Mostrar mensagens com a etiqueta Brian K. Vaughan. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Brian K. Vaughan. Mostrar todas as mensagens

domingo, 22 de julho de 2018

A Vida aos Quadradinhos - Janeiro a Julho 2018

Já lá vai um tempinho bem grande desde que publiquei aqui a última opinião de BD, por isso achei que seria mais interessante fazer um apanhado de tudo o que li desde o início do ano, com pequenas opiniões de todos. Alguns têm opinião separadas, para as quais deixarei os links.
Entretanto deixo também o convite para que deixem nos comentários as vossas melhores leituras de BD / Romances Gráficos / Manga dos últimos meses. Sugestões de bons títulos são sempre bem-vindas.

"Fogos e Murmúrio", de Lorenzo Mattotti
As cores e a dinâmica das pinturas/ilustrações é fabulosa! No entanto senti que nem sempre o texto estava bem alinhado com o trabalho gráfico. Ainda assim acho que merece ser apreciado devagarinho.
5,5/10

"Che (A vida de…)", de Héctor Gérman Oesterheld
 Como o título indica, esta pequena BD conta-nos uma parte da história de Che, com uma arte a preto-e-branco que é muito bem usada e perfeita para o efeito. No entanto senti que estava a ler uma brochura propagandista e isso tirou-lhe algum mérito.
5/10

"Tokage (volumes 2 e 3)", de Yak Haibara
Já há muitos anos que tinha lido o primeiro volume deste manga e achei que era mais que tempo de terminá-lo, visto ser tão curto. O desenho de personagens deste manga é muito bonito, bem como toda a arte. A história tem o seu quê de mistério e profundidade, mas é facilmente esquecível.
6/10

"A Leoa - Um Retrato Gráfico de Karen Blixen", de Anne-Caroline Pandolfo e Terkel Risbjerg
Baseado na vida de Karen Blixen, mulher cuja vida e obra eu desconhecia por completo, este romance gráfico é daqueles que perdemos muito tempo a ver, pelas belíssimas ilustrações, pela história e até pelo simbolismo de certas passagens. Gostei muito e fiquei super-curiosa por ler algo escrito por Karen Blixen.
Noutra nota, a edição da G-Floy está muito bem cuidada.
7,5/10

"A Trilogia Nikopol", de Enki Bilal
Deuses egípcios num cenário futurista? Aceito! Gostei muito do conceito e da forma como os deuses interagiam uns com os outro e com os humanos. A degradação humana na terra, levada a extremos por um regime machista e totalitário, é decadente e visualmente intenso e sufocante.
Das três partes desta história a minha favorita é a primeira mas acho que todas elas têm elementos interessantes e que valem a pena ser lidos. Com personagens muito bem desenvolvidas, profundas e cheias de falhas,
7/10

"Talco de Vidro", de Marcello Quintanilha
Uma história que poderia ser banal, sobre a vida de uma dentista que tem tudo para ser feliz mas que tem uma obsessão doentia por uma prima e que começa a invejar as poucas alegrias que esta tem na vida. Ao focar-se na prima e no que pode fazer para ser melhor que ela, acaba por estragar tudo na sua vida, destruindo o casamento, a relação com os filhos e criando hábitos que, por um tempo, parecem libertá-la, mas na verdade só a aprisionam ainda mais. Uma descida fantástica à mente de uma personagem cativante.
7/10

"Monstress: Despertar (volume 1)" de Marjorie M. Liu, Sana Takeda
Podem ler a minha opinião completa aqui.
8/10

"One Punch Man (volumes 1 a 16)", de One e Yusuke Murata
Podem ler a opinião completa aqui.
7,5/10

"Saga (volumes 5 e 9)", de Brian K. Vaughan e Fiona Stapples
Já tinha saudades de ler esta BD. Muita coisa aconteceu nestes volumes. Finalmente a família voltou a reunir-se, temos novas adições ao grupo e velhos inimigos passam a amigos. Como sempre temos temas muito importantes nesta BD, entre os quais a transexualidade, o aborto espontâneo e o provocado, as casualidades da guerra, e muito mais. Adoro como estes e outros temas são falados e trabalhados na história, bem como o desenvolvimento que traz às personagens, no entanto sinto que está a chegar ao ponto da narrativa em que algo realmente grande tem de mudar. Estamos num impasse, com eles sempre a fugirem a e nunca conseguirem escapar. Se continuar assim vai rapidamente tornar-se aborrecido. Algo de novo tem de vir entretanto. E, talvez por isto, não me diverti tanto com estes volumes como com os anteriores.
7,5/10

"História do Sexo", de Philippe Bernot e Laetitia Coryn
Como o próprio nome indica, temos aqui um álbum de BD que nos ilustra a evolução da mentalidade sexual ao longo dos tempos, nas culturas que mais estudamos na escola (Antigos Egipto, Grécia, Roma, Idade Medieval, etc), bem como usa alguns episódios das várias religiões para representar a mentalidade sexual das épocas.
Eu adorei este álbum! É didático, divertido e o grafismo, embora simples, combina muito bem com o tom da narrativa. Recomendo!
9/10

"Sandman: Prelúdios e Nocturnos (volume 1)", de Neil Gaiman, Sam Keith, Mike Dringenberg e Malcolm Jones III
À terceira é de vez! Já por duas vezes tinha iniciado a leitura deste primeiro volume de Sandman. Na primeira não passei do primeiro capítulo, na segunda fui até ao segundo, e desta vez terminei.
Verdade seja dita, os capítulos finais foram, para mim, muito mais interessantes que os iniciais. Especialmente os capítulo no inferno, o do rubí e o "Sound of her Wings", com a Morte.
A arte tanto me encantou, em certas páginas, como me deixou confusa em outras. Não gostei da escolha de cores mas algumas sequências são lindíssimas.
Já a narrativa é extremamente original (menos não seria de esperar de Neil Gaiman) e imaginativa, mas também bastante confusa e muitas vezes há texto a mais, explicações em demasia.
Sou capaz de ler outro volume desta série, para cimentar melhor a minha opinião, mas parece-me que, tal como já aconteceu com outros trabalhos do autor que li, Neil Gaiman demonstra aqui uma imaginação prodigiosa mas uma execução à qual falta algo. E não vos saberia dizer ao certo o que esse algo é.
6/10

"Ojisama to Neko (Capítulso 1 a 13)", de Umi Sakurai
Esta é a BD mais fofa de sempre! (ou pelo menos deste ano) A sério, é super-fofinha! Com apenas três ou quatro páginas por "capítulo", vemos a pacata vida de um velho senhor que decide, após o falecimento da esposa, adoptar um gato (o gato mais feio da loja, segundo o mesmo), mas que ele adora. E é super-fofo! Eu já vos disse que é fofo?
8/10

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Clube de Leitura de Braga - Maio 2017

Amanhã o Clube de Leitura de Braga volta a juntar-se na Betrand.
Dois livros e muito boa conversa estão à vossa espera a partir das 15h. Juntem-se a nós.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Saga do Esquecimento - divulgação

Estamos a chegar aquela altura do mês ... altura do Clube de Leitura de Braga!
É já este sábado que o grupo de leitores se reúne, mais uma vez, para comemorar a literatura (e a banda desenhada) no geral e estes livros em particular:
- "Teoria Geral do Esquecimento", de José Eduardo Agualusa (nomeado para a shortlist do ManBooker Prize);
- "Saga - volume 2", de Brian K. Vaughan e Fiona Stapples (série de banda desenhada que arrecadou vários prémios, entre os quais alguns Will Eisner Awards).

Tudo boas razões para se juntarem a nós no próximo sábado, dia 4 de Junho de 2016, às 15 horas (para quem gosta de romances) e/ou às 17:30 horas (para quem é fã de banda desenhada).

Não leram? Não há problema! Nós falamos da literatura no geral, da banda desenhada por inteiro, Não nos focamos só nos livros do mês, por isso não se sentirão de parte mesmo que não tenham lido nenhum dos livros.

Clube de Leitura de Braga - José Eduardo Agualusa e Brian K. Vaughan

Juntem-se a nós na Livraria Bertrand do Liberdade Street Fashion, bem  no centro de Braga.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A Vida aos Quadradinhos - 1º Trimestre 2015

Depois de uma longa pausa, o A Vida aos Quadradinhos volta com um apanhado do primeiro trimestres deste ano (e preparem-se que vai ser longo). Espero que descubram muitas BDs e Mangas interessantes. E se tiverem sugestões, deixem-nas num comentário. :)


"A Pior Banda do Mundo (1 a 3 - volume 1)", de José Carlos Fernandes
Esta leitura surgiu no seguimento do primeiro encontro do Clube de Leitura de Braga - BD.
Há uns bons anos atrás, quando a Devir estava no seu auge de publicações, soube do lançamento do primeiro número de A Pior Banda do Mundo e, apesar de curiosa pelo seu conteúdo, esta BD nunca me veio parar às mãos. O tempo foi passando e só agora, com o relançamento em volumes de capa-dura, é que a oportunidade ressurgiu.
A Pior Banda do Mundo conta várias histórias, contidas em duas pranchas cada. As personagens são múltiplas mas repetem-se, por vezes, em histórias distintas. Tentar fixá-las pelo nome é difícil, mas pelas suas personalidades e manias já é mais fácil.
O melhor destas pequenas grandes histórias de duas páginas é que todas são críticas socias e, de certa forma, bem actuais, conseguindo pôr o dedo na ferida. Algumas são mesmo fascinantes e ficamos a pensar nelas durante uns tempos.
Uma pequena lista das minhas favoritas: O Triunfo da Entropia, As preocupações Metafísicas, O Condensador de Livros, A Última Palavra, As Estatísticas Vitais, O Lexicógrafo Implacável, Escola Superior de Faláca e Diletância, A Escrita Criativa, entre outros.
Passando então à arte propriamente dita, ou não se tratasse isto de uma banda desenhada, o que mais gostei foi a palete de cores, os tons sépia que dão mais vida às vinhetas. Por outro lado, o que menos gostei foi da inexpressividade das personagens, cujos rostos não transmitiam quaisquer emoções, salvas raríssimos casos. E, se por uma lado, isto é compreensível pela melancolia da própria história, acabava por tornar difícil distinguir as personagens pelos seus traços desenhados e não lhes percebíamos as intenções e ideias senão pelas palavras.

Em suma, gostei dos três volumes, em especial do segundo ( O Museu Nacional do Acessório e do Irrelevante) e espero em breve ler os restantes três.

"You Can't Disappear from Me - Vol. 1 a 4 (Boku kara Kimi ga Kienai)", de  Saki Aikawa
Este manga cai no erro de usar demasiados clichés , especialmente na última metade. Tem boas personagens e uma excelente química entre o casalinho principal, assim como uma arte apelativa, no entanto a história não acompanhou essa qualidade, o que foi uma pena.
Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.

"The Circumstances of Our Strange Love (Boku to Watashi no Henai Jijou), de Shiro Amano
Este manga é pura diversão! Os personagens são adoráveis, o romance é super-fofo e o final é perfeito. Curtinho mas bom!
Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.

"Undead", de Kazurou Inoue
Conhecendo já vários dos trabalhos deste mangaka, eu esperava algo mais. Undead tem algumas cenas engraçadas e a premissa é interessante, mas as histórias não são muito boas e não me consegui ligar a  nenhuma das personagens em especial, tirando na primeira história.
Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.

"X-Men: Days of Future Past", de Chris Claremont e John Byrne
A razão porque esta é uma história clássica do Universo Marvel é óbvia, ou não fossem as repercursões enormes, no entanto custou-me muito a adaptar ao estilo comic dos anos 80, com diálogos e balões super-descritivos e repetitivos. E o mais engraçado é que mais de metade do álbum nem sequer é sobre o "Days of Future Past", mas até gostei mais da aventura no Canadá, com o regresso do Wendigo.
Foi bom conhecer esta história em BD, mas continuo a preferir a aventura no Wolverine: Dias de um Futuro Passado (publicado pela Devir no Wolverine 8 e 9, em 2000).

 “I Kill Giants – Eu mato Gigantes”, de Joe Kelly e JM (Kingpin Books)
Eu Mato Gigantes conta-nos a história de uma rapariga que, a princípio, pode parecer muito estranha: Usa orelhas de animais na cabeça, não tem amigos, passa muito tempo debaixo da mesa, recusa-se a subir ao primeiro andar de sua casa, e diz-se caçadora de Gigantes (tem inclusive um saco onde diz guardar a sua maior arma, e este está sempre fechado).
A protagonista está belissimamente bem apresentada e a história está construída de tal forma que, apesar de não ser inesperada, a revelação sobre o que se passa no 1º andar da sua casa acaba por ser surpreendente.
Houveram, no entanto, duas coisas que não gostei no enredo: o desfazamento entre os primeiros dois capítulos e os restantes; e a violência desmedida que ocorria entre a Barbara Thorson e a sua ‘rival’ na escola. Era demais!
Fora isso, adorei tudo, desde as personagens (excepto a ‘vilã’) até à forma como a história é contada. Tem o tamanho certo e desenrola-se ao bom ritmo.
Quanto à arte, tenho opiniões divergentes. Por um lado adoro o traço nas cenas mais dinâmicas: nos combates com gigantes, na representação das coisas que a Barbara vê no mundo, e melhor ainda nas cenas de medo e terror que ela sente. Mas por outro lado acho que o traço não funciona bem nos restantes casos, ou seja, nas cenas mais normais; parece apressado e descuidado.
Por exemplo, na cena do combate com o titã, o estilo brilha. Está fenomenal! Mas na escola … bem, digamos que não causa o mesmo impacto.

Em suma, I Kill Giants – Eu mato Gigantes é uma novela gráfica com uma história com a qual é fácil nos relacionarmos, que explora bem as suas potencialidades e nos dá uma protagonista bem interessante. A arte, nas cenas de acção, está fabulosa, mas nas cenas mais corriqueiras acaba por não funcionar bem. Mas não se deixem enganar por isso, pois I Kill Giants – Eu mato Gigantes é um trabalho que merece ser lido e apreciado. Recomendo!

"Black God (Kurokami) vol. 11 a 15", de Dall-Young Lim e Sung-Woo Park 
Adorei a interecção entre a Excel e a Mikami no volume 11. Outra coisa boa foi a evolução do relacionamente entre o Keita, a Kuro e a Akane. Por outro lado começa a aparecer ali um romance onde até agora este era muito frágil, por isso ainda é muito cedo para saber se gosto ou não. Uma coisa que não gostei foi do facto de mais uma rapariga ir viver com  o Keita. O harem não pára de crescer e esta rapariga é especialmente irritante. Fora isso, continua a vontade de saber como isto vai terminar.


"Sword of the Dark Ones", de Yasui Kentaro e Tsukasa Kotobuki
Um bom manga de acção, com excelententes personagens e páginas duplas estonteantes. Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.

"The Wallflower (Yamato Nadeshico Shingi Henge) vol. 24 a 32), de Tomoko Hayakawa
Já há muito que esta série está demasiado cansativa e repetitiva. Testa constantemente a minha vontade de ler o final, que supostamente está tão próximo. Isto porque embora seja uma história super-engraçada, com personagens hilariantes, as piadas repetem-se até ao infinito, já tivemos pelo menos 4 Halloweens e 3 Natais desde o volume 1 e mesmo assim a autora quer-nos fazer acreditar que eles continuam todos com a mesma idade.
A verdade é que ao longo destes últimos volumes houve algum desenvolvimento das personagens mas foi tão ténue que eu estive quase para desistir. Só se aproveita 1 ou 2 capítulos por volume, o que é francamente mau. Mas eu persistirei! Quero ver o fim!

"Ressentiment vol. 4", de Kengo Hanazawa
Este manga é bastante obscuro, mas a premissa é bastante interessante: o mundo virtual sendo mais importante para o protagonista que o mundo real. A reviravolta dada no último volume é mirabolante e foi bem usada. Não posso dizer que amei a série, mas foi muito interessante e se conseguirem adaptar-se ao facto de a maiora das personagens não serem de uma beleza convencional, são capazes de dar umas boas gargalhadas, como eu fiz. O protagonista é em igual parte irritante e alguém com quem se pode empatizar facilmente, e foram realmente as personagens que fizeram o manga.

"Empowered 3", de Adam Warren
Tirando três ou quatro histórias, este volume foi bastante insignificante. A história do passado do Thugboy foi muito boa, e a da Ninjette também estava bem, assim como uma ou duas no início do volume. Mas a Emp foi a que menos desenvolvimento teve neste volume e passou o tempo quase todo em situações ridículas e repetitivas. Imagino que este volume seja de transição, porque até agora foi o mais fraco.
Mesmo assim a arte, como sempre, está absolutamente fabulosa. Linda! Tanto em cenas normais como, especialmente, as de acção. E até os capítulos arte-finalizados (coisa nova nesta BD, já que todos os desenhos são finalizados a graffite/lápis) estã muito bons.

"Três Sombras", de Cyril Pedrosa
Apesar de desconhecer por completo o trabalho deste artista, foi desde as primeiras páginas que "Três Sombras" me impressionou.
A história começa por mostrar-nos a vida corriqueira de uma pequena família que vive isolada na sua pequena quinta, na paz e harmonia do lar. Tudo isto muda quando, uma noite, três figuras surgem no horizonte e a partir daí nunca mais se afastam muito da família. As suas presenças assustam os membros da família, que se vêem impotentes perante as mesmas. E a história progride a partir daí.
E que história! Eu adorei! Fala da perda, da despedida, do amor e de como cada pessoa lida com estas coisas de forma bem diferente. A reacção da mãe é totalmente oposta à do pai e isso enriquece a história. Até mesmo as pessoas que eles vão conhecendo ao longo da viagem, para o bem e para o mal, e depois a parte final em que o pai conhece-se a si mesmo, aos seus medos e sentimentos e estes são exprimidos nas páginas de forma tão cruel. Está muito bom!
A única parte que não gostei particularmente no livro foi quando se revelou o vilão e saltamos de cena sem pré-aviso, de forma completamente abrupta e confusa. Depois a exposição do passado do 'vilão' foi um pouco extensa demais para o papel que ele teve na trama. Mas fora isso, não tenho nada a apontar.
Por seu lado a arte é lindíssima! O artista já trabalhou para os estúdios Disney e isso percebe-se na sequência de imagens, na fluidez dos desenhos e na composição geral das páginas. Este é um álbum que merece ser lido lentamente e apreciado vinheta a vinheta. Certas partes, como a no pantanal, com o velho que salva o pai e o filho, estão incrivelmente bem conseguidas, e então a cena do naufrágio ... Uau! Sem palavras! E para denotar a mestria do desenho, basta dizer (tanto quanto eu reparasse) nunca foram usados onomatopeias (sons escritos) e isso nem se notou, porque o próprio desenho evocava o som.
Um livro feito par ser visto e apreciado uma e outra vez.

Em suma, Três Sombras é uma obra magnífica, com desenhos maravilhosos e uma história tocante  que resultam num álbum que vale a pena ser lido e apreciado devagarinho.

"The Waking Dead - vol. 17", de Robert Kirkman, Charlie Adlard
Há uns tempos li muitos volumes desta série de uma assentada, de tal forma que fiquei saturada e tive de fazer uma pausa bem grande. Para dizer a verdade estava convencida que nunca mais lhe iria pegar, mas recentemente decidi que ia tentar mais uma vez e ver como corria. Realmente esta BD, para mim, não pode ser consumida em grandes doses, ou corre o risco de tornar-se nociva. É pelo facto de ser tão propensa a mortes grotescas e por seguir um ciclo vicioso de: Conflito inicial, conflito extremamente violento, vitória, pequeno rescaldo de 1 ou 2 capítulos, Conflito Incial, conflito extremamente violento, vitória, pequeno rescaldo de 1 ou 2 capítulos, e por aí em diante.
Esta última história, em especial, foi difícil de engolir, talvez porque uma das minhas personagens favoritas morreu de uma forma absolutamente estúpida e desnecessariamente gráfica (mas nesta BD tudo é gráfico até ao extremo).

"Gantz - vol. 30 a 37", de Hiroya Oku
Gantz é, desde o início, um manga bastante gráfico e com uma boa dose de violência. estes últimos volumes não trouxeram grandes surpresas mas a sequência de acção está muito boa e a ligação com as personagens cresce ainda mais à medida que os capítulos vão avançando. A exploração de divindade e religião que é mostrada nos últimos volumes é bastante interessante e o efeito dos rostos de 'Deus' = Wow!
No geral gostei muito do desfecho. A arte está soberba, como já é habitual, e a batalha final foi bem conseguida. o final propriamente dito, ou melhor dizendo: o rescaldo, foi um pouco facilitado demais, mas sinceramente se fosse outro os leitores iam ficar zangados, por isso eu vou deixar passar o cliché em branco.

"Y - The Last Man - vol. 2 a 10", de Brian K. Vaughan e Pia Guerra
A premissa para esta BD é muito intrigante: uma epidemia qualquer mata todos os mamíferos machos do planeta, incluindo todos os homens. Apenas Yorick Brown sobrevive. Ele e o seu símio.
Seguir as desventuras do Yorick pelo mundo, foi uma aventura em pêras. O rapaz atraía sarilhos que era uma coisa louca.
Esta BD tem boas personagens e sabe usá-las para avançar a trama, mas ao mesmo tempo achei que, dadas as circunstâncias, as coisas estavam um pouco facilitadas em certas ocasiões.
O que realmente mais gostei de ver nesta BD foi a degradação da sociedade assim que a calamidade ocorreu. E o seu posterior regresso a um certo nível de normalidade.
Uma coisa engraçada que reparei é que, nesta BD, toda a gente que leva um tiro ou desmaia por outro motivo, acaba por falar no seu sono e dizer coisas que as outras personagens nunca descobririam de outra forma. Achei essa tática muito fraca, sinceramente.
Por outro lado o final romântico foi muito climático e estava, fracamente, excelente, mas a consequente resolução da vida das outras personagens deixou muito a desejar. No entanto depois as últimas 3/4 páginas realmente brilharam e foram perfeitas.

**

E foram estas as muitas leituras bedéfilas do primeiro trimestre de 2015. E vocês, qual foi a melhor BD que leram este ano?

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Leituras e Compras de Março 2015

Vídeo das leituras e compras literárias do passado mês de Março.


Leituras:
- "Beautiful Ruins (A Bela Americana)", Jess Walter
- "Por Mundos Divergentes", Ana C. Nunes, Nuno Almeida, Pedro G.P. Martins, Ricardo Dias, Sara Farinha
- "Anna Dressed in Blood", Kendare Blake
- "A Trilogia de Nova Iorque", Paul Auster
- "Fairest", Marissa Meyer
- "A Morte de Ivan Ilitch", Lev Tolstoi
- "Gantz - 30 a 37", Hiroya Oku
- "Três Sombras", Cyril Pedrosa
- "Y - The Last Man - 2 a 10", Brian K. Vaughan, Pia Guerra
- "Dança do Corvo", Vitor Frazão
- "Monociclo", Vitor Frazão

Compras:
- "À Lareira - Volume 1", José Viale Moutinho
- "Três Sombras", Cyril Pedrosa
- Dicionário Escolar de Alemão-Português, Português-Alemão

quinta-feira, 12 de março de 2015

Compras Literárias - Dez 2014 a Fev 2015

Vídeo com o apanhado das minhas compras  literárias dos últimos meses.


Compras:
- "Saga - Volume 1", de Brian K. Vaughan e Fiona Staples;
- "A Filha da Profecia", de Juliet Marillier;
- "Livro Português das Fábulas", de José Viale Moutinho;
- "Teleny", de Oscar Wilde;
- "O Sinaleiro & Para ser Lido ao Crepúsculo", de Charles Dickens;
- "A Carta Roubada & Berenice", d eEdgar Allan Poe;
- "Xerazade - A Última Noite", de Manuela Gonzaga.

Comentem se já leram algum destes livros.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails