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terça-feira, 15 de julho de 2014

Precious - A Força de Uma Mulher

"Precious - A Força de Uma Mulher", de Sapphire (Alfaguarra - Edição Visão)

Sinopse:
Esta é a história de Claireece Precious Jones, uma jovem de 16 anos, igual às outras raparigas da sua idade em muitas coisas... mas muito singular noutras: Claireece é obesa, analfabeta, foi vítima de abusos sexuais do seu pai, do qual teve uma filha, e é maltratada psicologicamente pela sua mãe. Quando Precious, após outra violação, fica novamente grávida, é expulsa da escola e começa uma nova educação num centro especial para casos extremos... e a sua vida mudará para sempre.


Opinião:
Este foi o primeiro livro que decidi ler durante o Booktubeathon (um desafio da comunidade youtube dos livros) e a ideia era ler um livro e depois ver a sua adaptação cinematográfica.
Precious é uma daquelas histórias que me chamaram a atenção desde o primeiro momento que soube que existia, mas entretanto foi ficando esquecida nas minhas prateleiras. Mais vale tarde que nunca, certo?

E agora posso dizer, com confiança, que Precious é um livro tocante. A sinopse já prepara um pouco o leitor mas, acreditem, é mesmo chocante, e ainda assim, tão humano.Aliás, basta ler o primeiro parágrafo para se sentir que se levou um murro no estômago.
E sabem o que melhor funciona neste livro? A escrita! A autora decidiu escrever o livro como se fosse um diário da Precious, um diário escrito da mesma maneira que ela faria; ela que é praticamente analfabeta no início da história. E conforme o livro vai avançando, vamos vendo progressos significativos na sua escrita. E isso funciona muito bem com a trágica vida da Precious, com a sua visão da vida, com os seus sentimentos, e com a forma como decide mudar a sua vida.

Precious é uma personagem rica, que começa insegura e amarga para com a vida e que, ao longo deste seu 'diário' vai amadurecendo, tornando-se mais confiante, conhecendo pessoas que lhe fazem bem, mesmo quando a vida não pára de lhe dar pontapés (muito ao jeito da própria mãe). E já que falamos em mãe ... preparem-se para odiar esta senhora mais do que odiarão o próprio abusador. Esta ... mulher (se é que se pode chamar isso a esta personagem) é absolutamente detestável!

*SPOILER*
E já que falo em personagens, vou agora referir o único ponto fraco deste livro: o facto de todas as amigas da Precious, as que ela vai conhecer na nova escola, terem sido sexualmente abusadas de uma ou outra maneira. Uma ou duas, seria trágico, mas quando são todas (e não estou a dizer que isso não fosse possível e que a realidade não é bem pior que isto tantas vezes) o impacto acaba por ser menor. Estúpido, eu sei, mas existem tantas formas de abuso, tantas razões porque as amigas poderiam estar nas situações que estavam. Não tinham de ter todas passados similares, ou pelo menos tão similares.
*FIM DE SPOILER* 

A escrita, como disse, é uma das coisas que mais dá vida a esta história. Adorei as primeiras tentativas da Precious em comunicar através da escrita, e ver como ela ia melhorando substancialmente de dia para dia. Os seus poemas eram lindos!

Em suma, Precious é um livro que retrata um tema forte de uma forma muito única e próxima. Adorei a Precious, a sua força, o seu carácter, até os seus palavrões. Senti a sua dor e a sua alegria. Custa ler histórias tão trágicas mas a vida também tem destas coisas, infelizmente, e estas histórias merecem ser contadas e tantas outras que ficam sempre no anonimato). Precious não é uma história verídica mas, pelo que diz a autora, é uma mistura de várias histórias que ela viu desenrolarem-se quando dava aulas.
Este livro merece ser lido.

Livro vs Filme (2009):
Poucos filmes causaram tanta comoção nos festivais de Sundance e de Cannes de 2009 como Precious de Lee Daniels, no qual as interpretações da recém-chegada ao grande ecrã Gabourey Sidibe no papel de Precious e Mo'Nique no da sua abusiva mãe foram celebradas pela crítica e arrasaram todos os prémios do ano.

Na altura que o filme saiu falou-se bastante da actuação da Mo'Nique, que faz da mãe da Precious e, acreditem, a mulher faz um papelão. Brutal! No filme a mãe é tão perturbadora como no livro, mesmo quando o filme censura certas coisas que me reviraram o estômago no livro, elas estão lá, nas entrelinhas.
A actriz que faz de Precious também está excelente, assim como a que faz de Prof.ª Blue.
E o filme é uma boa adaptação do livro, ou pelo menos da história que este conta. No entanto, como devem imaginar, no ecrã não se nota a progressão da escrita da Precious, que no livro é das melhores coisas, e sinceramente, acho que o filme não mostrou a Precious em todo o seu potencial. ela no início (do filme) parecia mais abatida que revoltada e não dizia palavrões como a sua versão literária.
Fora isso, está um filme excelente, muito pessoal, focado, com bons actores e com algumas mudanças que até funcionaram bem. Confesso até que gostei mais do final do filme que do final do livro, talvez por ser mais ... feliz? Não que esse seja o termo adequado mas, dadas as circunstâncias, é o mais fiel.
Leiam o livro e vejam o filme. Vale a pena!

Trailer filme

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Livro - Filme - Série 03

Livro - Filme 03 
Cloud Atlas, baseado no livro homónimo de David Mitchell
Sem nunca ter lido o livro "Cloud Atlas - Atlas das Nuvens", vi o filme apenas baseada no trailer e no muito bem que tinha ouvido falar do filme e da história. No fim, fui muito surpreendida.
Não há dúvida que Cloud Atlas é um filme feito, em parte, para ser altamente comercial, mas isso não o impede de ser profundo e e muito bom. Se no início se gera alguam confusão, pela imensidão de histórias e personagens que são introduzidas em pouco tempo, rapidamente tudo começa a fazer mais e mais sentido, até culminar num final que não poderia ser melhor e que ata (quase) todas as pontas soltas de uma forma admirável. Acredito que tal tenha sido possível graças a uma boa base: o romance de David Mitchell, e a uma adaptação cuidada para o grande ecrã.
Não fiquei surpreendida ao descobrir que por trás de Cloud Atlas estavam os irmãos Washowski (e também Tom Tykwear, mas deste não conheço nenhum filme, embora agora esteja curiosa) que estiveram à frente da trilogia Matrix. Aliás, lá no meio (especialmente no Seaul de 2144) vê-se bem que há ali uma 'mão' dos irmãos (até comentei isso durante o filme, antes de perceber que eles trabalhavam nele).

Já quanto aos actores (e actrizes) acho que estão todos de parabéns, com papéis memoráveis e bastante distintos uns dos outros. É impossível dizer que esteve melhor e, embora não seja fã do trabalho do Hugo Weaving, achei que ele esteve bem nos seus papéis. Também Jim Broadbent, apesar de carismático e, em algumas cenas, brilhante, noutras deixou um pouco a desejar.

Quanto ao enredo, a minha história favorita foi "Letters from Zedelghem", onde um jovem pianista bissexual se torna aprendiz de um velho e talentoso compositor e cria o "Sexteto Cloud Atlas" que só ganhará fama mais tarde. O final trágico desta história trouxe-me lágrimas aos olhos e todas as personagens me pareceram muito humanas. Não quero com isto dizer que as restantes histórias não são memoráveis, bem pelo contrário, pois cada uma é impressionante à sua maneira, mas a minha favorita foi mesmo esta.
E já que falamos no sexteto, há que dar mérito à fabulosa banda sonora do filme, porque é mesmo muito boa.

Por fim tenho de dar os parabéns a quem tratou da maquilhagem porque se
m isto o filme não seria tão memorável. Alguns actores estavam absolutamente irreconhecíveis nas suas reencarnações. Um trabalho soberbo! (não sei como não ganhou um óscar). Quando chegam os créditos finais, acredito que todos fiquem surpreendidos com pelo menos um (possivelmente bem mais) dos trabalhos de maquilhagem que possibilitaram aos actores vestirem vários papéis, de vários sexos, raças e épocas distintas. Está fabuloso!

Concluíndo, Cloud Atlas surpreendeu, com histórias intelgentes, uma direcção bem feita, actores memoráveis e personagens únicas, que mantém o espectador agarrrado à/ao cadeira/sofá drante três horas e traz um final perfeito. O mais impressionante é que esta história tem tanto de ficção histórica, como de drama, comédia, mistério e ficção científica. E o resultado final não é a salsada que se pode imaginar.

Agora vou te de ler o livro, só para perceber como o autor conseguiu ligar as reencarnações das personagens apenas através das palavras. Porque se mesmo um meio visual, como o filme, foi difícil interligar todas as 'vidas', como terá conseguido David Mitchell passar isso através do papel? Estou curiosa.

E vocês, já viram o filme? Já leram o livro? O que acharam?

Trailer:

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Livro - Filme - Série 02


Livro - Filme 02

The Raven, sobre a obra de Edgar Allan Poe

Já tive oportunidade de ler vários contos de Edgar Allan Poe e quando soube que este filme ia sair, fiquei logo interessada.
No filme usam vários elementos de muitos contos do autor, de forma coesa e bem conseguida. O protagonista em si é o próprio autor o que, confesso, não me agradou de sobremaneira. A história que dá início à trama é pouco original: um serial killer decide usar as obras do autor como inspiração para os seus crimes, mas a integração de certas histórias do autor no meio desta trama está bastante bem conseguida. O final, especialmente, surpreendeu-me bastante.
A maioria dos actores estiveram muito bem os seus papéis, embora o John Cusak, que fez de Edgar Allan Poe, não me tenha convencido completamente. Esteve excelente em algumas cenas, mas noutras nem tanto.
Em termos visuais o filme está mesmo muito bom e tem um ambiente espectacular.
No geral é um filme que vale a pena ver mas que poderia ter sido melhor.
Nota: 7/10


 

Livro - Série 02
The Nine Lives of Chloe King, adaptado de série de livros homónima, de Celia Thompson

Com apenas 10 episódios esta foi uma série divertida que vi de rajada e que, apesar de não ser nenhuma obra-prima do cinema de televisão, acaba por entreter muito bem.
Com muito bons actores e uma história mediana que por vezes consegue ser boa, os 10 episódios sabem a pouco.
Fiquei com saudades, confesso, e queria que tivesse tido mais episódios, até porque a série terminou numa parte que exigia continuação.
Em suma, é uma série divertida, dirigida aos jovens adultos, mas que também consegue interessar adultos que não estejam À procura de uma história muito profunda ou grandes efeitos especiais. Eu gostei!
Nota: 6.5/10

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Livro - Filme - Série 01

Para avivar um pouco o blog que tem estado parado (por eu não ler tanto quanto gostaria), decidi criar uma nova rubrica a que vou dar o inspirado nome de "Livro - Filme - Série", que, como devem imaginar, vai falar de adaptações de livros ao pequeno e grande ecrã.
Para muitos trabalhos que aqui serão falados, eu não li o livro correspondente, e nesses casos apenas mencionarei o que achei do filme/série e não da sua adaptação. Mas nesta rubrica só falarei de filmes/séries que sejam inspirados por romances (e não o contrário) ou cujo tema central seja livros/escrita (como a série Castle, por exemplo).

Tentarei trazer algo novo todas as semanas, ou pelo menos de quinze em quinze dias e nem todos os filmes/séries serão recentes, mas também aí é que está a piada. As opiniões serão muito sucintas, que eu não sou crítica cinematográfica. A intenção é apenas dar a conhecer as muitas películas que hoje em dia são baseadas em obras literárias (e desde sempre o foram). Espero que descubram algo novo com esta rubrica.

Livro - Filme 01 
A lha do Dr. Moreau, adaptado de "The Island of Dr. Monreau", de H.G. Wells
Apesar de nunca ter lido o livro homónimo, tinha conhecimento (muito por alto) da história e foi com alguma curiosidade que vi a adaptação cinematográfica de 1996 (existem outras, mas esta foi a que vi). O filme não foi bem o que esperava, no entanto não foi mau. Os actores estavam bem nos seus papéis, se bem que o David Thewlis às vezes não estava no seu melhor, a caracterização estava curiosa (há que ter em conta o ano em que foi feito e os animais-homens estão excelentes) e gostei da história. Foi bem usada e apesar de restarem algumas pontas soltas (que não sei se provêm no livro original) não foi nada que incomodasse de sobremaneira.
Não é um filme que marque, mas também não é um mau filme. Entretém.
Nota: 6/10

Livro - Série 01
Grimm, não adaptação, mas uma exploração da ideia dos descendentes dos Irmãos Grimm
Os anos de 2011 e 2012 foram excepcionais em termos de adaptações do trabalho dos Irmãos Grimm, tanto ao grande como pequeno ecrã.
Ao contrário de outros, como Once Upon a Time, Grimm começou quase despercebido. Pouco se falava nesta série, mas eu segui-a desde o primeiro episódio e com o passar dos episódios fui gostando mais e mais.
É uma versão mais grotesca dos contos dos Irmãos Grimm, o que a torna uma das mais fiéis ao espírito original dos contos. Embora tomem liberdades para adaptar as ideias aos tempos modernos, o essencial está lá.
Com excelentes actores, uma história bem desenvolvida e várias reviravoltas em todos os episódios, eu fiquei agarrada. A segunda temporada já vai adiantada, embora eu ainda não tenha começado a ver, mas se mantiver o que na primeira a fez sobressair, acredito que esta se possa tornar uma das minha séries favoritas.
Não é para crianças, nem sequer para todos os adultos. É mais negra e mais crua que muitas outras histórias que falam dos descendentes dos Grimm, mas é também incrivelmente rica. Vale a pena!
Nota: 7,5/10

terça-feira, 19 de julho de 2011

::Filme:: Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2

Ontem regressei ao cinema, depois de mais um ano sem ver um filme nas grandes salas. A razão porque regressei, não podia ser outra senão para ver a tão aguardada parte final da saga Harry Potter (livros de J.K. Rowling).
Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows, Part 2) foi uma surpresa agradável. Acho que esteve bastante fiél ao livro e não esperava mais, bem pelo contrário.

Os actores estiveram excelentes e chorei por várias vezes à custa das actuações (e claro, da história). As minhas cenas favoritas foram (atenção spoilers) a morte do Snape e a visão das memórias dele (excelente interpretação do actor), o sacrifício do Harry (também o actor aqui esteve fenomenal).
Embora tenha achado que outras cenas foram menos dramáticas do que poderiam ter sido (refiro-me a mortes importantes que ocorreram durante a luta), não me lembro de nenhuma cena que não tenha gostado, acho que o filme como um todo está bastante bom, embora se tenha ressentido um pouco por a história estar dividida em duas. A verdade é que a acção não me incomodou, pois quem leu os livros sabia de ante-mão que este filme seria mais voltado para a acção do que qualquer outro, ou não fosse este o confronto final.

Também gostei das pitadas de humor que foram acrescidas à acção e ao drama. Foram uma lufada de ar fresco no meio de tanta miséria (e sinceramente não me recordo se tais cenas vieram do livro ou não; já o li há algum tempo).

Tal como aconteceu quando li o livro, não posso dizer que tenha ficado satisfeita com o final 'extra', pois parece-me quase uma forma de anunciar uma continuação, que a meu ver nada mais fará do que 'espremer o leite à vaca, até esta ficar magra', e não quero ver isso acontecer a esta saga.

Chegada ao fim deste ciclo de adaptações, tenho a dizer que acho que fizeram um bom trabalho ao longo da série, sendo que alguns filmes são melhores que outros, mas todos são acima do razoável.

sábado, 25 de junho de 2011

::Filme:: Julie & Julia

Baseado no livro "Julie & Julia", de Julie Powell, contava ter um filme engraçado, com muita comida e muita 'vida' pelo meio. já que não só falava de duas mulheres, mas de como os cozinhados (e mais particularmente o livro "Mastering the Art of French Cooking", de Julia Child) afectariam as suas vidas 
O problema foi que o filme falhou redondamente neste último campo.


Achei o conceito bastante interessante, e gostei que o filme retratasse não só a 'aventura' da Julie, como um pouco da ida da Julia (pessoalmente até gostei mais da história da Julia).
O problema foi que na vida de Julie pouco mais aconteceu do que ela tomar a decisão de cozinhar as +500 receitas em 365 dias. Estava À espera de ver como essa decisão e esse objectivo tinha afectada a sua vida (familiar, profissional, pessoa, etc.), mas na verdade pouco se viu. O que o filme nos 'mostrou' foi que em 365 dias dedicados à cozinha, as únicas coisas interessantes que aconteceram na vida dela foram: Uma cena hilariante em que ela cozinhou lagostas; um dia que ela fingiu estar doente e faltou ao trabalho para fazer uma receita; e uma discussão que ela teve com o marido, que acabou por se resolver com relativa facilidade. 
A sério? Em um ano só aconteceu isso de importante?


Acabou por ser um filme mediano, com boas actuações, mas pouca profundidade.

segunda-feira, 7 de março de 2011

::Filme:: Entrelaçados

"Entrelaçados" é o novo filme da Disney, baseado na história "Rapunzel" (que revi aqui) dos irmãos Grimm.

Não sei se já o disse, mas sou grande fã dos filmes Disney, desde a infância, por isso esperava grandes coisas deste filme. Veredicto? Gostei, mas não chegou para o tornar um dos meus favoritos. Contudo, vale bem a pena. Tem uma história bastante boa, com excelentes personagens e cenários muito lindos.
Surpreendentemente, a minha personagem favorita foi o Maximus (o cavalo), que é o máximo (pun intended). Seguida de perto pelo Eugene (o nosso protagonista), que tinha uma personalidade muito boa («here comes the smorlder» = lol (vejam imagem abaixo)).

O romance está muito bom, mas o que mais gostei foi a relação entre a Rapunzel e a 'mãe'. Achei que estava fabulosa a interacção entre as duas.

Quanto à animação, gostei, mas não me deixou encantada. especialmente porque a enorme cabeça da Rapunzel me fazia confusão (assim como a da 'mãe'). Não sei, mas aquelas cabeçorras irritavam-me e faziam a Rapunzel parecer uma menina de 12 anos, em vez de 18.
Não é que não tenha gostado da animação 3D, mas acho que conseguiria ter ainda mais beleza em 2D (se calhar sou eu que continuo presa ao 2D).

No fundo, foi um bom filme, com todas as coisas a que a Disney já nos habituou neste tipo de histórias, com boas personagens e um romance um pouco ... diferente. Gostei, e recomendo para toda família.

sábado, 5 de março de 2011

::Filme:: Sinbad - A Lenda dos Sete Mares

Sinbad - a Lenda dos Sete Mares, é baseado nas histórios do herói (e ladrão) lendário dos livros "Mil e uma Noites".

Esta adaptação animada da Dreamworks, está muito bem ilustrada, embora algumas cenas em 3D estejam aquém do desejado (especialmente no início do filme). A animação está muito fluída, e gostei especialmente da forma como animaram a Éris.
A história também está muito boa, com excelentes personagens e várias 'lições' de coragem e amizade para aprender.

O que também gostei neste filme, foi o romance. Não parece apressado, mas antes compassado e o final não pareceu ridículo, ou desconexo.

Sem dúvida este é um filme para toda a família.

domingo, 12 de dezembro de 2010

::Filme:: Laputa - Castle in the sky

Inspirado num trecho de "As viagens de Gulliver" (que mencionava Laputa (por favor, abstenham-se de gozar com o nome)), este é mais um filme animado pelos estúdios Ghibli que eu já pretendia ver há muito tempo, mas que nunca tinha tido a oportunidade de visualizar.

Para quem, como eu, adora as animações deste estúdio, certamente não sairá desapontado. A fluidez da animação, tão característica dos anos 80 (e que o estúdios mantém até aos dias de hoje) está lá presente em toda a sua glória.
A história é bastante madura, como também é costume em grande parte das obras deles. E a beleza da história, das paisagens e dos temas não deixa ninguém indiferente. Já para não falar nas maravilhosas personagens que vamos conhecendo ao longo da história.
O ponto fraco aqui, são mesmo os vilões, mas nem isso tira gosto a este filme animado.

Enfim ... mais uma pérola da animação, e que não me importarei de rever vezes sem conta (embora não seja tão bom como a Princesa Mononoke (o meu favorito)).

domingo, 14 de novembro de 2010

::Filme:: Como treinares o teu Dragão

Baseado no livro homónimo de Cressida Cowell, este filme animado é uma delicia.
foi depois de ver o trailer, já no ano passado, que tive uma enorme vontade de ver o filme, porque parecia super-fofo (adoro dragões). E o filme foi tudo o que eu esperava.
Divertido, com boa animação, muita amizade, muitos "bons valores" e, acima de tudo, um final satisfatório, mas não sem um toque de surpresa (todos os actos têm consequências).

Era mesmo o tipo de filme que eu precisava ver num dia relaxado. Adorei!

sábado, 21 de agosto de 2010

::Filme:: Vampires Suck

Sendo que sou uma das pessoas que faz muito gozo da Saga Luz e Escuridão (da Stephenie Meyer), não podia negar-me a ver esta paródia.
Antes de mais convém explicar que gostei medianamente do primeiro livro e filme (Crepúsculo), gostei bastante do segundo livro e odiei o filme (Lua Nova), detestei de morte o terceiro livro e não sei se vou sequer tentar ver o filme (Eclipse). Já o quarto livro, nem lhe toquei para já (Amanhecer).
Assim sendo tenho uma relação de amor-ódio com a saga.

Quando comecei a ver Vampires Suck, esperava um filme que me fizesse soltar muitas gargalhadas. Afinal havia tanto potencial para gozo, que seria muita falta de criatividade se não conseguissem uma sátira bem recheada. Infelizmente, e como muito acontece no género, caíram em algumas banalidades idiotas e cenas sem grande nexo.

Este filme cobre a história dos dois primeiros livros em pouco mais de uma hora de filme, e o que notamos logo à partida é que quem nunca viu os filmes originais ou leu os livros, não vai perceber metade do que se passa.
Está certo que só quem já viu/leu é que se vai dar ao trabalho de ver o Vampires Suck, mas podiam ter-se dado a um pouco mais de trabalho para o filme parecer mais consistete na sua insanidade.

Confesso que soltei umas quantas gargalhadas e só por isso já vale a pensa, mas algumas cenas estavam estupidamente mal conseguidas e nem faziam sentido (todas as cenas com os pais do "Jacob" e "Bella", a daça dos lobos,  tudo o que girou à volta da "Prom", etc.).
No entanto as minhas favoritas foram as do Chihuhua, a "eu vou proteger-te para sempre", a do "Sexo e a cidade" (ao invés de Romeu e Julieta) e a do "black eyed peas" (artes marciais ao ataque). A maioria das cenas com o pseudo-Jacob também estavam boas e tenho de dar os parabéns à Jenn Proske, que faz de Becca (pseudo-Bella) e que esteve fantástica no seu papel. É que conseguiu imitar todos os tiques irritantes da actriz original. Fantástica actuação. A actriz que fez de Alice também esteve bem embora tivesse pouco tempo de antena (enaltecendo o facto espantoso de as visões da Alice só funcionarem quando lhe convém, ou melhor, quando convém à história).

Em suma, é um filme que passa depressa e não aborrece, mas que não conseguiu ir de encontro às minhas expectativas ou às suas potencialidades. Um filme que espera que o espectador seja um burro e que faz muito pouco uso da sátira inteligente (que pucha pelos neurónios) que eu aguardava ansiosamente. Recomendo a quem já alguma vez fez pouco da Saga Luz e Escuridão, mas aos restantes não.

sábado, 7 de agosto de 2010

::Filme:: Percy Jackson & The Lightning Thief

Baseado na Saga Percy Jackson and the Olympians de Rick Riordan, este filme estreou este ano nos cinemas.

O que me fez ver este filme foi o facto de lidar com a mitologia grega, que eu adoro!
Infelizmente, o filme não esteve longe de ser uma decepção.
Não é que não tenha gostado, mas simplesmente não gostei de como foi executado.
Felizmente estava cheio de bons actores, que foi o que lhe deu algum alento.
O que menos gostei foi a forma como usaram os seres e deuses da mitologia grega. Seguiram todos os caminhos fáceis, ao invés de tentarem inovar. Quero dizer, três dos "bosses" que eles tiveram de enfrentar foram: Minotauro, Medusa, Hidra. Só mesmo no caso do lótus é que me conseguiu surpreender um pouco.

Mesmo sendo impossível não compará-lo com o "Harry Potter", este título consegue ter alguns méritos, simplesmente achei que poderia estar melhor. Mas isto também vem da pessoa que não gostou do primeiro filme do Harry Potter, por isso a minha opinião vale o que vale. XD
Quem sabe no segundo filme não fico rendida?
Para já não tenho vontade de ler os livros, mas logo veremos.

domingo, 11 de julho de 2010

::Filme:: Everything is Illuminated

"Everything is Illuminated (Está tudo iluminado)", baseado na obra homónima de Jonathan Safran Foer, este filme é uma pequena delícia.

Já há algum tempo que o queria ver, mas não sabia ao certo o que esperar. Hoje de manhã, não sabendo muito bem o que ver, lá me decidi a assistir a esta película de 2005.

Elijah Wood e Eugene Hutz mostram-nos umas actuações cheias de sentido e simplesmente magistrais. Acompanhados de perto de outros bons actores (e actrizes) que fazem deste filme um daqueles que fica na memória.

Se ao principio pareceu quase uma comédia, aos poucos fui percebendo realmente a seriedade do tema e quando chegou o final, as lágrimas escorreram sem que me desse conta.
Como muitos outros filmes (e séries, e livros), este mostra-nos um pouco do que foi a perseguição aos judeus na época nazista, embora este filme o faça de uma forma tão ... natural, que não podemos evitar sentir o mesmo que as personagens. Como se nós estivessemos lá, à procura de Trachimbrod.

Não posso deixar de recomendar este grande filme. Vejam!

Noutra nota, adorei a Sammy Davis Jr. Jr. (The Eye Seeing Bitch). XD

domingo, 27 de junho de 2010

A Princesa e o sapo

A Princesa e o sapo
Este recente filme animado da Disney, que infelizmente parece ter sido mal recebido pelo público (segundo dizem, por incluir a palavra "princesa" no título, o que afastou os meninos da tela), fez-me relembrar porque sempre gostei do género.
Com uma animação fluída, que é a marca da casa, sem grandes aparatos digitais (embora se notem diferenças) e com uma história cheia de pequenas lições, este foi um filme muito divertido de ver.

Depois de ter lido, recentemente, o conto dos Irmãos Grimm no qual este filme se baseia, posso dizer que pouco ou nada tem a ver com o original, o que não é necessariamente mau.
O que manteve do original foi a princesa cheia de mimo (aqui mostrada na forma da melhor amiga da Tiana), que sempre viveu com tudo o que quis, graças ao pai babado. No entanto ela até consegue ser divertida, e solidária, pois no fim está disposta a ajudar a amiga a ficar com o príncipe, além de que durante todo o filme, mesmo sendo mimada, não deixa de ser um doce de rapariga (com as suas muitas excentricidades).

Pessoalmente adorei o facto de a Tiana ser de uma família pobre, e de fazer de tudo para cumprir os seus sonhos. Foi algo muito diferente do que a Disney nos habituou nas heroínas, e garanto que o deviam fazer mais vezes.
O príncipe também estava super-divertido, com a sua excessiva confiança, especialmente depois de se tornar um sapo.
Os restantes personagens também estavam bem, especialmente o crocodilo que toca jazz, e o pirilampo. E falando do pirilampo, palmas para a Disney, pelo desfecho tocante desta personagem tão engraçada.
O vilão infelizmente foi a parte menos bem conseguida deste filme. Não foi desenvolvido o suficiente e chegamos ao fim sem saber muito bem de onde ele veio ou porque se tornou no "vilão". Também o "mordomo" ficou áquem das expectativas, sem nunca nos ser verdadeiramente mostrado porque ele odiava tanto o príncipe. Uma pena!

A música estava muito gira, com um toque de jazz e baladas do Bayou (acho que é assim que se escreve). Muito bom!

Um suma, este foi mais um filme Disney para toda a a família, com uns temas um pouco diferentes do habitual, mas que deveriam ser usados mais vezes pois são actuais e realistas. E mais, o facto de quase todas as personagens não serem "brancas" deu uma riqueza extra ao filme. Repitam e não excluam pois afinal somos todos iguais.

domingo, 14 de março de 2010

::Filme:: Chovem almôndegas

Baseado no livro Cloudy with a chance of meatballs (1978) de Judi Barret e John Barret, esta adaptação cinematográfica está a passar nos cinemas nacionais e eu pude vê-la hoje.

O trailer deixou-me muito curiosa, mas chegada ao fim do filme perebi qual o erro do trailer. É que o trailer conta a história toda! Se não deixam nada de fulcral para ser descoberto durante o filme, então é porque o trailer não está eficaz.

A animação está engraçada, e serve bem o seu propósito, embora não tenha nada de excepcional, também não deixa de ser muito boa. O desenho de personagens é engraçado e assenta bem no filme.
A história está original (baseada no livro, claro), as personagens são originais e entretem muito mesmo, acho que neste aspecto acertaram em cheio. Tanto o cientista, como a repórter, o polícia, o pai, o "bebé", estão todos muito bem conseguidos e explorados nos ângulos certos.
As piadas do filmes estão muito boas, a sátira é uma constante, assim como as referências a vários géneros, clichets e demais entretineminetos.

No geral, o filmes está muito bom, mas teria gostado mais se, como já disse, o trailer não tivesse contado a história toda.
Ainda assim recomendo muito esta deliciosa aventura.

domingo, 7 de março de 2010

::Filme:: Guardiães da noite


Depois de ler o livro, decidi ver o filme, e tenho de dizer que foi muito difícil encontrá-lo. Tive de dar voltas e mais voltas, mas finalmente hoje pude vê-lo.

Como gostei bastante do livro, confesso que tinha muitas expectativas no filme, especialmente depois de ter ouvido dizer que era tão ou mais aclamado que os livros.
Só que a velha história de Quanto mais expectativas se tem, mas desapontado se sai, comprovou-se uma vez mais com esta adaptação cinematográfica.

Esta poderia ser uma opinião baseada no facto de eu já ter lido o livro, mas a verdade é que, mesmo olhando este filme num prisma de imunidade, não iria gostar dele.
Visualmente estonteante e com bons actores, este filme peca pela história e pelo exagero.
Posso desde já já afirmar que, embora claramente baseado na história do livro, tomou muitas liberdades, alterou muita coisa e não conseguiu (a meu ver) captar a intensidade narrativa do livro.
Para começar, porque houve a necessidade de tornarem o rapaz no filho do Anton? (A menos que este facto seja revelado nos livros seguintes, não vejo razão para alterarem os factos) E porquê tornaram o rapaz num ser do mal, quando no livro ele ficar ambíguo (que diga-se, é um dos grandes feitos do livro)?

O que o filme fez, foi pegar na trama central, adicionar-lhe uns quantos acontecimentos que não faziam lá falta nenhuma, pois tornaram tudo menos verossímil, e tomar liberdades com a história. As personagens mantiveram-se, na sua essência, iguais, mas como as circunstâncias mudaram, perdeu-se o seu carisma.

Depois temos o facto do exagero visual, que acaba por ser uma escolha de direcção, e que embora proporcione verdadeiros festins visuais, falhou em certos aspectos.

Em suma, o filme pecou ao tentar mudar uma hitória que, por si só, tinha pano para mangas e não necessitava ser alargada. Ganhou pontos visualmente e na escollha dos actores, especialemente no Kostia (o vizinho vampiro que esteve excelente), no Anton (que teve uma representação fenomenal, excepto na primeira cena, porque não devia existir e nem teve lógica na personagem) e na Svetlana.
De resto, o filme foi apenas medíocre.

Nota: Este filme apenas representa a primeira de três histórias contadas no livro Guardiães da noiteopinião aqui). A segunda e terceira histórias do livro, parecem estar comprimidas no segundo filme, (Guardiães do Dia), que eu pretendo ver em breve.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

::Filme:: Inkheart - Coração de tinta

Baseado no livro de Cornelia Funke, com o mesmo nome, "Inkheart - Coração de tinta" estreou em 2008.
Tive hoje a oportunidade de o ver e embora não tivesse grandes expectativas, posso dizer que o filme não desapontou.
Acima de tudo os actores foram muito bem escolhidos e todos estavam excelentes nos seus papéis. As paisagens eram lindas, todo o ambiente do filme estava bem conseguido, e a história era interessante, embora não chegasse a ser tão cativante como seria de supor. Uma pena que o drama central - um homem que procura pela mulher desaparecida - não tenha conseguido trazer-me verdadeiras lágrimas aos olhos.
Em suma, é um filme que não aborrece e que entretêm muito bem, mas que não se sobressaí dos demais, o que é uma pena, porque tinha tudo para ser mais do que foi.
Se chegarem a adaptar a sequela, vou vê-la com certeza.

domingo, 17 de janeiro de 2010

::Filme:: Coraline

Coraline e a porta secreta é um filme baseado no livro de Neil Gaiman, com o mesmo nome. Nunca li o livro, mas surgiu a oportunidade de ver o filme, e como tinha ouvido muitos elogios a esta animação, decidi vê-lo.
Logo no início fiquei arrepiada e presa ao ecrã, aquela cena de abertura está fabulosa. Atemorizadamente fabulosa! Isto serviu para me deixar ainda mais expectante quanto ao resto do filme, e talvez tenha sido esse o meu erro. As expectativas.
Não vou dizer que o filme é mau, mas para além da animação que é soberba, a história é banal e sinto que isto já foi feito milhares de vezes. Crianças que se sentem infelizes e insatisfeitas com as suas vidas, com a pouca atenção que os pais lhes dão, refugiam-se num mundo imaginário (ou não) onde tudo é perfeito, onde os pais lhes fazem todas as vontades, mas onde nem tudo é bem o que parece.
Se isto tivesse sido bem jogado, talvez o filme tivesse sido mais interessante, mas da forma como foi apresentado, simplesmente pareceu "mais um".
Não há nenhuma personagem que fique na memória, embora nenhuma seja especialmente aborrecida. Os cenários são lindos e de uma boa imaginação, mas também não são nada que não tenha visto antes. E depois as coisas acabam bem, como não poderia ser, mas de uma forma pouco satisfatória, a meu ver.

Em suma, desfrutei do filme, especialmente da animação, mas este não é certamente um filme que ficará na memória por muito tempo.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

::Filme:: Sherlock Holmes

Baseado na obra de (Sir) Arthur Conan Doyle, foi lançado recentemente esta adaptação da aventuras do mais famoso detective privado londrino.
Confesso que nunca li nenhum livro do autor, mas a lenda perdura e eu recordo-me perfeitamente da figura de Sherlock Holmes. Uma lacuna que pretendo remediar em breve, porque os clássicos são obrigatórios.

Nesta adaptação, o detective perdeu aquele ar de Sherlock, com a lupa, a roupa característica e cachimbo sempre na boca. Continua perspicaz, com um humor característico e sempre com o seu fiel amigo, Watson, por perto.

Quando vi o trailer, não fiquei entusiasmada, pois toda aquela acção me parecia uma chacina da personagem criada pelo autor, mas acabei por ir ver o filme (gratuitamente) e tentei vê-lo como algo novo, sem querer compará-lo com a minha imagem da personagem.
Assim sendo, posso dizer que foi um filme razoável, com uma boa dose de acção, bem feita, personagens caricatas e interessantes, humor na dose certa e muitos mistérios por desvendar. Confesso que já sabia os segredos todos muito antes do fim, mas o Sherlock fez um excelete trabalho a desvendá-los, com as ferramentas que tinha na época.
E por falar em época: Acho que os cenários, a londres de outros tempos, estavam fantásticos. Todo o ambiente do filme estava fenomenal.

Em suma, foi um serão bem passado, que não surpreendeu, mas também não aborreceu.
Numa nota final, gostaria de dizer que há uma parte do trailer que nunca aparece no filme: Aquela do "Be a lady!", que eu até estava à espera de ver, mas que nunca surgiu. Se não vão mostrar no filme, não metam no trailer, sim?

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