Mostrar mensagens com a etiqueta Cristina Dias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cristina Dias. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Banzai 1

"Banzai - número 1", revista lançada pela NCreatures

Esta revista é dedicada exclusivamente ao estilo manga, com histórias de portugueses no estilo da BD asiática.

Depois do número 0 (opinião aqui) foi finalmente lançado o 1º do que pretende ser uma revista trimestral.
Tal como no número experimental, este contém as duas histórias seriais: TMG - The Mighty Gang, de Joana Rosa Fernandes; e Kuroneko, de Cristina Dias, assim como o one-shot Pandora's Song de Rita Marques.

Senti a falta de um Editorial, um índice e uma página informativa sobre o projecto. parece que foi tudo atirado lá para dentro, sem auxílio. Um pouco de conteúdo editorial seria bem vindo e certamente uma mais valia para a revista. Outra coisa que me parece inadmissível não estar disponível: websites das artistas (conta no Deviantart, blog, portefolio). Como é possível não colocarem isso na revista?

Fica então uma opinião por trabalho:


TMG - The Mighty Gang, de Joana Rosa Fernandes
A minha opinião sobre o volume anterior mantém-se praticamente intacta. É o manga mais consistente e visualmente apelativo. A autora mostra maturidade e à vontade no estilo. Sabe dar ênfase à acção e a história está interessante e bem encadeada. As cenas de acção estão, aliás, excelentes!
O único senão é mesmo o desenho de personagens. Continua impossível distinguir as personagens femininas das masculinas sem ser a olhar-lhes para os peitos. Vestem-se todos de foma semelhante, os rostos são em tudo idênticos e não há traços femininos ou masculinos para os separar.
Fora isso, está muito bom, mesmo!
Fica a vontade de ler mais


Kuroneko, de Cristina Dias
As tiras foram bastante menos interessantes que as do número anterior. O traço, mais limpo, funciona bem, mas pessoalmente preferia como estava antes, o grafite tinha mais impacto.
Esperava mais.


Pandora's Song, de Rita Marques e Inês Pott, arte-finalado por Manuela Cardoso
Se por um lado gostei do simbolismo da história, por outro não simpatizei com a arte-final, nem com o encadeamento narrativo ou a formatação das páginas. Por vezes os diálogos estavm trocados, houve vinhetas desnecssárias e outras que fizeram falta. Enfim, foi um trabalho curioso mas que pecou por necessitar de mais atenção e dedicação.
Teria também gostado muito mais deste manga se a arte-final não fosse digital ou pelo menos tivesse traços de diferentes grossuras para dar mais dinamismo às vinhetas e ainda se tivesse mais textura.
É um estilo que funciona bem em ilustração (como mostra o 'showcase'), mas em BD não!

Aprender Manga, de Natalia Batista
Uma secção que poderá ser interessante para quem quiser aprender a desenhar dentro do estilo. Usou de uma técnica muito comum para ensinar a desenhar o rosto, mas não sei até que ponto será a mais acessível a principiantes. Para curiosos.


Em suma, esta revista valeu a pena pelo "The Mighty Gang". Esperava mais dos restantes trabalhos, mas ainda assim não foram do pior que já vi. Aguardam-se os próximos números.

Visitem o site oficial da revista AQUI.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Banzai 0

"Banzai - número 0", revista lançada pela NCreatures

Esta revista é dedicada exclusivamente ao estilo manga, com histórias de portugueses no estilo da BD asiática.

Neste número experimental, temos duas histórias distintas: TMG - The Mighty Gang, de Joana Rosa Fernandes; e Kuroneko, de Cristina Dias, por isso vamos por partes:

TMG - The Mighty Gang, de Joana Rosa Fernandes
A BD que mais página ocupa neste volume, tem claramente um estilo shounen, com quais os fãs se identificaram rapidamente. Os traços são muito bons, e nota-se que já tem alguma experiência no desenho, não caindo nos "erros" comuns. São nos mostradas algumas cenas interessantes e a BD não é "parada", embora o início tenha quase se arrastado (não chegou a tal, mas quase).
No entanto, exactamente o mesmo que faz os fãs se corresponderem com o estilo, é o que torna o desenho ... vulgar. Não há nada de muito único, o que não é necessariamente mau (a mim não me incomoda, mas é um ponto a assinalar). Outra coisa a notar, é que as personagens femininas não são nada ... femininas. Aliás, demorei algum tempo a perceber que duas delas o eram, porque os rostos eram demasiado masculinos. Só nas últimas páginas é que ficaram bem mais notórios os traços femininos. Isto poderia ser propositado, mas como acontece em ambas personagens, tenho certas dúvidas.
Quanto à história, esta não é má, mas cai um pouco na "idiotice" das personagens. Para começar, nenhum deles é 'criança', por isso não me parece que alguém com juízo fosse entregar a carteira a uma estranha, mas mais que isso, quem perdoa um estranho que os ataca com uma katana, com a clara intenção de ferir? Eu sou a favor do perdão, mas esta forma de juntar os três pareceu-me algo forçada, para dar lugar à acção.
No entanto, é uma BD que se lê e vê com muito gosto. Parece-me ter potencial, por isso irei com certeza continuar a ler.

Kuroneko, de Cristina Dias
Este trabalho não é bem uma BD, é mais uma junção de frames, ou quanto muito 'tiras'. No entanto, o desenho encantou-me, especialmente porque está somente a grafite, e as personagens interessaram-me. Cada página é uma história distinta, e funciona muito bem dessa forma.

Senti a falta de uma nota introdutória, a explicar como surgiu o projecto (da revista) e se aceitam submissões, ou mesmo um email ou site de contacto. Também me pareceu uma falha redonda não haver qualquer informação sobre as autoras, para além dos seus nomes. É sempre interessante saber se já fizeram outros trabalhos, ou se têm um site (ou conta no Deviantart, ou afins).

A publicação está excelente e a qualidade muito boa. Certamente é uma publicação a seguir e que não hesitarei em tornar a comprar.

Visitem o site oficial da revista AQUI.

Nota: Um pequeno aparte, é que neste campo, eu sou bem mais tolerante e "aberta" do que algumas pessoas. Está certo que há um estilo oriental para os desenhos, mas mesmo nos mangas os desenhos são muito variados e há artistas para todos os gostos. Por isso, acho que dizer "estilo manga" é um pouco ... discriminatório em certos casos. Mas bem, isto é só um desabafo, que nada tem a ver com a revista, por isso perdoem-me o interlúdio.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails