sexta-feira, 16 de abril de 2010

Compras 16


 Esta semana passei no quiosque do costume para comprar estes dois clássico que vinham com o Público:
- Odisseia de Homero (ou  Hómēros, como é o nome verdadeiro (como fui alertada pelo Luirs R.));
- O Príncipe, de Maquiavel (ou Niccolò Machiavelli como é o nome verdadeiro deste político italiano).

E com isto tudo pergunto-me porque é que antigamente traduziam os nomes dos autores (o mesmo aconteceu com o Júlio Verne, cujo nome é Jules Verne).
Ainda bem que hoje em dia já não fazem isto, mas como o povo português está habituado a estes nomes traduzidos, para os clássicos já não há quem use os nomes verdadeiros e faz-me uma confusão! Primeiro que percebesse (no goodreads) que o Maquiavel era o Niccolò Machiavelli, foi um trinta e um (se é que me entendem).

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Compras 15 Ofertas 5

Muito menos do que na semana anterior, mas ainda assim são três dois livros.
Edição dupla:
- Pela Sombra Morrerão, de Carla Ribeiro
- Golfinho de Júpiter, de Mary Rosenblum

Ganho no passatempo da Ana T.:
- Dark Celebration, de Christine Feehan

Obrigada Ana!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

A Vida na Porta do Frigorífico

"A Vida na Porta do Frigorífico" de Alice Kuipers (Editorial Presença)

Sinopse:
Claire e a sua mãe vivem na mesma casa, mas, para todos os efeitos, é como se vivessem em planetas diferentes. As duas raramente se cruzam, e a porta do frigorífico acaba por se tornar a plataforma de contacto onde deixam recados uma à outra e se vão mantendo informadas acerca dos acontecimentos das suas vidas. Mas um dia Claire depara-se com um recado diferente do habitual, e a partir daí terá de lutar contra a distância que as separa e contra o tempo que se esgota… 



Opinião: 
Quando recebi este livro pelo correio, na quinta-feira, abri-o (como faço sempre) para dar uma espreitadela lá para dentro. Fiquei muito surpreendida ao notar que a maioria das páginas estavam quase nuas, mas percebi o porque desta opção da autora, é que o livro é escrito sob a forma de pequenas mensagens em post-its (ou semelhantes) deixados na porta do frigorífico.
É impressionante como a autora consegue transmitir tanto em apenas algumas palavras. Confesso que chorei  (bastante) com este livro, que toca bem no fundo de qualquer mãe ou filha (como é o meu caso).

Embora nunca nos sejam descritas as personagens ou o seu ambiente, é como se pudéssemos vê-las a andar pela casa, a tentarem manter-se em contacto apesar de mal se verem, a pedirem desculpas por papel, não tendo a coragem de o fazer cara-a-cara. Acho que este tipo de situações é muito realista (e até um nível, assustadora) na medida em que, hoje em dia, os pais parecem ter cada vez menos tempo para os filhos, e vice-versa, já para não mencionar que muita gente acha mais fácil a comunicação impessoal, como os sms, os emails, etc.
Esta extraordinária história de uma mãe e de uma filha, do seu relacionamento e de algo que mudará a vida de ambas para sempre, é ternurenta, viva e estranhamente realista (o final que chega sem aviso, mas ainda assim mostra como é a vida).
Chegada ao fim, tive vontade de abraçar a minha mãe (coisa que fiz).

Este livro, li-o em pouco mais de uma hora e meia, mas garanto que marcou, pela sua simplicidade e porque a autora teve a mestria para contar algo assim da forma que fez.

Recomendadíssimo!


Tradução (Rita Graña): 
Houve apenas um ou outro momento em que reparei algumas construções frásicas estranhas, mas não foi nada que incomodasse demasiado. De resto não tenho nada a apontar.

Capa & Design: 
A capa, a meu ver, está muito gira. Cheia de cor, e mostra bem sobre o que é o livro. Só não acho muita graça a colocarem as opiniões na capa. Como já alguém disse (não me lembro quem): Afinal para que é a contra-capa, se não para isso e para o resumo? Mas bem, esta já é uma questão de marketing.
O design interior, esse sim me deixou desapontada. Achei que este livro foi um autêntico desperdício de papel. Para um livro em que a maioria das páginas tem entre uma a vinte linhas, é assustador pensar em todo o papel que fica desperdiçado. Fez-me imensa impressão. Acho que tinham ganho mais em fazer uma edição com o livro mais pequeno, porque afinal não é necessário um tamanho daqueles.
De resto, o design interior é simples, sem nada de excepcional.

P.S.: A partir de agora vou tentar dar sempre uma opinião sobre a tradução (no caso de a haver) e/ou edição, e também da capa e design.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sunshine

"Sunshine" de Robin McKinley (ainda não publicado em Portugal)

Sinopse:
Não se ouvia falar de problemas no lago à anos, e a Sunshine só queria um sítio onde pudesse estar só, com os seus pensamentos. Os vampiros eram a última coisa no seu pensamento.
Até eles a encontrarem.

Opinião: 
Há procura de algo diferente na literatura vampírica, escolhi este livro por ter lido inúmeras críticas fantásticas sobre o mesmo, e sendo um stand-alone ainda me captou mais a tenção, já que ultimamente as sagas parecem estar muito em voga.
Posso já dizer que, a única razão porque demorei um mês e meio a ler este livro, foi pelo facto de o ter lido em formato ebook, e de nos últimos tempos não ter tido tempo quase nenhum para ler neste formato (nem nos outros...) e sei que poderia ter desfrutado ainda mais deste livro se o tivesse lido de uma rajada, mas adiante ...

A primeira coisa a notar neste livro é a voz narrativa única e incomparável da protagonista, Sunshine (ou Rae), parece-me que neste caso, ou se ama ou se odeia a narração, não deve haver meio termo. Consegui identificar-me com ela porque o meu cérebro é mais ou menos como o dela, nunca pára, nem por um segundo, e lembra-se das coisas mais improváveis nos momentos menos oportunos. É assim que Sunshine está escrito, como a mente confusa, dispersa e ao mesmo tempo brilhante de uma mulher (Sunshine) que a pouco e pouco nos desvenda um mundo cheio de surpresas.
Mais do que um livro sobre vampiros, esta é uma fantástica Fantasia Urbana, com um mundo criado e pensado ao pormenor, com os detalhes mais deliciosos (were-chiken!!!) e as surpresas mais inteligentes. Confesso que gostava de ter visto mais deste mundo, mais destas personagens que aprendemos a conhecer intimamente, a adorar, odiar ou temer, em quantidades iguais e na dose certa, sempre na dose certa.
Mas, no meio de todo este mundo fantástico, de todas as criaturas que são mencionadas e explicadas pela mente hiperactiva da Sunshine, existe ainda um mundo normal, tão normal que não podemos evitar reconhecê-lo e amá-lo por tudo o que traz de "normal".

Com personagens detalhadas, vivamente descritas e exploradas, com uma história que se desenrola a bom passo e que cativa, uma protagonista realista, que não tem medo de mostrar os seus receios e que age com "normalidade" dentro da sua "anormalidade", é impossível não gostar de ler este livro. Há muito mais para ser explorado neste mundo, e já ouvi por aí um rumor de que a autora está a pensar escrever uma sequela, mas fica já o aviso que este livro se lê perfeitamente sozinho e o final é dos que eu gosto: Ata as pontas soltas, mas deixa muito para a imaginação do leitor. Não há finais "felizes para sempre", porque isso é para os contos-de-fadas.

Os únicos pontos fracos, que a mim não me incomodaram muito, foram por vezes as divagações da Sunshine, que pareciam despropositadas, mas que no fundo nos mostravam exactamente o que era a vida dela, e no fundo o livro é sobre ela. Como disse, isto não me incomdou muito. Outra coisa menos positiva foi a crença dos SOF na história que ela contou, mas tendo em conta que o final fia em aberto, pode ser que eles depois tenham desconfiado, e por isso também não me aborreceu este pormenor.

Em suma, este é um livro delicioso, que se lê muito bem, sem nunca chegar a ser chato, com acção, mistério, romance, magia e vampiros à mistura. Construindo um mundo cheio de pormenores, com as criaturas mais fantásticas e as personagens mais intrigantes à mistura.Vou com certeza relê-lo um destes dias, quando tiver em formato papel. Quem sabe não será editado em português (pois ... sonha)?
Recomendo!

Nota: Este é o quarto que vou submeter como sendo para o Desafio Thriller & Suspense, já que se insere no género.

Compras 14 & Ofertas 4

Visitas ao quiosque, aproveitamento de promoções e outros que tal, acabam numa lista deste tamanho, que me dá cabo da carteira:

- LadyHawke de Joan D. Vinge;
- Os livros que devoraram o meu Pai de Afonso Cruz;
- Utopia de Thomas More (Jornal Público);
- Se eu ficar de Gayle Forman;

- Leya Contos de José Eduardo Agualusa, Mia Couto, Ondjaki, Inês Pedrosa, José Mário Silva, Patrícia Reis, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Alegre, Fernando Pinto Do Amaral, Dulce Maria Cardoso e Mário de Carvalho (junto com o Jornal de Letras);
- O rapaz que falava com o Diabo de Justin Evans;
- A vida na porta do frigorífico de Alice Kuipers;
- A idade de Ouro de John C. Wright;
- Os Guardiães do Dia de Serguei Lukiánenko e Vladímir Vassíliev.

E cada vez mais noto que compro muitos livros da Presença. Uma pena que os livros deles sejam puxados no preço. :(

domingo, 28 de março de 2010

Legend of the Seeker

Legend of the Seeker (Temporada 1)

Baseada na Saga "Sword of Truth" de Terry Goodkind, esta é a história de Richard, que descobre ser o novo Seeker,que a profecia diz ser o salvador da humanidade, o destruidor do mal.
Confesso que o que me atraiu para esta série foi a sequência inicial, com a perseguição a cavalo por um vale, e, mais que tudo, o físico fabuloso do Craig Horner (interpreta Richard).
Que foi? Sou mulher e sei apreciar um bom ... pedaço de homem.
Ok, ok, eu calo-me!
Ai. ai ...
Mas, em defesa dos machos que por aqui passam, posso também dizer que a Bridget Regan (interpreta Khaelan) é também uma fantástica actriz  e muito bonita, com uns olhos muito emotivos.
Ou seja, em termos de eye-candy esta série soube apostar bem.

Mas deixemo-nos de divagações pela beleza, pois o talento dos dois sobrepõe-se a isso, aliás, todos os actores são fantásticos e não posso dizer mal de nenhum pois todos interpretam os seus papéis de forma expemplar.

A história pode até começar por se mostrar semelhante a muitas outras: Profecia, o Excolhido, Mal vs Bem, o Feiticeiro, etc.; mas isso não deteriora muito o divertimento e fascínio que a série cria pois as personagens, e até as peculiaridades daquele mundo estão bastante bem exploradas e os acontecimentos não parecem forçados.
Temos comédia, romance, acção, drama, fantasia, tudo na dose certa, interpretado magistralmente por actores fantásticos e com gráficos muito bons (menos nos monstrinhos, que pouco aparecem). As paisagens fantásticas da Nova Zelânda também ajudam muito. Fico de olhos arregalados com aqueles locais fabulosos, dignos da imaginação mais fértil. (Quero ir lá um dia!)

Em suma, esta é uma série a não perder por fãs de fantasia medieval, e para todos os que gostam de uma boa aventura, com uma boa dose de romance e muitos percalços à mistura, sem chegarem a ser chatos. Recomendo!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Castle

Castle (Temporada 1-2 [ainda a ser transmitida])

Esta é uma série de TV, não baseada num livro, mas sobre livros, ou mais especificamente, sobre o excêntrico autor de livros de mistério Richard Castle (fictício, como não poderia deixar de ser).
A história começa quando um assassino decide basear os seus crimes nos livros do referido autor (não é original, eu sei), então, Kate Becket, uma detective que é secretamente grande fã do escritor, recruta-o para ajudar a desvendar o misterioso assassino.
Só que, depois de capturarem o culpado, Richard acredita ter encontrado a sua musa: Becket, e usa de todos os seus cordelinhos para poder ajudar, permanentemente, a polícia enquanto assistente, para poder seguir as investigações de Becket e do seu departamento.

O melhor desta série é o humor sempre presente, seguido de uma extraordinária role de personagens interessantes, cómicas e certeiras.
Vi as duas temporadas seguidas e confesso que gostei mais da segunda que da primeira, talvez porque as personagens estavam mais vivas e o humor ainda mais apurado.

Uma das coisas que me deixaram muito desconfortável nesta série foi o as sequências de abertura dos episódios, quando era mostrado o crime (ou o seu  resultado). O problema era que tentavam romancear aquilo, de tal forma que se tornava quase insultuoso, pelo menos para mim. Mas esquecendo esses 2 ou 3 minutos, a série dava o que prometia, 45 minutos de diversão e reviravoltas dignas de um bom livro de mistério.

Em suma, esta é uma boa série para ver descontraidamente, dar umas boas gargalhadas, além de que as duas personagens principais têm uma química fantástica e a actriz Stana Katic (que interpreta Kate Becket) é uma das poucas actrizes de série cujo trabalho admiro. Ela é fabulosa!
Por isso recomendo. Vejam e desfrutem, sem grandes expectativas e vão ver que se divertem.

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