"Receitas Fantásticas", de Ana Ferreira, Carina Portugal, Carlos Silva, Sara Farinha e Mogu-Mogu chan (Fantasy & Co - ebook gratuito)
Li recentemente mais uma antologia de contos do grupo de escritores portugueses: Fantasy & Co. Desta vez a ideia era cada escritor escrever um conto que envolvesse uma receita culinária com ingredientes ou bases fantásticas.
Vamos então falar dos contos um a um:
"Pão do Caminho", de Mogu-Mogu chan
Este é o texto que menos gostei porque não se lê como um conto e não tem nada de especial. O tom engraçado da autora até é divertido mas não é prosa e não se encaixa no resto da antologia. Além do mais em vez de usar algo seu decidiu antes usar uma receita para algo que é muito usado no "Senhor dos Anéis" (J.R.R. Tolkien), o que não demonstra grande imaginação, embora pudesse ter funcionado se fosse apresentado de outra forma mais fantástica.
"Biscoitos da Vida Eterna", de Carina Portugal
A Carina não decepcionou, mais uma vez. Uma receita super-divertida, bem escrita e que dá gosto ler (embora a vontade de a fazer possa não ser grande, visto o trabalho que dá. Ehehehe!)
"Estufado de Miolos", de Ana Ferreira
Uma receita feita à medida dos zombies com o palato mais refinado. Este é mais um conto bem engraçado que poderia ter sido espectacular se não fosse por incluir ali um cérebro de criança que a mim me deu mais nojo e cortou o tom de comédia do resto.
"Túbaros de Troll Estufados", de Sara Farinha
Exactamente o que eu esperaria de uma receita do outro mundo, no entanto falta-lhe algo extra: um flare, um ZING! O texto está bom mas podia ser ainda melhor com alguns ajustes.
"Receita: Bolo de Chocolate", de Carlos Silva
Este fez-me mesmo rir. Uma receita à preguicite, onde a tecnologia de ponta está no centro das atenções e que é uma clara 'homenagem' às Bimbys e afins. E a referência aos supermercados Cascata Doce ... muito bom!
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terça-feira, 21 de julho de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Leituras de Abril e Maio 2015
Este vídeo acabou por ficar demasiado longo. Para a próxima tenho de dividir por meses. :) Só espero que não aborreça.
Leituras de Abril e Maio 2015:
- "The Hero of Ages", Brandon Sanderson
- "The Martian", Andy Weir
- "A Cada Dia", David Levithan
- "Xerazade - A Última Noite", Manuela Gonzaga
- "How to Flirt with a Naked Werewolf", Molly Harper
- "Ready Player One", Ernest Cline
- "Universos Literários", Ana Ferreira, Carina Portugal, Carlos Silva, Liliana Novais, Pedro Cipriano, Pedro Pereira e Sara Farinha
- "A Culpa é das Estrelas", John Green
- "Great Expectations", Charles Dickens
Contos:
- "The Eleventh Metal", Brandon Sanderson
BD e Manga:
- "The Walking Dead 17 a 2", Robert Kirkman e Charlie Adlard
- "Rugas", Paco Roca
- "Grimm Fairy Tales 5", Ralph Tedesco
- "Age of Ultron", Brian Michael Bendis
- "Fatale", Ed Brubaker, Sean Phillips
- "Black God 16 a 19", Dall -Young Lim e Sung-Woo Park
- "Koimoku 1", de Dall-Young Lim e Hae-Won Lee
E vocês? Quais foram as vossas melhores leituras dos últimos meses?
Leituras de Abril e Maio 2015:
- "The Hero of Ages", Brandon Sanderson
- "The Martian", Andy Weir
- "A Cada Dia", David Levithan
- "Xerazade - A Última Noite", Manuela Gonzaga
- "How to Flirt with a Naked Werewolf", Molly Harper
- "Ready Player One", Ernest Cline
- "Universos Literários", Ana Ferreira, Carina Portugal, Carlos Silva, Liliana Novais, Pedro Cipriano, Pedro Pereira e Sara Farinha
- "A Culpa é das Estrelas", John Green
- "Great Expectations", Charles Dickens
Contos:
- "The Eleventh Metal", Brandon Sanderson
BD e Manga:
- "The Walking Dead 17 a 2", Robert Kirkman e Charlie Adlard
- "Rugas", Paco Roca
- "Grimm Fairy Tales 5", Ralph Tedesco
- "Age of Ultron", Brian Michael Bendis
- "Fatale", Ed Brubaker, Sean Phillips
- "Black God 16 a 19", Dall -Young Lim e Sung-Woo Park
- "Koimoku 1", de Dall-Young Lim e Hae-Won Lee
E vocês? Quais foram as vossas melhores leituras dos últimos meses?
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quinta-feira, 21 de maio de 2015
Universos Literários
"Universos Literários", antologia com contos de Ana Ferreira, Carina Portugal, Carlos Silva, Liliana Novais, Pedro Cipriano, Pedro Pereira, Sara Farinha (Fantasy & Co)Esta antologia, pareceu-me, foi criada com o intuito de mostrar as leitores os universos literários que estes escritores haviam criado para outras obras, mais propriamente romances e sagas em que muitos deles trabalharam e/ou continuam a trabalhar. E, só por isso, Universos Literários chamou-me rapidamente a atenção.
Infelizmente, e talvez por alguns dos escrites estarem tão envolvidos nos mundos que criaram, nem todos os contos funcionaram como tal. Uns pareciam capítulos retirados de uma narrativa maior, e outros pareciam (pior ainda) partes de capítulos, que não funcionavam, de forma alguma, como histórias independentementes.
Ora um conto tem de ser autoo-suficiente, assim como um romance o tem de ser, mesmo que tenha uma sequela. E isso nem sempre aconteceu nesta antologia. Pese embora os que conseguiram tal feito me tenham suscitado bastante interesse.
Dito isto os contos que se destacam são: "A destilação do Absurdo, de Carlos Silva; e "O Canto da Ninfa", de Carina Portugal.
Abaixo ficam as opiniões conto a conto:
"Imtharien - O Canto da Ninfa", de Carina Portugal
Esta primeira história é doce e chega mesmo a surpreender. Gostei muito das personagens, do romance e das descrições.
"Inbicta - Pintar os Franceses de carmim", de Ana Ferreira (Adeselna Davies
A Adosinda é, sem dúvida, uma personagem caricata e super-interessante. Toda a situação representada no conto é engraçada mas infelizmente tudo aconteceu tão depressa, tão fora de cena que me senti um pouco alienada do conto.
Noutra nota, a tradução das frases em inglês e francês são, para mim, uma falha bem notada (embora eu perceba, não quer dizer que todos saibam falar minimamente as línguas).
"Apocalipse - A Queda de Berlim", de Pedro Pereira
Este foi um dos contos que se leu como um capítulo retirado de uma narrativa maior (o que não quer dizer que o seja, literalmente). A história está bastante boa e a sequência de acção também, mas o desfecho é péssimo porque não existe qualquer tipo de resolução. O leitor fica na corda bamba.
"Percepção - Túmulo 62", de Sara Farinha
Uma aventura passada no Egipto, com o ritmo narrativo certo e que está bastante bem escrita. Funciona como um conto embora fiquem muitas perguntas no ar. O único ponto fraco é o facto de não me ter conseguido ligar com a personagem.
"Urbania - A Destilação do Absurdo", de Carlos Silva
Definitivamente o meu conto favorito da antologia. Muito bem escrito, com excelentes descrições e uma história muito intrigante que me deu vontade de pegar no "Urbania" para ler o quanto antes.
"Ahelanae - O primeiro Voo", de Liliana Novais
Este conto não funciona porque não tem fim, nem meio (quase se pode dizer). Parece um excerto de um capítulo sem lógica, e no qual as persoangens não cativam, nem a prosa.
"Era Dourada - A Alvorada", de Pedro Cipriano
Um conto com uma boa prosa e uma linha narrativa muito interessante, mas que peca por não explicar nada do que se está a passar ao leitor. Não sabemos porque os personagens estão ali ou porque o conto teve o final que teve. Ficam demasaidas perguntas no ar.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Leituras e Compras de Março 2015
Vídeo das leituras e compras literárias do passado mês de Março.
Leituras:
- "Beautiful Ruins (A Bela Americana)", Jess Walter
- "Por Mundos Divergentes", Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G.P. Martins, Ricardo Dias, Sara Farinha
- "Anna Dressed in Blood", Kendare Blake
- "A Trilogia de Nova Iorque", Paul Auster
- "Fairest", Marissa Meyer
- "A Morte de Ivan Ilitch", Lev Tolstoi
- "Gantz - 30 a 37", Hiroya Oku
- "Três Sombras", Cyril Pedrosa
- "Y - The Last Man - 2 a 10", Brian K. Vaughan, Pia Guerra
- "Dança do Corvo", Vitor Frazão
- "Monociclo", Vitor Frazão
Compras:
- "À Lareira - Volume 1", José Viale Moutinho
- "Três Sombras", Cyril Pedrosa
- Dicionário Escolar de Alemão-Português, Português-Alemão
Leituras:
- "Beautiful Ruins (A Bela Americana)", Jess Walter
- "Por Mundos Divergentes", Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G.P. Martins, Ricardo Dias, Sara Farinha
- "Anna Dressed in Blood", Kendare Blake
- "A Trilogia de Nova Iorque", Paul Auster
- "Fairest", Marissa Meyer
- "A Morte de Ivan Ilitch", Lev Tolstoi
- "Gantz - 30 a 37", Hiroya Oku
- "Três Sombras", Cyril Pedrosa
- "Y - The Last Man - 2 a 10", Brian K. Vaughan, Pia Guerra
- "Dança do Corvo", Vitor Frazão
- "Monociclo", Vitor Frazão
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- "À Lareira - Volume 1", José Viale Moutinho
- "Três Sombras", Cyril Pedrosa
- Dicionário Escolar de Alemão-Português, Português-Alemão
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sábado, 21 de março de 2015
Por Mundos Divergentes
"Por Mundos Divergentes", antologia com histórias de Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G.P. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha (Editorial Divergência)
Esta antologia reúne uma série de contos distópicos (futuros em que a humanidade não está no seu melhor, o oposto de utopia, embora um dos contos seja, em essência, utópico), passados no nosso Portugal.
A premissa chamou-me logo a atenção (e refiro-me a antes de eu própria submeter um conto à antologia, claro).
Ora, como sempre, vou dar a minha opinião conto a conto, em baixo, mas no geral foi uma leitura muito interessante. Diferentes visões do que poderá ser o futuro do país e da humanidade. Uns mais tecnológicos, outros mais rurais, mas todos com boas histórias.
A nível de design, devo dizer que gosto bastante da capa, em contraste com a contra-capa que desgosto por ser praticamente ilegível. O interior do livro está muito comprimido e poderia estar mais bem organizado, de forma a ser mais apelativo. Quanto às ilustrações interiores, mencionarei cada um dos trabalhos juntamente com os contos (de forma individual), visto que cada história foi interpretada por um ilustrador diferente.
No geral recomendo pois as histórias são bastante boas e acho que quem tem curiosidade sobre o tema, e as raízes portuguesas que este contém, irá ser agradavelmente surpreendido.
"Patriarca", de Ricardo Dias (ilustrações de Rui Miguel Gomes)
Neste conto as pessoas estão oprimidas por um sistema que vigia cada um dos seus passos, das suas conversas, e das suas intenções. Um pouco ao estilo do 1984 (George Orwell). O protagonista cai no erro de dizer algo que é tido como anti-sistema e a isso seguem-se várias situações que culminam num excelente final.
Ora, no início a prosa não me cativou por ser muito explicativa. Isto melhorou a partir da última parte e o final, efectivamente, é muito bom. Apesar de eu achar que o protagonista não tinha muita personalidade, aceitando tudo com demasiada facilidade e questionando pouco o que lhe aconteceu ao longo da história.
No respeitante à ilustrações, achei-as pouco apelativas e muito duras, ou seja, o traço era pouco confiante. Apesar de achar que o ilustrador se esforçou bastante por mostrar o ambiente, a técnica foi insuficiente.
"Em Asas Vermelhas", de Nuno Almeida (ilustrações de Ana Santo)
Cidades muralhadas, dividindo duas estirpes da sociedade, sendo que só a mais baixa, a que vive na miséria, sabe da existência da outra. Ou não morassem eles, e sobrevivessem eles, do lixo dos restantes.
Premissa bem interessante e bem executada, embora eu ache que mereceia um texto mais extenso para alcançar o seu verdadeiro potencial.
Temos dois protagonistas, um de cada lado da sociedade: Heidi e Dani. Mas foi a primeira que, a meu ver, distorceu um pouco a prosa. Ou melhor, a mudança radical da personalidade de Heidi. Isto porque no início Dani é aventureiro e Heidi é mal-educada e pretenciosa. No fim Dani continua corajoso (embora eu ache que matou com demasiada facilidade) mas a Heidi perde o seu pretenciosismo assim que cai no outro extremo da sociedade. Assim do nada!).
Enfim, tirando isso gostei bastante da prosa e adorei especialmente a primeira parte do conto. No entano achei que a resolução do conflito foi facilitada, apesar de ter gostado muito dos parágrafos finais.
No que toca às ilustrações, gostei bastante. O traço é simples mas limpo. Acho que teria funcionado melhor com um pouco mais de negro, para entrar no espírito do conto, mas são bons trabalhos.
"Dispensáveis", de Ana C. Nunes (ilustrações de Manuel Alves)
Sobre este não vou comentar, por ser a autora, mas deixo uma nota de apreço pelo fantástico trabalho do ilustrador: Manuel Alves. Se não conhecem o trabalho dele, convido-vos a visitar o seu site AQUI.
"Arrábida8", de Pedro G.P. Martins (ilustrações de Leonor Ferrão)
Talvez este seja o melhor conto que li, até hoje, do Pedro G.P. Martins. Em Arrábida8, o autor mistura a ciência com um futuro muito envolvente. O protagonista é um cientista que estuda a causa da diminuição da população de uma espécie no Tejo e isso irá conduzí-lo, e à sua colega de trabalho, numa descoberta que muitos tentam manterem segredo.
Gostei imenso da prosa, da sequência da acção e das personagens. Gostava muito de ver mais histórias passadas neste futuro distópico.
Quanto às ilustrações da Leonor Ferrão, são visualmente apelativos mas teria gostado ainda mais se fossem mais detalhadas e mostrassem mais o ambiente da história.
"Somos Felizes", de Sara Farinha (ilustrações de Magde Matias)
Sara Farinha traz-nos um futuro em que tudo na sociedade é desenhado para levar os habitantes à felicidade, mas o protagonista irá descobrir que certas coisas na vida nunca poderão ser esquecidas e que a felicidade não é algo que se possa forçar.
O conceito desta história está muito bom mas o início do texto confundiu-me bastante. Já na segunda parte gostei mais da prosa e consegui ligar-me às personagens que, em poucas páginas, ficaram bem vincadas.
O final não surpreendeu mas isso não fez com que o conto fosse menos interessante. No todo, gostei.
Por outro lado as ilustrações estavam bastante más. Vê-se que a ilustradora se esforçou por mostrar bem as cenas (e isso conseguiu fazer), mas o desenho é muito amador e o acabamento é fraco.
Sinopse:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.
Esta antologia reúne uma série de contos distópicos (futuros em que a humanidade não está no seu melhor, o oposto de utopia, embora um dos contos seja, em essência, utópico), passados no nosso Portugal.
A premissa chamou-me logo a atenção (e refiro-me a antes de eu própria submeter um conto à antologia, claro).
Ora, como sempre, vou dar a minha opinião conto a conto, em baixo, mas no geral foi uma leitura muito interessante. Diferentes visões do que poderá ser o futuro do país e da humanidade. Uns mais tecnológicos, outros mais rurais, mas todos com boas histórias.
A nível de design, devo dizer que gosto bastante da capa, em contraste com a contra-capa que desgosto por ser praticamente ilegível. O interior do livro está muito comprimido e poderia estar mais bem organizado, de forma a ser mais apelativo. Quanto às ilustrações interiores, mencionarei cada um dos trabalhos juntamente com os contos (de forma individual), visto que cada história foi interpretada por um ilustrador diferente.
No geral recomendo pois as histórias são bastante boas e acho que quem tem curiosidade sobre o tema, e as raízes portuguesas que este contém, irá ser agradavelmente surpreendido.
"Patriarca", de Ricardo Dias (ilustrações de Rui Miguel Gomes)
Neste conto as pessoas estão oprimidas por um sistema que vigia cada um dos seus passos, das suas conversas, e das suas intenções. Um pouco ao estilo do 1984 (George Orwell). O protagonista cai no erro de dizer algo que é tido como anti-sistema e a isso seguem-se várias situações que culminam num excelente final.
Ora, no início a prosa não me cativou por ser muito explicativa. Isto melhorou a partir da última parte e o final, efectivamente, é muito bom. Apesar de eu achar que o protagonista não tinha muita personalidade, aceitando tudo com demasiada facilidade e questionando pouco o que lhe aconteceu ao longo da história.
No respeitante à ilustrações, achei-as pouco apelativas e muito duras, ou seja, o traço era pouco confiante. Apesar de achar que o ilustrador se esforçou bastante por mostrar o ambiente, a técnica foi insuficiente.
"Em Asas Vermelhas", de Nuno Almeida (ilustrações de Ana Santo)
Cidades muralhadas, dividindo duas estirpes da sociedade, sendo que só a mais baixa, a que vive na miséria, sabe da existência da outra. Ou não morassem eles, e sobrevivessem eles, do lixo dos restantes.
Premissa bem interessante e bem executada, embora eu ache que mereceia um texto mais extenso para alcançar o seu verdadeiro potencial.
Temos dois protagonistas, um de cada lado da sociedade: Heidi e Dani. Mas foi a primeira que, a meu ver, distorceu um pouco a prosa. Ou melhor, a mudança radical da personalidade de Heidi. Isto porque no início Dani é aventureiro e Heidi é mal-educada e pretenciosa. No fim Dani continua corajoso (embora eu ache que matou com demasiada facilidade) mas a Heidi perde o seu pretenciosismo assim que cai no outro extremo da sociedade. Assim do nada!).
Enfim, tirando isso gostei bastante da prosa e adorei especialmente a primeira parte do conto. No entano achei que a resolução do conflito foi facilitada, apesar de ter gostado muito dos parágrafos finais.
No que toca às ilustrações, gostei bastante. O traço é simples mas limpo. Acho que teria funcionado melhor com um pouco mais de negro, para entrar no espírito do conto, mas são bons trabalhos.
"Dispensáveis", de Ana C. Nunes (ilustrações de Manuel Alves)
Sobre este não vou comentar, por ser a autora, mas deixo uma nota de apreço pelo fantástico trabalho do ilustrador: Manuel Alves. Se não conhecem o trabalho dele, convido-vos a visitar o seu site AQUI.
"Arrábida8", de Pedro G.P. Martins (ilustrações de Leonor Ferrão)
Talvez este seja o melhor conto que li, até hoje, do Pedro G.P. Martins. Em Arrábida8, o autor mistura a ciência com um futuro muito envolvente. O protagonista é um cientista que estuda a causa da diminuição da população de uma espécie no Tejo e isso irá conduzí-lo, e à sua colega de trabalho, numa descoberta que muitos tentam manterem segredo.
Gostei imenso da prosa, da sequência da acção e das personagens. Gostava muito de ver mais histórias passadas neste futuro distópico.
Quanto às ilustrações da Leonor Ferrão, são visualmente apelativos mas teria gostado ainda mais se fossem mais detalhadas e mostrassem mais o ambiente da história.
"Somos Felizes", de Sara Farinha (ilustrações de Magde Matias)
Sara Farinha traz-nos um futuro em que tudo na sociedade é desenhado para levar os habitantes à felicidade, mas o protagonista irá descobrir que certas coisas na vida nunca poderão ser esquecidas e que a felicidade não é algo que se possa forçar.
O conceito desta história está muito bom mas o início do texto confundiu-me bastante. Já na segunda parte gostei mais da prosa e consegui ligar-me às personagens que, em poucas páginas, ficaram bem vincadas.
O final não surpreendeu mas isso não fez com que o conto fosse menos interessante. No todo, gostei.
Por outro lado as ilustrações estavam bastante más. Vê-se que a ilustradora se esforçou por mostrar bem as cenas (e isso conseguiu fazer), mas o desenho é muito amador e o acabamento é fraco.
Sinopse:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
::Autor:: Sara Farinha
Biografia (via Fantasy & Co):
Sara Farinha nasceu em 1979 na cidade de Lisboa, onde vive. O seu percurso no mundo das letras passa por um livro publicado, a administração de três blogues e a participação assídua em vários desafios literários. Desde Fevereiro de 2007 que administra o blogue ‘Sara Farinha’ dedicado à arte da escrita, constituindo uma plataforma onde publica vários textos de sua autoria.
Desde cedo que escreve poesia, letras de músicas e histórias várias. O livro ‘Percepção, uma estranha realidade’ é uma fantasia urbana e o primeiro romance publicado. Publicou também o poema ‘Ausência Consagrada’, no terceiro volume da Antologia de Poesia Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho”.
Livros que li do autor:
A Passagem Secreta (conto in Fénix 2) - Opinião
Crónicas de Amarilis (conto) - Opinião
Dragões de Simir (conto) - Opinião
Rumo a Casa (conto in O Legado de Eros) - Opinião
Castidade (conto in Antologia 7 Virtudes) - Opinião
Luxúria (conto in Antologia Halloween)- Opinião
Trabalhos editados em Português:
Percepção - Uma Estranha Realidade, Alfarroba (2011)
Dragões de Simir, Smashwords (2013)
Fénix 2, EuEdito (2013)
Antologia Fénix de Ficção Científica e Fantasia - Volume I, EuEdito (2013)
Por Mundos Divergentes, Editorial Divergência (2014)
A visitar: Blog do Autor, Goodreads do Autor, Fantasy & Co (projecto de autores de fantasia e FC)
Sara Farinha nasceu em 1979 na cidade de Lisboa, onde vive. O seu percurso no mundo das letras passa por um livro publicado, a administração de três blogues e a participação assídua em vários desafios literários. Desde Fevereiro de 2007 que administra o blogue ‘Sara Farinha’ dedicado à arte da escrita, constituindo uma plataforma onde publica vários textos de sua autoria.
Desde cedo que escreve poesia, letras de músicas e histórias várias. O livro ‘Percepção, uma estranha realidade’ é uma fantasia urbana e o primeiro romance publicado. Publicou também o poema ‘Ausência Consagrada’, no terceiro volume da Antologia de Poesia Contemporânea “Entre o Sono e o Sonho”.
Livros que li do autor:
A Passagem Secreta (conto in Fénix 2) - Opinião
Crónicas de Amarilis (conto) - Opinião
Dragões de Simir (conto) - Opinião
Rumo a Casa (conto in O Legado de Eros) - Opinião
Castidade (conto in Antologia 7 Virtudes) - Opinião
Luxúria (conto in Antologia Halloween)- Opinião
Trabalhos editados em Português:
Percepção - Uma Estranha Realidade, Alfarroba (2011)
Dragões de Simir, Smashwords (2013)
Fénix 2, EuEdito (2013)
Antologia Fénix de Ficção Científica e Fantasia - Volume I, EuEdito (2013)
Por Mundos Divergentes, Editorial Divergência (2014)
A visitar: Blog do Autor, Goodreads do Autor, Fantasy & Co (projecto de autores de fantasia e FC)
domingo, 28 de setembro de 2014
Por Mundos Divergentes - Passatempo
Para comemorar o lançamento da antologia "Por Mundos Divergente", onde está publicado um conto da minha autoria, decidi criar um novo passatempo para vos oferecer um exemplar.
Sobre a antologia:
Sobre o meu conto, "Dispensáveis":
E lembrem-se: quanto mais fizerem Gostar/Seguir/Partilhar, mais hipóteses têm de ganhar.
Boa sorte!
Sobre a antologia:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.
Sobre o meu conto, "Dispensáveis":
Enquanto seres humanos gostamos de pensar que cometemos erros no passado para que, no futuro, não tenhamos de fazer igual. Para que não tenhamos desculpas para cair nos mesmo buracos. Mas o que a história nos prova é que os erros se repetem, se multiplicam, se inflamam. Mais tarde o povo verá esta era como uma das mais negras da história da humanidade mas, para já, tudo é aceitável, tudo é justificável, e nada é mais dispensável que a vida humana.
E lembrem-se: quanto mais fizerem Gostar/Seguir/Partilhar, mais hipóteses têm de ganhar.
Boa sorte!
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Por Mundos Divergentes - divulgação
Já foi revelada a capa e a sinopse da nova antologia da Editorial Divergência: "Por Mundos Divergentes".
Sinopse:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.
Um dos contos é da minha autoria e é uma história da qual me orgulho particularmente. :) Aqui fica a sinopse do meu conto "Dispensáveis":
Enquanto seres humanos gostamos de pensar que cometemos erros no passado para que, no futuro, não tenhamos de fazer igual. Para que não tenhamos desculpas para cair nos mesmo buracos. Mas o que a história nos prova é que os erros se repetem, se multiplicam, se inflamam.
Mais tarde o povo verá esta era como uma das mais negras da história da humanidade mas, para já, tudo é aceitável, tudo é justificável, e nada é mais dispensável que a vida humana.
Sinopse:
Num futuro por vezes próximo, por vezes distante, Portugal sucumbe dos mais variados estados ditatoriais. Aquele que pensa é um inimigo do Estado. Um inimigo da pátria que tem de ter cuidado… e os que não têm cura, devem ser sacrificados pelo bem maior.
Por mundos divergentes conta com cinco contos distópicos escritos por Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G. Martins, Ricardo Dias e Sara Farinha.
Um dos contos é da minha autoria e é uma história da qual me orgulho particularmente. :) Aqui fica a sinopse do meu conto "Dispensáveis":
Enquanto seres humanos gostamos de pensar que cometemos erros no passado para que, no futuro, não tenhamos de fazer igual. Para que não tenhamos desculpas para cair nos mesmo buracos. Mas o que a história nos prova é que os erros se repetem, se multiplicam, se inflamam.
Mais tarde o povo verá esta era como uma das mais negras da história da humanidade mas, para já, tudo é aceitável, tudo é justificável, e nada é mais dispensável que a vida humana.
domingo, 11 de maio de 2014
Antologia 7 Pecados
"7 Pecados", antologia com contos de Carina Portugal, Carlos Silva, Liliana Novais, Pedro Cipriano, Pedro Pereira, Sara Farinha e Vitor Frazão (ebook)
Sinopse:
Sete escritores portugueses, de fantasia e ficção científica, exploram 7 Pecados: Gula, Orgulho, Ira, Luxúria, Preguiça, Inveja e Avareza
Opinião:
Mais uma antologia do projecto Fantasy & Co. Não é a melhor colectânea que li até agora mas tem alguns textos que vale a pena ler. Só é pena que sejam tão curtos, pois alguns deles bem que podiam ser melhores com mais espaço. Adoro contos de todos os tamanhos, mas o texto tem de ser tão grande, ou tão pequeno, quanto seja requerido para que se crie um elo entre o leitor e a história. Pode ser uma frase, ou vinte páginas. Há que encontrar o balanço e, infelizmente, alguns contos aqui não conseguiram alcançar esse objectivo.
Fora isso, os meus favoritos foram: Luxúria e Preguiça.
Gula, de Carina Portugal
Um conto grotesco, por vezes até em demasia. O final é pouco satisfatório por parecer deixar o relato a meio. No entanto gostei, mais uma vez, da escrita da autora e do ritmo da história.
A Cidade Perdida - Um conto acerca do Orgulho, de Liliana Novais
Este pequeno conto romântico não me cativou. Os diálogos eram fracos, especialmente entre o Jobel e a Princesa, e a atracção dos dois não funcionou. Infelizmente acaba por ser uma história igual a tantas outras, apesar de eu ter gostado do setting.
Ira, de Pedro Pereira
Um conto pouco memorável e muito pouco detalhado. O leitor não tem tempo suficiente para criar laços com as personagens.
Luxúria, de Sara Farinha
Excepção feita ao primeiro parágrafo, que está demasiado carregado, a prosa está excelente! Muito luxuriante e ritmada, como a música da discoteca. Gostei muito, especialmente do fim. Sem dúvida o melhor conto que li da Sara Farinha até hoje.
Preguiça, de Carlos Silva
Um belo texto, actual e que fez, para mim, muito sentido, com uma pitada de sarcasmo que cai bem.
Desejos (Inveja), de Vítor Frazão
Gostei bastante do conto até chegar ao último parágrafo! Ficava bem sem ele, mas, ainda assim, a história perece-me imensamente incompleta.
Nada e Tudo (Avareza), de Pedro Cipriano
Texto hipotético, pouco empolgante e demasiado expositório. Não me aliciou.
Sinopse:
Sete escritores portugueses, de fantasia e ficção científica, exploram 7 Pecados: Gula, Orgulho, Ira, Luxúria, Preguiça, Inveja e Avareza
Opinião:
Mais uma antologia do projecto Fantasy & Co. Não é a melhor colectânea que li até agora mas tem alguns textos que vale a pena ler. Só é pena que sejam tão curtos, pois alguns deles bem que podiam ser melhores com mais espaço. Adoro contos de todos os tamanhos, mas o texto tem de ser tão grande, ou tão pequeno, quanto seja requerido para que se crie um elo entre o leitor e a história. Pode ser uma frase, ou vinte páginas. Há que encontrar o balanço e, infelizmente, alguns contos aqui não conseguiram alcançar esse objectivo.
Fora isso, os meus favoritos foram: Luxúria e Preguiça.
Gula, de Carina Portugal
Um conto grotesco, por vezes até em demasia. O final é pouco satisfatório por parecer deixar o relato a meio. No entanto gostei, mais uma vez, da escrita da autora e do ritmo da história.
A Cidade Perdida - Um conto acerca do Orgulho, de Liliana Novais
Este pequeno conto romântico não me cativou. Os diálogos eram fracos, especialmente entre o Jobel e a Princesa, e a atracção dos dois não funcionou. Infelizmente acaba por ser uma história igual a tantas outras, apesar de eu ter gostado do setting.
Ira, de Pedro Pereira
Um conto pouco memorável e muito pouco detalhado. O leitor não tem tempo suficiente para criar laços com as personagens.
Luxúria, de Sara Farinha
Excepção feita ao primeiro parágrafo, que está demasiado carregado, a prosa está excelente! Muito luxuriante e ritmada, como a música da discoteca. Gostei muito, especialmente do fim. Sem dúvida o melhor conto que li da Sara Farinha até hoje.
Preguiça, de Carlos Silva
Um belo texto, actual e que fez, para mim, muito sentido, com uma pitada de sarcasmo que cai bem.
Desejos (Inveja), de Vítor Frazão
Gostei bastante do conto até chegar ao último parágrafo! Ficava bem sem ele, mas, ainda assim, a história perece-me imensamente incompleta.
Nada e Tudo (Avareza), de Pedro Cipriano
Texto hipotético, pouco empolgante e demasiado expositório. Não me aliciou.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Antologia Halloween
"Halloween", antologia de contos de Carina Portugal, Carlos Silva, Liliana Novais, Pedro Pereira, Sara Farinha, Vitor Frazão (ebook)
Sinopse:
Seis escritores portugueses, de fantasia e ficção científica, exploram o Halloween, em toda a sua ligação com o fantástico e o desconhecido.
Opinião:
Seguem-se as opinião individuais dos contos e, no fim, uma opinião geral.
A Menina que não Gostava de Doces, de Carina Portugal
Adorei este conto. Não era nada do que parecia a princípio. Divertiu-me mas, ao mesmo tempo, o tema era sério. Bem escrito, mostrou uma excelente protagonista da qual gostaria de ler mais aventuras.
Morte Branca, de Liliana Novais
Nem sei muito bem o que dizer em relação a este texto. Apressado. Sem nexo, E confuso, mas de uma forma desagradável. O final é .. err ... ridículo, mas o conceito em si não é melhor. E já agora, porquê um coelho?
Bruxaria, de Pedro Pereira
Um texto grotesco mas bem escrito. Suponho que essa fosse a ideia.
A Noite de Todas as Sombras, de Sara Farinha
Gostei da prosa mas a história sabe a pouco. É demasiado vaga e eu não gostei do final.
Chehkov's Gun, de Carlos Silva
Um conto intenso, bem escrito e empolgante. O final não podia ser melhor
Se uma Árvore cai na Floresta, de Vítor Frazão
Mais um conto muito grotesco mas, igualmente, muito interessante. Mais uma vez o autor, Vítor Frazão, pegou numa personagem mitológica pouco usual e escreveu-a de forma brilhante. Gostei.
Em suma, uma antologia bem conseguida, com contos muitos interessantes e alguns que definitivamente me ficarão na memória. Os favorios foram: "A Menina que não Gostava de Doces" e "Se uma Árvore cai na Floresta".
Sinopse:
Seis escritores portugueses, de fantasia e ficção científica, exploram o Halloween, em toda a sua ligação com o fantástico e o desconhecido.
Opinião:
Seguem-se as opinião individuais dos contos e, no fim, uma opinião geral.
A Menina que não Gostava de Doces, de Carina Portugal
Adorei este conto. Não era nada do que parecia a princípio. Divertiu-me mas, ao mesmo tempo, o tema era sério. Bem escrito, mostrou uma excelente protagonista da qual gostaria de ler mais aventuras.
Morte Branca, de Liliana Novais
Nem sei muito bem o que dizer em relação a este texto. Apressado. Sem nexo, E confuso, mas de uma forma desagradável. O final é .. err ... ridículo, mas o conceito em si não é melhor. E já agora, porquê um coelho?
Bruxaria, de Pedro Pereira
Um texto grotesco mas bem escrito. Suponho que essa fosse a ideia.
A Noite de Todas as Sombras, de Sara Farinha
Gostei da prosa mas a história sabe a pouco. É demasiado vaga e eu não gostei do final.
Chehkov's Gun, de Carlos Silva
Um conto intenso, bem escrito e empolgante. O final não podia ser melhor
Se uma Árvore cai na Floresta, de Vítor Frazão
Mais um conto muito grotesco mas, igualmente, muito interessante. Mais uma vez o autor, Vítor Frazão, pegou numa personagem mitológica pouco usual e escreveu-a de forma brilhante. Gostei.
Em suma, uma antologia bem conseguida, com contos muitos interessantes e alguns que definitivamente me ficarão na memória. Os favorios foram: "A Menina que não Gostava de Doces" e "Se uma Árvore cai na Floresta".
domingo, 13 de abril de 2014
Antologia 7 Virtudes
"7 Virtudes", de Ana Ferreira, Carina Portugal, Carlos Silva, Pedro Cipriano, Pedro Pereira e Sara Farinha (ebook)
Sinopse:
Seis escritores portugueses, de fantasia e ficção científica, exploram 7 Virtudes: Castidade, Generosidade, Temperança, Diligência, Paciência, Caridade e Humildade
Opinião:
Mais uma antologia do grupo Fantasy & Co. Como já é costume, deixo opiniões individuais e, no final uma opinião geral.
Castidade, de Sara Farinha
Um conto bem escrito, passado num mundo curioso e com personagens interessantes mas ... que raio de final é aquele? Parece que ficamos a meio da história, sem a promessa de haver continuação. Onde está o resto?
O Protótipo (Generosidade), de Pedro Cipriano
O conto em si está bem escrito e a ideia é interessante mas não chegamos a perceber as motivações do protagonista e por isso o fim não impressiona. A prosa pouco dinâmica também não ajuda.
O que não Cura, Satisfaz (Temperança), de Ana Ferreira
Sensual e pouco convencional. Um conto interessante que gostei de ler, apesar de que gostaria de ter sabido algo mais sobre a restante vida da protagonista.
Diligência, de Carlos Silva
Passado num mundo promissor (ferradentes = gostei), tem também uma história eficaz. No entanto foi um conto que não me marcou.
O Paciente é o mais Forte (Paciência), de Pedro Pereira
Este conto parece uma daquelas histórias de auto-ajuda (tipo Paulo Coelho, ou coisa parecida; não que tenha algo contra). Contudo este texto não me tocou, nem marcou.
Corpo, Alma e Coração (Caridade), de Carina Portugal
Uma história muito estranha, que pouco tem a ver com a virtude em questão (Caridade). Um texto muito estranho, com boa escrita mas que, no fim, é tão somente bizarro.
O Documento (Humildade), de Ana Ferreira
Talvez por conhecer a autora e o seu trabalho, este conto me pareceu mais um sermão, um desabafo, do que propriamente ficção. Além do mais não tem nada de fantasia. Não me tocou, no entanto fez bem o trabalho de representar a virtude em questão (Humildade).
Em suma, está aqui mais uma antologia interessante deste grupo de escritores. Nem todos estão ao mesmo nível mas existem aqui trabalhos dignos de nota, especialmente "Castidade" e "O que não Cura, Satisfaz".
Sinopse:
Seis escritores portugueses, de fantasia e ficção científica, exploram 7 Virtudes: Castidade, Generosidade, Temperança, Diligência, Paciência, Caridade e Humildade
Opinião:
Mais uma antologia do grupo Fantasy & Co. Como já é costume, deixo opiniões individuais e, no final uma opinião geral.
Castidade, de Sara Farinha
Um conto bem escrito, passado num mundo curioso e com personagens interessantes mas ... que raio de final é aquele? Parece que ficamos a meio da história, sem a promessa de haver continuação. Onde está o resto?
O Protótipo (Generosidade), de Pedro Cipriano
O conto em si está bem escrito e a ideia é interessante mas não chegamos a perceber as motivações do protagonista e por isso o fim não impressiona. A prosa pouco dinâmica também não ajuda.
O que não Cura, Satisfaz (Temperança), de Ana Ferreira
Sensual e pouco convencional. Um conto interessante que gostei de ler, apesar de que gostaria de ter sabido algo mais sobre a restante vida da protagonista.
Diligência, de Carlos Silva
Passado num mundo promissor (ferradentes = gostei), tem também uma história eficaz. No entanto foi um conto que não me marcou.
O Paciente é o mais Forte (Paciência), de Pedro Pereira
Este conto parece uma daquelas histórias de auto-ajuda (tipo Paulo Coelho, ou coisa parecida; não que tenha algo contra). Contudo este texto não me tocou, nem marcou.
Corpo, Alma e Coração (Caridade), de Carina Portugal
Uma história muito estranha, que pouco tem a ver com a virtude em questão (Caridade). Um texto muito estranho, com boa escrita mas que, no fim, é tão somente bizarro.
O Documento (Humildade), de Ana Ferreira
Talvez por conhecer a autora e o seu trabalho, este conto me pareceu mais um sermão, um desabafo, do que propriamente ficção. Além do mais não tem nada de fantasia. Não me tocou, no entanto fez bem o trabalho de representar a virtude em questão (Humildade).
Em suma, está aqui mais uma antologia interessante deste grupo de escritores. Nem todos estão ao mesmo nível mas existem aqui trabalhos dignos de nota, especialmente "Castidade" e "O que não Cura, Satisfaz".
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
O Legado de Eros
"O Legado de Eros", antologia com contos de Carina Portugal, Carlos Silva, Inês Montenegro, Pedro Cipriano, Sara Farinha e Vitor Frazão (ebook grátis)
Sinopse:
Contos eróticos e românticos, de vários autores do blog Fantasy & Co.
Opinião:
Na sequência do excelente trabalho que o grupo Fantasy & Co tem vindo a fazer, resulta mais uma antologia, que reúne contos de vários autores residentes do projecto. Como é habitual em colectâneas, alguns contos são melhores que outros, mas no geral posso dizer que gostei e que, definitivamente, há romance nestas páginas, e algum erotismo também, se bem que não muito.
Ficam então as apreciações individuais e no fim revelo os favoritos.
"A Presa e o Caçador", de Inês Montenegro
Neste conto a autora parece sair um pouco da sua zona de conforto. A ideia em si é bastante boa e a reviravolta final foi muito bem conseguida, no entanto a escrita romântica/erótica mostra-se crua e insípida, sem qualquer laivo de emoção, já para não falar que a mitologia envolvida não foi bem conseguida. Não fui capaz de me ligar com as personagens, ou de apreciar o que elas sentiam e os que as motivava.
"Rumo a Casa", de Sara Farinha
Uma história emotiva e com um final que marca, que consegue explorar uma das personagens sem necessidade de grandes artefactos. Contudo negligenciou a personagem feminina, o que se fez sentir no texto e deixou uma lacuna indesejável. No geral gostei mas queria algo mais.
"Carta para os Cosmos", de Carlos Silva
Bom conceito, apesar de não ser original, mas com diálogos um pouco fracos e algo lamechas, que peca por um final algo fácil, se bem que adequado. Não é que tenha desgostado, mas não é um trabalho que me fique na memória.
"Amor-Perfeito", de Vitor Frazão
Excelente texto, com bons diálogos, personagens que se gravam na memória do leitor e uma escrita muito coerente. O autor consegue sempre criar personagens marcantes e este conto não é excepção. Só não gostei particularmente da parte final, em que os diálogos tomaram demasiado protagonismo e houve uma lacuna temporal que eu senti que deveria ter sido preenchida. Fora isso, mais um excelente conto do Vitor Frazão.
"A Primavera", de Pedro Cipriano
Para esta história tenho uma opinião dividida. Se por um lado acho que o autor conseguiu retratar bem as personagens e as suas vidas, por outro acho que a ideia já está muito batida e não fiquei fã de algumas transições de acção. Por outro lado não entendo como o autor pode dizer que esta história se passa depois de 2019, quando na verdade em nada difere de um relato que se poderia ter passado na 1ª ou 2ª Guerra Mundial, num conto em que nada indica que estamos no futuro. Bem pelo contrário! E aí também reside uma incoerência, pois este é o único conto da antologia que não tem nada de ficção científica ou fantasia. Pelo menos não que eu tenha percebido.
Fora isso, como já disse, gostei de como está escrito e explorado, mas não trouxe nada de novo.
"Sementes de Fada", de Carina Portugal
Belíssimo conto, com muito boas personagens, uma mitologia bem explorada e cenas muito convincentes. Adorei esta pequena história, embora o fim não me tenha convencido completamente. A escrita da autora está excelente e conseguiu dar vida ás personagens, que acabaram por ser o melhor do conto.
E os meus contos favoritos são: "Amor-Perfeito" do Vitor Frazão, e "Sementes de Fada", da Carina Portugal.
Podem ler esta antologia, gratuitamente, AQUI:
Sinopse:
Contos eróticos e românticos, de vários autores do blog Fantasy & Co.
Opinião:
Na sequência do excelente trabalho que o grupo Fantasy & Co tem vindo a fazer, resulta mais uma antologia, que reúne contos de vários autores residentes do projecto. Como é habitual em colectâneas, alguns contos são melhores que outros, mas no geral posso dizer que gostei e que, definitivamente, há romance nestas páginas, e algum erotismo também, se bem que não muito.
Ficam então as apreciações individuais e no fim revelo os favoritos.
"A Presa e o Caçador", de Inês Montenegro
Neste conto a autora parece sair um pouco da sua zona de conforto. A ideia em si é bastante boa e a reviravolta final foi muito bem conseguida, no entanto a escrita romântica/erótica mostra-se crua e insípida, sem qualquer laivo de emoção, já para não falar que a mitologia envolvida não foi bem conseguida. Não fui capaz de me ligar com as personagens, ou de apreciar o que elas sentiam e os que as motivava.
"Rumo a Casa", de Sara Farinha
Uma história emotiva e com um final que marca, que consegue explorar uma das personagens sem necessidade de grandes artefactos. Contudo negligenciou a personagem feminina, o que se fez sentir no texto e deixou uma lacuna indesejável. No geral gostei mas queria algo mais.
"Carta para os Cosmos", de Carlos Silva
Bom conceito, apesar de não ser original, mas com diálogos um pouco fracos e algo lamechas, que peca por um final algo fácil, se bem que adequado. Não é que tenha desgostado, mas não é um trabalho que me fique na memória.
"Amor-Perfeito", de Vitor Frazão
Excelente texto, com bons diálogos, personagens que se gravam na memória do leitor e uma escrita muito coerente. O autor consegue sempre criar personagens marcantes e este conto não é excepção. Só não gostei particularmente da parte final, em que os diálogos tomaram demasiado protagonismo e houve uma lacuna temporal que eu senti que deveria ter sido preenchida. Fora isso, mais um excelente conto do Vitor Frazão.
"A Primavera", de Pedro Cipriano
Para esta história tenho uma opinião dividida. Se por um lado acho que o autor conseguiu retratar bem as personagens e as suas vidas, por outro acho que a ideia já está muito batida e não fiquei fã de algumas transições de acção. Por outro lado não entendo como o autor pode dizer que esta história se passa depois de 2019, quando na verdade em nada difere de um relato que se poderia ter passado na 1ª ou 2ª Guerra Mundial, num conto em que nada indica que estamos no futuro. Bem pelo contrário! E aí também reside uma incoerência, pois este é o único conto da antologia que não tem nada de ficção científica ou fantasia. Pelo menos não que eu tenha percebido.
Fora isso, como já disse, gostei de como está escrito e explorado, mas não trouxe nada de novo.
"Sementes de Fada", de Carina Portugal
Belíssimo conto, com muito boas personagens, uma mitologia bem explorada e cenas muito convincentes. Adorei esta pequena história, embora o fim não me tenha convencido completamente. A escrita da autora está excelente e conseguiu dar vida ás personagens, que acabaram por ser o melhor do conto.
E os meus contos favoritos são: "Amor-Perfeito" do Vitor Frazão, e "Sementes de Fada", da Carina Portugal.
Podem ler esta antologia, gratuitamente, AQUI:
sábado, 14 de setembro de 2013
::Conto:: Dragões de Simir
"Dragões de Simir", de Sara Farinha (podem ler este conto AQUI)
Sinopse:
Não existe paz para aqueles que vivem na ânsia de uma luta. Não há redenção para os dragões que, como Cole, quase perderam a sua humanidade na guerra. Espalhados pelas cordilheiras montanhosas do planeta, os metamorfos de dragão sobrevivem num complicado equilíbrio entre a metade humana e a animal. Ferozes e apaixonados, são as maiores criaturas do planeta, destinados a conter a sua natureza animal em benefício da sobrevivência da espécie. A temperança do dragão dependente das qualidades morais humanas… Uma ironia trágica.
Opinião:
Dragões de Simir é um conto com um conceito interessante que daria pano para mangas, se a autora assim o quisesse. No entanto, para a história que é, o formato de conto não foi mal escolhido.
A história é um pouco corriqueira, se bem que gostei do facto de o herói, propriamente dito, ser uma pessoa cheia de falhas. Por isso mesmo gostei de como a autora explorou as personagens, embora os passados delas fossem um trágicos demais.
O enredo não me surpreendeu muito no início mas a batalha final foi bem conseguida e trouxe algumas surpresas.
Já a escrita da autora, que por vezes trabalhava bem com a história, na maioria do tempo não era a mais apropriada. A autora ditava demasiada informação, ao invés de mostrar ao leitor, através das acções dos personagens, aquilo que precisávamos saber. Por exemplo, quando a Lia voou, pela primeira vez, nas costas do Cole, em vez de descrever o voo e as emoções, a autora simplesmente disse que foi fantástico e isso, para mim, não funcionou. Por outro lado, certas repetições no texto também não ajudaram a que este fosse mais aprazível.
No geral o conto foi uma leitura interessante, com personagens curiosas e algumas situações bem conseguidas, mas poderia ter sido muito melhor se a prosa fosse diferente. No entanto teria muito gosto em ler mais aventuras passadas neste 'mundo'.
Uma nota final para a capa que representa bem o conto, embora seja bastante mais colorido do que a história.
Visitem o site da Autora, o seu Blog. e a sua página no Facebook. Conheçam também o artista da capa: Rui Alex.
Booktrailer:
Sinopse:
Não existe paz para aqueles que vivem na ânsia de uma luta. Não há redenção para os dragões que, como Cole, quase perderam a sua humanidade na guerra. Espalhados pelas cordilheiras montanhosas do planeta, os metamorfos de dragão sobrevivem num complicado equilíbrio entre a metade humana e a animal. Ferozes e apaixonados, são as maiores criaturas do planeta, destinados a conter a sua natureza animal em benefício da sobrevivência da espécie. A temperança do dragão dependente das qualidades morais humanas… Uma ironia trágica.
Opinião:
Dragões de Simir é um conto com um conceito interessante que daria pano para mangas, se a autora assim o quisesse. No entanto, para a história que é, o formato de conto não foi mal escolhido.
A história é um pouco corriqueira, se bem que gostei do facto de o herói, propriamente dito, ser uma pessoa cheia de falhas. Por isso mesmo gostei de como a autora explorou as personagens, embora os passados delas fossem um trágicos demais.
O enredo não me surpreendeu muito no início mas a batalha final foi bem conseguida e trouxe algumas surpresas.
Já a escrita da autora, que por vezes trabalhava bem com a história, na maioria do tempo não era a mais apropriada. A autora ditava demasiada informação, ao invés de mostrar ao leitor, através das acções dos personagens, aquilo que precisávamos saber. Por exemplo, quando a Lia voou, pela primeira vez, nas costas do Cole, em vez de descrever o voo e as emoções, a autora simplesmente disse que foi fantástico e isso, para mim, não funcionou. Por outro lado, certas repetições no texto também não ajudaram a que este fosse mais aprazível.
No geral o conto foi uma leitura interessante, com personagens curiosas e algumas situações bem conseguidas, mas poderia ter sido muito melhor se a prosa fosse diferente. No entanto teria muito gosto em ler mais aventuras passadas neste 'mundo'.
Uma nota final para a capa que representa bem o conto, embora seja bastante mais colorido do que a história.
Visitem o site da Autora, o seu Blog. e a sua página no Facebook. Conheçam também o artista da capa: Rui Alex.
Booktrailer:
terça-feira, 16 de abril de 2013
::Conto:: Crónicas de Amarílis
"Crónicas de Amarílis", de Sara Farinha (Parte 1, 2 e 3; Ebook)
Sinopse:
Dois irmãos separados pela sede de poder de uma mulher.
Opinião:
Este conto começou com muita exposição. A autora quis contar-nos tudo sobre o protagonista e sobre a sua situação, acabando por tornar o texto demasiado informativo na primeira parte. Felizmente, assim que passamos para a segunda parte, isto deixa de acontecer.
Gostei bastante da prosa da autora, na segunda e terceira parte, onde algumas frases estavam belíssimas e muito evocativas. Gostei também do facto de as descrições serem suficientemente visuais, mas não demasiado carregadas de informação, e só estranhei o facto de não ter descrito Allure (eu pelo menos não vi) que, pela inexistência de informação, podia até ser mulher ou homem, tanto quanto é sabido (e a relação com o Caio não conta como factor de definição). Terá isto sido propositado?
Gostei muito do Ivan e gostaria de ler mais histórias com ele. E o conceito da magia de Amarílis parece-me boa matéria para muitas outras histórias.
No geral fiquei bastante satisfeita com a história e o seu desfecho, embora o conto tenha terminado de uma maneira que quase faz parecer que ficou a meio de uma frase, que ficou algo por dizer.
Visitem: Site da Autora - Blog Fantasy & Co (antigo)
Podem ler este conto, gratuitamente, no blog Fantasy & Co (Parte 1, 2 e 3; ou Ebook)
Sinopse:
Dois irmãos separados pela sede de poder de uma mulher.
Opinião:
Este conto começou com muita exposição. A autora quis contar-nos tudo sobre o protagonista e sobre a sua situação, acabando por tornar o texto demasiado informativo na primeira parte. Felizmente, assim que passamos para a segunda parte, isto deixa de acontecer.
Gostei bastante da prosa da autora, na segunda e terceira parte, onde algumas frases estavam belíssimas e muito evocativas. Gostei também do facto de as descrições serem suficientemente visuais, mas não demasiado carregadas de informação, e só estranhei o facto de não ter descrito Allure (eu pelo menos não vi) que, pela inexistência de informação, podia até ser mulher ou homem, tanto quanto é sabido (e a relação com o Caio não conta como factor de definição). Terá isto sido propositado?
Gostei muito do Ivan e gostaria de ler mais histórias com ele. E o conceito da magia de Amarílis parece-me boa matéria para muitas outras histórias.
No geral fiquei bastante satisfeita com a história e o seu desfecho, embora o conto tenha terminado de uma maneira que quase faz parecer que ficou a meio de uma frase, que ficou algo por dizer.
Visitem: Site da Autora - Blog Fantasy & Co (antigo)
Podem ler este conto, gratuitamente, no blog Fantasy & Co (Parte 1, 2 e 3; ou Ebook)
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Fénix 2
"Fénix, nº 2", fanzine
O terceiro volume da Fanzine portuguesa dedicada à fantasia e ficção-científica, desta feita com o tema "Livros". Inclui contos, artigos, entrevistas, entre outros -- bem como o suplemento humorístico "Pumba".
Organizado, dirigido e editado por Marcelina Gama Leandro.
Opinião:
"A Escuridão", de André Carneiro
Com uma escrita intensa e descritiva o suficiente para que o leitor entre na história, este conto tem momentos sublimes em que o autor consegue transmitir muito bem que as personagens sentem. Ficou a faltar apenas uma explicação para o que ocorreu.
"O Homem de Areia", de Domingo Santos (tradução de Álvaro de Sousa Holstein)
Um enredo intrigante que o leitor vai captando lentamente. Achei o romance bem construído, embora o fim do mesmo não fosse imprevisível. Já o fim do conto foi muito bem conseguido em termos de acção, enquanto as palavras não pareceram acompanhá-lo da melhor forma.
"Esferas e Tormentas", de Carlos Espigueiro
Sinceramente não entendi qual a finalidade deste conto.
"Um dia de Trabalho", de Ricardo Dias
Apesar de um começo fraco, logo o conto fica mais interessante. No entanto, na segunda parte a personagem 'do mal' estava demasiado cliché e só me fez revirar os olhos. Gostei do twist final e gostei do conceito, mas o recurso a diálogos e acções clichés, na parte do demónio, não ajudou nada.
"O Estranho Caso do Livro sem Palavras", de Ana C. Silva
Aqui temos uma personagem feminina decidida e cujas aventuras eu gostaria de continuar a seguir. Num ambiente victoriano, mas passado em Portugal, vislumbramos um mundo complexo, cheio de magia e criaturas interessantes. O enredo central mantém o leitor atento e só achei que a magia podia ser mais bem explicada e que o uso de certos termos devia ser mais contida, ou melhor envolvido na história.
O conto vem acompanhado de uma bela ilustração da autora.
"Despertar", BD de Rui Ramos
Uma banda desenhada curiosa, com boa transição de cenas mas que deixa quase tudo por explicar.
"A Passagem Secreta", de Sara Farinha
Apesar de a ideia ser muito boa achei que a narrativa não estava suficientemente envolvida nos acontecimentos, criando uma separação entre o leitor e a história. Mas aquele final esteve mesmo bem!
"Fismoth - O Último Inquilino", de Manuel Mendonça
Não me ficou na memória e foi demasiado fugaz, ao mesmo tempo que ficou disperso.
"Mundos em Mundos", de Vitor Frazão
Excelente diálogo e premissa intrigante ao ponto de deixar o leitor com vontade de saber mais mas, ao mesmo tempo, esclarecedor o suficiente para se aguentar como um micro-conto.
"Livros do Tempo", de Carlos Coelho de Faria
Um conceito curioso e suficientemente bem escrito para satisfazer o leitor e o deixar a pensar sobre como a protagonista terá adquirido o livro. A ideia, estranhamente, fez-me pensar no manga "Death Note".
"Pulsação", de Inês Montenegro
O melhor micro-conto da fanzine. Emotivo, evocativo e algo com que todos os leitores se conseguirão relacionar.
"Uma Demanda Literária", de Joel Puga
Fiquei com uma opinião ambígua sobre este conto. Por um lado gostei da ideia e da acção, mas por outro aquele final não me deixou completamente satisfeita ou esclarecida, embora eu assuma saber o que o autor sugere.
"A Dança das letras", de Ana C. Nunes
Remeto-me ao silêncio sobre este, ou não fosse eu a sua autora. :)
"O Rosto Vivo", de Marcelina Gama Leandro
Não é certamente o melhor conto da autora mas é curioso chegar ao fim desta fanzine e ler este conto.
Depois de opinar sobre os contos, há que deixar umas palavras sobre o resto da revista. Gostei particularmente da entrevista a André Carneiro, uma autor que ainda não conhecia bem. No artigo sobre videojogos sentia-se que tinha sido escrito por alguém apaixonado pelo assunto e foi uma leitura interessante. A secção da Correspondência foi uma excelente adição à fanzine, dando mais uma vez a conhecer um pouco de Romeu de Melo. Também não posso deixar de mencionar o suplemento Pumba!, com um humor muito direccionado a quem anda a par do que se passa na FC&F em Portugal, mas que não deixa de ter muita graça, em certos momentos.
Fica também uma nota ao excelente design, maculado apenas por uma ou outra gafe que terá escapado à edição e que não incomoda por aí além. E, claro, não podia deixar de mencionar a belíssima capa da autoria da A.C. Silva.
Em suma, este segundo número da fanzine Fénix tem uma selecção bastante curiosa de contos, sendo que os que mais gostei foram: "A Escuridão" de André Carneiro, "O Estranho Caso do Livro sem Palavras" de A.C. Silva, "Mundos em Mundos de Vitor Frazão e "Pulsação" de Inês Montenegro".
Podem comprar esta fanzine AQUI.
E no seguimento desta, foi lançada a Antologia Fénix de Ficção Cíentifica e Fantasia - Volume 1, que está disponível gratuitamente AQUI.
O terceiro volume da Fanzine portuguesa dedicada à fantasia e ficção-científica, desta feita com o tema "Livros". Inclui contos, artigos, entrevistas, entre outros -- bem como o suplemento humorístico "Pumba".
Organizado, dirigido e editado por Marcelina Gama Leandro.
Opinião:
"A Escuridão", de André Carneiro
Com uma escrita intensa e descritiva o suficiente para que o leitor entre na história, este conto tem momentos sublimes em que o autor consegue transmitir muito bem que as personagens sentem. Ficou a faltar apenas uma explicação para o que ocorreu.
"O Homem de Areia", de Domingo Santos (tradução de Álvaro de Sousa Holstein)
Um enredo intrigante que o leitor vai captando lentamente. Achei o romance bem construído, embora o fim do mesmo não fosse imprevisível. Já o fim do conto foi muito bem conseguido em termos de acção, enquanto as palavras não pareceram acompanhá-lo da melhor forma.
"Esferas e Tormentas", de Carlos Espigueiro
Sinceramente não entendi qual a finalidade deste conto.
"Um dia de Trabalho", de Ricardo Dias
Apesar de um começo fraco, logo o conto fica mais interessante. No entanto, na segunda parte a personagem 'do mal' estava demasiado cliché e só me fez revirar os olhos. Gostei do twist final e gostei do conceito, mas o recurso a diálogos e acções clichés, na parte do demónio, não ajudou nada.
"O Estranho Caso do Livro sem Palavras", de Ana C. Silva
Aqui temos uma personagem feminina decidida e cujas aventuras eu gostaria de continuar a seguir. Num ambiente victoriano, mas passado em Portugal, vislumbramos um mundo complexo, cheio de magia e criaturas interessantes. O enredo central mantém o leitor atento e só achei que a magia podia ser mais bem explicada e que o uso de certos termos devia ser mais contida, ou melhor envolvido na história.
O conto vem acompanhado de uma bela ilustração da autora.
"Despertar", BD de Rui Ramos
Uma banda desenhada curiosa, com boa transição de cenas mas que deixa quase tudo por explicar.
"A Passagem Secreta", de Sara Farinha
Apesar de a ideia ser muito boa achei que a narrativa não estava suficientemente envolvida nos acontecimentos, criando uma separação entre o leitor e a história. Mas aquele final esteve mesmo bem!"Fismoth - O Último Inquilino", de Manuel Mendonça
Não me ficou na memória e foi demasiado fugaz, ao mesmo tempo que ficou disperso.
"Mundos em Mundos", de Vitor Frazão
Excelente diálogo e premissa intrigante ao ponto de deixar o leitor com vontade de saber mais mas, ao mesmo tempo, esclarecedor o suficiente para se aguentar como um micro-conto.
"Livros do Tempo", de Carlos Coelho de Faria
Um conceito curioso e suficientemente bem escrito para satisfazer o leitor e o deixar a pensar sobre como a protagonista terá adquirido o livro. A ideia, estranhamente, fez-me pensar no manga "Death Note".
"Pulsação", de Inês Montenegro
O melhor micro-conto da fanzine. Emotivo, evocativo e algo com que todos os leitores se conseguirão relacionar.
"Uma Demanda Literária", de Joel Puga
Fiquei com uma opinião ambígua sobre este conto. Por um lado gostei da ideia e da acção, mas por outro aquele final não me deixou completamente satisfeita ou esclarecida, embora eu assuma saber o que o autor sugere.
"A Dança das letras", de Ana C. Nunes
Remeto-me ao silêncio sobre este, ou não fosse eu a sua autora. :)
"O Rosto Vivo", de Marcelina Gama Leandro
Não é certamente o melhor conto da autora mas é curioso chegar ao fim desta fanzine e ler este conto.
Depois de opinar sobre os contos, há que deixar umas palavras sobre o resto da revista. Gostei particularmente da entrevista a André Carneiro, uma autor que ainda não conhecia bem. No artigo sobre videojogos sentia-se que tinha sido escrito por alguém apaixonado pelo assunto e foi uma leitura interessante. A secção da Correspondência foi uma excelente adição à fanzine, dando mais uma vez a conhecer um pouco de Romeu de Melo. Também não posso deixar de mencionar o suplemento Pumba!, com um humor muito direccionado a quem anda a par do que se passa na FC&F em Portugal, mas que não deixa de ter muita graça, em certos momentos.
Fica também uma nota ao excelente design, maculado apenas por uma ou outra gafe que terá escapado à edição e que não incomoda por aí além. E, claro, não podia deixar de mencionar a belíssima capa da autoria da A.C. Silva.
Em suma, este segundo número da fanzine Fénix tem uma selecção bastante curiosa de contos, sendo que os que mais gostei foram: "A Escuridão" de André Carneiro, "O Estranho Caso do Livro sem Palavras" de A.C. Silva, "Mundos em Mundos de Vitor Frazão e "Pulsação" de Inês Montenegro".
Podem comprar esta fanzine AQUI.
E no seguimento desta, foi lançada a Antologia Fénix de Ficção Cíentifica e Fantasia - Volume 1, que está disponível gratuitamente AQUI.
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Vitor Frazão
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Percepção, uma estranha realidade - Divulgação
Título: Percepção, uma estranha realidade
Autor: Sara Farinha
Editora: Editora Alfarroba
Edição: 29 de Novembro 2011
Sinopse: Joana cedo descobriu que os estados emocionais dos outros toldavam o seu raciocínio e moldavam o seu comportamento. Em busca duma vida anónima, Joana esconde-se em Londres, procurando ignorar a maldição que a impede de viver uma vida normal. É aí que a sua vida se cruza com a de Mark, um arqueólogo americano que viaja pelo mundo à procura de outros sensitivos como ele. Joana relutantemente aceita a amizade de Mark, acabando por encontrar nele o seu maior aliado na aprendizagem sobre a vivência dum sensitivo. As capacidades crescentes de Joana atraem as atenções não só de Mark como do Convénio, uma organização ilegal que pretende reunir sobre o seu domínio todos os Sensitivos. É apenas quando a sua melhor amiga é posta em perigo, que Joana descobre que a sua maldição pode ser um dom, e que a vida ultrapassa todos os seus receios e expectativas.
Preço: (desde) 12,00€
Onde é que o livro pode ser adquirido? Wook,
Visitem também o site do livro e o blog da autora.
Booktrailer:
Autor: Sara Farinha
Editora: Editora Alfarroba
Edição: 29 de Novembro 2011
Sinopse: Joana cedo descobriu que os estados emocionais dos outros toldavam o seu raciocínio e moldavam o seu comportamento. Em busca duma vida anónima, Joana esconde-se em Londres, procurando ignorar a maldição que a impede de viver uma vida normal. É aí que a sua vida se cruza com a de Mark, um arqueólogo americano que viaja pelo mundo à procura de outros sensitivos como ele. Joana relutantemente aceita a amizade de Mark, acabando por encontrar nele o seu maior aliado na aprendizagem sobre a vivência dum sensitivo. As capacidades crescentes de Joana atraem as atenções não só de Mark como do Convénio, uma organização ilegal que pretende reunir sobre o seu domínio todos os Sensitivos. É apenas quando a sua melhor amiga é posta em perigo, que Joana descobre que a sua maldição pode ser um dom, e que a vida ultrapassa todos os seus receios e expectativas.
Preço: (desde) 12,00€
Onde é que o livro pode ser adquirido? Wook,
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