"The End is Nigh (The Apocalypse Triptych 1), de John Joseph Adams, Hugh Howey , Ben H. Winters, Annie Bellet, Will McIntosh, Megan Arkenberg, Scott Sigler, Jack McDevitt, Nancy Kress, Seanan McGuire, Jonathan Maberry, David Wellington, Robin Wasserman, Matthew Mather, Paolo Bacigalupi, Sarah Langan, Desirina Boskovich, Charlie Jane Anders, Ken Liu, Jake Kerr, Tananarive Due, Tobias S. Buckell, e Jamie Ford (ainda não publicado em Portugal)
Opinião:
Nunca tinha ouvido falar de uma trilogia de antologias mas gosto do conceito!
The End is Nigh é o primeiro livro, e fala dos acontecimentos que antecedem o fim do mundo, pela mão de vários autores, alguns famosos e outros que descobri pela primeira vez neste livro.
Temos fins religioso, vírus, extra-terrestres, e muito mais. Há histórias para todos os gostos e de vários tamanhos.
Gostei bastante de vários dos contos e por isso conto ler a sequela muito em breve.
Fiquem com a opinião conto a conto:
"The Balm and the Wound", de Robin Wasserman
A história tem um início muito interessante visto que fala de um culto religioso e entra logo na mente do seu líder que nada mais quer do que ganhar uns trocos. Mas tudo muda quando o fim do mundo que ele previu realmente acontece. O senão deste conto é que realmente achei as outras personagens muito plásticas.
"Heaven is a Place on Planet X", de Desirina Boskovich
Este conto recordou-me um pouco o "Childhood's End" do Arthur C. Clarke, na medida em que tudo se despoleta quando uma raça alienígena decide liderar a raça humana para um futuro melhor. A diferença é que neste conto o período de transição é relativamente curto.
Gostei das personagens mas não gostei de o facto de não sabermos realmente o que acontece aos seres humanos que são considerados culpados dos crimes. Só nos dizem que são "enforced" e o leitor imagina que seja pena de morte mas nunca sabe ao certo.
"Break! Break! Break!", de Charlie Jane Anders
Adorei o ritomo da prosa. As personagens eram meias psicadélicas e a sua busca por adrenalina não fazia muito sentido no início, mas aos poucos as coisas foram-se desvendandado e tudo fez sentido. A brutalidade deste mundo, mesmo antes do seu fim, é cruamente descrita.
Gostei deste conto e só gostava que o final tivesse sido melhor.
"The Gods Will Not Be Chained", de Ken Liu
A construção da narrativa neste conto é calma mas resulta bem. A relação familiar que se vai desenrolando, bem como a ideia do rapto de mentes brilhantes e seu imprisionamento para uso corporativo, é na verdade bastante verossímil.
"Wedding Day", de Jake Kerr
Este conto tem muito sentimento. Trata de um casal de mulheres, que pensavam há anos casar-se mas que nunca tiveram oportunidade (porque era ilegal). A legalização do seu casamento é logo acompanhado pelo fim do mundo e o que se segue acaba por ser bastante previsível mas isso não é um problema porque, na verdade, aqui é o que elas sentem uma pela outra que importa. Gostei bastante.
"Removal Order", de Tananarive Due
Este conto fala de uma jovem mulher que fica com a sua avó eferma mesmo depois de toda a população ser evacuada. Adorei a forma como se focou na responsabilidade que ela sentia para com a avó e tudo o que fez por ela, sendo que a idosa está acamada e tem de ser a neta a fazer tudo por ela. A própria ideia por detrás do apocalipse, embora pouco clara, é suficientemente interessante e está sempre lá, como um manto em tudo o que acontece. O final surepreendeu-me e a prosa envolveu-me mesmo muito.
"System Reset", de Tobias S. Buckell
As personagens são o ponto forte deste conto, pelos seus valores e pela sua personalidade que se mostra logo nos primeiros parágrafos. A história podia ter fluído um pouco melhor no início, mas no fim a acção estava no passo certo. Espero que tenha continuação.
"This Unkempt World is Falling to Pieces", de Jamie Ford
Num passado que poderia ser nosso, a história começa de forma um pouco estranha. Não nos são dadas suficientes informações para sabermos onde estamos e quais as regras deste mundo mas aos poucos vamos percebendo o que se passa. Os detalhes são realmente fantásticos.Contudo não me consegui ligar muito às personagens nem ao romance.
"Bring her to me", de Ben H. Winters
Logo no início sabemos o que está em jogo e eu gostei muito disso. As personagens estão muito bem construídas e a sequência de acção é brilhante. Gostei mesmo muito deste conto que fala de um futuro onde todas as pessoas conseguem ouvir a voz de um homem que assumem ser Deus. O final está excelente e fiquei com vontade de ler mais.
"In the Air", de Hugh Howey
A acção deste conto não é sequencial e desta vez não acho que isso tenha funcionado a favor do conto. Aliás, acho que grande parte dos flashbacks nem fizeram grande diferença. Metade deles são desnecessários. No entanto o protagonista é bem explorado e ficamos a saber o que o move e como as suas decisões não só afectaram a sua família como também o resto do mundo.
No fim mal sabemos realmente qual o mal que se abateu sobre o mundo mas sabemos o suficiente.
"Goodnight Moon", de Annie Bellet
Este é um conto bastante curto (quase todos nesta antologia o são, mas este pareceu ainda mais pequeno) mas eu gostei do ambiente entre as personagens e de como as ficamos a conhecer relativamente bem em poucas linhas. Fala-nos de um grupo de astronautas que descobre , tarde de mais, que vão morrer e a vida na Terra nunca mais será amesma. No entanto pareceu-me que resolveram o seu dilema (de quem seria salvo) com um pouco de facilidade a mais. Será que seriam mesmo todos assim tão altruístas?
Mas fora isso o final foi muito bem escrito.
"Dancing with Death in the Land of Nod", de Will McIntosh
Um dos meus contos favoritos da antologia! Gostei mesmo muito da relação que se gerou entre os dois protagonistas, especialmente porque além de falar de algo pré-apocaliptico também tocou em assuntos como Alzheimer, o abandono dos idosos e dos efermos, um pouco como o conto "Removal Order" (também nesta antologia).
O final não foi inesperado mas ainda assim foi muito bem executado.
"Houses Without Air", de Megan Arkenberg
Não entendi este conto. Há histórias assim, que lemos mas realmente nada faz clique. Este foi um desses. É muito detalhado nas suas descrições mas o mundo é confuso e a única coisa que é certa é que o problema está no ar.
"The Fifth Day of Deer Camp", de Scott Sigler
Gostei de como este conto começou mesmo de forma muito banal. Parecia o prelúdio de um daqueles filmes de terror estilo Cabin in the Woods (não o filme com esse nome, que é bem diferente e muito fixe). No entanto achei que as personagens pareciam-se todas muito umas com as outras. Não as consegui individualizar. Mas fica a curiosidade por saber o que se vai passar a seguir.
"Enjoy the Moment", de Jack McDevitt
A protagonista neste conto é tão normal que é muito fácil relacionarm-nos com ela. O facto de que algo que ela econtrou, ao acaso, e que achou não ser nada des especial acabar por ter um desfecho tão negro, dá-lhe muita profundidade.
"Pretty Soon the Four Horsemen are Going to Come Riding Through", de Nancy Kress
Este conto fala de bullying e do próximo passo na evolução humana. Foi estranho mas muito interessante ver como a sociedade exilava e maltratava as crianças que eram diferentes e de como o seu lado mais animalesco sobresaía nos momentos mais estranhos. Fez-me reflectir.
"Spores", de Seanan McGuire
Este conto arrepiou-me toda, isto porque o conceito em si arrepia-me. Não sei porquê mas tenho mais nojo de fungos na pele do que sangue. Estranho? Sim mas eu sou assim.
Mas mesmo assim adorei! A prosa é muito boa e as personagens são realistas. Uma família normal, com uma mulher com um distúrbio obsessivo com o qual lidam bem, um casamento homossexual tratado com normalidade, e o vírus tão estranho e que se entranha lentamente no leitor.
"She’s Got a Ticket to Ride", de Jonathan Maberry
Este conto fala mesmo do que está por detrás de uma conspiração para manter o público ignorante de uma ameaça que os apelidados de lunáticos tentam avisar todos que está a chegar.
Como se foca no todo, acaba por negligenciar as personagens que são quase que irrelvantes. O que importa é a história.
"Agent Unknown", de David Wellington
O protagonista é um agente que está encarregue de suprimir uma doença virulenta que aparece aos poucos um pouco por toda a américa. Trabalha sozinho e através dele conhecemos a doença e o estado das coisas, até que ele percebe que nem ele está a par de tudo. Muito bom!
"Enlightenment", de Matthew Mather
Este conto é bastante arrepiante, pelo seu conceito e pelo encadeamento dos acontecimentos. Nele uma vegan com problemas de relacionamento vê-se envolvida com um culto com um estilo de vida mais que bizarro. Muito estranho! O que não foi óbvio foi o apocalipse em si. Como é que as acções deste culto levarão ao fim do mundo?
"Shooting the Apocalypse", de Paolo Bacigalupi
Este conto é, definitivamente, uma prequela para o "The Water Knife", que eu li no ano passado. Perecebi isto logo desde o início e, na verdade, foi bom regressar a este mundo imperdoável, e ao início de tudo. As personagens estão excelentes, a forma como interagem e dictutem e se movem funciona muito bem. Vale a pena, quer seja porque leram o romance ou porque querem conhecer o trabalho do autor.
"Love Perverts", de Sarah Langan
Este é um conto que fala do que as pessoas seriam capazes de fazer se soubessem que o fime stava próximo e não podiam mais ser salvas. O extremo das decisões e acções dos jovens protagonistas, do professor que trai a confiança deles, e de todos os outros com quem se cruzam. Nenhuma personagem é boa, nenhuma tem perdão, mas num mundo à beira do abismo, quem cometeu os priores crimes. Gostei da ambiguidade e da cruza deste conto.
Sinopse (inglês):
Famine. Death. War. Pestilence. These are the harbingers of the biblical apocalypse, of the End of the World. In science fiction, the end is triggered by less figurative means: nuclear holocaust, biological warfare/pandemic, ecological disaster, or cosmological cataclysm.
But before any catastrophe, there are people who see it coming. During, there are heroes who fight against it. And after, there are the survivors who persevere and try to rebuild. THE APOCALYPSE TRIPTYCH will tell their stories.
Edited by acclaimed anthologist John Joseph Adams and bestselling author Hugh Howey, THE APOCALYPSE TRIPTYCH is a series of three anthologies of apocalyptic fiction. THE END IS NIGH focuses on life before the apocalypse. THE END IS NOW turns its attention to life during the apocalypse. And THE END HAS COME focuses on life after the apocalypse.
THE END IS NIGH features all-new, never-before-published works by Hugh Howey, Paolo Bacigalupi, Jamie Ford, Seanan McGuire, Tananarive Due, Jonathan Maberry, Robin Wasserman, Nancy Kress, Charlie Jane Anders, Ken Liu, and many others.
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segunda-feira, 15 de maio de 2017
The End is Nigh
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
Leituras do Mês de Maio 2016
Ora acontece que enquanto estava a preparar este post mensal dei por mim a fazer opiniões tão compridas e detalhadas que tive mesmo de fazer posts individuais para cada livro. Ainda bem! :)
"É Aqui que Ela Mora", de Sílvia Mota Lopes, Carla Pinto e Célio Vieira Peixoto
Mais um livro infantil da autora que nos visitou pela segunda vez no Clube de Leitura de Braga. Este novo livro vem acompanhado de músicas originais e está escrito como poesia. Podem ler a opinião completa aqui no blog.
7/10
"Grave Doubts / Haunted (Mediator 5)", de Meg Cabot
Esta foi a minha segunda leitura deste livro este ano mas o melhor mesmo é lerem a opinião completa AQUI para saberem tudo ao pormenor.
7/10
"The Water Knife", de Paolo Bacigalupi
Eu adorei a premissa (a escassez de água no mundo que cria desigualdade social e intriga politica) para este livro e há muito que tinha vontade de ler algo deste consagrado autor. Podem ler a opinião completa AQUI, no artigo individual.
6,5/10
"Heaven Sent / Twilight (Mediator 6)", de Meg Cabot
A que, na altura, foi a última aventura de Suze Simmons deixou algo a desejar. Podem ler tudo o que tenho a dizer AQUI, porque as aventuras 5 & 6 merecerem opinião individual.
5/10
"O Deus das Pequenas Coisas", de Arundhati Roy
Este livro tem uma das prosas mais bonitas que eu li nos últimos tempos. Até as cenas mais banais parecem interessantes e a autora sabe colocar detalhes em todos os cantos. Leiam tudo AQUI.
7,5/10
"É Aqui que Ela Mora", de Sílvia Mota Lopes, Carla Pinto e Célio Vieira Peixoto
Mais um livro infantil da autora que nos visitou pela segunda vez no Clube de Leitura de Braga. Este novo livro vem acompanhado de músicas originais e está escrito como poesia. Podem ler a opinião completa aqui no blog.
7/10
"Grave Doubts / Haunted (Mediator 5)", de Meg Cabot
Esta foi a minha segunda leitura deste livro este ano mas o melhor mesmo é lerem a opinião completa AQUI para saberem tudo ao pormenor.
7/10
"The Water Knife", de Paolo Bacigalupi
Eu adorei a premissa (a escassez de água no mundo que cria desigualdade social e intriga politica) para este livro e há muito que tinha vontade de ler algo deste consagrado autor. Podem ler a opinião completa AQUI, no artigo individual.
6,5/10
"Heaven Sent / Twilight (Mediator 6)", de Meg Cabot
A que, na altura, foi a última aventura de Suze Simmons deixou algo a desejar. Podem ler tudo o que tenho a dizer AQUI, porque as aventuras 5 & 6 merecerem opinião individual.
5/10
"O Deus das Pequenas Coisas", de Arundhati Roy
Este livro tem uma das prosas mais bonitas que eu li nos últimos tempos. Até as cenas mais banais parecem interessantes e a autora sabe colocar detalhes em todos os cantos. Leiam tudo AQUI.
7,5/10
domingo, 12 de junho de 2016
The Water Knife
"The Water Knife", de Paolo Bacigalupi
Opinião:
Eu adorei a premissa (a escassez de água no mundo que cria desigualdade social e intriga politica) para este livro e há muito que tinha vontade de ler algo deste consagrado autor.
The Water Knife introduz o leitor a um mundo tão fascinante quanto assustador e, bem, diga-se que durante quase toda a trama não há qualquer chama de esperança. É um livro que salta de mau momento em mau momento, sem descanso para as personagens. Existem cenas muito poderosas nesta história mas este ambiente tornou-se muito sufocante, especialmente porque o final não foi mais próspero, ao contrário do que, em certa altura, pareceu sugerir.
As personagens todas tem falhas, e as de algumas são bem mais numerosas que as partes boas, mas é isso que as torna fascinantes. Pessoalmente não tive grande interesse pelo Angel mas a Lucy, a Maria e até o Tummi foram uma história diferente. Senti-os bastante humanos.
Uma das falhas deste livro é a quantidade de texto expositória, que relata as informações mais técnicas e, bem ... desinteressantes quando em demasia. Isto acontece com alguma frequência. Por culpa disto, e também pelo facto de no início a autora saltar logo para a acção sem preparação, custou-me um pouco a entrar na leitura.
O fim não foi bem aquilo que eu esperava, mais cruel do que eu contava, como já disse, mas na verdade não tenho como dizer mal dele porque foi bem apropriado. E também adorei como os fios da trama se uniram todos no fim.
Outro ponto a favor são as personagens fortes, especialmente as femininas.
Em suma, gostei do tema, da trama e de grande parte das personagens, mas o
texto ganharia em ter um pouco menos de informação pesada. Além disso o
início quase me afastou da leitura, mas ainda bem que não desisti.
Sinopse (em inglês):
Paolo Bacigalupi, New York Times best-selling author of The Windup Girl and National Book Award finalist, delivers a near-future thriller that casts new light on how we live today—and what may be in store for us tomorrow.
The American Southwest has been decimated by drought. Nevada and Arizona skirmish over dwindling shares of the Colorado River, while California watches, deciding if it should just take the whole river all for itself. Into the fray steps Las Vegas water knife Angel Velasquez. Detective, assassin, and spy, Angel “cuts” water for the Southern Nevada Water Authority and its boss, Catherine Case, ensuring that her lush, luxurious arcology developments can bloom in the desert and that anyone who challenges her is left in the gutted-suburban dust.
When rumors of a game-changing water source surface in Phoenix, Angel is sent to investigate. With a wallet full of identities and a tricked-out Tesla, Angel arrows south, hunting for answers that seem to evaporate as the heat index soars and the landscape becomes more and more oppressive. There, Angel encounters Lucy Monroe, a hardened journalist, who knows far more about Phoenix’s water secrets than she admits, and Maria Villarosa, a young Texas migrant, who dreams of escaping north to those places where water still falls from the sky.
As bodies begin to pile up and bullets start flying, the three find themselves pawns in a game far bigger, more corrupt, and dirtier than any of them could have imagined. With Phoenix teetering on the verge of collapse and time running out for Angel, Lucy, and Maria, their only hope for survival rests in one another’s hands. But when water is more valuable than gold, alliances shift like sand, and the only truth in the desert is that someone will have to bleed if anyone hopes to drink.
Opinião:
Eu adorei a premissa (a escassez de água no mundo que cria desigualdade social e intriga politica) para este livro e há muito que tinha vontade de ler algo deste consagrado autor.
The Water Knife introduz o leitor a um mundo tão fascinante quanto assustador e, bem, diga-se que durante quase toda a trama não há qualquer chama de esperança. É um livro que salta de mau momento em mau momento, sem descanso para as personagens. Existem cenas muito poderosas nesta história mas este ambiente tornou-se muito sufocante, especialmente porque o final não foi mais próspero, ao contrário do que, em certa altura, pareceu sugerir.
As personagens todas tem falhas, e as de algumas são bem mais numerosas que as partes boas, mas é isso que as torna fascinantes. Pessoalmente não tive grande interesse pelo Angel mas a Lucy, a Maria e até o Tummi foram uma história diferente. Senti-os bastante humanos.
Uma das falhas deste livro é a quantidade de texto expositória, que relata as informações mais técnicas e, bem ... desinteressantes quando em demasia. Isto acontece com alguma frequência. Por culpa disto, e também pelo facto de no início a autora saltar logo para a acção sem preparação, custou-me um pouco a entrar na leitura.
O fim não foi bem aquilo que eu esperava, mais cruel do que eu contava, como já disse, mas na verdade não tenho como dizer mal dele porque foi bem apropriado. E também adorei como os fios da trama se uniram todos no fim.
Outro ponto a favor são as personagens fortes, especialmente as femininas.
Em suma, gostei do tema, da trama e de grande parte das personagens, mas o
texto ganharia em ter um pouco menos de informação pesada. Além disso o
início quase me afastou da leitura, mas ainda bem que não desisti.Sinopse (em inglês):
Paolo Bacigalupi, New York Times best-selling author of The Windup Girl and National Book Award finalist, delivers a near-future thriller that casts new light on how we live today—and what may be in store for us tomorrow.
The American Southwest has been decimated by drought. Nevada and Arizona skirmish over dwindling shares of the Colorado River, while California watches, deciding if it should just take the whole river all for itself. Into the fray steps Las Vegas water knife Angel Velasquez. Detective, assassin, and spy, Angel “cuts” water for the Southern Nevada Water Authority and its boss, Catherine Case, ensuring that her lush, luxurious arcology developments can bloom in the desert and that anyone who challenges her is left in the gutted-suburban dust.
When rumors of a game-changing water source surface in Phoenix, Angel is sent to investigate. With a wallet full of identities and a tricked-out Tesla, Angel arrows south, hunting for answers that seem to evaporate as the heat index soars and the landscape becomes more and more oppressive. There, Angel encounters Lucy Monroe, a hardened journalist, who knows far more about Phoenix’s water secrets than she admits, and Maria Villarosa, a young Texas migrant, who dreams of escaping north to those places where water still falls from the sky.
As bodies begin to pile up and bullets start flying, the three find themselves pawns in a game far bigger, more corrupt, and dirtier than any of them could have imagined. With Phoenix teetering on the verge of collapse and time running out for Angel, Lucy, and Maria, their only hope for survival rests in one another’s hands. But when water is more valuable than gold, alliances shift like sand, and the only truth in the desert is that someone will have to bleed if anyone hopes to drink.
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