quarta-feira, 1 de junho de 2011

Compras Maio 2011

Este mês, a Tokyopop abriu falência, e decidi comprar urgentemente os volumes de manga deles que queria, para depois não correr o risco de não os encontrar à venda (alguns já não estão sequer à venda). É chato porque, por exemplo no caso de "Gakuen Alice", vou acabar por ter de ficar com a colecção incompleta (já que o manga ainda não terminou), mas ao menos vou adquiri os que já estão publicados e esperar que outra empresa publique os restantes (às vezes fazem isso).

Aqui fica então a lista de BD/Manga:
- Largo Winch, de Philippe Francq / Jean Van Hamme;
- Gakuen Alice  - vol. 1 a 3, de Tachibana Higuchi;
- Eternal Sabbath - vol. 3, de Fuyumi Soryo;
- O Vagabundo dos Limbos, de ChristianGodard / Julio Ribera;
- Fall in Love like a Comic - vol. 2, de Chitose Yagami;
- O Buda Azul, de Bernard Cosandey;
- I.R.$., de Stephen Desberg e Bernard Vrancke;
- Murena, de Jean Dufaux e Philippe Delaby

Livros (maioritariamente de colecções que vêm com revistas):
- Dicionário de Sinónimos e Antónimos, da Porto Editora;
- Ramsés II, de uma colecção sobre o Egipto;

- A Estepe, de Anton Chekhov;
- Lituma nos Andes, de Mario Vargas Llosa;
- As Minas de Salomão, de H. Rider Haggard;
- Ultramarina, de Malcolm Lowry;
- A Aventura de Miguel Littín, Clandestino no Chile, de Gabriel García Márquez;

Também comprei dois livros para oferecer, que são os seguintes:
- Receitas para viver melhor lidando com … a Diabetes (não me lembro do autor);
- Sonhos (não me lembro do autor).

P.S.: Desculpem a fraca qualidade da foto, mas foi o que se pôde arranjar.

Convite para apresentação de "Regresso dos Deuses: Rebelião"

No próximo dia 4 de Maio, o Pedro R.G. Ventura, autor de "Goor I" e "Goor II", vai estar na Feira do Livro do Porto (Avenida dos Aliados, Praça APEL) para apresentação o seu mais recente livro: "Regresso dos Deuses: Rebelião" (Editorial Presença). A apresentação decorrerá entre as 16:30h e as 18:30h.
A apresentação ficará a cargo do Rogério Ribeiro (organizador do Conversas Imaginárias).

Como vou ao Porto nesse sábado, lá estarei. Se mais alguém for, que avise. :)

terça-feira, 31 de maio de 2011

Top Ten Tuesday - Books That Should Be In A Beach Bag

O tema desta semana é "Books That Should Be In A Beach Bag" (Livros que deveriam seguir sempre num saco de praia), o que é um daqueles temas que a mim pouco me diz, porque sinceramente leio de tudo na praia (ou na montanha, que gosto bastante mais).
Mas aqui ficam as leituras que me parecer refrescantes o suficiente para ler ao som das ondas (sem qualquer ordem especial):

- "Nerd in Shining Armor", de Vicki Lewis Thompson - O que melhor que ler sobre um casal preso numa ilha deserta?
- "A Raposa Azul", de Sjón - Se são dos que acham que na praia está sempre demasiado calor, então levem este livrinho gelado convosco e vão sentir-se imediatamente mais frescos. Basta ler sobre toda aquela neve.
-"A Loja dos Suicídios", de Jean Teulé - Pois apesar do nome, até é um livrinho bem disposto e termina bem.
- "O Cão Vermelho", de Louis de Bernières - Austrália? A história de um cão e as vidas que ele afectou. Uma leitura perfeita para a praia.
- "One for the Money", Janet Evanovich - Se quiserem divertir-se enquanto apanham sol (não apanhem escaldões), então levem este livrinho bem-humorado e certeiro.
- "Na Sombra da Noite", de J.R. Ward - Sem saber bem porquê, acho que é uma boa leitura para os dias de praia.
- "Terra Sombria", de Meg Cabot - 'Saucy' e puro divertimento.
- "On Writing", de Stephen King - para quem gosta de escrever, e para quem quer saber  um pouco mais sobre Stephen King (enquanto escritor). Este é um livro mais leve e com uma dose alta de interesse, já que o autor emprega um tom acolhedor.
- "A Estrada", de Cormac McCarthy - Para quem gosta de melancolia e tragédia. Não é um livro feliz, mas é excelente.
- "O Leitor", de Bernhard Schlink - Não se deixem enganar pela brancura da capa, este é outro livro que não tem propriamente um desfecho feliz, mas vale bem a pena (e também não é propriamente triste).

E se estiverem com vontade de ler uns mangas, sugiro os seguintes:
- "Kimi ni Todoke", Karuho Shiina;
- "Antique Bakery", Fumi Yoshinaga;
- "One Piece", Eiichiro Oda;
- "Salad Days", Shinobu Inokuma.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

História de O

"História de O", de Pauline Réage (Colecção Obras-Primas a Literatura Erótica - Biblioteca Visão)

Sinopse:
Clássico do género erótico e uma das obras de referência para um certo imaginário do sadomasoquismo moderno. Publicado em França em 1954, História de O centra-se na personagem de uma fotógrafa de moda parisiense e dos seu quotidiano como escrava sexual, por opção. Além de provocar um grande escândalo na época, este livro - que seria um grande sucesso de vendas - marca uma nova abordagem sobre a sexualidade feminina, abrindo caminho aos movimentos feministas de libertação dos anos 60

Opinião:
Apesar de ter lido a sinopse antes de começar, e de já estar à espera de cenas menos fáceis de 'engolir', logo nas primeiras páginas senti-me extremamente desconfortável, não tanto pelas cenas em si (porque com isso eu já contava), mas com a complacência com que eram narradas.
Na verdade a autora escolheu não detalhar em demasia as cenas erótica, ou seja, estava lá tudo escrito e sabíamos tudo o que acontecia, mas esta não ia aos pormenores (que acabariam por ser exagerados, dado o tipo de romance que é). Em contrapartida decidiu  descrever com bastante detalhe os cenários envolventes e as roupas e acessórios que ao longo do livro iam cobrindo a narrativa. Foi uma escolha algo diferente, que não só não se mostrou cansativa, como acabou por enriquecer um pouco a trama.

Algo que notei pouco depois de começar o livro, foi que a autora, de forma bastante progressiva, foi mostrando as mudanças na forma de estar e de pensar de "O" (a forma como ao princípio fazia tudo pelo o amor a René, e no fim ele já nem figurava nas suas motivações). O que receava que acontecesse, acabou por não figurar nesta obra, pois "O" evoluiu estrondosamente, aos olhos do leitor, de forma tão gradual que quando terminamos o livro nada nos parece estranho.
No entanto tenho de apontar o que me pareceu ser a única falha do livro: o passado de "O". Não a sua infância nem grandes pormenores da sua vida, que em nada enalteceriam a narrativa, mas sim a razão porque ela aceitou ir para Roissy (sabe-se que foi para agradar a René, mas porque razão sentia que devia fazer tal coisa por amor?). Assim ficamos sem saber exactamente porque "O" se submeteu a tais tratamentos, embora a partir desse momento tudo nos pareça bastante natural.
(Também não cheguei a compreender porque a autora decidiu usar apenas uma sigla para nomear a protagonista.)

Em termos de personagens, temo-las bastante distintas. Embora os homens presentes sejam praticamente todos dominantes e as mulheres submissas, ainda assim se conseguiu uma panóplia interessante de personalidades. Sir Stephen, assim como Jacqueline, e claro "O", foram os que mais se destacaram (a meu ver).

Como seria de esperar, o tema retratado não é fácil (pelo menos para mim) e por várias vezes senti vontade de parar, mas ao mesmo tempo a história impele e fica a vontade de saber até que ponto "O" se submeterá e qual será  seu destino. A escrita fluída mas bastante bela da autora, ajuda a que seja mais tolerável a leitura, e a história central - que se foca não tanto no erotismo, mas sim na forma como "O" decide encarar a sua condição, e a crescente violência e degradação a que se submete - fazem com que o livro acabe por se ler bem.
Se o leitor conseguir ultrapassar as primeiras páginas, dificilmente deixará a leitura por terminar. Vê-se na prosa precisa, e na ousadia narrativa, o porquê de este livro ser considerado um clássico.
Há quem diga que na altura (anos 60) esta história foi um escândalo, mas parece-me que mesmo nos dias que correm, este "História de O" não seria menos ultrajante para a grande maioria da população.

Em suma, posso dizer que não foi uma leitura propriamente ... fácil de digerir, mas que pela sua prosa cuidada e visível progressão narrativa, me prendeu às páginas. Mesmo chocando-me uma e outra vez (ao longo de todo o livro, mas especialmente em relação à pequena Natalie), a história mostrou-se interessante e nada vulgar. Uma obra marcante (para o bem e para o mau), que não será certamente apreciado por todo o tipo de leitores, mas que tem alguns pontos bons, que aqueles que o conseguirem ler, saberão certamente apreciar.

Tradução (Regina Estêvão):
Relativamente à tradução, pareceu-me que está excelente e não tenho nenhuma lacuna a apontar.

Capa, Design e Edição:
As capas desta colecção (Obras-Primas a Literatura Erótica), são para mim bastante interessantes. São simples e discretas, ao mesmo tempo que têm um toque de sensualidade. Esta (História de O) não se distingue das outras, nem tem nenhum traço demarcador da história contida no interior do volume, mas também não peca por ser aborrecida ou desfasada do tema.
As ilustrações interiores (Jacob Taurà) dão um outro 'brilho' à obra, mas ao mesmo tempo perdem por serem pouco fieis aos textos. Nenhuma das gravuras conseguiu transmitir realmente as cenas que se estavam a passar, quando todos os detalhes estavam escritos no livro. Pareceu-me que o ilustrador leu apenas uma frase e fez as ilustrações baseado somente nessa frase (para cada cena), o que resultou em ilustrações bastante interessantes, mas que falhavam nos detalhes (importantes) das cenas.
O design interior do livro estava bastante apelativo e gostei especialmente dos cabeçalhos e rodapés, que davam um toque mais interessante às páginas brancas. Também a edição se mostrou robusta e bem conseguida, não tendo nada de mal a apontar.

Nota: Pelo que li no final do livro, existem dois finais alternativos. Pessoalmente parece-me que este que li (que fica mais em aberto) é o mais interessantes, embora gostasse de ler também os outros dois, por curiosidade e para perceber se funcionariam melhor que este.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Filha da Floresta

"A Filha da Floresta (Sevenwaters 1)", de Juliet Marillier (Bertrand Editora)

Sinopse:
Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era Lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, e dos seus seis irmãos.
O domínio Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas que deslizam pelos bosques vestidos de cinzento e mantêm as armas afiadas. O maior perigo para este idílio vem de dentro: Lady Oonagh, uma feiticeira, que casou com o pai de Sorcha, senhor de Sevenwaters. Frustrada por conseguir encantar todos menos a enteada, Oonagh lança um poderoso feitiço sobre os irmãos da rapariga, que só Sorcha poderá conseguir quebrar. Porém, a meio da pesada tarefa de libertar os irmãos, Sorcha é raptada por um grupo de salteadores, e ver-se-á dividida entre o dever de salvar a vida dos irmãos e um amor cada vez maior, proibido, pelo senhor da guerra que a capturou.


Opinião:
É-me um pouco difícil expressar correctamente o que senti com a leitura deste livro. Parece-me que comecei a lê-lo no momento errado da vida (com a minha mãe doente), mas ainda assim consegui admirá-lo e, a certa altura, adorá-lo. Li-o devagar ... muito devagar. Sem pressas de qualquer espécie, de tal forma que por vezes até me irritava com a minha vagareza, mas a verdade é que é um livro que me pareceu que merecia ser lentamente apreciado. E apesar dos imensos elogios que sempre ouvira relativamente a esta obra, tentei começar a leitura sem expectativas (embora na verdade nunca o consigamos, quando todos nos dizem que é bom). Por isso deixo aqui o agradecimento às muitas pessoas que me 'pressionaram' para ler o livro. Valeu a pena, e aqui ficam algumas das razões porquê:


O que mais gostei no livro, foi sem dúvida o foco na união familiar. Adorei a relação entre os irmãos, e como estes se apoiavam mesmo em situações que pareciam duvidosas, e nunca parecendo forçado. É lindo ver uma relação assim e só tive pena de não ter tido mais páginas para conhecer ainda melhor todos seis irmãos (espero que isto seja mais aprofundado nos próximos volumes). Em cada diálogo e em cada descrição que a Sorcha fazia dos momentos que tinha com os irmãos, notava-se o amor e o elo que os unia.
Também no caso do Simon e do Red isto se notou, embora de forma um pouco menos notória, mas não menos interessante. A forma como Red partiu, sozinho, em busca de Simon, mostrou definitivamente que os receios do Simon em relação ao amor da família não tinham fundamento.


A caracterização das personagens está fabulosa. Todas têm vida própria e têm bastante profundidade, distinguindo-se umas das outras e tornando a narrativa muito mais interessante. Sorcha destaca-se por razões óbvias, pois além de ser a protagonista, tem uma personalidade excelente e todas as suas acções ao longo do livro comprovam o que o leitor assume logo desde o início da narrativa: que a Sorcha pensa mais nos outros do que em si mesma e é capaz de dar a vida pelos irmãos 8além de ser bastante ingénua em certas situações).
Mesmo as personagens secundárias conseguiam destacar-se por serem bastante independentes.
Quanto aos vilões, achei que a maioria deles foram pouco caracterizados, também por culpa de a Sorcha ter pouca interacção ter com eles (sendo ela a narradora é natural que a sua visão seja limitada). Oonagh pareceu-me muito interessante e promete ainda muitos sarilhos, mas infelizmente o Richard, enquanto vilão, deixou muito a desejar, especialmente quando começou a divulgar os seus planos (está certo que ele só o fez porque pensou que a Sorcha nunca falaria, mas ainda assim ...).

Gostei muito do final, pelo que representou para Sorcha e Red, no entanto achei que todos em Sevenwatres aceitaram o novo 'estado das coisas' um pouco depressa demais (em relação à Sorcha). Claro que nós, enquanto leitores, sabíamos que era o mais acertado, mas a família da Sorcha, depois de tudo o que se passou, não deviam aceitar tão ... facilmente toda a situação.

Adorei também todas as Lendas e Fábulas que nos eram apresentadas ao longo da narrativa, e claro não me escapou (assim como também Sorcha se apercebeu) que a história deles dava também uma dessas narrativas heroícas, e que a autora conseguiu transmitir da melhor forma.

A autora é uma contadora de histórias nata, e isso percebe-se em cada linha. Adorei a narrativa e achei que a escrita estava extremamente cuidada, no entanto, parece-me que ela falhou em certos momentos cruciais, pecando pela falta de detalhes. Refiro-me concretamente a dois momentos: 1) quando Sorcha vê pela primeira vez Oonagh, em que a autora nos diz de imediato que ela é má, mas o problema é que a autora se esquece de descrever porque é que Sorcha achou isto desde o primeiro momento em que a viu. Tem de haver uma razão, certo? E ao não explicar, ficamos simplesmente com a ideia que a Sorcha não tem razões para a odiar (pelo menos não até mais tarde);  2) Quando os irmãos são amaldiçoados. A autora escolheu descrever a transformação apenas numa curta frase, e quando terminou eu nem tinha percebido o que se tinha passado, pois foi muito curta e pouco explicativa. Parece-me que um momento alto da trama como aquele, merecia mais atenção e descrição.
Em contrapartida, a autora tem descrições maravilhosas das florestas, das lendas e até do passado das personagens, mas em situações como as acima referidas, fica a dever muito à narrativa, fazendo com que estes momentos percam força.

No geral, esta foi uma história excelente, que me manteve colada às páginas quase desde o início, e que me apresentou personagens fabulosas que adorei (especialmente Sorcha, Finbar, Red e Simon), que me fez chorar várias vezes mas que também me aqueceu o coração em vários momentos. Adorei! E embora a história termine de uma forma semi-satisfatória, a verdade é que há ainda muito para contar e mal posso esperar para regressar a Sevenwaters.
Parece-me que a saga Sevenwatres tem sérias hipóteses de se vir a tornar uma das minhas favoritas, se os restantes livros forme tão bons ou melhores que este.

Tradução:
Apesar de a tradução estar bastante boa, ao longo da leitura reparei em alguns erros, por vezes de fraseamento, outros de tradução. Foram muito poucos, e não incomodaram a leitura, por isso não lhes prestei grande atenção, mas foi impossível não reparar.

Capa, Design e Edição:
Apesar de não ser o tipo de capa que me chama à primeira vista, confesso que me 'afeiçoei' a ela ao longo da leitura. Retrata bastante bem o ambiente do livro e um pouco da história central.
Tenho que fazer também um comentário à impressão, pois encontrei muitas páginas onde algumas letras estavam 'apagadas', não por ser uma edição antiga, mas possivelmente por um defeito de impressão. Era sempre no fundo das páginas, e embora se percebessem as palavras por conjugação, a verdade é que era chato estar a ler e faltarem letras.

Booking Through Thursday - Rotina


Do you ever feel like you’re in a reading rut? That you don’t read enough variety? That you need to branch out, spread your literary wings and explore other genres, flavors, styles?

Várias vezes. Acho que acaba por ser inevitável, ou porque gosto muito de um livro e decido depois experimentar o que mais se escreve no género, ou porque simplesmente me sinto confortável naqueles temas. E depois há momentos em que olho para o que li e pergunto a mim mesmas: "Mas porque é que não diversificas?". Já me aconteceu e ficar tão 'cheia' de um género literário que tive mesmo de fazer uma pausa, porque estava constantemente a irritar-me com os 'lugares comuns' da trama, que se tornam quase inevitáveis quando lemos muito do mesmo.
Ultimamente tenho tentado diversificar um pouco as minhas leituras, de tal forma que me comprometi (de certa forma) a tentar ler todos os meses um exemplar de cada uma destas categorias: 1) Livro que ganhei num concurso e/ou me deram; 2) Um autor português; 3) Um clássico; 4) Uma Banda Desenhada; 5) Uma sequela de um livro que já tenha lido.
Há meses em que é mais fácil cumprir isto, do que outros. Por exemplo, este mês acho que não vou conseguir ler o clássico (A Juliet Marillier não é ainda considerada clássica. :D) , mas em contrapartida já li o 1, 2, 4 e 5; e tinha toda a intenção de ler um clássico, mas a leitura da "Filha da Floresta" demorou um pouco mais do que estava a contar (e valeu a pena). mas, quem sabe, ainda consigo ler um pequeno clássico nos 5 dias que faltam.

Mas estou a fugir ao assunto (novamente). No fim de contas já tive momentos em que me fartei de fantasia, de romances paranormais, de romances de banca (que já não leio quase nenhuns, porque quando era mais nova só lia disso), etc.
Tento diversificar as minhas leituras o mais que posso, mas muitas vezes caio, também eu, nos lugares comuns, onde me sinto mais confortável, deixando de lado verdadeiras pérolas da literatura que me assustam um bocado porque não tenho tido muita sorte com os clássicos (é 50/50). Se calhar sou das poucas pessoas que se sentem um pouco intimidada por alguns livros (nem só clássicos, mas livros de todos os géneros).

Enfim, acho que qualquer leitor, uma ou outra vez, se sente preso num ciclo familiar de leituras, e ou continua porque está confortável, ou muda as 'regras do jogo'.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Top Ten Tuesday - Books You Lied About

O tema desta semana "Books You Lied About" (Livros sobre os quais mentiste), tanto porque dissemos que os lemos quando não lemos, como o oposto, ou porque mentimos sobre gostarmos ou não de uma determinada obra.
Vou ser sincera aqui. Não costumo nunca mentir sobre a minha opinião de um livro. Sou bastante frontal, e acho que isso se faz notar aqui no blog (ou eu tento que se note). De qualquer forma, como adolescente que já fui, cheguei a dizer que li um livro quando na verdade não o li, mas tive razões para isso.
E aqui fica o culpado:

"Os Maias", de Eça de Queirós
As razões que me levaram a mentir sobre este livro foram duas: 1) Porque me "spoilaram" sobre o fim, e assim que me contam o fim de uma história, em fico sem vontade nenhuma de ler; 2) Eu até já tinha começado a ler o livro, mas achei-o extremamente enfadonho na altura (e quem me conhece sabe que já tentei relê-lo e senti exactamente a mesma coisa). Ainda assim, fosse só a 2ª razão, eu teria lido o livro até ao fim, como fiz com outros que não gostei mas li. Agora, à custa da 1ª razão, perdi todas as forças para ler a obra e deixei-a de lado durante muito tempo, até tentar de novo e tornar a deixá-la inacabada.

Além disto, de vez em quando tenho um pouco de ... vergonha em admitir que em outros tempos li muitos romances de banca. Não porque os ache um género menor, mas porque as pessoas normalmente começam logo a gozar. No entanto nunca neguei que os li e que, de quando em vez, ainda leio.

E é só! Porque sinceramente não me lembro de mais nenhum sobre o qual tenha mentido (o que não quer dizer que até não tenha acontecido. Simplesmente não me recordo de mais nenhuma ocasião).

E à custa disto de dizer que  se leu ou não um livro, no outro dia aconteceu-me uma cena curiosa. Fui pedir o autógrafo a um escritor, cumprimentei-o e ele assinou-me o livro. Depois fui ter com umas conhecidas e elas perguntaram-me o que é que eu tinha achado do livro. Disso logo "Ainda não o li.", ao que elas ficaram todas muito surpreendidas. Estavam convencidas que eu tinha mentido ao autor, dizendo-lhe que tinha lido e gostado da obra, mas a verdade é que não tinha, nem dito que sim nem que não. Simplesmente nem havia mencionado isso quando lhe pedi o autógrafo. Pois acontece que, naquele momento, o autor estava atrás de nós e mais tarde veio falar comigo.
Pelos vistos, por alguma razão desconhecida (juro que nunca disse que tinha lido o livro), o autor também ficara com a ideia que eu o tinha lido, mas sorriu e disse-me para lhe mandar um email quando terminasse, a dizer-lhe o que tinha achado.
Foi uma situação um pouco caricata, porque ficou-me a parecer que as pessoas assumiam que só se pode pedir um autógrafo depois de já ler o livro. Eu não concordo! Então se for a um lançamento, ainda não li o livro, mas vou aproveitar para pedir o autógrafo porque gosto de ter os livrinhos personalizados, e o mesmo se passa mesmo fora das sessões de lançamento. Será que sou a única que não acha estranho pedir autógrafos de livros que ainda não tivemos oportunidade de ler?

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