Em Setembro irá ser lançado o segundo volume da Saga Orbias, do Fábio Ventura.
Título: O Demónio Branco
Autor:Fábio Ventura
Editora: Casa das Letras
Lançamento: 6 Setembro 2010
Sinopse: «As coisas mudaram desde a derradeira separação entre a Terra e Orbias há um ano atrás. Noemi é agora uma estagiária na redacção de uma revista em Grand City. Leva uma vida solitária e mantém pouco contacto com Adam e Lorelei. Mas enquanto se esforça para esquecer todos os trágicos acontecimentos do passado, o inesperado acontece: os seus poderes de Omnisciência regressam e volta a transformar-se em Guerreira. Para piorar a situação, está constantemente a ver o rosto de Sebastian e a sentir o seu perfume.
Será que afinal os mundos não foram definitivamente separados? Será possível o regresso a Orbias, para junto das outras Guerreiras? Na sua loucura obsessiva, Noemi convence-se a si própria de uma coisa: Sebastian está vivo!»
Este livro é a continuação da saga Orbias (opinião aqui).
Preço: --€ (ainda não divulgado)
Onde é que o livro pode ser adquirido? Um pouco por todo o lado, quer em livrarias como online.
Teaser-trailer:
Para os curiosos, que já tenham lido o primeiro livro, aqui fica uma lista de cinco contos que o autor escreveu nos últimos meses, protagonizados pelas cinco guerreiras, e que dão algumas pistas sobre o que podemos esperar do "Orbias - O Demónio Branco".
Esta colecção de contos tem o nome de "Orbias - A reconstrução de um sonho":
- Lily-Violet;
- Lorelei;
- Rouge;
- Belladonna;
- Noemi.
Visitar também o blog oficial da Saga Orbias (que é actualizado regularmente).
E por fim, fica aqui o vídeo-resumo do primeiro livro "Orbias - As Guerreiras da Deusa":
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Os Homens que Odeiam as Mulheres
"Os Homens que Odeiam as Mulheres (Millennium 1)", de Stieg Larsson (publicado pela Oceanos) - página oficial em portuguêsSinopse:
O jornalista de economia MIKAEL BLOMKVIST precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro HANS-ERIK WENNERSTÖM e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. HENRIK VANGER, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem LISBETH SALANDER. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hackerde excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.
Devido às muitas críticas positivas que este livro tem recebido, eu tinha as expectativas altas, embora tente sempre entrar numa nova leitura de forma imparcial. O que eu queria deste livro era um bom mistério que me deixasse agarrada e que me surpreendesse.
Infelizmente, não foi bem isso que recebi.
A coisa que mais me incomodou e que menos me incentivou a ler mais compulsivamente esta história, foi a quantidade de despejo de informação (info dump) que foi passada na primeira metade do livro. Era algo que me dava arrepios. Demasiadas explicações, diálogos longos e aborrecidos sobre uma infinidade de pormenores que me cansavam enquanto leitora.
Claro que compreendi a necessidade de muita dessa informação, mas também houve muita coisa altamente desnecessária, sem que fosse necessário contar tudo até ao mais ínfimo (e irritante) pormenor.
Por várias vezes ponderei abandonar a leitura, mas como tinha lido algures que o final era totalmente imprevisto, segui a leitura, por vezes num desinteresse tal que me perguntava porque estava a dar-me ao trabalho de ler um livro de 544 páginas, cuja primeira metade me demorara, nada mais nada menos que 17 dias a ler (isto pareceu-me uma eternidade comparada com os 6 dias que demorei a ler o resto, e que ainda assim foi bastante tempo).
Felizmente, depois de passar o meio do livro, as coisas começaram a encarreirar-se (ou seria eu que já estava ambientada com o estilo do livro) e daí foi um saltinho até ao final. Confesso que a segunda parte redimiu de certa forma a impiedosa primeira parte.
A nível de personagens, devo dizer que achei que os dois protagonistas foram muito bem expostos e explorados, mas não gostei de nenhum dos dois. XD
O Mikael, embora fosse dos dois o meu favorito, é um homem que me irrita até um certo ponto porque é um mulherengo que faz com que todas as mulheres se derretam a seus pés. Felizmente é um homem também muito integro e aprendi a apreciá-lo enquanto "ser humano".
Já a Lisbeth, que sempre se mostrou uma personagem bastante única, cometeu alguns erros injustificados. Como é que alguém tão inteligente (como supostamente ela é) conseguiu ser tão ingénua? Afinal quem é que, depois de ser mordida por um cão feroz, entra de livre vontade na casota do cão? Que estava à espera? De ser lambida? Era óbvio que na segunda vez o cão não se limitaria a morder. A ingenuidade (e estupidez) dela irritou-me! (desculpem lá a comparação, mas não quero estragar a festa a quem não leu o livro)
Escusado será dizer que lhe fiquei com algum "pó". Não gostei dela, embora não desgoste totalmente da sua forma de ver as coisas. É uma personagem complexa que me deixa algo dividida (ponto a favor para o autor).
Infelizmente, no que respeita a personagens o autor também falhou ao não conseguir expor convenientemente as personagens secundárias. Nem o próprio Henrik Vanger, que era das personagens secundárias mais presentes, foi suficientemente bem mostrado para sentir algo em relação a ele. E tudo isto fica pior quando falamos dos "vilões" que, diga-se, foram tão mal explorados que até doeu. Uma pena, pois havia muito potencial.
Quanto à história em si,e depois de ter já dito que esperava muito mais, devo confessar que não fui apanhada de surpresa pela resolução do mistério. Logo no início do livro percebi o que tinha realmente acontecido à Harriet, e nada do que foi dito ou mostrado depois disso conseguiu tirar-me a verdade da cabeça. Só por aí, senti-me defraudada.
Depois houve o resto ... a história grotesca por trás da família Vanger, que a mim me pareceu mais uma jogada para impressionar o leitor com a sua violência, do que outra coisa. Também esse mistério não me surpreendeu na sua resolução, embora quando comecei a história não esperasse algo assim, mas como os crimes foram expostos antes do meio do livro, eu esperava ser surpreendida com a verdade sobre quem os cometia, coisa que não aconteceu pois o "culpado" era o meu suspeito número um.
A verdade é que penso que a forma como o autor escreveu o livro lhe tirou muita momentaneadade. Sinto que se este tivesse um compasso mais acelerado eu teria ficado surpreendida com quase todas as reviravoltas, mas a forma como tudo foi desvendado foi muita anti-climática, a meu ver, o que tirou muita adrenalina e surpresa das situações em causa.
Uma coisa que gostei foi do fim, refiro-me ao fim fim (últimas 2/3 páginas) que deu um novo alento à personagem da Lisbeth. Bem jogado!
Em suma, foi um livro cuja primeira metade cruzou o limite do aborrecido, mas que conseguiu apanhar o passo na segunda metade. A escrita do autor é muito acessível, mas arrasta-se até à exaustão e por isso perdeu muito valor enquanto mistério capaz de surpreender até às últimas páginas (coisa que não foi).
Não vou deixar de aconselhar o livro a quem goste de livros de mistério, mas advirto que para quem não gosta de longos diálogos e ainda mais longas descrições infinitamente pormenorizadas, poderá não gostar deste livro.
Se alguém me oferecer o segundo volume, sou bem capaz de o ler, mas caso tal não aconteça, não tenho intenções de comprar a restante saga.
Tradução:
O livro teve uma tradução aprimorada que não esqueceu detalhe nenhum e só muito esporadicamente encontrei um ou outra palavra que não estava bem contextualizada, No entanto, do que senti falta foi de algumas notas de rodapé. Este é um livro carregado de menções a ícones característicos da região onde se passa a história, e ao não haver lugar para notas de rodapé que expliquem aos incautos o que é o quê, perdeu-se algum valor. Refiro-me especialmente aos muitos livros e, especialmente, revistas mencionadas, já sem falar em algumas bebidas e variados objectos culturais. Uma nota a dizer que género de revista era, ou que tipo de bebida era, faria com que a história fizesse um pouco mais de sentido. mas também afirmo que isto não interferiu de todo na fluidez do livro, apenas achei que seria uma mais valia.
Noutro apontamento, achei que o título se encaixou que nem uma luva no livro.
Capa e Design:
Confesso que sempre gostei mais da versão da capa da 1ª edição portuguesa, mas esta (a partir da 2º edição, se não estou em erro) não está muito má, embora bem mais básica que a anterior.
É um caso claro de, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
O design interior está básico, mas bem conseguido para o género literário em que se integra. Neste campo não há nada a apontar.


É um caso claro de, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
O design interior está básico, mas bem conseguido para o género literário em que se integra. Neste campo não há nada a apontar.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
[Malitska:]
"[Malitska:]" de Francisco Oliveira e Miguel Rocha (Edições Polvo)
Sinopse:
História (Francisco Oliveira):
A história está envolvente e consegue confundir o leitor, mas de uma boa maneira. Em poucas páginas conseguiu explorar bem um conceito interessante e actual, e que, possivelmente nunca deixará de ser actual. Pena é que não o tivesse aprofundado um pouco mais e talvez, usado um pouco mais das palavras. Sei que a arte é uma grande peça na BD (se não mesmo a maior), mas por vezes senti falta de um "apêndice" literal.
Arte (Miguel Rocha):
Amei! Apaixonei-me perdidamente pela arte do Miguel Rocha, um artista extremamente talentoso e visual que manteve os meus olhos colados a cada página, a cada vinheta, a cada sinal que ele traçava.
Num estilo muito próprio e extremamente emotivo, ele fez delícias a preto e branco. Simplesmente ... WOW!
Balonagem:
Onde este livro mais pecou foi neste campo. A balonagem, embora em concordância com o estilo algo rústico da arte, por vezes tornava-se imperceptível. Cheguei mesmo a ter de colar os olhos à página para tentar decifrar alguns dos diálogos.
Em suma esta é uma excelente BD, que não se fica pelo comum e tenta ser algo inovadora, conseguindo surpreender e brilhar.
Sinopse:
Em cada um de nós há uma Rute. Vivemos cada acontecimento numa dupla relação: umas vezes como algo que dominamos, outras como algo que nos ultrapassa, que não suportamos. A diferença está, no entanto, no modo como lidamos com ela. Uns, iludidos e rendidos ao terror cinzento do mundo do trabalho, nunca chegam a vê-la. Outros, preferem sonhá-la, logo que a censura diurna afrouxa e adormece. Outros ainda, preferem fazer amor com ela, e acordam de manhã com os joelhos todos fodidos num canto de uma rua qualquer. Enfim, é sempre bela, mas só de dia.
História (Francisco Oliveira):
A história está envolvente e consegue confundir o leitor, mas de uma boa maneira. Em poucas páginas conseguiu explorar bem um conceito interessante e actual, e que, possivelmente nunca deixará de ser actual. Pena é que não o tivesse aprofundado um pouco mais e talvez, usado um pouco mais das palavras. Sei que a arte é uma grande peça na BD (se não mesmo a maior), mas por vezes senti falta de um "apêndice" literal.
Arte (Miguel Rocha):
Amei! Apaixonei-me perdidamente pela arte do Miguel Rocha, um artista extremamente talentoso e visual que manteve os meus olhos colados a cada página, a cada vinheta, a cada sinal que ele traçava.
Num estilo muito próprio e extremamente emotivo, ele fez delícias a preto e branco. Simplesmente ... WOW!
Balonagem:
Onde este livro mais pecou foi neste campo. A balonagem, embora em concordância com o estilo algo rústico da arte, por vezes tornava-se imperceptível. Cheguei mesmo a ter de colar os olhos à página para tentar decifrar alguns dos diálogos.
Em suma esta é uma excelente BD, que não se fica pelo comum e tenta ser algo inovadora, conseguindo surpreender e brilhar.
sábado, 21 de agosto de 2010
::Filme:: Vampires Suck
Sendo que sou uma das pessoas que faz muito gozo da Saga Luz e Escuridão (da Stephenie Meyer), não podia negar-me a ver esta paródia.
Antes de mais convém explicar que gostei medianamente do primeiro livro e filme (Crepúsculo), gostei bastante do segundo livro e odiei o filme (Lua Nova), detestei de morte o terceiro livro e não sei se vou sequer tentar ver o filme (Eclipse). Já o quarto livro, nem lhe toquei para já (Amanhecer).
Assim sendo tenho uma relação de amor-ódio com a saga.
Quando comecei a ver Vampires Suck, esperava um filme que me fizesse soltar muitas gargalhadas. Afinal havia tanto potencial para gozo, que seria muita falta de criatividade se não conseguissem uma sátira bem recheada. Infelizmente, e como muito acontece no género, caíram em algumas banalidades idiotas e cenas sem grande nexo.
Este filme cobre a história dos dois primeiros livros em pouco mais de uma hora de filme, e o que notamos logo à partida é que quem nunca viu os filmes originais ou leu os livros, não vai perceber metade do que se passa.
Está certo que só quem já viu/leu é que se vai dar ao trabalho de ver o Vampires Suck, mas podiam ter-se dado a um pouco mais de trabalho para o filme parecer mais consistete na sua insanidade.
Confesso que soltei umas quantas gargalhadas e só por isso já vale a pensa, mas algumas cenas estavam estupidamente mal conseguidas e nem faziam sentido (todas as cenas com os pais do "Jacob" e "Bella", a daça dos lobos, tudo o que girou à volta da "Prom", etc.).
No entanto as minhas favoritas foram as do Chihuhua, a "eu vou proteger-te para sempre", a do "Sexo e a cidade" (ao invés de Romeu e Julieta) e a do "black eyed peas" (artes marciais ao ataque). A maioria das cenas com o pseudo-Jacob também estavam boas e tenho de dar os parabéns à Jenn Proske, que faz de Becca (pseudo-Bella) e que esteve fantástica no seu papel. É que conseguiu imitar todos os tiques irritantes da actriz original. Fantástica actuação. A actriz que fez de Alice também esteve bem embora tivesse pouco tempo de antena (enaltecendo o facto espantoso de as visões da Alice só funcionarem quando lhe convém, ou melhor, quando convém à história).
Em suma, é um filme que passa depressa e não aborrece, mas que não conseguiu ir de encontro às minhas expectativas ou às suas potencialidades. Um filme que espera que o espectador seja um burro e que faz muito pouco uso da sátira inteligente (que pucha pelos neurónios) que eu aguardava ansiosamente. Recomendo a quem já alguma vez fez pouco da Saga Luz e Escuridão, mas aos restantes não.
Antes de mais convém explicar que gostei medianamente do primeiro livro e filme (Crepúsculo), gostei bastante do segundo livro e odiei o filme (Lua Nova), detestei de morte o terceiro livro e não sei se vou sequer tentar ver o filme (Eclipse). Já o quarto livro, nem lhe toquei para já (Amanhecer).
Assim sendo tenho uma relação de amor-ódio com a saga.
Quando comecei a ver Vampires Suck, esperava um filme que me fizesse soltar muitas gargalhadas. Afinal havia tanto potencial para gozo, que seria muita falta de criatividade se não conseguissem uma sátira bem recheada. Infelizmente, e como muito acontece no género, caíram em algumas banalidades idiotas e cenas sem grande nexo.
Este filme cobre a história dos dois primeiros livros em pouco mais de uma hora de filme, e o que notamos logo à partida é que quem nunca viu os filmes originais ou leu os livros, não vai perceber metade do que se passa.
Está certo que só quem já viu/leu é que se vai dar ao trabalho de ver o Vampires Suck, mas podiam ter-se dado a um pouco mais de trabalho para o filme parecer mais consistete na sua insanidade.
Confesso que soltei umas quantas gargalhadas e só por isso já vale a pensa, mas algumas cenas estavam estupidamente mal conseguidas e nem faziam sentido (todas as cenas com os pais do "Jacob" e "Bella", a daça dos lobos, tudo o que girou à volta da "Prom", etc.).
No entanto as minhas favoritas foram as do Chihuhua, a "eu vou proteger-te para sempre", a do "Sexo e a cidade" (ao invés de Romeu e Julieta) e a do "black eyed peas" (artes marciais ao ataque). A maioria das cenas com o pseudo-Jacob também estavam boas e tenho de dar os parabéns à Jenn Proske, que faz de Becca (pseudo-Bella) e que esteve fantástica no seu papel. É que conseguiu imitar todos os tiques irritantes da actriz original. Fantástica actuação. A actriz que fez de Alice também esteve bem embora tivesse pouco tempo de antena (enaltecendo o facto espantoso de as visões da Alice só funcionarem quando lhe convém, ou melhor, quando convém à história).
Em suma, é um filme que passa depressa e não aborrece, mas que não conseguiu ir de encontro às minhas expectativas ou às suas potencialidades. Um filme que espera que o espectador seja um burro e que faz muito pouco uso da sátira inteligente (que pucha pelos neurónios) que eu aguardava ansiosamente. Recomendo a quem já alguma vez fez pouco da Saga Luz e Escuridão, mas aos restantes não.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
O Prazer mais Escuro
"O Prazer mais Escuro (Lords of the Underworld 3)", de Gena Showalter (publicado em Portugal pela Harlequin)
Sinopse:
Reyes é um homem possuído. Ligado ao demónio da dor ele está proibido de desfrutar do prazer. Ainda assim ele sente-se atraído por uma mortal, Danika Ford, necessitando dela mais do que de respirar e fará de tudo para a ter para si --até mesmo desafiar os deuses.
Danika está em fuga. Durante meses ela conseguiu esquivar-se dos Senhores do Submundo, guerreiros imortais que não descansaram até que ela e a sua família estejam mortas. Mas os seus sonhos são assolados por Reyes, o guerreiro cujo toque ela não consegue esquecer. Mas um futuro conjunto poderá significar o fim de tudo o que ambos amam ...
Opinião:
Tenho de dizer que este livro foi um pouco mais pesado e hardcore (e gory) do que esperava. Já sabia que tratando-se do Reyes, um guerreiro que não vive sem a dor, isto teria de ter um certo nível de violência, mas isto ... bem, isto deu-me voltas ao estômago! Aquela cena na casa-de-banho foi grotesca. Arrepiei-me toda! (e fala uma pessoa que adora ver filmes de terror) Felizmente só foi esta cena mais pesada (além do plano de fuga do Aeron que também chegou a dar-me voltas ao estômago), as outras foram bem mais amenas, o que eu agradeci imenso.
O desenvolvimento das personagens, neste livro, esteve bem mais presente que em qualquer um dos anteriores e conseguimos entender como a Danika, uma rapariga doce e medrosa, se transforma em alguém mais determinada e corajosa. O Reyes manteve-se igual a si mesmo, sempre um doce, sem dúvida o mais calmo dos guerreiros até agora. Também temos oportunidade de conhecer um pouco melhor outros guerreiros, especialmente o Sabin e o Paris, assim como um pouco mais do Torin (uma personagem que me deixa curiosa com o seu sentido de humor) e a Cameo, assim como o William (que é um autêntico cromo). Também os vilões, especialmente o Cronos, foram mais bem expostos e a interacção entre as personagens foi bem conseguida.
Uma personagem que estou a aprender a gostar é o Paris (guardião do demónio da promiscuidade). Foi o único, de todos os guerreiros até agora mostrados, capaz de colocar um dos amigos acima da mulher que ama (ou no caso, que poderia amar). As dúvidas dele foram totalmente compreensíveis e a decisão, embora dolorosa, veio no momento certo, da forma mais acertada.
Outras duas personagens que adorei, pela sua excentricidade, foram o Aeron e a Legion. Foi tão giro quando finalmente descobriram que a Legion era uma rapariga. Ri-me com a cena.
Sem dúvida que o relacionamento entre o Reyes e a Danika foi o que pareceu mais bem explorado de todos até agora, muito graças ao facto de eles se terem começado a conhecer logo no primeiro livro da saga e assim tivemos oportunidade de os ver mudar e apaixonarem-se ao longo de três livros. Gostei de como eles se foram aproximando aos poucos e não caíram simplesmente nos braços um do outro (os dois anteriores foram assim) e como confiavam um no outro embora mantivessem dúvidas.
O relacionamento entre estes dois é estranho, como não poderia deixar de ser graças ao demónio da Dor, me confesso que a aceitação da Danika me deixou arrepiada, embora compreenda a decisão dela e ache que esteja muito em sintonia com a personalidade dela.
E como eu suspeitara, a Danika está realmente envolvida com os artefactos. Foi uma cartada bem jogada pela autora.
E descobri mais um tique da autora: Os cheiros! Todas as personagens têm um cheiro, mas já agora quero saber a que cheira "tempestade e inocência", especialmente a parte da inocência. :P
A história mostra-se cada vez mais detalhada, mas ainda assim parece mover-se a passo de caracol. Havia espaço para muito mais nos ser contado, aliás, fazia falta muito mais nos ser dito e não é, o que faz com que o livro perca intensidade.
Em suma, foi uma boa leitura, que conseguiu superar um pouco os anteriores pois explorou melhor as personagens envolvidas. No entanto a escrita da autora continua simplesmente amena e o potencial da história continua praticamente inexplorado, embora a cada novo volume nos sejam dados mais partes interessantes. Ainda assim conseguiu ser o melhor dos três primeiros, embora tenha de confessar que esperava mais.

Capa:
Das três esta é que menos me cativa, embora o tom amarelo até esteja bem conseguido. Como as anteriores é demasiado estática e demasiado "dentro do género". Mas está muito bem na senda das anteriores, para dar uma certa coesão ao design da saga e também gostei da expressão na cara do modelo, dá mesmo ar de "dor".
A tatuagem também está no sítio certo. Pelo menos nisso eles parecem acertar sempre.(mas o que está aquela lua a fazer lá no fundo? Muito gostam de luas nas capas dos romances paranormais)
Sinopse:
Reyes é um homem possuído. Ligado ao demónio da dor ele está proibido de desfrutar do prazer. Ainda assim ele sente-se atraído por uma mortal, Danika Ford, necessitando dela mais do que de respirar e fará de tudo para a ter para si --até mesmo desafiar os deuses.
Danika está em fuga. Durante meses ela conseguiu esquivar-se dos Senhores do Submundo, guerreiros imortais que não descansaram até que ela e a sua família estejam mortas. Mas os seus sonhos são assolados por Reyes, o guerreiro cujo toque ela não consegue esquecer. Mas um futuro conjunto poderá significar o fim de tudo o que ambos amam ...
Opinião:
Tenho de dizer que este livro foi um pouco mais pesado e hardcore (e gory) do que esperava. Já sabia que tratando-se do Reyes, um guerreiro que não vive sem a dor, isto teria de ter um certo nível de violência, mas isto ... bem, isto deu-me voltas ao estômago! Aquela cena na casa-de-banho foi grotesca. Arrepiei-me toda! (e fala uma pessoa que adora ver filmes de terror) Felizmente só foi esta cena mais pesada (além do plano de fuga do Aeron que também chegou a dar-me voltas ao estômago), as outras foram bem mais amenas, o que eu agradeci imenso.
O desenvolvimento das personagens, neste livro, esteve bem mais presente que em qualquer um dos anteriores e conseguimos entender como a Danika, uma rapariga doce e medrosa, se transforma em alguém mais determinada e corajosa. O Reyes manteve-se igual a si mesmo, sempre um doce, sem dúvida o mais calmo dos guerreiros até agora. Também temos oportunidade de conhecer um pouco melhor outros guerreiros, especialmente o Sabin e o Paris, assim como um pouco mais do Torin (uma personagem que me deixa curiosa com o seu sentido de humor) e a Cameo, assim como o William (que é um autêntico cromo). Também os vilões, especialmente o Cronos, foram mais bem expostos e a interacção entre as personagens foi bem conseguida.
Uma personagem que estou a aprender a gostar é o Paris (guardião do demónio da promiscuidade). Foi o único, de todos os guerreiros até agora mostrados, capaz de colocar um dos amigos acima da mulher que ama (ou no caso, que poderia amar). As dúvidas dele foram totalmente compreensíveis e a decisão, embora dolorosa, veio no momento certo, da forma mais acertada.
Outras duas personagens que adorei, pela sua excentricidade, foram o Aeron e a Legion. Foi tão giro quando finalmente descobriram que a Legion era uma rapariga. Ri-me com a cena.
Sem dúvida que o relacionamento entre o Reyes e a Danika foi o que pareceu mais bem explorado de todos até agora, muito graças ao facto de eles se terem começado a conhecer logo no primeiro livro da saga e assim tivemos oportunidade de os ver mudar e apaixonarem-se ao longo de três livros. Gostei de como eles se foram aproximando aos poucos e não caíram simplesmente nos braços um do outro (os dois anteriores foram assim) e como confiavam um no outro embora mantivessem dúvidas.
O relacionamento entre estes dois é estranho, como não poderia deixar de ser graças ao demónio da Dor, me confesso que a aceitação da Danika me deixou arrepiada, embora compreenda a decisão dela e ache que esteja muito em sintonia com a personalidade dela.
E como eu suspeitara, a Danika está realmente envolvida com os artefactos. Foi uma cartada bem jogada pela autora.
E descobri mais um tique da autora: Os cheiros! Todas as personagens têm um cheiro, mas já agora quero saber a que cheira "tempestade e inocência", especialmente a parte da inocência. :P
A história mostra-se cada vez mais detalhada, mas ainda assim parece mover-se a passo de caracol. Havia espaço para muito mais nos ser contado, aliás, fazia falta muito mais nos ser dito e não é, o que faz com que o livro perca intensidade.
Em suma, foi uma boa leitura, que conseguiu superar um pouco os anteriores pois explorou melhor as personagens envolvidas. No entanto a escrita da autora continua simplesmente amena e o potencial da história continua praticamente inexplorado, embora a cada novo volume nos sejam dados mais partes interessantes. Ainda assim conseguiu ser o melhor dos três primeiros, embora tenha de confessar que esperava mais.

Capa:
Das três esta é que menos me cativa, embora o tom amarelo até esteja bem conseguido. Como as anteriores é demasiado estática e demasiado "dentro do género". Mas está muito bem na senda das anteriores, para dar uma certa coesão ao design da saga e também gostei da expressão na cara do modelo, dá mesmo ar de "dor".
A tatuagem também está no sítio certo. Pelo menos nisso eles parecem acertar sempre.(mas o que está aquela lua a fazer lá no fundo? Muito gostam de luas nas capas dos romances paranormais)
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
O Beijo mais Escuro
"O Beijo mais Escuro (Lords of The Underworld 2)", de Gena Showalter (publicado em Portugal pela Harlequin)
Sinopse:
Opinião:
Posso dizer que este livros são uma espécie de guilty-pleasure. Não são bons, mas não consigo parar de os ler. Sinceramente chega a ser frustrante, mas vou ler mais um e logo vejo o que decido (não consigo parar. Gah!)
Uma coisa é certa: este livro começou logo ao ataque e o que mais gostei nisto tudo foi a interacção entre os dois protagonistas. Passavam a vida atrás um do outro, a tentarem matar-se, tentando negar a a atracão que sentiam um pelo outro. Foi muito divertido ler as cenas de luta e perseguição entre os dois, embora em alguns pontos fosse extrema (quase se matavam mesmo).
Infelizmente, durante o livro, nunca achei que a atracão deles passasse disso mesmo. Não cheguei ao fim convencida que se amavam, mesmo depois dos sacrifícios que ambos fizeram. Simplesmente não pareceu amor.
Mas claro, lá estava aquela possessividade irritante. Primeiro foi a Anya a "pensar" que o Lucien era "dela". Ainda estava no primeiro capítulo e já tinha disto. Depois foi a vez do Lucien, que ao menos era um pouco mais comedido. está aqui uma coisa que eu nunca gostei na literatura romântica, e quando começa logo nos primeiros capítulos, ainda fica pior. Felizmente, lá mais para o fim deixou de aparecer e eu suspirei de alívio.
Quanto às personagens, gostei muito da Anya, ela é tão irreverente e independente. Uma mulher que sabe o que quer e o que tem de fazer para o ter. Já o Lucien, embora interessante na medida em que conseguia manter-se sempre sério e impenetrável, ainda assim achei que lhe faltou muito desenvolvimento. Queria saber mais sobre ele, mas pouco foi dito, aliás, como aconteceu com o Maddox no livro anterior.
Agora noutra nota: Porque é que todos os demónios ronronam? Eu não consigo imaginar um demónio a soltar o mesmo barulho que gatos. A sério. É estúpido!
A autora tem muitos tiques que se repetem de livro para livro, de personagem para personagem, como o morder o interior da bochecha, o morder o lábio inferior da boca ou o esmurrar paredes sequencialmente. Tudo isto denota alguma falta de originalidade e até construção de personagens.
Já nas personagens deste livro, o tique que mais me irritou foi as pestanas a fazerem sombra sobre o rosto, ou a simples menção das pestanas. Repetido vezes e vezes sem conta, tanto para descrever a Anya como o Lucien, o que chegou a ser ridículo.
Outra coisa que me incomodou foi a repetição de frases. Percebi que eram uma característica das personagens, mas repetidas tantas vezes chegavam a ser irritantes. Exemplo: "Pretty please, with a cherry on top of me", frases com "FYI" (For Your Information) no meio. É como dizer "OMG" ao invés de "Oh My God". Eu sei que há quem diga as siglas, mas torna-se irritante.
Quanto à história, embora tenha sentido um bom desenvolvimento neste livro, continuo achar que se move devagar e fica pelas arestas. Não há grande profundidade narrativa e o potencial da saga continua por explorar. Felizmente o vilão, Cronus, foi um pouco mais explorado neste livro e pudemos ver algumas luzes sobre a localização da caixa de Pandora. Começo a ver um padrão: Quatro mulheres suja linhagem é especial; 4 artefactos. Cá para mim Cronos queria-as mortas porque elas têm algo a ver com 4 artefactos. Certo? Pelo menos foi o que pensei logo no primeiro livro e logo iremos descobrir se é verdade.
Uma coisa que até gosto nestes livros é o facto de não se focar apenas no casal em cena, mostrando um pouco dos restantes guerreiros. Neste caso foi o Reyes (novamente) e o Paris (coitadinho!), sem esquecer um pouco o Aeron e o Maddox (vai ser papá. Fofo!). Mal posso esperar para ler o terceiro volume porque como já disse antes, estou muito curiosa quanto ao Reyes e a Danika. Não vejo o caminho fácil para o Reyes.
Noutra nota: Os finais da autora são muito abruptos. De repente estamos a ler, e no momento seguinte já não há nada para ler. Já no primeiro tinha acontecido o mesmo, mas neste foi especialmente "corta-casacas".
Em suma, foi um livro que entreteve, com uma ou outra personagem bem divertidas, mas que ainda assim peca por falta de profundidade narrativa e crescimento das personagens. Mas no que peca mais é na exploração dos demónios. Parece que eles nem lá estão. Não há nada! Só ronronam e pouco mais. Que decepção! Tanta coisa por causa de eles serem possuídos por demónios incontroláveis e depois nem têm de fazer nada para os controlar. Chega um rabo de saia e os demónios tornam-se uma gatinhos. Que desperdício de linha narrativa!
Continuo a não aconselhar veemente a saga, mas como vou já saltar para o terceiro livro, posso estar a ser algo hipócrita. *guilty-pleasure*
Capa:
Sinopse:
Ela já seduziu muitos homens ... mas nunca encontrou um capaz de fazer o mesmo a ela. Até agora.
Embora tenha vivido durante séculos, Anya, deusa da anarquia, nunca conheceu o prazer. até que Lucien, a encarnação da Morte --um guerreiro eternamente amaldiçoado a conduzir almas para o além. Ele atraia como nenhum outro antes de si. e a Anya arriscará tudo para o ter
Embora tenha vivido durante séculos, Anya, deusa da anarquia, nunca conheceu o prazer. até que Lucien, a encarnação da Morte --um guerreiro eternamente amaldiçoado a conduzir almas para o além. Ele atraia como nenhum outro antes de si. e a Anya arriscará tudo para o ter
Opinião:
Posso dizer que este livros são uma espécie de guilty-pleasure. Não são bons, mas não consigo parar de os ler. Sinceramente chega a ser frustrante, mas vou ler mais um e logo vejo o que decido (não consigo parar. Gah!)
Uma coisa é certa: este livro começou logo ao ataque e o que mais gostei nisto tudo foi a interacção entre os dois protagonistas. Passavam a vida atrás um do outro, a tentarem matar-se, tentando negar a a atracão que sentiam um pelo outro. Foi muito divertido ler as cenas de luta e perseguição entre os dois, embora em alguns pontos fosse extrema (quase se matavam mesmo).
Infelizmente, durante o livro, nunca achei que a atracão deles passasse disso mesmo. Não cheguei ao fim convencida que se amavam, mesmo depois dos sacrifícios que ambos fizeram. Simplesmente não pareceu amor.
Mas claro, lá estava aquela possessividade irritante. Primeiro foi a Anya a "pensar" que o Lucien era "dela". Ainda estava no primeiro capítulo e já tinha disto. Depois foi a vez do Lucien, que ao menos era um pouco mais comedido. está aqui uma coisa que eu nunca gostei na literatura romântica, e quando começa logo nos primeiros capítulos, ainda fica pior. Felizmente, lá mais para o fim deixou de aparecer e eu suspirei de alívio.
Quanto às personagens, gostei muito da Anya, ela é tão irreverente e independente. Uma mulher que sabe o que quer e o que tem de fazer para o ter. Já o Lucien, embora interessante na medida em que conseguia manter-se sempre sério e impenetrável, ainda assim achei que lhe faltou muito desenvolvimento. Queria saber mais sobre ele, mas pouco foi dito, aliás, como aconteceu com o Maddox no livro anterior.
Agora noutra nota: Porque é que todos os demónios ronronam? Eu não consigo imaginar um demónio a soltar o mesmo barulho que gatos. A sério. É estúpido!
A autora tem muitos tiques que se repetem de livro para livro, de personagem para personagem, como o morder o interior da bochecha, o morder o lábio inferior da boca ou o esmurrar paredes sequencialmente. Tudo isto denota alguma falta de originalidade e até construção de personagens.
Já nas personagens deste livro, o tique que mais me irritou foi as pestanas a fazerem sombra sobre o rosto, ou a simples menção das pestanas. Repetido vezes e vezes sem conta, tanto para descrever a Anya como o Lucien, o que chegou a ser ridículo.
Outra coisa que me incomodou foi a repetição de frases. Percebi que eram uma característica das personagens, mas repetidas tantas vezes chegavam a ser irritantes. Exemplo: "Pretty please, with a cherry on top of me", frases com "FYI" (For Your Information) no meio. É como dizer "OMG" ao invés de "Oh My God". Eu sei que há quem diga as siglas, mas torna-se irritante.
Quanto à história, embora tenha sentido um bom desenvolvimento neste livro, continuo achar que se move devagar e fica pelas arestas. Não há grande profundidade narrativa e o potencial da saga continua por explorar. Felizmente o vilão, Cronus, foi um pouco mais explorado neste livro e pudemos ver algumas luzes sobre a localização da caixa de Pandora. Começo a ver um padrão: Quatro mulheres suja linhagem é especial; 4 artefactos. Cá para mim Cronos queria-as mortas porque elas têm algo a ver com 4 artefactos. Certo? Pelo menos foi o que pensei logo no primeiro livro e logo iremos descobrir se é verdade.
Uma coisa que até gosto nestes livros é o facto de não se focar apenas no casal em cena, mostrando um pouco dos restantes guerreiros. Neste caso foi o Reyes (novamente) e o Paris (coitadinho!), sem esquecer um pouco o Aeron e o Maddox (vai ser papá. Fofo!). Mal posso esperar para ler o terceiro volume porque como já disse antes, estou muito curiosa quanto ao Reyes e a Danika. Não vejo o caminho fácil para o Reyes.
Noutra nota: Os finais da autora são muito abruptos. De repente estamos a ler, e no momento seguinte já não há nada para ler. Já no primeiro tinha acontecido o mesmo, mas neste foi especialmente "corta-casacas".Em suma, foi um livro que entreteve, com uma ou outra personagem bem divertidas, mas que ainda assim peca por falta de profundidade narrativa e crescimento das personagens. Mas no que peca mais é na exploração dos demónios. Parece que eles nem lá estão. Não há nada! Só ronronam e pouco mais. Que decepção! Tanta coisa por causa de eles serem possuídos por demónios incontroláveis e depois nem têm de fazer nada para os controlar. Chega um rabo de saia e os demónios tornam-se uma gatinhos. Que desperdício de linha narrativa!
Continuo a não aconselhar veemente a saga, mas como vou já saltar para o terceiro livro, posso estar a ser algo hipócrita. *guilty-pleasure*
Capa:
Por alguma razão adoro esta capa! Devem ser as cores, porque sinceramente não tem nada de extraordinário e ainda assim me chama a atenção. A sério! Juro que foi esta capa que fez ter vontade de ler a Saga.
Infelizmente a capa tem pouco a ver com o Lucien, que é o principal deste volume. Não há cicatrizes (que cobrem o corpo dele na totalidade), mas ao menos os olhos multi-colores estão lá. Já a tatuagem parece estar no sítio exacto descrito pela autora.
Ainda assim ... AMO esta capa!
Infelizmente a capa tem pouco a ver com o Lucien, que é o principal deste volume. Não há cicatrizes (que cobrem o corpo dele na totalidade), mas ao menos os olhos multi-colores estão lá. Já a tatuagem parece estar no sítio exacto descrito pela autora.
Ainda assim ... AMO esta capa!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
A noite mais escura
"A noite mais escura (Lords of the Underworld 1)", de Gena Showalter (publicado em Portugal pela Harlequin)Sinopse:
Toda a sua vida Ashlyn Darrow foi atormentada pelas vozes do passado. Para acabar com este pesadelo, ela foi até Budapeste à procura da ajuda de homens, que os rumores dizem, possuírem habilidades sobrenaturais, sem saber que acabará nos braços de Maddox, o membro mais perigoso de todos --- um homem prisioneiro do seu próprio inferno.
Opinião:
Antes de mais, achei que a autora poderia (e deveria) ter usado muito melhor a mitologia envolvida na história. Gostei da versão da lenda da Pandora, mas achei que tudo o resto foi muito mal aproveitado. Esperava muito mais, especialmente por se tratar de mitologia grega.
No entanto, também posso dizer que mais para o fim a história mostrou ter bem mais potencial. Talvez nos próximos volumes?
Uma coisa que gostei foi o facto de os "guerreiros" não serem de todo isentos de culpa. O que eles fizeram com a caixa de Pandora foi imperdoável e a razão porque o fizeram foi a mais estúpida de sempre, e a maior razão porque não consegui gostar destes homens maxistas. De qualquer forma gostei da mudança. Normalmente os protagonistas são uns heróis incompreendidos, mas estes são, de alguma forma, vilões, que cometeram crimes terríveis e por isso foram castigados. Foi bom ler algo diferente nesses aspecto e a "redenção" deles acabou por não parecer muito forçada.
Quanto às personagens gostei da Ashlyn, que apesar de tudo ainda conseguiu agir dentro da normalidade (fora quando estava "apaixonada" pelo Maddox), estranhou tudo de surreal que aconteceu e estava sempre a questionar tudo e todos. Gostei disso nela e como tinha uma personalidade forte, foi impossível não gostar dela, especialmente quando ia contra tudo e todos para proteger um homem "inocente". Claro que aquele final apenas lhe deu mais pontos. Sem dúvida que ela foi o ponto forte da história.
Quanto ao Maddox, embora não tenha desgostado da personagem, confesso que preferia que a autora tivesse conseguido mostrar muito mais o porquê de ele ser a personificação da "violência". Para aqlguém com esse demónio, ele era muito pouco "violento". E, pessoalmente, não gosto muito de alpha-males extremamente possessivos. Gosto de um homem que queira proteger a mulher que ama, mas isto é demais. E detesto especialmente quando insistem em estar sempre a dizer que a mulher é deles. Ninguém pertence a ninguém e irrita-me quando dizem isso cinco ou seis vezes na mesma página.
Já a Danika é uma chata, sempre a dizer "Oh my god. Oh my god!", mas ainda assim fiquei com muita curiosidade em ler o Darkest Pleasure (terceiro livro a saga), que fala dela e do Reyes que parece ser uma personagem muito fixe.
Os restantes personagens não me interessaram muito e sinceramente não percebo porque o segundo livro da saga (Darkest Kiss) é sobre o Lucien e a Anya, quando durante o livro todo pouco se falou destes dois. Fazia mais sentido, a meu ver, ter o Reyes e a Danika (Darkest Pleasure) primeiro, mas eu não sou a autora por isso, voltemos ao que interessa.
Por falar em autora, não gostei muito da escrita dela. Aliás, não é que não tenha gostado, mas simplesmente não cativou muito. E posso dizer que fiquei satisfeita em ver que o livro não estava carregado de cenas de sexo sem grande sentido. Exceptuando a última parte do livro, as outras duas cenas foram bem colocadas e só lá estavam para fazer a história avançar.
O romance esse, até foi bem exposto, com cenas bem tocantes. Felizmente não cheguei ao fim a pensar que aquilo era só atracção, mas irritou-me um pouco que eles trocassem juras de amor tão depressa. Soou um pouco falso, se bem que não em demasia, já que a autora criou muitas situações para os dois se irem conhecendo e aprofundando os seus sentimentos. pena foi que aconteceu em tão curto espaço de tempo e por isso não pareceu mais "plausível".
E já agora, não posso deixar de dizer que adorei a parte final, e sem querer dar *spoilers*, a decisão da Ashlyn foi muito bem mostrada e completamente em sintonia com a personalidade dela. Foi aliás esta personagem que fez com que não odiasse totalmente este livro.
Em suma, não é um livro que consiga inovar. Sinceramente achei que e J.R.Ward conseguiu trabalhar muito melhor o conceito de uma "irmandade" de homens amaldiçoados que encontram, um a um, o amor.
Infelizmente, foi por ter lido o Lover Eternal que achei repetitivo o conceito de um homem a lutar contra o seu demónio interior. Talvez se não o tivesse lido, então desfrutasse um pouco mais deste livro, mas duvido e por esta mesma razão quero ler o Darkest Pleasure antes de ler o Lover Awakened (que fala igualmente de um homem que "gosta" de se auto-mutilar e de ser castigado). Como sei que o da J.R.Ward vai ser melhor, então prefiro ler primeiro o Darkest Pleasure para não sair desapontada como aconteceu com este livro. Só não sei se vou ler o Darkest Kiss porque não me cativa tanto, mas possivelmente vou dar-lhe uma hipótese.
Mas, terminando, não posso recomendar este livro a quem já tenha lido outros livros do género, pois irá desapontar. Aliás, se não fosse a personagem da Ashlyn o livro seria um fracasso. Mas se ainda não leram outros livros do género, talvez não seja muito mau, embora haja melhores.
Pessoalmente, penso que a história tem potencial, só não sei se a autora saberá fazer uso dela, mas o certo é que tem várias fãs (que não pararam de me recomendar a saga). Logo verei ...

Capa:
A capa está cativante, com cores bem bonitas, mas está demasiado "igual" a tantas outras no género.
Gostei da tatuagem, que e uma interpretação bastante fiel da descrita pela autora, embora devesse ser um pouco maior, segundo a autora.
Por outro lado acho que deveriam ter aproveitado a ideia da "aura" demoníaca, que com certeza daria muito mais alento à capa.
Ainda assim gosto porque é bonita de ser ver.
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