Estive recentemente a assistir a toda a primeira temporada da série original do canal SciFi, "Haven", que é baseada num livro de Stephen King de nome "The Colorado Kid".
Haven é uma pacata cidade à beira mar, onde estranhos incidentes começam a acontecer. Audrey, uma agente do FBI e Nathan, um polícia local, vão aos poucos descobrindo o que se passa na cidade e nos seus habitantes, encontrando semelhança com algo que ocorreu em 1983 na mesma cidade.
O ponto forte da série nem é a história, que embora seja interessante e tenha novas abordagens a criaturas sobrenaturais, pouco traz de realmente inovador (o conceito não chega aos calcanhares do "Fringe"), mas sim as personagens que são únicas e muito intrigantes. Não são os típicos protagonistas, embora sejam um polícia e uma agente de FBI, conseguem destacar-se, assim como Duke que é um mimo.
Também o leque de actores está exemplar e não há um que eu não goste. Muito bem escolhidos.
O único verdadeiro senão desta série é o último episódio, que teve uma carga emocional bastante forte, mas que não teve o impacto que poderia ter alcançado por ter sido abrupto. Quiseram deixar tudo para o último epidódio e acabaram por apressar as coisas.
Felizmente vai haver uma segunda temporada que, esperemos, recupere os momentos áureos dos primeiros episódios, ou consiga ainda ser melhor.
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domingo, 7 de novembro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
A luz
"A luz" de Stephen King (Biblioteca Sábado)
Sinopse:
Jack Torrance vê-se forçado a aceitar um trabalho como zelador de Inverno do Overlook, um enorme hotel nas montanhas do Colorado, um lugar que queda absolutamente isolado pela neve entre Novembro e Março. Embora a vida nessas condições de isolamento não pareça fácil, para Jack é uma oportunidade perfeita para reconquistar a sua mulher Wendy e o seu filho Danny, e para retomar o seu trabalho de escritor. Mas a família não está exactamente sozinha no Overlook. Os terríveis acontecimentos que sucederam no hotel no passado vão-se assenhorando lentamente do presente dos seus novos ocupantes até os levar a uma situação aterradora, da qual talvez nenhum deles possa escapar...
Opinião:
Fico algo estupefacta quando penso que demorei tanto tempo a terminar a leitura (6 meses). Não foi por ser aborrecida, mas também não sei ao certo o porquê deste tempo todo.
Este é o primeiro livro de ficção que leio de Stephen King, a quem muitos chamam de mestre do terror. Posso dizer que gostei do livro, mas não amei, como esperava que acontecesse.
A verdade é que história me deixou empolgada até ao final, sempre esperando pelo melhor, mas temendo o pior, e nesse aspecto o autor conseguiu deixar-nos em constante suspense.
O mal deste livro, a meu ver, é que não é tão assustador quanto poderia ser. O autor é demasiado descritivo e perde muito tempo em cenas que, no final, acabam por não ter qualquer importância e que por isso chegam a ser algo maçudas.
Como mais pessoas referiram, senti-me como se estivesse a ler o guião de um filme, demasiado descritivo, o que retirou algum encanto ao livro.
Mas o livro tinha vários pontos fortes. As personagens sem dúvida, estavam muito bem expostas e "humanas", gostei particularmente do Danny que praticamente era a personagem principal. Já para não falar no Jack, e como acompanhamos as mudanças nele. O Overlook estava muito bem descrito e quase que me sentia a andar pelos corredores, a entrar nos quatros que deveriam estar trancados.
Em suma, é um bom livro, que entretêm, mas que não prega verdadeiros sustos. Uma leitura interessante que me deixou curiosa por ler mais alguma coisa do autor.
Tradução de Regina Estevão
Sinopse:
Jack Torrance vê-se forçado a aceitar um trabalho como zelador de Inverno do Overlook, um enorme hotel nas montanhas do Colorado, um lugar que queda absolutamente isolado pela neve entre Novembro e Março. Embora a vida nessas condições de isolamento não pareça fácil, para Jack é uma oportunidade perfeita para reconquistar a sua mulher Wendy e o seu filho Danny, e para retomar o seu trabalho de escritor. Mas a família não está exactamente sozinha no Overlook. Os terríveis acontecimentos que sucederam no hotel no passado vão-se assenhorando lentamente do presente dos seus novos ocupantes até os levar a uma situação aterradora, da qual talvez nenhum deles possa escapar...
Opinião:
Fico algo estupefacta quando penso que demorei tanto tempo a terminar a leitura (6 meses). Não foi por ser aborrecida, mas também não sei ao certo o porquê deste tempo todo.
Este é o primeiro livro de ficção que leio de Stephen King, a quem muitos chamam de mestre do terror. Posso dizer que gostei do livro, mas não amei, como esperava que acontecesse.
A verdade é que história me deixou empolgada até ao final, sempre esperando pelo melhor, mas temendo o pior, e nesse aspecto o autor conseguiu deixar-nos em constante suspense.
O mal deste livro, a meu ver, é que não é tão assustador quanto poderia ser. O autor é demasiado descritivo e perde muito tempo em cenas que, no final, acabam por não ter qualquer importância e que por isso chegam a ser algo maçudas.
Como mais pessoas referiram, senti-me como se estivesse a ler o guião de um filme, demasiado descritivo, o que retirou algum encanto ao livro.
Mas o livro tinha vários pontos fortes. As personagens sem dúvida, estavam muito bem expostas e "humanas", gostei particularmente do Danny que praticamente era a personagem principal. Já para não falar no Jack, e como acompanhamos as mudanças nele. O Overlook estava muito bem descrito e quase que me sentia a andar pelos corredores, a entrar nos quatros que deveriam estar trancados.
Em suma, é um bom livro, que entretêm, mas que não prega verdadeiros sustos. Uma leitura interessante que me deixou curiosa por ler mais alguma coisa do autor.
Tradução de Regina Estevão
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Escrever
“On Writing” de Stephen King, editado em Portugal como "Escrever", pela Temas e Debates
Sinopse:
As dicas do autor, sobre a escrita.
Opinião:
Já tinha ouvido falar bastante deste livro, por isso, mesmo não tendo por hábito ler livros sobre “como escrever”, decidi mergulhar neste.
Stephen King começa com uma pequena biografia, que segundo o próprio, relata os momentos que mais o influenciaram enquanto escritor e enquanto homem.
Temos de tudo um pouco e a forma descontraída com o autor expõe as situações é bastante apelativa.
Uma cena em particular arrepiou-me bastante. Refiro-me à visita ao otorrinolaringologista. Só espero nunca precisar ir a um destes especialistas. Pelo menos não pelo mesmo motivo que o pequeno Stephen King (na altura criança).
O autor cometeu muitas falhas na vida e a sua sinceridade é refrescante. Bebeu e drogou-se mas conseguiu recuperar-se, grande parte graças à família. Muitos não poderão dizer o mesmo.
Mas já na parte sobre “como escrever” não concordo muito com ele em certas coisas. Especialmente na sua categorização de “bons” e “maus” escritores. Sou da opinião que o talento não nasce connosco. Ele tem de ser regado e nutrido para poder chegar a mostrar todo o seu potencial. Existem génios! Mas estes são a minoria. Os restantes, se se esforçarem, podem chegar muito longe. É preciso é dedicação. Sem esta e uma boa dose de ambição, penso que qualquer escritor ficará para trás. Por mais potencial que tenha.
O escritor do livro fala de muita coisa. Desde a gramática, às musas e até à forma mais comercial do livro. Consegui reconhecer-me em muito do que ele dizia e senti umas pontadas no peito quando ele falou em dedicação (algo que tenho falhado em dispensar).
Em suma foi um bom livro. Com uma escrita suave, directa e ao mesmo tempo rica. Mas por alguma razão senti que podia ter sido mais e que lhe faltava algo … algo de novo.
Aconselho porque nunca é demais ouvir (ler) conselhos e porque se lê muito bem.
Primeiramente publicado no Caneta, Papel e Lápis (2009/06/17).
Sinopse:
As dicas do autor, sobre a escrita.
Opinião:
Já tinha ouvido falar bastante deste livro, por isso, mesmo não tendo por hábito ler livros sobre “como escrever”, decidi mergulhar neste.
Stephen King começa com uma pequena biografia, que segundo o próprio, relata os momentos que mais o influenciaram enquanto escritor e enquanto homem.
Temos de tudo um pouco e a forma descontraída com o autor expõe as situações é bastante apelativa.
Uma cena em particular arrepiou-me bastante. Refiro-me à visita ao otorrinolaringologista. Só espero nunca precisar ir a um destes especialistas. Pelo menos não pelo mesmo motivo que o pequeno Stephen King (na altura criança).
O autor cometeu muitas falhas na vida e a sua sinceridade é refrescante. Bebeu e drogou-se mas conseguiu recuperar-se, grande parte graças à família. Muitos não poderão dizer o mesmo.
Mas já na parte sobre “como escrever” não concordo muito com ele em certas coisas. Especialmente na sua categorização de “bons” e “maus” escritores. Sou da opinião que o talento não nasce connosco. Ele tem de ser regado e nutrido para poder chegar a mostrar todo o seu potencial. Existem génios! Mas estes são a minoria. Os restantes, se se esforçarem, podem chegar muito longe. É preciso é dedicação. Sem esta e uma boa dose de ambição, penso que qualquer escritor ficará para trás. Por mais potencial que tenha.O escritor do livro fala de muita coisa. Desde a gramática, às musas e até à forma mais comercial do livro. Consegui reconhecer-me em muito do que ele dizia e senti umas pontadas no peito quando ele falou em dedicação (algo que tenho falhado em dispensar).
Em suma foi um bom livro. Com uma escrita suave, directa e ao mesmo tempo rica. Mas por alguma razão senti que podia ter sido mais e que lhe faltava algo … algo de novo.
Aconselho porque nunca é demais ouvir (ler) conselhos e porque se lê muito bem.
Primeiramente publicado no Caneta, Papel e Lápis (2009/06/17).
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