sábado, 24 de dezembro de 2016

domingo, 30 de outubro de 2016

Brandon Sanderson em Portugal

A Saída de Emergência vai trazer o Brandon Sanderson a Portugal! Para quem não conhece, Brandon Sanderson é o autor de várias séries de fantasia, incluindo Mistborn que é uma série de três livros que eu adorei (podem ler as minhas opiniões aqui).



Infelizmente não poderei deslocar-me a Lisboa para conhecer o autor mas convido todos os fãs de fantasia que o passam fazer a lerem pelo menos um dos seus livros e aproveitarem para conhecer o autor.

sábado, 29 de outubro de 2016

A Vida em Romances - Junho a Setembro

Quatro meses de leituras, uns com muita variedade e outros com pouquíssima. Houve de tudo.


"The Raven King (The Raven Cycle 4)", de Maggie Stiefvater
Este livro vai merecer uma opinião mais detalhada, bem como o seu antecessor. Entretanto posso dizer que a autora soube fechar muito bem a saga e embora eu não concorde com todas as suas decisões, na verdade este foi um livro empolgante, cheio de momentos fortes, crescimento das personagens e a história teve um desfecho merecido. Quando comecei a leitura tive dúvidas que a autora conseguisse atar as pontas todas mas a verdade é que o fez. É uma leitura forte, com algumas cenas bem arrepiantes, mas certamente agradará a quem já leu o resto da série. De verdade que vos tenho de convidar a dar uma oportunidade a esta série pois é mesmo muito boa.
7,5/10

"Teoria Geral do Esquecimento", de José Eduardo Agualusa
Nesta opinião tenho mesmo de citar a Andreia Ferreira que, no seu blog d311nhe4, disse sobre este livro: “Que nome tão apropriado!”. Poucos dias depois de ler o livro já pouco me recordava dele. Os traços gerais da história permanecem mas os nomes das personagens e os seus trilhos pelas páginas varreram-se rapidamente. Não foi um livro que marcou. Por outro lado este livro recordou-me um pouco o “Transparentes” do Ondjaki (opinião aqui), não só porque grande parte da história se passava num prédio mas por causa dos temas e da própria dinâmica da narrativa.
Gostei do facto de ter várias perspectivas diferentes sobre esta época da história de Luanda mas na verdade as personagens, que eram tantas, não tinham suficiente independência para moverem a narrativa. Eram um pouco estéreis. Uma pena, pois a escrita do autor até me agradou.
6/10

"À Boleia Pela Galáxia (Hitchhiker's Guide to the Galaxy 1)", de Douglas Adams
Depois de já ter visto o filme algumas vezes desde que este saiu, tive muita curiosidade por ler o livro que lhe deu origem. Notam-se várias diferenças mas o livro é também ele muito engraçado. O Marvin era demais! E a prosa é tão séria que torna tudo ainda mais divertido. A imaginação do autor é prodigiosa.
O único senão é que por culpa de já ter visto o filme pouca coisa me surpreendeu. Mas recomendo muito esta leitura. E certamente vou ler o livro seguinte da série.
7,5/10

"Stars Above (The Lunar Chronicles 4,5)", de Marissa Meyer
Já publiquei a minha opinião na íntegra noutro post, AQUI.
Mas resumindo gostei bastante de revisitar as personagens, saber um pouco mais do seu futuro e especialmente do seu passado. Também a única história que não tinha relação com nenhuma personagem conhecida foi uma boa leitura. No entanto não acho que quem não seja já fã da série vá apreciar esta antologia. É muito dirigida aos fãs.
7,5/10

"O Retrato da Biblioteca (Imtharien 1)", de Carina Portugal
Já por várias vezes falei na Carina Portugal, por esta ser uma das minhas autoras portuguesas favoritas de fantasia em conto. Por isso tinha muita curiosidade em ler o seu único romance, publicado há alguns anos em ebook. A escrita da autora sobressai mesmo no estilo de romance mas nota-se que entretanto amadureceu bastante. Aqui neste livro a escrita é bela mas sem refreio. Tem floreados que se estendem, por vezes, longe demais. A história tem bastante potencial e certas cenas estão bem conseguidas mas no geral há muitas partes que estão um pouco que a "encher monte". A Liriana não é propriamente uma personagem que me tenha chamado no início mas a sua evolução ao longo do livro, especialmente na segunda metade, foi muito bem conseguida. Personagens como o Leonardo estão muito bem conseguidas, mas por outro lado, tanto a Laura como a Alexis, precisavam de muito mais profundidade, visto que elas são uma parte tão integrante da narrativa. Vê-se que este livro foi escrito com o intuito de ter continuação e eu confesso que não apreciei muito o final.
No entanto vejo o potencial na história e tenho a certeza que se a Carina voltasse a pegar neste projecto agora lhe daria outra vida.
5,5/10

"O Quarto de Jack", de Emma Donoghue
Eu adorei basicamente tudo acerca deste livro mas na verdade não consigo expressar muito bem tudo o que nele gostei e só por isso é que não escrevi uma opinião a solo para ele.
Desde o primeiro parágrafo que fiquei envolvida no livro, coisa que na verdade não esperava. A forma como a autora constrói a narrativa, como nos envolve na vida das personagens e nas sua limitações, a forma como não explica nada e deixa o leitor assimilar a situação ao seu próprio passo, foi a melhor parte. É o tipo de história que me parece absolutamente viável e a carga emocional por detrás desta história é infinita. E a voz do Jack, que é quem narra toda a história, está tão bem conseguida. Pontos máximos para a narração.
Adorei como a saída do Jack para o exterior foi feita, como era nos pequenos detalhes que se via como era difícil para ele mas ao mesmo tempo não era tão difícil como para a sua mãe.
O único senão deste livro é que eu acho que os tempos da acção não são muito realistas, especialmente depois de os dois serem libertos. Tudo aconteceu demasiado rapidamente. A adaptação do Jack foi rápida demais e a admissão da mãe de volta à sociedade também.
9/10

"A História de Uma Serva", de Margaret Atwood
Esta história é daquelas que sabemos que poderiam vir a ser reais, mesmo não querendo acreditar que a sociedade pudesse chegar a estes pontos. A autora mostrou, aos poucos, como a protagonista chegou aonde está, como o mundo em que ela vive conseguiu descer tanto de nível. E na verdade não está a história do mundo cheia de histórias assim? onde um governo totalitário consegue vergar nações? A História de Uma Serva dá que pensar, especialmente depois do meio do livro, quando realmente o leitor começa a perceber o que levou a história até aquele ponto. No início estamos meios perdidos mas a forma como a autora distribui a informação é soberba!
O ponto fraco do livro é, por fim, a própria narração, que tem poucas nuances e soa muitas vezes desinteressada (e não desinteressante). E o epílogo não ajudou muito, na verdade.
No entanto destaco as personagens, a história e a forma como esta nos faz pensar na nossa sociedade moderna, nas que vieram antes de nós e nas que poderão ainda estar para vir.
7/10

"Graceling - O Dom de Katsa (Graceling Realm 1)", de Kristin Cashore
Este livro vai merecer uma opinião separada mas posso já adiantar que o adorei. Katsa é uma protagonista forte e que conduz a história de forma a que o leitor se sinta sempre envolvido, e apesar de a prosa não ser muito rica é bem mais que suficiente para manter o leitor agarrado. O romance é muito bom. Super-fofo! Katsa a Po! E como eu gosto do facto de este livro se levar bem a sério e não se prender nas limitações de outros YA (Romances Young Adult), Tão refrescante! O mundo é também ele fantástico e é sempre refrescante ler high-fantasy onde tanto personagens femininas como masculinas têm um papel predominante e determinante.
8/10

"O Trono de Vidro (Throne of Glass 1)", de Sarah J. Maas
Oh, por onde começar? Tanto Graceling como O Trono de Vidro começam com a premissa de uma protagonista que é uma famosa assassina do reino, mas onde Graceling brilha com uma protagonista forte e independente, O Trono de Vidro tropeça e cai com estrondoso aparato. Não posso evitar compará-los, se bem que apenas superficialmente, pois depois desta premissa semelhante nada é igual.
Em O Trono de Vidro a Celaena é uma protagonista fraca, forçosamente feminina e um pouco infantil. De assassina a rapariga não tem nada. Não mata ninguém quase até ao final do livro e no único combate em que ela entra na competição ela leva porrada forte e feio. Não consegui visualizá-la como sequer aprendiz de assassina, quanto mais assassina profissional e de renome por todo o reino.
O romance também é fraquito. Quase não há química nenhuma entre os cantos do triângulo amoroso, excepto ali uma chama pequenita entre a  Celaenae o Chaol.
A história não me envolveu, as personagens não me prenderam, e não tenho qualquer intenção de ler as sequelas.
5/10

"O Nome do Vento (The Name of the Wind (Kingkiller Chronicles 1))", de Patrick Rothfuss
Ainda continuo dividida na minha opinião deste livro, mesmo já o tendo lido há quase dois meses. Pois eu adoro o mundo que o autor nos mostra, aos bocadinhos; gosto das personagens, mesmo quando as detesto; adoro a prosa que tornou uma história demasiado extensa em algo que se lê muito bem; e vejo imenso potencial nesta série. Contudo acho que há muita coisa desnecessária na história. Muitos detalhes a mais.
Kvothe, o protagonista, é quase perfeito demais (por vezes irrita) mas depois tem aquelas saídas de estupidez que o tornam mais interessante. E na verdade a história é toda um pouco máscula (não consigo descrevê-la de outra forma), embora a personagem da Denna seja refrescante, especialmente mais perto do fim.
Haveria demasiadas coisas a dizer sobre este livro mas o que eu sei mesmo com certeza é que vou ler o seguinte. E convido-vos a experimentar porque a prosa de Patrick Rothfuss merece ser lida.
6,5/10

"Changeless (Parasol Protectorate 2)", de Gail Carriger
Outro livro que merecerá, sem dúvida, uma opinião à parte. Entretanto posso dizer que foi uma delícia regressar a esta série. A escrita da autora é simplesmente fantástica: witty e hilariante! A nova personagem (de grande enfoque) foi uma adição espectacular à série e eu adorei a história do início ao fim, embora aquele final me tivesse caído um pouco mal, ou não fosse ele tão brutal. Tive logo de ir a correr ler o livro seguinte! :)
8/10

"The Man in the High Castle", de Philip K. Dick
Mais uma vez Philip K. Dick dá-nos uma premissa fantástica, mostra uma imaginação prodigiosa, mas depois espeta-se na narração. As suas personagens são interessantes mas pensam todas de uma forma muito semelhante, e se uma foge da norma isso acaba por não ser suficiente. O auto filosofou um pouco demais neste livro.
Mas o que realmente me enervou neste livro foi a falta de um final. Com tantas histórias diferentes contadas no livro, apenas uma se pode dizer que teve um final digno do nome.
No entanto não há como negar a genialidade do livro e da história.
5,5/10

E vocês? Quais foram as vossas melhores leituras dos meses recentes?

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O Nome do Vento & Sharaz-De

No próximo fim-de-semana, dia 3 de Setembro de 2016, pelas 15 horas (e posteriormente às 17h30), o Clube de Leitura de Braga volta a reunir-se na Bertrand de Braga (Liberdade Street Fashion) para falar de livros, de banda desenhada, e do gosto pela literatura. A pausa  nos mês de Agosto foi bem-vinda porque um dos livros sugerido é um colosso!

Os livros deste mês são:
- "O Nome do Vento", de Patrick Rothfuss;
- "Sharaz-De", de Sergio Toppi.


 Juntem-se a nós este sábado para umas horas de boa conversa literária, sobre estes e outros livros.

E ajudem a divulgar este encontro junto dos amantes da literatura e da banda desenhada. Visitem a nossa página de Facebook e partilhem. :)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Stars Above

“Stars Above (The Lunar Chronicles 4,5)”, de Marissa Meyer (ainda não publicado em Portugal)

Opinião:
Esta antologia de contos foi lançada já depois do volume final da série The Lunar Chronicles e traz ao leitor histórias que se passam antes do primeiro, ao mesmo tempo que os livros da série e até mesmo depois do último. Com personagens conhecidas dos fãs da série e outras completamente novas. Há de tudo para todos os gostos.
No geral esta antologia tem contos interessantes que dão aos fãs uma visão mais abrangente do passado de quase todas as personagens e, embora nenhum conto me tenha arrebatado, adorei revisitar estas personagens e estes locais.
No entanto julgo que quem não seja já fã da série não será aliciado por este conjunto de contos. Só funciona mesmo com quem já gosta de The Lunar Chronicles.
Fica agora a minha opinião conto a conto:

“The Keeper”
Neste contos ficamos a conhecer melhor a Michelle Benoit, a avó da Scarlet e a pessoa que tomou conta da Cinder enquanto ela recuperava da tentativa de assassinato da sua tia, antes de ser adoptada por Lin Garren. Gostei bastante de conhecer um pouco melhor a personagem da Michelle, da qual sabíamos um pouco desde o segundo livro (Scarlet) mas cujo passado era um grande mistério.
A relação entre a Scarlet e a Michelle é a melhor parte deste conto. O amor entre avó e neta transparece nas cenas e diálogos que partilham. Infelizmente o mesmo não se pode dizer das cenas entre a Michelle e o Logan que pecaram pela falta de garra e de alguma atracção. Afinal os dois tinham uma história em conjunto, por mais breve que esta fosse. E sendo que os dois se envolveram e que vêm de passados tão distintos, havia potencial para situações mais intensas.
Dito isto, gostei deste pequeno conto mas ficou a vontade de ler algo mais.

“Glitches”
Já tinha lido este conto individualmente mas decidi voltar a escutá-lo para ver se da segunda vez era diferente e, realmente, foi um pouco, embora eu continue a achar que, tendo em conta o tipo de situação que ocorre no final, a emoção foi pouca. A tragédia não me comoveu.
No entanto este conto consegue dar-nos uma visão ainda melhor da Aubrey e das suas duas filhas, com a introdução do Garren. E permite-nos perceber um pouco melhor a animosidade da Aubrey para com a Cinder.

“The Queen’s Army”
O passado e origens do Wolf tinha sido referido várias vezes em Winter (o último livro da série) e este conto veio complementar tudo isso.
Gostei do facto de termos começado num tempo em que o Wolf ainda vivia com a família e depois termos lido sobre algumas das situações mais marcantes na sua vida no exército da rainha mas exactamente por só termos visto esses momentos mais fortes achei que faltou alguma ‘polpa’. E a cena com a rainha Levana também poderia ter sido mais bem descrita, mais empolgante.
No entanto acho que foi uma boa forma de nos mostrar as origens do Wolf e da sua personalidade e dos seus medos.

“Carswell’s Guide to Being Lucky”
Também já tinha lido este conto mas não tinha deixado opinião aqui no blog.
Esta segunda leitura foi ainda melhor. Vemos apenas uns dias da vida do Carswell mas é o suficiente para ficarmos a perceber um pouco melhor a sua personalidade e as suas origens. Achei a interacção com os seus pais especialmente revigorante.

“After Sunshine Passes By”
Ao contrário do que aconteceu com o conto do Wolf (The Queen’s Army) aqui não temos oportunidade de ver ou saber quase nada sobre a vida dos Shells. Isso para mim foi o que falhou. Este conto na verdade não traz nada de novo ao que já sabemos das personagens nele incluídas: Cress e Sybill. Mostra-nos apenas quando a Cress foi levada para o seu satélite mas não há nada que marque o leitor ou que fortaleça as personagens, excepto talvez o final e a solidão da Cress, mas depois ficamos como que pendurados, sem saber realmente a essência do que ela sentiu.

“The Princess and the Guard”
Um dos melhores contos da antologia, foca-se na vida de Winter enquanto criança e nos momentos que mais a marcaram até à adolescência. Sinto que se tivesse lido este conto antes de ler Winter teria tido ainda mais afinidade pelo casal Jacin+Winter porque, aqui sim, a relação dos dois floresce. As cenas estão todas bem escritas e são envolventes, além de vermos como cada momento marcou a Winter e o Jacin e a Levana. Gostei de todo o conto. Foi dos meus favoritos da antologia.

“The Little Android”
Este é o único conto da antologia que não se foca numa personagem existente na série. Aqui conhecemos um andróide que ganha afecto por um humano e que, depois de o salvar, tenta desesperadamente aproximar-se mais dele.
Gostei muito de como o andróide foi retratado, e da subtileza do uso da humanização do mesmo. Além de que a personagem seguiu por um caminho que eu não contava e é sempre bom ser surpreendida.

“The Mechanic”
Para mim o facto de este conto ser, basicamente, um recontar do início de Cinder mas desta vez na perspectiva do Kai até foi interessante. Como já não me recordava de tudo ao pormenor foi bom de rever o momento em que se conheceram, mas talvez para quem tenha lido recentemente o primeiro livro da série este conto já não seja tão interessante.
De qualquer forma é sempre uma boa maneira de saber um pouco mais sobre o Kai e o que o motiva.

“Something New, Something Old”
Foi bom ler algo passado depois de Winter, visto que todos os outros contos desta antologia aconteceram antes dos livros da série. Revisitar a quinta da Scarlet, e rever todas as personagens foi fantástico, especialmente pelo facto de que houve uma boda e esta foi tão diferente (embora menos não fosse de esperar, tendo em conta quem se estava a casar).
Achei, contudo, que o conto foi um pouco inocente. As barreiras do YA toldaram algumas cenas mais românticas entre a Cinder e o Kai com modéstia a mais.Faltou ali algo. Não que esteja a dizer que deviam ter existido cenas picantes porque nem se enquadraria com o resto da série, mas um pouco mais de chama seria uma mais valia para este conto. Apesar disso a relação entre o Wolf e a Scarlet esteve no seu melhor, assim como a interacção de amizade entre os personagens. A surpresa que eles preparam para a noiva foi muito boa.
Além disso o conto termina de forma muito amorosa e, certamente, fará as delicias dos fãs da série.

Sinopse (inglês):
The enchantment continues....
The universe of the Lunar Chronicles holds stories—and secrets—that are wondrous, vicious, and romantic. How did Cinder first arrive in New Beijing? How did the brooding soldier Wolf transform from young man to killer? When did Princess Winter and the palace guard Jacin realize their destinies?
With nine stories—five of which have never before been published—and an exclusive never-before-seen excerpt from Marissa Meyer’s upcoming novel, Heartless, about the Queen of Hearts from Alice in Wonderland, Stars Above is essential for fans of the bestselling and beloved Lunar Chronicles.
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The Little Android: A retelling of Hans Christian Andersen’s “The Little Mermaid,” set in the world of The Lunar Chronicles.
Glitches: In this prequel to Cinder, we see the results of the plague play out, and the emotional toll it takes on Cinder. Something that may, or may not, be a glitch….
The Queen’s Army: In this prequel to Scarlet, we’re introduced to the army Queen Levana is building, and one soldier in particular who will do anything to keep from becoming the monster they want him to be.
Carswell’s Guide to Being Lucky: Thirteen-year-old Carswell Thorne has big plans involving a Rampion spaceship and a no-return trip out of Los Angeles.
The Keeper: A prequel to the Lunar Chronicles, showing a young Scarlet and how Princess Selene came into the care of Michelle Benoit.
After Sunshine Passes By: In this prequel to Cress, we see how a nine-year-old Cress ended up alone on a satellite, spying on Earth for Luna.
The Princess and the Guard: In this prequel to Winter, we see a game called The Princess
The Mechanic: In this prequel to Cinder, we see Kai and Cinder’s first meeting from Kai’s perspective.
Something Old, Something New: In this epilogue to Winter, friends gather for the wedding of the century...

domingo, 24 de julho de 2016

Winter

“Winter (The Lunar Chronicles 4)”, de Marissa Meyer (ainda não publicado em Portugal)

Opinião:
Estava ansiosa por ler a conclusão deste série, ou não fosse ela uma das minha favoritas dos últimos anos e, tendo já lido três capítulos de antevisão que saíram na edição de Fairest, a antecipação era muita.
Winter começa quase onde Cress termina e fala-nos logo um pouco mais da princesa de Luna, Winter, e o seu amigo de infância, Jacin. Pois embora ambos já tivessem surgido nos livros anteriores foi neste que realmente os ficamos a conhecer. A eles e ao que já os une. Mas, talvez por ser, dos quatro casais da série, o único que já tinha uma ligação emocional e afectiva antes de o leitor o conhecer, o desenvolvimento não tenha sido tão marcante. Isso e também porque, bem, havia coisas mais prementes a acontecer na trama (embora nesta série haja sempre algo de grande a acontecer). E não é que o romance entre a Winter e o Jacin não seja fofo e o leitor não torça por eles, mas tudo o resto de sobrepôs um pouco a eles. Contudo, no início algumas das cenas foram excelentes alicerces para a relação destes dois, especialmente a cena do castigo do Jacin e da fuga da Winter. Mas visto que o leitor não presenciou o início da relação essa é uma falta que se sente.
Como personagens individuais são ambos muito interessantes, especialmente a Winter que não tem a garra da Cinder ou da Scarlet, ou a capacidade da Cress, mas que não lhes fica atrás com a sua lógica lunática e brilho geral. Não admira que o povo de Luna a adore. O Jacin, que já tinhamos visto mudar no livro anterior, fê-lo ainda mais neste último livro, mantendo-se ainda assim fiel ao de sempre: proteger a Winter.

A história teve neste volume várias revelações, várias reviravoltas e muitas cenas fortes, desde a quase morte da Cinder, à visita às colónias lunares, ao casamento da Levana com o Kai, o que não faltaram foram cenas poderosas em que o leitor se embrenhou mais e mais nesta série e investiu mais no seus desfecho.
E embora nem tudo me neste último volume fosse do meu total agrado, a verdade é que um final previsível nem sempre é mau, como se prova aqui. A Cinder cresceu muito enquanto personagem ao longo dos livros e isso notou-se especialmente na segunda metade deste livro.
O pior deste livro, e talvez mesmo o único defeito, acabou por ser a Levana que se foi abaixo e que não se revelou uma grande vilã neste livro. Ficou muito aquém daquilo que se esperava dela e a sua maldade concentrou-se mais na Winter do que na Cinder que era a maior ameaça. Mas mesmo com a Winter acho que as suas artimanhas foram fracas.

Tirando isso adorei o desfecho da série, a forma como todas as personagens tiveram espaço para evoluir. Foi um final merecedor que me deixou contente e satisfeita com uma série que foi uma das que mais gostei de ler nos últimos anos. Recomendo!

Sinopse (em inglês):
Princess Winter is admired by the Lunar people for her grace and kindness, and despite the scars that mar her face, her beauty is said to be even more breathtaking than that of her stepmother, Queen Levana.
Winter despises her stepmother, and knows Levana won’t approve of her feelings for her childhood friend—the handsome palace guard, Jacin. But Winter isn’t as weak as Levana believes her to be and she’s been undermining her stepmother’s wishes for years. Together with the cyborg mechanic, Cinder, and her allies, Winter might even have the power to launch a revolution and win a war that’s been raging for far too long.

Booktrailer (em inglês):

terça-feira, 28 de junho de 2016

O Quarto de Jack & Persepolis

No próximo fim-de-semana, dia 2 de Julho de 2016, pelas 15 horas (e posteriormente às 17h30), o Clube de Leitura de Braga volta a reunir-se na Bertrand de Braga (Liberdade Street Fashion) para falar de livros, de banda desenhada, e do gosto pela literatura..
Os livros deste mês são:
- "O Quarto de Jack", de Emma Donoghue;
- "Persepolis", de Marjane Strapi.



Juntem-se a nós este sábado para umas horas de boa conversa literária.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Leituras do Mês de Maio 2016

Ora acontece que enquanto estava a preparar este post mensal dei por mim a fazer opiniões tão compridas e detalhadas que tive mesmo de fazer posts individuais para cada livro. Ainda bem! :)


"É Aqui que Ela Mora", de Sílvia Mota Lopes, Carla Pinto e Célio Vieira Peixoto
Mais um livro infantil da autora que nos visitou pela segunda vez no Clube de Leitura de Braga. Este novo livro vem acompanhado de músicas originais e está escrito como poesia. Podem ler a opinião completa aqui no blog.
7/10

"Grave Doubts / Haunted (Mediator 5)", de Meg Cabot
Esta foi a minha segunda leitura deste livro este ano mas o melhor mesmo é lerem a opinião completa AQUI para saberem tudo ao pormenor.
7/10

"The Water Knife", de Paolo Bacigalupi
Eu adorei a premissa (a escassez de água no mundo que cria desigualdade social e intriga politica) para este livro e há muito que tinha vontade de ler algo deste consagrado autor. Podem ler a opinião completa AQUI, no artigo individual.
6,5/10

"Heaven Sent / Twilight (Mediator 6)", de Meg Cabot
A que, na altura, foi a última aventura de Suze Simmons deixou algo a desejar. Podem ler tudo o que tenho a dizer AQUI, porque as aventuras 5 & 6 merecerem opinião individual.
5/10

"O Deus das Pequenas Coisas", de Arundhati Roy
Este livro tem uma das prosas mais bonitas que eu li nos últimos tempos. Até as cenas mais banais parecem interessantes e a autora sabe colocar detalhes em todos os cantos. Leiam tudo AQUI.
7,5/10

domingo, 12 de junho de 2016

O Deus das Pequenas Coisas

"O Deus das Pequenas Coisas", de Arundhati Roy
Opinião:
Este livro tem uma das prosas mais bonitas que eu li nos últimos tempos. Até as cenas mais banais parecem interessantes e a autora sabe colocar detalhes em todos os cantos. Já agora fica também uma nota ao excelente trabalho de tradução.
A escrita é tão bela quanto original e foi ela que me manteve agarrada até ao fim. No entanto se há algo a apontar aqui será ao facto de, no início, me ter sido bastante difícil distinguir as personagens, muito provavelmente pelo facto de os seus nomes serem pouco familiares. Coisa que se foi dissipando e desaparecendo à medida que o livro avançava.

No entanto aquilo que torna o livro belo é também o que o torna um pouco maçador. A escrita foca-se em cenas morosas e que parecem, por vezes, não ter impacto na trama central, embora eventualmente se perceba que, na realidade tudo está interligado. Se o texto se focasse um pouco mais talvez não fosse tão pesado.

Neste livro existem cenas muito fortes e marcantes, coisas que ficaram comigo bem depois de as ler. Há um impacto das letras, das implicações, da veracidade, na naturalidade das coisas que acontecem em todo o lado e que, na verdade, saltam a barreira da cultura indiana que aqui é tão ricamente contada. É doloroso ver a espiral de acontecimentos que levam a algo que o leitor já sabe que vai acontecer quase desde o início do livro.

Esta história está cheia de personagens ricas mas a que mais me marcou foi, sem dúvida, Baby Kochama. Uma criatura mesquinha e intriguista que foi a ruína de todos, até de si mesma (talvez especialmente de si mesma). também Ammu e Velutha me intrigaram, por razões totalmente diferentes e fascinantes.

Houve no entanto uma coisa em especial que eu não gostei: o desfecho dos gémeos.
Por outro lado adorei como a autora escolheu fechar o livro numa cena linda e feliz, mesmo quando o leitor sabe que, na verdade, aquele não é o final da história.

Em suma, amei a prosa e as personagens mas acho que o livro teria ganho com menos cenas arrastadas. Vale a pena ler, para quem gosta de apreciar o lirismo das palavras.


Sinopse:
Rahel, uma menina de sete anos, vive com o seu irmão gémeo, Estha, e a sua mãe, Ammu, divorciada de um bengali, numa pequena cidade, Ayemenem, do estado indiano de Kerala. Completam a família, que vive com dificuldades e penúria, a avó, o tio e a tia-avó. Têm uma fábrica de pepinos em conversa que gera um conflito com os comunistas. A família espera a chegada de Sophie Mol, a prima meio-inglesa das gémeas. Ammu viverá um fatídico amor louco pelo intocável Velutha. São as histórias de uma saga familiar que se desenrola numa época conturbada, de profundas e traumáticas mudanças na sociedade indiana.

Grave Doubts & Heaven Sent

Como tenho uma edição que contém os livros 5 e 6 da série The Mediator da Meg Cabot decidi opinar os dois ao mesmo tempo. Até porque os li quase de seguida. E fica o aviso que uma das opiniões será maioritariamente má.

"Grave Doubts / Haunted (The Mediator 5)", de Meg Cabot
Esta foi a minha segunda leitura deste livro este ano, isto porque a primeira foi em versão audiolivro editada, ou seja, era uma leitura da história só com as cenas mais fulcrais, deixando de lado grande parte do livro. Como só me apercebi disto no final decidi ler depois a versão em papel, visto que a tinha em casa.
Não passou assim tanto tempo desde que eu li o quarto livro da série mas neste quinto pareceu-me que a Suze regrediu como personagem e tornou-se mais adolescente, não tanto de 16 anos com a experiência que ela adquiriu, mas mais a Suze do primeiro livro: liderada por hormonas, algo irracional e pouco prática. Este comportamento afastou-me um pouco, mas por outro lado divertiu-me. Algumas  das alhadas em que ela se meteu porque era teimosa  foram divertidas: como quando ficou com os pés assados porque usou sapatos novos e depois decidiu ir para casa a pé.
Por outro lado a sua crescente atracção pelo Paul, embora justificável no sentido em que ela é uma adolescente e o Jesse a tem andado a ignorar, realmente não soou totalmente plausível. Quanto mais não seja pelo facto de o Paul, até aqui, não ter nada senão atrapalhar a vida da Suze e das pessoas com quem ela se preocupa. Por isso, não, eu não fiquei convencida pelas várias cenas entre a Suze  e o Paul.
Gostei do mistério por detrás do poder dos mediadores e de o facto de Paul ser manipulador a ponto de conseguir enganar a Suze. A adição do avô do Paul na história também foi uma boa jogada.
No entanto senti a falta do Jesse na maioria do livro, Ele esteve muito ausente, apenas tendo mais peso no final do livro.
Também achei que tudo aconteceu demasiado depressa, sendo que apenas uns dias passam entre o início e o fim deste livro. Acho que a trama teria ganho algo em dar mais espaço de tempo entre os acontecimento.
Por outro lado a única história de fantasmas neste livro foi posta muito de parte e achei que tinha potencial para ser algo mais do que realmente foi. Qual era a probabilidade de o fantasma só fazer mal ao irmão quando estava junto da Suze. Muito conveniente!

Em suma, este não foi o meu livro favorito da série mas teve alguns momentos bons. O Paul, em especial, foi uma personagem que me impressionou.

"Heaven Sent / Twilight (The Mediator 6)", de Meg Cabot
Para dizer a verdade eu nem sei bem por onde começar.
Estava tão ansiosa por terminar uma série que eu gostava tanto de ler que, quando chegou o desfecho, eu não compreendi como foi possível falhar de forma tão grande.
Se bem que, bem vistas as coisa, o quinto livro já indicava que as coisas iam descarrilar.

E antes que os fãs da série me digam que eu estou a ser cruel, a verdade é que eu não consegui digerir o poder que é revelado que os mediadores têm neste livro. Não faz sentido absolutamente nenhum! E o facto de, ao contrário do que foi dito à Suze e ao Paul, o uso de tal dom nem sequer lhes ter causado nenhuma sequela (mesmo quando eles o usaram durante quase dois dias seguidos) realmente tornou tudo ainda menos credível. mesmo tendo em conta que se trata de uma ficção tão aberta a novidades. Há limites!

Especialmente quando se percebe que esta artimanha apenas foi criada com um propósito:  arranjar uma maneira destrambelhada de a Suze poder ficar com o Jesse. Isto foi ainda pior que a maneira que a J.R. Ward inventou para a Jane e o Vishous ficarem juntos (em Na Sombra do Sonho).

Mais uma vez o Paul foi a estrela aqui. A única personagem consistente ... até ao fim onde a consistência se perde para o redimir.

Por outro lado a trama neste livro é super-previsível. Meu Deus! Foi mesmo muito mau. Nenhum dos livros anteriores era assim tão óbvio. Não que os mistérios fossem muito grandes mas pelo menos havia sempre alguma expectativa. Aqui? Nada! E, pior que isso, é que a Suze está completamente fora de sintonia e não percebe as coisas mais óbvias. Regressão total da personagem.

Para dizer a verdade, as únicas duas coisas que eu gostei neste livro foram: A relação da Suze com o pai, especialmente aquele final; e, claro, o facto de a Suze ter ficado com o Jessse, embora a forma como tal aconteceu tenha sido ridícula, o romance foi fofo.

Em suma, não achei que este fosse um final merecedor para uma série tão divertida. O poder dos Shifters caiu do nada e foi uma artimanha muito pouco convincente. Não gostei!

Nota: Entretanto saíram mais duas instâncias da série Mediator, uma noveleta (Proposal) e um romance (Remembrance)

The Water Knife

"The Water Knife", de Paolo Bacigalupi
Opinião:
Eu adorei a premissa (a escassez de água no mundo que cria desigualdade social e intriga politica) para este livro e há muito que tinha vontade de ler algo deste consagrado autor.
The Water Knife introduz o leitor a um mundo tão fascinante quanto assustador e, bem, diga-se que durante quase toda a trama não há qualquer chama de esperança. É um livro que salta de mau momento em mau momento, sem descanso para as personagens. Existem cenas muito poderosas nesta história mas este ambiente tornou-se muito sufocante, especialmente porque o final não foi mais próspero, ao contrário do que, em certa altura, pareceu sugerir.
As personagens todas tem falhas, e as de algumas são bem mais numerosas que as partes boas, mas é isso que as torna fascinantes. Pessoalmente não tive grande interesse pelo Angel mas a Lucy, a Maria e até o Tummi foram uma história diferente. Senti-os bastante humanos.
Uma das falhas deste livro é a quantidade de texto expositória, que relata as informações mais técnicas e, bem ... desinteressantes quando em demasia. Isto acontece com alguma frequência. Por culpa disto, e também pelo facto de no início a autora saltar logo para a acção sem preparação, custou-me um pouco a entrar na leitura.

O fim não foi bem aquilo que eu esperava, mais cruel do que eu contava, como já disse, mas na verdade não tenho como dizer mal dele porque foi bem apropriado. E também adorei como os fios da trama se uniram todos no fim.
Outro ponto a favor são as personagens fortes, especialmente as femininas.

Em suma, gostei do tema, da trama e de grande parte das personagens, mas o texto ganharia em ter um pouco menos de informação pesada. Além disso o início quase me afastou da leitura, mas ainda bem que não desisti.

Sinopse (em inglês):
Paolo Bacigalupi, New York Times best-selling author of The Windup Girl and National Book Award finalist, delivers a near-future thriller that casts new light on how we live today—and what may be in store for us tomorrow.
The American Southwest has been decimated by drought. Nevada and Arizona skirmish over dwindling shares of the Colorado River, while California watches, deciding if it should just take the whole river all for itself. Into the fray steps Las Vegas water knife Angel Velasquez. Detective, assassin, and spy, Angel “cuts” water for the Southern Nevada Water Authority and its boss, Catherine Case, ensuring that her lush, luxurious arcology developments can bloom in the desert and that anyone who challenges her is left in the gutted-suburban dust.
When rumors of a game-changing water source surface in Phoenix, Angel is sent to investigate. With a wallet full of identities and a tricked-out Tesla, Angel arrows south, hunting for answers that seem to evaporate as the heat index soars and the landscape becomes more and more oppressive. There, Angel encounters Lucy Monroe, a hardened journalist, who knows far more about Phoenix’s water secrets than she admits, and Maria Villarosa, a young Texas migrant, who dreams of escaping north to those places where water still falls from the sky.
As bodies begin to pile up and bullets start flying, the three find themselves pawns in a game far bigger, more corrupt, and dirtier than any of them could have imagined. With Phoenix teetering on the verge of collapse and time running out for Angel, Lucy, and Maria, their only hope for survival rests in one another’s hands. But when water is more valuable than gold, alliances shift like sand, and the only truth in the desert is that someone will have to bleed if anyone hopes to drink.

Graphic May - resumo

Maio chegou ao fim e com ele o desafio lançado pela as meninas dos blogs Página Encadernadas e Os Devaneios da Jojo. Consegui ler bastante e alguns álbuns foram mesmo muito bons, e nenhum foi mau, o que é excelente.
Aqui fica a minha lista de romances gráficos e banda desenhada lida em Maio de 2016, assim como um pequeno apanhado do que achei de cada um:

- "The Umbrella Academy", de Gerard Way e Gabriel Bá
Um grupo de super-heróis que se forma logo na infância, quase desde o nascimento, e com muitos problemas de interacção, muito graças à personalidade do seu mentor.
Eu gostei bastante da história, com reviravoltas muito poderosas e momentos que surpreendem. No entanto gostava de ter sabido mais sobre o passado destes super-heróis antes de eles aparecerem como as peças defeituosas que são no segundo capítulo. e o primeiro capítulo está longe e dar a informação necessária. no entanto, em certas instâncias, o facto de o passado ser um desconhecido do leitor, foi um ponto a favor das reviravoltas narrativas.
A arte é dinâmica, embora eu não seja grande fã do traço. Também achei confuso o desenho de personagens no primeiro capítulo, quando elas ainda eram crianças e usavam todas uniformes. Era difícil perceber quem era quem no meio do caos.
No geral gostei, especialmente porque o conceito me surpreendeu e algumas cenas mais fortes foram empregues com estilo. Apesar de ter algumas falhas eu irei, com certeza, ler o segundo volume.
6,5/10

- "O Buda Azul", de Cosey
Eu adorei a forma como este álbum me fez viajar. A forma como a história é contada e as belas paisagens ajudam a transportar o leitor. Além disso a forma como o autor apresenta a cultura, a religião e a fé (no geral) agarraram-me do início ao fim.
A arte começa por não espantar, embora seja sempre bela, mas há situações em que sobe de nível, especialmente nos trajes, nas paisagens e nas feições das personagens.
Em suma, adorei esta viagem pelo Tibete, e embora a história tenha momentos menos fortes, como um todo este é um trabalho belíssimo, que merece ser apreciado.
8/10

- "Vingadores vs X-Men vol 1 e 2", de Brian Michael Bendis e Ed Brubaker e Jason Aaron e Matt Fraction
Uma história em que as duas grandes equipas da Marvel se defrontam num frente-a-frente bombástco só podia ser bom.
O primeiro livro começa de forma um pouco forçada, visto que dois líderes cheios de experiência agiram de forma um pouco infantil, mas sem isso também não haveria confronto, certo? Mas assim que a Fénix chegou à Lua, aí as coisas foram melhorando de forma exponencial e todo o potencial desta premissa se desenvolveu. daí que o segundo volume tenha sido o meu favorito.
Também é no segundo livro que temos uma profundidade maior nas personagens, dando tempo para que muitas delas sejam bem estabelecidas, coisa que não acontece no primeiro com tanto sucesso. ou não fossem tantas as personagens que muitas passavam despercebidas. O segundo volume é mais focado. E o que se passou entre a Emma Frost e o Cicople foi muito bem conseguido. Já para não falar na crescente tensão entre os membros dos X-Men. A luta entre o Homem-Aranha, O Colossus e a sua irmã foi das melhores. E o confronto entre o Ciclope e a o Professor X dispensa argumentos.
Uma coisa é certa: o leitor fica desde o início imerso na história. mesmo que não tenha grande familiaridade com o universo Marvel. E a introdução do editor português da série ajuda a isso mesmo.
A arte está lindíssima, em todos os capítulos, e em especial no segundo volume nas cenas da Fénix e os últimos capítulo estão soberbos.
Dois volumes que fazem exactamente aquilo que prometem.
7,5/10

- "Israel Sketchbook", de Ricardo Cabral
Este álbum não é nem uma BD mas antes uma viagem ilustrada. No entanto ela supera as expectativas naquilo que se propõe a fazer. O Traço de Ricardo Cabral, que vai do mais esboçado ao mais realista, dá vida às cenas, e as cores estão fabulosas.
O ponto menos conseguido deste livro será o texto que acompanha cada uma das ilustrações mas eu não acho que isso prejudique a experiência.
Foi uma viagem sem sair de casa. Um passeio despretensioso que me cativou.
8,5/10

- "I.R.$.", de Stephen Desberg e Bernard Vrancken
Nada sabia deste álbum mas achei a história interessante pelo seu tema (o combate à fraude fiscal por meio de agentes ultra-secretos e brutais), embora um pouco cliché.O facto de também ter usado o tema dos judeus após a segunda guerra mundial foi uma adição interessante e vista de um prisma diferente.
Por seu lado as piadas que o protagonista dizia, ameaçando as pessoas que faziam evasão fiscal, eram hilariantes.
Gostei da arte, embora esta fosse pouco dinâmica e por vezes um pouco tensa. No entanto os rostos estavam bastante bons.
No geral este é um livro de BD que se lê bem mas que não me marcou.
6/10

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Saga do Esquecimento - divulgação

Estamos a chegar aquela altura do mês ... altura do Clube de Leitura de Braga!
É já este sábado que o grupo de leitores se reúne, mais uma vez, para comemorar a literatura (e a banda desenhada) no geral e estes livros em particular:
- "Teoria Geral do Esquecimento", de José Eduardo Agualusa (nomeado para a shortlist do ManBooker Prize);
- "Saga - volume 2", de Brian K. Vaughan e Fiona Stapples (série de banda desenhada que arrecadou vários prémios, entre os quais alguns Will Eisner Awards).

Tudo boas razões para se juntarem a nós no próximo sábado, dia 4 de Junho de 2016, às 15 horas (para quem gosta de romances) e/ou às 17:30 horas (para quem é fã de banda desenhada).

Não leram? Não há problema! Nós falamos da literatura no geral, da banda desenhada por inteiro, Não nos focamos só nos livros do mês, por isso não se sentirão de parte mesmo que não tenham lido nenhum dos livros.

Clube de Leitura de Braga - José Eduardo Agualusa e Brian K. Vaughan

Juntem-se a nós na Livraria Bertrand do Liberdade Street Fashion, bem  no centro de Braga.

sábado, 28 de maio de 2016

Plutonium Blonde

“Plutonium Blonde (Nuclear Bombshell 1)”, de John Zakour e Lawrence Ganem (ainda não publicado em Portugal) 

Opinião:
Aos leitores que nunca experimentaram os audiolivros, ou que o fizeram mas não gostaram muito da experiência, eu deixo o desafio de escutarem este audiolivro da GraphicAudio porque foi uma experiência nova até para mim, que já ouvi umas boas dezenas de audiolivros. O slogan “A movie in your mind (Um filme na sua mente)” é totalmente apropriado para o trabalho que a GraphicAudio faz. Efeitos especiais ao longo de toda a narrativa, um narrador para cada personagem e banda sonora adequada a cada situação. O máximo!

Mas falando do enredo em si: lembram-se daquelas histórias de detectives da típica pulp-fiction? Pois The Plutonium Blonde é pulp fiction detectivesca num ambiente futurista de ficção científica, e a mistura dos dois funciona muito bem. Mas o melhor é mesmo o humor. É muito bom escutar as conversas entre o Zack e o Harve e os restantes diálogos também são excelentes.
A única falha será o romance. Não que seja mau mas transparece como pouco palpável. Faltava ali alguma química entre o Zack e a Jane. embora a interacção dos dois fosse sempre fascinante. Os diálogos, aliás, eram sempre excelentes, ao longo de todo o livro.

A história tem várias reviravoltas, muito suspense e cenas de acção. Confesso que algumas das revelaçõess finais me apanharam de surpresa, o que é sempre bom para mim, como leitora que gosta de ser surpreendida de uma forma verossímil. A verdadeira revelação da Bibi Star foi um desses momentos.

Em suma, The Plutonium Blonde conquistou-me, em parte devido ao fabuloso trabalho audio, mas também pelas suas personagens divertidas e bem desenvolvidas, os diálogos, e o enredo frenético. É bom voltar à pulp fiction! E certamente seguirei outras aventuras da série Nuclear Bombshell.

Sinopse (inglês):
"My name is Zachary Nixon Johnson. I am the last private detective on Earth...not exactly one hundred percent true, but it sounds good. The year is 2057 and, after a handful of species-altering upheavals, earth-shattering cataclysms, history changing extra-terrestrial contacts, and pop-culture disasters, the world is now a pretty safe place...But every once in a while some crazy thing happens that threatens all of society, all of humanity, or the entire space-time continuum. And for some reason it always happens on my watch." So begins the first installment of this all-new, all-hilarious trilogy that pokes fun at the pulps, and skewers sci-fi, as a private dick of the future goes after the most dangerous prey of all...The Plutonium Blonde.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Viajar pelo mundo através dos livros

Escrevi um pequeno artigo sobre como os livros nos fazem viajar pelo mundo, pelo universo, pelo tempo. Está tudo no meu outro blog: Caneta, Papel e Lápis.
Quero convidar-vos a passar lá e a deixarem a vossa opinião.

https://capala.wordpress.com/2016/05/26/viajar-pelo-mundo-atraves-dos-livros/

domingo, 8 de maio de 2016

Leituras do Mês de Abril 2016

Conforme combinado vou agora começar a fazer um post mensal com as leituras de cada mês (romances e BD), uma pequena opinião e a classificação que vai de 0 a 10.
Como sempre, estejam à vontade para comentar e fazer sugestões.


"Two for the Dough", de Stephanie Plum
O segundo livro da série é ainda mais divertido que o primeiro. Há mais tensão entre a Stephanie e o Joe (com cenas hilariantes) e as tiradas da Gradma Mazur são o máximo!
Os únicos senãos deste livro foram algumas cenas que estavam lá só para encher palha e o facto de o vilão principal não passar de um mauzão sem razão, embora o segundo vilão tenha mais conteúdo. No geral é um bom livro para rir e descontrair.
7/10

"Matadouro Cinco", de Kurt Vonnegut
Gostei bastante da escrita e do início da história, no entanto senti que o Billy tinha a personalidade de um cubo de gelo e por isso criei um distanciamento com história, apesar do tema sensível. E a verdade é que o climax da trama, o bombardeamento, quando chegou fê-lo sem a pompa e circunstância que todo o livro tinha sugerido.
Por outro lado adorei a forma como o autor misturou a ficção científica/fantasia com o real.
Adorei a prosa e algumas artes são muito boas, mas no geral foi um livro que prometeu mais do que deu.
6/10
"You're Never Weird on the Internet", de Felicia Day
Uma biografia escrita de forma divertida e descontraída, com tiradas que me fizeram sorrir e outras reflectir.
Só gostava que tivesse ido mais a fundo em temas como: a depressão da autora; as tribulações com a criação da websérie que lhe deu fama.
Podem ler a minha opinião completa aqui no blog.
6,5/10

"Plutonium Blonde", de John Zakour
Um livro que me divertiu do início ao fim. Um pulp-fiction com sabor aos de antigamente mas com um toque de ficção científica que lhe dá outro fôlego. O detective principal tem um humor fabuloso e o seu assistente IA (Inteligência Artificial), o HARV, é do melhor que há! Já não me divertia assim com um livro há bastante tempo. Mas a história não lhe fica atrás e há surpresas escondidas em todas as esquinas. Algumas mais previsíveis que outras mas sempre bem conseguidas.
Por fim não posso deixar de recomendar, efusivamente, a versão audiolivro da Graphic Audio, que é brutal!
Podem ler a opinião completa AQUI.
8/10


"iZombie - Volumes 3 e 4", de Chris Roberson e Mike Allred
Depois de começar a ver a série de TV decidi terminar a leitura desta BD cujo primeiro volume eu já tinha lido em 2011.
Nestes dois últimos volumes a história muda um pouco e vai ficando mais louca à medida que o final se aproxima. E não é que eu não goste de coisas fora do normal mas chegou ali um momento que já era absurdo demais. No entanto a arte é lindíssima, as personagens estão muito bem criadas e o final em si foi bem conseguido. Eu gostei, apesar de toda a loucura.
Ah, e para quem viu a série (que é muito boa), fica o aviso que a BD tem pouco em comum. São duas entidades separadas mas que valem a pena por razões bem diferentes.
7/10

Graphic May - divulgação

As meninas dos blogs Página Encadernadas e Os Devaneios da Jojo estão a fazer, este mês, um desafio que chamaram de Graphic May que consiste em ler o maior número de Romances Gráficos (ou Novelas Gráficas, como quiserem chamar-lhes) e Bandas Desenhadas durante o mês de Maio.

Eu vou juntar-me a elas até porque preciso ler muitas das BDs que tenho cá por casa há que tempos.
Juntam-se a nós?

::Conto:: Estilhaços

"Estilhaços", um conto de Carina Portugal (Fantasy & Co)

Opinião:
Este conto está contado num tom bastante assustador, especialmente na cena da bruxa. Essas cenas funcionam muito bem para manter o leitor alerta.
E em pouco tempo as duas personagens ficaram bem definidas.
Contudo achei a introdução desnecessária e o final não me convenceu por completo, devido à falta de informação. Como é que funciona o espelho? De quem eram os corpos nos sacos? Que é feito da bruxa?
Muitas perguntas ficaram sem repostas mas a verdade é que a escrita da autora empolgou-me.

Sinopse:
Ninguém se lembra da última vez que o solar do Outeiro dos Alecrins foi habitado. Ninguém se lembra de algum dia o outeiro ter tido uma flor digna desse nome. Só se escutam os rumores de que o velho casarão está assombrado. Isso é fermento para a imaginação dos mais pequenos e um perigo para os mais ousados.

É aqui que ela mora

"É Aqui que ela Mora", de Sílvia Mota Lopes, Carla Pinto e Célio Vieira Peixoto

Opinião:
Nunca fui grande apreciadora de poesia mas tendo já lido outro livro da autora (Ser Dia e Noite Ser) decidi ler também este.
A maioria dos poemas não me marcaram mas alguns destacaram-se: O Sol e a Borboleta; A Chuva; O Gato Poeta; Lua ou a Fada Luna (que me fez revisitar o outro trabalho da autora que tinha lido); e O Segredo.
As ilustrações (de Carla Pinto) estão, na sua grande maioria, bem enquandrados com a história embora nem sempre o estilo seja consistente, o que não sei se foi de forma propositada ou não. 
Por outro lado a escolha do tipo de letra está bem conseguida mas penso que se estivesse mais bem integrado nas ilustrações teria ainda mais impacto.

As músicas no CD (de Célio Vieira Peixoto)foram uma boa adição e tenho a certeza que as crianças irão adorar. Aliás, todo o conceito do livro, unindo várias formas de arte, é muito interessante e apelativo.
Este trabalho acaba por não ser tão apelativo aos graúdos, embora possa ser bem apreciado. 
Recomendado para as crianças.

Abaixo deixo um vídeo com algumas das músicas incluídas no CD, baseadas nos textos da autora: 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Clube de Leitura - Maio 2016

Este mês o Clube de Leitura sugeriu as seguintes leituras:
- "Veneza Pode Esperar", de Rita Ferro;
- "The Umbrella Academy", um romance gráfico de Gerard Way e Gabriel Bá.



Convido-vos a juntarem-se a nós amanhã às 15h00 para falarmos de "Veneza Pode Esperar" e/ou às 17h30 para discutirmos "The Umbrella Academy".
Vamos estar, como habitualmente, na Bertrand de Braga (Liberdade Street Fashion - Avenida da Liberdade).

sábado, 23 de abril de 2016

Dia Internacional do Livro e dos Direitos do Autor

Não podia deixar passar o Dia Internacional do Livro e dos Direitos do Autor em branco, certo?

Por isso gostaria de vos convidar a divulgar, aqui e nas redes sociais, quais os vossos autores favoritos de sempre e qual o(s) livro(s) que leram este ano que mais gostaram.

E porque além de autora sou também leitora, deixo uma pequena lista de alguns dos meus autores favoritos (sem ordem de preferência): Markus Zusak, Marissa Meyer, Luís Filipe Silva, Edgar Allan Poe, J.K. Rowling, Carina Portugal, Brandon Sanderson, Vitor Frazão, Robin Mckinley, João Barreiros, Manuel Alves.
E o livro que mais gostei de ler este ano foi: "28 Days Later", uma banda desenhada de Micheal Alan Nelson e Declan Shalvey.

E não se esqueçam de respeitar sempre o trabalho do autor, seja ele escritor, fotógrafo, músico, ilustrador, compositor, escultor ou outro "-or".
Ajudem os autores e lembrem-se de, sempre que usam uma foto linda no vosso mural do facebook ou no blog, mencionar que é o autor (ou caso não saibam referir isso mesmo). Os autores do mundo inteiro agradecem!

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