo Implacável, Escola Superior de Faláca e Diletância, A Escrita Criativa, entre outros.
Passando então à arte propriamente dita, ou não se tratasse isto de uma banda desenhada, o que mais gostei foi a palete de cores, os tons sépia que dão mais vida às vinhetas. Por outro lado, o que menos gostei foi da inexpressividade das personagens, cujos rostos não transmitiam quaisquer emoções, salvas raríssimos casos. E, se por uma lado, isto é compreensível pela melancolia da própria história, acabava por tornar difícil distinguir as personagens pelos seus traços desenhados e não lhes percebíamos as intenções e ideias senão pelas palavras.
Em suma, gostei dos três volumes, em especial do segundo ( O Museu Nacional do Acessório e do Irrelevante) e espero em breve ler os restantes três.
"You Can't Disappear from Me - Vol. 1 a 4 (Boku kara Kimi ga Kienai)", de Saki Aikawa
Este manga cai no erro de usar demasiados clichés , especialmente na última metade. Tem boas personagens e uma excelente química entre o casalinho principal, assim como uma arte apelativa, no entanto a história não acompanhou essa qualidade, o que foi uma pena.
Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.
"The Circumstances of Our Strange Love (Boku to Watashi no Henai Jijou), de Shiro Amano
Este manga é pura diversão! Os personagens são adoráveis, o romance é super-fofo e o final é perfeito. Curtinho mas bom!
Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.
"Undead", de Kazurou Inoue
Conhecendo já vários dos trabalhos deste mangaka, eu esperava algo mais. Undead tem algumas cenas engraçadas e a premissa é interessante, mas as histórias não são muito boas e não me consegui ligar a nenhuma das personagens em especial, tirando na primeira história.
Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.
"X-Men: Days of Future Past", de Chris Claremont e John Byrne
A razão porque esta é uma história clássica do Universo Marvel é óbvia, ou não fossem as repercursões enormes, no entanto custou-me muito a adaptar ao estilo comic dos anos 80, com diálogos e balões super-descritivos e repetitivos. E o mais engraçado é que mais de metade do álbum nem sequer é sobre o "Days of Future Past", mas até gostei mais da aventura no Canadá, com o regresso do Wendigo.
Foi bom conhecer esta história em BD, mas continuo a preferir a aventura no Wolverine: Dias de um Futuro Passado (publicado pela Devir no Wolverine 8 e 9, em 2000).
“I Kill Giants – Eu mato Gigantes”, de Joe Kelly e JM (Kingpin Books)
Eu Mato Gigantes conta-nos a história de uma rapariga que, a princípio, pode parecer muito estranha: Usa orelhas de animais na cabeça, não tem amigos, passa muito tempo debaixo da mesa, recusa-se a subir ao primeiro andar de sua casa, e diz-se caçadora de Gigantes (tem inclusive um saco onde diz guardar a sua maior arma, e este está sempre fechado).
A protagonista está belissimamente bem apresentada e a história está construída de tal forma que, apesar de não ser inesperada, a revelação sobre o que se passa no 1º andar da sua casa acaba por ser surpreendente.
Houveram, no entanto, duas coisas que não gostei no enredo: o desfazamento entre os primeiros dois capítulos e os restantes; e a violência desmedida que ocorria entre a Barbara Thorson e a sua ‘rival’ na escola. Era demais!
Fora isso, adorei tudo, desde as personagens (excepto a ‘vilã’) até à forma como a história é contada. Tem o tamanho certo e desenrola-se ao bom ritmo.
Quanto à arte, tenho opiniões divergentes. Por um lado adoro o traço nas cenas mais dinâmicas: nos combates com gigantes, na representação das coisas que a Barbara vê no mundo, e melhor ainda nas cenas de medo e terror que ela sente. Mas por outro lado acho que o traço não funciona bem nos restantes casos, ou seja, nas cenas mais normais; parece apressado e descuidado.
Por exemplo, na cena do combate com o titã, o estilo brilha. Está fenomenal! Mas na escola … bem, digamos que não causa o mesmo impacto.
Em suma, I Kill Giants – Eu mato Gigantes é uma novela gráfica com uma história com a qual é fácil nos relacionarmos, que explora bem as suas potencialidades e nos dá uma protagonista bem interessante. A arte, nas cenas de acção, está fabulosa, mas nas cenas mais corriqueiras acaba por não funcionar bem. Mas não se deixem enganar por isso, pois I Kill Giants – Eu mato Gigantes é um trabalho que merece ser lido e apreciado. Recomendo!
"Black God (Kurokami) vol. 11 a 15", de Dall-Young Lim e Sung-Woo Park
Adorei a interecção entre a Excel e a Mikami no volume 11. Outra coisa boa foi a evolução do relacionamente entre o Keita, a Kuro e a Akane. Por outro lado começa a aparecer ali um romance onde até agora este era muito frágil, por isso ainda é muito cedo para saber se gosto ou não. Uma coisa que não gostei foi do facto de mais uma rapariga ir viver com o Keita. O harem não pára de crescer e esta rapariga é especialmente irritante. Fora isso, continua a vontade de saber como isto vai terminar.
"Sword of the Dark Ones", de Yasui Kentaro e Tsukasa Kotobuki
Um bom manga de acção, com excelententes personagens e páginas duplas estonteantes. Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.
"The Wallflower (Yamato Nadeshico Shingi Henge) vol. 24 a 32), de Tomoko Hayakawa
Já há muito que esta série está demasiado cansativa e repetitiva. Testa constantemente a minha vontade de ler o final, que supostamente está tão próximo. Isto porque embora seja uma história super-engraçada, com personagens hilariantes, as piadas repetem-se até ao infinito, já tivemos pelo menos 4 Halloweens e 3 Natais desde o volume 1 e mesmo assim a autora quer-nos fazer acreditar que eles continuam todos com a mesma idade.
A verdade é que ao longo destes últimos volumes houve algum desenvolvimento das personagens mas foi tão ténue que eu estive quase para desistir. Só se aproveita 1 ou 2 capítulos por volume, o que é francamente mau. Mas eu persistirei! Quero ver o fim!
"Ressentiment vol. 4", de Kengo Hanazawa
Este manga é bastante obscuro, mas a premissa é bastante interessante: o mundo virtual sendo mais importante para o protagonista que o mundo real. A reviravolta dada no último volume é mirabolante e foi bem usada. Não posso dizer que amei a série, mas foi muito interessante e se conseguirem adaptar-se ao facto de a maiora das personagens não serem de uma beleza convencional, são capazes de dar umas boas gargalhadas, como eu fiz. O protagonista é em igual parte irritante e alguém com quem se pode empatizar facilmente, e foram realmente as personagens que fizeram o manga.
"Empowered 3", de Adam Warren
Tirando três ou quatro histórias, este volume foi bastante insignificante. A história do passado do Thugboy foi muito boa, e a da Ninjette também estava bem, assim como uma ou duas no início do volume. Mas a Emp foi a que menos desenvolvimento teve neste volume e passou o tempo quase todo em situações ridículas e repetitivas. Imagino que este volume seja de transição, porque até agora foi o mais fraco.
Mesmo assim a arte, como sempre, está absolutamente fabulosa. Linda! Tanto em cenas normais como, especialmente, as de acção. E até os capítulos arte-finalizados (coisa nova nesta BD, já que todos os desenhos são finalizados a graffite/lápis) estã muito bons.
"Três Sombras", de Cyril Pedrosa
Apesar de desconhecer por completo o trabalho deste artista, foi desde as primeiras páginas que "Três Sombras" me impressionou.
A história começa por mostrar-nos a vida corriqueira de uma pequena família que vive isolada na sua pequena quinta, na paz e harmonia do lar. Tudo isto muda quando, uma noite, três figuras surgem no horizonte e a partir daí nunca mais se afastam muito da família. As suas presenças assustam os membros da família, que se vêem impotentes perante as mesmas. E a história progride a partir daí.
E que história! Eu adorei! Fala da perda, da despedida, do amor e de como cada pessoa lida com estas coisas de forma bem diferente. A reacção da mãe é totalmente oposta à do pai e isso enriquece a história. Até mesmo as pessoas que eles vão conhecendo ao longo da viagem, para o bem e para o mal, e depois a parte final em que o pai conhece-se a si mesmo, aos seus medos e sentimentos e estes são exprimidos nas páginas de forma tão cruel. Está muito bom!
A única parte que não gostei particularmente no livro foi quando se revelou o vilão e saltamos de cena sem pré-aviso, de forma completamente abrupta e confusa. Depois a exposição do passado do 'vilão' foi um pouco extensa demais para o papel que ele teve na trama. Mas fora isso, não tenho nada a apontar.
Por seu lado a arte é lindíssima! O artista já trabalhou para os estúdios Disney e isso percebe-se na sequência de imagens, na fluidez dos desenhos e na composição geral das páginas. Este é um álbum que merece ser lido lentamente e apreciado vinheta a vinheta. Certas partes, como a no pantanal, com o velho que salva o pai e o filho, estão incrivelmente bem conseguidas, e então a cena do naufrágio ... Uau! Sem palavras! E para denotar a mestria do desenho, basta dizer (tanto quanto eu reparasse) nunca foram usados onomatopeias (sons escritos) e isso nem se notou, porque o próprio desenho evocava o som.
Um livro feito par ser visto e apreciado uma e outra vez.
Em suma, Três Sombras é uma obra magnífica, com desenhos maravilhosos e uma história tocante que resultam num álbum que vale a pena ser lido e apreciado devagarinho.
"The Waking Dead - vol. 17", de Robert Kirkman, Charlie Adlard
Há uns tempos li muitos volumes desta série de uma assentada, de tal forma que fiquei saturada e tive de fazer uma pausa bem grande. Para dizer a verdade estava convencida que nunca mais lhe iria pegar, mas recentemente decidi que ia tentar mais uma vez e ver como corria. Realmente esta BD, para mim, não pode ser consumida em grandes doses, ou corre o risco de tornar-se nociva. É pelo facto de ser tão propensa a mortes grotescas e por seguir um ciclo vicioso de: Conflito inicial, conflito extremamente violento, vitória, pequeno rescaldo de 1 ou 2 capítulos, Conflito Incial, conflito extremamente violento, vitória, pequeno rescaldo de 1 ou 2 capítulos, e por aí em diante.
Esta última história, em especial, foi difícil de engolir, talvez porque uma das minhas personagens favoritas morreu de uma forma absolutamente estúpida e desnecessariamente gráfica (mas nesta BD tudo é gráfico até ao extremo).
"Gantz - vol. 30 a 37", de Hiroya Oku
Gantz é, desde o início, um manga bastante gráfico e com uma boa dose de violência. estes últimos volumes não trouxeram grandes surpresas mas a sequência de acção está muito boa e a ligação com as personagens cresce ainda mais à medida que os capítulos vão avançando. A exploração de divindade e religião que é mostrada nos últimos volumes é bastante interessante e o efeito dos rostos de 'Deus' = Wow!
No geral gostei muito do desfecho. A arte está soberba, como já é habitual, e a batalha final foi bem conseguida. o final propriamente dito, ou melhor dizendo: o rescaldo, foi um pouco facilitado demais, mas sinceramente se fosse outro os leitores iam ficar zangados, por isso eu vou deixar passar o cliché em branco.
"Y - The Last Man - vol. 2 a 10", de Brian K. Vaughan e Pia Guerra
A premissa para esta BD é muito intrigante: uma epidemia qualquer mata todos os mamíferos machos do planeta, incluindo todos os homens. Apenas Yorick Brown sobrevive. Ele e o seu símio.
Seguir as desventuras do Yorick pelo mundo, foi uma aventura em pêras. O rapaz atraía sarilhos que era uma coisa louca.
Esta BD tem boas personagens e sabe usá-las para avançar a trama, mas ao mesmo tempo achei que, dadas as circunstâncias, as coisas estavam um pouco facilitadas em certas ocasiões.
O que realmente mais gostei de ver nesta BD foi a degradação da sociedade assim que a calamidade ocorreu. E o seu posterior regresso a um certo nível de normalidade.
Uma coisa engraçada que reparei é que, nesta BD, toda a gente que leva um tiro ou desmaia por outro motivo, acaba por falar no seu sono e dizer coisas que as outras personagens nunca descobririam de outra forma. Achei essa tática muito fraca, sinceramente.
Por outro lado o final romântico foi muito climático e estava, fracamente, excelente, mas a consequente resolução da vida das outras personagens deixou muito a desejar. No entanto depois as últimas 3/4 páginas realmente brilharam e foram perfeitas.
**
E foram estas as muitas leituras bedéfilas do primeiro trimestre de 2015. E vocês, qual foi a melhor BD que leram este ano?
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segunda-feira, 20 de abril de 2015
A Vida aos Quadradinhos - 1º Trimestre 2015
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
A Vida aos Quadradinhos - Janeiro
Porque fazer posts individuais para cada BD não me parece a melhor solução a longo prazo, tendo em conta que algumas são bastante pequenas, vou antes começar a fazer um apanhado mensal das minhas leituras em quadradinhos. Aqui incluirei Banda Desenhada de todas as partes do mundo, incluindo Manga/Manhwa/Manhua, quer seja em álbum, revista, fanzine ou mesmo webcomic. Para cada mês vou também eleger a melhor BD do mês e um pequeno top das melhores leituras.
Comecemos então pela lista de leituras, aos quadradinhos, de Janeiro:
- "The Pale Horse (cápitulo 4 a 7", de Hae-Yun Choo
Comecei a ler este manga no final do ano pssado e adorei. A arte é excelente, as personagens dão vontade de seguir a história e há mistério, magia e vida em todos os capítulos. Nestes que li em Janeiro, novas perguntas se levantam, mais personagens aparecem e a história promete.
- "Naruto (capítulo 616 e 617.)", de Masashi Kishimoto
Quase desde que comecei a ler manga (em 2002), que sigo o Naruto, uma daquelas séries que duram, duram, duram ... tipo as pilhas Duracel. Apesar de longo, para mim Naruto sempre foi uma história a seguir e a mais recente saga não é excepção. Infelizmente, para mim, os mais recentes capítulos não tiveram o impacto que certos acontecimentos deveriam ter. Houve uma morte muito significativa quem, em qualquer outro momento me teria feito chorar que nem um bebé, mas quando aconteceu, eu não senti nada. Achei que não veio no momento certo e com isso fiquei decepcionada. Depois disso, contudo, certas reviravoltas fizeram melhorar a história uma vez mais.
- "O Regresso (O Corvo 2)", de Luís Louro
Não tendo lido o primeiro volume das aventuras deste super-herói lisboeta, não me senti propriamente perdida. Os episódios deste 'herói' sucedem-se com fluidez e muita sátira, o que fez rir várias vezes, no entanto por vezes a história parecia apensa tocada à superfície. Havia tanto para explorar e a ideia que ficou foi que o autor decidiu se aventurar apenas numa ínfima parte que nem sempre era a melhor escolha. Nessa nota, achei o final um pouco absurdo mas não sei se terá a ver com algo que se tenha passado no primeiro volume.
A arte esteve bem, especialmente os cenários; senti que visitava Lisboa novamente. Por outro lado, as figuras humanas não tinham grande dinamismo o que por vezes parecia estranho. Apesar disso adorei as referências a outros vigilantes mascarados da BD. Muito bom!
- "Hard Boiled (Tomo 2)", de Frank Miller e Geoff Darrow
Fui agradavelmente surpreendida por esta BD. É uma banda desenhada excelente, tanto a nível visual como narrativo.
A arte de Geoff Darrow é simplesmente fabulosa, cheia de pequenos detalhes que me puseram a olhar par as páginas durante muito tempo, especialmente as de página dupla.
A história em si está também muito bem desenvolvida e, apesar de não ter lido o primeiro volume antes disto, não tive quaisquer problemas em seguir a trama e captar os pormenores aos poucos. Não houve lugar para info-dumps nem explicações desnecessárias, o que muito agradeci. A história, os diálogos e a arte trabalhavam em perfeita harmonia e o resultado só podia ser algo sensacional.
Daria a esta BD 5 estrelas se não fosse por um pormenor: um salto na acção, que ocorre muito perto do fim e que deixou uma lacuna no enredo, como se faltasse um pedaço.
- "XIII - O dossier Jason Fly (XIII 6)", de Jean Van Hamme e William Vance
Este foi o primeiro livro do "XIII" que li e embora não saiba bem quais eram as minhas expectativas, sei que não esperava isto.
A história não é má, de todo, mas por vezes os diálogos diziam coisas desnecessárias, coisas que a arte poderia muito bem mostrar.
A arte em si é bastante competente, gostei muito dos detalhes e do quão 'bonita' era no geral. No entanto achei que os rostos das personagens não tinham grande expressividade.
No geral foi uma leitura agradável mas pouco memorável.
- "Odemira-te nº2", Ana C. Nunes e André Oliveira e Carlos Rocha e Jackeline Atkinson e Joana Afonso e João Pinto e José Joaquim Vaz e Luís Lourenço Lopes e Luís Guerreiro e Pedro Batista e Miguel Marreiros e Paulo Alexandre Marques e Pedro Araújo de Sousa Batista e Rui Lourenço e Sofia Mota
Esta colectânea dos vencedores do Prémio BD de Odemira, contém vários trabalhos interessantes, com estilos e temáticas bem diferentes. Os meus favoritos foram:
- "Civil" de Luís Lourenço Lopes;
- "Stas Fora" de João Pinto e Miguel Marreiros;
- "Ai esta máfia, esta máfia ..." de Carlos Rocha;
- "Jornal da Pena Capital" de José Joaquim Vaz Ferreira;
- "Velha Persistência" de Joana Afonso;
- "O Guia" de Jackeline Atkinson:
- "XIII - Mystery - O Mangusto & Irina", de Xavier Dorison e Éric Corbeyran e Ralph Meyer e Philippe Berthet
Depos de ler "XIII O Dossier Jason Fly" e o ter achado apenas pouco mais que mediano, este volume foi uma muito agrdável surpresa.
A primeira história, "Mangusto" está soberba, tanto a nível de enredo como de arte. Fiquei imersa na história e nas personagens desde o início (excepto na transição presente-passado, que poderia ter sido melhor). Ao longo da história o escritor conseguiu fazer-me sentir empatia com um hitman sem escrúpulos, o que foi fascinante.
Já a história de "Irina" não foi tão excepcional, A arte é boa e funciona muito bem com a história mas o enredo não é muito forte. Não é que seja mau, no entanto não é tão bom como o de o "Mangusto". Ainda assim vale a pena ler pois tem algumas cenas muito boas, especialmente depois de a Irina se juntar ao KGB.
Uma nota final para a edição primorosa das Edições Asa em parceria com o Jornal Público.
- "Zona Nippon 1", de Ana C. Nunes e Ana Oliveira e André Lima Araújo e André Oliveira e Arsia Rozegar e Bruno Bispo e Bruno Ma e Carlos Páscoa e Catarina Guerreiro e Fil e Filipe Duarte e Gabriel Martins e Joana Varandas e João Vasco Leal e Paula Almeida e Pedro Carvalho e Rui Alex e Victor Freundt
Apesar de achar que nem todas as histórias tinham grande ligação com a arte ou os temas nipónicos, no geral este volume está muito bom. Para quem não sabe, uma história minha está também incluída, assim como uma ilustração, mas desses não falo. Hehe!
A maioria das ilustrações estavam curiosas e os trabalhos que mais gostei foram:
- "Sohei" de André Oliveira e Pedro Carvalho;
- "O Cabo (The Cable)" de Carlos Páscoa;
- "Tao" de Bruno Bispo;
- "História Silenciosa" de Filipe Duarte;
- "Nómada" de André Lima Araújo.
- "Odemira-te nº1", de Carlos Sousa Rocha, André Oliveira, David Rafael da Silva, Docuroir Rijmond, Guilherme Luís Gamito, Hugo Filipe Vedes, Idálio Loução, Joana Afonso , José Joaquim Vaz Ferreira, José Miguel Rodrigues, Luís Guerreiro, Maria João Careto, Miguel Marreiros, Paulo Jorge Vicente, Ruben Paulino Lopez, Sara Serrão
Este primeiro volume compilatório dos vencedores do Prémio de BD de Odemira não foi taõ bom como o seguinte. Tinha vários trabalhos de menor qualidade mas, ainda assim, encontrei alguns dos quais gostei particularmente:
- "O Estacionamento" de Carlos de Sousa Rocha";
"Sem Título" de Sara Serrão;
"A Flor" de Joana Afonso.
- "Zona Monstra", de Fil, Hugo Teixeira, Daniel "Pezl" Lopez, R2FL Team, Gabriel Martins, André Caetano, César Évora, JCoelho , Manuel Alves, Tiago Pimentel, Filipe Duarte, João Sousa, Locato, J.B. Martins, Rodolfo Buscaglia, Carla Rodrigues, Miguel Santos, André Oliveira, Rui Ferreira, Bruno Bispo, João Amaral, Pedro Carvalho, Vistor Freundt, Diana David, Ricardo Correia, João Raz, André Lima Araújo, Ricardo Reis
Este é possivelmente o melhor número da Zona que li até agora. Está cheio de exclentes trabalhos, tanto a nível de BD, como de ilustração e até mesmo o poema estava muito competente. Uma nota especial para a magnífica capa. As estrevistas foram um bónus interessante também.
As BDs que mais gostei foram:
- "O que é um Monstro" de André Caetano;
- "O meu namorado" de J.B. Martins e Carla Rodrigues;
- "Animália Paris Je t'aime" de André Oliveira;
- "Um por um (One by One)" de André Oliveira e Ricardo Reis;
- "O Poço (The Well)" de Locato Buscaglia e Rodolfo Buscaglia;
- "Zona Negra 2", Fil, André Adónis, Gabriel Martins, Rui Alex, Catarina Guerreiro, Pedro Carvalho, Carla Rodrigues, Locato , Adelina Menaia, Rodolfo Buscaglia, J.B. Martins, João Figueiredo, Miguel Santos, Ricardo Correia, Sónia Brochado, Diogo Campos, João Raz, André Oliveira, Véte, Miguel Gabriel, R2FL Team, Z!, Diana David, Sónia Oliveira, Manuel Alves, Carlos Páscoa, Ricardo Reis, César Évora
Apesar de não ser tão boa como outras Zona que já li, este volume vale por alguns trabalhos de boa qualidade, como sendo: "Empregado precisa-se" de J.B. Martins e Carla Rodrigues; "Bisonte Canibal" de Z!; "A Carniceira" de Carlos Páscoa; "Despertar" de Gabriel Martins e Rui Alex; "Esquizofrenia" de Locato Buscaglia e Rodolfo Buscaglia.
A capa está fabulosa! A entrevista a Manuel Alves está igualmente muito curiosa e consegui rever-me em certas coisas que ele dizia. No interior as melhores ilustrações foram as de Catarina Guerreiro e Manuel Alves.
- "Sandman - Master of Dreams 1", de Neil Gaiman, Sam Kieth, Mike Dringenberg and Malcolm Jones III
Depois de tanto ouvir falar de Sandman pela boca de entusiastas de BD de todo o mundo, finalmente peguei na banda desenhada. Infelizmente não fiquei surpreendida e cheguei mesmo a achar este primeiro fascículo um tanto ou quanto aborrecido. A ideia em si é excelente, mas a execução deixa algo a desejar. A arte é muito boa em certos momento mas noutros sobrepõem-se demasiado a si mesma e perde encanto. Vou ler mais alguns fascículos para ver se melhora mas fiquei decepcionada.
- "X-Men - A Saga da Fénix Negra", de Chris Claremont e John Byrne
Aqui está uma BD que, apesar de todas as expectativas que cirie em seu redor, não decepcionou. Desde muito nova que sou fã dos X-Men e, apesar de nos ultimos anos me ter distanciado um pouco deste universo, sempre tive muita curiosidade sobre as aventuras deste mutantes. A Saga da Fénix Negra era uma das que sempre ouvi falar mas nunca li.
A história, apesar de ser mais velha que eu, é muito consistente e cheia de reviravoltas. A arte é fabulosa, por vezes chega mesm a ser brilhante, epsecialmente se tivermos em conta quando foi feita (1980), mas o melhor de tudo é que consegue ter uma boa simbiose com o texto. Embora por vezes os diálogos pareçam estranhos, de uma forma que eu acharia má nos tempos modernos, ainda assim não foi de todo muito mau. A narração, apesar de ser muito literal, nunca foi exagerada, mesmo quando quase tentava ser poética.
O que mais gostei foi de perceber que, mesmo quem nunca tivesse tido qualquer contacto com os X-Men, poderia gostar disto e criar um elo com as personagens.
Um excelente livro de banda desenhada que só não é perfeito porque certos diálogos diziam demasiado e eram muito informativos (info-dump). Uma nota especial para a edição portuguesa e a sua introdução; um excelente trabalho!
- "Porno SuperStar (capitúlos 1 e 2)", de Nanami
Antes que me julguem só pelo título do manga, deixem-me contextualizar-vos. Eu estava no Skype, a pôr a conversa em dia, quando vejo que duas pessoas no grupo estavam a falar em Yaoi (manga que se foca na relação entre dois homem; uma relação gráfica e explícita) e no meio daquela conversa aparece um título que foi impossível ignorar: "Porno SuperStar". Fiquei de 'olhos em bico', como se costuma dizer.Mal podia acreditar que tivessem criado um manga (yaoi ou não) com um nome desses. Então, ainda no Skype, uma das pessoas desafiou a outra a ler o dito manga e eu, curiosa e metediça (que a conversa nem era para mim), fui pesquisar o manga e quando o encontrei atrevi-me a lê-lo.
Acreditem, é quase tão mau como o nome sugere. Quem já leu manga não estranhará muito as personalidades das personagens e, especialmente, quem já leu Yaoi, sabe que há quase sempre um macho bruto e um que mais poderia ser uma mulher sem 'espinha', de tão delicado que é.
Juntemos isso tudo à premissa de que o rapazinho sem 'espinha' gosta do actor porno e, num fatídico dia o vê na rua e desata a dizer (gritar, mesmo) que quer perder a virgindade com o dito cujo, e vocês fazem uma pequena ideia do que isto é.
Diálogos absolutamente surreais, coincidências que 'não lembram ao diabo' e um par de personagens que não têm ponta por onde se lhes pegue, é a receita para este manga. Admiro-me como tive paciência para ler até ao final do capítulo dois. Se querem um bom yaoi, leiam o "Seven Days" de Venio Tachibana e Rihito Takarai.
- "Gaia (Shadowdancers 60 a 81)", de Oliver Knörzer e Powree
Gosto muito deste webcomic porque tem uma história consistente, interessante, uma arte muito bonita e as personagens são muito curiosas de observar. Nas páginas mais recentes temos desenvolvimentos curiosos apesar de haver algumas cenas que estão um pouco exageradas. Estamos numa fase de transição e o que mais se vê é desenvolvimento de personagens, o que é excelente. Recomendo!
2. XIII Mystery - Mangusto e Irina
3. X-Men - A Saga da Fénix Negra
4. The Pale Horse
5. Zona Monstra
Nota: Manga é BD japonesa, Manhwa é BD coreana e Manhua é BD Chinesa. Webcomic é BD publicada na internet, normalmente de forma gratuita. Fanzines são álbuns ou revistas de BD (normalmente com trabalhos de vários autores/artistas) auto-publicados (sem ajuda de editoras).
Comecemos então pela lista de leituras, aos quadradinhos, de Janeiro:
- "The Pale Horse (cápitulo 4 a 7", de Hae-Yun ChooComecei a ler este manga no final do ano pssado e adorei. A arte é excelente, as personagens dão vontade de seguir a história e há mistério, magia e vida em todos os capítulos. Nestes que li em Janeiro, novas perguntas se levantam, mais personagens aparecem e a história promete.
- "Naruto (capítulo 616 e 617.)", de Masashi Kishimoto
Quase desde que comecei a ler manga (em 2002), que sigo o Naruto, uma daquelas séries que duram, duram, duram ... tipo as pilhas Duracel. Apesar de longo, para mim Naruto sempre foi uma história a seguir e a mais recente saga não é excepção. Infelizmente, para mim, os mais recentes capítulos não tiveram o impacto que certos acontecimentos deveriam ter. Houve uma morte muito significativa quem, em qualquer outro momento me teria feito chorar que nem um bebé, mas quando aconteceu, eu não senti nada. Achei que não veio no momento certo e com isso fiquei decepcionada. Depois disso, contudo, certas reviravoltas fizeram melhorar a história uma vez mais.- "O Regresso (O Corvo 2)", de Luís Louro
Não tendo lido o primeiro volume das aventuras deste super-herói lisboeta, não me senti propriamente perdida. Os episódios deste 'herói' sucedem-se com fluidez e muita sátira, o que fez rir várias vezes, no entanto por vezes a história parecia apensa tocada à superfície. Havia tanto para explorar e a ideia que ficou foi que o autor decidiu se aventurar apenas numa ínfima parte que nem sempre era a melhor escolha. Nessa nota, achei o final um pouco absurdo mas não sei se terá a ver com algo que se tenha passado no primeiro volume.
A arte esteve bem, especialmente os cenários; senti que visitava Lisboa novamente. Por outro lado, as figuras humanas não tinham grande dinamismo o que por vezes parecia estranho. Apesar disso adorei as referências a outros vigilantes mascarados da BD. Muito bom!
- "Hard Boiled (Tomo 2)", de Frank Miller e Geoff Darrow
Fui agradavelmente surpreendida por esta BD. É uma banda desenhada excelente, tanto a nível visual como narrativo.A arte de Geoff Darrow é simplesmente fabulosa, cheia de pequenos detalhes que me puseram a olhar par as páginas durante muito tempo, especialmente as de página dupla.
A história em si está também muito bem desenvolvida e, apesar de não ter lido o primeiro volume antes disto, não tive quaisquer problemas em seguir a trama e captar os pormenores aos poucos. Não houve lugar para info-dumps nem explicações desnecessárias, o que muito agradeci. A história, os diálogos e a arte trabalhavam em perfeita harmonia e o resultado só podia ser algo sensacional.
Daria a esta BD 5 estrelas se não fosse por um pormenor: um salto na acção, que ocorre muito perto do fim e que deixou uma lacuna no enredo, como se faltasse um pedaço.
- "XIII - O dossier Jason Fly (XIII 6)", de Jean Van Hamme e William VanceEste foi o primeiro livro do "XIII" que li e embora não saiba bem quais eram as minhas expectativas, sei que não esperava isto.
A história não é má, de todo, mas por vezes os diálogos diziam coisas desnecessárias, coisas que a arte poderia muito bem mostrar.
A arte em si é bastante competente, gostei muito dos detalhes e do quão 'bonita' era no geral. No entanto achei que os rostos das personagens não tinham grande expressividade.
No geral foi uma leitura agradável mas pouco memorável.
- "Odemira-te nº2", Ana C. Nunes e André Oliveira e Carlos Rocha e Jackeline Atkinson e Joana Afonso e João Pinto e José Joaquim Vaz e Luís Lourenço Lopes e Luís Guerreiro e Pedro Batista e Miguel Marreiros e Paulo Alexandre Marques e Pedro Araújo de Sousa Batista e Rui Lourenço e Sofia Mota
Esta colectânea dos vencedores do Prémio BD de Odemira, contém vários trabalhos interessantes, com estilos e temáticas bem diferentes. Os meus favoritos foram:
- "Civil" de Luís Lourenço Lopes;
- "Stas Fora" de João Pinto e Miguel Marreiros;
- "Ai esta máfia, esta máfia ..." de Carlos Rocha;
- "Jornal da Pena Capital" de José Joaquim Vaz Ferreira;
- "Velha Persistência" de Joana Afonso;
- "O Guia" de Jackeline Atkinson:
- "XIII - Mystery - O Mangusto & Irina", de Xavier Dorison e Éric Corbeyran e Ralph Meyer e Philippe Berthet
Depos de ler "XIII O Dossier Jason Fly" e o ter achado apenas pouco mais que mediano, este volume foi uma muito agrdável surpresa.
A primeira história, "Mangusto" está soberba, tanto a nível de enredo como de arte. Fiquei imersa na história e nas personagens desde o início (excepto na transição presente-passado, que poderia ter sido melhor). Ao longo da história o escritor conseguiu fazer-me sentir empatia com um hitman sem escrúpulos, o que foi fascinante.
Já a história de "Irina" não foi tão excepcional, A arte é boa e funciona muito bem com a história mas o enredo não é muito forte. Não é que seja mau, no entanto não é tão bom como o de o "Mangusto". Ainda assim vale a pena ler pois tem algumas cenas muito boas, especialmente depois de a Irina se juntar ao KGB.
Uma nota final para a edição primorosa das Edições Asa em parceria com o Jornal Público.
- "Zona Nippon 1", de Ana C. Nunes e Ana Oliveira e André Lima Araújo e André Oliveira e Arsia Rozegar e Bruno Bispo e Bruno Ma e Carlos Páscoa e Catarina Guerreiro e Fil e Filipe Duarte e Gabriel Martins e Joana Varandas e João Vasco Leal e Paula Almeida e Pedro Carvalho e Rui Alex e Victor Freundt
Apesar de achar que nem todas as histórias tinham grande ligação com a arte ou os temas nipónicos, no geral este volume está muito bom. Para quem não sabe, uma história minha está também incluída, assim como uma ilustração, mas desses não falo. Hehe!
A maioria das ilustrações estavam curiosas e os trabalhos que mais gostei foram:
- "Sohei" de André Oliveira e Pedro Carvalho;
- "O Cabo (The Cable)" de Carlos Páscoa;
- "Tao" de Bruno Bispo;
- "História Silenciosa" de Filipe Duarte;
- "Nómada" de André Lima Araújo.
- "Odemira-te nº1", de Carlos Sousa Rocha, André Oliveira, David Rafael da Silva, Docuroir Rijmond, Guilherme Luís Gamito, Hugo Filipe Vedes, Idálio Loução, Joana Afonso , José Joaquim Vaz Ferreira, José Miguel Rodrigues, Luís Guerreiro, Maria João Careto, Miguel Marreiros, Paulo Jorge Vicente, Ruben Paulino Lopez, Sara Serrão
Este primeiro volume compilatório dos vencedores do Prémio de BD de Odemira não foi taõ bom como o seguinte. Tinha vários trabalhos de menor qualidade mas, ainda assim, encontrei alguns dos quais gostei particularmente:
- "O Estacionamento" de Carlos de Sousa Rocha";
"Sem Título" de Sara Serrão;
"A Flor" de Joana Afonso.
- "Zona Monstra", de Fil, Hugo Teixeira, Daniel "Pezl" Lopez, R2FL Team, Gabriel Martins, André Caetano, César Évora, JCoelho , Manuel Alves, Tiago Pimentel, Filipe Duarte, João Sousa, Locato, J.B. Martins, Rodolfo Buscaglia, Carla Rodrigues, Miguel Santos, André Oliveira, Rui Ferreira, Bruno Bispo, João Amaral, Pedro Carvalho, Vistor Freundt, Diana David, Ricardo Correia, João Raz, André Lima Araújo, Ricardo ReisEste é possivelmente o melhor número da Zona que li até agora. Está cheio de exclentes trabalhos, tanto a nível de BD, como de ilustração e até mesmo o poema estava muito competente. Uma nota especial para a magnífica capa. As estrevistas foram um bónus interessante também.
As BDs que mais gostei foram:
- "O que é um Monstro" de André Caetano;
- "O meu namorado" de J.B. Martins e Carla Rodrigues;
- "Animália Paris Je t'aime" de André Oliveira;
- "Um por um (One by One)" de André Oliveira e Ricardo Reis;
- "O Poço (The Well)" de Locato Buscaglia e Rodolfo Buscaglia;
- "Zona Negra 2", Fil, André Adónis, Gabriel Martins, Rui Alex, Catarina Guerreiro, Pedro Carvalho, Carla Rodrigues, Locato , Adelina Menaia, Rodolfo Buscaglia, J.B. Martins, João Figueiredo, Miguel Santos, Ricardo Correia, Sónia Brochado, Diogo Campos, João Raz, André Oliveira, Véte, Miguel Gabriel, R2FL Team, Z!, Diana David, Sónia Oliveira, Manuel Alves, Carlos Páscoa, Ricardo Reis, César Évora
Apesar de não ser tão boa como outras Zona que já li, este volume vale por alguns trabalhos de boa qualidade, como sendo: "Empregado precisa-se" de J.B. Martins e Carla Rodrigues; "Bisonte Canibal" de Z!; "A Carniceira" de Carlos Páscoa; "Despertar" de Gabriel Martins e Rui Alex; "Esquizofrenia" de Locato Buscaglia e Rodolfo Buscaglia.
A capa está fabulosa! A entrevista a Manuel Alves está igualmente muito curiosa e consegui rever-me em certas coisas que ele dizia. No interior as melhores ilustrações foram as de Catarina Guerreiro e Manuel Alves.
- "Sandman - Master of Dreams 1", de Neil Gaiman, Sam Kieth, Mike Dringenberg and Malcolm Jones III
Depois de tanto ouvir falar de Sandman pela boca de entusiastas de BD de todo o mundo, finalmente peguei na banda desenhada. Infelizmente não fiquei surpreendida e cheguei mesmo a achar este primeiro fascículo um tanto ou quanto aborrecido. A ideia em si é excelente, mas a execução deixa algo a desejar. A arte é muito boa em certos momento mas noutros sobrepõem-se demasiado a si mesma e perde encanto. Vou ler mais alguns fascículos para ver se melhora mas fiquei decepcionada.
- "X-Men - A Saga da Fénix Negra", de Chris Claremont e John Byrne
Aqui está uma BD que, apesar de todas as expectativas que cirie em seu redor, não decepcionou. Desde muito nova que sou fã dos X-Men e, apesar de nos ultimos anos me ter distanciado um pouco deste universo, sempre tive muita curiosidade sobre as aventuras deste mutantes. A Saga da Fénix Negra era uma das que sempre ouvi falar mas nunca li. A história, apesar de ser mais velha que eu, é muito consistente e cheia de reviravoltas. A arte é fabulosa, por vezes chega mesm a ser brilhante, epsecialmente se tivermos em conta quando foi feita (1980), mas o melhor de tudo é que consegue ter uma boa simbiose com o texto. Embora por vezes os diálogos pareçam estranhos, de uma forma que eu acharia má nos tempos modernos, ainda assim não foi de todo muito mau. A narração, apesar de ser muito literal, nunca foi exagerada, mesmo quando quase tentava ser poética.
O que mais gostei foi de perceber que, mesmo quem nunca tivesse tido qualquer contacto com os X-Men, poderia gostar disto e criar um elo com as personagens.
Um excelente livro de banda desenhada que só não é perfeito porque certos diálogos diziam demasiado e eram muito informativos (info-dump). Uma nota especial para a edição portuguesa e a sua introdução; um excelente trabalho!
- "Porno SuperStar (capitúlos 1 e 2)", de Nanami
Antes que me julguem só pelo título do manga, deixem-me contextualizar-vos. Eu estava no Skype, a pôr a conversa em dia, quando vejo que duas pessoas no grupo estavam a falar em Yaoi (manga que se foca na relação entre dois homem; uma relação gráfica e explícita) e no meio daquela conversa aparece um título que foi impossível ignorar: "Porno SuperStar". Fiquei de 'olhos em bico', como se costuma dizer.Mal podia acreditar que tivessem criado um manga (yaoi ou não) com um nome desses. Então, ainda no Skype, uma das pessoas desafiou a outra a ler o dito manga e eu, curiosa e metediça (que a conversa nem era para mim), fui pesquisar o manga e quando o encontrei atrevi-me a lê-lo.Acreditem, é quase tão mau como o nome sugere. Quem já leu manga não estranhará muito as personalidades das personagens e, especialmente, quem já leu Yaoi, sabe que há quase sempre um macho bruto e um que mais poderia ser uma mulher sem 'espinha', de tão delicado que é.
Juntemos isso tudo à premissa de que o rapazinho sem 'espinha' gosta do actor porno e, num fatídico dia o vê na rua e desata a dizer (gritar, mesmo) que quer perder a virgindade com o dito cujo, e vocês fazem uma pequena ideia do que isto é.
Diálogos absolutamente surreais, coincidências que 'não lembram ao diabo' e um par de personagens que não têm ponta por onde se lhes pegue, é a receita para este manga. Admiro-me como tive paciência para ler até ao final do capítulo dois. Se querem um bom yaoi, leiam o "Seven Days" de Venio Tachibana e Rihito Takarai.- "Gaia (Shadowdancers 60 a 81)", de Oliver Knörzer e Powree
Gosto muito deste webcomic porque tem uma história consistente, interessante, uma arte muito bonita e as personagens são muito curiosas de observar. Nas páginas mais recentes temos desenvolvimentos curiosos apesar de haver algumas cenas que estão um pouco exageradas. Estamos numa fase de transição e o que mais se vê é desenvolvimento de personagens, o que é excelente. Recomendo!
Os melhores do mês foram:
1. Hard Boiled 22. XIII Mystery - Mangusto e Irina
3. X-Men - A Saga da Fénix Negra
4. The Pale Horse
5. Zona Monstra
Nota: Manga é BD japonesa, Manhwa é BD coreana e Manhua é BD Chinesa. Webcomic é BD publicada na internet, normalmente de forma gratuita. Fanzines são álbuns ou revistas de BD (normalmente com trabalhos de vários autores/artistas) auto-publicados (sem ajuda de editoras).
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