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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

1001 Arabian Nights - The Adventures of Sinbad - Volume 2



"1001 Arabian Nights . The Adventures of Sinbad (Volume 2)" de Joe Brusha e Ralph Tedesco e Dan Wickline (ainda não publicado em Portugal)

Embora no 2ª volume não tenha sido publicado o capítulo 7, por este fazer um crossover (cruzamento entre séries) com o nº33 de Grimm Fairy Tales, eu revi na mesma essa história.

Argumento (Joe Brusha e Ralph Tedesco e Dan Wickline):
A primeira história (crossover entre Grimm Fairy Tales e 1001 Arabian Nights) foi bem construída e exposta, embora, mais uma vez, as mulheres tenham sido as "víboras" da história (desta vez, literalmente). No entanto, já desde o volume anterior que reparei na atenção que é centrada no Wilhelm. Coisa que até não me incomoda, porque gosto da personagem, mas por vezes parece que ele é mais importante e interessante do que o Sinbad, que é suposto ser o principal da história.

O resto do volume foi interessante, mas não tanto como o primeiro, embora mais no final, tenham-nos sido dados novas pistas sobre o que aí vem (e que promete).

Desenho:
- Ron Adrian -Muito melhor que a sua contribuição (no volume) anterior. Mais emotiva e um pouco mais dinâmica. Sem dúvida funcionou bem com a história.
- John Gunderson (Grimm Fairy Tales 33) -  Um traço simples mas eficiente, do qual gostei bastante embora achas que podia ser mais interessante se fossem usados diferentes planos de visão nas vinhetas.
- Eduardo Ferigato -  Uma melhoria de 200% em relação ao volume anterior. Como tinha dito, as cores foram determinantes para que arte deste senhor ganhasse uma outra vida. E tanto é verdade que, no capítulo 8 se mostrou excelente, mas no seguinte, como o colorista era diferente, voltou a perder força.
- Anthony Spay - em parceria com o Eduardo Ferigato fez o capítulo 10, e se a arte dele é a das últimas páginas, então adorei. Traço único e vivo.
- Brent Peeples - Começa em força o 11ª capítulo, mas a arte não me conquistou. Pareceu-me sem algo de "único que realmente a distinguisse das restantes, o que não quer dizer que fosse má, apenas que não era excepcional.

Em suma, foi um volume bem conseguido, com um desenvolvimento de personagens num compasso interessante e coerente, mas que pecou um pouco pela "facilidade" com que o vilão foi vencido no final. Ainda assim, as surpreendentes revelações sobre algumas personagens, mais do que compensaram isso.

sábado, 8 de janeiro de 2011

1001 Arabian Nights - The Adventures of Sinbad - Volume 1

"1001 Arabian Nights . The Adventures of Sinbad (Volume 1)" de Joe Brusha e Ralph Tedesco e Dan Wickline (ainda não publicado em Portugal)

Argumento (Joe Brusha e Ralph Tedesco e Dan Wickline):
A única história que conheço de Sinbad, foi a que me contaram quando era criança, e que acredito ter pouco a ver com o conto original.
Por isso não posso dizer se esta BD tem alguma coisa em comum com a verdade, e irei analisá-la como "original".

Embora a história seja mais carregada de "artefactos" do que estava à espera, achei que as personagens estavam muito bem expostas especialmente o Sinbad, a Witch Queen,e alguns dos tripulantes do navio de Sinbad, assim como a mais fiel das seguidoras da rainha. O vilão (do fogo), não teve tanta sorte a nível de desenvolvimento, o que foi uma pena, mas também senti que não necessitava de mais do que teve.

No geral gostei da história, e da forma como foi contada, não directamente (por palavras), mas através da acção.

Desenho:
- Gus Vasquez - Gostei da arte algo simplista e um pouco cubista deste senhor. Parece-me que funcionou muito, especialmente porque ele soube usar as perspectivas de forma interessante.
- Paolo Pantalena - Embora o estilo seja do meu agrado, a verdade é que a intensidade das sombras estava demasiado "abusiva". Ainda assim, é impossível não gostar da arte deste senhor - muito fluente. As cores usadas também lhe dão ainda mais vida, numa combinação praticamente perfeita entre arte e cor.
- Tone Rodriguez - A arte é boa, e no caso da caracterização masculina, é bastante semelhante à de Paulo Pantalena, mas por outro lado, as vinhetas eram pouco dinâmicas.
- Ron Adrian - Apesar de diferente dos anteriores, conseguiu captar bem as personagens e ter um traço interessante, mas as cenas, mais para o fim do capitulo 4, eram pouco dinâmicas, o que lhe retirou alguma originalidade. 
- Eduardo Ferigato - Que deu arte ao 5ª capítulo, infelizmente não teve cores que acompanhassem convenientemente (Zack Atkinson) a arte, e por isso perdeu a visualidade dos capítulos anteriores. Mas também o desenho não se mostrou tão "intenso" quanto poderia ser. E embora medianamente interessante, esta combinação dos dois não chega a ser tão espectacular como os capítulos anteriores.
- Rod Pereira e Alexandre Benhossi - Bem conseguida, e sinceramente não dá para diferenciar quando é um artista e quando é outro (ou seja, uma dupla bem feita).

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