"Conversas de Escritores", de José Rodrigues dos Santos (Gradiva)
Sinopse:
O que acontece quando os
maiores escritores da literatura universal contemporânea se sentam para
falar com José Rodrigues dos Santos?
A resposta é: um diálogo
fascinante. Conversa de Escritores coloca os grandes autores do nosso
tempo a reflectir sobre a vida, o mundo e a escrita. São vozes e rostos
que desfilaram semanas a fio pela antena da RTP-N no mais inteligente
programa da televisão portuguesa em 2009.
Dez grandes escritores, dez grandes conversas
Este
livro traz-nos as entrevistas com dez dos principais escritores da
literatura universal contemporânea e ainda as histórias de bastidores
dos seus encontros com José Rodrigues dos Santos.
Opinião:
Não há assim muito que eu possa dizer em relação a este livro porque é exactamente aquilo que diz que é. Entrevistas a: Ian McEwan; Luís Sepúlveda; Sveva Casati Mondignani; Paulo Coelho; Miguel Sousa Tavares; Isabel Allende; Günter Grass; Jeffrey Archer; José Saramago; e Dan Brown.
O que posso efectivamente dizer é que recomendo a leitura. A transcrição das entrevistas será boa para recordar quem viu o programa, quando na altura foi transmitido (e já ra boa altura para voltar à antena), mas o mais interessante é sem dúvida a introdução que José Rodrigues dos Santos faz a cada uma das entrevistas, onde nos conta as suas primeiras impressões dos autores, como foi encontrá-los para as entrevistas, e outros factos curiosos.
As próprias respostas dos escritores, a cada umadas perguntas, é interessane. Muitas personalidades diferentes, muitas histórias de vida curiosas. Muita coisa pode transparecer nestes texto e embora eu tenha gostado mais de umas entrevistas que de outras, achei-as todas muito enriquecedoras.
Vale a pena ler!
Nota: Este livro li emprestado da Biblioteca Municipal de Barcelos.
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sexta-feira, 25 de julho de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
Book Haul (Compras) e Wrap-Up (Leituras) - Junho 2014
Leituras do mês de Junho 2014:
- "All You Need is Kill", Hiroshi Sakurazaka
- "Uma Outra Voz", Gabriela Ruivo Trindade
- "Forever - Um Amor Eterno", Maggie Stiefvater
- "Acabadora", Michela Murgia
- "Cress", Marissa Meyer
- "Keeping the Castle", Patrice Kindl
- "R-18 - Love Report", Emiko Sugi
- "Uwasa no Midori-Kun", Go Ikeyamada
- Black God 10 e 11", Dall-Young Lim, Sung-Woo Park
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
A Fórmula de Deus
“A fórmula de Deus” de José Rodrigues dos Santos (Gradiva)Sinopse:
Nas escadarias do Museu Egípcio em pleno Cairo, Tomás Noronha é abordado por uma desconhecida. Chama-se Ariana Pakravan, é iraniana e traz consigo a cópia de um documento inédito, um velho manuscrito com um estranho título e um poema enigmático.
O inesperado encontro lança Tomás numa empolgante aventura, colocando-o na rota da crise nuclear com o Irão e da mais importante descoberta jamais efectuada por Albert Einstein, um achado que o conduz ao maior de todos os mistérios: a prova científica da existência de Deus.
Uma história de amor, uma intriga de traição, uma perseguição implacável, uma busca espiritual que nos leva à mais espantosa revelação mística de todos os tempos.
Baseada nas últimas e mais avançadas descobertas científicas nos campos da física, da cosmologia e da matemática, A Fórmula de Deus transporta-nos numa surpreendente viagem até às origens do tempo, à essência do universo e o sentido da vida.
Opinião:
Este livro foi-me sugerido pelo meu Pai.
Já tinha ouvido falar bastante do autor e da sua obra, mas confesso que nunca me senti inclinada a ler nada dele (sem prejuízo por quem é).
Iniciei a leitura muito céptica, pois por alguma razão quando olhava para a capa e para o resumo da história, a primeira coisa que me vinha a mente era “O Código Da Vinci” de Dan Brown (livro que me desapontou bastante).
Posso agora dizer que este meu receio tinha algum fundamento, mas nada de muito comprometedor. Para além da conspiração internacional, temos também as cifras (ou mensagens escondidas), a bela mulher por quem o protagonista se apaixona mas que no início estava contra si, entre outros.
Claro que não estou a comparar os dois, mas é só para desanuviar a minha tensão.
Agora voltemos ao que interessa e vou ser o mais directa possível. A minha opinião poder-se-ia resumir a isto:
- Como livro académico daria a esta obra um 10/10, pois conseguiu incutir-me todos os conhecimentos científicos, teológicos e religiosos nele contidos, transmitindo-os de forma simples e acessível. Como romance dar-lhe-ia um 2/10 pois falha a todos os níveis. Quer no desenvolvimento da história, na dinâmica da narração ou na profundidade das personagens
Ou seja, gostei e consegui assimilar toda a informação académica nele contida, mas quanto à história, que deveria ter sido o foco central do livro (já que este é um romance e não um ensaio académico), não consegui ficar satisfeita. A química era quase inexistente entre o Tomás e a Ariana. A acção pareceu forçada, falsa e ao mesmo tempo penosamente lenta e sem atractivo de qualquer espécie. Nenhuma das personagens era interessante, pareciam todas clones umas das outras. A mãe era a típica mãe galinha, mas mais chata do que o costume e tem ares de ser coscuvilheira (foi essa a impressão com que fiquei) e ainda para mais parece não saber fechar a matraca. Irritante!
O Pai e a sua morte até poderiam ter sido o ponto forte do livro, mas quando ele, às portas da morte, se pôs a falar que nem uma gralha, bem … perdi-me e esqueci-me de chorar como devia de ser. Aliás, tenho a certeza que a única razão porque até me emocionei um pouco com esta cena foi por causa de, neste preciso momento, o meu Pai estar hospitalizado (Força PAI!).
Já para não falar nos diálogos, meio ingleses, totalmente arábicos, ou noutra qualquer lingua que não o Português e que não fazia mais que irritar-me imensamente. Como já alguém disse: “Fucking genius não soa assim tão mais cool que Um caralho de um génio (Perdoem a linguagem)” OK?
Outra coisa que me deixou algo O.o (à falta de palavra certa para descrever o que sinto) foi mesmo a parte final do livro, como toda aquela FICÇÂO CIENTÍFICA à mistura. A sério! Não estava nada a contar com aquilo.
Convenhamos. Como ser humano orgulhoso e egocêntrico que todos nós no fundo somos (estou a generalizar, mas prontos, perdoem-me), não há forma de me convencerem que a única razão porque existimos é para criar super-computadores que mais tarde, no fim do universo, se vão transformar no “Deus” e pressionar o botão “reset” do universo.
O.O
Primeiramente publicado no Caneta, Papel e Lápis (2009/07/15).
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