Biografia (via Quinta Essência):
J. R. WARD é a autora dos romances da Irmandade da Adaga Negra e da
série Anjos Caídos, agora publicada na Quinta Essência. Foi galardoada
com o prestigiado Romance Writers of America RITA Award para Melhor
Romance Paranormal, tendo sido ainda nomeada várias vezes para o
RITA.Vive no Sul dos Estados Unidos com o seu marido incrivelmente
generoso e o seu amado golden retriever.
Depois de se ter formado em Direito, começou a sua vida profissional na
área da saúde, em Boston, tendo passado muitos anos como chefe de
equipa de um dos centros clínicos do país.
A autora é ainda conhecida por usar o pseudónimo Jessica Bird.
Livros que li da autora:
Na Sombra da Noite (Irmandade da Adaga Negra 1) - Opinião
Na Sombra do Dragão (Irmandade da Adaga Negra 2) - Opinião
Na Sombra do Pecado(Irmandade da Adaga Negra 3) - Opinião
Wrath and teh Letter Opener (conto) - Opinião
Movie Night (conto) - Opinião
Na Sombra do Desejo (Irmandade da Adaga Negra 4) - Opinião
Na Sombra do Sonho (Irmandade da Adaga Negra 5) - Opinião
In the Nature of Phury (conto) - Opinião
Na Sombra do Amor (Irmandade da Adaga Negra 6) - Opinião
Na Sombra da Vingança (Irmandade da Adaga Negra 7) - Opinião
Na Sombra do Destino (Irmandade da Adaga Negra 8) - Opinião
Livros editados em Português:
Na Sombra da Noite (Irmandade da Adaga Negra 1), Casa das Letras (2009)
Na Sombra do Dragão (Irmandade da Adaga Negra 2), Casa das Letras (2010)
Na Sombra do Pecado(Irmandade da Adaga Negra 3), Casa das Letras (2010)
Na Sombra do Desejo (Irmandade da Adaga Negra 4), Casa das Letras (2011)
Cobiça (Anjos Caídos 1), Quinta Essência (2011)
Na Sombra do Sonho (Irmandade da Adaga Negra 5), Casa das Letras (2011)
Desejo (Anjos Caídos 2), Quinta Essência (2011)
Na Sombra do Amor (Irmandade da Adaga Negra 6), Casa das Letras (2012)
Na Sombra da Vingança (Irmandade da Adaga Negra 7), Casa das Letras (2012)
Inveja (Anjos Caídos 3), Quinta Essência (2012)
Diz-me Quem És, Quinta Essência (2012), escreve como Jessica Bird
Na Sombra do Destino (Irmandade da Adaga Negra 8), Casa das Letras (2013)
Na Sombra do Perigo (Irmandade da Adaga Negra 9), Casa das Letras (2013)
Êxtase (Anjos Caídos 4), Quinta Essência (2013)
Na Sombra da Vida (Irmandade da Adaga Negra 10) , Casa das Letras (2014)
Na Sombra da Paixão (Irmandade da Adaga Negra 11) , Casa das Letras (2014)
Possessão (Anjos Caídos 5), Quinta Essência (2014)
O Rei (Irmandade da Adaga Negra 12) , Casa das Letras (2015)
A visitar: Site Oficial da Autora, Facebook da Autora, Goodreads da Autora, Casa das Letras (editora portuguesa), Quinta Essência (editora portuguesa) Irmandade da Adaga Negra Portugal
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sábado, 10 de maio de 2014
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Lover Mine
"Na Sombra do Destino - Lover Mine (Irmandade da Adaga Negra 8), de J.R. Ward (Casa das Letras)
Sinopse:
John Matthew has come a
long way since he was found living among humans, his vampire nature
unknown to himself and to those around him. After he was taken in by the
Brotherhood, no one could guess what his true history was- or his true
identity. Indeed, the fallen Brother Darius has returned, but with a
different face and a very different destiny. As a vicious personal
vendetta takes John into the heart of the war, he will need to call up
on both who he is now and who he once was in order to face off against
evil incarnate.
Xhex, a symphath assassin, has long steeled herself against the attraction between her and John Matthew. Having already lost one lover to madness, she will not allow the male of worth to fall prey to the darkness of her twisted life. When fate intervenes, however, the two discover that love, like destiny, is inevitable between soul mates.
Xhex, a symphath assassin, has long steeled herself against the attraction between her and John Matthew. Having already lost one lover to madness, she will not allow the male of worth to fall prey to the darkness of her twisted life. When fate intervenes, however, the two discover that love, like destiny, is inevitable between soul mates.
Opinião:
Atenção, esta opinião contém spoilers para quem ainda não leu os anteriores 8 livros da saga.
John Matthew sempre foi, desde o "Na Sombra do Dragão", uma personagem que me chamou a atenção e foi com gosto que o vi crescer ao longo do posteriores 5 livros, na expectativa que o livro dedicado a ele viesse em breve, cedo se antevendo que Xhex seria a sua parceira.
No entanto, para meu total desagrado, em "Na Sombra da Vingança", a autora escolheu tornar John Matthew uma personagem igual às outras. Quando dantes tínhamos um personagem ferido mas corajoso, sensível mas forte, passamos a ter um homem que se deixa abater pelas vicissitudes da vida e que começa a agir como uma criança exactamente quando entra na vida adulta.
E tal como disse na opinião de "Na Sombra da Vingança", achei de mau gosto a autora usar uma trama que já tinha usado em livros anteriores, com o único propósito de criar tensão exagerada entre o casalinho em questão (John e Xhex).Por todas estas razões, e apesar de este ser um dos livros que aguardava com mais ansiedade, comecei a leitura muito cautelosa. E não me enganei muito.
A história foi bastante previsível ao longo do livro, exceptuando o destino do Lash e certos acontecimentos entre o Blay e o Qhuinn (entretanto o livro sobre estes dois foi anunciado e chama-se "Lover at Last" e sai em 2013; sim, leram bem, romance homossexual está a chegar).
No entanto certas coisas agradaram-me no enredo, nomeadamente o facto de não ter sido o John a salvar a Xhex, mas sim ela a salvar-se sozinha, a reviravolta entre o Lash e o Omega (muito bom!) , no geral, o facto de o livro ter dividido atenções entre a fêmea (Xhex) e o macho (John). Nos livros anteriores o homem era sempre mais profundamente desenvolvido que a mulher, mas neste há um equilíbrio muito bom. Apesar de, ainda assim, ter esperado mais algum aprofundamento do passado do dois, especialmente no que toca aos pais adoptivos da Xhex.
No entanto nem tudo é mau, o romance entre a Xhex e o John até foi super-giro e evoluiu muito bem. Apesar de tudo o John ainda é o mais sensível de todos os guerreiros (só não o suficiente, como antes). No final, quando ele deixou que ela se vingasse do que lhe havia sido feito, foi um gesto bonito (de uma forma bizarra) e na verdade este deve ser o casal mais feito um para o outro da saga. Não há como negar isso e o livro prova-o.
A nível de personagens, como disse, achei queo casal protagonista teve a atenção merecida, no entanto como o John já tinha deixado de ser a personagem que eu acompanhara ao longo da saga, tive dificuldade em gostar do que dele ressurgiu neste livro, tornando-o por vezes penoso de ler (especialmente quando ele se meteu nos copos, tal e qual o Butch; repetição, já disse!).
A ser sincera, as únicas personagens que me interessaram neste livro foram a Xhex, o Thor e a N'One. Nem o Blay, nem o Qhuinn, nem o John me mantiveram agarrada às páginas, o que é quase absurdo, tendo em conta que dantes adorava ler sobre os três. E já que falo em Qhuinn ... será que mais ninguém acha pouco ético o Qhuinn ter sexo em frente a toda a gente? Em qualquer sítio para que toda a gente o possa ver e com todas as gajas que se cruzam no seu caminho. Que exagero!, mesmo para um viciado em sexo (que ele ainda não admitiu ser).
Apesar de já estar mais que habituada à escrita da autora, as mesmas coisas me continuam a irritar: as siglas, os nomes de marcas (especialmente de roupas) e uma panóplia de referências culturais que datam os livros e me aborrecem. Passando isso à frente, o início foi bastante banal e um pouco em tom de sermão, quando ela tentava de forma (não) subtil contar o que se passara nos volumes anteriores.
Outra escolha narrativa que achei de mau gosto foi o constante uso de itálico nos capítulos 'especiais'. Neste livro temos um vislumbre do passado, sobre a forma de páginas do diário de Darius (onde o Thor também entra) e estes diários estão todos em itálico, o que me cansava a vista, e que na verdade era totalmente desnecessário.
*SPOILER* Outra coisa que não gostei foi a forma como Ward falou das cenas de violação da Xhex. ela não as descreveu pormenorizadamente (graças aos céus!), mas a forma como falou nelas não criou a repulsa que tal situação deveria criar, e por vezes teve o efeito contrario, parecendo até que a Xhex não se importava (e que não era, claramente, o caso). *Fim de SPOILER*
Por outro lado as cenas de sexo entre a Xhex e o John, não só foram aborrecidas, como surgiram nos momentos mais inoportunos. Passei-as todas à frente, sem prestar-lhes grande atenção. Só uma cena me pareceu razoavelmente bem enquadrada.
Noutra nota, a autora conta-nos uma história passada no final do século XVII onde os guerreiros usam pistolas. Estou longe de saber a história completa das armas, mas julgo que as ditas pistolas, nessa altura não eram iguais ás de agora, mas nem uma pequena descrição temos. Simplesmente ele saca da arma e dispara. Sem rastilho, sem meter a bala, sem nada. Corrijam-me se estiver errada, mas acho que nessa altura elas ainda não eram tão avançadas. Certo?
Em suma, e detesto dizer isto mas, este livro não tem a força dos outros. Aliás, os livros da saga têm diminuído de qualidade e interesse desde o livro do Phury. Mas neste nem houve grandes revoluções no mundo que justificassem o interesse. Só o John e a Xhex é que tiverem foco e nem sempre da melhor forma. Todas as outras personagens quase que desapareceram e tiveram quase nenhum desenvolvimento. As excepções sendo, talvez, a Layla, o Lash, o Qhuinn e o Blay.
Para mim este livro foi uma decepção. A personagem que mais gostava na saga ficou ... arruinada (igual aos outros guerreiros). O que salvou este livro, para mim, foi a Xhex. A primeira mulher guerreira nesta saga; alguém que sabe o que é, sabe o que quer e luta por isso.
Ou seja, para fãs da saga, será sempre uma boa adição, mas que me decepcionou, disso não há dúvida.
Vou continuar a ler estes livros pelo menos até ao do Thorment (10), simplesmente porque essa é uma personagem que me agrada. Nem sei se vou querer ler o do Qhuinn e do Blay (11) mas possivelmente sim. Depois disso ... talvez não, a menos que a autora melhore muito nos três livros que se seguem.
Capa, Design e Edição:
Tendo lido a edição de capa dura, em inglês, posso dizer que gostei muito do design interior que é bastante mais cuidado e apelativo que nas versões livro-de-bolso (como seria de esperar). A capa agrada-me muito, não só pelas cores como pela imagem em si, bastante em sintonia com as anteriores da saga, já para não falar que gostei do pormenor da tatuagem que tem muito a ver com a história. Já a nível de edição houve alguns erros
que passaram despercebidos aos olhos do editor, mas nada de muito grave.
Este livro vai ser lançado pela Casa das Letras em Janeiro 2013 e a capa não me agrada, pessoalmente. Parece um trabalho de Photoshop muito mal feito.
Este livro vai ser lançado pela Casa das Letras em Janeiro 2013 e a capa não me agrada, pessoalmente. Parece um trabalho de Photoshop muito mal feito.
Links Relacionados: Site Oficial - "Na Sombra do Destino" na Wook - "Lover Mine" na Wook - "Lover Mine" no BookDepository -
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Lover Avenged
"Na Sombra da Vingança (Irmandade da Adaga Negra 7)", de J.R. Ward (Contraponto)
Sinopse (em inglês):
Opinião (li o livro em Inglês, "Lover Avenged"):
O Rehvenge, assim como o Phury (do Na Sombra do Amor * Lover Enshrined) nunca foi uma personagem que me interessasse muito nesta saga, mas como gosto de ler as sagas por ordem, não havia como fugir a este livro.
Embora não de forma tão denotada como no volume anterior, também neste livro a autora deixou um pouco de parte o casal principal (e só espero que não aconteça o mesmo nos livros seguintes). Apesar de o Rehvenge ter tido até bastante desenvolvimento e a Ehlena não ter sido propriamente esquecida, fiquei com a sensação de que a relação entre os dois precisava de muito mais desenvolvimento, pois temos muitas cenas com eles separados, mas poucas com eles juntos o que torna o final um pouco duvidoso.
Mas vamos por partes.
A história progride de forma muito interessante, introduzindo novas situações que tenho a certeza que são o pilar para os próximos livros. Gostei da parede relativa à comunidade Sympath, mas sinceramente queria ter sabido muito mais sobre eles. O pouco que sabemos é através do Rehvenge e não é nada de específico.
A autora voltou a dar grande destaque a todas as personagens, mas as mais destacadas neste volume foram o Wrath, o John e a Xhex. Pessoalmente gostei de voltar a ler sobre o Wrath e do que isso significou para ele, para a Beth, para a Irmandade e para a história (adorei o cão). A história da Xhex também me agradou, mas em contrapartida o John foi uma decepção. Aquele que era o único homem mais sensível e acessível da Irmandade, passou a ser uma besta como tantos outros. Na minha opinião teria sido muito mais interessante se ele tivesse ultrapassado o que se passou com mais garra e não virando as costas ao Thor e depois andar a *SPOILER* 'deitar-se' com tudo o que é gaja.
Outra coisa que não gostei mesmo nada foi a decisão de autora se repetir. Não em termos factuais, mas de enredo. Primeiro foi a Bella raptada (no 2º livro), depois o Rehvenge e a Princesa (neste livro) e agora a Xhex, que ainda por cima, claramente, vai ser salva pelo Jonh, tal como a Bella foi pelo Zsadist. Será que a J.R. Ward ficou sem ideias? Existiam tantas formas de desenvolver o relacionamento dos dois. Para quê repetir-se?
Por outro lado, o romance principal pareceu-me pouco mais que ameno e sinceramente algumas partes não me convenceram, especialmente no final. Acho que os dois precisavam ter tido mais tempo juntos e não tanto separados para que a relação fosse mais plausível.
A escrita da autora continua igual. Muito acessível e cheia de nomes de marca (então quando o Rehvenge entrava em cena é que era!), mas felizmente neste volume o número de siglas irritantes diminuiu drasticamente (e como isso me alegrou).
Em suma, apesar de todas estas queixas gostei deste volume. Não foi o melhor da saga, mas também não foi o pior e o facto de autora não saturar o leitor somente com o romance central, é para mim uma mais valia.
Fica a vontade de ler o próximo (Lover Mine) e a esperança que o John seja então uma personagem mais agradável do que foi neste volume (volta John!).
Capa (versão inglesa), Design e Edição:
Gostei do detalhe dos olhos lilás na capa, mas não percebi porque é que neste livro não têm um casal na capa, como nos anteriores. Acaba por destoar um pouco do resto da saga.
Sinopse (em inglês):
Caldwell, New York, has
long been the battleground for the vampires and their enemies, the
Lessening Society. It's also where Rehvenge has staked out his turf as a
drug lord and owner of a notorious night club that caters to the rich
and heavily armed. His shadowy reputation is exactly why he's approached
to kill Wrath, the Blind King and leader of the Brotherhood.
Rehvenge has always kept his distance from the Brotherhood-even though his sister is married to a member, for he harbors a deadly secret that could make him a huge liability in their war against the lessers. As plots within and outside of the Brotherhood threaten to reveal the truth about Rehvenge, he turns to the only source of light in his darkening world, Ehlena, a vampire untouched by the corruption that has its hold on him-and the only thing standing between him and eternal destruction.
Rehvenge has always kept his distance from the Brotherhood-even though his sister is married to a member, for he harbors a deadly secret that could make him a huge liability in their war against the lessers. As plots within and outside of the Brotherhood threaten to reveal the truth about Rehvenge, he turns to the only source of light in his darkening world, Ehlena, a vampire untouched by the corruption that has its hold on him-and the only thing standing between him and eternal destruction.
Opinião (li o livro em Inglês, "Lover Avenged"):
O Rehvenge, assim como o Phury (do Na Sombra do Amor * Lover Enshrined) nunca foi uma personagem que me interessasse muito nesta saga, mas como gosto de ler as sagas por ordem, não havia como fugir a este livro.
Embora não de forma tão denotada como no volume anterior, também neste livro a autora deixou um pouco de parte o casal principal (e só espero que não aconteça o mesmo nos livros seguintes). Apesar de o Rehvenge ter tido até bastante desenvolvimento e a Ehlena não ter sido propriamente esquecida, fiquei com a sensação de que a relação entre os dois precisava de muito mais desenvolvimento, pois temos muitas cenas com eles separados, mas poucas com eles juntos o que torna o final um pouco duvidoso.
Mas vamos por partes.
A história progride de forma muito interessante, introduzindo novas situações que tenho a certeza que são o pilar para os próximos livros. Gostei da parede relativa à comunidade Sympath, mas sinceramente queria ter sabido muito mais sobre eles. O pouco que sabemos é através do Rehvenge e não é nada de específico.
A autora voltou a dar grande destaque a todas as personagens, mas as mais destacadas neste volume foram o Wrath, o John e a Xhex. Pessoalmente gostei de voltar a ler sobre o Wrath e do que isso significou para ele, para a Beth, para a Irmandade e para a história (adorei o cão). A história da Xhex também me agradou, mas em contrapartida o John foi uma decepção. Aquele que era o único homem mais sensível e acessível da Irmandade, passou a ser uma besta como tantos outros. Na minha opinião teria sido muito mais interessante se ele tivesse ultrapassado o que se passou com mais garra e não virando as costas ao Thor e depois andar a *SPOILER* 'deitar-se' com tudo o que é gaja.
Outra coisa que não gostei mesmo nada foi a decisão de autora se repetir. Não em termos factuais, mas de enredo. Primeiro foi a Bella raptada (no 2º livro), depois o Rehvenge e a Princesa (neste livro) e agora a Xhex, que ainda por cima, claramente, vai ser salva pelo Jonh, tal como a Bella foi pelo Zsadist. Será que a J.R. Ward ficou sem ideias? Existiam tantas formas de desenvolver o relacionamento dos dois. Para quê repetir-se?
Por outro lado, o romance principal pareceu-me pouco mais que ameno e sinceramente algumas partes não me convenceram, especialmente no final. Acho que os dois precisavam ter tido mais tempo juntos e não tanto separados para que a relação fosse mais plausível.
A escrita da autora continua igual. Muito acessível e cheia de nomes de marca (então quando o Rehvenge entrava em cena é que era!), mas felizmente neste volume o número de siglas irritantes diminuiu drasticamente (e como isso me alegrou).Em suma, apesar de todas estas queixas gostei deste volume. Não foi o melhor da saga, mas também não foi o pior e o facto de autora não saturar o leitor somente com o romance central, é para mim uma mais valia.
Fica a vontade de ler o próximo (Lover Mine) e a esperança que o John seja então uma personagem mais agradável do que foi neste volume (volta John!).
Capa (versão inglesa), Design e Edição:
Gostei do detalhe dos olhos lilás na capa, mas não percebi porque é que neste livro não têm um casal na capa, como nos anteriores. Acaba por destoar um pouco do resto da saga.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Na Sombra do Amor
"Na Sombra do Amor (Irmandade da Adaga Negra 6)", de J.R. Ward (Casa das Letras)
Sinopse:
Em Caldwell, Nova Iorque, a guerra entre vampiros e os seus assassinos torna-se mais sangrenta e perigosa. A única esperança é um grupo secreto de irmãos – vampiros guerreiros, acérrimos defensores da sua raça. E Phury é o mais fiel à Irmandade da Adaga Negra. Casto e leal, Phury sacrifica-se pela raça, assumindo a responsabilidade de dar origem a toda uma nova geração de vampiros guerreiros que continuará a proteger a raça e a manter vivos os costumes. No entanto, Phury terá de enfrentar a voz interior que o atormenta e combater o vício que o afasta da batalha cada vez mais sangrenta entre vampiros e os seus inimigos. Mas a sua única salvação é um amor proibido que pode condenar toda a raça. O desejo que Cormia sente por Phury vai muito para além da obrigação e do futuro da raça. Dividida entre a responsabilidade e o amor pelo macho que tem de partilhar com as fêmeas escolhidas, Cormia esforça-se por se conhecer a si própria e salvar o seu amado.
Opinião:
Os livros desta saga são um dos meus guilty-pleasures. Gosto muito das personagens e do mundo que a J.R. Ward criou, mesmo sabendo que não são os melhores livros do mundo.
Mais uma vez, a autora traz grandes revoluções com este livro. Muita coisa acontece, tudo muda e o futuro da saga promete ser ainda mais surpreendente.
Tenho de dizer uma coisa: este livro não é como os anteriores, onde tínhamos um casal central à volta do qual toda a história girava e depois tínhamos os personagens secundários, que eram bem desenvolvidos mas não tinham tanto 'tempo de antena'. Este livro contradiz essa 'noção básica' dos romances, pois o romance entre o Phury e a Cormia não está no centro das atenções.
Se me perguntarem se isto é bom ou mau, eu diria que é mau, pois o facto de não termos tanta oportunidade de conhecer estes dois personagens faz com que o leitor não crie uma afinidade com eles e portanto o leitor não sente nada com o desfecho dos dois. Mas, por outro lado, não foi mau de todo, pois este livro debruça-se sobre um enorme leque de outras personagens que, pelo menos a meu ver, são bem mais interessante que o Phury e a Cormia. No entanto, também acredito que o facto de eu pensar isto se deve à ausência de conhecimento sobre o casalinho em questão. Daí que seja uma espécie de efeito espiral.
Dito isto, os personagens que realmente são centrais neste volume são: John, Qhuinn, Blay, Rehvenge, Xhex e Lash. A evolução que vemos nos primeiros três é enorme e embora não tenha concordado com algumas decisões da autora em relação ao Qhuinn, a verdade é que a amizade entre estes três esteve em voga neste volume e eu adorei. Em relação aos últimos três, devo dizer que o Rehvenge não é dos meus preferidos (daí que não esteja excepcionalmente expectante em relação ao próximo livro da saga), a Xhex surpreendeu-me na positiva e o Lash esteve mais exposto, mas a evolução dele não me satisfez completamente (em termos de credibilidade).
Noutra nota: espero sinceramente que a Layla (uma das chosen) também tenha o seu final feliz. Ela já aparece na série desde o segundo livro, mas coitada, está sempre a levar pontapés de todos os homens. Infelizmente pelo que vi da lista de casais até ao livro 10 ela ainda não tinha tido sorte. Coitada!
Quanto ao enredo, como referi, temos grandes mudanças, tanto no lado do vampiros como dos lessers. Mudanças estas que prometem trazer muitos dissabores aos 'heróis'. Em relação à trama, como sempre a J.R. Ward conseguiu ser credível e jogar bem com todos os elementos da história.
A autora fez uma jogada arriscada ao 'brincar' com a percepção do leitor relativamente a um fio da trama que envolvia o John, o Blay, o Qhuinn e o Lash. E levou-me bem na cantiga. O que surpreendeu foi que não ficou aquela sensação de "fui enganada". Não. A autora jogou com a situação de forma a confundir o leitor, mas não o fez de parvo, daí que a conclusão tenha sido bastante fácil de assimilar.
Quanto à trama que envolvia a Cormia e o Phury, as coisas já me pareceram mais apressadas mas ainda assim credíveis. Só gostava que tivesse havido mais foco nisso, pois também foi um grande momento da história e merecia um pouco mais de 'preparação'.
A escrita da autora mantém-se semelhante aos volumes anteriores. Acessível e viva, mas os problemas mantém-se também os mesmo.Continuo a detestar o facto de estar sempre a referir os nome das
marcas de tudo (roupa, carros, sapatos, etc). Já para não falar nas siglas que a autora teima em usar na narrativa e que me irritam imenso porque muitas vezes não consigo perceber logo o que significam. Eu até compreendo que as use nos diálogos, mas dizer "OJ" na narrativa em vez de "Oranje Juice" é brincar com o leitor (a título de exemplo).
Em suma, foi mais um divertido livro desta saga, cheio de revelações, muitas mudanças e o surgimento/revelação de algumas personagens que prometem surpreender nos livros que se seguem. No entanto gostava que a autora se tivesse esforçado um pouco mais em desenvolver o romance entre o Phury e a Cormia, pois este foi apenas ameno e não deixou marca, o que é ridículo, tendo em conta que o livro é suposto ser sobre eles.Espero sinceramente que esse 'erro' não se repita nos próximos livros.
Capa, Design e Edição:
(Li a versão inglesa com o título "Lover Enshrined" -à direita- e é essa edição que comento)
Mais uma capa em sintonia com as anteriores. Gosto da escolha da cor, mas acho que teria sido mais giro se usassem o dourado que é a cor da família da Comi, ou o lilás, que é a cor favorita dela. Teria bastante mais simbolismo dessa forma. A modelo feminina poderia bem ser a Cormia, mas já o modelo masculino nada tem a ver com a descrição do Phury que te cabelos até aos ombros e multicolores.
No interior a edição está cuidada (embora eu gostasse que desistissem das siglas no texto) e o design está simples mas aprazível para a edição massmarket-paperback que eu tenho.
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Sinopse:
Em Caldwell, Nova Iorque, a guerra entre vampiros e os seus assassinos torna-se mais sangrenta e perigosa. A única esperança é um grupo secreto de irmãos – vampiros guerreiros, acérrimos defensores da sua raça. E Phury é o mais fiel à Irmandade da Adaga Negra. Casto e leal, Phury sacrifica-se pela raça, assumindo a responsabilidade de dar origem a toda uma nova geração de vampiros guerreiros que continuará a proteger a raça e a manter vivos os costumes. No entanto, Phury terá de enfrentar a voz interior que o atormenta e combater o vício que o afasta da batalha cada vez mais sangrenta entre vampiros e os seus inimigos. Mas a sua única salvação é um amor proibido que pode condenar toda a raça. O desejo que Cormia sente por Phury vai muito para além da obrigação e do futuro da raça. Dividida entre a responsabilidade e o amor pelo macho que tem de partilhar com as fêmeas escolhidas, Cormia esforça-se por se conhecer a si própria e salvar o seu amado.
Opinião:
Os livros desta saga são um dos meus guilty-pleasures. Gosto muito das personagens e do mundo que a J.R. Ward criou, mesmo sabendo que não são os melhores livros do mundo.
Mais uma vez, a autora traz grandes revoluções com este livro. Muita coisa acontece, tudo muda e o futuro da saga promete ser ainda mais surpreendente.
Tenho de dizer uma coisa: este livro não é como os anteriores, onde tínhamos um casal central à volta do qual toda a história girava e depois tínhamos os personagens secundários, que eram bem desenvolvidos mas não tinham tanto 'tempo de antena'. Este livro contradiz essa 'noção básica' dos romances, pois o romance entre o Phury e a Cormia não está no centro das atenções.
Se me perguntarem se isto é bom ou mau, eu diria que é mau, pois o facto de não termos tanta oportunidade de conhecer estes dois personagens faz com que o leitor não crie uma afinidade com eles e portanto o leitor não sente nada com o desfecho dos dois. Mas, por outro lado, não foi mau de todo, pois este livro debruça-se sobre um enorme leque de outras personagens que, pelo menos a meu ver, são bem mais interessante que o Phury e a Cormia. No entanto, também acredito que o facto de eu pensar isto se deve à ausência de conhecimento sobre o casalinho em questão. Daí que seja uma espécie de efeito espiral.
Dito isto, os personagens que realmente são centrais neste volume são: John, Qhuinn, Blay, Rehvenge, Xhex e Lash. A evolução que vemos nos primeiros três é enorme e embora não tenha concordado com algumas decisões da autora em relação ao Qhuinn, a verdade é que a amizade entre estes três esteve em voga neste volume e eu adorei. Em relação aos últimos três, devo dizer que o Rehvenge não é dos meus preferidos (daí que não esteja excepcionalmente expectante em relação ao próximo livro da saga), a Xhex surpreendeu-me na positiva e o Lash esteve mais exposto, mas a evolução dele não me satisfez completamente (em termos de credibilidade).
Noutra nota: espero sinceramente que a Layla (uma das chosen) também tenha o seu final feliz. Ela já aparece na série desde o segundo livro, mas coitada, está sempre a levar pontapés de todos os homens. Infelizmente pelo que vi da lista de casais até ao livro 10 ela ainda não tinha tido sorte. Coitada!
Quanto ao enredo, como referi, temos grandes mudanças, tanto no lado do vampiros como dos lessers. Mudanças estas que prometem trazer muitos dissabores aos 'heróis'. Em relação à trama, como sempre a J.R. Ward conseguiu ser credível e jogar bem com todos os elementos da história.
A autora fez uma jogada arriscada ao 'brincar' com a percepção do leitor relativamente a um fio da trama que envolvia o John, o Blay, o Qhuinn e o Lash. E levou-me bem na cantiga. O que surpreendeu foi que não ficou aquela sensação de "fui enganada". Não. A autora jogou com a situação de forma a confundir o leitor, mas não o fez de parvo, daí que a conclusão tenha sido bastante fácil de assimilar.
Quanto à trama que envolvia a Cormia e o Phury, as coisas já me pareceram mais apressadas mas ainda assim credíveis. Só gostava que tivesse havido mais foco nisso, pois também foi um grande momento da história e merecia um pouco mais de 'preparação'.
A escrita da autora mantém-se semelhante aos volumes anteriores. Acessível e viva, mas os problemas mantém-se também os mesmo.Continuo a detestar o facto de estar sempre a referir os nome das
marcas de tudo (roupa, carros, sapatos, etc). Já para não falar nas siglas que a autora teima em usar na narrativa e que me irritam imenso porque muitas vezes não consigo perceber logo o que significam. Eu até compreendo que as use nos diálogos, mas dizer "OJ" na narrativa em vez de "Oranje Juice" é brincar com o leitor (a título de exemplo).Em suma, foi mais um divertido livro desta saga, cheio de revelações, muitas mudanças e o surgimento/revelação de algumas personagens que prometem surpreender nos livros que se seguem. No entanto gostava que a autora se tivesse esforçado um pouco mais em desenvolver o romance entre o Phury e a Cormia, pois este foi apenas ameno e não deixou marca, o que é ridículo, tendo em conta que o livro é suposto ser sobre eles.Espero sinceramente que esse 'erro' não se repita nos próximos livros.
Capa, Design e Edição:
(Li a versão inglesa com o título "Lover Enshrined" -à direita- e é essa edição que comento)
Mais uma capa em sintonia com as anteriores. Gosto da escolha da cor, mas acho que teria sido mais giro se usassem o dourado que é a cor da família da Comi, ou o lilás, que é a cor favorita dela. Teria bastante mais simbolismo dessa forma. A modelo feminina poderia bem ser a Cormia, mas já o modelo masculino nada tem a ver com a descrição do Phury que te cabelos até aos ombros e multicolores.
No interior a edição está cuidada (embora eu gostasse que desistissem das siglas no texto) e o design está simples mas aprazível para a edição massmarket-paperback que eu tenho.
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domingo, 15 de janeiro de 2012
::Conto:: In the nature of Phury
"In the nature of Phury", de JR. Ward (podem ler gratuitamente aqui)
Sinopse:
Opinião:
É estranho perceber que este pequeno conto consegue ser mais explícito em relação à personalidade do Phury, do que o próprio livro foi. Já li o "Na Sombra do Amor" (opinião em breve) e posso dizer, com toda a certeza, que este pequeno texto é mais esclarecedor que o livro que supostamente é dedicado ao Phury e à Cormia.
A narração não está nada de muito especial, até porque não temos qualquer relação com o narrador (que suponho ser a própria autora), mas a interiorização dos sentimentos do Phury estão lá e transparece.
Um bom conto de preparação antes da leitura do "Na Sombra do Amor" (Lover Enshrined).
Sinopse:
Um narrador fora do círculo da Irmandade, fala sobre o Phury.
Este conto é uma prequela do livro "Lover Enshrined" (Na sombra do Amor).
Opinião:
É estranho perceber que este pequeno conto consegue ser mais explícito em relação à personalidade do Phury, do que o próprio livro foi. Já li o "Na Sombra do Amor" (opinião em breve) e posso dizer, com toda a certeza, que este pequeno texto é mais esclarecedor que o livro que supostamente é dedicado ao Phury e à Cormia.
A narração não está nada de muito especial, até porque não temos qualquer relação com o narrador (que suponho ser a própria autora), mas a interiorização dos sentimentos do Phury estão lá e transparece.
Um bom conto de preparação antes da leitura do "Na Sombra do Amor" (Lover Enshrined).
sábado, 2 de julho de 2011
Na Sombra do Sonho
"Na Sombra do Sonho (Irmandade da Adaga Negra 5)", de J.R. Ward (Casa das Letras)
Sinopse:
Opinião:
O livro começou com algumas surpresas, quando a ascendência do Vishous foi revelada. Não posso dizer que tenha sido uma surpresa total, mas produziu umas quantas cenas interessantes e uns diálogos intensos. O que foi uma surpresa, foi o pedido da Scribe Virgin.
Acho que ela, enquanto personagem, está bastante bem definida. É egoísta, mas de certa forma consegue ser justa, por isso mesmo quando fez a proposta, ficou no ar a esperança de que talvez ela acabasse por reconsiderar (o que acabou mesmo por acontecer, embora não da forma que esperava). Pessoalmente acho esta personagem muito intrigante. É o tipo de personalidade ambígua, que acaba sempre por surpreender, sem que tais actos possam ser vistos como 'forçados'.
Uma coisa que já esperava, e que também surgiu logo desde o início, foi o foco nos sentimentos que o Vishous tem pelo Butch. Acho que neste ponto a autora conseguiu transmitir muito bem o que passa pela cabeça do Vishous e ainda manteve um certo equilíbrio no relacionamento entre os dois. Podia ter fugido para a vulgaridades, mas escolheu um caminho mais interessante, o que fez com o o próprio leitor acabasse por achar certas coisas bastante naturais.
Também gostei bastante da forma como o Vishous agiu nos últimos capítulos, não só em relação à Jane, como também à mãe. Se até ali não gostava particularmente dele (como personagem), a partir daí o caso mudou de figura.
Também gostei de ver algumas cenas passadas na perspectiva do Phury, pois sempre senti um certo desconhecimento desta personagem, e com este livro finalmente ficamos a percebê-lo um pouco melhor, preparando o terreno para o próximo volume (Lover Enshrined), onde ele será a 'estrela principal'. E ainda houve espaço para termos mais tempo com o John, o que também foi excelente, já que sempre gostei desta personagem.
Desde o princípio gostei muito da personagem da Jane. Não só ela é uma mulher forte, determinada e que sabe impôr-se, como também conseguiu separar o fascínio inicial que sentiu pelo V, da posterior atracção e o que veio depois. Gostei de ver que ela não caiu de amores por ele à primeira vista, e que durante algum tempo se negou a contacto porque tinha inteligência suficiente para perceber que estava a sofrer um pouco do Síndrome de Estocolmo. Uma mulher inteligente e decidida, para variar. (se bem que nesse aspecto a autora sempre conseguiu mostrar mulheres fortes, só que, ainda assim, Jane destaca-se na positiva).Achei que as reacções dela, depois de voltar a casa, foram bastante 'humanas' e a confusão dela era palpável.
No entanto, como muito acontece nestes romances, achei que o 'amor' surgiu demasiado depressa. Mas da parte do Vishous do que propriamente da Jane. A autora até consegue colocá-los em situações propensas a terminar em romance, mas ainda assim o tempo que lhes dá para se apaixonarem é demasiado apertado sufocando o que poderia ser uma relação plausível.
Por outro lado, não gostei nada de (mais uma vez) assim que o Vishous viu a Jane, pensar logo «Mine!». Ainda foi pior que nos outros livros, pois ele não a conhecia, nem chegou a falar com ela, e já estava a tratá-la como posse sua. Sinceramente ...
Quase no fim, não fiquei satisfeita com a reconciliação entre os dois. Pareceu seca, sem conteúdo e não enalteceu os 'sentimentos' que eles nutriam um pelo outro. Foi muito ... banal.Pelo menos até chegar o fatídico 'final'. Aí sim as coisas tomaram contornos mais profundos.
Claro que fiquei contente com o final (nestes livros espera-se sempre que fiquem juntos), mas a verdade é que me sinto sempre um pouco defraudada com estes romances que fervem em lume quente demais (gosto mais dos que que cozem em lume brando). E com isto quero dizer que achei que o amor deles saiu à pressão, e a resolução, embora intrigante e fora do comum, não deixou de ser mais que uma 'desculpa' para eles ficarem juntos.
Felizmente este livro já abriu portas para os romances de alguns dos próximos livros da saga (Phury e John e até um humano que deverá ser 'pretendente' no 9º livro), permitindo-nos vislumbrar não só uma boa parte da personalidade dos guerreiros, como também das suas futuras 'mulheres'. Gosto muito mais quando a autora faz as coisas desta forma pois assim criamos mais afinidade com as personagens mais cedo e as relações já não parecem 'saídas do nada'.
Especialmente no caso do Phury e da Cormia, gostei do que vi neste volume e irei ler em breve o sexto livro da saga, pois a curiosidade aumentou.
Em relação à escrita, mais uma vez, tenho de me queixar imensamente das siglas que a autora usa, Cada vez me irritam mais, porque aparecem muitas que eu desconheço e que são pura preguiça na escrita! Quando estão no diálogo, eu até compreendo, mas no meio da prosa? Preguiça, e nada mais!
Fora isso a escrita da autora é bastante boa e torna-se impossível pousar o livro e não ficar a ler até às tantas da manhã (mesmo quando temos de trabalhar no dia seguinte). Isto deve-se não só à história e às personagens, como à prosa da autora, que encadeia muito bem a acção e as palavras como suas. Não é poeta, mas ninguém esperaria que fosse.
Em suma, foi mais um bom livro da saga, com muita acção, algum mistério e desenvolvimentos surpreendentes. As personagens, como sempre, são o ponto forte e estranhamente acho que até agora este foi o livro menos 'sexual' (embora certamente tenha sido o mais 'extremista', sem chegar ao exagero).
Uma boa adição à saga (ou série, como teimam em chamar-lhes agora), que não só dá felicidade a mais um membro da irmandade, como abre portas para os que se seguem.
Capa, Design e Edição:
(Li este livro em Inglês e foi essa capa que comentei)
De toda a colecção, esta é a capa que mais gosto. Por um lado é verde (de longe a minha cor favorita em capas), e depois também é a mais sensual (sem ser porca), além de transmitir um certo dinamismo que as outras não tinham (falo, claro, das publicações inglesas/americanas, e não das portuguesas). Infelizmente o homem não está muito fiel ao Vishous, nem a mulher se assemelha em absoluto à Jane. Por isso tenho uma relação amor/ódio com esta capa.
A ser sincera, acho que esta capa teria ficado PERFEITA para o "Lover Awakened" (Na Sombra do Pecado), pois os modelos parecem-se imenso com as descrições da Bella e do Zsadist.
Como sempre o design interior não teve nada de especial, mas funcionou bem, e a edição que tenho está boa para e robusta o suficiente (além de ser muito levezinha, mesmo com +500 páginas).
Sinopse:
Em Caldwell, Nova Iorque, a guerra entre vampiros e os seus assassinos
agrava-se com o surgimento de um grupo secreto de irmãos – seis vampiros
guerreiros, acérrimos defensores da sua raça. Contudo, o gélido coração
deste temível e astuto predador aquecerá mesmo contra os seus desejos…
Impiedoso e brilhante, Vishous, filho de Bloodletter, carrega uma temível maldição consigo, a assustadora habilidade de prever o futuro. Foram inúmeras as tormentas e abusos por que passou enquanto crescia no campo de batalha do seu pai e, como qualquer outro membro da Irmandade, não tem interesse no amor ou em emoções, apenas na luta contra a Sociedade Lessening. Contudo, uma imprevista injúria mortal torna-o responsável por uma cirurgiã, Jane Whitcomb, levando-o a revelar a sua dor mais profunda e a sentir o verdadeiro prazer pela primeira vez – até que o destino, que ele não escolheu, o leva a um futuro avassalador que não a inclui mais.
Impiedoso e brilhante, Vishous, filho de Bloodletter, carrega uma temível maldição consigo, a assustadora habilidade de prever o futuro. Foram inúmeras as tormentas e abusos por que passou enquanto crescia no campo de batalha do seu pai e, como qualquer outro membro da Irmandade, não tem interesse no amor ou em emoções, apenas na luta contra a Sociedade Lessening. Contudo, uma imprevista injúria mortal torna-o responsável por uma cirurgiã, Jane Whitcomb, levando-o a revelar a sua dor mais profunda e a sentir o verdadeiro prazer pela primeira vez – até que o destino, que ele não escolheu, o leva a um futuro avassalador que não a inclui mais.
Opinião:
O livro começou com algumas surpresas, quando a ascendência do Vishous foi revelada. Não posso dizer que tenha sido uma surpresa total, mas produziu umas quantas cenas interessantes e uns diálogos intensos. O que foi uma surpresa, foi o pedido da Scribe Virgin.
Acho que ela, enquanto personagem, está bastante bem definida. É egoísta, mas de certa forma consegue ser justa, por isso mesmo quando fez a proposta, ficou no ar a esperança de que talvez ela acabasse por reconsiderar (o que acabou mesmo por acontecer, embora não da forma que esperava). Pessoalmente acho esta personagem muito intrigante. É o tipo de personalidade ambígua, que acaba sempre por surpreender, sem que tais actos possam ser vistos como 'forçados'.
Uma coisa que já esperava, e que também surgiu logo desde o início, foi o foco nos sentimentos que o Vishous tem pelo Butch. Acho que neste ponto a autora conseguiu transmitir muito bem o que passa pela cabeça do Vishous e ainda manteve um certo equilíbrio no relacionamento entre os dois. Podia ter fugido para a vulgaridades, mas escolheu um caminho mais interessante, o que fez com o o próprio leitor acabasse por achar certas coisas bastante naturais.
Também gostei bastante da forma como o Vishous agiu nos últimos capítulos, não só em relação à Jane, como também à mãe. Se até ali não gostava particularmente dele (como personagem), a partir daí o caso mudou de figura.
Também gostei de ver algumas cenas passadas na perspectiva do Phury, pois sempre senti um certo desconhecimento desta personagem, e com este livro finalmente ficamos a percebê-lo um pouco melhor, preparando o terreno para o próximo volume (Lover Enshrined), onde ele será a 'estrela principal'. E ainda houve espaço para termos mais tempo com o John, o que também foi excelente, já que sempre gostei desta personagem.
Desde o princípio gostei muito da personagem da Jane. Não só ela é uma mulher forte, determinada e que sabe impôr-se, como também conseguiu separar o fascínio inicial que sentiu pelo V, da posterior atracção e o que veio depois. Gostei de ver que ela não caiu de amores por ele à primeira vista, e que durante algum tempo se negou a contacto porque tinha inteligência suficiente para perceber que estava a sofrer um pouco do Síndrome de Estocolmo. Uma mulher inteligente e decidida, para variar. (se bem que nesse aspecto a autora sempre conseguiu mostrar mulheres fortes, só que, ainda assim, Jane destaca-se na positiva).Achei que as reacções dela, depois de voltar a casa, foram bastante 'humanas' e a confusão dela era palpável.
No entanto, como muito acontece nestes romances, achei que o 'amor' surgiu demasiado depressa. Mas da parte do Vishous do que propriamente da Jane. A autora até consegue colocá-los em situações propensas a terminar em romance, mas ainda assim o tempo que lhes dá para se apaixonarem é demasiado apertado sufocando o que poderia ser uma relação plausível.
Por outro lado, não gostei nada de (mais uma vez) assim que o Vishous viu a Jane, pensar logo «Mine!». Ainda foi pior que nos outros livros, pois ele não a conhecia, nem chegou a falar com ela, e já estava a tratá-la como posse sua. Sinceramente ...
Quase no fim, não fiquei satisfeita com a reconciliação entre os dois. Pareceu seca, sem conteúdo e não enalteceu os 'sentimentos' que eles nutriam um pelo outro. Foi muito ... banal.Pelo menos até chegar o fatídico 'final'. Aí sim as coisas tomaram contornos mais profundos.
Claro que fiquei contente com o final (nestes livros espera-se sempre que fiquem juntos), mas a verdade é que me sinto sempre um pouco defraudada com estes romances que fervem em lume quente demais (gosto mais dos que que cozem em lume brando). E com isto quero dizer que achei que o amor deles saiu à pressão, e a resolução, embora intrigante e fora do comum, não deixou de ser mais que uma 'desculpa' para eles ficarem juntos.
Felizmente este livro já abriu portas para os romances de alguns dos próximos livros da saga (Phury e John e até um humano que deverá ser 'pretendente' no 9º livro), permitindo-nos vislumbrar não só uma boa parte da personalidade dos guerreiros, como também das suas futuras 'mulheres'. Gosto muito mais quando a autora faz as coisas desta forma pois assim criamos mais afinidade com as personagens mais cedo e as relações já não parecem 'saídas do nada'.
Especialmente no caso do Phury e da Cormia, gostei do que vi neste volume e irei ler em breve o sexto livro da saga, pois a curiosidade aumentou.
Em relação à escrita, mais uma vez, tenho de me queixar imensamente das siglas que a autora usa, Cada vez me irritam mais, porque aparecem muitas que eu desconheço e que são pura preguiça na escrita! Quando estão no diálogo, eu até compreendo, mas no meio da prosa? Preguiça, e nada mais!
Fora isso a escrita da autora é bastante boa e torna-se impossível pousar o livro e não ficar a ler até às tantas da manhã (mesmo quando temos de trabalhar no dia seguinte). Isto deve-se não só à história e às personagens, como à prosa da autora, que encadeia muito bem a acção e as palavras como suas. Não é poeta, mas ninguém esperaria que fosse.
Em suma, foi mais um bom livro da saga, com muita acção, algum mistério e desenvolvimentos surpreendentes. As personagens, como sempre, são o ponto forte e estranhamente acho que até agora este foi o livro menos 'sexual' (embora certamente tenha sido o mais 'extremista', sem chegar ao exagero).Uma boa adição à saga (ou série, como teimam em chamar-lhes agora), que não só dá felicidade a mais um membro da irmandade, como abre portas para os que se seguem.
Capa, Design e Edição:
(Li este livro em Inglês e foi essa capa que comentei)
De toda a colecção, esta é a capa que mais gosto. Por um lado é verde (de longe a minha cor favorita em capas), e depois também é a mais sensual (sem ser porca), além de transmitir um certo dinamismo que as outras não tinham (falo, claro, das publicações inglesas/americanas, e não das portuguesas). Infelizmente o homem não está muito fiel ao Vishous, nem a mulher se assemelha em absoluto à Jane. Por isso tenho uma relação amor/ódio com esta capa.
A ser sincera, acho que esta capa teria ficado PERFEITA para o "Lover Awakened" (Na Sombra do Pecado), pois os modelos parecem-se imenso com as descrições da Bella e do Zsadist.
Como sempre o design interior não teve nada de especial, mas funcionou bem, e a edição que tenho está boa para e robusta o suficiente (além de ser muito levezinha, mesmo com +500 páginas).
sábado, 19 de março de 2011
Na Sombra do Desejo
"Na Sombra do Desejo (Irmandade da Adaga Negra 4)", de J.R. Ward (Casa das Letras)
Sinopse:
Opinião:
Os dois protagonistas já são conhecidos dos volumes anteriores, mas uma coisa que notei logo ao início foi o foco, não só no casal, mas também nos que os envolvem. Nos outros volumes havia sempre desenvolvimento das restantes personagens, mas neste, quase se pode dizer que o Vishous era um terceiro protagonista e o Rehvenge era quase um quarto, embora não tivesse tido tanta atenção como os outros três.
Isto não foi uma total surpresa, tendo em conta o que se passou no final do 3º livro, mas para os mais puritanos, este livro pode chegar a ser ... ofensivo (claro, só se não tiverem uma mente relativamente aberta). Basta dizer que aqui a amizade entre dois homens vai um pouco além do normal (não vou dizer quão além vai, leiam).
E já que falo nas personagens, eu tive alguma dificuldade em gostar verdadeiramente do Butch. A Marissa, apesar de tudo o que se tinha passado no volume anterior, conseguiu redimir-se um pouco, e o Butch por um lado também, mas ele é o tipo de personagem que não sabemos se devemos amar ou odiar. Ficamos na corda bamba. Por um lado ele é um bêbedo, à procura de sarilhos, e por outro é um tipo capaz de pensar nos outros antes de si, e extremamente afectuoso. Isto cria uma ambiguidade fácil de acreditar, mas difícil de digerir.
Por outro lado, o Vishous torna-se uma personagem de destaque, e cuja história mal posso esperar por ler. É um pouco triste dizer isto, mas ele foi a personagem que mais gostei no livro todo.
Quanto à narrativa, temos neste livro uma grande reviravolta no 'mundo' da Irmandade da Adaga Negra. E Butch é quem despoleta todos os acontecimentos. Alguns tornaram-se mais credíveis que outros, mas no geral foram boas movimentações da história e serviram para dar lugar a boas cenas, quer dentro da irmandade, quer entre o casal, ou mesmo no que respeita à luta contra os lessers.
No entanto pareceu-me que houveram certas situações que poderiam ter ficado de fora. Por exemplo, todas as cenas do ponto de vista da irmã do Butch me pareceram insípidas e desprovidas de grande propósito. Entendo que a autora quisesse que víssemos ambos lados da história, mas não conseguiu transmitir nada de novo com isso. No fim parece que a autora nos quer fazer perdoar a família do Butch pelo que fizeram, pois dá-nos 'justificações' para tudo, quando na verdade não há justificação.
Já quanto à escrita da autora, continua apelativa como nos volumes anteriores, embora eu tenha mesmo só que dizer uma coisa, e que são realmente as duas coisas que mais me irritam nos livros desta autora: 1)Nomes da moda! Eu não quero saber se ele veste um Armani e se guia um S6000. Não quero saber!; 2) Mas o que raios quer dizer SOL e porque é que eles são todos SOBs? Por favor, corta!
Prontos, e agora que isso está fora do sistema (mais uma vez), prossigamos com a opinião.
Infelizmente, pareceu-me que neste livro a autora falhou em transmitir de forma adequada a dor e a coragem do Butch. Descreveu alguma da violência pela qual ele foi passando, mas não senti como se estivesse na pele do Butch e consequentemente não 'reconheci' a sua dor, quando supostamente esta tinha sido horrível (em várias ocasiões). A sensação que ficou foi que ela gastou as descrições todas no sexo (e, ou muito me engano, ou houve muito mais que nos outros volumes) e depois se esqueceu de descrever como devia de ser as lutas, que são também uma grande parte da história. Como é suposto eu acreditar que ele sofreu, quando se limita a dizer-me isso mesmo, que «ele sofreu»? Eu quero sentir, quero chorar, quero desviar os olhos das páginas. Isso sim é que é transmitir ao leitor sensações, e não percebo como é que, quando a autora o fez tão bem em algumas situações, noutras pareceu esquecer-se disso.
Em suma, foi uma boa sequela, que deixa no ar mais do que simples curiosidade pelo que se vai passar a seguir, e que fará as delícias dos fãs da saga, embora não seja o volume mais bem conseguido da saga. O casal, Butch e Marissa, como sendo um que já vem desde o primeiro volume, convenceu no seu amor e dedicação, o que foi bastante bom de ler (embora tenha tido sexo a mais). E, não posso deixar de mencionar a coragem que autora teve ao colocar na história um 'herói' que, afinal de contas, não é um Deus na cama (pelo menos da primeira vez). A diferença também pode ser uma boa coisa de vez em quando.
Capa, Design e Edição:
Já alguma vez disse que adoro as capas portuguesas para esta saga? Pois bem, adoro! E até tenho pena de antes disso ter comprado em Inglês. Vontade não me falta de comprar também em PT, mas isso seria desperdiçar dinheiro, certo? (concordem comigo, senão sou bem capaz de ir a correr comprar os livros só pelas capas)
Quanto à capa da edição que eu tenho, tal como as anteriores segue bem o padrão, mas tenho de dizer que a rapariga se parece muito pouco com a Marissa que a autora descreve.
A edição é mediana, mas lê-se na perfeição, além de que o papel (reciclado, parece-me) ajuda a que as vistas não se cansem tanto. É um mimo para levar na bolsa sem estar sempre com dores de costas.
Sinopse:
Butch O’Neal é um guerreiro por natureza. Um ex-polícia da brigada de homicídios que leva uma vida dura, é o único humano a quem foi permitido aceder ao círculo íntimo da Irmandade da Adaga Negra. E quer submergir-se ainda mais profundamente no mundo dos vampiros… quer alistar-se na guerra territorial contra os minguantes. Não tem nada a perder. O seu coração pertence a uma fêmea vampira, uma beldade aristocrática que está muito acima do seu nível. Se não pode ter Marissa, então ao menos pode lutar lado a lado com os irmãos…
O destino amaldiçoa-o outorgando-lhe o que deseja. Quando Butch se sacrifica para salvar dos assassinos um vampiro da população civil, torna-se presa da mais escura força da guerra. Moribundo, é encontrado graças a um milagre, e a Irmandade pede a Marissa que tente trazê-lo de volta. Mas talvez nem sequer o seu amor seja suficiente para salvá-lo…
O destino amaldiçoa-o outorgando-lhe o que deseja. Quando Butch se sacrifica para salvar dos assassinos um vampiro da população civil, torna-se presa da mais escura força da guerra. Moribundo, é encontrado graças a um milagre, e a Irmandade pede a Marissa que tente trazê-lo de volta. Mas talvez nem sequer o seu amor seja suficiente para salvá-lo…
Opinião:
Os dois protagonistas já são conhecidos dos volumes anteriores, mas uma coisa que notei logo ao início foi o foco, não só no casal, mas também nos que os envolvem. Nos outros volumes havia sempre desenvolvimento das restantes personagens, mas neste, quase se pode dizer que o Vishous era um terceiro protagonista e o Rehvenge era quase um quarto, embora não tivesse tido tanta atenção como os outros três.
Isto não foi uma total surpresa, tendo em conta o que se passou no final do 3º livro, mas para os mais puritanos, este livro pode chegar a ser ... ofensivo (claro, só se não tiverem uma mente relativamente aberta). Basta dizer que aqui a amizade entre dois homens vai um pouco além do normal (não vou dizer quão além vai, leiam).
E já que falo nas personagens, eu tive alguma dificuldade em gostar verdadeiramente do Butch. A Marissa, apesar de tudo o que se tinha passado no volume anterior, conseguiu redimir-se um pouco, e o Butch por um lado também, mas ele é o tipo de personagem que não sabemos se devemos amar ou odiar. Ficamos na corda bamba. Por um lado ele é um bêbedo, à procura de sarilhos, e por outro é um tipo capaz de pensar nos outros antes de si, e extremamente afectuoso. Isto cria uma ambiguidade fácil de acreditar, mas difícil de digerir.
Por outro lado, o Vishous torna-se uma personagem de destaque, e cuja história mal posso esperar por ler. É um pouco triste dizer isto, mas ele foi a personagem que mais gostei no livro todo.
Quanto à narrativa, temos neste livro uma grande reviravolta no 'mundo' da Irmandade da Adaga Negra. E Butch é quem despoleta todos os acontecimentos. Alguns tornaram-se mais credíveis que outros, mas no geral foram boas movimentações da história e serviram para dar lugar a boas cenas, quer dentro da irmandade, quer entre o casal, ou mesmo no que respeita à luta contra os lessers.
No entanto pareceu-me que houveram certas situações que poderiam ter ficado de fora. Por exemplo, todas as cenas do ponto de vista da irmã do Butch me pareceram insípidas e desprovidas de grande propósito. Entendo que a autora quisesse que víssemos ambos lados da história, mas não conseguiu transmitir nada de novo com isso. No fim parece que a autora nos quer fazer perdoar a família do Butch pelo que fizeram, pois dá-nos 'justificações' para tudo, quando na verdade não há justificação.
Já quanto à escrita da autora, continua apelativa como nos volumes anteriores, embora eu tenha mesmo só que dizer uma coisa, e que são realmente as duas coisas que mais me irritam nos livros desta autora: 1)Nomes da moda! Eu não quero saber se ele veste um Armani e se guia um S6000. Não quero saber!; 2) Mas o que raios quer dizer SOL e porque é que eles são todos SOBs? Por favor, corta!
Prontos, e agora que isso está fora do sistema (mais uma vez), prossigamos com a opinião.
Infelizmente, pareceu-me que neste livro a autora falhou em transmitir de forma adequada a dor e a coragem do Butch. Descreveu alguma da violência pela qual ele foi passando, mas não senti como se estivesse na pele do Butch e consequentemente não 'reconheci' a sua dor, quando supostamente esta tinha sido horrível (em várias ocasiões). A sensação que ficou foi que ela gastou as descrições todas no sexo (e, ou muito me engano, ou houve muito mais que nos outros volumes) e depois se esqueceu de descrever como devia de ser as lutas, que são também uma grande parte da história. Como é suposto eu acreditar que ele sofreu, quando se limita a dizer-me isso mesmo, que «ele sofreu»? Eu quero sentir, quero chorar, quero desviar os olhos das páginas. Isso sim é que é transmitir ao leitor sensações, e não percebo como é que, quando a autora o fez tão bem em algumas situações, noutras pareceu esquecer-se disso.
Em suma, foi uma boa sequela, que deixa no ar mais do que simples curiosidade pelo que se vai passar a seguir, e que fará as delícias dos fãs da saga, embora não seja o volume mais bem conseguido da saga. O casal, Butch e Marissa, como sendo um que já vem desde o primeiro volume, convenceu no seu amor e dedicação, o que foi bastante bom de ler (embora tenha tido sexo a mais). E, não posso deixar de mencionar a coragem que autora teve ao colocar na história um 'herói' que, afinal de contas, não é um Deus na cama (pelo menos da primeira vez). A diferença também pode ser uma boa coisa de vez em quando.Capa, Design e Edição:
Já alguma vez disse que adoro as capas portuguesas para esta saga? Pois bem, adoro! E até tenho pena de antes disso ter comprado em Inglês. Vontade não me falta de comprar também em PT, mas isso seria desperdiçar dinheiro, certo? (concordem comigo, senão sou bem capaz de ir a correr comprar os livros só pelas capas)
Quanto à capa da edição que eu tenho, tal como as anteriores segue bem o padrão, mas tenho de dizer que a rapariga se parece muito pouco com a Marissa que a autora descreve.
A edição é mediana, mas lê-se na perfeição, além de que o papel (reciclado, parece-me) ajuda a que as vistas não se cansem tanto. É um mimo para levar na bolsa sem estar sempre com dores de costas.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Lançamentos 5
Nestes primeiros meses de 2011 e no próximo, foram/serão lançados em Portugal alguns títulos que eu li em Inglês. Aqui ficam:
Título: "Uma Bruxa em Apuros", de Kim Harrisson
Editora: Saída de Emergência (Chá das Cinco)
Lançamento: 3 de Março 2011
«Todas as criaturas da noite se juntam no "The Hollows" de Cincinnati, para se esconderem, para investigarem, para se divertirem ... e para se alimentarem.
Os vampiros são donos da noite num mundo com perigos para além da imaginação, onde um predador come o outro -- e é o trabalho de Rachel Morgan manter este mundo civilizado.
Uma bruxa caça-cabeças com muito sex-appeal e uma atitude a condizer, ela irá trazê-los de volta vivos, mortos ... ou mortos-vivos.»
tradução livre, feita por mim
Podem ler a minha opinião aqui. (pessoalmente não gosto do título em Português)
Título: "Shiver - Um amor Impossível", de Maggie Stiefvater
Editora: Editorial Presença
Lançamento: 11 de Janeiro 2011
«Sam e Grace são dois adolescentes que vivem um amor sublime e aparentemente impossível. Todos os anos, quando chega a Primavera, Sam, abandona a sua vida de lobisomem e recupera a forma humana, aproximando-se de Grace, mas sempre que regressa o Inverno, vê-se obrigado a voltar à floresta e a viver com a sua alcateia. Conseguirá o seu amor vencer os muitos obstáculos que ameaçam separá-los para sempre? Uma história cheia de aventuras e descobertas, mágica, original, que desafia a mente e enternece o coração.»
Podem ler a minha opinião aqui.
Título: "O Beijo da Meia-Noite", de Lara Adrian
Editora: Quinta Essência
Lançamento: Fevereiro 2011
«Gabrielle Maxwell, uma reconhecida artista de Boston, celebra o êxito da sua última exposição exclusiva. Entre a acalorada multidão, sente a presença de um sensual desconhecido que desperta nela as fantasias mais profundas. Mas nada relacionado com essa noite nem com esse homem é o que parece. À saída, Gabrielle presencia um homicídio e, a partir desse momento, a realidade converte-se em algo escuro e mortífero, e ela entra num submundo que nunca soube que existia, habitado por vampiros urbanos.
Lucan Thorne é um vampiro, um guerreiro da Raça, que nasceu para proteger os seus – assim como os humanos que com ele coexistem – da crescente ameaça dos vampiros renegados. Lucan não pode correr o risco de unir-se a uma humana, mas quando Gabrielle se converte no alvo dos seus inimigos, não tem escolha e é forçado a levá-la para esse outro mundo que lidera, no qual serão devorados por um desejo selvagem e insaciável.
Nos braços do formidável líder da Raça, Gabrielle irá enfrentar um extraordinário destino de perigo, de sedução e dos mais sombrios prazeres...»
Podem ler a minha opinião aqui.
Também a banda desenhada "The Walking Dead" (ler opiniões aqui) foi recentemente lançada em Portugal pela DEVIR. Para já, tanto quanto sei, só o primeiro volume saiu, mas espero que em breve outros lhe sigam as pisadas.
Sagas a serem publicadas presentemente são:
"The Lords of the Underworld", da Gena Showalter, publicados pela Harlequin (podem ler as minhas opiniões aqui).
"A Irmandade da Adaga Negra", da J.R.Ward, publicados pela Casa das Letras (podem ler as minhas opiniões aqui).

"Na sombra do Desejo" será lançado em breve
E ainda a Saga "Academia de Vampiros", da Richelle Mead (podem ler as minhas opiniões aqui):
Para já é tudo, mas se souber de mais alguns títulos meus conhecidos, vou colocando por aqui.
Título: "Uma Bruxa em Apuros", de Kim Harrisson
Editora: Saída de Emergência (Chá das Cinco)
Lançamento: 3 de Março 2011
«Todas as criaturas da noite se juntam no "The Hollows" de Cincinnati, para se esconderem, para investigarem, para se divertirem ... e para se alimentarem.
Os vampiros são donos da noite num mundo com perigos para além da imaginação, onde um predador come o outro -- e é o trabalho de Rachel Morgan manter este mundo civilizado.
Uma bruxa caça-cabeças com muito sex-appeal e uma atitude a condizer, ela irá trazê-los de volta vivos, mortos ... ou mortos-vivos.»
tradução livre, feita por mim
Podem ler a minha opinião aqui. (pessoalmente não gosto do título em Português)
Título: "Shiver - Um amor Impossível", de Maggie Stiefvater
Editora: Editorial Presença
Lançamento: 11 de Janeiro 2011
«Sam e Grace são dois adolescentes que vivem um amor sublime e aparentemente impossível. Todos os anos, quando chega a Primavera, Sam, abandona a sua vida de lobisomem e recupera a forma humana, aproximando-se de Grace, mas sempre que regressa o Inverno, vê-se obrigado a voltar à floresta e a viver com a sua alcateia. Conseguirá o seu amor vencer os muitos obstáculos que ameaçam separá-los para sempre? Uma história cheia de aventuras e descobertas, mágica, original, que desafia a mente e enternece o coração.»
Podem ler a minha opinião aqui.
Título: "O Beijo da Meia-Noite", de Lara Adrian
Editora: Quinta Essência
Lançamento: Fevereiro 2011
«Gabrielle Maxwell, uma reconhecida artista de Boston, celebra o êxito da sua última exposição exclusiva. Entre a acalorada multidão, sente a presença de um sensual desconhecido que desperta nela as fantasias mais profundas. Mas nada relacionado com essa noite nem com esse homem é o que parece. À saída, Gabrielle presencia um homicídio e, a partir desse momento, a realidade converte-se em algo escuro e mortífero, e ela entra num submundo que nunca soube que existia, habitado por vampiros urbanos.
Lucan Thorne é um vampiro, um guerreiro da Raça, que nasceu para proteger os seus – assim como os humanos que com ele coexistem – da crescente ameaça dos vampiros renegados. Lucan não pode correr o risco de unir-se a uma humana, mas quando Gabrielle se converte no alvo dos seus inimigos, não tem escolha e é forçado a levá-la para esse outro mundo que lidera, no qual serão devorados por um desejo selvagem e insaciável.
Nos braços do formidável líder da Raça, Gabrielle irá enfrentar um extraordinário destino de perigo, de sedução e dos mais sombrios prazeres...»
Podem ler a minha opinião aqui.
Também a banda desenhada "The Walking Dead" (ler opiniões aqui) foi recentemente lançada em Portugal pela DEVIR. Para já, tanto quanto sei, só o primeiro volume saiu, mas espero que em breve outros lhe sigam as pisadas.
Sagas a serem publicadas presentemente são:
"The Lords of the Underworld", da Gena Showalter, publicados pela Harlequin (podem ler as minhas opiniões aqui).
"A Irmandade da Adaga Negra", da J.R.Ward, publicados pela Casa das Letras (podem ler as minhas opiniões aqui).

"Na sombra do Desejo" será lançado em breve
E ainda a Saga "Academia de Vampiros", da Richelle Mead (podem ler as minhas opiniões aqui):
Para já é tudo, mas se souber de mais alguns títulos meus conhecidos, vou colocando por aqui.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
::Conto:: Wrath and the Letter Opener
Hoje passei pelo novo site da J.R. Ward e diverti-me a ler duas das slice-of-life que ela tem lá para os fãs da Irmandade da Adaga Negra.
"Wrath and the Letter opener", de J.R. Ward (podem ler aqui)
Este interlúdio passa-se entre o terceiro e o quarto livro da saga, mas podem lê-lo depois de lerem pelo menos o primeiro.
A premissa para este conto é tão cómica como plausível. Wrath, sendo o "machão" que é e gostando da luta, vê-se aborrecido depois de aceitar o trono e deixar de poder sair para caçar os lessers.
O nome desta história provem da comparação que ele faz entre a lâmina do abre-cartas e as lâminas das adagas que a irmandade usa.
Com violência e sexo à mistura, voltamos ao casal inicial desta saga. E se o regresso até foi interessante, acabou por não me cativar muito. Simplesmente não fez nada por mim, mas não deixou de ter uma dinâmica interessante.
"Movie Night", de J.R. Ward
Passado mais ou menos no mesmo espaço-tempo que o anterior, este é apenas um resumo do que seria uma noite/dia de filmes com a irmandade.
Sinto que se esta história fosse contada numa narrativa, teria sido um mimo, mas como foi contada como um resumo, acabou por ser extremamente banal, se bem que interessante.
Existem mais duas histórias no site ("In the nature of Phury" e "The interview that bever happened"). Não os li pois pelo que consegui perceber passam-se depois do quinto/sexto livro.
"Wrath and the Letter opener", de J.R. Ward (podem ler aqui)
Este interlúdio passa-se entre o terceiro e o quarto livro da saga, mas podem lê-lo depois de lerem pelo menos o primeiro.
A premissa para este conto é tão cómica como plausível. Wrath, sendo o "machão" que é e gostando da luta, vê-se aborrecido depois de aceitar o trono e deixar de poder sair para caçar os lessers.
O nome desta história provem da comparação que ele faz entre a lâmina do abre-cartas e as lâminas das adagas que a irmandade usa.
Com violência e sexo à mistura, voltamos ao casal inicial desta saga. E se o regresso até foi interessante, acabou por não me cativar muito. Simplesmente não fez nada por mim, mas não deixou de ter uma dinâmica interessante.
"Movie Night", de J.R. Ward
Passado mais ou menos no mesmo espaço-tempo que o anterior, este é apenas um resumo do que seria uma noite/dia de filmes com a irmandade.
Sinto que se esta história fosse contada numa narrativa, teria sido um mimo, mas como foi contada como um resumo, acabou por ser extremamente banal, se bem que interessante.
Existem mais duas histórias no site ("In the nature of Phury" e "The interview that bever happened"). Não os li pois pelo que consegui perceber passam-se depois do quinto/sexto livro.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Na Sombra do Pecado
"Na Sombra do Pecado (Irmandade da Adaga Negra 3)" de J.R. Ward (Casa das Letras)
Sinopse:
Como sendo este o livro mais "amado" pelos fãs, de todos os que fazem parte da saga da Irmandade da Adaga Negra, tinha algumas expectativas, até porque no livro anterior já tínhamos tido o início da história entre a Bella (uma aristocrata) e o Zsadist (um antigo escravo. de sangue).
Este livro não desapontou, conseguindo mesmo superar o primeiro livro, que até agora era o meu favorito.
O que mais gostei nos livros, e aliás, o que mais gosto nos livros da autora, é a capacidade que ela tem de contar a história de um "casalinho" sem nunca se esquecer de todos os outros personagens da história. Neste livro ela introduziu novos personagens interessantes e mostrou-nos mais ainda de outros já conhecidos. Adorei especialmente o que se passou com o Thorment, com o Phury e no final aquela cena duplamente intrigante entre o Vishious e o Butch. Também tenho de dizer que chorei com a cena do Thorment. Não estava nada à espera daquilo.
E ela (a autora) fez isto tudo e muito mais, sem nunca perder de vista o casal principal, Zsadist e Bella.
Uma coisa que adorei neste livro foi o relacionamento entre o Phury e o Zsadist. Estes dois são irmãos gémeos, mas são muito diferentes, e foi com gosto que percebi aos poucos que o relacionamento deles era bem profundo e o quanto os dois se amavam de verdade. Algumas cenas poderia até ter passado a barreira de "irmãos", mas a autora consegue mostrar amizade e amor entre dois homens, sem que nunca pareça algo "diferente". Neste ponto ela conseguiu surpreender-em com a ausência de mau gosto que poderia ter tomado conta de pelos menos três cenas do livro, mas que na verdade não aconteceu. Adorei isso!
Outro grande ponto a favor foram as duas personagens principais. Tanto o Zsadist como a Bella conseguiram surpreender e nunca pareceram estar fora de contexto. Todas as suas acções foram bem integradas nas personalidades distintas de ambas, o que criou um ambiente extremamente bem conseguido entre os dois. Ver o relacionamento deles a crescer foi mais que interessante e sempre surpreendente. Não houveram cenas forçadas (houve uma que quase pareceu mas depois se justificou a si mesma) e isso fez com que fosse impossível não torcer por um final feliz. Adorei ver a forma como o Zsadist foi mudando aos poucos, sem que isso parecesse estranho no seu comportamento. Havia potencial para o exagero e até para o "mau gosto" na forma como o Zsadist era mostrado, mas a autora conseguiu manter-se à tona, sem cair em banalidades, tornando este personagem em alguém com quem era impossível não simpatizar. Além de que, há que adorar um homem que chora (essa ideia que os homens não chora é tão velha que até já mete nojo).
Os lessers (maus da fita), e como nos livros anteriores, tiveram também um bom desenvolvimento e a loucura do "O" foi extremamente bem mostrada. Assim como aconteceu com a própria hierarquia da sociedade lesser, que neste livro sofreu várias e drásticas mudanças.
A escrita da autora continua muito cativante e ela consegue dar vozes únicas a cada uma das personagens, o que nunca torna a leitura maçadora.
Em suma, este é um livro obrigatório para quem gostou do primeiro e do segundo livro. E para quem ainda não experimentou, aconselho (mas comecem pelo primeiro). Este livro consegue ser um pouco mais "cruel" que os anteriores, mas nunca em exagero. E o casalinho, Bella e Zsadist, não podia ser mais perfeito. E o final é tão fofo! XD
Capa:
Sinopse:
Nas sombras das noite da cidade de Caldwell, em Nova Iorque, trava-se uma guerra entre vampiros e seus caçadores. Ali existe um bando secreto de irmãos sem igual - seis guerreiros vampiros, defensores da sua raça. De todos eles Zsadist é o membro mais aterrorizador da Irmandade da Adaga Negra.
Opinião:Como sendo este o livro mais "amado" pelos fãs, de todos os que fazem parte da saga da Irmandade da Adaga Negra, tinha algumas expectativas, até porque no livro anterior já tínhamos tido o início da história entre a Bella (uma aristocrata) e o Zsadist (um antigo escravo. de sangue).
Este livro não desapontou, conseguindo mesmo superar o primeiro livro, que até agora era o meu favorito.
O que mais gostei nos livros, e aliás, o que mais gosto nos livros da autora, é a capacidade que ela tem de contar a história de um "casalinho" sem nunca se esquecer de todos os outros personagens da história. Neste livro ela introduziu novos personagens interessantes e mostrou-nos mais ainda de outros já conhecidos. Adorei especialmente o que se passou com o Thorment, com o Phury e no final aquela cena duplamente intrigante entre o Vishious e o Butch. Também tenho de dizer que chorei com a cena do Thorment. Não estava nada à espera daquilo.
E ela (a autora) fez isto tudo e muito mais, sem nunca perder de vista o casal principal, Zsadist e Bella.
Uma coisa que adorei neste livro foi o relacionamento entre o Phury e o Zsadist. Estes dois são irmãos gémeos, mas são muito diferentes, e foi com gosto que percebi aos poucos que o relacionamento deles era bem profundo e o quanto os dois se amavam de verdade. Algumas cenas poderia até ter passado a barreira de "irmãos", mas a autora consegue mostrar amizade e amor entre dois homens, sem que nunca pareça algo "diferente". Neste ponto ela conseguiu surpreender-em com a ausência de mau gosto que poderia ter tomado conta de pelos menos três cenas do livro, mas que na verdade não aconteceu. Adorei isso!
Outro grande ponto a favor foram as duas personagens principais. Tanto o Zsadist como a Bella conseguiram surpreender e nunca pareceram estar fora de contexto. Todas as suas acções foram bem integradas nas personalidades distintas de ambas, o que criou um ambiente extremamente bem conseguido entre os dois. Ver o relacionamento deles a crescer foi mais que interessante e sempre surpreendente. Não houveram cenas forçadas (houve uma que quase pareceu mas depois se justificou a si mesma) e isso fez com que fosse impossível não torcer por um final feliz. Adorei ver a forma como o Zsadist foi mudando aos poucos, sem que isso parecesse estranho no seu comportamento. Havia potencial para o exagero e até para o "mau gosto" na forma como o Zsadist era mostrado, mas a autora conseguiu manter-se à tona, sem cair em banalidades, tornando este personagem em alguém com quem era impossível não simpatizar. Além de que, há que adorar um homem que chora (essa ideia que os homens não chora é tão velha que até já mete nojo).
Os lessers (maus da fita), e como nos livros anteriores, tiveram também um bom desenvolvimento e a loucura do "O" foi extremamente bem mostrada. Assim como aconteceu com a própria hierarquia da sociedade lesser, que neste livro sofreu várias e drásticas mudanças.
A escrita da autora continua muito cativante e ela consegue dar vozes únicas a cada uma das personagens, o que nunca torna a leitura maçadora.
Em suma, este é um livro obrigatório para quem gostou do primeiro e do segundo livro. E para quem ainda não experimentou, aconselho (mas comecem pelo primeiro). Este livro consegue ser um pouco mais "cruel" que os anteriores, mas nunca em exagero. E o casalinho, Bella e Zsadist, não podia ser mais perfeito. E o final é tão fofo! XD
Capa:
Li o livro em Inglês e com a capa que está à direita. Pessoalmente não gosto particularmente dela especialmente porque não é uma representação fiel de nenhum dos dois personagens principais (a Bella tem os cabelos negros e longos e o Zsadist é esquelético), mas funciona bem com as restantes capas da edição mass-market paperbak (livros de bolso).
Já a edição portuguesa tem uma capa bem mais apelativa, embora demasiado "vampírica" para o meu gosto, e bem que ficaria melhor se tivessem rapado o cabelo ao homem, aí sim ficavam representações fiéis de ambos. Ainda assim gosto muito (mesmo não sendo a melhor das três editadas até agora em português).
Quanto ao título em Português, sinceramente não compreendo o porquê do "pecado", mas como tinham de criar uma sequência com os anteriores, imagino que este título até não caia assim tão mal. Se bem que acho que teria ficado melhor algo do género "Na sombra do cativeiro" ou "prisão" ou mesmo "passado". Fazia muito mais sentido, a meu ver.
Quanto ao título em Português, sinceramente não compreendo o porquê do "pecado", mas como tinham de criar uma sequência com os anteriores, imagino que este título até não caia assim tão mal. Se bem que acho que teria ficado melhor algo do género "Na sombra do cativeiro" ou "prisão" ou mesmo "passado". Fazia muito mais sentido, a meu ver.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Na sombra do Dragão
"Na sombra do Dragão (Irmandade da Adaga Negra 2)" de J.R. Ward (Casa das Letras)
Sinopse:
Opinião:
Depois de ter lido o primeiro e ter gostado, estava algo ansiosa por ler o seguinte, que desta vez se centra no Rhage, um vampiro amaldiçoado.
Primeiro devo dizer que gostei do facto de a autora ter incluído uma personagem com uma doença terminal, o que deu muito mais alento à personalidade forte e intransigente da Mary, que é o modelo de mulher a seguir. Infelizmente também achei que a autora não levou este "dado" até onde o poderia levar, o que tirou alguns pontos à narrativa.
Depois também há que adorar a mais absoluta honestidade do Rhage. Juro que nunca pensei que um homem totalmente honesto fosse uma coisa má, mas depois de ler o livro, já não sei bem o que pensar. XD
Isto claro, seria a fórmula perfeita para um livro bombástico, certo?
Mas o problema é que, para mim, este casal não fez a mesma faísca que o Wrath e a Beth (do primeiro livro). Não sei bem o que foi, mas alguma coisa não caiu totalmente bem ali, o que não quer dizer que não estivesse a torcer por eles. E, o mais engraçado, é que embora ficasse a achar que o relacionamento dos dois aconteceu demasiado depressa (assim como, imagino, aconteça em todos os livros da saga) também fiquei com a sensação que não foi apressado. Estranho, não é?
Bem, numa coisa tenho de dar pontos à autora. Neste livro ela não se focou apenas neste casal, mas deu já muitas luzes sobre o próximo livro (Zsadist e Bella), que eu agora quero ler muito!
Este livro foi uma boa leitura, que me manteve muitas horas acordada porque queria ler mais e mais. Foi um autêntico page-turner, e não fiquei insatisfeita com ele, mas ainda assim pareceu-me que faltou algo crucial. Acho que faltou mais Butch (de longe uma das minhas personagens favoritas).
Ainda assim, adorei a forma como a autora contou a história e o compasso em que o fez, adorei o amor que floresceu entre os dois, o facto de os outros guerreiros não serem esquecidos, e até as movimentações dos lessers. Fiquei foi com um ódio (de estimação) à Scribe-Virgin que é uma mulherzinha irritante e vingativa. o que ela queria fazer ao Rhage e à Mary não se faz! E ainda o Ómega é suposto ser o mau da fita. Pois ... (ao ler os livros quase nos esquecemos que é tudo ficção).
Infelizmente foi o fim que quebrou um pouco da magia para mim porque eu sou das que gosta de fins mais realistas, mesmo quando são maus. Mas já se sabe que quando lemos este tipo de romances, as coisas não podem acabar mal, pois não?
P.S.: O nome da edição em português, apesar de não ser tradução fiél do original (Lover Eternal) está mais que adequado à história. Pontos para a editora, que já agora fez uma capa linda e apropriada. *Love it*
Sinopse:
Na irmandade, Rhage é o vampiro com o apetite mais forte. É o melhor lutador, o mais rápido a reagir aos impulsos e o amante mais voraz - pois dentro dele arde uma maldição feroz imposta pela Virgem Escrivã. Refém do seu lado mais obscuro, Rhage receia as vezes em que o seu dragão interior é libertado, tornando-o um autêntico perigo para todos os que o rodeiam.
Mary Luce, uma sobrevivente das teias mais trágicas da vida, é atirada, sem querer, para o mundo vampírico, ficando dependente da protecção de Rhage. Vítima da sua própria maldição fatal, Mary não está em busca de amor. Perdeu a fé nos milagres há muitos anos. Contudo, quando a intensa atracção animal de Rhage se transforma em algo mais emocional, ele sabe que deve ligar Mary a si próprio. E, enquanto os seus inimigos se aproximam, Mary luta desesperadamente para ganhar a vida eterna junto daquele que ama...
Mary Luce, uma sobrevivente das teias mais trágicas da vida, é atirada, sem querer, para o mundo vampírico, ficando dependente da protecção de Rhage. Vítima da sua própria maldição fatal, Mary não está em busca de amor. Perdeu a fé nos milagres há muitos anos. Contudo, quando a intensa atracção animal de Rhage se transforma em algo mais emocional, ele sabe que deve ligar Mary a si próprio. E, enquanto os seus inimigos se aproximam, Mary luta desesperadamente para ganhar a vida eterna junto daquele que ama...
Opinião:
Depois de ter lido o primeiro e ter gostado, estava algo ansiosa por ler o seguinte, que desta vez se centra no Rhage, um vampiro amaldiçoado.
Primeiro devo dizer que gostei do facto de a autora ter incluído uma personagem com uma doença terminal, o que deu muito mais alento à personalidade forte e intransigente da Mary, que é o modelo de mulher a seguir. Infelizmente também achei que a autora não levou este "dado" até onde o poderia levar, o que tirou alguns pontos à narrativa.
Depois também há que adorar a mais absoluta honestidade do Rhage. Juro que nunca pensei que um homem totalmente honesto fosse uma coisa má, mas depois de ler o livro, já não sei bem o que pensar. XD
Isto claro, seria a fórmula perfeita para um livro bombástico, certo?
Mas o problema é que, para mim, este casal não fez a mesma faísca que o Wrath e a Beth (do primeiro livro). Não sei bem o que foi, mas alguma coisa não caiu totalmente bem ali, o que não quer dizer que não estivesse a torcer por eles. E, o mais engraçado, é que embora ficasse a achar que o relacionamento dos dois aconteceu demasiado depressa (assim como, imagino, aconteça em todos os livros da saga) também fiquei com a sensação que não foi apressado. Estranho, não é?
Bem, numa coisa tenho de dar pontos à autora. Neste livro ela não se focou apenas neste casal, mas deu já muitas luzes sobre o próximo livro (Zsadist e Bella), que eu agora quero ler muito!
Este livro foi uma boa leitura, que me manteve muitas horas acordada porque queria ler mais e mais. Foi um autêntico page-turner, e não fiquei insatisfeita com ele, mas ainda assim pareceu-me que faltou algo crucial. Acho que faltou mais Butch (de longe uma das minhas personagens favoritas). Ainda assim, adorei a forma como a autora contou a história e o compasso em que o fez, adorei o amor que floresceu entre os dois, o facto de os outros guerreiros não serem esquecidos, e até as movimentações dos lessers. Fiquei foi com um ódio (de estimação) à Scribe-Virgin que é uma mulherzinha irritante e vingativa. o que ela queria fazer ao Rhage e à Mary não se faz! E ainda o Ómega é suposto ser o mau da fita. Pois ... (ao ler os livros quase nos esquecemos que é tudo ficção).
Infelizmente foi o fim que quebrou um pouco da magia para mim porque eu sou das que gosta de fins mais realistas, mesmo quando são maus. Mas já se sabe que quando lemos este tipo de romances, as coisas não podem acabar mal, pois não?
P.S.: O nome da edição em português, apesar de não ser tradução fiél do original (Lover Eternal) está mais que adequado à história. Pontos para a editora, que já agora fez uma capa linda e apropriada. *Love it*
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Lançamentos 01
Das várias notícias de lançamentos que têm surgido pela web, estes são os que mais me chamaram a atenção:

Já tenho o "Floresta de mãos e dentes"(Carrie Ryan) em inglês. Ainda não li porque está emprestado a uma amiga, mas vou tentar ler antes de ele ser lançado aqui em Portugal. Editado pela Gailivro.
O "Cidade de Cinzas" (Cassandra Clare), 2º volume da Saga "Instrumentos Mortais", vai também ser lançado este ano. Nunca percebi muito bem porque usaram a capa do segundo livro (USA) para o primeiro aqui no nosso país. Queriam cativar os homens? Só se foi. Editado pela Planeta Editora.
"Na sombra do Dragão" (J.R. Ward) é o segundo volume da "Irmandade da adaga negra". Li o primeiro e gostei bastante, por isso o segundo é bem vindo, embora, possivelmente vá lê-lo em inglês (baixem os preços e eu passo a comprar mais em português). Editado pela Casa das Letras
"O despertar das trevas" (Karen Chance), nunca li, mas já ouvi falar bastante da autora. Editado pela Gailivro.

"Percy Jackson - Ladrões do Olimpo" (Rick Riordan), já me interessava desde que o filme foi anunciado. Faz-me lembrar o Harry Potter e isso pode ser bom. Editado pela Casa das Letras.
"A sacerdotisa da luz" (Trudi Canavan), parece muito interessante. Editado pela Planeta Editora.
"Vampiro secreto" (L.J.Smith), faz parte de uma saga com histórias distintas, todas sobrenaturais, e é isso que me cativa. Ainda não li nada da autora, mas talvez comece por este. Editado pela Planeta Editora.
"Guerra Mundial Z" (Max Brooks) tem andado na boca do mundo e só por isso me causa curiosidade. Editado pela Gailivro.

"Kushiel 1" (Jaqueline Carey), é o primeiro livro de uma saga sobre a qual tenho lido muitos elogios e já à algum tempo que tinha vontade de ler. Editado pela Saída de emergência.
"Today I'm alice" (Alice Jamieson), parece muito interessante, mesmo. Editado pela Planeta Editora.
"Flash forward" (Robert J. Sawyer), de um dos grandes autores de ficção científica, depois de ver a série, fiquei ainda com mais vontade de ler o livro. Editado pela Saída de emergência.
Fontes: Entre páginas, Estante dos livros, As leitura do corvo.

Já tenho o "Floresta de mãos e dentes"(Carrie Ryan) em inglês. Ainda não li porque está emprestado a uma amiga, mas vou tentar ler antes de ele ser lançado aqui em Portugal. Editado pela Gailivro.
O "Cidade de Cinzas" (Cassandra Clare), 2º volume da Saga "Instrumentos Mortais", vai também ser lançado este ano. Nunca percebi muito bem porque usaram a capa do segundo livro (USA) para o primeiro aqui no nosso país. Queriam cativar os homens? Só se foi. Editado pela Planeta Editora.
"Na sombra do Dragão" (J.R. Ward) é o segundo volume da "Irmandade da adaga negra". Li o primeiro e gostei bastante, por isso o segundo é bem vindo, embora, possivelmente vá lê-lo em inglês (baixem os preços e eu passo a comprar mais em português). Editado pela Casa das Letras
"O despertar das trevas" (Karen Chance), nunca li, mas já ouvi falar bastante da autora. Editado pela Gailivro.

"Percy Jackson - Ladrões do Olimpo" (Rick Riordan), já me interessava desde que o filme foi anunciado. Faz-me lembrar o Harry Potter e isso pode ser bom. Editado pela Casa das Letras.
"A sacerdotisa da luz" (Trudi Canavan), parece muito interessante. Editado pela Planeta Editora.
"Vampiro secreto" (L.J.Smith), faz parte de uma saga com histórias distintas, todas sobrenaturais, e é isso que me cativa. Ainda não li nada da autora, mas talvez comece por este. Editado pela Planeta Editora.
"Guerra Mundial Z" (Max Brooks) tem andado na boca do mundo e só por isso me causa curiosidade. Editado pela Gailivro.

"Kushiel 1" (Jaqueline Carey), é o primeiro livro de uma saga sobre a qual tenho lido muitos elogios e já à algum tempo que tinha vontade de ler. Editado pela Saída de emergência.
"Today I'm alice" (Alice Jamieson), parece muito interessante, mesmo. Editado pela Planeta Editora.
"Flash forward" (Robert J. Sawyer), de um dos grandes autores de ficção científica, depois de ver a série, fiquei ainda com mais vontade de ler o livro. Editado pela Saída de emergência.
Fontes: Entre páginas, Estante dos livros, As leitura do corvo.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Na sombra da noite
"Na sombra da noite (Irmandade da Adaga Negra 1), de J.R. Ward (Casa das Letras)Sinopse:
Nas sombras da noite da cidade de Caldwell, em Nova Iorque, trava-se uma guerra territorial entre vampiros e seus caçadores. Ali existe um bando secreto de irmãos sem igual - seis guerreiros vampiros, defensores da sua raça. Mas nenhum deseja mais a morte dos seus inimigos que Wrath, o chefe da Irmandade da Adaga Negra.
Único vampiro de puro-sangue que resta no mundo, Wrath tem contas a ajustar com os matadores que lhe levaram os pais, séculos atrás. Mas quando um dos seus mais estimados combatentes é assassinado - deixando órfã uma filha meio-sangue desconhecedora da sua herança e do seu destino - Wrath tem de tratar do acolhimento da bela fêmea no mundo dos não-mortos.
Transformada por uma inquietude no seu corpo que não conhecia, Beth Randall não tem defesas contra o homem perigosamente excitante que vem visitá-la durante a noite, com os olhos encobertos. As suas histórias de irmandade e sangue assustam-na. Mas o seu toque acende uma fonte crescente que ameaça consumir ambos.
Opinião:
Já devem ter reparado que ando numa temporada de romances paranormais e/ou fantasia urbana, que parece querer continuar por uns tempo, por isso aguentem comigo, ok?
Desta vez decidi apostar numa outra autora da qual já me tinham falado e sobre a qual tinha alguma curiosidade. J.R. Ward.
Este livro é o primeiro de uma série sobre os guerreiros da Irmandade da Adaga Negra. Cada livro é dedicada a um destes irmãos vampiros, que dedicam as suas vidas a combater os lessers e a defender a sua raça.
O livro começa de uma forma interessante e consegue cativar, tanto pela escrita, que é simples mas não em demasia, como pela própria história e todas as personagens que vamos conhecendo ao longo do livro.
É escusado dizer que isto está carreguadinho de erotismo, porque basta olhar para a capa e bem, acreditem que está bem servido, sem chegar a ser estranhamente abundante e despropositado. Nesse aspecto é mais moderado, ou antes certeiro, no que expõe (em relação a alguns que tenho lido ultimamente).
Uma das coisas que, ao princípio, me irritou bastante, foi a constante utilização de siglas tipo SOB, SOP, FUBAR, BVD. Eu percebo muito de inglês mas até ficava confusa e cheguei mesmo a ficar irada quando numa página usaram três diferentes. Mas, felizmente, a partir daí deixaram de usar completamente estes termos e eu pude respirar de alívio. Tipo, será que eles dizem mesmo SOB em vez de Son Of a Bitch? É quase o mesmo que dizer LOL, e isso não é nada “kwell“. Se é que me entendem?
Confesso que uma das coisas que mais gostei no livro, foi o mito dos vampiros e dos seus inimigos, os lessers. Toda a história está bem explicada, é extremamente original e convence. Adorei todos os pequenos pormenores sobre os vampiros, as lellans, os hellans, os lesseres, os próprios vampiros, que não são todos fortes ou invencíveis, que têm imensas fraquesas e que estão perto da extinção. Está tudo muito bem criado, e mesmo sem ler o glossário, consegue-se saber todos os pormenores deste mundo.
O ritual do casamento foi bem intenso, interessante, mas algo sádico. Arrepiei-me toda.
As personagens foram surpreendentes, e, se ao princípio achava tanto a Beth como o Wrath, dois insípidos, ao longo da narrativa o amor deles foi crescendo e crescendo, até que nem eu (que sou muito céptica nestas coisas), consegui negar o que os unia. Mas eles, ainda assim, foram das personagens menos interessantes, pois a autora consegue dar vida própria a cada um, mesmo os mais insignificantes, ficando-nos na memória cada personagem, cada gesto, cada tique.
Em suma, gostei muito, mas custou-me um pouco a entranhar na história. Se bem que assim que passei do meio, já não consegui largar até terminar. Excelente construção da história, desenvolvimento narrativo e personagens interessantes, que me deixam com vontade de ler os restantes livros.
Algumas partes que eu gostei:
“Of course you did,” she said gently. “You wanted to live.”
“No,” he shot back. “I was afraid of dying”
E outra que me fez rir:
But come on, could you actually imagine some lethal bloodsucker named Howard? Eugene?
Oh, no, Wallie, please don’t bite my—
Holy Christ, he was totally losing it.
Primeiramente publicado no Caneta, Papel e Lápis (2009/12/20).
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