sábado, 11 de junho de 2011

45 Days Book Challenge

A convite do Vítor Frazão, nos últimos 45 dias fiz o 45 Days Book Challenge, que consiste em, todos os dias, nomear um livro para cada ponto seguinte. A lista completa segue abaixo:
- Dia 1 – Livro Favorito
Começo mal, porque na verdade não tenho um livro que possa chamar de meu favorito. Para simplificar, vou antes dizer qual foi o meu livro favorito do ano passado: "Sunshine", de Robin McKinley.
- Dia 2 – Livro detestado
Detestado é uma palavra tão forte, mas um que não gostei foi “Eclipse”, de Stephanie Meyer.
- Dia 3 – Livro subvalorizado
"A loja dos suicídios", de Jean Teulé.
- Dia 4 – Livro sobrevalorizado
"Memória de Elefante", de António Lobo Antunes.
- Dia 5 – Livro que levarias para uma ilha deserta
Só posso escolher um? Dos que tenho teria de ser “The Element Encyclopedia of Magical Creatures: The Ultimate A-Z of Fantastic Beings from Myth and Magic”, de John Matthews e Caitlín Matthews, que ao menos me entreteria durante muito tempo.
- Dia 6 – Livro que leste mais vezes
Uuuuiii … eu sou pouco de repetir leituras, por isso este é difícil. Os livros da “Rua Sésamo”, e basta olhar para as lombadas para perceber o quanto eu amava a minha colecção.
- Dia 7 – Livro que te desiludiu
Meridiano de Sangue”, de Cormac McCarthy. Depois do “A Estrada” (do mesmo autor), esperava um livro mais interessante.
- Dia 8 – Livro tão mau, tão mau, mas tão mau que consegue ser bom
Vou ter que votar num manga: “Fall in love like a comic”, de Chitose Yagami. Aquilo é do mais estúpido e cliché que há, mas eu adoro!
- Dia 9 – Livro mais longo que já leste
Bela pergunta. Deixa cá ver … “Harry Potter e a Ordem da Fénix” de J.K. Rowling, com 750 páginas, mas tenho maiores em casa (só que ainda não os li).
- Dia 10 – Livro mais curto que já leste
O Banqueiro Anarquista”, de Fernando Pessoa, com 60 páginas.
- Dia 11 – Livro que não conseguiste acabar
Já foram vários, mas o “Marcada”, de P.C. Cast e Kristin Cast, destaca-se por eu não ter conseguido ler mais que 20 páginas.
- Dia 12 – Colecção (saga)  favorita
Harry Potter”, J.K. Rowling
- Dia 13 – Sequela que nunca devia ter sido impressa
Mockingjay”, de Suzanne Collins. Perdoe-me quem gostou, mas para mim o terceiro livro estragou a saga. (Claro que mesmo assim não chegou aos calcanhares do horror que foi o “Eclipse”, de Stephanie Meyer, mas não queria usar o mesmo livro no dia 3)
- Dia 14 – Livro comovente
Desta vez um outro manga. Desta feita é "Solanin", de Inio Asano, que me fez chorar rios e suja história me apaixonou.
- Dia 15 – Livro hilariante
O Anjo mais Estúpido“, de Christopher Moore
- Dia 16 – Livro perturbante
Sorte”, de Alice Sebold
- Dia 17 – Livro inspirador
Assim de repente não me lembro de nenhum que me inspire profundamente na vida. Nenhum se sobressai.
- Dia 18 – Livro para o qual escreverias uma sequela
Escrever não escrevia, mas adorava ter uma sequela par “Sunshine”, de Robin McKinley. (E já escrevi uma fanfiction do “Naruto” (aliás, mais que uma), por isso também deve contar)
- Dia 19 – Livro em cujo universo habitarias
Naruto”, de Masashi Kishimoto. Que foi? Eu sempre quis ser ninja. :P
Dia 20 – Melhor citação (diálogo)
"If you live to be a hundred, I want to live to be a hundred minus one day so I never have to live without you.", A.A. Milne (Winnie-the-Pooh)

- Dia 21 – Melhor citação (descrição)
"She generally gave herself very good advice, (though she very seldom followed it).", Lewis Carroll (Alice's Adventures in Wonderland & Through the Looking-Glass)
"We accept the love we think we deserve.",— Stephen Chbosky (The Perks of Being a Wallflower)
- Dia 22 – Autor(a) favorito(a)
Sem qualquer ordem de preferência: J.K. Rowling, João Barreiros, Luís Filipe Silva e Robin McKinley, J.R. Ward.
- Dia 23 – Livro que espelha a tua vida
Nenhum, que eu conheça, mas nunca se sabe não existirá algures no mundo. Agora também acho que se não existir isso é uma coisa boa, porque um livro parecido com a minha vida seria muito aborrecido. :)
- Dia 24 – Personagem literária mais parecida contigo
Quando li o livro, revi-me bastante na Cannie do “Bons na Cama”, de Jenniffer Weiner.
- Dia 25 – Personagem literária favorita
Sirius Black, "Harry Potter" de J.K. Rowling; Rae (Sunshine) Seddon, em "Sunshine" de Robin Mckinley.
- Dia 26 – Personagem literária que gostarias de conhecer
Jenks, “Dead Witch Walking” de Kim Harrison (que, estranhamente, foi o único personagem que me interessou realmente neste livro).
- Dia 27 – Personagem literária que odeias
Nils Bjurman, em "Os Homens que Odeiam as Mulheres", de Stieg Larsson.
- Dia 28 – Personagem literária que adoras odiar
Snape, "Harry Potter" de J.K. Rowling.
- Dia 29 – Personagem literária com a qual trocarias de lugar
Esta resposta para mim é um pouco complicada, porque raramente leio sobre personagens cujas vidas não sejam um eterno desastre. Mas acho que teria imensa graça ser a Suze por um dia (“Terra Sombria”, de Meg Cabot).
- Dia 30 – Personagem literária que admiras
Sorcha, “A Filha da Floresta” de Juliet Marillier.
- Dia 31 – Personagem literária que nunca devia ter sido criada
Eu estava tentada a dizer que é a Bella Swan, mas depois dei-me conta que na verdade (para mim), o grande erro do livro nem é a Bella, mas sim o Edward, por isso nomeio o vampiro reluzente e stalker, para esta categoria. No entanto, fica também a nota que acabo por concordar um pouco com outras pessoas que dizem que todas as personagens têm um propósito (embora muitas vezes o leitor não perceba qual).
- Dia 32 – Personagem literária com a qual terias uma relação amorosa estável
Não é muito ético dizer isto, mas eu sempre achei que o Chrno (“Chrno Crusade”, de Daisuke Moriyama), na sua versão adulta, era um exemplar perfeito de homem para mim (tirando a parte de ele não ser totalmente humano e tal … (E só para esclarecer, antes de haver o manga homónimo, existia já o romance/novela).
- Dia 33 – Personagem literária com a qual terias “one-night stand”
Eu diria nenhum, mas depois de pensar bem no assunto, se calhar o Bones de “Halfway to the grave“ da Jeanine Frost. :P
- Dia 34 – Personagem literária secundária que merecia um livro só dela
A Lolita, do livro “Lolita” de Vladimir Nabokov, pois embora o livro tenha o nome dela, neste ela não passa de uma personagem secundária e acessória à verdadeira história, que é do HH. E assim nunca ficamos a saber realmente o que a motivava e porque fazia o que fazia.
- Dia 35 – Personagem literária para a qual escreverias um livro
Neste momento: nenhuma (para além das minhas próprias personagens), embora já tenha escrito várias fanfictions, no passado (Naruto e Escaflowne).
- Dia 36 – Personagem literária que não quererias encontrar num beco
Por razões óbvias, não queria encontrar o violador do livro “Sorte”, de Alice Sebold (cujo nome não me recordo). Pois não há nada mais temeroso que um vilão de verdade.
- Dia 37 – Livro para os dias chuvosos
E depois …”, de Guillaume Musso – Não me perguntem porquê, mas foi o primeiro livro que me veio à cabeça.
- Dia 38 – Livro para os dias solarengos
"O Cão Vermelho", de Louis de Bernières - Austrália? A história de um cão e as vidas que ele afectou. Uma leitura perfeita para o sol.
- Dia 39 – Livro que custou a ler
Os Maias”, de Eça de Queirós. Tanto custou, que ainda custa (ou seja, ainda não o terminei de ler por custar tanto a ler).
- Dia 40 – Autor(a) cujo talento invejas
Terei mesmo de dizer 'nenhum', pois embora goste de vários, a verdade é que não sinto necessidade de ser como nenhum deles, ou sequer penso nisso. E agora que penso nisso, até é um pouco estranho ... Embora não me importasse de ter o dinheiro da J.K. Rowling. :)
- Dia 41 – Livro que é um “guilty pleasure”
A saga “Lords of The Underworld” da Gena Showalter. Nem eu sei porque li os três primeiros e ainda tenho vontade de ler os restantes. *sigh*
- Dia 42 – Livro que adoravas e agora detestas
Detestar mesmo, não tenho nenhum, mas dantes amava o livro “Ruby” de V.C. Andrews, e agora acho-o banal.
- Dia 43 – Livro que marcou a infância
Os seis volumes da “Enciclopédia Infantil Ilustrada”. Aquilo abriu-me portas ao conhecimento e imaginação. Já não se fazem livros como estes!
- Dia 44 – Último livro lido
"O Beijo do Highlander", da Karen Marie Moning. Não valeu o esforço. :(
- Dia 45 – Próximo livro a ler
"Fortune's Folly", de Deva Fagan.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Booking Through Thursday - Comprado ou Emprestado?

All things being equal (money, space, etc), would you rather own copies of the books you read? Or borrow them?

Não é segredo nenhum que eu compro mais livros do que leio, por isso a minha resposta é óbvia. Prefiro mil vezes comprar, e saber que se quiser voltar a ler o livro o tenho sempre à mão, do que pedir emprestado (quer seja a um conhecido ou à biblioteca) e depois não ficar com ele para o caso de o querer emprestar a alguém ou reler, ou simplesmente abri-lo numa parte que me interessou.

Estranhamente, penso o mesmo em relação a livros que nem gostei de ler. Até eu penso que é ridícula esta minha decisão, mas não sou capaz de me ver livre de nenhum livro, mesmo os que detestei. Por isso é que não faço parte de comunidades como BookCrossing ou WinkinBooks, simplesmente não consigo. Porque assim que compro um livro, ou assim que me oferecem um, sinto como se ele passasse a ser parte da minha história e, por menos que tenha gostado dele, ao dá-lo estaria a livrar-me de uma parte dessa história, por isso deixo-os ficar (embora não me importe de emprestar).
Já tentei muitas vezes mudar de atitude - porque afinal, de que vale ter livros que não se gosta na estante? -, mas até hoje continuo na mesma.

No entanto, de vez em quando leio um livro emprestado (raramente peço, mas se me oferecerem para ler eu não recuso), e empresto sempre a quem me peça, ou a quem fique curioso depois de eu falar num determinado livro.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pariah 1

"Pariah 1", de Aron Warner / Brett Weldele / Philip Gelatt (ainda não publicado em Portugal)

Sinopse:
Brent Marks is not a freak. He is one of the Pariah, a group of teens who become extremely intelligent after being cured of a genetic disorder. Although in most ways a normal teen, Brent is considered dangerous and is tracked down by the government who see these kids as an enormous threat. Can he evade them? What do they have planned for Brent and the others?

Este é apenas o primeiro número do que, posteriormente, será uma compilação em volume.

Guião (Aron Warner / Philip Gelatt):
Com um início que parece muito regular, aos poucos o enredo vai ficando mais denso até mostrar as suas verdadeiras intenções.
Apesar de pouco nos ser dito sobre os Vitros, e muitas perguntas ficarem no ar, fica também a vontade de saber mais.
Só me pareceu que o início fosse um pouco lento, embora também necessário, poderia ter sido mais compacto, de forma a dar mais espaço para maior desenvolvimento.

Arte (Brett Weldele):
Apesar de a arte ser diferente do comum, gostei muito do tom dado às vinhetas. As cores estavam muito harmoniosas com os traços simples mas competentes do artista. Pessoalmente achei as pranchas muito interessantes, apesar dos poucos pormenores, pois o estilo combina muito bem com a história e o compasso do guião.


Em suma, apesar do início mais lento, esta novela gráfica promete um enredo interessante e intrigante. Fica a curiosidade de ler o próximo e ver onde este Pariah irá parar, pois este primeiro número nada mais foi que uma introdução.


Nota: Tenho de agradecer à editora (Sea Lion Books) a oportunidade de ler esta novela gráfica.

Dark Swan - Storm Born 2

"Dark Swan - Storm Born 2", de Richelle Mead / Grant Alter / David Hamann (ainda não publicado em Portugal)

Baseado na saga "Dark Swan" da autora Richelle Mead (mais conhecida em Portugal pela saga "Academia de Vampiros"), esta adaptação a novela gráfica, está a ser comercializada nos EUA (4 números que serão depois compilados num 1º volume; este é o número 2).

Guião (Grant Alter):
Agora que estou a ler o romance, sei que esta adaptação está muito fiel ao original. Grant Alter escolheu narrar muitas das vinhetas da mesma forma que o texto do romance está narrado, o que cria um reconhecimento imediato, embora por vezes não dê tanto espaço à arte para 'falar por si só'. Na verdade na maior parte das ocasiões é um acessório bem vindo à arte, mas talvez devesse ser mais comedida em certas cenas. Refiro-me particularmente à cena com o Djinn, que ganhou com as explicações, mas perdeu com demasiadas explicações. Se é que me faço entender.
Uma cena que gostei muito neste número, foi entre a Eugene e o Kyio, depois de eles derrotarem o 'monstro do gelo'. Gostei muito da reacção da Euguene (e as expressões ajudaram).
Também fiquei curiosa com o final, que promete desenvolvimentos interessantes para o próximo número.

Arte (David Hamann):
Mantendo a mesma qualidade do número anterior, a arte continua bastante interessante, o traço mantêm-se dinâmico e a sequência de acção está bem conseguida, especialmente quando há combates, mas mesmo nas cenas mais mundanas consegue criar uma sequência bem efectuada, sem repetições ou facilitismos. Gostei especialmente das expressões faciais e corporais das personagens, que me pareceram muito emotivas e bem pensadas.
Mais uma vez tenho de referir que as cores de Nelson Cosentino de Oliveira continuam excelentes. E também fica a nota que gosto muito da capa secundária, da autoria de Jennyson Rosero. Apesar de também gostar da capa do David Hamann, acho a do  Jennyson Rosero mais apelativa num contexto geral.


Em suma, este volume conseguiu seguir bem as pisadas do anterior, e apesar de alguma excessiva narratividade em certas cenas, a história está a acontecer num compasso muito bom, com a uma sequência que deixa o leitor a querer saber mais e mais. A arte está excelente, acompanhada de belas cores. Fico a aguardar ansiosamente o terceiro número desta primeira parte.


Nota: Tenho de agradecer à editora (Sea Lion Books) a oportunidade de ler este segundo número tão cedo. 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Top Ten Tuesday - Settings In Books

O tema desta semana, no Top Ten Tuesday, é Settings in Books (Cenários nos Livros), onde é suposto falarmos dos cenários que mais gostamos de ler. Eu vou também explicar porque adoraria visitar tais cenários (acho que assim é mais divertido), mas fica já a noção que, se tenho curiosidade me visitar um determinado cenário, é certamente porque o/a autor/a o descreveu de tal forma que me senti convidada a entrar nesses mundos/cenários.

Sem qualquer ordem de preferência:
- Irlanda e Inglaterra, ("A Filha da Floresta", de Juliet Marillier) - Se já tinha curiosidade em conhecer estes dois países, agora sei que tenho mesmo de os visitar um dia, especialmente a Irlanda que me fascina imenso. As descrições da autora só embelezam ainda mais os locais, deixando uma visão clara e mágica sobre as terras nele faladas;
- Escola de Hogwarts ("Harry Potter", de J.K. Rowling) - porque quem não gostaria de visitar uma escola onde a magia voasse em todas as direcções?;
- Orbias ("Orbias - As Guerreiras da Deusa", de Fábio Ventura) - Campos de triganjas? Orbias de poder? Cidades tão distintas como se ilhas isoladas se tratassem? Onde compro os bilhetes?;
- O território dos Changelings ("Slave to Sensation", de Nalini Singh) - porque estes seres vivem em harmonia com a natureza e ver as suas árvores construídas em árvores centenárias, deve ser um espectáculo que só visto;
- Os Céus de Júpiter ("Golfinho de Júpiter", de Mary Rosenblum) - As descrições da viagem em Júpiter, fazem recordar sonhos de cor e textura;
- Austrália ("O Cão Vermelho", de Louis de Bernières) - Fiquei apaixonada pelos extensos terrenos cobertos de areia vermelha;
- Marte ("A verdadeira Invasão dos Marcianos", de João Barreiros) - Marte como o conhecemos pode não passar de muito mais que rochas e pó, mas João Barreiros apresenta-nos um Marte cheio de história, onde cada passagem conduz ao desconhecido e nada do que pensamos ser verdade, o é realmente;
- Mongólia ("Warrior", de Zöe Archer) - As descrições deste pais inóspito, ainda cultivado nas suas tradições, deixaram-me curiosa quanto a essas terras e aos seus habitantes;
- Os Reinos ("Goose Chase", de Patrice Kindl) - Quando se encontra algo novo e inesperado a cada virar da esquina, quem não quereria entrar neste mundo mágico, cheio de perigo e aventuras?;
- Japão, que figura em quase todos os mangas que leio. Pelas suas tradições, especialmente.

E um bónus: "A Rua Sésamo". Pois quando era criança desejava um dia visitá-la. :)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Highlander Negro

"O Highlander Negro (Highlander 5)", de Karen Marie Moning (Saída de Emergência)

Sinopse:
Daegeus Mackeltar é um herói encantador assim como o seu pior inimigo. No final do anterior romance da autora, O Beijo do Highlander, Dageus usara os poderes dos druidas para viajar no passado e salvar o seu irmão gémeo, Drustan, que teria perecido num incêndio. Mas, ao fazê-lo, libertou os espíritos de treze maléficos druidas que agora vivem dentro dele. Durante a sua investigação de textos arcanos que podem conter a chave para aprisionar novamente os espíritos, Dageus conhece a muito curiosa Chloe Zanders, uma amante de antiguidades em Manhattan. Quando ela, acidentalmente,  tropeça" na sua colecção de documentos "emprestados", Daegus vê-se obrigado a mantê-la a sob a sua vigilância". A tensão e atracção atingem o ponto máximo quando os dois viajam até à Escócia para enfrentar os demónios de Daegus. A boa disposição de Chloe é a combinação perfeita para a sensualidade de Daegus. Esta história, selvagem e criativa, leva os leitores a uma viagem excitante através do tempo.

Opinião:
Tendo já ouvido falar muito desta autora, decidi começar por este livro (que tinha cá em casa). Não posso dizer que tenha sido a melhor escolha, pois o livro ficou muito aquém do que deveria ter sido.

A história, que tinha algum potencial (com a viagem no tempo e o choque de valores), não conseguiu transmitir a  riqueza do que poderia ter sido um dos pontos fortes do livro. O enredo desenrolou-se todo de forma muito simples e não existiram verdadeiros confrontos, sendo tudo finalizado de forma quase Deus-ex-Machina. Os vilões foram derrotados com um toque de magia e o herói foi salvo como se nada fosse.
Este livro é claramente um romance, mas infelizmente não se eleva acima disso, deixando-se vencer pelos facilitismos narrativos. A atracção esteve sempre presente (e quando digo sempre, é mesmo sempre), mas já tinha chegado ao fim do livro e não havia forma de eu ver uma pitada de amor, especialmente da parte da Chloe. Mesmo com o Daegeus, que profeçou o seu amor com demasiada rapidez e facilitismo (parecia que a amava só por ela ser virgem e curiosa), então a Chloe nem se fala, porque ela só o via como uma espécie de artefacto (ela adora artefactos) e sempre que pensava nele referia-se ao seu corpo divino e a sua origem antiga, nada mais. Por isso tive muita dificuldade em acreditar no suposto romance e amor entre os dois. Não estava lá, simplesmente.

Durante todo o livro, a Chloe quase pareceu uma personagem secundária. Não teve propósito nenhum na história, que não fosse servir de companheira sexual do Daegeus. Sendo ela uma estudiosa, podiam ao menos ter ajudado o Daegeus, mas nem isso. Simplesmente não fez nada! Felizmente em alguma coisa se tornou memorável, pois o 'amor' dela pelos artefactos foi deveras engraçado.
Gostei do Daegeus e da sua duplicidade, embora ficasse com a ideia de que poderia ter sido muito mais explorada (notou-se que a autora temia que pensássemos mal do protagonista, mas alguma maldade não lhe teria ficado mal, já que a história central é de como ele tem treze mauzões a azucrinarem-lhe a mente (literalmente)). Pareceu-me muito 'conveniente' que o único senão de ele usar magia fosse o crescente desespero sexual. A minha credulidade chega apenas até um certo ponto. Afinal treze almas maléficas não estariam apenas interessadas em sexo depois de 4 milénios aprisionados. Antes de tudo procurariam vingança, ou sou eu a única que pensa assim?
Já as personagens secundárias me pareceram mais interessantes que as principais. Tanto o Silvan como a Nelly, a rainha dos Tuátha dé Danan (não sei como se escreve ao certo) e o Adam, foram personagens bastante intrigantes.

A nível de escrita, não achei muito interessante. A autora não mostrou grande destreza a narrar os lugares maravilhosos que as personagens visitavam, ficando tudo à imaginação do autor. Focava-se apenas nas personagens e nas suas descrições, descurando o ambiente em volta. E quando temos lugares tão ricos como a Escócia presente e a Escócia passada, isto parece uma falha quase 'pecaminosa'.

Em suma, foi um livro medíocre, que não se destacou entre os demais no género e que fez dos protagonistas meros fantoches. Do romance propriamente dito, apenas se viu atracção e por isso o final parece forçado.
Darei outra hipótese à autora com a saga "Fever" (até porque tenho o primeiro livro em casa), por ser Fantasia Urbana e não Romance Paranormal. Talvez nesse campo a escrita consiga ser mais interessante.

Tradução (Teresa Martins de Carvalho):
A maior parte do tempo, a tradução estava razoável, mas de vez em quando apareciam uma expressões que me faziam 'comichão'. não porque parecessem arcaicas (que isso é de entender, já que sei que a própria autora as usa várias vezes, fazendo jus às origens do protagonista), mas porque a própria tradutora escolhia usar conjugações menos próprias.
Não me refiro ao 'moça' e afins (pois acabei por me habituar ao fim de algum tempo), mas outros termos que eram empregues. Foram demasiadas as vezes que tive de reler a frase para ver se não era eu que estava a imaginar duas palavras seguidas que acabavam por dizer a mesma coisa. Só para dar um exemplo, por várias vezes encontrei o seguinte: «demais mais» (o que é isto?).
Noutra nota, tenho de também de dizer que gostei muito do facto de a tradutora escolher usar as notas de rodapé para fazer referências culturais, históricas e outras.

Capa, Design e Edição:
Quando comprei o livro a capa não me apelou muito, mas enquanto o estava a ler, dei por mim a gostar dela. não só porque retrata bastante bem o protagonista, como na sua simplicidade dá pequenas pistas sobre a história (sem necessidade de ler a sinopse). É uma daquelas capas que não deslumbra, mas que não deixa de ser interessante.
O design interior está igual ao que a SdE sempre nos habituou. Muito simples, mas eficaz (apesar de por vezes achar que as margens poderiam ser um pouco mais pequenas, de forma a tornar os livros menos pesados).
Em relação à edição, pareceu-me que deveria ter sido muito mais cuidada, pois a ideia que ficou foi que nenhum editor se deu ao trabalho de reler a tradução, o que resultou em vários erros e frases dúbias, que não teriam escapado a um segundo par de olhos no texto.

Já agora, não compreendo a opção da SdE de editar os livros desta colecção somente a parti do nº 4 ("O Beijo do Highlander", volume anterior a este). Qual foi a ideia?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Booking Through Thursday - Opiniões


Do you read book reviews? Whose do you trust? Do they affect your reading habits? Your buying habits?

Acho que qualquer verdadeiro leitor (assíduo) lê muitas opiniões (sejam em blogs, revistas, jornais, etc.(por vezes ouvem, da boca dos livreiros, mas não deixam de ser opiniões)), caso contrário teriam ainda menos conhecimento do que anda no mercado e do que faz sucesso, ou daquelas pérolas que andam na boca de poucos, mas que esses poucos amam.
Existem uma dúzia de blogs cujas opiniões leio assiduamente, e outras mais que leio de vez em quando, se estiver interessada no livro. No entanto hoje em dia raramente compro um livro sobre o qual ainda não tenha lido nada (a menos que a sinopse me chame muito a atenção, ou já seja um autor que conheço). Além dos blogs, e ocasionais críticas em revistas e jornais, também tenho muita atenção às classificações no Goodreads (plataforma que adoro). Já encontrei vários bons livros através do site, e acho que vale bem a pena ter em atenção as opiniões e classificações lá contidas. por vezes basta lermos uma ou duas opiniões para percebermos se é ou não o nosso tipo de livros (muitas vezes as sinopses enganam).

Contudo, este meu comportamento não se reflecte noutras formas de livro, como na BD e no manga, onde eu simplesmente me deixo guiar pelo instinto. Aliás, no manga eu experimento mesmo de TUDO e decido por mim mesma o que vale a pena continuar a ler, e o que simplesmente é perda de tempo. Com os livros literários não posso muito bem fazer isso, pois necessitaria passar horas nas livrarias (coisa que infelizmente faço cada vez menos).

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