sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Sobreviventes - divulgação

Título: Sobreviventes
Autor: Olinda P. Gil
Editora: CoolBooks
Edição: Fevereiro de 2015

Sinopse: Sobreviventes é uma coletânea de contos em que Olinda P. Gil analisa a sociedade atual e o rumo que esta segue.
Um mundo onde não se vive, antes se sobrevive, e onde diversos personagens, que carregam no peito o espírito de insurreição e esperança, se batem em diferentes cenários adversos - desde guerras a viagens no tempo, passando por governos extremistas que condicionam a liberdade humana. Mas mesmo na luta pela sobrevivência há espaço para atos altruístas e para pequenos gestos fonte de enorme felicidade.
E é assim que em Sobreviventes assistimos ao sacrifício daqueles que pouco têm para alimentar o desejo secreto de um futuro melhor, não se conformando com o destino que lhes é forçado.


Sobre a autora: Olinda P. Gil começou pelas listas, a seguir passou aos contos. Publicou num jornal nacional. Pelo meio estudou Literatura, apaixonou-se pelos antigos, por Lisboa e deixou sair textos em publicações obscuras. Nem sabe como chegou a adulta. Tem tido trabalhos muito díspares, coisa própria da idade. Gosta de contos. Gosta de Literatura Portuguesa. Gosta de autoras. Continua a sonhar em ser escritora. É Alentejana.

Podem adquirir o livro AQUI. 

Visitem também blog da autora e o seu perfil no Goodreads.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Top Ten Tuesday - Problemas com Livros

Já há muito tempo que não fazia o Top Ten Tuesday que, para quem não conhece, é uma rubrica semanal liderada pelo The Broke and the Bookish, que convida os bloggers a fazerem uma lista relacionada com livros e com um tema diferente todas as semanas (podem saber tudo AQUI).

O tema desta semana é Ten Book Related Problems I Have (could be serious or fun!), ou em português: Dez problemas que eu tenha, relacionados com livros (podem ser sérios ou apenas divertidos).

E aqui fica a minha lista:
10) Espaço - Falta de espaço, em estante e na casa, para guardar a crescente colecção de livros.
9) Preço - As finanças! Os livros em Portugal, se acabados de sair, são bastante caros e quando queremos fazer uma colecção, seja ela recente ou não, em português ou em inglês, a brincadeira nunca fica barata.
8) Volume - Carregar livros grandes na carteira, visto que gosto de andar sempre com um livro para onde quer que vá, às vezes torna-se difícil levar um ... digamos ... "Jonathan Strange & Sr. Norrell" comigo.
7) Pausa - Quando oiço audiolivros e não posso simplesmenter fazer pausa, guardar a faixa no local onde estou, e ouvir outra coisa no mesmo aparelho. Bem que precisava mudar de som, de vez em quando, e não posso!
6) Saltos - Quando estou a ouvir um audiolivro e carrego num botão sem querer e ele me passa para a faixa seguinte que é vinte capítulos à frente. O horror!
5) Capas - Quando a capa de um livro muito bom é de meter medo ao susto. Não é que julgue um livro pela capa mas se ao menos o exterior fosse tão bom como o interior ... oh que maravilha!
4) Altura - Que os livros não sejam todos da mesma altura e largura. Excepção permitida a livros infantis, não-ficcionais e bds, acho que todos os livros de ficção narrativa deveriam ser do mesmo tamanho. Devia ser universal, como os CDs. Ok, podiamos ter distinção entre Edição Normal e Edição de Bolso mas era só isso. Porquê tantos tamanhos?
3) Espinha - E já que falamos da estrutura do livro, porque é que as espinhas dos livros não têm todas a mesma orientação? Porque é que tenho que andar com a cabeça a parecer um pêndulo sempre que tento ler os títulos de uma estante. Esquerda, direita, esquerda, direita ...
2) Abstracção - Como escritora digo isto com alguma tristeza, pois sinto que não leio os livros como lia há uns anos. Agora vejo o livro como uma coisa estruturada, composta para ser analisada. E é difícil abstrair-me da minha veia de escritora. Já é muito raro eu dizer que gostei de um livro simplesmente porque gostei, e sinto a falta disso. Agora tudo tem um motivo, e nem sempre é bom.
1) Tempo - O meu maior problema é não ter tempo para poder ler tudo o que quero, já! :)

E vocês? Quais são os vossos maiores problemas relacionados com livros? Deixem comentários!

Redimidos - Divulgação

Título: Redimidos (Perdidos 3)
Autor: Rute Canhoto
Editora: EuEdito
Edição: Novembro de 2014

Sinopse: Após a explosiva revelação do ancião Ezequiel, tudo o que Marina tomava por verdadeiro é posto em causa, deixando-a sem saber se acreditar no que sente ou nas explicações que lhe foram dadas. A única certeza que conserva é a de que livrar-se da maldição de Záfira vai ser difícil, principalmente agindo de coração partido e dividido.
A par das dicas que consegue reunir com auxílios imprevistos, Marina vê a situação complicar-se ainda mais quando percebe que vai precisar da ajuda do seu anjo da guarda e o encontra em quem menos esperava.
A jornada pelo submundo em busca do pergaminho da maldição vai ser arriscada, envolvendo muitos percalços e descobertas inesperadas, e o bilhete de volta para os que embarcarem na viagem não está garantido.



Sobre a autora: Rute Canhoto nasceu em 1984 e é licenciada em Comunicação Social.
Fã inequívoca do mundo literário, publicou o seu primeiro livro em 2008, um romance histórico intitulado “Almira, a Moura Encantada” (Corpos Editora). No ano seguinte lançou o conto “Clara e o Natal” (Euedito). “Perdidos”, publicado no final de 2012, marcou a sua estreia na vertente do Fantástico, mas também nas trilogias. “Esquecidos” é o segundo livro desta saga paranormal.


Visitem também blog da autora e o seu perfil no Goodreads.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Comandante Serralves - Despojos de Guerra

"Comandante Serralves - Despojos de Guerra", de Ana Filipa Ferreira (Ana Ferreira), Carlos Silva, Inês Montenegro, Joel Puga, Rui Leite, Vitor Frazão

Este projecto, mais que uma antologia, é a raíz para algo que os criadores pretendem que seja mais grandioso, mais abrangente. Conhecem o conceito do Projecto Imaginauta? Convido-vos a visitarem o site para pereceberem melhor como nasceu este "Comandante Serralves - Despojos de Guerra" e, quem sabe, a contribuirem para o projecto.

Este antologia reúne várias aventuras do personagem que empresta o nome ao livro e cada uma é bastante independente das restantes, embora exista um centro coeso entre todas. Tudo se passa após uma guerra entre humanos e uns seres extraterrestres de nome Pahoehoentes, mas agora a luta é interna. Serralves e a sua tripulação querem mudar o sistema e nestas aventuras vemos alguns desses esforços intra e extra-planetários.

Como um todo a antologia funciona bem. Os contos não tem ligação imediata, ou sequer cronológica, entre si mas como refernciam os mesmos acontecimentos, os mesmos objectivos e algumas das mesmas personagens, torna-se fácil interligá-los. No entanto também esta falta de ligação imediata deixou alguns espaços mortos que, em certos acontecimentos maos maracantes, forma bastante sentidos, visto que não houve resolução ou consequências que fossem sentidas nos contos seguintes.
Em termos de personagens, por razões óbvias o Serralves é o mais explorado mas, estranhamente, é a Emily que se mostra mais consistente. o Serralves nem sempre age da mesma maneira, o que é um pouco bizarro, mas pode ser explicado or uma maior ou menor maturidade, visto que enm todos os episódios se passam no mesmo espaço temporal. Infelizmente o Serralves toma tão grande parte da história que torna todas as outras personagens esquecíveis e faz com que nenhuma se tenha gravado permanentemente na minha memória (tirando a Emily).

Todas as histórias têm algo de interessante e novo a acrescentar, mas nem todas me marcaram da mesma forma e as favoritas foram: "Métodos de Invasão, "Des Eigentum", e "A Guerra Esquecida".

Fica agora uma opinião mais individualizada de cada um dos contos:

"Métodos de Evasão", de Carlos Silva
Sem dúvida o meu conto favorito da antologia, esta história introduz-nos a este universo com uma bomba (não literal).
Apesar de não ter gostado da pressa do final (nem vemos como ele escapa), tudo o resto foi excelente.
Apresentou-nos o Serralves como um homem confiante, experiente e que é facilmente sobrestimado. Também nos mostra logo o(s) lado(s) inimigo(s) e algumas das motivações deste intrépido explorador do espaço.
A prosa está excelente e os diálogos fluem muito bem. Uma fantástica primeira incursão.

"Sinais", de Vitor Frazão
É neste segundo conto que conhecemos a "Maria" (nave espacial do Serralves) e a sua tripulação. Numa primeira parte cheia de conflito e desenvolviemento, passamos depois para uma segunda parte que prometia muito, mas que não funcionou tão bem como esperava.
Sem dúvida somos fornecidos com muita informação vital nesta história, e esta não nos é debitada de forma incómoda. Flui bem no contexto da aventura, mas em termos de acção (que é uma grande parte da última metade do conto) achei que ficou a faltar-lhe um certo brilho. E apesar de me apresentar uma série de pessoas, nenhuma ficou para a posteridade.
Por outro lado, o conceito da cidade está fabuloso!

"Dogson", de Inês Montenegro
Pela primeira vez vemos como funciona o sistema de vida continuada de Serralves e como isso afecta os que outrora se volutariaram para serem recipientes do icónico comandante. E, mais que isso, como lhes é impossível voltar atrás nessa decisão.
Dogson é o nome do desgraçadinho que um dia se lembrou de ser voluntário e que agora não tem grande vontade de dar o seu corpo ao Serralves.
Dito isto, o conceito está excelente e definitivamente funciona bem para mostrar em que consiste esta vida 'eterna' do Serralves. No entanto achei os diálogos fracos e houve pouco tempo para conhecer as personagens e, dessa forma, sentir pena (ou não) pelo desfecho que se seguiu.

"Despojos de Guerra", de Carlos Silva
Conto intenso e interessante, com uma sequência de cenas bem elaborada. Passa-se, maioritariamente, em Vénus, num Mercado Negro onde se pode arranjar de tudo, incluindo tecnologia extra-terrestre. E é isso que leva Serralves e a sua equipa a uma descoberta que pode ser tão promissora como perigosa.
A premissa está excelente, contudo a aventura, a escrita e as personagens não me cativaram tanto como no primeiro conto (também deste autor), apesar de não estarem más.

"Des Eigentum", de Ana Ferreira (Adeselna Davies)
Neste conto podemos ver o outro lado da guerra, entrar na mente de um Pahoehoente e só isso basta para tornar este um dos contos mais interessantes e, ao mesmo tempo, mais distante dos outros.
Gostei muito de como foi narrado de forma crua e directa, sem palavras desnecessárias, deixando lugar para que o leitor tire as suas próprias conclusões. E ainda, por fim, deu-nos um outro olhar sobre as acções do Comandante Serralves.


"A Guerra Esquecida", de Joel Puga
Uma história cheia de adrenalina, muito bem estruturada e que deixa sempre o leitor curioso e a querer mais. As personagens, enfim, estavam um pouco ocas, sacrificadas em detrimento do enredo, o que fez com que nenhuma me marcasse, nem mesmo o Serralves, apesar de eu ter gostado de ver como ele lidou com o novo corpo e com as pessoas que conheciam o dito corpo antes de ele tomar posse dele. No entanto isso me impediu de desfrutar bastante deste texto.

"Statica Falls", de Rui Leite
Entre este e os restantes contos nota-se uma maior diferença, tanto a nível temporal como por ser narrado na perspectiva de uma outra personagem: a Emily. E graças a isso posso dizer que o que mais gostei foi da interacção entre ela a o Serralves. Nota-se um amadurecimento na relação dos dois, em contraste com o segundo conto (Sinais).
Por outro lado, o conceito do povo que vive isolado do resto da humanidade, julgando-se a última colónia sobrevivente, foi bastante interessante, embora a resolução não me tenha enchido bem as medidas.

Nota: Na altura de divulgação do lançamento fiz uma entrevista relacionada com este livro e com o projecto Imaginauta. podem ler tudo AQUI.

Sinopse:
Depois da invasão Pahoehoente, a Aliança Humana trouxe paz e prosperidade ao Sistema Solar. Contudo trouxe também a supressão da cultura, a opressão e a padronização dos povos.
Existe, porém, uma lenda que há várias gerações traz esperança a todas as nações livres. O seu nome é: Comandante Serralves
Suba a bordo da nave Maria e deixe-se levar por um universo de relatos de resistência e luta. Conheça as muitas caras e corpos do Comandante e deixe-se maravilhar pelas comunidades que colonizaram os planetas de Mercúrio a Urano.
Que despojos de guerra contra os Pahoehoentes são esses que ainda hoje trazem perigo às nações livres? Que artefactos se escondem em torno do Sol que podem desiquilibrar o braço de ferro entre Serralves e a Aliança?

Amores Contados

"Amores Contados", antologia com contos de Ana Ferreira, Cristina Milho, Francisco Vilaça Lopes, Jorge Campião, Rosa Bicho Gonçalves (Alfarroba)

Entrando um pouco no espírito romântico da época (Dia de S. Valentim e tal), e também porque o grupo de Maratonas Literárias do Goodreads está a fazer uma que junta o Carnaval e o Romance, decidi pegar nesta pequena antologia.

No geral posso dizer que fiquei agradavelmente surpreendida com esta antologia. Só um dos contos não me agarrou e os restantes têm todos pontos bons. Dois deles destacam-se pelas emoções: "Café Avenida", e "Um, Dois, Três".
Dito isto, recomendo esta pequena leitura que, apesar de contar com pouco romance, propriamente dito, não deixa de tocar de forma eficaz no sentimento que lhe dá nome: o amor. Só não esperem histórias lamechas.

Agora fica uma opinião mais individualualizada de cada um dos contos:

"Uma Questão Matematica", de Ana Ferreira
A antologia abre logo em força com um conto que se debruça sobre a componente sexual do relacionamento afectivo. Ao longo do texto o amor que une o casal torna-se óbvio mas eles têm um grande problema: o sexo, pois têm ideiais diferentes. A forma como eles trabalham este problema está bem explorado, embora as cenas mais picantes estivessem demasiado cruas e mostrassem pouco sentimento, o que me causou estranheza.
Gostei particularmente das pequenas frases que dão início a cada capítulo mas, por isso mesmo, achei que foram mal aproveitadas no resto da história.  Também gostei da protagonista, por ter sido a mais bem explorada.
O que menos gostei foi a abertura e o desfecho, não da história, mas do texto, pois começa com um monólogo da parte da protagonista (que é escritora e começa a disparatar sobre como devia ter começado com uma frase forte) e acaba com uma reflexão completamente desnecessária. Por outro lado gostaria de ter visto mais desenvolvimento por parte do marido da protagonista, que foi pouco aproveitado.
Em suma, um conto que não tem tento na língua e que fala, com carisma, de uma parte muito importante de qualquer relacionamento amoroso.

"As Fotografias falam baixinho", de Cristina Milho
Esta segunda história tem uma ideia interessante e começa com uma certa dose de irreverência mas cedo perde intensidade, com uma prosa que não consegue transmitir a emoção que o tema e a situação exigiriam. Afinal quem conta a história está num lar e sofre do que parece ser Alzheimer, mas isto não é mostrado da melhor forma nem usado como se esperaria.
Gostei da visão inicial do lar, mais ou menos através dos olhos da protagonista.
O que menos gostei foi do uso da médica (ou assistente, não sei bem) e da neta. Não havia necessidade desta troca. Teria sido bem mais interessante se a neta não existisse ou simplesmente se a neta fosse quem ouvisse a história desde o início.
Em suma, não me consegui ligar às personagens nem senti o amor que é tão parcamente descrito (nem sequer o da neta pela avó, visto que a médica se meteu ali no meio).

"Amor de Viagem", de Francisco Vilaça Lopes
Esta terceira história deixou-me com opiniões mistas. Por um lado adorei a prosa rica, enérgica e cheia de vivacidade; mas, por outro lado achei que a mistura das cenas, a aleatoriedade de algumas delas e a falta de um verdadeiro Amor fez com que o conto não me marcasse tanto quanto eu esperava assim que o comecei a ler.
Gostei imenso da escrita, embora tenha a impressão que se se tratasse de um formato maior (romance, por exemplo), aquilo que aqui me fascina rapidamente me começaria a aborrecer. Mas no conto está sublime!
O que menos gostei foi a aleatoriedade das cenas e a falta de romance e de amor.

"Café Avenida", de Jorge Campião
Este foi o meu conto favorito da antologia. É simples, tem bons diálogos e personagens bem exploradas. Tudo começa com um marido sentado num café  a espiar a sua mulher que está, do outro lado da rua, num quarto com outro homem, e ocasionalmente com um grupo de amigos desse dito homem. Eventualmente nota que uma outra mulher observa a cena tal como ele: trata-se da esposa do homem com quem a sua esposa se encontra.
O que mais gostei foi da evolução e da forma como estes dois estranhos, que se conhecem porque estão ambos a espiar os seus cônjuges, acabam por se entender, se falar e atiçar ainda mais as desconfianças que cada um deles carregava sozinho até ali.
A reviravolta quase final não foi, de todo, inesperada, mas foi bem entregue e suportada por diálogos fortes.
Gostei das personagens, dos diálogos e da linha de pensamentos do protagonista.
E não houve nada que não gostasse.
Em suma,esta é uma história pouco romântica mas que, definitivamente, explora o assunto do amor numa linha narrativa bem arquitectada e me manteve interessada do início ao fim.

"Um, Dois, Três", Rosa Bicho Gonçalves
Não são precisas muitas palavras para trasnmitir emoção, para delinear personagens e deixar o leitor agarrado às páginas.
Este pequeno conto está escrito de uma forma que, a princípio, estranhei, mas que logo fez compelto sentido. Não posso dizer nada da trama sem revelar mais do que devia, mas o texto está cheio de sentimento e de memórias.
Em suma, gostei e achei que tinha o tamanho certo para incutir emoção.

Sinopse:
Em 2013 a Alfarroba lançou o concurso Amores Contados. Cerca de 250 histórias depois, foram selecionados os cinco contos que hoje reunimos nestas folhas.
Neles encontramos histórias de amor em fotografias, em viagens, num café, até na matemática ou numa carta. São as histórias que nos fazem lembrar, sonhar, suspirar ou sorrir. Histórias de sentir; são amores que devem ser contados.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Dia dos Namorados

Para o dia dos Namorados costumo fazer sempre uma ilustração e este ano não foi excepção. Trabalhei num pequeno comic especial do dia dos namorados, cronologicamente passado antes do prólogo de "Lobo & Dragão": http://loboedragao.smackjeeves.com/…/dia-dos-namorados-2015/


Mas entretanto pensei que também seria giro desenhar um casalinho escolhido pelos leitores.Há algum casalinho literário, ou de BD, das minhas histórias, que vocês gostassem que eu desenhasse hoje? Vejam a lista AQUI e deixem os vossos comentários!

Sugestão literária para o dia de hoje:
Um toque de ...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Sono

"Sono", de Haruki Murakami, com ilustrações de Kat Menschik (Casa das Letras)

Este pequeno livro pode ser lido numa manhã ou numa tarde, e isto vindo de alguém que até lê bastante devagar. No entanto, o tempo que demora a ler não afecta a qualidade do texto.

Sono é uma espécie de conto ilustrado (ou será melhor chamá-lo de noveleta?), narrado na primeira pessoa por uma mulher muito normal. Dona-de-casa, mãe e esposa dedicada, ela vive uma vida pacata até que começam as insónias e, mais tarde, a total ausência de sono.
A premissa é esta!

O que eu mais gostei em Sono, foi o texto. Não é particularmente belo ou poético mas funciona maravilhosamente bem. A narrativa ao mesmo tempo íntima e distante, a descrição tão normal da vida e dos pensamentos da protagonista, chocam directamente com o que se está a passar. E isso comigo funcionou.
Adorei o simbolismo, a máscara de nomalidade e dissimulação do fantástico que na verdade não o era.

O fim, confesso, apanhou-me desprevenida. Acabei o texto sem perceber que tinha chegado ao desfecho e quando virei a página e me dei conta que não havia mais nada, tive de voltar atrás. Reli o último parágrafo e  fez-se luz. Mais não digo!

Por outro lado as ilustrações são uma história por si só. Cheias de simbolismo e de uma aparente simplicidade que me deixou a estudar os desenhos bem depois de terminar. No entanto uma coisa que não entendi foi o facto de as ilustrações não acompanharem o texto. A maioria estava fora de ordem, mas nem todas, o que para mim não fez sentido. Ou haviam de estar todas, ou nenhuma.

Em suma, esta foi uma daquelas histórias que mexeu comigo e nem sei explicar bem porquê; talvez por tocar no assunto da depressão e do veneno da rotina. Só posso mesmo é recomendar que o leiam.

Sinopse:
«Há dezassete dias que não durmo.» Assim tem início a história que Haruki Murakami imaginou e escreveu sobre uma mulher que, certo dia, deixou de conseguir dormir. Pela calada da noite, enquanto o marido e o filho dormem o sono dos justos, ela começa uma segunda vida. E, de um momento para o outro, as noites tornam-se de longe mais interessantes do que os dias... mas também, escusado será dizer, mais perigosas.

Nota: Tenho de agradecer ao Ângelo Marques, do Destante, que foi quem me emprestou o livro.

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