quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Passatempo termina amanhã


passatempo 100 seguidores

Não se esqueçam que o Passatempo 100 Seguidores, do blog Floresta de Livros, termina já amanhã. Participem!

Booking Through Thursday - Em Voz Alta


1. What do you think of reading aloud/being read to? Does it bring back memories of your childhood? Your children’s childhood?
2. Does this affect the way you feel about audio books?
3. Do you now have times when you read aloud or are read to?

Não tenho grandes recordações de infância, por isso não sei ao certo se gostava que me lessem em voz alta, mas acredito que sim. Quem não gostava quando era criança?
Agora eu a ler para os outros, a história já se complica. Já várias pessoas me disseram que eu tenho uma boa entoação e que gostam de me ouvir contar histórias, mas a verdade é que cada vez pareço gostar menos de o fazer. Não ajuda o facto de eu não gostar de estar no centro das atenções, quer de conhecidos, mas muito menos de desconhecidos.
No entanto recordo-me ainda com carinho de quando a afilhada da minha mãe ia a nossa casa passar fins-de-semana e me pedia sempre para lhe contar histórias antes de adormecer. Somos ambas mais ou menos da mesma idade por isso gostávamos +/- das mesmas coisas. Nessa altura achava graça a ser eu a contar-lhe histórias e sei que anos mais tarde, quando ela voltou a dormir lá uma altura (já nós estávamos a entrar na idade adulta), me pediu a mesma coisa e eu já me senti mais ... tímida (chamemos-lhe assim), mas ela lá me convenceu a contar-lhe uma história, pelos velhos tempos.
Recentemente a única altura que me lembro de ter lido algo em voz alta, foi para a minha mãe, que na altura estava doente e me pediu que lhe lesse um dos meus livros (uma parte). Eu não queria nada, mas lá fui eu.
A verdade é que não me sinto à vontade por duas razões: Como não ouvimos a nossa voz da mesma forma que os outros nos ouvem , quando penso que estou a falar bem, se calhar os outros estão-me a ouvir numa voz esganiçada. não basta já a minha voz ser poderosa (e é!, de tal forma que quando me oiço nos gravações, assusto-me), ainda por cima não sei se estou a fazer as coisas bem. Isso dá-me um medo de falar para o público, que não consigo ultrapassar, embora com a idade esse medo tenha vindo a diminuir em parte.

Continuo a gostar que leiam para mim e normalmente gosto muito que os autores leiam uma parte das suas obras nas apresentações dos livros, por exemplo (ai se um dia for eu no lugar deles, nem quero imaginar), e nos livros de prosa não sou muito esquisita quanto à entoação, desde que não seja monótona. No entanto, no caso dos livros de poesia, vou ser sincera e dizer que poucos foram os autores que ouvi que souberam ler com sentimento os seus próprios poemas. Poderia ser do nervosismo, ou talvez não. A verdade é que para se entoar poesia é preciso, não só sentir as palavras, como expressá-las. E isso não é para qualquer um. Felizmente quando o fazem bem, fazem-no MESMO bem.

No caso dos audiobooks, já experimentei alguns e só um número relativamente reduzido me cativou realmente. É um risco porque, já que a maioria dos audioboks só tem um narrador, ou este/a é mesmo bom/a e sabe entrar na pele de todas as personagens que falam, ou então o audio-livro pode ser um desastre. Também é preciso que a voz seja minimamente reconhecível com a personagem que faz de narrador no livro original. Não vamos colocar uma mulher a narrar um homem ou um senhor de idade a narrar um adolescente. (a menos que sejam pessoas que realmente conseguem gesticular a voz, como há alguns talentosos).

Já em relação à terceira pergunta, normalmente não o faço com livros que estou a ler, mas de acordo com um dos conselhos do David Soares, de vez em quando, enquanto faço a revisão das minhas histórias, leio-as em voz alta para perceber a 'sinfonia' das palavras. Não o faço sempre, mas é um exercício que acho muito construtivo.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

As minhas folhas não caíram dessa árvore que és tu

"As minhas folhas não caíram dessa árvore que és tu", de Lúcia Vaz Pedro (Ideias & Rumos)

Sinopse:
Nesta obra a autora evidencia uma grande imaginação e uma assinalável capacidade de entrelaçar os fios da narrativa de modo a seduzir, envolver e alimentar permanentemente a curiosidade e o interesse do leitor em relação ao percurso vital de cada uma das personagens.

Opinião:
Deixem-me começar por dizer que, apesar de o título ser muito extenso, acho-o muito poético, além de fazer todo o sentido para o livro em questão.

Encontrei este livro por acaso, na Feira do Livro de Barcelos, no ano passado. Estava a um preço muito reduzido e lida a sinopse, achei-o interessante o suficiente para trazer para casa. Nunca tinha ouvido falar da obra, nem da autora, por isso iniciei a leitura um pouco às escuras.
Fiquei, logo de início, absorvida nas palavras que lia, quase poética na sua construção. No entanto, à medida que a narrativa avançava, apesar de a curiosidade ser crescente, também o era a confusão. Há livros que nos confundem de uma forma cíclica e que nós, enquanto leitores, até apreciamos; mas existem outros livros cuja trama se rebusca de tal forma que quase nos perdemos. Isto, num livro cuja premissa é tão simples e cuja história quase não tem complexidade (não há mistérios, nem grandes conflitos) é ainda pior, pois o leitor sente-se quase um estranho na história. O pior é concluir que esta confusão, que parece propositada da parte da autora, era absolutamente escusada e nada trouxe a favor da narrativa.


A escrita da autora é muito cuidada, diria quase bélica, mas por vezes é também bastante confusa.  A autora alterna constantemente entre a perspectiva das personagens grande parte das vezes não o faz convenientemente. Isto fez-me bastante confusão ao longo do texto e foi uma grande pena, pois fora isso o texto estava muito bom. Também o facto de a autora saltar do passado para o presente e futuro, não ajudou muito a que a confusão se dispersasse.
Tenho ainda que dizer que, enquanto grande parte dos diálogos estavam muito bem conseguidos, outros momentos houve que criaram um certo desconforto, não pelo tema, mas por não parecerem naturais e estarem lá apenas para criarem um suspense desnecessário e por vezes até repetitivo. No entanto, é de repetir, que, na sua maioria, os diálogos estavam muito naturais.
Não fosse isto e o livro seria ainda melhor. Embora a história se salve por si só e acabemos por gostar de o ler, tenho consciência que teria realmente gostado muito mais dele não fossem estas confusões. 

A história em si é um pouco idealista e confesso que não gostei particularmente do desfecho dado a certas personagens. O livro é sobre o perdão e nisso ressalvou-se, mas exactamente por isso perde alguma plausibilidade. No entanto, olhando num prisma de este tentar ser uma 'lição de vida' é um livro muito bonito (quase utópico em certos aspectos) e que traz ao de cima o pior, mas mais que tudo, o melhor das pessoas.

*spoiler* Este livro tem uma reviravolta muito à Eça de Queirós, que poderia ter sido mais surpreendente, mas que por culpa do modo narrativo, se adivinhou com muita facilidade (não sei se tal foi propositado, mas tirou algum brilho ao enredo).*fim de spoiler*
As personagens são muito bem exploradas e cada uma é individualizada de forma interessante e coerente. Apesar de, no caso do Miguel, a sua abrupta mudança ter ficado aquém do que poderia, caso a autora não tivesse saltado logo de uma fase muito má para uma fase muito boa. Ou seja, quase não houve transição e isso tornou a mudança demasiado  conveniente (se bem que explicada pelo salto temporal, mas acho que deveria ter sido mais bem explicada).
Neste sentido, a minha personagem favorita foi o amigo de Miguel (cujo nome neste momento me escapa), que foi o que se manteve mais constante e razoável ao longo do livro.

Em suma, este foi um livro muito curioso, que me deu gosto ler, mas que poderia ter sido mais marcante, não fosse a escolha da autora em rebuscar (a meu ver, desnecessariamente) a acção. A história é muito bonita transmite uma mensagem sublime de perdão, mas isto torna-a também um pouco inverossímil e para os mais descrentes (na humanidade), o final será um pouco insatisfatório.
Uma leitura diferente e que me deixa com vontade de conhecer outros trabalhos da autora.

Capa (Soraia Pereira), Design e Edição:
É verdade que gosto muito do verde, mas não é só por isso que gosto muito desta capa. Além da ilustração ser muito simbólica em relação à história, julgo haver ali uma harmonia dos elementos. Embora a mulher (escultural) pouco tenha a ver com a história (ou não fosse a mulher mais falada uma idosa), decidi encará-lo como uma representação de uma Sofia mais nova. A conexão também é óbvia com o título e aí sim, a ilustração brilha realmente.
A edição está atenta, especialmente no papel usado (gloss), mas em termos de design, a formatação interior deixa bastante a desejar pois existiam parágrafos onde não deviam existir, e isso, apesar de não interferir na leitura, foi algo que sobressaiu, apesar de o livro em si (como objecto) estar primoroso.



---- Onde encontrar o livro : Goodreads- Wook - Livraria Leitura - CulturMinho -


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Booking Through Thursday - Em Público


Do you carry books with you when you’re out and about in the world?
And, do you ever try to hide the covers?
Levo sempre um livro na bolsa, vá para onde vá. A excepção acontece apenas nas poucas vezes que são com o intuito único de tirar fotos, ou quando tenho a certeza de que não vou ter oportunidade para ler (ex: vou a um concerto). No caso das fotografias, como sou daquelas que está sempre a pressionar o botão da captura, não teria tempo para ler, mesmo que quisesse. No entanto, em todas as outras ocasiões o livro segue comigo, por isso ressinto-me bastante quando o livro é enorme e pesa como um tijolo. Não deixo de o levar por isso, mas custa.

Quanto à segunda pergunta, estranhamente (ou não) de quando em vez lá acontece de eu tentar esconder uma capa. Não é que eu tenha vergonha de mostrar o que estou a ler. Tenho é vergonha da capa que os editores escolhem. Por vezes as capas são tão ridículas e tão ... explícitas, que se torna difícil ter a 'coragem' de o levantar e mostrar ao mundo. Ainda por cima como vivemos num pais onde pouca gente lê, sempre que estou a ler um livro há quem olhe para tentar 'cuscar'. Isto irrita-me imenso! Especialmente quando as pessoas são descaradas ao ponto de quase se colarem a nós. Não me importo que olhem e até que me perguntem sobre o livro, mas muitas pessoas parece que nos julgam. Ainda outro dia estava no dentista e queria sacar do livro para ler, mas nem o fiz porque a única outra pessoa que lá se encontrava, estava descaradamente a olhar para mim, de alto a baixo, como se fosse melhor que eu. Que nervos! Com tanto sítio para onde olhar. GRRRR!
Mas por norma não escondo as capas dos livros que leio e até os ostento com orgulho.

Nota: Curiosamente, hoje, o blog  Book Chick City falou sobre capas "embaraçosas" nos romances. Podem ler aqui.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Dardo de Kushiel

"O Dardo de Kushiel (Kushiel 1)", de Jacqueline Carey (Saída de Emergência)

Sinopse:
TERRE D'ANGE é um lugar de beleza sem igual. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa... e que a raça resultante do amor entre anjos e humanos se rege por uma simples regra: ama à tua vontade.
Phèdre é uma jovem nascida com uma marca escarlate no olho esquerdo. Vendida para a servidão em criança, é comprada por Delaunay, um fidalgo com uma missão muito especial... Foi, também ele, o primeiro a reconhece-la como a eleita de Kushiel, para toda a vida experimentar a dor e o prazer como uma coisa só.
Phèdre é adestrada nas artes palacianas e de alcova, mas, acima de tudo, na habilidade de observar, recordar e analisar. Espia talentosa e cortesã irresistível, Phèdre tropeça numa trama que ameaça os próprios alicerces da sua pátria. A traição põe-na no caminho; o amor e a honra instigam-na a ir mais longe. Mas a crueldade do destino vai levá-la ao limite do desespero... e para além dele. Amiga odiosa, inimiga amorosa, assassina bem-amada; todas elas podem usar a mesma máscara reluzente neste mundo, e Phèdre apenas terá uma oportunidade de salvar tudo o que lhe é mais querido.

*Este livro representa metade do romance original "Kushiel's Dart", estando a segunda parte publicada com o nome "A Marca de Kushiel".

Opinião:
Ganhei este livro no início deste ano e se demorei tanto a lê-lo foi por receio de não ser o momento certo para o fazer. Tinha consciência, mais ou menos, do que encontraria no livro, por isso não fiquei chocada com nenhum do conteúdo (para quem leu o "História de O", este até é bastante ameno), mas infelizmente o que esperava que me deslumbrasse, acabou por não o fazer. Mas vamos por partes.

A história em si não é do tipo que me cative. Tem muitos jogos de intriga, política e espionagem. Pouca acção e demasiadas incógnitas. Ainda assim a autora consegue manter o interesse, graças à sua escrita. Uma coisa que gostei muito na sua construção, foi a mitologia e a religião. Tudo neste livro foi claramente pensado ao pormenor, não só em termos religiosos, mas politico-sociais e parece que a autora tem um grande orgulho neste seu 'mundo'. Apesar de achar que tudo está bem estruturado, houve algo que me impediu realmente de gostar desta sua criação e que está inerente ao próprio povo D'Angeline. A autora relata-nos um povo esbelto, em que todos são belezas dos céus, mas ainda assim Phédre passa metade do tempo a dizer como uma ou outra personagem são os mais belos que ela já avistou (isto muitas vezes). O conceito de beleza, como em tudo, é muito relativo, mas a autora quase que parece apreguar a sua definição de beleza (ou definições, plural), de tal forma que quando são introduzidos na trama os Skaaldi (um outro povo) a primeira característica que lhes é incutida é a sua fealdade (acompanhada da selvajaria). Compreendo que isto seja aos olhos da Phédre, mas senti quase como se a autora me estivesse a dar um sermão sobre a beleza física. Isto fez--me imensa impressão aquando a leitura.

Voltando à trama, pode dizer-se que este primeiro livro foi quase uma introdução. Os primeiros capítulos foram autênticos info-dumps (despejo de informação), que apesar de ser apresentada de forma muito natural e, de certa forma, até cativante, não deixou de ser um pouco demais.
Ainda assim acontecem várias coisas  ao longo do livro, mas quase todas estão para além do campo de visão da protagonista e dessa forma são apresentadas de forma banal. Além disto as personagens são tantas que eu terminei o livro sem saber quem era quem (para além dos principais) e o facto de a maioria nunca aparecer realmente numa cena, além de ser meramente mencionada, não ajudou em nada a que o leitor fixasse nomes e os associasse a determinados acontecimentos.

Em relação às personagens, deve ser já claro que não gostei da Phédre, a protagonista. Isto fez com que a leitura se tornasse ainda mais difícil para mim já que tudo se passava pelos olhos dela. Pessoalmente não consigo sentir empatia com uma rapariga de 12 anos cujo maior (e único?) desejo parece ser o deixar de ser virgem e praticar o culto de Namaah (leia-se, prostituição). Queria apiedar-me dela, pelo seu passado, mas não consegui, graças à forma de ela ver a vida. Cheguei ao fim desta primeira parte, com a sensação de que a Phédre não tem personalidade.
Claro que gosto de personagens diferentes e enredos diferentes, chegando mesmo a gostar do próprio tema do culto do prazer, mas este livro não funcionou da forma que devia, especialmente porque não glorifica o culto do prazer, mais do que o torna banal e até desprezível. Não ajuda o facto de a 'condição' da Phédre ter uma explicação supostamente divina e de isso ser desculpa para ela não se conseguir controlar em certas situações. O que é feito da força de vontade? Do auto-domínio e disciplina que supostamente ela aprendeu ao longo da vida?
Felizmente as outras personagens eram mais interessantes, até mesmo os vilões. Os que mais apreciei foram Joscelyn, Hyacinthe e Delauney, além de Melisande (uma mulher que sabe o que quer).

Em contrapartida, o que me fez continuar a ler foi a magnífica escrita da autora, e a clara paixão que ela tem pelo mundo que criou. Daí que persista, na esperança que a Phédre amadureça (a nível intelectual) e a história ganhe interesse, apesar de o final deste livro já auspiciar grandes mudanças e mais envolvimento da Phédre na acção.

A escrita da autora é excelente. Muito rica e bela, sem chegar a ser cansativa. Claro que a tradução também está a par com a autora, caso contrário teria saído daqui um livro desastroso.
A autora apresenta-nos um mundo que quase podemos sentir, dedicando-se, no entanto, bastante mais à parte religiosa, política e social, do que propriamente a descrições paisagísticas, o que é uma grande perda, a meu ver, pois não "senti" os locais da mesma forma que "senti" a civilização.

Em suma, foi certamente um livro que ficou mais interessante nos capítulos finais, mas que pecou por um início fraco, demasiadas intrigas politico-religiosas, personagens a mais e especialmente uma protagonista com a qual é difícil nos identificarmos a qualquer nível. Ainda assim fica a vontade de ler o segundo volume ou não fosse este apenas metade do livro original), para saber qual o destino das personagens.
Sinceramente, esperava muito mais (mesmo quando as minhas expectativas não eram muito altas).

Tradução (Teresa Martins de Carvalho):
Um trabalho exímio e que parece quase impecável, salvo algumas repetições que surgem raras vezes nos textos. A tradutora esforçou-se por usar uma linguagem mais ... 'arcaica' (digamos assim), de forma a adequá-la ao tipo de história e, suponho, ao estilo original da autora.

Capa, Design e Edição:
A capa original (à direita) é muito simples e nada diz sobre a história. Daí nunca ter sido a minha favorita. Já a nova capa portuguesa (em cima, à esquerda) tem mais simbolismos. A capa vermelha, que tanto é mencionada no livro e a tatuagem que se vê nas costas da mulher. Apesar de a modelo não coincidir totalmente com as descrições da Phédre (protagonista), está fiel o suficiente para ser uma boa representação. Já a caveira, não está ali a fazer nada e não tem qualquer conexão com a história, salvo que existem algumas mortes no livro, mas a caveira parece-me um pouco exagerada, mesmo que tente simbolizar a suposta 'maldição' de Kushiel e do nome Phédre. Poderia até não incomodar nada, se fosse um pouco mais pequena e não se destacasse tanto. Dessa forma manteria algum simbolismo, mas não roubaria toda a atenção.

Nota: Ganhei este livro através do passatempo promovido pelo blog Páginas Desfolhadas e pela Saída de Emergência. Obrigada!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Booking Through Thursday - Replay


Have you ever finished a book and loved it so much you went right back and started re-reading it again?
(And obviously, if so, we want titles!)

Nunca o fiz nem nunca tive vontade. Bem, pelo menos que me lembre, na idade adulta. Claro que quando era mais nova li e reli os mesmos livros vezes seguidas, mas em termos literários mesmo, não me recordo de nenhum caso.
Normalmente prefiro deixar passar algum tempo antes de sequer voltar a repetir uma leitura, mas como nunca encontro tempo para reler livros, acabo por nunca chegar a fazê-lo, por mais que a vontade seja muita. Ponho-me de olhos na pilha enorme de livros que ainda tenho por ler e logo se me varre da ideia o conceito de releitura.
Um dia, talvez ... todos aqueles livros que quero revistar venham a ter a sua segunda oportunidade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Passatempo - 100 Seguidores

Pois é, meus adorados seguidores, para comemorar este maravilhoso número (100!), vou hospedar o primeiro passatempo do blog.
Eu queria fazer algo em grande e oferecer 3 a 4 livros, mas como o dinheirinho para os prémios vai sair do meu bolso, eu não me posso dar a esses 'luxos'. Vocês compreendem, certo?
Em alternativa, decidi então por outra forma de passatempo. Vou deixar que o vencedor escolha de entre 4 livros aquele que mais lhe interessa.

Os livros possíveis são:
"As Cidades Invisíveis", de Italo Calvino; [opinião]
"O Leitor", de Bernhard Schlink; [opinião]
"Sunshine", de Robin McKinley (em inglês); [opinião]
"Eternal Sabbath - volume 1", de Fuyumi Soryo (banda desenhada, em inglês). [sem opinião online]
 
Regras:
- O passatempo termina às 23:59 horas do dia 30 de Setembro de 2011;
- Só podem participar seguidores do blog (afinal é para lhes agradecer a eles, mas qualquer pessoa que se torne seguidora, pode também participar);
- Para os livros em português (Italo Calvino e Bernhard Schlink), só podem participar residentes em Portugal ou Ilhas. Para os restantes dois livros (Robin McKinley e Fuyumi Soryo), aceitam-se participações de qualquer país abrangido pelo BookDepository (consultem lista), incluindo Portugal, claro;
- Só se aceita uma participação por pessoa e por morada;
- Apenas haverá um vencedor, escolhido aleatoriamente através do site random.org.


PASSATEMPO ENCERRADO


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