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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Viajar pelo mundo através dos livros

Escrevi um pequeno artigo sobre como os livros nos fazem viajar pelo mundo, pelo universo, pelo tempo. Está tudo no meu outro blog: Caneta, Papel e Lápis.
Quero convidar-vos a passar lá e a deixarem a vossa opinião.

https://capala.wordpress.com/2016/05/26/viajar-pelo-mundo-atraves-dos-livros/

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Monsters of Men

"Monsters of Men (Chaos Walking 3)", de Patrick Ness (ainda não publicado em Portugal)

Opinião:
*AVISO: Esta Opinião contém Spoilers*
Monster of Men é o último livro da série Chaos Walking e começa exactamente no ponto em que terminou o anterior. Na iminência de uma guerra trilateral entre os Spackle (que neste livro aprendemos que se auto-intitulam de The Land), o denominado grupo terrorista The Answer, e os The Ask que são liderados pelo Presidente Prentiss, depois de  o Todd o ter libertado no volume anterior.

Este livro é contado em três vozes: a do 1017 (Spackle), a da Viola (The Answer), e a do Todd. De todos, a mais interessante foi a do 1017, visto que ele é quem nos dá a conhecer mais sobre o seu povo (os The Land) e a sua forma colectiva de pensar, coisa que tanto me fascinou.

Muito acontece neste livro. A guerra perdura até às últimas páginas e por várias vezes, quando parece que é dessa que vai terminar, acontece algo que muda o cenário das possíveis negociações. Normalmente porque alguém está a ser emotivo ou  a dar facadas nas costas de outro alguém.
A história não deixa o leitor parar para retomar o fôlego, há sempre algo novo a acontecer e duas revelações são especialmente marcantes: a verdade da manipulação do Prentiss sobre o Todd (facilmente adivinhado mas muito bem executado) e o regresso de uma certa personagem (que também se adivinhava à distância mas que mesmo assim não perdeu impacto).
Posso dizer-vos que as emoções estão à flor da pele em todos os capítulos e que a frequente alternância entre os pontos-de-vista ajuda a manter o leitor num estado de expectativa constante.
O final é aberto, embora resolva quase todos os conflitos e feche todas as tramas, deixando o prenúncio de um futuro bastante diferente. Se bom ou mau, cabe a cada leitor decidir por si mesmo. E, apesar de o desenlace final ter sido, também ele, previsível, a verdade é que outro desfecho, outra sequência de eventos, simplesmente não seria satisfatório. Daí que tenha gostado.
E lembram-se de eu dizer como tinha ficado irritadíssima com o Todd no The Ask and The Answer? Pois neste livro o autor bem fez por dar uma explicação mas eu confesso que não fiquei totalmente satisfeita, embora fosse essa a minha suposição. O Todd só faz as coisas bem quando tem alguém ao lado a sussurrar-lhe aos ouvidos que é assim que o bem funciona. Contudo também sei que no final já tinha crescido mais que isso.
O 1017, o misterioso retornado (só não revelo quem é para não estragar a surpresa), o Sky e, claro, a Viola, foram personagem bem fortes que deu gosto conhecer melhor. Outra personagem que me surpreendeu bastante foi a Mistress Coyle e, por uma razão bem diferente, o Presidente Prentiss que esteve mais fraco neste que no livro anterior, embora tenha continuado a ser um vilão digno do nome.
Na verdade só Ivan acabou por ser uma personagem sem grande fundo, porque todas as outras brilharam em um ou outro momento. Especialmente os cavalos. Ehehe!

A prosa continua mais contida que no primeiro livro, talvez menos inocente, mas funciona bem com a adquirida maturidade que os protagonistas foram ganhando nos livros que se antecedem a este. Adorei a forma como o autor escolheu retratar os The Land e a forma como eles comunicam entre si e com  a terra. No entanto acho que as descrições do planeta são muito banais e demasiado similares à nossa Terra. visto que estamos num planeta alienígena é altamente improvável que tudo fosse igual ao nosso planeta.

Em suma, Monsters of Men foi uma surpresa agradável, um final merecedor para a trilogia, o que faz desta uma série que vale a pena ser lida e apreciada. Com personagens intensas, sem momentos mortos e com uma escrita veloz, é um livro que vale bem a pena.

Nota: Esta opinião tem como base a versão audiolivro publicada pela Candlewick on Brilliance Audio, narrada por Angela Dawe. 

Sinopse (edição brasileira "A Guerra" editada pela Pandorga):
Três exércitos marcham em Nova Prentisburgo, cada um tentando destruir os demais. Todd e Viola se veem presos no meio do conflito, sem possibilidade de fuga. 
Depois que as batalhas começam, como eles poderiam interromper a luta? Como eles poderiam estabelecer a paz sendo eles a minoria? E, se a guerra transforma homens em monstros, que terríveis escolhas os esperam? De repente uma terceira voz surge na batalha, uma voz determinada a se vingar. 
O que você faria? Seguiria um tirano ou um terrorista? Salvaria a vida da pessoa que você mais ama, ou milhares de estranhos? Acreditaria na vitória, ou assumiria que está perdido? 
Tornando-se adultos em meio ao tumulto, Todd e Viola questionam tudo o que sabem, correndo através do horror e indignação em direção a um final chocante.


Booktrailer:

domingo, 3 de janeiro de 2016

The Ask and the Answer

 "The Ask and the Answer (Chaos Wallking 2), de Patrick Ness (ainda não publicado em Portugal)

Opinião:
Pela primeira vez no blog vou usar um gif animado para sumarizar o que senti ao ler um livro:

via GIPHY (cena do filme "O 5º Elemento"

E não, não é pelo rumo da história, nem pelo desenvolvimento das personagens, nem sequer pela escrita. A desilusão deve-se toda ao Todd!
Já nem me lembro da última vez que gostei de uma personagem no primeiro livro e passei a odiá-la no livro seguinte. Não é que a personagem não evolua neste livro mas simplesmente evolui de uma forma muito negativa. Não para vilão, que isso até podia ser interessante, mas para uma versão muito pior de si. Talvez outros leitores não tenham sentido o mesmo mas pessoalmente odiei tudo o que o Todd fez e na pessoa em que se tornou neste livro.
Por outro lado o Davy Prentiss Junior, que sempre foi uma besta quadrada ao longo dos dois livros, conseguiu brilhar neste volume. Foi fabuloso aquilo que o autor fez com esta personagem e com outras. Muitas delas até só surgiram neste volume mas o autor e a trama trabalharam-nas muito bem.
Oh e o Presidente Prentiss está absolutamente genial! Ficou na minha lista de vilões mais envolventes da literatura com o que fez neste volume. A forma como ele manipula a população e consegue convencer toda a gente que as suas acções bárbaras são para o bem de todos, não tanto pelo medo mas pelo poder da palavra e, mais ainda, consegue convencê-los de que ele é uma alma piedosa. Fenomenal!

Dito isto o grande ponto forte do livro são as personagens. Viola está excelente e cresce a cada novo capítulo; a Mistress Coyle é daquelas personagens ambíguas que é tão difícil odiar quanto adorar; e o Davy que conseguiu ser mais detestável que o pai e o Aaron juntos acabou por revelar-se uma personagem que surpreendeu mesmo sendo o oposto do Todd, ou talvez por essa mesma razão; o 1017 e a Angharrad são duas outras personagens interessantes e que foram das que mais trouxeram mudanças ao Todd.

Para os que já leram o primeiro livro e acharam que este estava cheio de acontecimentos, não ficarão decepcionados pois The Ask and The Answer, apesar de um pouco mais voltado para os estratagemas e conspirações, está repleto de reviravoltas.

A escrita é distinta e cheia de genica, embora eu julgue ter notado uma tentativa de amenizar a brutalidade das cenas, o que nem sempre jogou a favor da narrativa. Mas há algo que eu estranho muito nesta saga e é o facto de o autor descrever as paisagens como sendo basicamente iguais às da Terra. E sendo que tudo se passa num outro planeta eu acho isso muito estranho e pouco credível.

Em suma, e apesar do meu profundo desgosto com o Todd, The Ask and the Answer é uma sequela excelente, onde vemos o quanto as pessoas podem ser manipuladas, mesmo as mais inteligentes: E também aqui nos é mostrado como nenhuma das pessoas deve ser definida apenas como boa ou má, especialmente em cenário de guerra. Recomendo!

Sinopse (edição brasileria "A Missão" da editora Pandorga):
Nós estávamos na Praça, na praça onde eu iria correr, segurando ela, carregando ela, dizendo-lhe para permanecer viva, permanecer viva até que nós estivéssemos seguros, até que chegássemos ao paraíso, assim, poderiam salvá-la - mas não havia nenhuma segurança, nenhuma segurança em nada, havia apenas ele e seus homens... Fugindo anteriormente de um exército implacável, Todd deixou Viola ser desesperadamente ferida direto nas mãos de seu pior inimigo, o prefeito Prentiss. Imediatamente separado de Viola e preso, Todd é forçado a aprender os caminhos da nova ordem do prefeito. Mas que segredos se escondem fora da cidade? E onde está Viola? Ela ainda está viva? E qual é a misteriosa resposta? E então, um dia, as bombas começam a explodir... "A Missão" é um romance tenso, chocante e profundamente comovente de resistência sob a pressão mais extrema. Este é o segundo título da trilogia "Mundo em Caos".

sábado, 31 de outubro de 2015

Sete Minutos Depois da Meia-Noite

 "Sete Minutos Depois da Meia-Noite", de Patrick Ness, a partir da ideia original de Siobhan Dowd, com ilustrações de Jim Kay

Opinião:
Este foi o terceiro livro que li de Patrick Ness, e o primeiro que não faz parte da Trilogia Chaos Walking. Como os outros dois livros me deixaram com sentimentos muito opostos, tentei então este para tentar equilibrar a balança.
"Sete Minutos Depois da Meia-Noite", ou "A Monster Calls" no original, é uma história que o autor desenvolveu a partir de uma ideia da autora Siobhan Dowd, que eu não conhecia. Além disso este pequeno livro é acompanhado de fascinantes ilustrações de Jim Kay.

A história em si é bastante fácil de adivinhar logo no primeiro capítulo. o autor não tenta esconder o tema soturno que é um dos pilares da história: o cancro da mãe de Conor. Mas falemos então do que dá nome a livro: o Monstro! E aqui Patrick Ness consegue evocar uma criatura tão fascinante quanto arrepiante; muito sábia e que traz uma grande profundidade à história. A interacção do Conor com o monstro cria algumas cenas poderosas, que nos fazem pensar.
Conor, a personagem principal, foi contudo uma personagem com a qual tive alguma dificuldade em me identificar, pois embora as suas acções acabassem por fazer sentido no final do livro, a verdade é que no início do livro o seu comportamento me afastou um pouco: o seu ódio para com a antiga amiga e a sua placidez com os que o magoavam. Percebia-se que ele achava que merecia ser castigado e aquela cena na sala da/a director da escola, depois de ele ter feito algo verdadeiramente atroz, foi muito poderosa e, no fundo, foi uma das cenas que mais abertamente mostrou o Conor e os seus receios. Mas mesmo assim a reacção das outras pessoas aos actos dele foram muito anormais. Depois de tudo aquilo tinha de haver castigo, mesmo tendo em consideração que a mãe dele estava doente. Não é verossímil que não houvesse consequências.

Tirando isso eu gostei muito da forma como o tema do cancro foi falada e de como a evolução do Conor se foi desenrolando, de como no fim tudo se compôs. Não que tudo ficasse bem, mas passaram a fazer sentido e aquela cena final foi bastante poderosa.


Contudo eu tenho plena noção que teria gostado ainda mais do livro se há uns meses atrás não tivesse lido "I Kill Giants - Eu Mato Gigantes" (opinião aqui), de Joe Kelly e JM. Ambos livros retratam o mesmo tema de forma mais ou menos similar, através dos filhos de mulheres que sofrem de uma doença. Ambos jovens sofrem de bullying e ambos vêem criaturas sobrenaturais que os ajudam a lidar com a situação.
Dito isto nenhum dos dois é perfeito mas ambos são muito bons, ambos merecem ser lidos.

Noutra nota, senti que talvez Patrick Ness  tenha tentado  homenagear demasiado a ideia original porque sinceramente a escrita não se sobressaiu muito, ao contrário do que me aconteceu quando li "The Knife of Never letting Go (opinião aqui)". Não é que tenha feito um mau trabalho, mas a sua prosa não me surpreendeu.

Em suma, Sete Minutos Depois da Meia-Noite é uma história bem contada, para leitores de quase todas as idades, com um grafismo fabuloso e que retrata de forma muito directa um flagelo que afecta muitas famílias. O final é agridoce mas perfeito e este é um livro que se lê de uma assentada mas que pode marcar.
Num última nota tenho de dizer que a edição e tradução portuguesas estão excelentes, têm muita qualidade e o livro vale a pena ser adquirido na nossa língua.


Sinopse:
Passava pouco da meia-noite quando o monstro apareceu.
Inspirado numa ideia original da escritora Siobhan Dowd, que morreu de cancro em 2007, Patrick Ness criou uma história de uma beleza tocante, que aborda verdades dolorosas com elegância e profundidade, sem nunca perder de vista a esperança no futuro. Fala-nos dos sentimentos de perda, medo e solidão e também da coragem e da compaixão necessárias para os ultrapassar. Fantasia e realidade misturam-se num livro de exceção, com ilustrações soberbas que complementam e expandem a beleza do texto.


Booktrailer (inglês):

quinta-feira, 30 de julho de 2015

The Knife of Never Letting Go

"The Knife of Never Letting Go (Chaos Walking 1), de Patrick Ness (ainda não publicado em Portugal)

Começo já por dizer que adoro este título e ele é tão apropriado. portanto, editora brasileira, porque mutilaste tão belo título transformando-o em "O Motivo" e com uma capa daquelas? É que não fica mesmo bem (nenhuma das duas coisas). E editoras portugueses quando é que planeiam apostar na série?

Já deu para perceber que gostei do livro, certo? Mas nem tudo são rosinhas, vá!

Comecei esta leitura, mais uma vez, sem saber nada do que se ia passar. Não li sinopse e só sabia que muitos leitores que sigo tinham adorado o livro e a trilogia, por isso estava decidida a pegar-lhe, embora as quase 500 páginas me assustassem um bocadinho no início. :P
Ah! e antes que me esqueça, apesar de isto não ser nada habitual aqui no blog: esta opinião vai conter SPOILERS. Não posso evitá-lo pois quero referir certas cenas que são muito marcantes e se não as descrever minimamente ninguém vai perceber do que falo, por isso prossigam com cautela, mas eu aviso sempre que for a referir Spoilers.

Tudo começa quando Todd tem 12 meses e 12 anos, o que no Novo Mundo significa que ele será um
homem dali a exactamente 1 mês (isto passa-se noutro planeta que colonizado por humanos). Todd vive uma vida relativamente pacata na companhia dos seus dois pais adoptivos: Ben e Cillian, e do seu cão chato: Manchee, na única cidade do Novo Mundo juntamente com mais de uma centena de homens. As mulheres foram todas exterminadas por um agente biológico lançado anos antes por seres extra-terrestres que entretanto ficaram extintos. E por culpa deles é que os homens ouvem o Ruído, ou seja, conseguem saber o que todos os outros homens estão a pensar em todos os segundos do dia e da noite. Ah! e os animais falam! Ou pelo menos foi isso que lhe ensinaram toda a vida. Até que Todd descobre um vazio no ruído e a partir desse momento toda a sua vida muda.

The Knife of Never Letting Go é uma corrida frenética. Não há momentos mortos, não há descanso nem repasto, só fuga, descobrimentos, decisões, imposições e um constante repensar do que Todd pensa que o mundo é, daquilo que lhe ensinaram toda a vida. E emoção, tanta emoção!

A escrita deste livro é estranha, pois está feita como se pelo próprio Todd que fala meio labrego e repete muito certas palavras ("and", por exemplo), o que em certos momentos chega a ser abuso mas na maioria do tempo funciona a favor da frenética da acção. Na verdade acho que o livro não teria funcionado tão bem se assim não fosse. E o facto de o Todd ser basicamente um ignorante em relação a quase tudo o que se passa no NovoMundo faz com que o leitor também o seja, embora possa tirar as suas próprias conclusões dos acontecimentos de forma bem diferente do próprio Todd.

E falando do Todd, o protagonista é-nos logo bem introduzido no início, assim como seu companheiro de quatro patas: Manchee, e a interacção dos dois é óptima durante o livro para descontrair um pouco da loucura que é toda a trama. Eu ri-me imenso com o Manchee e ...
*Spoilers*
... chorei que nem uma desalmada na cena em que o Aaron o matou. A sério! Não me lembro da última vez que chorei tanto a ler um livro e acho que para isso contribuiu o facto de eu estar a chegar a casa e ser recebida pela minha cadela e ... podem imaginar.
*Fim dos Spoilers*
A Viola é outra personagem muito consistente e o que ela acabou por fazer em vez do Todd, no final, já era de esperar mas não deixou de ser surpreendente a forma como se desenrolou. Por outro lado o Aaron e o Prentiss Junior realmente foram vilões merecedores do título, especialmente o Aaron. Fanatismo religioso no seu auge.
Só tive pena que o Ben e o  Cillian não tivessem mais espaço nas linhas; especialmente o Cillian que me parecia ter tudo para ser uma personagem bastante complexa.
Mas regressando ao Todd, houve uma cena em particular que me afectou bastante, por ser tão lógica mas ao mesmo tempo cruel. Por ser um acto bárbaro da parte do protagonista mas, ao mesmo tempo, por mostrar que ele na verdade fez tal acto por ser, de certa forma, inocente. Essa ambiguidade está muito presente na cena que mais me mexeu neste livro:
*Spoilers*
Quando, depois de o Todd não ter coragem para matar o Aaron (apesar de tudo o que ele fez) nem o Prentiss Junior (que o goza por ser covarde), se depara pela primeira vez na vida com um Spackle e o ataca sem razão aparente, sem conseguir pensar em mais nada que não o seu ódio e raiva por tudo o que lhe aconteceu até ali.
*Fim dos Spoilers*
Não sei se quem leu sentiu o mesmo mas para mim não havia como detestar o Todd, mesmo depois de ele fazer algo assim tão bárbaro, porque aquilo foi o triste resultado de uma série de coisas que vieram antes. É assim como se ele tivesse sido vítima de bullying durante anos e, de repente, ao ver alguém ainda mais fraco, se tornasse ele o bully, mesmo sendo ele quem mais desprezava os bullies.
Uma outra coisa que gostei muito foi do facto de o relacionamento entre a Viola e o Todd ir crescendo aos poucos e de não se focar no romance mas sim na amizade e na confiança. E também o facto de a história nos estar a tentar dizer que apesar da violência em volta ser possível ter princípios, ter alguma inocência e tentar mantê-la o mais que se puder, mesmo quando isso parece impossível.

Como vêem há muita coisa marcante neste livro, muita acção, muita ambiguidade, muita coisa para descobrir. Então porque é que eu disse que não eram tudo rosinhas?
Por causa do final.
Oh Meu Deus! Aquele final deu cabo de mim, no mau sentido! Porquê? Porque é que o autor fez aquilo?
*Spoilers*
Falo da vitória do Mayor e da conquista de Haven.
*Fim dos Spoilers*
Não vou dizer que o fim estragou o livro todo para mim porque isso seria impossível e a verdade é que estou desejosa de ler a sequela, mas raios! Que eu fiquei furiosa com o fim, fiquei. Porque o Todd e a Viola andaram todo o livro a correr, sem sossego, sem descanso, sem um momento de verdadeira esperança, e quando o leitor pensa que finalmente eles vão ter nem que seja um dia mais ou menos bom, vem aquele final e estraga tudo!
Não dá! O radar de adrenalina não pode estar sempre no topo, tem de haver uma pausa, por mais pequena que seja e tirar assim as esperanças todas é bom para a sequela mas é mau para o leitor.
Odiei! E eu imagino que o autor vá fazer uma sequela muito boa mas este final nunca o vou engolir. Raios!

Em suma, adorei o livro, as suas páginas cheias de acção, os momentos repletos de emoção, as personagens e o mundo, mas detestei o final. Dito isto eu vou já a correr ler a sequela (uma das minhas próximas leituras, sem dúvida). Por isso aconselho-vos a ler se ainda não o fizeram. Vale a pena.

Nota: Esta opinião tem como base a versão audiolivro narrada por Nick Podehl (Brilliance Audio) e aconselho esta versão pelo bom trabalho que nela foi feito.

Sinopse (edição "O Motivo" da editora Pandorga):
Todd Hewitt é um garoto de doze anos, o último menino de Prestissburgo, uma cidade onde só moram homens. Ele vive em um mundo cheio de "Ruído" em que os pensamentos privados de todos os homens e de todos os animais são audíveis. Em um mês ele fará treze anos e se tornará um homem. Mas a cidade está escondendo segredos dele, segredos que vão forçá-lo a fugir do prefeito e dos homens de Prentissburgo junto com seu cachorro e a primeira garota que ele já conheceu na vida.
A cada pagina o leitor ficará cada vez mais conectado a Todd e Viola e sua historia de amizade e sentirá genuína afeição por Manchee o cachorro ajudante de Todd, cujo comportamento é hilário e comovente.
Na sua essência, é uma historia sobre um garoto forçado a crescer rapidamente em um mundo de ruínas e loucura, armado apenas com sua convicção de fazer a coisa certa para sobreviver.
Todd vive em um mundo onde um germe matou todas as mulheres, um germe que deixou os homens loucos, o germe que significou o fim dos spackles quando a loucura dos homens colocou as mãos em uma arma.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Compras Literárias de Abril e Maio 2015

Depois de muito baalhar com o meu portátil, que de há um mês para cá está mais lento que um caracol, lá consegui pôr online o vídeo das comprinhas dos últimos meses.



Compras:
- "Beterraba - a Vida numa Colher", de Miguel Rocha;
- "Sete Minutos depois da Meia-Noite", de Patrick Ness;
- "Black God 15 a 19), de Dall-Youn Lim e Sung-Woo Park;
- "Cress", de Marissa Meyer;
- "Vingadores vs X-Men", de Brian Michael Bendis, Ed Brubaker, Jason Aaaron, Matt Fraction;
- "À Lareira, vol. 2" de José Viale Moutinho;
- "Pássaros sem Asas", de Louis de Bernières.

E vocês? Que livrinhos adquiriram nos últimos meses?

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