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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Leituras do Mês de Maio 2016

Ora acontece que enquanto estava a preparar este post mensal dei por mim a fazer opiniões tão compridas e detalhadas que tive mesmo de fazer posts individuais para cada livro. Ainda bem! :)


"É Aqui que Ela Mora", de Sílvia Mota Lopes, Carla Pinto e Célio Vieira Peixoto
Mais um livro infantil da autora que nos visitou pela segunda vez no Clube de Leitura de Braga. Este novo livro vem acompanhado de músicas originais e está escrito como poesia. Podem ler a opinião completa aqui no blog.
7/10

"Grave Doubts / Haunted (Mediator 5)", de Meg Cabot
Esta foi a minha segunda leitura deste livro este ano mas o melhor mesmo é lerem a opinião completa AQUI para saberem tudo ao pormenor.
7/10

"The Water Knife", de Paolo Bacigalupi
Eu adorei a premissa (a escassez de água no mundo que cria desigualdade social e intriga politica) para este livro e há muito que tinha vontade de ler algo deste consagrado autor. Podem ler a opinião completa AQUI, no artigo individual.
6,5/10

"Heaven Sent / Twilight (Mediator 6)", de Meg Cabot
A que, na altura, foi a última aventura de Suze Simmons deixou algo a desejar. Podem ler tudo o que tenho a dizer AQUI, porque as aventuras 5 & 6 merecerem opinião individual.
5/10

"O Deus das Pequenas Coisas", de Arundhati Roy
Este livro tem uma das prosas mais bonitas que eu li nos últimos tempos. Até as cenas mais banais parecem interessantes e a autora sabe colocar detalhes em todos os cantos. Leiam tudo AQUI.
7,5/10

domingo, 12 de junho de 2016

Grave Doubts & Heaven Sent

Como tenho uma edição que contém os livros 5 e 6 da série The Mediator da Meg Cabot decidi opinar os dois ao mesmo tempo. Até porque os li quase de seguida. E fica o aviso que uma das opiniões será maioritariamente má.

"Grave Doubts / Haunted (The Mediator 5)", de Meg Cabot
Esta foi a minha segunda leitura deste livro este ano, isto porque a primeira foi em versão audiolivro editada, ou seja, era uma leitura da história só com as cenas mais fulcrais, deixando de lado grande parte do livro. Como só me apercebi disto no final decidi ler depois a versão em papel, visto que a tinha em casa.
Não passou assim tanto tempo desde que eu li o quarto livro da série mas neste quinto pareceu-me que a Suze regrediu como personagem e tornou-se mais adolescente, não tanto de 16 anos com a experiência que ela adquiriu, mas mais a Suze do primeiro livro: liderada por hormonas, algo irracional e pouco prática. Este comportamento afastou-me um pouco, mas por outro lado divertiu-me. Algumas  das alhadas em que ela se meteu porque era teimosa  foram divertidas: como quando ficou com os pés assados porque usou sapatos novos e depois decidiu ir para casa a pé.
Por outro lado a sua crescente atracção pelo Paul, embora justificável no sentido em que ela é uma adolescente e o Jesse a tem andado a ignorar, realmente não soou totalmente plausível. Quanto mais não seja pelo facto de o Paul, até aqui, não ter nada senão atrapalhar a vida da Suze e das pessoas com quem ela se preocupa. Por isso, não, eu não fiquei convencida pelas várias cenas entre a Suze  e o Paul.
Gostei do mistério por detrás do poder dos mediadores e de o facto de Paul ser manipulador a ponto de conseguir enganar a Suze. A adição do avô do Paul na história também foi uma boa jogada.
No entanto senti a falta do Jesse na maioria do livro, Ele esteve muito ausente, apenas tendo mais peso no final do livro.
Também achei que tudo aconteceu demasiado depressa, sendo que apenas uns dias passam entre o início e o fim deste livro. Acho que a trama teria ganho algo em dar mais espaço de tempo entre os acontecimento.
Por outro lado a única história de fantasmas neste livro foi posta muito de parte e achei que tinha potencial para ser algo mais do que realmente foi. Qual era a probabilidade de o fantasma só fazer mal ao irmão quando estava junto da Suze. Muito conveniente!

Em suma, este não foi o meu livro favorito da série mas teve alguns momentos bons. O Paul, em especial, foi uma personagem que me impressionou.

"Heaven Sent / Twilight (The Mediator 6)", de Meg Cabot
Para dizer a verdade eu nem sei bem por onde começar.
Estava tão ansiosa por terminar uma série que eu gostava tanto de ler que, quando chegou o desfecho, eu não compreendi como foi possível falhar de forma tão grande.
Se bem que, bem vistas as coisa, o quinto livro já indicava que as coisas iam descarrilar.

E antes que os fãs da série me digam que eu estou a ser cruel, a verdade é que eu não consegui digerir o poder que é revelado que os mediadores têm neste livro. Não faz sentido absolutamente nenhum! E o facto de, ao contrário do que foi dito à Suze e ao Paul, o uso de tal dom nem sequer lhes ter causado nenhuma sequela (mesmo quando eles o usaram durante quase dois dias seguidos) realmente tornou tudo ainda menos credível. mesmo tendo em conta que se trata de uma ficção tão aberta a novidades. Há limites!

Especialmente quando se percebe que esta artimanha apenas foi criada com um propósito:  arranjar uma maneira destrambelhada de a Suze poder ficar com o Jesse. Isto foi ainda pior que a maneira que a J.R. Ward inventou para a Jane e o Vishous ficarem juntos (em Na Sombra do Sonho).

Mais uma vez o Paul foi a estrela aqui. A única personagem consistente ... até ao fim onde a consistência se perde para o redimir.

Por outro lado a trama neste livro é super-previsível. Meu Deus! Foi mesmo muito mau. Nenhum dos livros anteriores era assim tão óbvio. Não que os mistérios fossem muito grandes mas pelo menos havia sempre alguma expectativa. Aqui? Nada! E, pior que isso, é que a Suze está completamente fora de sintonia e não percebe as coisas mais óbvias. Regressão total da personagem.

Para dizer a verdade, as únicas duas coisas que eu gostei neste livro foram: A relação da Suze com o pai, especialmente aquele final; e, claro, o facto de a Suze ter ficado com o Jessse, embora a forma como tal aconteceu tenha sido ridícula, o romance foi fofo.

Em suma, não achei que este fosse um final merecedor para uma série tão divertida. O poder dos Shifters caiu do nada e foi uma artimanha muito pouco convincente. Não gostei!

Nota: Entretanto saíram mais duas instâncias da série Mediator, uma noveleta (Proposal) e um romance (Remembrance)

domingo, 22 de fevereiro de 2015

::Autor:: Meg Cabot

Biografia (via Wook):
Meg Cabot viveu nos Estados de Indiana e Califórnia e em França. Trabalhou como directora-assistente de uma residência universitária, como ilustradora e escritora de romances históricos. Reside actualmente em Nova Iorque e é autora bestseller das séries Diário da Princesa e Médium. As suas obras encontram-se traduzidas para mais de quarenta línguas e a série Diário da Princesa foi adaptada ao cinema pela Disney.

Livros que li do autor:
Terra Sombria (Mediator 1) - Opinião
A Nona Chave (Mediator 2) - Opinião
A Vingança (Mediator 3) - Opinião
Há Horas Más (Mediator 4) - Opinião

Trabalhos editados em Português:
O Diário da Princesa I, Bertrand (2001)
O Diário da Princesa II, Bertrand (2002)
O Diário da Princesa III, Bertrand (2002)
Uma Menina Igula às Outras, Bertrand (2003)
O Diário da Princesa IV, Bertrand (2003)
As Lições da Princesa, Bertrand (2003)
Nicola e o Visconde, Bertrand (2003)
 O Diário da Princesa V, Bertrand (2004)
Vitória e o Charalatão, Bertrand (2004)
O Diário da Princesa VI, Bertrand (2005)
Terra Sombria (Mediator 1), Bertrand (2005)
O Rapaz da Porta ao Lado, Bertrand (2006)
A Nona Chave (Mediator 2), Bertrand (2006) 
O Diário da Princesa VII, Bertrand (2006)
A Vingança (Mediator 3), Bertrand (2007) 
O Diário da Princesa VIII, Bertrand (2007)
Há Horas Más (Mediator 4), Bertrand (2008) 
O Diário da Princesa IX, Bertrand (2008)

O Tamanho 42 não é para Gordas, Alêtheia Editores (2008)
O ídolo na Escola, Bertrand (2008)
O Diário da Princesa X - Princesa Para Sempre, Bertrand (2009)
Danças Malditas, Bertrand (2009)
A Insaciável, Bertrand (2010)
Rosa Selvagem, Livros D'Hoje (2012)
Um Pequeno Escândalo, Quinta Essência (2013)

A visitar: Site do Autor, Goodreads do Autor

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Há Horas Más

"Há Horas Más (Mediator 4)", de Meg cabot (Bertrand Editora)

Se já leram a minha opinião do terceiro livro da série (A Vingança), então sabem que li este quarto volume antes desse e nem apercebi do erro até chegar ao fim. Foi uma situação caricata pois como os livros desta série são bastante independentes eu nem dei por nada. Aliás, senti que me faltava qualquer coisa mas julguei que era culpa do facto de eu já ter lido os outros dois livros (Terra Sombria e A Nona Chave) há muito tempo. O que coloca a questão de porque é que as edições portuguesas não referem qual a ordem da série em nenhum lado. Que falha! Ou então eu ando a dormir enquanto leio. O que também é provável. :)

Mas falando agora do realmente interessa: o livro. Há Horas Más não decepcionou. Adorei esta nova aventura da Suze, sempre com o seu sarcasmo e impulsividade desmedida, Esta protagonista é super-divertida de ler e neste livro a Suze «parte a louça toda».
A história é das mais interessantes até aqui, Tanto por o que todos os desenvolvimentos implicam, mas também porque está mais directamente ligado com as personagens principais do que nunca.
Jesse tem de lidar com o seu passado e Suze com os seus poderes e a sua família.  com o Jesse, claro! O que há para não gostar? E ainda por cima aparecem mais dois mediadores que prometem criar muito conflito no futuro.

A prosa continua divertida, sarcástica e simplesmente leve, apesar de contar com temas mais pesados (a morte e tal e coisa). Acho que nesse campo também ajuda o facto de a tradução ser muito competente.

Em suma, não posso dizer muito sobre Há Horas Más sem correr o risco de falar demais, por isso digo apenas que me divertiu imenso, que adorei o desenvolvimento das personagens e que mal posso esperar para ler o próximo. Recomendo!

Sinopse:
É o décimo sexto Verão de Suze, mas em vez de o passar na praia, ficou de castigo a trabalhar como babysitter num resort snobe. Não interessa que uma das crianças de quem toma conta seja também um colega médium, nem que o seu irmão mais velho tenha imenso potencial para namorado. Suze tem coisas bem mais importantes para tratar, como a descoberta de uma sepultura no seu próprio quintal.
Será que pertence a Jesse, o fantasma com quem ela partilha o quarto? É por isso que de repente ele não se encontra em lado nenhum? Ou será que o desaparecimento de Jesse se deve a algo mais perverso... até mesmo diabólico? Suze está tão determinada a encontrar Jesse como a vingar o seu assassínio... mesmo que ela própria tenha de se arriscar a uma morte certa.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A Vingança

"A Vingança (Mediator 3)", de Meg cabot (Bertrand Editora)

Sinopse:
Os fantasmas não vêm quando os chamamos, simplesmente aparecem...
Suze, uma jovem de dezasseis anos, só desejava que Jesse, o fantasma podre de bom que não desiste de se meter na vida dela, resolvesse aparecer naquele momento. Suze é uma médium e não consegue compreender os fantasmas de quatro alunos muito populares do liceu, que morreram num acidente de automóvel. Precisa de auxilio para os fazer voltar aonde pertencem.
Para agravar a situação, parece que a morte dos alunos nada teve de acidental, e os quatro querem vingar-se... e não apenas do jovem que os matou, mas de qualquer um que se atravesse no seu caminho.



Opinião:
Ler séries fora de ordem, mesmo quando cada livro é relativamente independente. como é o caso desta, acaba sempre por dar problemas. No meu caso, como li o 4º antes deste, acabei por achar que A Vingança não foi tão divertido, mas a série "Mediator", ainda assim, nunca decepciona. É sempre uma boa leitura.

Neste livro, Suze vê-se em apuros por causa de quatro fantasmas de jovens adolescentes e por causa de uma maigo muito especial. Infelizmente este amigo não é o Jesse, que está estranhamente ausente neste livro, embora acabe por estar presente nos grandes momentos. Contraditório mas verdadeiro. O outro amigo da Suze, o Michael, foi uma personagem surpreendentemente interessante e bem construída. Gosto de pensar que se a Suze não estivesse de beicinho pelo Jesse poderia haver uma hipótese de ela se interessar verdadeiramente pelo Michael. E isso sim daria uma reviravolta bombástica. Mas não é como se a reviravolta que existiu não inesperada.

Outra coisa que me agradou foi o relacionamento familiar que, neste volume foi mais bem explorado e nos permitiu ver crescer a ligação da Suze com os irmãoes e o padrasto.
Faladno ainda de personagens, a Gina criou em mim sentimentos contraditórios. por um lado adorei a forma como ela e a Suze se entendiam, mas por outro ela irritou-me por causa da sua despreocupação. Mas no geral posso dizer que gostava de a ver noutras aventuras da Mediadora.
A Suze, como sempre, foi muito divertida, apesar da sua excessiva vaidade neste livro. Ela continua inconsequente mas muito decidida. O padre Dominic também foi uma presença sentida neste volume. É uma personagem de quem é fácil gostar. E o Jesse, oh o Jesse ... se ao menos estivesse mais presente.

Voltando-me agora para escrita da autora, esta, por alguma razão, pareceu-me diferente. Acho que isto se deve, em parte, ao facto de eu ter lido este volume em inglês, enauqnto que os anteriores li em português (e felizmente a versão portuguesa tem uma boa tradução) mas não creio que seja só isso. Também terá a ver com o facto de ter lido os livros fora de ordem, certamente.

Em suma, A Vingança (Young Blood também conhecido por Reunion) é mais um bom livro da série Mediator (Mediadora), com um bom desenvolvimento de personagens (o vilão, em especial, está bem conseguido), embora se note que este livro é uma espécie de degrau que dá acesso a algo maior que se passará nos livros seguintes. Continuo a recomendar vivamente a série.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Compras e Leituras - Agosto 2014

Já estava a faltar o vídeo mensal com o apanhado das Compras e leituras do mês de Agosto.



Compras:
- Enciclopédia Larousse Vol 17 e 18
- "Leviatã", "Besta" e "Golias", Scott Westerfeld
- "A Vingança", Meg Cabot

Leituras:
- "Há Horas Más", Meg Cabot
- "Delirium", Lauren Oliver
- "A Vingança", Meg Cabot
- "The Body Finder", Kimberly Derting

Estou bastante atrasada nas minhas opiniões literárias aqui no blog mas prometo que nos próximos dias colocarei algumas.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Maratonas de Verão

Se bem se lembram, em Julho entrei em duas maratonas de Verão: a BootubeAThon e o Bingo Literário (Viagens (In)esperadas). Terminadas as maratonas, fica um balanço final:

Livros Lidos
BooktubeAThon (podem ver o vídeo resumo AQUI):
- Precious, de Sapphire - 180 páginas
- Cartas Portuguesas, de Soror Mariana Alcoforado - 160 páginas
- Annarasumanara 1 (BD), de Il Kwon-Ha - 344 páginas
- Annarasumanara 2 (BD), de Il Kwon-Ha - 328 páginas
- Annarasumanara 3 (BD), de Il Kwon-Ha - 328 páginas 
- O Último a Rir (Joker), de Alan Moore, Brian Bolland, Brian Azzarello, Lee Bermejo - 176 páginas
- Linhas Cruzadas, de vários autores - 304 páginas
- Dark and Stormy Knights, de vários autores - cerca de 170 páginas (total 357)
- Ninja Girls 6 (BD), de Hosana Tanaka - 192 páginas
- A Trança de Inês, de Rosa Lobato Faria - 224 páginas
Total de páginas: +/- 2226 páginas
Desafio Cumprido!

Maratona de Verão do Viagens (In)esperadas - Bingo Literário:
- Air 1 (BD), de Yukimaru Katsura - 185 páginas
- Air 2 (BD), de Yukimaru Katsura - 138 páginas
- Two Moons of Sera vol. 3, de Parvati K. Tyler - 67 páginas
- Two Moons of Sera vol. 4, de Parvati K. Tyler - 66 páginas
- Ninja Girls 7 (BD), de Hosana Tanaka - 224 páginas
- Ninja Girls 8 (BD), de Hosana Tanaka - 192 páginas
- Lili e o Natal no Fundo da Caixa, de Manuel Alves - nº páginas desconhecido
- Há Horas Más, de Meg Cabot - 256 páginas
- Delirium, de Lauren Oliver (audiolivro) - cerca de 200 páginas (total 440)
Total de páginas: +/- 1328

Desafio não cumprido!
No desafio de Verão houve também um final: Leituras com Sabor a Verão
- Sol: qual o livro que brilhou mais nesta maratona (livro preferido) - Há Horas Más, de Meg Cabot
- Escaldão: qual o livro que te deixou cheia de arrependimentos (livro que menos gostaste) - Delirium, de Lauren Oliver (audiolivro)
- Gelado: qual o autor cuja escrita te deliciou - Lili e o Natal no Fundo da Caixa, de Manuel Alves
- Bóias: qual o livro que foi custoso de ler mas que conseguiste terminar - O que me custou foi o "Delirium", mas não o cheguei a terminar, ainda.
- Piscina: Qual foi a leitura leve e refrescante - Air 1 (BD), de Yukimaru Katsura (o 2 já não foi nada leve)
- Picnic: Quais as personagens com as quais gostarias de passar tempo - Suze e Jesse (Há Horas Más) e o Yukito e a Misuzu (Air).


Agora tenho é de escrever as opiniões de todos estes livros. Ui!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Nona Chave

"A Nona Chave (Mediator 2)", de Meg Cabot (Bertrand Editora)

Sinopse:
«Os fantasmas não existem». Pelo menos, é o que pensa a comunidade científica. A estudante do 10º ano Susannah Simon adorava poder concordar com isso. Ela só vive na solarenga Califórnia há duas semanas, mas a sua vida já é um turbilhão de festas de piscina, dias maravilhosos e novos amigos. Oh, sim... e os seus meios-irmãos. Mas, de resto, tudo corre fabulosamente bem. Até o fantasma de uma mulher lhe aparecer à cabeceira, a gritar e a suplicar a Suze que encontre "Red" e lhe diga que não foi ele o responsável pela sua morte. Investigar um homicídio não é exactamente fácil, especialmente quando as pistas que Suze vai juntando apontam directamente para o pai de Tad Beaumont, o rapaz mais giro e mais rico da escola... e o primeiro rapaz que alguma vez convidou Suze para sair.

Opinião:
Há livros que lemos pelo conceito, outros que lemos pela escrita, e outros ainda que lemos pela diversão. este, definitivamente, encaixa-se na última.
Tendo lido o primeiro volume (Terra Sombria) já no final de 2008, ainda tinha bem presente na memória a personagem principal desta história, assim como alguns dos outros envolvidos. A autora torna muito fácil lembrarmos-nos deles, mesmo depois de todo este tempo.

As personagens mais constantes (que surgem de volume para volume) são muito interessantes, mas em contrapartida, as restantes personagens (que surgem num só volume), não têm qualquer dimensionalidade, sendo apenas banais no meio das restantes.

Ainda assim, a Suze, com o seu sarcasmo e vontade de ser normal, conseguiu tornar a narrativa bastante divertida. O Jesse, coitado, pouco apareceu, mas ainda assim marcou presença. Agora, uma personagem que gostei imenso foi o Padre, pois qualquer pessoa com mais de 40 anos que ouve: «Aquele homem foge da luz do sol, diz ter matado pessoas e olhou para pescoço», e pensa imediatamente VAMPIRO, merece um prémio. Especialmente quando é um Padre. :DE pensava eu que seria a Suze a sugerir isso (ela sendo a jovem no meio disto tudo), mas Não!, foi o Padre. Épico!
Outras cenas muito boas foram: a parte em que a Suze finalmente deu a mensagem ao Red, foi bem emotiva; já para não falar de toda a situação com o Spike; e claro, a cena no carro entre a Suze, o Tad e o Jesse. Rebolei-me a rir.


O mistério central até foi bem conseguido, com várias reviravoltas e cenas realmente hilariantes no meio da confusão que a vida da Suze acaba por ser. As pistas foram bem colocadas (embora não se entenda porque nenhum dos fantasmas na vida da Suze lhe deram mais ajuda). No entanto, o vilão principal era muito ... banal. Não é que soubesse logo à partida quem ele era, mas faltou-lhe carisma. Já o pai do Tad, esse homem com falta de certos parafusos, fez-me rir várias vezes. Mas bem, não podemos chamar aquilo de vilão, pois não?

Já quanto à escrita da autora, mantenho a opinião do volume anterior. é simples, acessível, mas não simplista em demasia. Claro que, como a história é contada do ponto-de-vista da Suze, é de esperar que seja um pouco juvenil e, por vezes, mesmo irritante («Ai que ele tem uns peitorais tão giros! Não me importava nada de pousar a cabeça no peito dele» - VERÍDICO). Compreendem onde quero chegar, certo?
Já agora, alguém me explica como é que uma rapariga, que diz ser de família média, consegue vestir Armani e Betsy Johnson? Mas mais que isso ... o que me interessa a marca de roupa que ela usa? Era nesses momentos que  me relembrava que estava a ler um livro para jovenzinhas, que só pensam em moda e namorados. *sigh* Este tipo de coisa datam tanto os livros. Oh, Meg, os seus livros podiam muito bem sobreviver sem este tipo de referências pop.

Uma coisa não gosto nada na escrita da autora, e que na verdade me irrita um pouco, é o facto de ela interromper a fluidez dos diálogos para nos dizer algo óbvio sobre o que as personagens estão a fazer. Exemplo:  «Tem cuidado - continuou - com esta mulher. A mulher que esteve aqui.» - ou seja, interrompeu a fala para dizer algo tão óbvio como «continuou». Qualquer um percebia isso ao ler. Pessoalmente adoro a escrita da autora, mas isto ... isto irrita-me! É quase como «João disse, Marta disse, Paula disse, etc.». Não faz sentido? Mais vale não pôr texto nenhum a acompanhar os diálogos, pois se não conseguirem, através do próprio diálogo, dar a entender quem é a personagem a falar, então é mau sinal. Claro que quando é algo significativo, como «João passou um dedo pelo nariz, embaraçado«, ou coisa semelhante, então é bem vindo. Fora isso, não!


Em suma, foi uma delícia voltar a ler sobre a Suze, mesmo apesar de todas as referências pop que surgem no livro, a escrita da autora é muito boa e envolve o leitor, tornando impossível pousar o livro e não querer saber o que vem a seguir.
Tenho até vontade de pegar já nos volumes seguintes, mas para meu desagrado, a Bertrand deixou de publicar esta saga a partir do nº 4 (vai até ao 6) e ainda por cima trocou as capas a partir do nº3 (já para não falar que este está esgotado). Assim sendo, devo antes comprar os restantes em Inglês (com pena minha) e espero lê-los em breve.

Tradução (Sandra Esteves):
Não dei por grandes falhas, e, tendo em conta o tipo de narração em causa, acho que a tradutora fez um trabalho excelente e mal dei pela diferença entre o inglês (em que li o primeiro volume) e o português (deste 2º). Um bom trabalho de tradução (embora não tenha percebido porque teimava em meter o "Spike" em itálico. É só o nome de um gato! Mas, se calhar já vinha do original inglês, por isso não considero um 'erro').

Capa, Design e Edição:
Ao princípio não era grande fã destas capas, mas habituei-me a elas e agora até gosto. O problema é que é demasiado genérica. Nada indica sobre o que é o livro, e isso é mau para o comprador menos conhecedor, ou mesmo para angariar novos leitores.
O design, como é habitual, está bastante simples, mas é eficiente. A edição está bastante boa. Nada a assinalar. Só não gostei, mais uma vez, de o nome do ilustrador não ser mencionado em parte nenhuma do livros. Agora virou moda não dar crédito a quem é devido?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Terra Sombria

"Terra Sombria (Mediator 1)",  de Meg Cabot (Bertrand Editora)

Sinopse:
1º volume da série 'Mediator'. Susanah acabou de percorrer milhares de quilómetros entre Nova Iorque e a Califórnia para viver com um grupo de rapazes estúpidos: os seus novos meios-irmãos. Ainda nem desfez as malas e já pôs a mãe quase a chorar. Além disso está um fantasma sentado no seu quarto novo. Claro que Jesse até é um fantasma muito atraente, mas isso agora não interessa...

Opinião:
Com uma escrita directa e fácil, sem se tornar demasiado simplista, somos apresentados à protagonista Susanah (Suze para os amigos), uma jovem rapariga com muita personalidade e a peculiaridade de ver espíritos. Segundo uma cartomante, ela é uma Mediadora e a sua missão é ajudar os espíritos a encontrarem paz, para assim poderem partir para o outro mundo (ou sabe-se lá bem para onde é que ele vão depois de mortos).
É quase impossível não simpatizarmos com esta rapariga emotiva e com a convicção de que sabe mais que muitos e que pode fazer tudo sozinha. Um retrato muito realista da juventude, com tudo o que daí advém.
Contudo, a partir do meio o livro perde alguns pontos. Mais pela falta de concordância de algumas coisas que se passam. Por exemplo, o facto de os fantasmas não poderem ter contacto físico com os humanos, mas por alguma razão, o Jesse (um fantasma que vive no quarto da Suze) estar constantemente a dar uma mão (literalmente) para ajudá-la. É certo que a Suze consegue bater nos fantasmas, mas se esse facto é para ambos os lados, a autora não o descreveu e fica ainda por saber porque outros fantasmas não lhe tocam.
Mas, à parte disso o livro é satisfatório.
É pequeno, pelo menos a meu ver, e suponho que os restantes livros da saga tenham 1 caso por livro. O que pode ser bom, ou mau, dependendo da perspectiva de cada um.
Eu, pessoalmente, não tenho nada contra, as teria provavelmente gostado mais se ele fosse mais extenso, só porque até me estava a entranhar na história.
Noutra nota, as alcunhas que a Suze dá aos irmão são cómicas e certeiras, mas como já outros disseram, torna-se bastante confuso quando a autora salta entre as alcunhas e os nomes próprios no meio da narração. Eu perdi-me várias vezes.
Já agora, não consigo perceber o porquê do título “Shadowland” (Terra Sombria). Posso ser só eu, mas acho que não tem nada a ver com o conteúdo do livro.

Em suma, esta foi uma leitura agradável, com personagens fortes e que facilmente entranhamos. O livro não deixa muito por responder, mas há caminho para mais aventuras e por isso vou ler o próximo livro.

Primeiramente publicado no Caneta, Papel e Lápis (2008/12/18).

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