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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Leituras de Janeiro 2019



Este mês consegui terminar algumas leituras que transitaram do ano anterior. Conheci novos autores e revisitei antigos.

"Flowers for Algernon", de Daniel Keys Adorei o início deste livro que, sendo contado do ponto de vista do Charlie, é muitos mais intimista e permite-nos relacionarmo-nos com ele. O facto de, a princípio, ele não se dar conta de como as pessoas fazem pouco dele e de ele gostar, na verdade, da simplicidade da sua vidas, dá mais intensidade ao que acontece depois da operação. seguir as suas reações, as suas descobertas e as suas tristezas, é uma montanha russa (perdoem o uso deste termo tão banal).
O meu único problema com este livro é que os tempos me pareceram pouco realistas. Tudo se processou rápido demais, no calendário. Tão depressa ele tinha problemas em aprender a ler como já era um génio. Além disso o final pareceu-me esticar-se demasiado em temáticas que me pareceram menos interessantes.
Fora isso, gostei muito do livro e recomendo.
7,5/10

"Ás Cegas (Bird Box)", de Josh Malerman (Topseller) Não sei se gosto ou não do facto de nada sabermos sobre as criaturas que causam o caos neste livro. por um lado fico irritada por permanecer na ignorância, mas por outro acho que é isso que também dá uma autenticidade e diferenciação ao livro.
Gostei muito da personagem da Mallory. Conseguimos sentir os seus medos, a sua força, a sua revolta, mas também a sua esperança (e por isso mesmo também a sua decepção quando essas esperanças acabam por não se concretizar ou não serem bem o que ela esperava). Gostei bastante deste livro, embora, como já referi, ainda esteja na dúvida se o não sabermos realmente o que aconteceu ao mundo é um ponto a favor ou contra.
7/10

"O Godungava", de Joel Puga
Logo no início conhecemos Seidus, um ferreiro com uma imaginação prolífica, que prefere viver dentro da sua cabeça do que fora dela. Iriáris, sua melhor amiga de infância, decide seguí-lo quando ele escolhe partir em busca de inspiração.
Este é um livro de aventura, onde conhecemos vários grupos de pessoas que estão atrás de um poderosíssimo artefacto que poderá mudar o resultado da guerra. Temos combates intensos ao longo de todo o livro, muito bem descritos e que vivemos intensamente. No entanto são tantos os grupos, tantas as pessoas, que é difícil relacionarmo-nos profundamente com elas. Tirando o grupo onde integram Seidus e Iriáris, confesso não ter decorado o nome de quase ninguém, e daí não ter tido nenhuma ligação emocional quando muitos deles faleceram ao longo da trama. E para mim esse é um grande senão.
São pessoas a mais e cenas de desenvolvimento a menos. No entanto refiro também que adorei o facto de as mulheres nesta história darem tanta ou mais porrada que os homens.
Mas para mim o que realmente não me deixou satisfeita foi o final. Senti que voltaram à estaca zero. Que nada na vida de Seidus e Iriáris mudou.
Por fim fica no ar a impressão de que haverá uma sequela
5,5/10


"Monstress (volume 3)", de Marjorie M. Liu, Sana Takeda (Saída de Emergência)
Apesar de a história estar a ficar cada vez mais rebuscada e complexa, cada vez conhecemos melhor as personagens. Esta história introduz sempre personagens curiosas, fortes e que marcam. Não posso dizer muito mais sem fazer spoilers.Estou muito curiosa por ler, e a arte é lindíssima.
8/10

domingo, 22 de julho de 2018

A Vida aos Quadradinhos - Janeiro a Julho 2018

Já lá vai um tempinho bem grande desde que publiquei aqui a última opinião de BD, por isso achei que seria mais interessante fazer um apanhado de tudo o que li desde o início do ano, com pequenas opiniões de todos. Alguns têm opinião separadas, para as quais deixarei os links.
Entretanto deixo também o convite para que deixem nos comentários as vossas melhores leituras de BD / Romances Gráficos / Manga dos últimos meses. Sugestões de bons títulos são sempre bem-vindas.

"Fogos e Murmúrio", de Lorenzo Mattotti
As cores e a dinâmica das pinturas/ilustrações é fabulosa! No entanto senti que nem sempre o texto estava bem alinhado com o trabalho gráfico. Ainda assim acho que merece ser apreciado devagarinho.
5,5/10

"Che (A vida de…)", de Héctor Gérman Oesterheld
 Como o título indica, esta pequena BD conta-nos uma parte da história de Che, com uma arte a preto-e-branco que é muito bem usada e perfeita para o efeito. No entanto senti que estava a ler uma brochura propagandista e isso tirou-lhe algum mérito.
5/10

"Tokage (volumes 2 e 3)", de Yak Haibara
Já há muitos anos que tinha lido o primeiro volume deste manga e achei que era mais que tempo de terminá-lo, visto ser tão curto. O desenho de personagens deste manga é muito bonito, bem como toda a arte. A história tem o seu quê de mistério e profundidade, mas é facilmente esquecível.
6/10

"A Leoa - Um Retrato Gráfico de Karen Blixen", de Anne-Caroline Pandolfo e Terkel Risbjerg
Baseado na vida de Karen Blixen, mulher cuja vida e obra eu desconhecia por completo, este romance gráfico é daqueles que perdemos muito tempo a ver, pelas belíssimas ilustrações, pela história e até pelo simbolismo de certas passagens. Gostei muito e fiquei super-curiosa por ler algo escrito por Karen Blixen.
Noutra nota, a edição da G-Floy está muito bem cuidada.
7,5/10

"A Trilogia Nikopol", de Enki Bilal
Deuses egípcios num cenário futurista? Aceito! Gostei muito do conceito e da forma como os deuses interagiam uns com os outro e com os humanos. A degradação humana na terra, levada a extremos por um regime machista e totalitário, é decadente e visualmente intenso e sufocante.
Das três partes desta história a minha favorita é a primeira mas acho que todas elas têm elementos interessantes e que valem a pena ser lidos. Com personagens muito bem desenvolvidas, profundas e cheias de falhas,
7/10

"Talco de Vidro", de Marcello Quintanilha
Uma história que poderia ser banal, sobre a vida de uma dentista que tem tudo para ser feliz mas que tem uma obsessão doentia por uma prima e que começa a invejar as poucas alegrias que esta tem na vida. Ao focar-se na prima e no que pode fazer para ser melhor que ela, acaba por estragar tudo na sua vida, destruindo o casamento, a relação com os filhos e criando hábitos que, por um tempo, parecem libertá-la, mas na verdade só a aprisionam ainda mais. Uma descida fantástica à mente de uma personagem cativante.
7/10

"Monstress: Despertar (volume 1)" de Marjorie M. Liu, Sana Takeda
Podem ler a minha opinião completa aqui.
8/10

"One Punch Man (volumes 1 a 16)", de One e Yusuke Murata
Podem ler a opinião completa aqui.
7,5/10

"Saga (volumes 5 e 9)", de Brian K. Vaughan e Fiona Stapples
Já tinha saudades de ler esta BD. Muita coisa aconteceu nestes volumes. Finalmente a família voltou a reunir-se, temos novas adições ao grupo e velhos inimigos passam a amigos. Como sempre temos temas muito importantes nesta BD, entre os quais a transexualidade, o aborto espontâneo e o provocado, as casualidades da guerra, e muito mais. Adoro como estes e outros temas são falados e trabalhados na história, bem como o desenvolvimento que traz às personagens, no entanto sinto que está a chegar ao ponto da narrativa em que algo realmente grande tem de mudar. Estamos num impasse, com eles sempre a fugirem a e nunca conseguirem escapar. Se continuar assim vai rapidamente tornar-se aborrecido. Algo de novo tem de vir entretanto. E, talvez por isto, não me diverti tanto com estes volumes como com os anteriores.
7,5/10

"História do Sexo", de Philippe Bernot e Laetitia Coryn
Como o próprio nome indica, temos aqui um álbum de BD que nos ilustra a evolução da mentalidade sexual ao longo dos tempos, nas culturas que mais estudamos na escola (Antigos Egipto, Grécia, Roma, Idade Medieval, etc), bem como usa alguns episódios das várias religiões para representar a mentalidade sexual das épocas.
Eu adorei este álbum! É didático, divertido e o grafismo, embora simples, combina muito bem com o tom da narrativa. Recomendo!
9/10

"Sandman: Prelúdios e Nocturnos (volume 1)", de Neil Gaiman, Sam Keith, Mike Dringenberg e Malcolm Jones III
À terceira é de vez! Já por duas vezes tinha iniciado a leitura deste primeiro volume de Sandman. Na primeira não passei do primeiro capítulo, na segunda fui até ao segundo, e desta vez terminei.
Verdade seja dita, os capítulos finais foram, para mim, muito mais interessantes que os iniciais. Especialmente os capítulo no inferno, o do rubí e o "Sound of her Wings", com a Morte.
A arte tanto me encantou, em certas páginas, como me deixou confusa em outras. Não gostei da escolha de cores mas algumas sequências são lindíssimas.
Já a narrativa é extremamente original (menos não seria de esperar de Neil Gaiman) e imaginativa, mas também bastante confusa e muitas vezes há texto a mais, explicações em demasia.
Sou capaz de ler outro volume desta série, para cimentar melhor a minha opinião, mas parece-me que, tal como já aconteceu com outros trabalhos do autor que li, Neil Gaiman demonstra aqui uma imaginação prodigiosa mas uma execução à qual falta algo. E não vos saberia dizer ao certo o que esse algo é.
6/10

"Ojisama to Neko (Capítulso 1 a 13)", de Umi Sakurai
Esta é a BD mais fofa de sempre! (ou pelo menos deste ano) A sério, é super-fofinha! Com apenas três ou quatro páginas por "capítulo", vemos a pacata vida de um velho senhor que decide, após o falecimento da esposa, adoptar um gato (o gato mais feio da loja, segundo o mesmo), mas que ele adora. E é super-fofo! Eu já vos disse que é fofo?
8/10

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Monstress: Despertar

"Monstress 1: Despertar", de Majorie M. Liu e Sana Takeda (Saída de Emergência)

Opinião:
Já há muito tempo que queria ler "Monstress". A curiosidade era grande! Tanto porque os excertos que tinha visto me pareciam promissores, como pelo facto de só ter lido boas opiniões da série.
A BD não desiludiu!

Monstress é mais cruel do que esperava, com personagens com passados, presentes e futuros trágicos, cheios de dor, crueldade, traição e guerra.
Maika, a protagonista, não é alguém de quem seja fácil gostar-se mas também é impossível ignorá-la. O que a move é a vingança e a sede de conhecimento. Conhecimento do seu passado e daquilo que a tormenta dia após dia, noite após noite.
Na sua busca por repostas apenas encontra mais perguntas e vai fazendo inimigos por onde passa, mas também vai-se cruzando com pessoas que lhe querem bem (ou talvez não) e que a apoiam mesmo quando ela está sempre a tentar afastá-los.
Monstress está cheio de personagens poderosas, num mundo dominado por mulheres (que lufada de ar fresco!), temos poderosas humanas-feiticeiras que escravizam os "monstros" apesar de, supostamente, viverem um período de paz.

O mundo que nos é apresentado é cruel. Não há qualquer inocência em nenhuma das personagens e muito pouca bondade, tirando a Kippa (coitadita!).
É um ambiente de guerra, que na verdade nunca terminou e se prepara novamente para rebentar. Uma batalha que envolve deuses e demónios.

A arte é fabulosa! Cheia de detalhes e com umas cores não muito vivas mas que combinam na perfeição com o ambiente da história.
Por vezes os traços do desenho parecem desleixados, mas isso acaba por dar mais dinamismo às páginas. É um romance gráfico para se ler e ver atentamente.
Estou muito curiosa para saber o que se segue e recomendo a quem goste de ler fantasia, mesmo nunca tendo lido BD.


Sinopse:
Num mundo alternativo de beleza art déco inspirado na Ásia oriental, eis que nos chega uma história de coragem, vingança e compaixão…
Maika Meiolobo é uma adolescente que sobreviveu a uma guerra cataclísmica entre humanos e arcânicos, uma raça híbrida que descende dos Anciãos. Escravizada por bruxas inimigas que suspeitam dos seus poderes latentes, Maika começa a desvendar o seu misterioso passado e, durante o processo, descobre que tem uma ligação psíquica com uma poderosa criatura de outro mundo.
Perante a opressão e o terrível perigo, Maika torna-se caçadora e presa, perseguida por aqueles que desejam usá-la, colocando-a no centro de uma guerra devastadora entre forças humanas e sobrenaturais. Enquanto isso, o monstro no seu interior começa a despertar...

domingo, 12 de junho de 2016

Graphic May - resumo

Maio chegou ao fim e com ele o desafio lançado pela as meninas dos blogs Página Encadernadas e Os Devaneios da Jojo. Consegui ler bastante e alguns álbuns foram mesmo muito bons, e nenhum foi mau, o que é excelente.
Aqui fica a minha lista de romances gráficos e banda desenhada lida em Maio de 2016, assim como um pequeno apanhado do que achei de cada um:

- "The Umbrella Academy", de Gerard Way e Gabriel Bá
Um grupo de super-heróis que se forma logo na infância, quase desde o nascimento, e com muitos problemas de interacção, muito graças à personalidade do seu mentor.
Eu gostei bastante da história, com reviravoltas muito poderosas e momentos que surpreendem. No entanto gostava de ter sabido mais sobre o passado destes super-heróis antes de eles aparecerem como as peças defeituosas que são no segundo capítulo. e o primeiro capítulo está longe e dar a informação necessária. no entanto, em certas instâncias, o facto de o passado ser um desconhecido do leitor, foi um ponto a favor das reviravoltas narrativas.
A arte é dinâmica, embora eu não seja grande fã do traço. Também achei confuso o desenho de personagens no primeiro capítulo, quando elas ainda eram crianças e usavam todas uniformes. Era difícil perceber quem era quem no meio do caos.
No geral gostei, especialmente porque o conceito me surpreendeu e algumas cenas mais fortes foram empregues com estilo. Apesar de ter algumas falhas eu irei, com certeza, ler o segundo volume.
6,5/10

- "O Buda Azul", de Cosey
Eu adorei a forma como este álbum me fez viajar. A forma como a história é contada e as belas paisagens ajudam a transportar o leitor. Além disso a forma como o autor apresenta a cultura, a religião e a fé (no geral) agarraram-me do início ao fim.
A arte começa por não espantar, embora seja sempre bela, mas há situações em que sobe de nível, especialmente nos trajes, nas paisagens e nas feições das personagens.
Em suma, adorei esta viagem pelo Tibete, e embora a história tenha momentos menos fortes, como um todo este é um trabalho belíssimo, que merece ser apreciado.
8/10

- "Vingadores vs X-Men vol 1 e 2", de Brian Michael Bendis e Ed Brubaker e Jason Aaron e Matt Fraction
Uma história em que as duas grandes equipas da Marvel se defrontam num frente-a-frente bombástco só podia ser bom.
O primeiro livro começa de forma um pouco forçada, visto que dois líderes cheios de experiência agiram de forma um pouco infantil, mas sem isso também não haveria confronto, certo? Mas assim que a Fénix chegou à Lua, aí as coisas foram melhorando de forma exponencial e todo o potencial desta premissa se desenvolveu. daí que o segundo volume tenha sido o meu favorito.
Também é no segundo livro que temos uma profundidade maior nas personagens, dando tempo para que muitas delas sejam bem estabelecidas, coisa que não acontece no primeiro com tanto sucesso. ou não fossem tantas as personagens que muitas passavam despercebidas. O segundo volume é mais focado. E o que se passou entre a Emma Frost e o Cicople foi muito bem conseguido. Já para não falar na crescente tensão entre os membros dos X-Men. A luta entre o Homem-Aranha, O Colossus e a sua irmã foi das melhores. E o confronto entre o Ciclope e a o Professor X dispensa argumentos.
Uma coisa é certa: o leitor fica desde o início imerso na história. mesmo que não tenha grande familiaridade com o universo Marvel. E a introdução do editor português da série ajuda a isso mesmo.
A arte está lindíssima, em todos os capítulos, e em especial no segundo volume nas cenas da Fénix e os últimos capítulo estão soberbos.
Dois volumes que fazem exactamente aquilo que prometem.
7,5/10

- "Israel Sketchbook", de Ricardo Cabral
Este álbum não é nem uma BD mas antes uma viagem ilustrada. No entanto ela supera as expectativas naquilo que se propõe a fazer. O Traço de Ricardo Cabral, que vai do mais esboçado ao mais realista, dá vida às cenas, e as cores estão fabulosas.
O ponto menos conseguido deste livro será o texto que acompanha cada uma das ilustrações mas eu não acho que isso prejudique a experiência.
Foi uma viagem sem sair de casa. Um passeio despretensioso que me cativou.
8,5/10

- "I.R.$.", de Stephen Desberg e Bernard Vrancken
Nada sabia deste álbum mas achei a história interessante pelo seu tema (o combate à fraude fiscal por meio de agentes ultra-secretos e brutais), embora um pouco cliché.O facto de também ter usado o tema dos judeus após a segunda guerra mundial foi uma adição interessante e vista de um prisma diferente.
Por seu lado as piadas que o protagonista dizia, ameaçando as pessoas que faziam evasão fiscal, eram hilariantes.
Gostei da arte, embora esta fosse pouco dinâmica e por vezes um pouco tensa. No entanto os rostos estavam bastante bons.
No geral este é um livro de BD que se lê bem mas que não me marcou.
6/10

domingo, 8 de maio de 2016

Leituras do Mês de Abril 2016

Conforme combinado vou agora começar a fazer um post mensal com as leituras de cada mês (romances e BD), uma pequena opinião e a classificação que vai de 0 a 10.
Como sempre, estejam à vontade para comentar e fazer sugestões.


"Two for the Dough", de Stephanie Plum
O segundo livro da série é ainda mais divertido que o primeiro. Há mais tensão entre a Stephanie e o Joe (com cenas hilariantes) e as tiradas da Gradma Mazur são o máximo!
Os únicos senãos deste livro foram algumas cenas que estavam lá só para encher palha e o facto de o vilão principal não passar de um mauzão sem razão, embora o segundo vilão tenha mais conteúdo. No geral é um bom livro para rir e descontrair.
7/10

"Matadouro Cinco", de Kurt Vonnegut
Gostei bastante da escrita e do início da história, no entanto senti que o Billy tinha a personalidade de um cubo de gelo e por isso criei um distanciamento com história, apesar do tema sensível. E a verdade é que o climax da trama, o bombardeamento, quando chegou fê-lo sem a pompa e circunstância que todo o livro tinha sugerido.
Por outro lado adorei a forma como o autor misturou a ficção científica/fantasia com o real.
Adorei a prosa e algumas artes são muito boas, mas no geral foi um livro que prometeu mais do que deu.
6/10
"You're Never Weird on the Internet", de Felicia Day
Uma biografia escrita de forma divertida e descontraída, com tiradas que me fizeram sorrir e outras reflectir.
Só gostava que tivesse ido mais a fundo em temas como: a depressão da autora; as tribulações com a criação da websérie que lhe deu fama.
Podem ler a minha opinião completa aqui no blog.
6,5/10

"Plutonium Blonde", de John Zakour
Um livro que me divertiu do início ao fim. Um pulp-fiction com sabor aos de antigamente mas com um toque de ficção científica que lhe dá outro fôlego. O detective principal tem um humor fabuloso e o seu assistente IA (Inteligência Artificial), o HARV, é do melhor que há! Já não me divertia assim com um livro há bastante tempo. Mas a história não lhe fica atrás e há surpresas escondidas em todas as esquinas. Algumas mais previsíveis que outras mas sempre bem conseguidas.
Por fim não posso deixar de recomendar, efusivamente, a versão audiolivro da Graphic Audio, que é brutal!
Podem ler a opinião completa AQUI.
8/10


"iZombie - Volumes 3 e 4", de Chris Roberson e Mike Allred
Depois de começar a ver a série de TV decidi terminar a leitura desta BD cujo primeiro volume eu já tinha lido em 2011.
Nestes dois últimos volumes a história muda um pouco e vai ficando mais louca à medida que o final se aproxima. E não é que eu não goste de coisas fora do normal mas chegou ali um momento que já era absurdo demais. No entanto a arte é lindíssima, as personagens estão muito bem criadas e o final em si foi bem conseguido. Eu gostei, apesar de toda a loucura.
Ah, e para quem viu a série (que é muito boa), fica o aviso que a BD tem pouco em comum. São duas entidades separadas mas que valem a pena por razões bem diferentes.
7/10

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A Vida aos Quadradinhos - 1º Trimestre 2015

Depois de uma longa pausa, o A Vida aos Quadradinhos volta com um apanhado do primeiro trimestres deste ano (e preparem-se que vai ser longo). Espero que descubram muitas BDs e Mangas interessantes. E se tiverem sugestões, deixem-nas num comentário. :)


"A Pior Banda do Mundo (1 a 3 - volume 1)", de José Carlos Fernandes
Esta leitura surgiu no seguimento do primeiro encontro do Clube de Leitura de Braga - BD.
Há uns bons anos atrás, quando a Devir estava no seu auge de publicações, soube do lançamento do primeiro número de A Pior Banda do Mundo e, apesar de curiosa pelo seu conteúdo, esta BD nunca me veio parar às mãos. O tempo foi passando e só agora, com o relançamento em volumes de capa-dura, é que a oportunidade ressurgiu.
A Pior Banda do Mundo conta várias histórias, contidas em duas pranchas cada. As personagens são múltiplas mas repetem-se, por vezes, em histórias distintas. Tentar fixá-las pelo nome é difícil, mas pelas suas personalidades e manias já é mais fácil.
O melhor destas pequenas grandes histórias de duas páginas é que todas são críticas socias e, de certa forma, bem actuais, conseguindo pôr o dedo na ferida. Algumas são mesmo fascinantes e ficamos a pensar nelas durante uns tempos.
Uma pequena lista das minhas favoritas: O Triunfo da Entropia, As preocupações Metafísicas, O Condensador de Livros, A Última Palavra, As Estatísticas Vitais, O Lexicógrafo Implacável, Escola Superior de Faláca e Diletância, A Escrita Criativa, entre outros.
Passando então à arte propriamente dita, ou não se tratasse isto de uma banda desenhada, o que mais gostei foi a palete de cores, os tons sépia que dão mais vida às vinhetas. Por outro lado, o que menos gostei foi da inexpressividade das personagens, cujos rostos não transmitiam quaisquer emoções, salvas raríssimos casos. E, se por uma lado, isto é compreensível pela melancolia da própria história, acabava por tornar difícil distinguir as personagens pelos seus traços desenhados e não lhes percebíamos as intenções e ideias senão pelas palavras.

Em suma, gostei dos três volumes, em especial do segundo ( O Museu Nacional do Acessório e do Irrelevante) e espero em breve ler os restantes três.

"You Can't Disappear from Me - Vol. 1 a 4 (Boku kara Kimi ga Kienai)", de  Saki Aikawa
Este manga cai no erro de usar demasiados clichés , especialmente na última metade. Tem boas personagens e uma excelente química entre o casalinho principal, assim como uma arte apelativa, no entanto a história não acompanhou essa qualidade, o que foi uma pena.
Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.

"The Circumstances of Our Strange Love (Boku to Watashi no Henai Jijou), de Shiro Amano
Este manga é pura diversão! Os personagens são adoráveis, o romance é super-fofo e o final é perfeito. Curtinho mas bom!
Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.

"Undead", de Kazurou Inoue
Conhecendo já vários dos trabalhos deste mangaka, eu esperava algo mais. Undead tem algumas cenas engraçadas e a premissa é interessante, mas as histórias não são muito boas e não me consegui ligar a  nenhuma das personagens em especial, tirando na primeira história.
Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.

"X-Men: Days of Future Past", de Chris Claremont e John Byrne
A razão porque esta é uma história clássica do Universo Marvel é óbvia, ou não fossem as repercursões enormes, no entanto custou-me muito a adaptar ao estilo comic dos anos 80, com diálogos e balões super-descritivos e repetitivos. E o mais engraçado é que mais de metade do álbum nem sequer é sobre o "Days of Future Past", mas até gostei mais da aventura no Canadá, com o regresso do Wendigo.
Foi bom conhecer esta história em BD, mas continuo a preferir a aventura no Wolverine: Dias de um Futuro Passado (publicado pela Devir no Wolverine 8 e 9, em 2000).

 “I Kill Giants – Eu mato Gigantes”, de Joe Kelly e JM (Kingpin Books)
Eu Mato Gigantes conta-nos a história de uma rapariga que, a princípio, pode parecer muito estranha: Usa orelhas de animais na cabeça, não tem amigos, passa muito tempo debaixo da mesa, recusa-se a subir ao primeiro andar de sua casa, e diz-se caçadora de Gigantes (tem inclusive um saco onde diz guardar a sua maior arma, e este está sempre fechado).
A protagonista está belissimamente bem apresentada e a história está construída de tal forma que, apesar de não ser inesperada, a revelação sobre o que se passa no 1º andar da sua casa acaba por ser surpreendente.
Houveram, no entanto, duas coisas que não gostei no enredo: o desfazamento entre os primeiros dois capítulos e os restantes; e a violência desmedida que ocorria entre a Barbara Thorson e a sua ‘rival’ na escola. Era demais!
Fora isso, adorei tudo, desde as personagens (excepto a ‘vilã’) até à forma como a história é contada. Tem o tamanho certo e desenrola-se ao bom ritmo.
Quanto à arte, tenho opiniões divergentes. Por um lado adoro o traço nas cenas mais dinâmicas: nos combates com gigantes, na representação das coisas que a Barbara vê no mundo, e melhor ainda nas cenas de medo e terror que ela sente. Mas por outro lado acho que o traço não funciona bem nos restantes casos, ou seja, nas cenas mais normais; parece apressado e descuidado.
Por exemplo, na cena do combate com o titã, o estilo brilha. Está fenomenal! Mas na escola … bem, digamos que não causa o mesmo impacto.

Em suma, I Kill Giants – Eu mato Gigantes é uma novela gráfica com uma história com a qual é fácil nos relacionarmos, que explora bem as suas potencialidades e nos dá uma protagonista bem interessante. A arte, nas cenas de acção, está fabulosa, mas nas cenas mais corriqueiras acaba por não funcionar bem. Mas não se deixem enganar por isso, pois I Kill Giants – Eu mato Gigantes é um trabalho que merece ser lido e apreciado. Recomendo!

"Black God (Kurokami) vol. 11 a 15", de Dall-Young Lim e Sung-Woo Park 
Adorei a interecção entre a Excel e a Mikami no volume 11. Outra coisa boa foi a evolução do relacionamente entre o Keita, a Kuro e a Akane. Por outro lado começa a aparecer ali um romance onde até agora este era muito frágil, por isso ainda é muito cedo para saber se gosto ou não. Uma coisa que não gostei foi do facto de mais uma rapariga ir viver com  o Keita. O harem não pára de crescer e esta rapariga é especialmente irritante. Fora isso, continua a vontade de saber como isto vai terminar.


"Sword of the Dark Ones", de Yasui Kentaro e Tsukasa Kotobuki
Um bom manga de acção, com excelententes personagens e páginas duplas estonteantes. Podem ler a opinião completa no Nekko-Mimi.

"The Wallflower (Yamato Nadeshico Shingi Henge) vol. 24 a 32), de Tomoko Hayakawa
Já há muito que esta série está demasiado cansativa e repetitiva. Testa constantemente a minha vontade de ler o final, que supostamente está tão próximo. Isto porque embora seja uma história super-engraçada, com personagens hilariantes, as piadas repetem-se até ao infinito, já tivemos pelo menos 4 Halloweens e 3 Natais desde o volume 1 e mesmo assim a autora quer-nos fazer acreditar que eles continuam todos com a mesma idade.
A verdade é que ao longo destes últimos volumes houve algum desenvolvimento das personagens mas foi tão ténue que eu estive quase para desistir. Só se aproveita 1 ou 2 capítulos por volume, o que é francamente mau. Mas eu persistirei! Quero ver o fim!

"Ressentiment vol. 4", de Kengo Hanazawa
Este manga é bastante obscuro, mas a premissa é bastante interessante: o mundo virtual sendo mais importante para o protagonista que o mundo real. A reviravolta dada no último volume é mirabolante e foi bem usada. Não posso dizer que amei a série, mas foi muito interessante e se conseguirem adaptar-se ao facto de a maiora das personagens não serem de uma beleza convencional, são capazes de dar umas boas gargalhadas, como eu fiz. O protagonista é em igual parte irritante e alguém com quem se pode empatizar facilmente, e foram realmente as personagens que fizeram o manga.

"Empowered 3", de Adam Warren
Tirando três ou quatro histórias, este volume foi bastante insignificante. A história do passado do Thugboy foi muito boa, e a da Ninjette também estava bem, assim como uma ou duas no início do volume. Mas a Emp foi a que menos desenvolvimento teve neste volume e passou o tempo quase todo em situações ridículas e repetitivas. Imagino que este volume seja de transição, porque até agora foi o mais fraco.
Mesmo assim a arte, como sempre, está absolutamente fabulosa. Linda! Tanto em cenas normais como, especialmente, as de acção. E até os capítulos arte-finalizados (coisa nova nesta BD, já que todos os desenhos são finalizados a graffite/lápis) estã muito bons.

"Três Sombras", de Cyril Pedrosa
Apesar de desconhecer por completo o trabalho deste artista, foi desde as primeiras páginas que "Três Sombras" me impressionou.
A história começa por mostrar-nos a vida corriqueira de uma pequena família que vive isolada na sua pequena quinta, na paz e harmonia do lar. Tudo isto muda quando, uma noite, três figuras surgem no horizonte e a partir daí nunca mais se afastam muito da família. As suas presenças assustam os membros da família, que se vêem impotentes perante as mesmas. E a história progride a partir daí.
E que história! Eu adorei! Fala da perda, da despedida, do amor e de como cada pessoa lida com estas coisas de forma bem diferente. A reacção da mãe é totalmente oposta à do pai e isso enriquece a história. Até mesmo as pessoas que eles vão conhecendo ao longo da viagem, para o bem e para o mal, e depois a parte final em que o pai conhece-se a si mesmo, aos seus medos e sentimentos e estes são exprimidos nas páginas de forma tão cruel. Está muito bom!
A única parte que não gostei particularmente no livro foi quando se revelou o vilão e saltamos de cena sem pré-aviso, de forma completamente abrupta e confusa. Depois a exposição do passado do 'vilão' foi um pouco extensa demais para o papel que ele teve na trama. Mas fora isso, não tenho nada a apontar.
Por seu lado a arte é lindíssima! O artista já trabalhou para os estúdios Disney e isso percebe-se na sequência de imagens, na fluidez dos desenhos e na composição geral das páginas. Este é um álbum que merece ser lido lentamente e apreciado vinheta a vinheta. Certas partes, como a no pantanal, com o velho que salva o pai e o filho, estão incrivelmente bem conseguidas, e então a cena do naufrágio ... Uau! Sem palavras! E para denotar a mestria do desenho, basta dizer (tanto quanto eu reparasse) nunca foram usados onomatopeias (sons escritos) e isso nem se notou, porque o próprio desenho evocava o som.
Um livro feito par ser visto e apreciado uma e outra vez.

Em suma, Três Sombras é uma obra magnífica, com desenhos maravilhosos e uma história tocante  que resultam num álbum que vale a pena ser lido e apreciado devagarinho.

"The Waking Dead - vol. 17", de Robert Kirkman, Charlie Adlard
Há uns tempos li muitos volumes desta série de uma assentada, de tal forma que fiquei saturada e tive de fazer uma pausa bem grande. Para dizer a verdade estava convencida que nunca mais lhe iria pegar, mas recentemente decidi que ia tentar mais uma vez e ver como corria. Realmente esta BD, para mim, não pode ser consumida em grandes doses, ou corre o risco de tornar-se nociva. É pelo facto de ser tão propensa a mortes grotescas e por seguir um ciclo vicioso de: Conflito inicial, conflito extremamente violento, vitória, pequeno rescaldo de 1 ou 2 capítulos, Conflito Incial, conflito extremamente violento, vitória, pequeno rescaldo de 1 ou 2 capítulos, e por aí em diante.
Esta última história, em especial, foi difícil de engolir, talvez porque uma das minhas personagens favoritas morreu de uma forma absolutamente estúpida e desnecessariamente gráfica (mas nesta BD tudo é gráfico até ao extremo).

"Gantz - vol. 30 a 37", de Hiroya Oku
Gantz é, desde o início, um manga bastante gráfico e com uma boa dose de violência. estes últimos volumes não trouxeram grandes surpresas mas a sequência de acção está muito boa e a ligação com as personagens cresce ainda mais à medida que os capítulos vão avançando. A exploração de divindade e religião que é mostrada nos últimos volumes é bastante interessante e o efeito dos rostos de 'Deus' = Wow!
No geral gostei muito do desfecho. A arte está soberba, como já é habitual, e a batalha final foi bem conseguida. o final propriamente dito, ou melhor dizendo: o rescaldo, foi um pouco facilitado demais, mas sinceramente se fosse outro os leitores iam ficar zangados, por isso eu vou deixar passar o cliché em branco.

"Y - The Last Man - vol. 2 a 10", de Brian K. Vaughan e Pia Guerra
A premissa para esta BD é muito intrigante: uma epidemia qualquer mata todos os mamíferos machos do planeta, incluindo todos os homens. Apenas Yorick Brown sobrevive. Ele e o seu símio.
Seguir as desventuras do Yorick pelo mundo, foi uma aventura em pêras. O rapaz atraía sarilhos que era uma coisa louca.
Esta BD tem boas personagens e sabe usá-las para avançar a trama, mas ao mesmo tempo achei que, dadas as circunstâncias, as coisas estavam um pouco facilitadas em certas ocasiões.
O que realmente mais gostei de ver nesta BD foi a degradação da sociedade assim que a calamidade ocorreu. E o seu posterior regresso a um certo nível de normalidade.
Uma coisa engraçada que reparei é que, nesta BD, toda a gente que leva um tiro ou desmaia por outro motivo, acaba por falar no seu sono e dizer coisas que as outras personagens nunca descobririam de outra forma. Achei essa tática muito fraca, sinceramente.
Por outro lado o final romântico foi muito climático e estava, fracamente, excelente, mas a consequente resolução da vida das outras personagens deixou muito a desejar. No entanto depois as últimas 3/4 páginas realmente brilharam e foram perfeitas.

**

E foram estas as muitas leituras bedéfilas do primeiro trimestre de 2015. E vocês, qual foi a melhor BD que leram este ano?

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A Vida aos Quadradinhos - Maio 2014

Depois do vídeo a fazer um pequeno apanhado de todas as minhas leituras do mês, incluído as bandas desenhadas/mangas, fica aqui uma pequena opinião de cada:

O Fim da Busca (Dragon Ball 2), de Akira Toriyama
Aproveitei a publicação do manga, em português, para o comprar e finalmente ler. Uma grande lacuna, o eu ainda não ter lido este manga, que foi a base para um dos animes que mais gostei de ver em adolescente. Eu sei que o manga já foi publicado há muito em Portugal e que, entretanto e infelizmente, a publicação foi descontinuada pelas Edições Asa (IMPERDOÁVEL!) mas eu estou a fazer a colecção aos bocadinhos. E  a verdade é que, com tanto para ler, acabo por esquecer deste manga.
No entanto, pegar neste segundo volume foi uma lufada de ar fresco!
Ri-me imenso (aquela cena das cuequinha XD), adorei revisitar as personagens, os locais e as fabulosas aventuras. A arte está excelente, é muito expressiva e funciona em sincronia com o enredo. Muito bom!

Magi: The Labyrinth of Magic (volumes 1 a 5), de Ohtaka Shinobu
Porque estava curiosa em ver o anime, decidi primeiro ler o manga, ou não fosse eu grande fã da banda desenhada japonesa. Magi: The Labyrinth of Magic pega nas Mil e Uma Noites e converte-a em algo novo. Eu gosto muito do Aladdin, que é a personagem principal, e da Morgiana também. O Alibaba ainda me deixa dividida por isso não sei se gosto dele ou se referia que alguém lhe desse um pontapé.
O ponto forte deste manga é o mundo nele criado e a mitologia por trás de tudo. As personagens poderiam ser melhores mas talvez com o tempo esta sensação desapareça. A arte é muito bonita e a história tem um bom compasso, embora tenha várias falhas. Acho que tenta chocar e trazer sempre algo diferente, quando por vezes lhe bastava levar o seu tempo com as personagens. Não sei ...
O meu balanço destes primeiros 5 volumes é positivo e pretendo continuar a seguir a série.

domingo, 11 de maio de 2014

A Vida aos Quadradinhos - Janeiro a Abril 2014

Já há vários meses que não faço esta rubrica, talvez porque em Dezembro não li nenhuma BD e depois fui-me alienando um pouco do blog. Por isso aqui ficam as leituras aos quadradinhos, do meses de Janeiro a Abril de 2014:
Shadow Kiss (Academia de Vampiros 3), de Richelle Mead e Leigh Dragoon e Emma Vieceli
Para quem leu os livros da série, não é novidade que o terceiro é o mais emotivo e com mais desenvolvimento. Esta adapatação para novel gráfica foi bem conseguida e é uma alternativa a quem quiser seguir a série mas não quiser ler os livros. Como nos anteriores, os acontecimentos são mais apressados que no livro mas isso não é necessariamente mau. Infelizmente não achei que o momento mais marcante do livro (e da saga) fosse suficientemente bem explorado. Não teve tanto impacto como no livro mas isso talvez se deva, em parte, ao facto de eu já saber o que se ia suceder.

Toki Meca! 1, de Naoko  Takeuchi
Tinha lido os primeiros capítulos há uns anos atrás e embora não tivesse adorado, decidi voltar a pegar-lhe para terminar, pelo menos, o primeiro volume. E foi só mesmo isso que fiz. E até isso custou. História muito marada (não tenho outra palavra para a descrever), situações muito repetitivas e pouco desenvolvimento de personagens. Não me atraiu, de todo!

Running on Empty 1 e 2, de Kim Jea-Eun
Um manga shounen-ai (boys love) que é bastante fofo e que acaba por ter duas personagens interessantes, apesar de cair nos clichés do género e de ser um pouco abrutalhado no início. Gostei bastante do final.

Shinobi Life 11 a 13, de Shouko Konami
Acho que já aqui disse antes que gosto muito da arte deste manga e dos seus portagonistas. Estes foram os volumes finais e, apesar de eu esperara algo melhor para o desfecho, acabou por não ser mau de todo. As personagens tiveram o fim que mereceram e houve espaço para bastante desenvolvimento, especialmente do principal antagonista.

O Gato do Rabino, de Joann Sfar
O Gato Rabino contém três histórias que se sucedem de forma bastante espontânea. É uma obra cujo tema é bastante explícito: o judaísmo, e que é bem aproveitado neste formato, nestas personagens e nestas histórias.
Confesso que conheço pouco o povo, a religião e o estilo de vida judaico, mas isso não me impediu de desfrutar destas histórias; bem pelo contrário, acho que até ajudou.
As três histórias foram interessantes mas a minha favorita foi "O Malka dos Leões", talvez por ser a do ponto central, onde conhecemos a fundo as personagens e onde as suas acções têm as maiores consequências. A beleza da mensagem: amizade, auto-descoberta e esperança, também fez com que acabasse por ser a melhor.
No entanto há algo que me impediu de adorar esta BD e isso prende-se com as personagens. Apesar de ricas e bem adaptadas À história, a verdade é que não me liguei com nenhum dos humanos, apenas com o gato que, no final, me pareceu o mais humano, o menos quebrado. Acontece que todos os outros me pareceram um pouco fracos. Talvez mais humanos, certo, mas também mais difíceis de apoiar, especialmente na terceira história. A Zlabya foi, para mim, a menos agradável das personagens, talvez por ser a que menos é explorada, ou talvez por ter uma personalidade algo desagradável. Contudo também entendo que as personagens são fruto da época, e esta BD não decorre nos tempos modernos, daí que certas características sejam mais que compreensíveis.
Os desenhos funcionam lindamente, embora possa demorar um pouco que o leitor se habitue, especialmente porque o estilo não é coeso. o entanto esta falta de simetria é, aparentemente, propositada, e acaba por ter uma beleza muito própria, mesmo na sua mais visível deformidade. E porque não quero correr o risco de não fazer sentido, mantenham em mente que por vezes o desenho é muito realista, e noutras vinhetas este é o mais cartoonizado possível.
No geral é uma BD muito interessante, que vale a pena ler e que me proporcionou umas boas horas de leitura e reflexão.


Animal Jungle, de Nana Shiiba
Já tinha lido os primeiros dois capítulos e quis terminar o volume. É uma manga engraçado mas não me ficou na memória.

C-Blossom Case 729 vol. 2, de Harutoshi Fukui e Kayoko Shimotsuki
Tendo já lido o primeiro volume, quis terminar a série, lembrando-me que tinha até gostado do que lera antes. Neste segundo a história cai nas ciladas habituais, nos clichés, no entanto tem algumas cenas finais bastante bem conseguidas e por isso acabou por não ser mau. Não gosto de quando a protagonista precisa ser sempre salva e essa é uma das fraquezas do manga, mas o romance é fofinho.

Hikitateyaku no Koi, de Ako Shimaki
Tendo já lido alguns mangas desta artista, a arte é sempre uma das coisas que mais me agrada mas também as histórias românticas acabam por ser interessantes. Este volume é composto por várias histórias independentes cada qual com as suas personagens. Gostei, mas não adorei.

Happy Rush, de Tomomi Nagae
Gostei bastante deste manga,. apesar de alguns percalços pelo meio. O facto de as personagens terem vidas bastante rotineiras, jogou a seu favor, e adorei o facto de o final ficar totalmente em aberto, mas de uma forma que deixa o leitor satisfeito.

Hitomi de Watashi wo Tsukamaete, de Tomomi Nagae
Só li a primeira história deste volume mas gostei. Não foi nada de especial, mas também não foi particularmente mau.

Kisu, Shite Iidesuka...?, de Tomomi Nagae
Também aqui só li um capítulo e a ideia foi semelhante. Não desgostei, mas não amei. A arte é bonita mas a história podia ter mais desenvolvimento e novidade.

Neste momento estou a ler "Magi - The Labyrinthof Magic" e a gostar. Em breve falarei desse manga.

domingo, 8 de dezembro de 2013

A Vida aos Quadradinhos - Outubro e Novembro 2013

Nos últimos dois meses li pouca BD mas acabaram por ser todas memoráveis, já que terminei 3 séries que seguia.

Gokusen 15 e Gokusen Katsuhen, de Kozueko Morimoto
As aventuras da Yankumi (Yamagichi) sempre me trouxeram um sorriso aos lábios. Gokusen é um dos mais aparvalhados e divertidos mangas que já li, por isso esperava um final em grande. Infelizmente isso não aconteceu. O final não foi propriamente mau, mas ficou aquém da restante série. Parece que jogaram pelo seguro, foram pelo mesmo caminho que sempre tinham ido e isso não me surpreendeu nem satisfez.
Ainda assim, Gokusen é um manga que reconheço que valeu a pena ler, pelas situações malucas, pelas personagens divertidas e pelas próprias mensagens: que não interessa em que família nascemos, o que interessa é o que fazemos na vida; e que até os delinquentes têm sentimentos e podem ser redimidos.
Se procuram uma história alucinada com situações hilariantes e personagens meias maradas, Gokusen é o a escolha certa.

Curiosidades: Gokusen teve direito a duas adaptações para televisão (1 anime e 3 temporadas de um live-drama) e uma adaptação para cinema.

Gokinjou Monogatari 5 a 7, de Ai Yazawa
Da mesma autora do conhecido "Nana" este Gokinjou Monogatari nunca me cativou realmente. As personagens irritavam-me mais vezes do que me  divertiam e, bem, tinha a sensação que já as conhecia de outros mangas da autora (Nana e Paradise Kiss).
O desenho é fofo e alguns dos relacionamentos são interessantes, mas é apenas mais do mesmo. Lembra-me demasiado o "Paradise Kiss", que eu já não tinha apreciado por aí além.
Gokinjou Monogatari não é um manga mau, por assim dizer, mas não é bom e acaba por cansar.
"Nana" é sem dúvida melhor trabalho da autora.

Curiosidades: Gokinjou Monogatari teve direito uma adaptação para televisão (anime). 

As Fantásticas Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy (3), de Filipe Melo, Juan Cavia, Santiago Villa
Chegaram ao fim as aventuras deste grupo de heróis que tanto me divertiram nos dois volumes antecedentes.
Depois dos acontecimento do segundo volume, seria difícil igualar o Apocalipse que aí se passou, por isso os autores decidiram focar-se mais nas personagens, ou melhor, no Dog Mendonça. Esta foi uma decisão acertada pois seria difícil fazer algo mais grandioso que no segundo. No entanto confesso que teria gostado de os ver a explorar mais o Pizzaboy. O que me pareceu que aconteceu, foi que as páginas foram poucas. Havia muita coisa para dizer e pouco espaço para o contar.
Dito isto, este é um desfecho mais que merecedor para esta série, com excelentes cenas, personagens interessantes e uma arte fabulosa. Contudo eu queria algo mais. Ou será simplesmente o sentimento de saber que este é o último volume?

Bem, se não conhecem esta BD, eu recomendo todos 3 livros. Estão há espera do quê?

Já agora, ficam os dois vídeos promocionais:

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A Vida aos Quadradinhos - Setembro 2013

Em Setembro terminei alguns mangas e manhwas que já seguia há bastante tempo. Também continuei a seguir alguns webcomics e ainda li algumas BDs em ebook. E vocês? Que leram?

Gaia, de Powree e Oliver Knörzer (leiam grátis AQUI)
O dia da execução aproxima-se e a rebelião toma novas proporções. Excelente desenvolvimento de personagens e da trama, além de arte excepcional.


Steves, de Keiichi Matsunaga (leiam gratuitamente
AQUI
Esta pequena BD está bastante bem desenhada e é divertida. Ficou só a sensação de que é demasiado curta e a prometida sequela não se encontra em lado nenhum. Uma pena!

Lady Ice, de  Barbara G. Tarn (podem ler gratuitamente AQUI)
Despite having liked a few panels, this comic lacked narrative focus and character development. The art wasn't superb, but that wasn't really what made it bad. The story just had nothing going for it. No build-up, no real confrontation, the action bounced around without logic and it was just hard to firgure out what it was all about.
Still, the art wasn't all that bad and it worked well as an ebook.

Antique Bakery Dj, de Fumi  Yoshinaga

Antique Bakery, o original, foi um dos mangas que mais me surpreenderam, há uns anos atrás. Mas não contente com o que podia fazer no manga original, a artista pegou nas personagens e criou o seu próprio doujinshi (bd feita e vendida por amadores), atrevendo-se a integrar cenas e temas que não podia fazer quando a série estava serializada.
Para fãs de Antique Bakery, este doujin é imperdível. Aqui conhecemos ainda melhor as personagens, os seus passaos, os seus receios, e as suas relações, no entanto este é um manga yaoi, que, para quem não sabe, é um manga que contém cenas de sexo entre homens. Enfim, este não é muito explícito, por isso não deverá ser esse o motivo para não ler.
Confesso que, apesar de ter adorado reencontrar as personagens, as histórias em si não me cativaram tanto, mas também não dei o tempo por perdido.

Ice Revolution (I-Rev), de Tsutsumi Aya e Youhei Takemura
Este é um pequeno manga, cheio de espírito, sobre um desporto que raramente vejo retratado em banda desenhada. Muito ao estilo shounen, cheio de garra e de objectivos impossíveis, ainda assim é fácil simpatizar com a protagonista.
A história é bastante simples, mas em certos momentos consegue brilhar. A arte, por sua vez, é belíssima.
Só tive pena que acabasse tão depressa.

Change 123, de Iku Sakaguchi e Shiuri Sakaguchi
Change 123 é o tipo de manga que, em princípio, eu nunca iria gostar.É super ecchi (cheio de momentos em que se vê a roupa interior das raparigas, e em que elas estão em poses dignas de revistas +18), e, no entanto, Change 123 é tão mais que isso!
Acho que foram várias as razões porque me cativou tanto: a personagem principal e as suas múltiplas personalidades e os conflitos que isso gera, o protagonista masculino que apesar de ser um totó sem força, acaba por nunca desistir e ter uma personalidade muito afável; e, claro, as cenas de acção que são brutais!
A história em si também é bastante forte, apesar de o final me ter deixado pouco satisfeita, na verdade acaba por ser o desfecho perfeito para a série.
Este é um manga que recomendo a todos os tipos de leitores de manga. Experimentem! Pode ser que sejam surpreenddidos.

Unbalance x Unbalance, de Dal Young Im e Soo Hyun Lee
Este manhwa é uma espécie de BD harem, que também não é um género que eu aprecio com regularidade. No entanto, Unbalance x Unbalance, além de mostrar uma sociedade diferente (Coreia) também tem personagens fortes e distintas (se bem que por vezes são bastante irritantes). Para quem está habituado aos mangas japoneses, e à seu sistema educacional, este manhwa será uma experiência diferente.
Com belíssima arte e uma história bastante romântica e com alguns momentos deliciosos, Unbalance x Unbalance acabou por perder alguma força nos anos em que esteve parado, mas o final que finalmente chegou, acaba por ser satisfatório. Na memória ficam alguns capítulos marcantes, especialmente quando focados no romance entre Myung Jin-Ho e Nah Hae-Young.

Kagijin, de Yasuki Tanaka
Conheci Kagijin através do seu belíssimo capítulo experimental, que além de muito bem executado, prometia uma excelente história, com personagens bem vincadas. Infelizmente, quando foi serializado, Kagijin foi tão alterado que acabou por piorar, e muito. Nenhum do brilho do capítulo 0 ficou, apesar de a premissa ser basicamente a mesma. As personagens mudaram, o foco alterou-se, e com isso perdeu-se muita qualidade.
Kagijin prometia algo excelente, mas acabou por ser perder rapidamente e não deixará saudade.

domingo, 8 de setembro de 2013

A Vida aos Quadradinhos - Agosto 2013

Em Agosto terminei de ler um manga que me é muito querido e que me apertou o coração várias vezes. Também li vários webcomics novos que me surpreenderam. E vocês? O que leram?

Naruto vol. 65 e 66
Correndo o risco de soar como uma fangirl: Team 7 volta a atacar! Yeah!
Se alguém daqui ler Naruto há tanto tempo como eu, certamente que sentirá o mesmo. Apesar de tudo o que se passou entretanto, e do quanto Naruto, Sasuke e Sakura se distanciaram, foi um mimo vê-los juntos novamente. Só estou à espera que o Naruto dê um murro no Sasuke, e então aí ficarei satisfeita.
Outra cena marcante foi quando mostraram todas as equipas de novo. Lembrei-me logo do Exame Chunnin e só tive pena por se terem esquecido da equipa do Lee (embora saiba porque o fizeram, e não falo porque são Spoilers)
Outra cena que gostei bastante foi do confronto Kakashi vs Obito, porque, bem, eu esperava isto desde que suspeitei que o Obito era ... bem ... o Obito. E isto já foi há muito tempo! Agora aquela transformação final do Obito parece algo saído do Bleach. Juro! Não sei se gosto.

Gakuen Alice (fim)
Gakuen Alice é um manga que sigo há alguns anos. Conheci-o através do anime, o que é pouco comum, e desde então que fiquei rendida a esta história. Apesar de as suas personagens serem quase todas crianças com pouco mais de dez anos, quem ler Gakuen Alice rapidamente perceberá que o enredo é muito maduro, por vezes até demais. Não é uma história feliz, mas é capaz de trazer um sorriso ao leitor mais sisudo. É alegre na mesma medida em que nos faz chorar desalmadamente.
Não vou dizer que Gakuen Alice é perfeito, porque não é, mas está lá perto.
O mais engraçado é que aquilo que faz de Gakuen Alice um manga excelente, é também o seu ponto fraco. Neste manga temos muitas personagens, e todas são muito bem caracterizadas e conseguem brilhar por mérito próprio, no entanto a arte da autora é bastante linear e temos muitos rostos quase iguais, o que por vezes torna difícil perceber quem é quem logo que aparecem na página. Felizmente as suas distintas personalidades acabam por colmatar esta lacuna.
Acho até que posso dizer, sem qualquer problema, que não existe uma personagem neste manga que eu deteste, ou que ache que não faz lá falta. E isso é algo impressionante, a meu ver. Mas claro que tenho as minhas favoritas, que não são mais que a Mikan e o Natsume. O que mais gosto na Mikan, é a forma como ela consegue tocar no coração de todos com quem se cruza, não de uma forma falsa, mas de uma forma que me faz acreditar que, se existem pessoas como ela, com certeza terão à sua volta gente que mudou radicalmente por ter convivido com elas. O que gosto no Natsume é a forma como ele parecia um idiota que mas tarde se revelou uma das personagens que mais amadureceu.
O final deste manga deixou-me dividida. Por um lado queria mais, mas por outro acho que a autora o terminou de forma merecedora e aqueles últimos volumes fizeram-me chorar tanto.
Enfim, se ainda não leram, dêem uma oportunidade a Gakuen Alice.


Asas nos Pés 1 e 2, de Ricardo Andrade e Marta Patalão (leiam gratuitamente AQUI)
Este pequeno manga, disponibilizado gratuitamente pela NCreatures, conta-nos a história de um jovem futebolista que só pensa em ser o melhor, e que chega a achar-se o melhor, mas que rapidamente aprende que não é só dele que depende o resultado.
É uma história curta, desenhada ao estilo manga, que me recordou um pouco do Capitão Tsubasa (Oliver e Benji), que costumava passar na RTP1 quando eu era criança.
As personagens podiam estar mais desenvolvidas, mas é uma BD que se lê bem e cujo final está bem conseguido.


Gaia, de Powree e Oliver Knörzer (leiam grátis AQUI)
O único problema de Gaia, é que custa esperar pela próxima página. Fora isso, a BD continua esplendorosa e a história fica melhor a cada nova página.

 
Land of Lions 1 a 3, de Cassandra Jean (leiam grátis AQUI)
Land of Lions, confesso, não me cativou no primeiro, nem no segundo capítulo, mas no terceiro já fiquei mais interessada. Acontece que a história, especialmente no primeiro capítulo, aconteceu demasiado depressa e o compasso não foi bem conseguido. Já no terceiro, como as coisas parecem finalmente fazer um pouco de sentido, gostei mais.
Por outro lado a arte desta BD é excelente.


NeverenD 1, de VanRah (leiam grátis AQUI)
Esta BD espanta logo de início, pelas suas ilustrações. Eu sei que a BD não se 'mede à cor' mas eu fiquei presa às ilustrações coloridas. A BD interior, a preto-e-branco já não é tão marcante, mas mantém-se coerente e é bonita. Já no que diz respeito à história, achei que a primeira parte foi mal aproveitada e não deram espaço para alicerçar bem o que se havia passado. Saltaram logo para a parte que achavam interessante, sem introduzir bem o leitor na trama. No entanto, depois dessas primeiras páginas é fácil criarmos um elo com as personagens e o final do primeiro capítulo está muito bem conseguido.


Prague Race 1 e 2, de LEPPU (leiam grátis AQUI)
Ainda tenho de ler mais desta BD para saber realmente o que pensa mas, para já, estou a adorar. As personagens são muito divertidas, a arte é linda e o enredo está a ficar interessante. Além do mais temos uma loja de antiguidades que parece assombrada. Querem melhor?

Rumplestiltskin 1, de Holy (leiam grátis AQUI)
Está aqui uma BD que não me conseguiu convencer no primeiro capítulo e, ainda assim, tenho vontade de ler um pouco mais. Acontece que não simpatizei, de todo, com a personagem principal, no entanto gostei do irmão dela, do mundo medieval que nos é apresentado e também do mistério com o Rumplestiltskin. E são razões suficientes para querer ler pelo menos mais um capítulo.Contudo, este primeiro capítulo ficou aquém do que esperava, apesar de arte ser linda (a arte sozinha nada faz).

Simon Sues 1, de Myung Hee Kim (leiam grátis AQUI)
Aqui está uma BD de mistério e fantasia que me manteve agarrada às suas páginas. Bom enredo, personagens interessantes e muitos mistérios ainda por descobrir. A arte também é bastante apelativa, mas foi o enredo que me cativou.
Se gostam de mistérios sobrenaturais, experimentem Simon Sues. Embora eu só tenha lido um capítulo, esta BD promete.


Todd Allison & the Petunia Violet 1, de Nozmo (leiam grátis AQUI)
Ainda não sei muito bem o que pensar desta BD, mas já me ri bastante com ela, por isso imagino que fique ainda melhor. Temos personagens bem peculiares e muito bem retratadas, uma história que parece, à primeira vista, bastante linear, mas há alguma promessa escondida de algo mais. Algum mistério.
 A arte é lindíssima e o desenho de personagens é perfeito., assim como a escolha das cores. Gostei muito do que li até agora.

Urban Reality 1 e 2, de JonLock (leiam grátis AQUI)
Esta BD tem uma história que parece +/- episódica, com mistério paranormal à mistura, e confesso que o primeiro caso até foi interessante e teve algumas cenas absolutamente brilhantes, no entanto não sou grande fã do estilo da arte (inacabado e até um descuidado). Não é arte que define se uma BD é boa mas, quando parece que o artista teve preguiça de fazer mais, é mau para o leitor. E acontece que achei que a trama, no primeiro capítulo, se dispersou demasiado com cenas que confundiram mais do que auxiliaram. Não sei se vou voltar a esta BD, mas talvez o faça porque gostei do segundo capítulo.

Vampire Fetish 1, de LOOM (leiam grátis AQUI)
Estranha é o melhor adjectivo para esta BD. Não sei bem o que pensar das personagens ou do enredo. Há momentos interessantes mas o protagonista não me cativou e a história também não. É possível que não volte a ler Vampire Fetish, embora lhe tenha achado alguma piada. Simplesmente não é o tipo de história que me mantenha presa às páginas.

Saigami 1, de A. Otilia Vieral (leiam grátis AQUI, em português) 
Apesar de o primeiro capítulo ainda nem estar completamente publicado, e de Saigami ter começado um pouco estranho e sem grande nexo, confesso que as mais recentes páginas me têm mantido presa ao enredo. Tem aquele ar de manga de aventura fantástica que eu gosto bastante. A arte não é nada de surpreendente, embora em momentos me tire o fôlego (nas páginas duplas, maioritariamente) mas é mesmo a história que eu gosto. Sei lá! Faz-me voltar atrás no tempo e isso é bom, de vez em quando.
Para o que não lêem em inglês, fica a informação que esta BD está disponível na nossa língua.

ERA: Ibuki 1 a 3, de Wave (leiam grátis AQUI)
Tenho de começar por dizer que, graficamente, este manga parece um autêntico anime. E mais, o artista faz uso da web para criar surpresa com a maneira como os painéis são apresentado. Vale a pensa só por isso. Mas não vou denegrir ERA: Ibuki a um mero exercício gráfico, pois a história também tem alguns pontos a favor. É-nos apresentado um mundo distópico, em constante guerra, no entanto pouco sabemos de como chegamos a este ponto, quem são os inimigos, ou porque  os dois lados estão em guerra. São nos dadas pequenas pistas que se mostram insuficientes, a meu ver, mas pode ser que isso ainda venha a ser melhorado. Afinal a BD ainda está a decorrer.
Gosto da protagonista e as restantes personagens até estão bem expostas, mas não são muito interessantes, a meu ver.
Voltando à estética, esta BD deixa-me um pouco baralhada. Tem painéis lindíssimos, a nível de cor e desenho, mas depois aperecem cenas em que o desenho e pobre e inestético. A pintura salva o desenho, mas não disfarça tudo. Enfim, apesar de visualmente estonteante, em certas ocasiões (maioritariamnete fora das cenas de acção), deixa im pouco a desejar.
Vale a pena ler? Eu diria que sim, embora ainda esteja à espera de mais explicações.

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