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terça-feira, 1 de julho de 2014

Book Haul (Compras) e Wrap-Up (Leituras) - Junho 2014



Leituras do mês de Junho 2014:
- "All You Need is Kill", Hiroshi Sakurazaka
- "Uma Outra Voz", Gabriela Ruivo Trindade
- "Forever - Um Amor Eterno", Maggie Stiefvater
- "Acabadora", Michela Murgia
- "Cress", Marissa Meyer
- "Keeping the Castle", Patrice Kindl
- "R-18 - Love Report", Emiko Sugi
- "Uwasa no Midori-Kun", Go Ikeyamada
- Black God 10 e 11", Dall-Young Lim, Sung-Woo Park

Keeping the Castle

"Keeping the Castle", de Patrice Kindl (ainda não publicado em Portugal)

Sinopse (em Inglês):
Seventeen-year-old Althea is the sole support of her entire family, and she must marry well. But there are few wealthy suitors--or suitors of any kind--in their small Yorkshire town of Lesser Hoo. Then, the young and attractive (and very rich) Lord Boring arrives, and Althea sets her plans in motion. There's only one problem; his friend and business manager Mr. Fredericks keeps getting in the way. And, as it turns out, Fredericks has his own set of plans . . .

Opinião:
Antes de mais, vejam só um pequeno excerto da primeira páginado livro:
“I love you, Althea—you are so beautiful,” murmured the young man into my ear.
Well, I was willing enough. I looked up at him from under my eyelashes. “I love you too,” I confessed. I averted my gaze and added privately, “You are so rich.”
Unfortunately, I apparently said this aloud, if just barely, and his hearing was sharper than one would expect, given his other attributes.”
"I beg your pardon? You love me because I'm rich?"
A sério! Ri-me logo ali. E este tipo de humor continua durante o livro todo, e foi o que mais adorei neste Keeping the Castle.

A história é assim um pouco à Jane Austen, pelo menos é essa a minha percepção, embora ainda não tenha lido nada da mencionada Jane Austen (Eu sei, falhanço!). A época é a mesma, a protagonista é muito independente e depois existem aqueles mal-entendidos entre a protagonista e um certo cavalheiro que, de cavalheiro parece ter pouco.
Ora, o enredo parece básico: Althea é a mais bela rapariga da sua terra e está desesperada por encontrar um marido rico, já que o seu pai morreu, e ela e a mãe mal conseguem sustentar o enrome castelo que querem manter intacto para quando o seu irmão bebé o vier a herdar. Existem ainda duas meias-irmãs que mais parecem tiradas de um clássico Disney, de tão odiosas e mesquinhas que são. Ao menos não temos a madastra!
O mal da Althea, a protagonista, é que não consegue estar calada e acaba sempre por dizer o que não deve.
Ora chega à cidade o jovem Lord Boring que é um autêntico cavalheiro, charmoso, lindo, e rico. Que melhor par para Althea?
O pior é que o dito Lord Boring não vai a lado nenhum sem o seu fiél primo e comerciante nato, Mr. Fredericks, que é das persoangens menos cavalheirescas que já tive oportunidade de ler. E ainda assim, surpreendentemente, das mais bondosas.
E é segundo esta premissa que o livro se gere. Com situações hilariantes, diálogos fabulosos e muitos mal-entendidos.

Neste livro temos várias persoangens interessantes, sendo que a minha favorita é o Mr. Fredericks, seguido de perto pela própria Althea que, apesar de ser muito vã, é também a mais amorosa. Faz tudo pela família! Também gostei da Miss Vincy que acabou por não ser nada do que esperava. E as restantes personagens também estão bem exploradas, embora das irmãs odiosas só a Charity tenha tido mais desenvolvimento.

A escrita da autora fez-me recuar no tempo, pois ela tentou manter-se o mais fiél possível ao estilo da época. Eu tive mesmo de usar várias vezes o dicionário! Há que tempos que não precisava consulatr o dicionário de inglês! Mas fora isso gostei muito. Fez-me sentir mais dentro da história. E, como sempre, a escrita sacrcástica é um mimo.

Em suma, Keeping the Castle é um pequeno livro cuja história é bastante previsível mas que, com uma escrita vibrante, personagens fabulosas, e diálogos de morrer a rir, acaba por ser uma excelente leitura. Recomendo! E gostei mais do que do Goose Chase, da mesma autora.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Goose Chase

"Goose Chase", de Patrice Kindl (ainda não publicado em Portugal)

Sinopse:
Her name is Alexandria Aurora Fortunato, and she is as lovely as the dawn. But that is only one of her problems. There’s also the matter of those three magical gifts of treasure bestowed on her by a mysterious old woman. And King Claudio the Cruel wants to marry her for her beauty and her wealth, and so does his rival, Prince Edmund of Dorloo. Those are two more problems. And, worst of all, she is locked in a tower, with a grille of iron bars and several hundred tons of stone between her and freedom. Some days Alexandria wishes she looked like a pickled onion. Clearly the only thing to do is escape — and, with the aid of her twelve darling goose companions, that’s precisely what Alexandria does.
So begins the adventure of Patrice Kindl’s beguiling heroine. Her flight will take her to strange lands and lead her into perilous situations, all of which the plucky Alexandria views with a wry and witty spirit. Here is a sprightly tale of magic and romance, in which those geese play a most surprising role.

Opinião:
O início não me cativou por aí além, e sei que foi culpa de estar a 'levar o livro demasiado a sério'. Por isso fiz uma pausa (de algumas horas) e quando regressei à leitura, já vinha com outra predisposição, pois sabia que se continuasse a encarar o livro da mesma maneira, acabaria por não gostar. A parti do momento em que me deixei levar pela leitura, esta tornou-se bastante mais divertida.

Goose Chase é um recontar e misturar de vários contos de fada. Há de tudo por ali. Temos "As doze princesas", "Rapunzel", "Goldilocks", a "Bela e o Monstro" e tantos outros, embora a principal seja "A guardadora de gansos". Por isso, para os amantes de contos de fadas, este livro é um mimo!
E o melhor, é que consegue juntar todas estas histórias de forma interessante e extremamente bem conseguida.

Gostei muito da Alexandria, que é uma rapariga de garra e muito esperta (mais esperta que as restantes personagens), além de que a narração dela era de rir. Mas a minha personagem favorita foi, de longe, o Príncipe. Desde o início que o achava extremamente divertido, mas ainda gostei mais dele quando mostrou que não era tão parvo como se pensava.
Quanto às restantes personagens, a maioria viria a mostrar-se pouco inteligente na superfície, mas depois acabavam sempre por nos surpreender um pouco. Gostei disso nelas, mas também achei que poderia ter havido um pouco mais de diversidade nas personalidades.

A escrita está bastante cativante, embora ao principio me tenha feito confusão o uso do inglês algo 'arcaico'. Não é que não entendesse o que estava a ser dito, mas simplesmente nunca fui fã do estilo e demorei algum tempo a que isso deixasse de me incomodar. No entanto, isso não tira mérito à forma como a autora decidiu contar esta história. Não só nos relembra os tempos antigos nas palavras, como na narração, que parece retirada das fábulas e contos de fadas antigos.

Sorri muitas vezes, ri-me mais umas quantas, e cheguei ao fim satisfeita. Não é o 'típico' final de contos de fadas, mas anda lá perto, e pessoalmente até gostei mais.

Em suma, gostei! Não tanto como esperava, confesso (talvez porque, mais uma vez, tinha demasiadas expectativas), mas ainda assim gostei muito mesmo e recomendo a todos os que gostem de um bom recontar de contos-de-fadas. A escrita é muito boa e as personagens são hilariantes, tal como as situações por que passam. É um livrinho que se lê muito bem.

Capa, Design e Edição:
A capa esta bastante fiel à história, e embora a composição (fundo) esteja um pouco estranha, não estraga a beleza da capa (é mais bonita do que se nota na imagem).
O design interior é do mais simples que há, mas funciona bem, já a edição é bastante firme e podemos dobrar o livro todo que ele não se estraga. (também não exagerem nos abusos, ok?)

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