sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Lançamento de "A Luz Miserável"

Amanhã, dia 13 de Novembro, às 17:30 horas, o David Soares (autor de " Lisboa Triunfante", "A Conspiração dos antepassados", "O Evangelho do Enforcado, entre outros), vai estar no Fórum Fantástico (Biblioteca Municipal de Telheiras) para o lançamento do seu mais recente livro.

"A Luz Miserável" é uma nova colectânea de contos do autor, dentro do horror, publicada pela Saída de Emergência.

Podem visitar aqui o blog do autor: Cadernos de Daath.


Nota: Eu não vou sequer poder estar no Fórum Fantástico por isso não vou assistir, mas quem estiver por lá tem essa oportunidade.

domingo, 7 de novembro de 2010

Haven 1

Estive recentemente a assistir a toda a primeira temporada da série original do canal SciFi, "Haven", que é baseada num livro de Stephen King de nome "The Colorado Kid".

Haven é uma pacata cidade à beira mar, onde estranhos incidentes começam a acontecer. Audrey, uma agente do FBI e Nathan, um polícia local, vão aos poucos descobrindo o que se passa na cidade e nos seus habitantes, encontrando semelhança com algo que ocorreu em 1983 na mesma cidade.

O ponto forte da série nem é a história, que embora seja interessante e tenha novas abordagens a criaturas sobrenaturais, pouco traz de realmente inovador (o conceito não chega aos calcanhares do "Fringe"), mas sim as personagens que são únicas e muito intrigantes. Não são os típicos protagonistas, embora sejam um polícia e uma agente de FBI, conseguem destacar-se, assim como Duke que é um mimo.
Também o leque de actores está exemplar e não há um que eu não goste. Muito bem escolhidos.

O único verdadeiro senão desta série é o último episódio, que teve uma carga emocional bastante forte, mas que não teve o impacto que poderia ter alcançado por ter sido abrupto. Quiseram deixar tudo para o último epidódio e acabaram por apressar as coisas.
Felizmente vai haver uma segunda temporada que, esperemos, recupere os momentos áureos dos primeiros episódios, ou consiga ainda ser melhor.

sábado, 6 de novembro de 2010

Sr. Bentley, o Enraba-Passarinhos

"Sr. Bentley, o Enraba-Passarinhos ", de Ágata Ramos Simões (Saída de Emergência)

Sinopse: 
Sr. Bentley, o Enraba-Passarinhos, irá provocar incontroláveis convulsões aos amantes das ditas avezinhas e a qualquer incauto que ainda não tenha compreendido as verdades do mundo. É um clister moral, uma purga mal-pensante, um insulto ao bom-gosto, um gosto pelo insulto, um compêndio de palavras feias e um espelho do Portugal politicamente correcto em que o leitor habita. O Sr. Bentley não conhece travão e nada tem de sagrado. Mais do que uma pedrada no charco, é um verdadeiro pontapé nas penduricalhas miudezas deste pântano à beira mar encalhado; Portanto, leitor, acomode a coquilha sobre as jóias da família, proteja os dentes, e prepare-se para a porrada, porque o Sr. Bentley é um peso-pesado. Um Atlas que carrega com alegria sobre os ombros tudo o que de mais abjecto, medonho, mesquinho, estúpido e medíocre os portugueses têm… e, por isso, é um verdadeiro encanto. Pensando bem, caro leitor, tire daí a mãozinha; este livro não é para si!

Opinião:
Não sendo eu muito versada em sátiras, ou mesmo em humor negro (só me lembro de ler um livro que adorei, "A Loja de Suicídios"), parti para este livro com um misto de expectativa e cautela.
anteriormente expressei o meu total desagrado com os palavrões (seja na forma literário, como ainda mais na verbal), mas este desagrado acontece quando os impropérios não são justificados e estão lá simplesmente por estar. O que, certamente, não acontece neste livro, em que tal acto faz parte integrante da fabulosa personalidade do Sr. Bentley.

Nem sei bem o que dizer sobre ele (livro), mas a verdade é que a crítica à sociedade, aos portugueses e à forma como lidamos com o dia-a-dia, está intrínseco em cada página, em cada palavra e em caga acto.

Este livro fez-me pensar, muito. O que raramente acontece em livros deste género. Tudo o que o Sr. Bentley dizia tinha um fundo de verdade tão amargo que simplesmente não dava para rir, mas percebia-se perfeitamente a vertente humor negro, só que de tanto ser clara a sua mensagem, era contra-natura rir com o texto.

Adorei cada uma das personagens, todas distintas e com algo de muito certeiro a transmitir ao leitor.

O final deixou-me algo desnorteada, ao princípio, mas depois até este encarei pelo que realmente era, um retirar do protagonismo ao odiado e abandonado Sr. Bentley, que de alguma forma se resignou ao seu infortúnio e foi deixado de parte, até pelo chapéu-de-chuva. É algo que faz lembrar o que acontece muitas vezes aos nossos idosos. Ficam sós e perdem tudo o que anteriormente parecia fazer sentido, limitando-se a deixar a vida correr, por não terem mais escolhas.

Em suma, foi um livro que me deu prazer ler, mas que não conseguiu deixar-me realmente arrebatada apesar da sua astúcia e uso inteligente e nada rebuscado do português. Aliás, posso dizer que adorei a escrita da autora. Certeira, sem exageros, mas bem versada, sem chegar a ser monótona. Um deleite!
Por isso recomendo a quem goste de sátiras e críticas algo "abusivas" da nossa sociedade e forma de viver.
Fiquei também com muita vontade de ler algo mais da autora (que é também uma das participantes assíduas do NaNoWriMo).

Capa, Edição e Design:
Esta edição está impecável! Capa dura, separador embutido, ilustrações em quase todas as páginas. Design que capta a atenção, sem distrair dos textos. A capa está fabulosa e adoro o facto da cor ser tão arrojada. Só não compreendi porque as ilustrações interiores estavam dispersas e não nos locais mais apropriados (ao lado do texto referente). Não sei se foi propositado ou não, mas também isto não estragou a fantástica edição.
Como ponto negativo à edição, só tenho um a apontar, que me parece indesculpável. E é o facto de o nome do ilustrador não ser mencionado UMA só vez no livro inteiro. O que é uma lacuna do pior. Nos créditos mencionam um site (ao invés de um nome), mas este nem sequer está operacional por isso fica a dúvida sobre quem fez este trabalho de excelência.
A Saída de Emergência apostou forte na edição deste livro, e a obra ficou a ganhar muito com isso.

Nota: A autora tem um blog que podem visitar AQUI.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As Terras de Corza - Booktrailer

Foi hoje revelado o booktrailer (muito especial) que a Gailivro preparou, juntamente com a Madalena Santos, relativo a toda a Saga das Terra de Corza.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Fórum Fantástico 2010

Foi hoje (finalmente) divulgada a agenda para o Fórum Fantástico deste ano. Abaixo segue a programação (retirada do blog oficial)

12 de Novembro, Sexta-Feira:
14:30 – Abertura.
15:00 – Painel “Clássicos da Ficção Científica Portuguesa”, com Luís Filipe Silva, António de Macedo, João Barreiros e João Seixas.
16:00 – Painel “Nova Fantasia Portuguesa para Novos Leitores”, com Fábio Ventura, Bruno Martins Soares e Bruno Matos.
17:00 – Painel “Arte Fantástica”, moderado por Ana Maria Baptista.
18:00 – Intervalo.
18:30 – Lançamento “A Simbólica do Espaço em O Senhor dos Anéis”, com a autora Maria do Rosário Monteiro.
19:00 – Painel “Fantasia Portuguesa no Feminino”, com Madalena Santos, Inês Botelho e Susana Almeida.

13 de Novembro, Sábado:
10:30 – A Mecânica da Escrita Fantástica (I) – “Worldbuilding”, por Ricardo Pinto.
11:15 – A Mecânica da Escrita Fantástica (II) – “Invented Technology and Atmosphere”, por Stephen Hunt.
12:00 – A Mecânica da Escrita Fantástica (III) – “Characters and Characterization”, por Peter V. Brett.
14:30 – “Fórum Fantástico: 5 anos, e agora?”, à conversa com Rogério Ribeiro e Safaa Dib.
15:00 – Painel “Lisboa Fantástica”, moderado por Rui Tavares, com João Barreiros, David Soares e Octávio dos Santos.
16:00 – Cinema Fantástico Português – Curtas.
17:00 – Intervalo.
17:30 – Lançamento “A Luz Miserável”, com o autor David Soares.
18:00 – À Conversa com Ricardo Pinto, por João Seixas.
18:30 – À Conversa com Stephen Hunt, por Luís Corte-Real.
19:00 – À Conversa com Peter V. Brett, por Pedro Reisinho.
19:30 – Sessão conjunta de autógrafos.

14 de Novembro, Domingo:
10:00 – Kafeeklatsch – Blogues Nacionais do Fantástico (em local a combinar).
11:30 – A Mecânica da Escrita Fantástica (IV) – “Quando a Realidade se mistura com o Fantástico”, por David Soares.
12:15 – A Mecânica da Escrita Fantástica (V) – “Noções de Guionismo Cinematográfico para Contistas e Romancistas”, por Luís Pereira (Monomito Argumentistas).
15:00 – Sugestões de Leitura, com Ana Cristina Alves e João Barreiros.
15:30 – Painel “Banda-Desenhada”, com Filipe Melo, Nuno Duarte, Osvaldo Medina, Rui Ramos, Fil, André Oliveira e Diogo Carvalho.
17:00 – Painel “Fantástico como forma literária”, moderado por João Morales, com Afonso Cruz e João Pedro Duarte.
18:00 – Intervalo.
18:30 – Cinema Fantástico Português – Curtas.
20:00 – Encerramento.

Para mais informações visitem o blog oficial do evento.

Eu tenho intenções de ir, embora Lisboa esteja mais que um pouco fora de mão. Só não sei ainda se vou na 6ª feira e no sábado, ou só no sábado (poupar na estadia). Mas pelo programa deve valer a pena ficar nos três dias e se pudesse ... ai se pudesse ...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Apresentação de "Heros - O Escolhido"

No próximo dia 6 de Novembro, o Samuel Pimenta, autor de " Heros - O Escolhido", vai estar no Porto (na Fnac do Norte Shopping, pelas 17 horas) para apresentação do seu primeiro livro.
E no dia 8 de Novembro, estará novamente no Porto, mas dessa vez na Fnac de Sta. Catarina, pelas 18 horas, para nova apresentação do livro acima mencionado.

Ainda não sei se poderei estar presente, mas é possível que se acontecer seja no Sábado.

Para os curiosos, segue o booktrailer do livro. E podem ainda visitar o blog oficial do livro.

A Cidade das Cinzas

"A Cidade das Cinzas (Caçadores de Sombras 2)", de Cassandra Clare (Planeta Manuscrito)

Sinopse:
Clary Fray só que­ria que a sua vida vol­tasse ao nor­mal. Mas o que é nor­mal quando se é um Caça­dor de Som­bras? A mãe em estado de coma indu­zido por artes mági­cas, e de repente começa a ver lobi­so­mens, vam­pi­ros, e fadas? A única hipó­tese que Clary tem de aju­dar a mãe é pedir ajuda ao dia­bó­lico Valen­tine que, além de louco, sim­bo­liza o Mal e, para pio­rar o cená­rio, tam­bém é o seu pai. Quando o segundo dos Ins­tru­men­tos Mor­tais é rou­bado o prin­ci­pal sus­peito é Jace, que a jovem des­co­briu recen­te­mente ser seu irmão. Ela não acre­dita que Jace de facto possa estar dis­posto a aban­do­nar tudo o que acre­dita e aliar-​se ao dia­bó­lico pai Valen­tine… mas as apa­rên­cias podem iludir.

Opinião:
Tendo gostado muito do primeiro livro desta saga, era inevitável que partisse para esta leitura com algumas expectativas, que, mais uma vez saíram defraudadas (está a tornar-se hábito).

Se no primeiro livro um dos pontos fortes era a forma como a autora nos "mostrava" o mundo pelos seus olhos, seguido de perto pelos fluentes diálogos e personagens perspicazes, neste segundo livro foi como se tudo isso ficasse perdido.
O mundo de "Os caçadores de sombras" tornou-se previsível e aborrecido; os diálogos, que até começaram excelentes, passaram rapidamente a uma falta de coerência e naturalidade difícil de digerir; e a grande maioria das personagens perderam o seu carisma, salvo raras excepções.

Mas o pior mesmo foi a história, que neste segundo volume perdeu toda a sua força. Houve apenas um acontecimento digno de menção, e esse foi relacionado com o Simon e nem chegou a ser imprevisível porque já desde o primeiro livro sabia que ia acontecer.

Logo no Prólogo deparamos-nos com uma sequência que é completamente dispensável. E a autora testa a nossa inteligência (mais paciência que outra coisa) a descrevê-la envolta numa neblina de mistério (que de misterioso nada tem). Foi o primeiro insulto deste livro à minha inteligência, mas não parou por aí.
A mais estranha e bizarra sequência deste livro foi toda a situação na corte das fadas. Aquela que poderia ter sido uma reviravolta interessante na história e a introdução de algumas personagens caricatas, tornou-se uma junção de cenas que não lembram a ninguém (a não ser que seja uma adolescente com a hormonas aos saltos). Foi ridículo! Eu cheguei a revirar os olhos.
Já para não falar que, se olharmos para aquela situação como deve de ser *Spoiler* (o Jace e a Clary pensam ser irmãos)*Fim de Spoiler*, ainda ficamos com o estômago a dar voltas. Nah-nah!

Outra situação foi que, em todo o livro, a autora andou a engonhar e engonhar, tentando esconder segredos que são tão óbvios que quase nos batem na cara, e que são um autêntico insulto à inteligência de qualquer leitor. Eu já consigo adivinhar tudo o que se vai passar no terceiro livro. TUDO! Porque a autora não sabe dar pistas subtis, ao invés espeta lá tudo, mas espera que, de alguma forma, o leitor não perceba e por isso leia o terceiro livro. É um insulto! (e só peço para estar muuuuito enganada)
E já para não falar que em todo o livro havia uma sombra reconhecível na trama, de nome "Harry Potter". Notei muito mais do que no primeiro livro (que havia sido "comparado" com o mesmo). Há muitas "semelhanças narrativas" que não abonam a favor da história de Cassandra Clare

Outro ponto negativo foi as personagens. Quase todas as novas personagens foram muito pouco interessantes, embora a autora lhes tenha tentado dar alguma profundidade, falhou miseravelmente. A pior delas todas foi mesmo a Imogen, que para Inquisidora era demasiado emotiva, e para adulta era demasiado imbecil e ingénua. E também a rainha das fadas não passou de uma personagem bidimensional que não adicionou NADA à história.
Das personagens já nossas conhecidas, as piores foram mesmo a Clary, que pareceu não fazer nada no livro todo (e logo ela que no primeiro era tão "arrojada"), mas menos mal que não virou emo. Outra personagem que decepcionou muito foi o Valentine. A autora passou estes dois livros todos a tentar convencer-nos que o Valentine era muito carismático e conseguia convencer toda a gente com palavras ponderadas e argumentos assertivos. Mas onde está a prova? Ele falou muito neste segundo volume, mas nada do que ele disse foi convincente. NADA! E mesmo assim a autora tentou convencer-nos que ele estava a conseguir demover o Jace e, pior que isso, a própria Clary. Não funcionou e não me convenceu.

E outra coisa muito má, foi o facto de a autora tornar, não uma, nem sequer duas, mas TRÊS personagens especiais. Não achou que estava a exagerar um bocadiiiinho?

Mas nem tudo foi mau. (estou a ser mázinha, não estou?)
Algumas das personagens conseguiram salvar este livro da destruição total, e foram elas:
- Jace, e nunca pensei dizer isto mas o Jace surpreendeu-me pela positiva. Não só se mostrou uma personagem com carácter, como se mostrou imprevisível. E se no principio me apeteceu esmurrá-lo (como aconteceu no livro anterior), ele rapidamente se mostrou o pólo que segurava a história neste volume.
- Magnus Bane, o magnificente mago que eu imagino como um velho, mas que na verdade tem aspecto de 19 anos (a culpa não é minha, mas da forma como ele fala). Fiquei a amar este centenário que não só é todo à frente, como tem um humor e perspicácia que adorei.
- Alec, que infelizmente teve muito pouco tempo de antena, mas que me conseguiu fazer-me rir às gargalhadas algumas vezes, e que se mostrou uma personagem bem interessante.
- Simon, que se manteve fiel a si mesmo e que, assim sendo, ainda continua a ser das minhas personagens favoritas. Acho que no meio deste bando de improváveis personagens, ele acaba por ser a mais normal de todas.
- Maya, a única nova personagem que realmente me interessou e que, convenhamos, já se sabia desde o início com quem ela ficaria. Menos mal que a autora não a tenha matado (não ia gostar disso).

E outra coisa de bom (não sei se conta, mas bem ...), foi uma cena muito particular, entre a Clary e o Simon, em que a autora fez o favor de me fazer corar quando "indiciou" que a Clary estava a convidar o Simon para ir ao quarto dela e ... bem ... adivinhem lá.  Juro que fiquei de boca aberta a olhar para o texto. Tipo "She did not just say that?", mas claro que, três páginas mais tarde, a autora fez o favor de ruir o castelo e tirar as ideias menos próprias do cérebro.
Foi brilhante!

Em suma, esperava muito mais deste segundo volume da saga, mas o que tive foi uma desculpa esfarrapada de história e uma série de plot-twists que não lembram a ninguém com dois palmos de testa.  A leitura valeu por algumas das personagens, mas pouco mais. E confesso que não estou muito entusiasmada em relação ao terceiro livro, mas vou lê-lo assim que puder para terminar a saga (ou aliás, a trilogia, porque a autora agora decidiu fazer uma outra trilogia que é o seguimento directo desta. Espremer a vaca até ela não ter mais leite, hem?)

Capa (Cliff Nielsen) e Design:
Ainda fico abismada com a (já mencionada) troca de capas que os editores portugueses decidiram fazer, até porque é na ordem certa que faz mais sentido (Jace, Clary e Simon).
Não sou grande fã destas capas, mas já gostei menos e agora estou simplesmente habituada a elas. Não as acho especiais, mas também não as acho más de todo.
O interior do volume está simples, sem grandes apetrechos e só não percebi porque no final do volume temos mais de 50 páginas de ante-visão do volume seguinte. Não acham que é um exagero?

Nota: Li o livro na versão original, em inglês

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