"Imaginário, vol. 2" de João Barreiros, Saint-Clair Stockler, Jorge Candeias, Alexandre Heredia, Eric Novello, Sacha Ramos, Luís Filipe Silva, Tibor Moricz, André Carneiro (Editora Draco - Brasil)
Sinopse:
Uma antologia que reúne vários contos dentro dos géneros da fantasia e da ficção científica, com autores brasileiros e portugueses reunidos neste que é o segundo volume da colecção Imaginários.
Opinião:
Escrevi uma opinião distinta para cada conto, e podem lê-las aqui:
- "Se acordar antes de morrer...", de João Barreiros (7 valores);
- "Às vezes eu os vejo", de Saint-Clair Stockler (6 valores);
- "Flor do Trovão", de Jorge Candeias (7 valores);
- "O toque invisível", de Alexandre Heredia (4 valores);
- "O cheiro do suor", de Eric Novello (8 valores);
- "A Rosa Negra", de Sacha Ramos (4 valores);
- "A casa de um homem", de Luís Filipe Silva (8 valores);
- "Eu te amo, Papai", de Timor Moricz (8 valores)
- "Uma questão de língua", de André Carneiro (5 valores)
Edição:
Alguns erros foram encontrados durante a leitura, que poderiam ter sido evitados, mas que não foram em número suficiente para se tornarem incomodativos.
A selecção das obras pareceu-me coesa e numa variedade significativa de géneros e sub-géneros da fantasia e ficção científica.
Capa (Roko) & Design:
A capa está muito apelativa, mas fiquei um pouco desapontado porque nada tem a ver com o conteúdo do livro. parece-me que ao colocarem ilustrações originais na capa, seria de maior vantagem ilustrarem contos retratados no interior da antologia.
De resto achei a organização interior simples mas muito boa e a paginação estava bastante boa, e, embora os textos estivessem em letra pequena, não senti dificuldade em ler nenhum dos contos.
Em suma esta é uma excelente antologia, com contos bem interessantes e diversificados, que mostram sem dúvida que o talento está em todas as vertentes da língua portuguesa, e com isto fiquei também a perceber que não tenho de ter receio de ler livros em português do Brasil, porque se percebe bem melhor do que eu pensava.
Uma aposta ganha da Editora Draco e espero ter oportunidade de ler e ver mais iniciativas do género.
Nota: Este livro foi-me oferecido pelo Jorge Candeias num passatempo promovido no blog do autor.
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
::Conto:: Uma questão de língua
"Uma questão de língua" de André Carneiro, na antologia "Imaginários 2" (Editora Draco - Brasil)
Sinopse:
Observando, seguindo, estudando, espionando, chantageando e amando a mulher que quer para si.
Opinião:
Talvez eu não seja tão inteligente quanto penso, ou talvez não esteja nos meus dias, mas tive de reiniciar a leitura deste conto porque os meus olhos já davam voltas nas respectivas cavidades oculares. E, mesmo depois de reler, continuei sem saber muito bem o que achar deste conto rebuscado que se perde nas suas próprias palavras.
A escrita é quase poética, mas a forma narrativa é um pouco confusa de mais o que tira muito do gosto da leitura.
A ideia está fascinante, e em certo ponto relembrou-me a "Lolita" de Vladimir Nabokov, posso até dizer que encontrei várias semelhanças no relacionamento doentio das duas personagens principais.
Gostei do final e dos segredos que toda a trama escondia, mas confesso que não gostei especialmente de nenhuma das personagens, e como disse (talvez por ignorância minha) não consegui desfrutar a escrita.
Sinopse:
Observando, seguindo, estudando, espionando, chantageando e amando a mulher que quer para si.
Opinião:
Talvez eu não seja tão inteligente quanto penso, ou talvez não esteja nos meus dias, mas tive de reiniciar a leitura deste conto porque os meus olhos já davam voltas nas respectivas cavidades oculares. E, mesmo depois de reler, continuei sem saber muito bem o que achar deste conto rebuscado que se perde nas suas próprias palavras.
A escrita é quase poética, mas a forma narrativa é um pouco confusa de mais o que tira muito do gosto da leitura.
A ideia está fascinante, e em certo ponto relembrou-me a "Lolita" de Vladimir Nabokov, posso até dizer que encontrei várias semelhanças no relacionamento doentio das duas personagens principais.
Gostei do final e dos segredos que toda a trama escondia, mas confesso que não gostei especialmente de nenhuma das personagens, e como disse (talvez por ignorância minha) não consegui desfrutar a escrita.
::Conto:: Eu te amo, Papai
"Eu te amo, Papai" de Tibor Moricz, na antologia "Imaginários 2" (Editora Draco - Brasil)
Sinopse:
Num tempo em que as crianças são uma fonte de energia, os adultos perderam a responsabilidade de ser pais.
Opinião:
Aquilo que começou de forma estranha, sem indicar onde iria, tornou-se no fim um conto cheio de segundas intenções, escrito e pensado com génio.
Não fosse o início, teria gostado ainda mais deste conto, mas também não foi isso que estragou a leitura.
Adorei a ideia por detrás da história e o realismo das reacções das personagens, tanto crianças como adultos. Os diálogos também estavam fantásticos e a narrativa apelou. Em suma, um conto de ficção científica que caiu bem e que poderia ainda ter pano para mangas, mas que ainda assim não deixa o leitor insatisfeito.
Sinopse:
Num tempo em que as crianças são uma fonte de energia, os adultos perderam a responsabilidade de ser pais.
Opinião:
Aquilo que começou de forma estranha, sem indicar onde iria, tornou-se no fim um conto cheio de segundas intenções, escrito e pensado com génio.
Não fosse o início, teria gostado ainda mais deste conto, mas também não foi isso que estragou a leitura.
Adorei a ideia por detrás da história e o realismo das reacções das personagens, tanto crianças como adultos. Os diálogos também estavam fantásticos e a narrativa apelou. Em suma, um conto de ficção científica que caiu bem e que poderia ainda ter pano para mangas, mas que ainda assim não deixa o leitor insatisfeito.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
::Conto:: A Casa de um Homem
"A Casa de um Homem" de Luís Filipe Silva, na antologia "Imaginários 2" (Editora Draco - Brasil)
Sinopse:
Um homem entra na Zona, cidade sem lei, para recuperar a sua casa.
Opinião:
Com um início que choca e agarra o leitor, este conto está recheado de acção e consegue manter um ambiente negro e cru em toda a história, este conto consegue fazer com que as imagens passem em frente ao leitor a uma velocidade fenomenal, sugando-nos para a trama.
Só foi mesmo pena ficarem algumas coisas por esclarecer que deixaram vontade de saber mais sobre o Samuel.
Sinopse:
Um homem entra na Zona, cidade sem lei, para recuperar a sua casa.
Opinião:
Com um início que choca e agarra o leitor, este conto está recheado de acção e consegue manter um ambiente negro e cru em toda a história, este conto consegue fazer com que as imagens passem em frente ao leitor a uma velocidade fenomenal, sugando-nos para a trama.
Só foi mesmo pena ficarem algumas coisas por esclarecer que deixaram vontade de saber mais sobre o Samuel.
::Conto:: A Rosa Negra
"A rosa Negra" de Sacha Ramos, na antologia "Imaginários 2" (Editora Draco - Brasil)
Sinopse:
Djogo planeia partir para o Brasil, atrás da sua amada, mas antes disso terminará a sua criação; a rosa negra.
Opinião:
Esta história tinha todo o potencial para ser muito boa, mas devido à forma como a autora a contou, acabou por tornar-se medíocre.
A voz narrativa é estranha, mas onde perde mais pontos é mesmo nas personagens, pois enquanto o narrador nos diz uma coisa, as personagens agem de forma totalmente oposta, como que para mover rapidamente o enredo, mas sem fazer sentido ou sequer parecer natural. os diálogos também são fracos, o que piora ainda mais a situação.
Neste conto a história é boa e a ideia fantástica, mas tudo o resto arruína a possibilidade de poder gostar do resultado final.
Sinopse:
Djogo planeia partir para o Brasil, atrás da sua amada, mas antes disso terminará a sua criação; a rosa negra.
Opinião:
Esta história tinha todo o potencial para ser muito boa, mas devido à forma como a autora a contou, acabou por tornar-se medíocre.
A voz narrativa é estranha, mas onde perde mais pontos é mesmo nas personagens, pois enquanto o narrador nos diz uma coisa, as personagens agem de forma totalmente oposta, como que para mover rapidamente o enredo, mas sem fazer sentido ou sequer parecer natural. os diálogos também são fracos, o que piora ainda mais a situação.
Neste conto a história é boa e a ideia fantástica, mas tudo o resto arruína a possibilidade de poder gostar do resultado final.
::Conto:: O cheiro do suor
"O cheiro do suor" de Eric Novello, na antologia "Imaginários 2" (Editora Draco - Brasil)
Sinopse:
White entra no bar de Liam, propositadamente ignorando o facto de Noel andar a atrás dele e do seu dom.
Opinião:
Adorei a escrita do autor, crua e directa, sem rodeios nem floreados, desvendando no compasso certo o que se passa, quem está na história e o porquê de estes se cruzarem. A ideia do dom do White também está fantástica e gostava de ver mais histórias com estes personagens.
Em poucas páginas o autor conseguiu desenvolver muito bem as personagens e o ambiente que os rodeia, sem nos dizer tudo, mas deixando que o leitor chegasse às suas próprias conclusões.
Sinopse:
White entra no bar de Liam, propositadamente ignorando o facto de Noel andar a atrás dele e do seu dom.
Opinião:
Adorei a escrita do autor, crua e directa, sem rodeios nem floreados, desvendando no compasso certo o que se passa, quem está na história e o porquê de estes se cruzarem. A ideia do dom do White também está fantástica e gostava de ver mais histórias com estes personagens.
Em poucas páginas o autor conseguiu desenvolver muito bem as personagens e o ambiente que os rodeia, sem nos dizer tudo, mas deixando que o leitor chegasse às suas próprias conclusões.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
::Conto:: O toque invisível
"O toque invisível" de Alexandre Heredia, na antologia "Imaginários 2" (Editora Draco - Brasil)
Sinopse:
Miguel, um técnico informático, invoca uma reunião urgente na empresa, onde apresenta Phoebe, uma estranha que fala só pelo telefone.
Opinião:
Uma história de ficção científica, apoiada quase totalmente no diálogo e embora este seja fluído e interessante, é também por escolher esta forma de contar a história que o autor peca mais. Ao invés de mostrar a história, ele relata-nos em incontáveis monólogos e breves interacções que não maçam, mas também não convidam ao divertimento que a literatura deveria incutir.
Outro ponto menos a favor é a pouca originalidade do enredo. Certo é que poucas coisas são verdadeiramente originais nos dias que correm, mas o facto é que este conto não inova em aspecto nenhum, o que lhe tira muito mérito.
Gosto da forma como autor escreve, embora o português (do Brasil) deste autor seja mais notório do que o do Saint-Clair Stockler (onde pouco notei a diferença) mas isso não incomodou.
Acredito que noutro tipo de história o autor consiga cativar, mas neste caso, perdeu-se numa rede de clichés.
Sinopse:
Miguel, um técnico informático, invoca uma reunião urgente na empresa, onde apresenta Phoebe, uma estranha que fala só pelo telefone.
Opinião:
Uma história de ficção científica, apoiada quase totalmente no diálogo e embora este seja fluído e interessante, é também por escolher esta forma de contar a história que o autor peca mais. Ao invés de mostrar a história, ele relata-nos em incontáveis monólogos e breves interacções que não maçam, mas também não convidam ao divertimento que a literatura deveria incutir.
Outro ponto menos a favor é a pouca originalidade do enredo. Certo é que poucas coisas são verdadeiramente originais nos dias que correm, mas o facto é que este conto não inova em aspecto nenhum, o que lhe tira muito mérito.
Gosto da forma como autor escreve, embora o português (do Brasil) deste autor seja mais notório do que o do Saint-Clair Stockler (onde pouco notei a diferença) mas isso não incomodou.
Acredito que noutro tipo de história o autor consiga cativar, mas neste caso, perdeu-se numa rede de clichés.
::Conto:: Flor do Trovão
"Flor do trovão" de Jorge Candeias, na antologia "Imaginários 2" (Editora Draco - Brasil)
Sinopse:
A profecia ditava que um dia nasceria uma fêmea tuu quando um só sol pairasse sobre o horizonte e o trovão se enrolasse nos picos das montanhas.
Opinião:
Este pequeno conto lembra as fábulas, com as suas criaturas animadas, as profecias, os mãos da fita e os obstáculos que a heroína, neste caso, tem de ultrapassar pelo bem do seu povo.
A história está bem conseguida e o final é diferente, se bem que não totalmente imprevisível, mas ao menos deixa-nos com a sensação de não estar a seguir parâmetros pré-definidos.
O ponto fraco do conto foi mesmo a falta de descrição dos seres nele mostrados, e que prometiam ser tão mais interessantes quanto fossem expostos. Fisicamente as criaturas praticamente não são descritas, e eu que nem sou de gostar de descrições pormenorizadas, senti a falta de algo que me dissesse o que eram os tuu, os kráá e demais criaturas mencionadas. Claro que a minha imaginação funcionou neste caso, mas não posso afirmar se será de todo fiel à ideia que o autor tem das espécies.
Um conto curto que termina mais que satisfatoriamente, mas que poderia ter sido ainda mais desenvolvido, a nível de personagens, mas que aparte disso está muito bom.
Sinopse:
A profecia ditava que um dia nasceria uma fêmea tuu quando um só sol pairasse sobre o horizonte e o trovão se enrolasse nos picos das montanhas.
Opinião:
Este pequeno conto lembra as fábulas, com as suas criaturas animadas, as profecias, os mãos da fita e os obstáculos que a heroína, neste caso, tem de ultrapassar pelo bem do seu povo.
A história está bem conseguida e o final é diferente, se bem que não totalmente imprevisível, mas ao menos deixa-nos com a sensação de não estar a seguir parâmetros pré-definidos.
O ponto fraco do conto foi mesmo a falta de descrição dos seres nele mostrados, e que prometiam ser tão mais interessantes quanto fossem expostos. Fisicamente as criaturas praticamente não são descritas, e eu que nem sou de gostar de descrições pormenorizadas, senti a falta de algo que me dissesse o que eram os tuu, os kráá e demais criaturas mencionadas. Claro que a minha imaginação funcionou neste caso, mas não posso afirmar se será de todo fiel à ideia que o autor tem das espécies.
Um conto curto que termina mais que satisfatoriamente, mas que poderia ter sido ainda mais desenvolvido, a nível de personagens, mas que aparte disso está muito bom.
terça-feira, 25 de maio de 2010
::Conto:: Às vezes eu os vejo
"Às vezes eu os vejo" de Saint-Clair Stockler, na antologia "Imaginários 2" (Editora Draco - Brasil)
Sinopse:
«São criaturas altas e louras, pálidas, sempre silenciosas.»
Opinião:
Esta pequena história começou por parecer semelhante a muitas outras, indicando a possibilidade de elfos, mas o autor conseguiu surpreender ao revelar a verdadeira natureza dos estranhos e só foi pena a forma como o contou e demonstrou.
Gostei muito da escrita do autor, que é simples mas não não simplista, contando o que faz falta, sem floreados ou extras desnecessários. Também a forma como ele conta o conto está bem conseguida, deixando o leitor a ponderar até à sequência final.
Infelizmente foi também o final que desapontou pois pelo que lemos das personagens até aí, as suas acções não coincidem, parece que de um momento para o outro mudam radicalmente sem explicação lógica e o que fica implícito no final também não ajudou a que este conto passasse de mediano. Uma pena, pois os primeiros dois terços da história estavam excelentes.
Classificação: 6/10 (Interessante)
Sinopse:
«São criaturas altas e louras, pálidas, sempre silenciosas.»
Opinião:
Esta pequena história começou por parecer semelhante a muitas outras, indicando a possibilidade de elfos, mas o autor conseguiu surpreender ao revelar a verdadeira natureza dos estranhos e só foi pena a forma como o contou e demonstrou.
Gostei muito da escrita do autor, que é simples mas não não simplista, contando o que faz falta, sem floreados ou extras desnecessários. Também a forma como ele conta o conto está bem conseguida, deixando o leitor a ponderar até à sequência final.
Infelizmente foi também o final que desapontou pois pelo que lemos das personagens até aí, as suas acções não coincidem, parece que de um momento para o outro mudam radicalmente sem explicação lógica e o que fica implícito no final também não ajudou a que este conto passasse de mediano. Uma pena, pois os primeiros dois terços da história estavam excelentes.
Classificação: 6/10 (Interessante)
segunda-feira, 24 de maio de 2010
::Conto:: Se acordar antes de morrer ...
"Se acordar antes de morrer ..." de João Barreiros na antologia "Imaginários 2" (Editora Draco - Brasil)
Sinopse:
O Funcionário desperta, pronto a desempenhar a sua função: Colocar a pele do Pai Natal (São Nicolau) e distribuir amostras grátis dos produtos da CC.
Opinião:
Mais uma vez o autor conseguiu transportar-me para um dos seus mundos pós-apocalípticos onde o envolvente me sugou numa descrição fantástica do redor, deixando ainda assim muito para a imaginação do leitor, não se tornando por isso cansativa.
Adorei a forma como o Funcionário e as suas acções foram descritas e especialmente a sua naturalidade em querer ajudar os clientes, sem se dar conta que na verdade os estava a condenar (muito realista tendo em conta que falamos de uma máquina apenas programada para uma tarefa e nada mais).
Está certo que muito pouco nos é explicado sobre como o mundo chegou ao estado descrito, mas as pistas são suficientes para satisfazer as necessidades do conto, sem que tenha de haver recurso a (possíveis) esclarecimentos maçadores sobre as duas semanas que antecederam o despertar do Funcionário.
Acho que o único ponto fraco do conto foi mesmo a praga zombie, com a típica "Gah ... miolos", que poderá fazer o delírio de alguns, mas que me pareceu, se bem que compreensível, algo incongruente, mas a ideia dos insectos e demais animais zombies, estava muito interessante e é certamente algo que eu não me importaria de ver mais aprofundado.
Também o último capítulos (de apenas um parágrafo) me pareceu desnecessário, mas não foi isso que estragou o conto.
Sendo este o segundo conto que leio do autor, posso afirmar agora que gosto bastante da escrita do autor e sem dúvida que vou ler mais trabalhos dele.
Curiosidade: Este é o conto que dá nome e inspira a ilustração da colectânea do autor "Se acordar antes de morrer" (podem ver a imagem à direita)
Sinopse:
O Funcionário desperta, pronto a desempenhar a sua função: Colocar a pele do Pai Natal (São Nicolau) e distribuir amostras grátis dos produtos da CC.
Opinião:
Mais uma vez o autor conseguiu transportar-me para um dos seus mundos pós-apocalípticos onde o envolvente me sugou numa descrição fantástica do redor, deixando ainda assim muito para a imaginação do leitor, não se tornando por isso cansativa.
Adorei a forma como o Funcionário e as suas acções foram descritas e especialmente a sua naturalidade em querer ajudar os clientes, sem se dar conta que na verdade os estava a condenar (muito realista tendo em conta que falamos de uma máquina apenas programada para uma tarefa e nada mais).
Está certo que muito pouco nos é explicado sobre como o mundo chegou ao estado descrito, mas as pistas são suficientes para satisfazer as necessidades do conto, sem que tenha de haver recurso a (possíveis) esclarecimentos maçadores sobre as duas semanas que antecederam o despertar do Funcionário.
Acho que o único ponto fraco do conto foi mesmo a praga zombie, com a típica "Gah ... miolos", que poderá fazer o delírio de alguns, mas que me pareceu, se bem que compreensível, algo incongruente, mas a ideia dos insectos e demais animais zombies, estava muito interessante e é certamente algo que eu não me importaria de ver mais aprofundado.
Também o último capítulos (de apenas um parágrafo) me pareceu desnecessário, mas não foi isso que estragou o conto.Sendo este o segundo conto que leio do autor, posso afirmar agora que gosto bastante da escrita do autor e sem dúvida que vou ler mais trabalhos dele.
Curiosidade: Este é o conto que dá nome e inspira a ilustração da colectânea do autor "Se acordar antes de morrer" (podem ver a imagem à direita)
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