domingo, 12 de julho de 2020

Leituras de Junho 2020





Depois de mais uma longa ausência, vou tentar regressar a uma certa normalidade aqui no blog. Pelo menos gostaria de todos os meses publicar as minhas leituras e opiniões, nem que seja só uma vez por mês. Vamos ver se consigo cumprir com todas os outros compromissos e responsabilidades da vida. :)


"Guerra Mundial Z", de Max Brooks
Em 2011 já tinha escutado o audiolivro deste livro, sendo que só quando cheguei ao final é que percebi que tinha estado a ouvir uma versão editada e resumida da obra. Na altura adorei a história e, mais ainda, a versão audiolivro, que era narrada por uma infinidade de pessoas talentosas.
No entanto sempre tive como ideia voltar a revisitar esta história na sua versão integral. E assim fiz.
Voltei a escutar uma versão audiolivro, mas desta vez certifiquei-me que era a obra integral. Desta feita tratava-se de um único narrador, o que acabou por ser um ponto que não favoreceu a narrativa. Não que não existam narradores capazes de dar voz a tantas personagens e tantas vivências diferentes, como as que são contadas aqui, mas este infelizmente não era um deles.
Por conta disto, sinto que não desfrutei tanto da história. No entanto a narrativa em si é tão intensa, interessante e perturbadora como outrora. Nos dias que vivemos, é quase arrepiante ver como uma história sobre uma praga zombie pode ser tão parecida com o que se passa hoje no mundo, especialmente no início da narrativa.
Continuo a recomendar vivamente esta obra, mas evitem a versão audiolivro com um único narrador.
7/10

"Wally Olins - The Brand Handbook", de Wally Olins
Este foi um livro que decidi ler por causas académicas. É um livro que julgo ser essencial para quem gosta de design gráfico, para quem quer saber um pouco mais sobre a criação de uma imagem corporativa. Wally Ollins trabalhou em algumas grandes empresas, cuja marca gráfica é reconhecida internacionalmente, e aqui ela analisa alguns dos seus trabalhos, mas também de outros designers. Aprendi bastante e recomendo a quem tem interesse por esta área, ou apenas curiosidade.
8/10

"Crónica de Paixões e Caprichos (The Duke and I) - Bridgertons #1", de Julia Quinn
Bem, não vou poder explicar muito bem o porque detestei este livro, visto que implicaria grandes spoilers, mas vou tentar.
O início do livro foi bastante divertido. Daphne é uma personagem feminina com carisma, que sabe o que quer e que não arreda pé disso, o que a torna, muitas das vezes, insensível e egoísta, coisa que ela não percebe que é. Simon, que nos é apresentado como o cavalheiro solitário e resguardado, ao menos não engana ninguém logo desde o início.
Confesso que a interação dos dois foi, desde o início, extramente divertida. O romance foi apressado, como é habitual, mas nada que me tivesse incomodado.
No entanto na parte final do livro, Daphne chega ao cúmulo do egoísmo, num acto que, na realidade, termina não tendo quaisquer consequências. Bem pelo contrário. O que incomodou foi o facto de ter sido tratado, na narrativa, como algo normal. Só digo isto: se os papeis fossem invertidos o Simon não seria perdoado, nem o acto seria esquecido. Então como fazê-lo só porque foi a Daphne, uma mulher, a fazê-lo.
Para quem leu o livro talvez isto faça sentido. Para quem não leu duvido que faça e peço desculpas, mas não quero dar spoilers. Só posso dizer que não pretendo continuar a série e só terminei o livro porque percebi que faltava apenas um ou dois capítulos, pois senão teria deixado o fim por ler.
1/10

sábado, 11 de julho de 2020

Leituras de Janeiro 2020





Ao escrever o apanhado das leituras de Junho, apercebi-me que este artigo estava escrito desde Fevereiro e que, por lapso, nunca tinha sido publicado. Portanto, mais vale tarde que nunca. Aqui ficam as minhas leituras de Janeiro 2020.




"Campânula de Vidro - The Bell Jar", de Sylvia Plath
Esta espécie de autobiografia trouxe-me uma escrita direta e sem pretensões, mas demasiado racional e com emoção a menos. Não é a primeira biografia que leio na qual sinto um certo despreendimento, onde não me consigo ligar emocionalmente à personagem. Neste livro, talvez pela personalidade da própria Esther Greenwood não me conseguisse interessar ou sentir por ela grande empatia. Cruel, talvez, mas a narrativa não ajudou.
A história é poderosa, assim como a mensagem de emancipação, de poder feminino, mas ao mesmo tempo é fechada demais, o que condiciona a intensidade da história, sem tirar mérito à vida que se revela por detrás destas palavras. É uma boa leitura, interessante sem dúvida, mas que não me marcou.
6/10



"Life, the Universe and Everything (Hitchhiker's Guide to the Galaxy #3)", de Douglas Adams
Com um início promissor e tão divertido como os dois primeiros volumes desta saga, rapidamente a narrativa passou de estupidamente inteligente e hilariante a parvamente confusa e forçada, Não sei bem o que se passou com este livro, mas não teve grande graça, tirando uma ou outra situação com o Arthur Dent, e  foi até bastante confusa (não no sentido divertido, como anteriormente, mas simplesmente confusa). Espero que o próximo seja melhor.
5/10







terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Os melhores livros de 2019

Já estamos quase no fim do mês de Janeiro e só agora me dei conta que ainda não fiz o apanhado das leituras de 2019 aqui no blog.
2019 foi um ano em que o blog esteve inativo. Peço desculpas pelo desaparecimento, mas trabalho a tempo inteiro e estou a tirar uma licenciatura em regime pós-laboral, o que significa que me sobra tempo quase nenhum para tudo o resto. Assim não tive mesmo oportunidade de publicar nada no blog e por isso peço desculpas. É muito provável que 2020 seja em tudo semelhante, pelas mesmas razões, mas tentarei contrariar essa tendência tanto quanto me seja possível.


Mas vamos ao que interessa! Os números.
- Em 2019 li 21 romances (3 ebooks, 18 audiolivros), 13 álbuns de BD/Manga e 5 contos.
- De romances foram cerca de 7.133 páginas (incluindo aproximadamente 223 horas de audiolivros), e cerca de 1.700  páginas de BD/Manga.


- Dos romances, 2 eram de autores portugueses.
- Os géneros mais lidos foram a Fantasia (6) e a Ficção Científica (6).
Este foi o primeiro ano em que não li nenhum romance em formato físico, tendo apenas lido versões físicas de 3 álbuns de BD.


Média das classificações:
- Romances: 6,38 / 10;
- BD/Mangas: 7,2 / 10;
- Contos: 7,10 / 10.


Top de Romances:
1) "Mortal Engines (The Hungry City Chronicles #1)", Philip Reeve
2) "Índice Médio de Felicidade", David Machado
3) "O Castelo de Vidro", Jeannette Walls
4) "The Blade Itself (The First Law #1)", Joe Ambercrombie
5) "All the Crooked Saints", Maggie Stiefvater


Top de BD / Mangas:
1) "Monstress", de Marjorie M. Liu & Sana Takeda
2) "One Punch Man", One & Yusuke Murata
3) "V de Vingança", Alan Moore & David Lloyd


Top de Contos:
1) "Carnívora", Manuel Alves
2) "My third-world girlfriend", R.J. Silver
3) "O Pequeno Herói", Carina Portugal


Melhor Autor/a Português/esa: David Machado (Índice Médio de Felicidade)
Melhor Autor/a Estrangeiro/a: Philip Reeve (Mortal Engines)
Melhor P. Principal Masculina: Tom Natsworthy (Mortal Engines)
Melhor P. Principal Feminina:  Maika (Monstress)
Melhor P. Secundária Masculina: Jezal dan Luthar (The Blade Itself)
Melhor P. Secundária Feminina :  Katherine Valentine (Mortal Engines)
Melhor Vilão:  Sand dan Glokta (The Blade Itself)
Melhor Casal Literário: -nenhum-


A lista de todos os títulos que li no ano transato será publicada em breve.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Leituras de Janeiro 2019



Este mês consegui terminar algumas leituras que transitaram do ano anterior. Conheci novos autores e revisitei antigos.

"Flowers for Algernon", de Daniel Keys Adorei o início deste livro que, sendo contado do ponto de vista do Charlie, é muitos mais intimista e permite-nos relacionarmo-nos com ele. O facto de, a princípio, ele não se dar conta de como as pessoas fazem pouco dele e de ele gostar, na verdade, da simplicidade da sua vidas, dá mais intensidade ao que acontece depois da operação. seguir as suas reações, as suas descobertas e as suas tristezas, é uma montanha russa (perdoem o uso deste termo tão banal).
O meu único problema com este livro é que os tempos me pareceram pouco realistas. Tudo se processou rápido demais, no calendário. Tão depressa ele tinha problemas em aprender a ler como já era um génio. Além disso o final pareceu-me esticar-se demasiado em temáticas que me pareceram menos interessantes.
Fora isso, gostei muito do livro e recomendo.
7,5/10

"Ás Cegas (Bird Box)", de Josh Malerman (Topseller) Não sei se gosto ou não do facto de nada sabermos sobre as criaturas que causam o caos neste livro. por um lado fico irritada por permanecer na ignorância, mas por outro acho que é isso que também dá uma autenticidade e diferenciação ao livro.
Gostei muito da personagem da Mallory. Conseguimos sentir os seus medos, a sua força, a sua revolta, mas também a sua esperança (e por isso mesmo também a sua decepção quando essas esperanças acabam por não se concretizar ou não serem bem o que ela esperava). Gostei bastante deste livro, embora, como já referi, ainda esteja na dúvida se o não sabermos realmente o que aconteceu ao mundo é um ponto a favor ou contra.
7/10

"O Godungava", de Joel Puga
Logo no início conhecemos Seidus, um ferreiro com uma imaginação prolífica, que prefere viver dentro da sua cabeça do que fora dela. Iriáris, sua melhor amiga de infância, decide seguí-lo quando ele escolhe partir em busca de inspiração.
Este é um livro de aventura, onde conhecemos vários grupos de pessoas que estão atrás de um poderosíssimo artefacto que poderá mudar o resultado da guerra. Temos combates intensos ao longo de todo o livro, muito bem descritos e que vivemos intensamente. No entanto são tantos os grupos, tantas as pessoas, que é difícil relacionarmo-nos profundamente com elas. Tirando o grupo onde integram Seidus e Iriáris, confesso não ter decorado o nome de quase ninguém, e daí não ter tido nenhuma ligação emocional quando muitos deles faleceram ao longo da trama. E para mim esse é um grande senão.
São pessoas a mais e cenas de desenvolvimento a menos. No entanto refiro também que adorei o facto de as mulheres nesta história darem tanta ou mais porrada que os homens.
Mas para mim o que realmente não me deixou satisfeita foi o final. Senti que voltaram à estaca zero. Que nada na vida de Seidus e Iriáris mudou.
Por fim fica no ar a impressão de que haverá uma sequela
5,5/10


"Monstress (volume 3)", de Marjorie M. Liu, Sana Takeda (Saída de Emergência)
Apesar de a história estar a ficar cada vez mais rebuscada e complexa, cada vez conhecemos melhor as personagens. Esta história introduz sempre personagens curiosas, fortes e que marcam. Não posso dizer muito mais sem fazer spoilers.Estou muito curiosa por ler, e a arte é lindíssima.
8/10

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Clube de Leitura de Braga - Março 2019


No próximo dia 2 de Março o clube de Leitura de Braga volta a reunir-se!
Juntem-se a nós para uma tarde bem passada, a falar de literatura, às 15h00 na Bertrand de Braga (Liberdade street Fashion).

O livro do mês é "O Pranto de Lúcifer", de Rosa Lobato de Faria. E a sugestão do mês, na área da BD, é "Zahna", de Joana Afonso.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Os Melhores Livros de 2018

Neste início de ano demorei mais um pouco do que o habitual a trazer-vos o apanhado do ano que findou, mas como vem sendo hábito, abaixo vos deixo as "estatísticas das minhas leituras do ano 2018.
E como vem sendo hábito também, convido-vos a partilharem nos comentários quais foram as vossas melhores leituras do ano transato.


Os números:

Em 2018 li 18 livros (incluindo antologias, romances e noveletas) somando 6.745 páginas (contando com as páginas que têm as versões físicas dos audiolivros) e mais de 158 horas de audiolivros escutados.
- 5 destes livros estavam em português (2 de autores portugueses), 12 em inglês e 1 em espanhol.
- 4 foram lidos em formato físico2 em ebook 13 em audiolivro.
Nota média de leitura: 6,39 de 10 possíveis. 

O Género mais lido em romance foi, mais uma vez, a Ficção Científica, tanto em romance (6)  como em conto (11).

Li 13 álbuns de banda desenhada, e 22 volumes manga, num total de cerca de 6.588 páginas.
A nota média de BD e Manga foi 7,06 em 10 possíveis.

Li, ao longo do ano 35 contos. Nota média dos contos é 6,95 em 10 possíveis.




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Seguem-se os Tops!
 

 Top 5 de romances/antologias de 2018:
1) "A Lança do Deserto (Demon Cycle 2)", de Peter V. Brett

2) "Tor.com: Selected Original Fiction 2008-2012", antologia

3) "The Lost World (Professor Challenger 1)", de Arthur Conan Doyle
4) "Obsidio (The Illuminae Files 3)", de Amie Kaufman, Jay Kristoff
5) "Jonathan Strange & Mr. Norrell", de Susanne Clarke

Top 5 de BD e Manga de 2018:
1) "História do Sexo", de Philippe Bernot e Laetitia Coryn

2) "Monstress", de Marjorie M. Liu e Sana Takeda
3) "Ojisama to Neko", de Umi Sakurai
4) "One Punch Man", de One e Yusuke Murata
5) "A Leoa - Um Retrato Gráfico de Karen Blixen", de Anne-Caroline Pandolfo e Terkel Risbjerg

Top 5 contos de 2018:
1) "After the Coup". de John Scalzi (Tor.com: Selected Original Fiction 2008-2012)

2) "How To Win", de Rosellen Brown (The Best American Short Stories Of The Century)
3) "The President’s Brain is Missing", de John Scalzi (Tor.com: Selected Original Fiction 2008-2012)
4) "Regarding Your Application Status", de John Scalzi

5) "The German Refugee", de Bernard Malamud (The Best American Short Stories Of The Century)


Tops por categorias:


Melhor Autor/a Português/esa: Nuno Nepomuceno (Pecados Santos)
Melhor Autor/a Estrangeiro/a: Marjorie M. Liu (Monstress)
Melhor P. Principal Masculina: Jonathan Strange (Jonathan Strange & Mr. Norrell)
Melhor P. Principal Feminina:  Leesha Paper (A Lança do Deserto )
Melhor P. Secundária Masculina: Ahmann Jardir (A Lança do Deserto )
Melhor P. Secundária Feminina :  Inevera  (A Lança do Deserto )
Melhor Vilão:  Garou (One Punch Man)
Melhor Casal Literário:  Connel & Alexia (Heartless)

Podem consultar a lista completa do que li em 2018 AQUI.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Boas Festas - 2018



Desejo a todos vocês, e aos vossos familiares, umas boas festas, caso celebrem esta quadra. Senão, um bom início de ano!


P.S.: Caso não reconheçam as personagens na imagem, trata-se da Lina, o Zanzan, a Momutte e a Garnath, do meu projecto “Alma”

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Tor.com: Selected Original Fiction 2008-2012

"Tor.com: Selected Original Fiction 2008-2012", antologia com contos de Ken Macleod, Sylvia Day, John Scalzi, Charles Stross, Brandon Sanderson, Brit Mandelo, Meghan McCarron, e Rachel Swirsky (ainda não publicado em Portugal)

Opinião:
Já li vários contos disponíveis no site Tor.com, que nos dá a conhecer o trabalho de ficção curta de muitos bons autores da actualidade, bem como o lindíssimo trabalho dos muitos ilustradores que colaboram destas histórias.
Reunidos numa edição audiolivro estão alguns desses contos, de autores bem conhecidos meus, e de outros com quem tive agora o primeiro contacto.
No geral gostei de todos e aconselho-os a lerem estes e a explorarem também as centenas de outros contos que em Tor.com.
Abaixo segue a minha opinião de cada um dos contos nesta antologia:


“Earth Hour” by Ken Macleod
Esta história toca em temas actuais e pertinentes: o clima, o desenvolvimento científico, a dependência digital e a corrupção, entre outros. Temas sobre os quais me interesso bastante e que foram uma das razões porque gostei do conto. No entanto a escrita em si não em agarrou, nem a escolha da sequência de acções. 
Nota: 6,5/10

“Eve of Sin City” by Sylvia Day
Eu queria tanto gostar disto, sendo que a série (Marked) já me tinha chamado a atenção. no entanto, e apesar de a escrita ser cativante e carismática, senti que estava a ler mais do mesmo. A premissa, do Caim e do Abel e dos Marcados, está interessante mas depois caímos no romance habitual com o "bad boy" e ... já não tenho muita paciência para isso. Este conto, por si só, tem alguns pontos de interesse.Ficamos a conhecer relativamente bem as personagens e as suas personalidades, mas a acção em si é mediana.
Nota: 5,5/10

“The President’s Brain is Missing” by John Scalzi
Este conto foi tão divertido! A premissa, por si só, é hilariante, mas a execução ainda mais o é porque as personagens se levam bastante a sério mas as circunstâncias são de rir. O único senão deste conto é mesmo o abuso de "he said/she said" logo após cada trecho de diálogo. Acho que, muitas vezes, era desnecessário. Fora isso, está excelente.
Nota: 8/10

“Overtime” by Charles Stross
Mais um conto que se leva muito a sério mas cujas situações são divertidas demais para isso. Temos um funcionário (público?) que se esqueceu de pedir as férias para a época de Natal e acaba a ter de trabalhar sozinho. O lado burocrático do paranormal, aqui no seu melhor. Adorei o "mundo alternativo" em que se passa esta história e fiquei muito curiosa por ler mais aventuras de "The Laundry Files". O único senão é que o sistema paranormal, ou mágico, não é muito explicado, mas também não o é de tal forma que ficamos sem perceber nada.
Nota: 7/10

“Firstborn” by Brandon Sanderson
Este é o tipo de história que dava um livro. Não que não esteja contado de forma interessante, mesmo no formato conto, mas nota-se que havia muito mais para contar, muito mais para explorar das personagens. Brandon Sanderson consegue manter o leitor interessado mas eu não consegui apreciar realmente esta narrativa porque estava sempre a notar o que faltava. o que move o vilão? Quais os reais laços entre o protagonista e o seu comandante?
Não costumo dizer isto muitas vezes mas esta história não funciona como conto.
Nota: 5,5/10

“Down on the Farm” by Charles Stross
Esta personagem, a mesma de "Overtime" é super-divertida. Gosto do tom destas histórias e tenho muita vontade de ler os livros da série.
Aqui somos apresentados a uma instituição psiquiátrica onde estão internados apenas pessoas que trabalham com o paranormal e cujos conhecimentos poriam em perigo a "segurança nacional" se fossem deixados numa instituição comum.
As personagens são todas super-interessantes e o início da narrativa é muito interessante e as curvas e contra-curvas também. Embora não seja grande fã da conclusão, o divertimento é garantido.
Nota: 6,5/10

“After the Coup” by John Scalzi
A sério, este autor tem uma ideias para contos que são o máximo! Adorei! Um técnico informático que é obrigado a confrontar-se com um alienígena, porque este combate em arena é vantajoso politicamente. É tão engraçado como cheio de acção. Muito bom equilíbrio de personagens espectaculares, história cativante, acção e comédia.
Nota: 8,5/10

“The Finite Canvas” by Brit Mandelo
Focado em duas personagens, este é um conto profundo, que questiona valores, de acordo com as circunstâncias. Uma médica na terra, abordada por uma assassina mafiosa que vem dos espaço (da parte rica da sociedade) mas que esconde mais segredos do que apresenta à primeira vista.
Gostei muito deste contos, pelas personagens e pelas questões morais, embora a narrativa me parecesse lenta, me certos momentos
Nota: 7/10

“Swift, Brutal Retaliation” by Meghan McCarron
Uma história sobre uma família que acabou de perdeu um membro, e como cada um deles lida com isso. Juntem a isto um fantasma raivoso e rancoroso e é este conto que resulta. Adorei as irmãs! Levavam as brincadeiras sempre longe demais mas nada que não seja ate compreensível aos olhos de como a mãe e o pai gerem a família (ou não gerem).
Nota: 7,5/10

“Portrait of Lisane da Patagnia” by Rachel Swirsky
Conceito muito interessante, o de se conseguir passar a essência de algo directamente para a tinta e para uma tela. Muito "Dorian Gray".
Esat não é a história de Lisana, embora ela seja o grande foco e a grande obsessão da vida da nossa protagonista. Esta é uma história rica, com personagens interessantes e um sistema de magia muito curioso. Gostei!
Nota: 7,5/10

domingo, 19 de agosto de 2018

The Best American Short Stories of the Century (parcial)

"The Best American Short Stories of the Century", de Sherwood Anderson, Ann Porter, F. Scott Fitzgerald, James Alan McPherson, Jean Stafford, Bernard Malamud, Cynthia Ozick, Rosellen Brown,  Thom Jones, Gish Jen, Grace Stone Coates, Dorothy Parker, Robert Penn Warren, Eudora Welty, E.B. White, John Updike, Donald Barthelme, Tom O'Brien, Raymond Carver, Lorrie Moore, Carolyn Ferrell, Pam Houston


Opinião:
Antes de mais, acho que devo dizer que esta opinião não abrange todos os contos da antologia original. Li a versão audiolivro que, só mais tarde percebi, não continha todos os contos. Tem cerca de metade. No entanto penso que será igualmente interessante dar a minha opinião sobre os contos que li.


Alguns dos contos que li são verdadeiramente interessantes e percebo porque terão sido considerados de entre "os melhores". No entanto, e isto é tudo uma opinião pessoal, poucos me marcaram de tal forma que possa dizer que ficaram sendo dos meus contos favoritos de todos os tempos. Além disso parece-me impossível não notar que, de todos os contos que li, nenhum era de ficção especulativa (ou pelo menos não o era de forma clara). Por isso seria mais correcto chamar esta uma antologia de ficção geral/normal e não simplesmente uma antologia dos melhores contos americanos, sendo que vários géneros foram deixados de fora (incluindo a não ficção). Será que os contos que não li da antologia abrangem outros géneros que não a ficção geral/história? Se algum de vocês souber digam nos comentários.


Mas deixando de lado estas questões a verdade é que gostei de alguns dos contos e recomendo esses. Não recomendo no entanto a versão áudio deste livro (Isto é raro acontecer!). A versão audiolivro conta com narradores muito variados, alguns dos quais talentoso mas a maioria dos quais parecem amadores sem grande interesse pelo trabalho que estão a fazer ou pelas histórias que estão a narrar. Foi-me, por vezes, realmente difícil abstrair do narrador e forcar na história. E isso é o pior que um narrador de audiolivros pode fazer.


Os meus contos favoritos foram: "The German Refugee", Bernard Malamud; "The Shawl", Cynthia Ozick; "How To Win", Rosellen Brown; "Proper Library", Carolyn Ferrell


Ficam abaixo as minhas opiniões conto a conto, com uma classificação que vai de 0 a 10 pontos.


"The Other Woman", Sherwood Anderson
Uma ideia simples, sobre um homem que parece ter tudo para ser feliz, mas que mina a sua própria felicidade por razões que nem ele entende. Gostei da auto-negação presente em todo o texto mas a história em si não teve nada de original. 
Nota: 5,5

"Theft", Catherine Ann Porter
A narradora audio deste conto não o favoreceu nada.
Gostei do texto, de todo o visual narrativos e dos diálogos. Aquele final foi tão surreal quanto natural, no contexto do resto da história.
Nota: 6

"Crazy Sunday", F. Scott Fitzgerald
A prosa é lindíssima, bem como o ambiente glamouroso em que as personagens se inserem. no entanto as personagens não me cativaram. Em uma ou outra situação gostei mas no geral achei-as plácidas demais.
Nota: 5

"Gold Coast", James Alan McPherson
No início tive mesmo muita dificuldade em entender o que o narrado estava a dizer. Tem um ... bem ... não sei se é sotaque ou se é mesmo a sua forma de falar, mas parecia que comia sílabas e era muito difícil seguir o que estava a dizer. Depois de me habituar foi fácil mas ... foi um início confuso.
Tirando isso, acho que temos aqui o caso de uma personagem que floresce e prospera no formato conto. Uma história banal que nos narra uma parte da vida de um homem que começa a trabalhar com todo o entusiasmo do mundo e que depois, aos poucos, se vai deixando afectar pelo negativismo dos outros e quando termina pouco resta do seu eu inicial. Temos também aqui umas críticas sociais muito interessantes e dolorosas.
Nota: 6,5

"The Interior Castle", Jean Stafford
Auch! Só de pensar em algumas das descrições desta narrativa já fico com dores no nariz. Este conta-nos a história de uma mulher, que ninguém sabe muito bem quem é, e que sofreu um terrível acidente automobilístico que a desfigurou. Ela não recebe visitas e mostra-se apática durante toda a sua estadia no hospital. E se isso a princípio levava a que muitos tivessem pena dela, cedo isso se alterou. A relação dela com o médico que lhe vai operar o nariz é linda de se ler. Não é que fiquemos a saber muito sobre ela, a acidentada, mas é impossível largar o conto. Gostei!
Nota: 7

"The German Refugee", Bernard Malamud
Um conto envolvente, que nos leva a conhecer um jovem que sobrevive dando explicações linguísticas a recém-chegados aos Estados Unidos da América, e a sua vivência com um refugiado alemão, durante a segunda guerra mundial. O conto não se foca na guerra, mas sim na deterioração do personagem do refugiado, sozinho, longe de tudo o que conhece, e consumido por uma culpa que não é perceptível até quase o final. Adorei a escrita e as personagens.
Nota: 8

"The Shawl", Cynthia Ozick
Uma história que me deixou angustiada, tanto porque, ao longo de todo o texto, realmente não sabemos ao certo onde as personagens estão nem o que realmente se está a passar (podemos pressupor, mas há tantas opções), como pela escrita que sufoca. É muito directa, curta, simples, acutilante. Gostei muito!
Nota: 8

"How To Win", Rosellen Brown
Um dos melhores contos da antologia. Com umas reflexões muito interessantes sobre a parentalidade e o matrimónio, o que realmente faz com este conto se destaque é o facto de, no início parecer que nos vai levar numa direcção (a mãe que não suporta mais o temperamento louco do filho) e no fim ... BAM ... levamos um estalo na cara, tal e qual como ela. Adorei!
Nota: 8,5

"I Want To Live", Thom Jones
As descrições dos processos da doença tocaram-me profundamente, bem como a solidão que a personagem sentia, embora estivesse sempre rodeada de amigos. Há aqui momentos muito intensos e com os quais qualquer pessoa se poderá relacionar, mas também achei que, por vezes, se estendia demasiado numa direcção menos interessante e o final desiludiu-me. Ainda assim, acho que toca o tema do cancro, do seu tratamento e da sua angústia, de uma forma crua e que vale a pena ler.
Nota: 6,5

"Birthmates", Gish Jen
Uma lindíssima história sobre um homem cujo casamento terminou após vários abortos. Um homem que trabalha numa indústria em extinção e que, parece também ele, pronto a extinguir-se. A sequência de acção desta história e a forma como ele vai-se recordando da vida com a esposa, dos momentos da gravidez, e de tudo o que poderia ter feito de diferente, é impossível não sentir uma ligação com ele. Gostei muito!
Nota: 7,5

"Wild Plums", Grace Stone Coates
Nem sei bem o que diga deste conto. Tão depressa começa como acaba e, no fim, fiquei sem perceber se ele tem algo a dizer. É suposto ser uma metáfora a alguma coisa? É que se sim não foi nada perceptível.
Nota: 4

"Here We Are", Dorothy Parker
Neste conto seguimos as primeiras horas (ou minutos) da vida de casados de um homem e uma mulher que não se entendem nem por nada. Ela, a típica mulher que nunca sabe se quer uma coisa ou outra (estereótipo ao extremo), ele o típico homem que concorda com ela só para a calar. Gostei da dinâmica dos diálogos mas não da história nem dos estereótipos. 
Nota: 4

"Christmas Gift", Robert Penn Warren
Há tanto por dizer nesta história! Adorei a escrita, as personagens, e os mistérios que rodeiam a vida do rapaz que foi à vila, a meio da noite, em busca do médico para assistir ao parto da sua "prima". Muito é dito. Muito fica por dizer. E o final é tão aberto mas o mesmo tempo tão acertado para a história, que não sei se fiquei satisfeita ou não.
Nota: 7,5

"The Hitch-Hikers" Eudora Welty
Eu gostei deste conto sobre o encontro entre um condutor que já conhece meio mundo, por viajar tanto, e dois "hitch-hikers" a quem ele dá boleia e sobre quem ele pouco ou nada sabe, o que torna a tragédia que acontece ainda mais intensa.
Nota: 7

"The Second Tree From The Corner", E.B. White
Esta história segue a sequência de pensamentos de um paciente numa (e várias) consultas de psiquiatria. Este conto consegue ter uma prosa interessante, mas a história em si não me agarrou.
Nota: 5


"Gesturing", John Updike
Este conto cativou-me de uma forma estranha. Fala-nos de um homem que se separa da esposa, com quem mantinha um relacionamento liberal que lhe permitia ter amantes e que dava à sua esposa a possibilidade de fazer o mesmo. A forma como os dois encaram esta relação, de forma plácida, quase automática, é o mais estranho de tudo, e por isso mesmo cativante. A obsessão dele com um edifício feito totalmente de espelhos, e a apatia com que segue com a vida, é também fascinante.
Nota: 7,5

"A City Of Churches", Donald Barthelme
Uma história estranha que parece meia ficção científica meia alucinação. É bastante curta mas nem fi pela sua dimensão que não me interessei pelo conto, mas antes porque além do cenário, não havia muito de interessante no texto ou na história.
Nota: 4

"The Things They Carried", Tom O'Brien
Um texto bem diferente, que nos narra histórias de guerra acompanhadas de intensas listas de itens que os soldados carregam consigo e que, em última instância, nos dizem muito sobres esses soldados. Foi uma leitura muito interessante mas, mais uma vez, o final deixou bastante a desejar.
Nota: 6

"Where I'm Calling From", Raymond Carver
Cheio de personagens super-interessantes cujas histórias de vida o protagonista absorve e quase que torna suas. A vida dele confunde-se, ao longo da narrativa, com a dos outros homens internados para tratamento de alcoolismo, muitos deles reincidentes que arruinaram as vidas familiares à custa da bebida, e não só. Gostei muito deste texto, excepto pelo final.
Nota: 7

"You're Ugly Too", Lorrie Moore
Uma história muito estranha, que parece mundana e que segue a linha de pensamento de uma protagonista muito pessimista e que parece não ver nada de bom no mundo, mas que na verdade parece nem ter grandes razões para ser assim. Só parece, a principio, porque depois vamos conhecendo um pouco melhor. No entanto não gostei do tom da história nem dos diálogos que ele teve com outras personagens. Pareceu tudo bizarro demais.
Nota: 5

"Proper Library", Carolyn Ferrell
Esta é uma das melhores histórias deste livros. Começa de uma forma muito estranha e, sinceramente, deixou-me bastante confusa quanto ao género da personagem principal bem até meio do conto (o facto de o narrador audio ser do sexo oposto também não ajudou muito a dissipar as dúvidas). É uma história crua, directa, sem mais palavras, que fala da vida de uma personagem que parece deixar-se levar pela corrente dos acontecimentos, a quem nada parece afectar de verdade, mas que no fundo se deixa afectar por tudo. Em poucas palavras aborda temas como o bullying, o racismo e preconceito e a homossexualidade.
Nota: 8

"The Best Girlfriend You Never", Pam Houston
Este conto foca-se em duas personagens que têm tido, ao longo da vida, experiências de romance e "amor" bastante doentias. A intensidade das memórias da personagem principal é fantástica, especialmente pela calma com ela as transmite, apesar de serem situações muito abusivas, por vezes. Gostei bastante deste conto.
Nota: 7,5

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Book TAG: 50% - 2018

Encontrei na web uma TAG que me pareceu perfeita para fazer agora, visto que não tenho dado muitas opiniões aqui no blog. Chama-se TAG 50%, e é suposto a meio do ano falarmos dos melhores livros que lemos até então. Não consegui descobrir quem foi o/a inventor/A original desta TAG. Se souberem por favor deixem num comentário para eu poder dar os devidos créditos.

TAG 50%



1. O melhor livro que li até agora


2. A melhor continuação que li até agora


3. Um livro, lançado no primeiro semestre, que ainda não li mas que quero muito ler

https://imaginauta.net/2017/12/15/crazy-equoides/25319959_2312795192280124_915649259_o-copia/#main


4. Lançamento que aguardado com mais entusiasmo no segundo semestre


5. O livro que mais me decepcionou em 2017 (até agora)


6. O livro que mais me surpreendeu (até agora)


7. Novo autor favorito
marjoriemliu.com
(Marjorie M. Liu)


8. Paixoneta mais recente, por um personagem fictício
(nada de paixonetas, mas Ahmann Jardir, de "A Lança do Deserto", foi uma das personagens que mais me cativou, pela sua complexidade emocional)

9. Minha personagem favorita mais recente
(Garou, do manga "One Punch Man" foi a personagem mais interessante que li até agora neste ano)

10. Um livro que me deixou feliz
(Ojisama to Neko)


11. Livro que me fez chorar
(nenhum)


12. Melhor adaptação cinematográfica que vi no primeiro semestre
Baseado no romance de Diane Ackerman.


13. Minha opinião favorita do primeiro semestre
"Quem Teme a Morte", de Nnedi Okarofor.


14. O livro mais bonito que comprei/recebi de presente


15. Livro que preciso ler até o final do ano

domingo, 22 de julho de 2018

A Vida aos Quadradinhos - Janeiro a Julho 2018

Já lá vai um tempinho bem grande desde que publiquei aqui a última opinião de BD, por isso achei que seria mais interessante fazer um apanhado de tudo o que li desde o início do ano, com pequenas opiniões de todos. Alguns têm opinião separadas, para as quais deixarei os links.
Entretanto deixo também o convite para que deixem nos comentários as vossas melhores leituras de BD / Romances Gráficos / Manga dos últimos meses. Sugestões de bons títulos são sempre bem-vindas.

"Fogos e Murmúrio", de Lorenzo Mattotti
As cores e a dinâmica das pinturas/ilustrações é fabulosa! No entanto senti que nem sempre o texto estava bem alinhado com o trabalho gráfico. Ainda assim acho que merece ser apreciado devagarinho.
5,5/10

"Che (A vida de…)", de Héctor Gérman Oesterheld
 Como o título indica, esta pequena BD conta-nos uma parte da história de Che, com uma arte a preto-e-branco que é muito bem usada e perfeita para o efeito. No entanto senti que estava a ler uma brochura propagandista e isso tirou-lhe algum mérito.
5/10

"Tokage (volumes 2 e 3)", de Yak Haibara
Já há muitos anos que tinha lido o primeiro volume deste manga e achei que era mais que tempo de terminá-lo, visto ser tão curto. O desenho de personagens deste manga é muito bonito, bem como toda a arte. A história tem o seu quê de mistério e profundidade, mas é facilmente esquecível.
6/10

"A Leoa - Um Retrato Gráfico de Karen Blixen", de Anne-Caroline Pandolfo e Terkel Risbjerg
Baseado na vida de Karen Blixen, mulher cuja vida e obra eu desconhecia por completo, este romance gráfico é daqueles que perdemos muito tempo a ver, pelas belíssimas ilustrações, pela história e até pelo simbolismo de certas passagens. Gostei muito e fiquei super-curiosa por ler algo escrito por Karen Blixen.
Noutra nota, a edição da G-Floy está muito bem cuidada.
7,5/10

"A Trilogia Nikopol", de Enki Bilal
Deuses egípcios num cenário futurista? Aceito! Gostei muito do conceito e da forma como os deuses interagiam uns com os outro e com os humanos. A degradação humana na terra, levada a extremos por um regime machista e totalitário, é decadente e visualmente intenso e sufocante.
Das três partes desta história a minha favorita é a primeira mas acho que todas elas têm elementos interessantes e que valem a pena ser lidos. Com personagens muito bem desenvolvidas, profundas e cheias de falhas,
7/10

"Talco de Vidro", de Marcello Quintanilha
Uma história que poderia ser banal, sobre a vida de uma dentista que tem tudo para ser feliz mas que tem uma obsessão doentia por uma prima e que começa a invejar as poucas alegrias que esta tem na vida. Ao focar-se na prima e no que pode fazer para ser melhor que ela, acaba por estragar tudo na sua vida, destruindo o casamento, a relação com os filhos e criando hábitos que, por um tempo, parecem libertá-la, mas na verdade só a aprisionam ainda mais. Uma descida fantástica à mente de uma personagem cativante.
7/10

"Monstress: Despertar (volume 1)" de Marjorie M. Liu, Sana Takeda
Podem ler a minha opinião completa aqui.
8/10

"One Punch Man (volumes 1 a 16)", de One e Yusuke Murata
Podem ler a opinião completa aqui.
7,5/10

"Saga (volumes 5 e 9)", de Brian K. Vaughan e Fiona Stapples
Já tinha saudades de ler esta BD. Muita coisa aconteceu nestes volumes. Finalmente a família voltou a reunir-se, temos novas adições ao grupo e velhos inimigos passam a amigos. Como sempre temos temas muito importantes nesta BD, entre os quais a transexualidade, o aborto espontâneo e o provocado, as casualidades da guerra, e muito mais. Adoro como estes e outros temas são falados e trabalhados na história, bem como o desenvolvimento que traz às personagens, no entanto sinto que está a chegar ao ponto da narrativa em que algo realmente grande tem de mudar. Estamos num impasse, com eles sempre a fugirem a e nunca conseguirem escapar. Se continuar assim vai rapidamente tornar-se aborrecido. Algo de novo tem de vir entretanto. E, talvez por isto, não me diverti tanto com estes volumes como com os anteriores.
7,5/10

"História do Sexo", de Philippe Bernot e Laetitia Coryn
Como o próprio nome indica, temos aqui um álbum de BD que nos ilustra a evolução da mentalidade sexual ao longo dos tempos, nas culturas que mais estudamos na escola (Antigos Egipto, Grécia, Roma, Idade Medieval, etc), bem como usa alguns episódios das várias religiões para representar a mentalidade sexual das épocas.
Eu adorei este álbum! É didático, divertido e o grafismo, embora simples, combina muito bem com o tom da narrativa. Recomendo!
9/10

"Sandman: Prelúdios e Nocturnos (volume 1)", de Neil Gaiman, Sam Keith, Mike Dringenberg e Malcolm Jones III
À terceira é de vez! Já por duas vezes tinha iniciado a leitura deste primeiro volume de Sandman. Na primeira não passei do primeiro capítulo, na segunda fui até ao segundo, e desta vez terminei.
Verdade seja dita, os capítulos finais foram, para mim, muito mais interessantes que os iniciais. Especialmente os capítulo no inferno, o do rubí e o "Sound of her Wings", com a Morte.
A arte tanto me encantou, em certas páginas, como me deixou confusa em outras. Não gostei da escolha de cores mas algumas sequências são lindíssimas.
Já a narrativa é extremamente original (menos não seria de esperar de Neil Gaiman) e imaginativa, mas também bastante confusa e muitas vezes há texto a mais, explicações em demasia.
Sou capaz de ler outro volume desta série, para cimentar melhor a minha opinião, mas parece-me que, tal como já aconteceu com outros trabalhos do autor que li, Neil Gaiman demonstra aqui uma imaginação prodigiosa mas uma execução à qual falta algo. E não vos saberia dizer ao certo o que esse algo é.
6/10

"Ojisama to Neko (Capítulso 1 a 13)", de Umi Sakurai
Esta é a BD mais fofa de sempre! (ou pelo menos deste ano) A sério, é super-fofinha! Com apenas três ou quatro páginas por "capítulo", vemos a pacata vida de um velho senhor que decide, após o falecimento da esposa, adoptar um gato (o gato mais feio da loja, segundo o mesmo), mas que ele adora. E é super-fofo! Eu já vos disse que é fofo?
8/10

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Clube de Leitura de Braga - Julho 2018

Este mês o clube de Leitura de Braga vai acontecer neste próximo sábado (7 de Julho), ao  invés de no primeiro sábado do mês, como é habitual.
Juntem-se a nós para uma tarde bem passada, a falar de literatura e BD. No final desta sessão vamos também ter um jantar de grupo, visto que o clube vai fazer uma pequena pausa durante Agosto. Voltamos depois em Setembro.






Os livros sugeridos para este mês são:
- "Carbono Alterado", de Richar K. Morgan;
- "Sandman: Prelúdios e Nocturnos", de Neil Gaiman, Sam Keith, Mike Dringenberg e Malcolm Jones III

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Quem Teme a Morte - divulgação





Ainda há pouco li este livro e soube agora que a Saída de Emergência o está a lançar em terras lusas. Boas notícias!


"Quem Teme a Morte", de Nnedi Okorafor é um livro intenso, duro mas fabuloso! Aconselho vivamente! (podem ler a minha opinião AQUI).




Já agora, adoro a capa da edição portuguesa!


Podem saber mais sobre o livro e comprá-lo directamente à editora AQUI.


Sinopse:
Uma África pós-apocalíptica. Uma profecia misteriosa. Uma criança destinada a salvar o seu povo.

Num futuro distante, um holocausto nuclear devasta o continente africano e dá-se um genocídio numa das suas regiões. Os agressores, os Nuru, de pele mais clara, decidiram seguir o Grande Livro e exterminar os Okoke, de pele mais escura. Mas, depois de ser violada, a única sobrevivente de uma aldeia Okoke consegue escapar e refugiar-se no deserto. Dá à luz uma rapariga com cabelo e pele cor de areia e a mãe percebe, nesse momento, que a sua filha é diferente. Dá-lhe o nome de Onyesonwu, que significa “Quem Teme a Morte?”.
 
Treinada por um misterioso xamã, Onyesonwu sabe que tem um destino mágico a cumprir: pôr fim ao genocídio do seu povo. A jornada para cumprir tal proeza irá pô-la em confronto com a natureza, a tradição, o amor verdadeiro, os mistérios da sua cultura… e, por fim, com a própria morte.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Monstress: Despertar

"Monstress 1: Despertar", de Majorie M. Liu e Sana Takeda (Saída de Emergência)

Opinião:
Já há muito tempo que queria ler "Monstress". A curiosidade era grande! Tanto porque os excertos que tinha visto me pareciam promissores, como pelo facto de só ter lido boas opiniões da série.
A BD não desiludiu!

Monstress é mais cruel do que esperava, com personagens com passados, presentes e futuros trágicos, cheios de dor, crueldade, traição e guerra.
Maika, a protagonista, não é alguém de quem seja fácil gostar-se mas também é impossível ignorá-la. O que a move é a vingança e a sede de conhecimento. Conhecimento do seu passado e daquilo que a tormenta dia após dia, noite após noite.
Na sua busca por repostas apenas encontra mais perguntas e vai fazendo inimigos por onde passa, mas também vai-se cruzando com pessoas que lhe querem bem (ou talvez não) e que a apoiam mesmo quando ela está sempre a tentar afastá-los.
Monstress está cheio de personagens poderosas, num mundo dominado por mulheres (que lufada de ar fresco!), temos poderosas humanas-feiticeiras que escravizam os "monstros" apesar de, supostamente, viverem um período de paz.

O mundo que nos é apresentado é cruel. Não há qualquer inocência em nenhuma das personagens e muito pouca bondade, tirando a Kippa (coitadita!).
É um ambiente de guerra, que na verdade nunca terminou e se prepara novamente para rebentar. Uma batalha que envolve deuses e demónios.

A arte é fabulosa! Cheia de detalhes e com umas cores não muito vivas mas que combinam na perfeição com o ambiente da história.
Por vezes os traços do desenho parecem desleixados, mas isso acaba por dar mais dinamismo às páginas. É um romance gráfico para se ler e ver atentamente.
Estou muito curiosa para saber o que se segue e recomendo a quem goste de ler fantasia, mesmo nunca tendo lido BD.


Sinopse:
Num mundo alternativo de beleza art déco inspirado na Ásia oriental, eis que nos chega uma história de coragem, vingança e compaixão…
Maika Meiolobo é uma adolescente que sobreviveu a uma guerra cataclísmica entre humanos e arcânicos, uma raça híbrida que descende dos Anciãos. Escravizada por bruxas inimigas que suspeitam dos seus poderes latentes, Maika começa a desvendar o seu misterioso passado e, durante o processo, descobre que tem uma ligação psíquica com uma poderosa criatura de outro mundo.
Perante a opressão e o terrível perigo, Maika torna-se caçadora e presa, perseguida por aqueles que desejam usá-la, colocando-a no centro de uma guerra devastadora entre forças humanas e sobrenaturais. Enquanto isso, o monstro no seu interior começa a despertar...

Clube de Leitura de Braga - Maio 2018

É já este sábado que o Clube de Leitura de Braga se volta a reunir na Bertrand de Braga, às 15h00!


Este mês vamos contar também com a presença de Nuno Nepomuceno, autor de uma das leituras deste mês, "Pecados Santos".
Por isso apareçam por lá para conhecerem o autor e a sua obra.












O outro livro que vamos ler este mês, já no campo dos romances gráficos, é o primeiro volume de Monstress, uma obra de Majorie M. Liu e Sana Takeda.


Juntem-se a nós este sábado!

domingo, 8 de abril de 2018

A Gorda

"A Gorda", de Isabela Figueiredo (Caminho)

Opinião:
Aquando o lançamento deste livro ouvi falar muito nele e fiquei interessada. O clube de leitura foi uma boa desculpa para lhe pegar.
Encontrei neste livro o que esperava?
Não, mas não quero com isso dizer que não gostei de algumas situações e da forma como foram tratadas, nomeadamente a "prisão" proporcionada pela debilidade crescente dos pais, a sua experiência de "maternidade", a rejeição os outros pelo facto de ser gorda, e outros excertos de vida que me absorveram.


Maria Luísa é uma personagem complexa, extrovertida, revoltada mas também reprimida. Algumas das outras personagens têm também histórias interessantes, e por vezes até parece que o livro é mais sobre elas do que sobre ela mas na verdade não conhecemos nenhum dos outros tão a fundo como conhecemos a Maria Luísa.


Escrito numa espécie de recolha de remendos/memórias, penso que teria desfrutado mais do livro se a narrativa não andasse sempre para trás e para a frente. Não precisava ser linear, apenas mais focada.
Há muito sentimento nestas páginas. Muita crítica e, talvez, um pouco de rancor.
Algumas passagens são lindíssimas, cruas, reais.


Num nota mais pessoal, eu luto com a obesidade há vários anos e esperava encontrar aqui algo que fizesse as outras pessoas perceberem um pouco melhor algumas dificuldades que encontramos na vida. Não temos nenhuma desabilidade física, mas, sejamos realistas, as gordas nem sempre são vistas como normais. E nisto discordo do que a autora diz porque os homens gordos também são bem menosprezados pela sociedade, e especialmente pelas mulheres.
Mas não são só os gordos, infelizmente. Somos constantemente bombardeados com imagens, com propaganda, com opiniões que nos dizem como nos devemos vestir, comportar, ser (homens e mulheres). Como devemos existir! Mas qual é na verdade o apelativo de um mundo onde todos são iguais?
Há algo de extraordinário na diferença, não acham?


Mas regressando ao livro, achei que a segunda metade foi muito mais intensa e gratificante (a nível de leitura) do que a primeira e apesar de não ter gostado do final, penso que seja uma leitura interessante.


Sinopse:
Maria Luísa, a heroína deste romance, é uma bela rapariga, inteligente, boa aluna, voluntariosa e com uma forte personalidade. Mas é gorda. E isto, esta característica física, incomoda-a de tal modo que coloca tudo o resto em causa. Na adolescência sofre, e aguenta em silêncio, as piadas e os insultos dos colegas, fica esquecida, ao lado da mais feia das suas colegas, no baile dos finalistas do colégio. Mas não desiste, não se verga, e vai em frente, gorda, à procura de uma vida que valha a pena viver.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Que país visitar?

O Clube de Leitura de Braga está a pedir a ajuda de todos num escolha literária:


https://poll.fbapp.io/pais-a-visitar-em-livros-junho-2018


«De dois em dois meses vamos passar a pedir a vossa ajuda para escolher a nacionalidade do autor que vamos ler, de uma lista de países que ainda não visitamos através da literatura no nosso clube.
Qual destes três vos parece mais interessante? Que autores conhecem e sugerem destas nacionalidades?»


E já agora aproveito para divulgar quais os livros de que vamos falar na próxima sessão do Clube de Leitura de Braga (na Bertrand) já este sábado que vem:




- "A Gorda", de Isabela Figueiredo;
- "Talco de Vidro", de Marcellon Quintanilha.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Maresia e Fortuna

“Maresia e Fortuna”, de Andreia Ferreira (Coolbooks)

Opinião:
Para quem ainda não leu este romance, talvez o melhor seja mesmo que não descubram a que clássico este romance se remete antes de o começarem a ler.
Eu fui às cegas para esta leitura mas confesso que cedo adivinhei o "segredo". Isso, contudo, não me estragou em nada a experência de leitura. Muito pelo contrário! Acho que até tornou tudo muito mais doloroso e cruel, quando já sabia no que tudo aquilo iria resultar e em como destroçaria as personagens envolvidas quando elas mesmas soubessem a verdade.

E por falar nelas, o melhor deste romance são as suas personagens, tão cheias de falhas, tão humanas, que é difícil não nos relacionarmos com todas elas. Eu, confesso, que gostei mais da Júlia, que na sua loucura acabou por ser a que menos imprevisível se tornou. Ela nunca escondeu o que era verdadeiramente, enquanto, na realidade, todos em sua volta foram bastante cruéis, de forma proprositada ou não, mantendo-a na ignorância e, consequentemente, levando ao desfecho que teve.
Também o Eduardo foi uma personagem que me marcou, por ser o mais "verdadeiro", e talvez por isso mesmo algumas das suas decições finais não me tenham caído bem. Sem querer dar muitos spoilers, há uma cena nos capítulos finais em que ele decide ocultar um 'erro', o que, feito daquela forma, me pareceu desconexo do seu comportamento até ali.

Outra coisa que adorei no livro foram as descrições que a autora faz da belíssima Apúlia (e Fão). Cenários sujas descrições me fizeram revisitar esta povoação costeira de que tanto gosto.
Convém também notar que a escrita da autora melhorou bastante desde a sua Trilogia Soberba.

Na verdade o que menos gostei do livro foi do que, me pareceu ser, um exagero de cenas entre a Júlia e o Eduardo, e a previsibilidade do desfecho, que eu adivinhei bastante cedo. Mas, como já disse, isto não tornou a jornada menos interessante.

Em suma, Maresia e Fortuna está recheado de personagens tão cheias de falhas que foi impossivel não querer saber o desfecho de todas elas e por isso recomendo a leitura deste livro.

Sinopse:
O que é o verdadeiro amor?
Para Eduardo, de 17 anos, é a mãe e o irmão mais velho, Simão. Este, porém, tem um segredo que o empurra para a bebida e Eduardo receia que o seu irmão se suicide, tal como o pai de ambos o fizera, dez anos antes.
Júlia acredita que passou ao lado de um grande amor. Em busca da verdade que mudará a sua vida, regressa à vila de Apúlia para reconstruir um passado de que não se consegue recordar.
O caminho desta mulher perturbada está prestes a cruzar-se com o de Eduardo, trazendo à tona segredos, paixões agressivas e remorsos intemporais, com consequências devastadoras sobre a vida da outrora pacata vila piscatória.
Uma alegoria moderna de um clássico, onde os humanos se destroem sem precisarem de intervenção divina.

Clube de Leitura de Braga - Março 2018

Este fim-de-semana, no Clube de Leitura de Braga, sugerimos a leitura de:
- "O Castelo de Vidro", de Jeanette Walls e
- "Trilogia Nikopol", de Enki Bilal.


O Clube de Leitura de Braga tem lugar na Bertrand de Braga (no Liberdade Street Fashion), às 15h00 de sábado, no dia 3 de Março. Venham ter connosco para a tarde bem passada!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Illuminae

"Illuminae (The Illuminae Files 1)", de Amie Kaufman e Jay Kristoff (Nuvem de Tinta)

Opinião:
Interessa-me sempre imenso ver romances que nascem da colaboração de dois. Imagino que deva ser uma experiência extraordinária de troca de ideias, valores, estilos e ritmos.

Tanto Amie Kaufman como Jay Kristoff são autores de romances YA, de fantasia e ficção científica, já bem conhecidos do público alvo. Eu ainda não tinha tido oportunidade nem, confesso, grande curiosidade em ler qualquer dos títulos destes autores mas depois de ler “Illuminae” e “Gemina”estou a pensar mudar isso.

Illuminae começa num planeta / colónia distante e desconhecido. Uma exploração pirata, por assim dizer. Em Kerenza moram milhares de pessoas, todas dependentes dessa exploração, de forma mais ou menos directa. Kady é a nossa protagonista nesta história que começa com acção e raramente larga a adrenalina nas suas muitas páginas.
E falando em páginas … eu li a versão audiolivro, que recomendo vivamente, mas façam um favor a vocês mesmos e tenham o livro ou o ebook sempre por perto porque a edição em papel (ou digital) é fenomenal! Isto porque “Illuminae” (assim como a sequela “Gemina”) consiste num recontar dos acontecimentos através de relatórios, emails, transcrições e mais mil e uma coisas super-interessantes de ouvir e ver. Foi esta, aliás, a vertente que mais me fascinou neste livro. Não que o resto não seja bom mas esta forma de narrar está muito bem conseguida e envolve o leitor do início ao fim.

Quanto às personagens, acho que será difícil não falar bem de todas as muitas que por aqui aparecem. Até o técnico que faz a transcrição dos vídeos tem uma personalidade memorável.
Na verdade a única falha a nível de personagens advém mesmo da vilã-mor, embora tenha de admitir que ela aparece poucas vezes.
O AIDAN é, de longe, a minha personagem favorita. Esta Inteligência Artificial, que ganha uma semblante de consciência humana, com a sua consequente descida ao abismo, leva-nos uma viagem intensa.

Na verdade a única parte deste livro que me deixou indiferente foi mesmo o romance. Não senti grande química entre a Kady e o Ezra. Gostei bastante mais do relacionamento entre a Kady e o AIDAN, especialmente na parte final.

Em suma, Illuminae foi uma viagem alucinante, cheia de aventura, boas personagens e um enredo com vários níveis que me mantiveram envolvida o tempo todo. Recomendo!

Sinopse:
Illuminae é diferente de todos os livros que alguma vez leste. Através de documentos pirateados, emails, mapas, arquivos militares, transcrições de interrogatórios e mensagens, vais descobrir que o pior dia da vida de Kadie é apenas o início da história mais trepidante e arrebatadora de sempre.

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