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domingo, 27 de outubro de 2013

::Conto:: Lili

"Lili", de Manuel Alves (ebook)

Sinopse:
Lili acabara mesmo de mudar de casa. Novamente. Era a segunda vez, em menos de um mês, que os pais encaixotavam tudo para voltarem a desencaixotar. Na primeira casa, ficaram quase duas semanas, e Lili já começava a conhecer todos os cantos secretos. Só lhe faltava explorar a cave. Mas voltaram a encaixotar tudo dois dias depois de a mãe ter começado a escrever o livro novo. Durante duas noites seguidas, Lili acordou a gritar com um pesadelo horrível. Sonhou com um homem alto muito baixo que tinha tanto de gordo como de magro. Lili chamou-lhe o Homem Que Muda. No pesadelo, aparecia-lhe cego, mas olhava-a nos olhos. Era mudo, mas falava. Dizia sempre a mesma coisa: não desças à cave.

Opinião:
Lili é um conto que se pode dizer infantil mas que consegue cativar também os adultos.
Confesso que a princípio não me agarrou, mas à medida que a história se desenrolava, o interesse foi crescendo e acabou por ser uma boa experiência, relembrando-me da infância e do ilimitado poder da imaginação das crianças.
Gostei muito da Lili, do Homem Que Muda e do Mão Que Puxa. Todas personagens bem conseguidas e que não me importaria de revisitar.

Confesso que o final não me satisfez por completo, por ser muito 'bonzinho', mas no geral o conto está muito bem escrito e usa temáticas que nunca ficam velhas. Vale a pena ler!

As ilustrações do Manuel Alves são soberbas e muito adequadas. Adorei-as todas, incluindo a da capa, que apesar de ser uma imagem já um pouco usual, acaba por ser muito apelativa. Com as suas cores vivas mas o augúrios dos 'monstros' debaixo da cama.

Visitem: Site do Autor * Facebook do Autor * Lili na Smashwords (gratuito) * Lili no Goodreads

domingo, 29 de setembro de 2013

::Conto:: O Monstro e a Musa

"O Monstro e a Musa", de Pedro Cipriano (ebook; ou no blog: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10)

Sinopse:
Walter é um cientista além mar que foi capturado enquanto participava numa expedição às terras bárbaras. Cedo o líder do povo das montanhas lhe prova que está enganado, revelando que Walter faz parte dos seus planos. Num futuro distante, vários séculos depois de holocausto nuclear, a humanidade enfrenta o mesmo desafio que a levou à Terceira Guerra Mundial. Haverá uma solução para o problema energético?

Opinião:
O Monstro e a Musa tem descrições excelentes de um Portugal que ainda não existe mas que não deixa de ser familiar. Esta foi, sem dúvida, a coisa que mais gostei neste conto. Bem, isso e o facto de se tratar de uma história sobre o uso de energias renováveis e amigas do ambiente (um tema que sempre me fascinou).
Mas, por outro lado, e apesar de o protagonista e o antagonista estarem bem personalizados, achei que todas as outras personagens eram uni-dimensionais e nada acrescentaram à história. Falo em especial do interesse amoroso que surgiu na segunda metade do livro, e cuja existência nada mais era do que uma artimanha para o protagonista cometer um erro. Esta personagem, a meu ver, foi o suficiente para estragar a segunda parte, pela sua falta de personalidade.

Por outro lado, a escrita do autor, que tão bem descrevia as paisagens e a envolvente, estendeu-se demasiado em explicações detalhadas de maquinarias e funcionalidades que, apesar de um pouco interessantes, rapidamente se tornaram aborrecidas. Mas, pior que isso, foi a forma como o autor escolheu distribuir a informação sobre a sociedade que apresenta e como esta lida com a energia, a guerra, e a vida em geral: usando de diálogos forçados e muito pouco naturais, que começavam com falas do estilo de: "Nós sabemos como funciona, mas queremos ouvir da sua boca.", como desculpa para a personagem nos dar a informação necessária. Pessoalmente, detesto quando o autor recorre a esta técnica.

No geral, O Monstro e Musa tem alguns pontos de interesse mas a prosa deixou algo a desejar e achei que se arrastou demasiado. No entanto posso dizer que gostei do final e do conceito.

Visitem: Blog do Autor * Blog Fantasy & Co * O Monstro e a Musa no Goodreads

::Conto:: Os Deuses do Fogo

"Os Deuses do Fogo", de Liliana Novais (ebook; ou no blog: 1, 2, 3, 4, 5)

Sinopse:
Uma família de Deuses do fogo tem opiniões muito diferentes sobre os humanos que habitam o sopé da montanha.

Opinião:
Uma história que me transportou para as antigas civilizações e antigas crenças mas que, por culpa da sua prosa, não me cativou. Os diálogos não funcionaram, a história foi contada com demasiada pressa, e não houve qualquer espaço para dar profundidade às personagens.
À escrita faltou emoção e, apesar de a autora dizer que a situação estava má, não descrevia as cenas de forma a convencer o leitor dessa mesma fatalidade.
Este não foi um conto que me tivesse agradado, especialmente por culpa do final. No entanto a história em si tinha potencial.

Visitem: Site da Autora * Blog Fantasy & Co * Deuses do Fogo no Goodreads

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

::Conto:: Triste e Leda Madrugada

"Triste e Leda Madrugada", de Carina Portugal (ebook, ou leiam no blog)

Sinopse:
Um homem e uma mulher, num penhasco, falam de pensamentos e existências. Que segredos escondem?

Opinião:
Um pequeno conto cuja prosa adorei. A autora tem um jeito especial com as palavras e a ideia por detrás desta história também está excelente. Gostei muito e não digo mais porque senão estrago tudo.


Visitem: Blog da Autora * Blog Fantasy & Co * Triste e Leda Madrugada no Goodreads

domingo, 22 de setembro de 2013

::Conto:: Piano Surdo

"Piano Surdo", de Olinda P.Gil (ebook)

Sinopse:
Conto que retrata a loucura de uma pianista após um acidente que a deixou surda.

Opinião:

Já tive oportunidade de ler contos da autora noutras ocasiões mas este foi, sem dúvida, o meu favorito até agora.
A prosa está lindíssima, com algumas frases quase poética, que tive de marcar no meu ereader. Mas o melhor deste conto são mesmo as emoções. Focado numa só personagem, o leitor consegue entrar na pele da protagonista, sentir o que ela sente, compreender a sua dor e segui-la na espiral da solidão.
Recomendo!

Visitem: Site da Autora * Piano Surdo na Smashwords (grátis) * Piano Surdo no Goodreads

::Conto:: O Túmulo de Cristal

"O Túmulo de Cristal", de Pedro Pereira (ebook AQUI; online aqui: 1, 2, 3, 4, 5)

Sinopse:
Kurn Hin’or é enviado ao Mar de Cristal para encontrar um tesouro escondido.

Opinião:
Este é o primeiro conto que leio do autor e, confesso, não fiquei rendida.
O mundo que nos é apresentado é interessante e julgo que daria para muito mais que este conto solitário. As personagens também conseguiram ser suficientemente bem apresentadas para me manter a ler, embora muito pouco se saiba sobre elas, é o suficiente para o conto.
A história em si é que não está tão bem estruturada quanto poderia estar e muito fica por saber. Pessoalmente não gostei do final *SPOILER* e nada fazia prever que o robot tivesse uma ligação tão forte com o seu dono, daí que não me tenha agradado o final. *Fim de SPOILER*
Por outro lado a prosa do autor não me manteve agarrada. Existiam demasiadas repetições de palavras e acção não era fluída o suficiente. Contudo a cena de acção na caverna funcionou relativamente bem.

Gostei das ideias por trás deste mundo e gostava de voltar a ele mas, para mim, o conto não funcionou.

Visitem: Site do Autor * Blog Fantasy & Co * O Túmulo de Cristal no Goodreads

sábado, 14 de setembro de 2013

::Conto:: Dragões de Simir

"Dragões de Simir", de Sara Farinha (podem ler este conto AQUI)

Sinopse:
Não existe paz para aqueles que vivem na ânsia de uma luta. Não há redenção para os dragões que, como Cole, quase perderam a sua humanidade na guerra. Espalhados pelas cordilheiras montanhosas do planeta, os metamorfos de dragão sobrevivem num complicado equilíbrio entre a metade humana e a animal. Ferozes e apaixonados, são as maiores criaturas do planeta, destinados a conter a sua natureza animal em benefício da sobrevivência da espécie. A temperança do dragão dependente das qualidades morais humanas… Uma ironia trágica.

Opinião:
Dragões de Simir é um conto com um conceito interessante que daria pano para mangas, se a autora assim o quisesse. No entanto, para a história que é, o formato de conto não foi mal escolhido.
A história é um pouco corriqueira, se bem que gostei do facto de o herói, propriamente dito, ser uma pessoa cheia de falhas. Por isso mesmo gostei de como a autora explorou as personagens, embora os passados delas fossem um trágicos demais.
O enredo não me surpreendeu muito no início mas a batalha final foi bem conseguida e trouxe algumas surpresas.
Já a escrita da autora, que por vezes trabalhava bem com a história, na maioria do tempo não era a mais apropriada. A autora ditava demasiada informação, ao invés de mostrar ao leitor, através das acções dos personagens, aquilo que precisávamos saber. Por exemplo, quando a Lia voou, pela primeira vez, nas costas do Cole, em vez de descrever o voo e as emoções, a autora simplesmente disse que foi fantástico e isso, para mim, não funcionou. Por outro lado, certas repetições no texto também não ajudaram a que este fosse mais aprazível.

No geral o conto foi uma leitura interessante, com personagens curiosas e algumas situações bem conseguidas, mas poderia ter sido muito melhor se a prosa fosse diferente. No entanto teria muito gosto em ler mais aventuras passadas neste 'mundo'.
Uma nota final para a capa que representa bem o conto, embora seja bastante mais colorido do que a história.

Visitem o site da Autora, o seu Blog. e a sua página no Facebook. Conheçam também o artista da capa: Rui Alex.

Booktrailer:

domingo, 8 de setembro de 2013

::Conto:: Gosma Literária

"Gosma Literária", de Carlos Silva (disponível gratuitamente AQUI)

Sinopse:
Um cientista afirma que descobriu a substância que irá mudar o modo como se experiencia a literatura, mas será que o conteúdo vai mudar?

Opinião:
Aqui está um texto que é produto dos tempos (embora o tema não seja de hoje). De uma forma bastante directa e, diria até, divertida, o autor critica o que é ou não considerado literatura e, mais importante que isso, aquilo que a maioria dos leitores procura quando lê um livro.
Para quem lê regularmente, certamente que este texto dirá muito. Se se concorda ou não, já é outra história.
Falando do conto em si, acho que serviu bem o seu propósito, de sátira/crítica, mais do que para ser um instrumento das personagens (elas que são quase irrisórias neste texto). A escrita do autor funciona bem aqui e, tratando-se de um conto curto, lê-se muito bem.

Visitem: Site do autor - Blog Fantasy & Co (antigo)

Podem ler este conto, gratuitamente, no blog Fantasy & Co (Ebook)

terça-feira, 11 de junho de 2013

A Invenção de um Conto de Fadas

"A Invenção de um Conto de Fadas", de Manuel Alves (Smashwords - ebook)

Sinopse:
Seria bom que todas as histórias entre duas pessoas que se gostam terminassem em verdadeiros contos de fadas. A vida é outra coisa.
Se querem uma história em linha recta, não leiam este romance. No início, é uma chama que arde lenta. No meio, fala de amor como apenas o amor sabe falar de si. No fim, umas coisas acabam e outras começam. É um fim um bocado mentiroso.


Opinião:
Já conhecia o trabalho do autor, por ter lido alguns contos que escreveu, por isso já sabia mais ou menos que estilo esperar. No entanto, este livro é muito diferente do que li antes, e por um lado isso foi bom.

Este é um romance que se lê de rajada e onde o leitor consegue criar empatia quase instantânea com as personagens. São todas muito 'humanas' e tenho a certeza que todos os leitores encontrarão algo com que se identificar em pelo menos uma delas.
Neste romance, a
s várias histórias que se cruzam, estão bem conseguidas e bem distribuídas.Temos os relato do que podia ser a vida de pessoas comuns, dos nossos amigos, irmãos, vizinhos. São histórias dentro de histórias, e todas tocam, de uma maneira ou de outra. Todas elas são interessantes e o autor conseguiu torná-las dinâmicas, sem que para isso necessitasse de grande acção. Afinal a vida também é cheia de aventuras, as do dia-a-dia, quanto mais não seja.
No entanto não gostei particularmente daquele capítulo final (ou penúltimo, já não me recordo ao certo, mas é aquele em que o verdadeiro conto de fadas parece acontecer). Não sei ... pareceu destoar demasiado do resto do livro.

As personagens são o pilar da história. O autor criou um role de personagens invejável e bastante diversificado, embora por vezes eu achasse que as acções de umas eram demasiado similares às de outras.

A escrita do autor é boa, por vezes até brilhante. Os diálogos são excelentes, excepto quando se esticam demais, pois por vezes o autor ia tão embalado que não parava a tempo e despistava-se um pouco, mas não é nada que incomode de sobremaneira. 
 
Em suma, diverti-me imenso com estas deliciosas histórias e agradeço ao autor ter partilhado este belíssimo livro com os leitores. 



Capa e Design:
Sendo o autor também um ilustrador, não é de admirar que todos os seus trabalhos tenham capas belíssimas. Eu adoro esta! E está perfeitamente em sintonia com o livro.
O design do ebook é muito simples. Nada a apontar. lês-se perfeitamente num ereader.

Nota: Leitura conjunta do grupo O Cantinho do Corvo Fiacha, no Facebook. Este livro está à venda, em ebook, no Smashwords, por cerca de 2,30€. Aproveitem!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Two Moons of Sera 1

"Two Moons of Sera - Volume 1", Parvati K. Tyler (ainda não disponível em Portugal)

Sinopse (inglês):
In a world where water and earth teem with life, Serafay is an anomaly. The result of genetic experiments on her mother's water-borne line Serafay will have to face the very people responsible to discover who she really is. But is she the only one?

Opinião (ebook):
Sabe bem ler uma história que nos remete um pouco para a infância, para os contos de fada, para a imaginação. "Two Moons of Sera" não é uma história infantil, mas tem aquela mágica das fábulas e não deixa de ser um pouco inocente.
A premissa é curiosa, embora um pouco mal explorada. Temos criaturas marinhas, espécies de sereias (mas que podem ser bem perigosas) e temos os humanos, que tanto parecem ser bárbaros, como mostram ter tecnologia muito avançada.

O principal ponto fraco do livro, é mesmo a construção do mundo. Isto porque a autora nunca é muito clara em relação à cultura de nenhum dos povos. E o leitor não sabe muito bem porque os humanos e as criaturas do mar estão em disputa. pelo menos não neste primeiro livro. E é possível que isso seja explicado nos restantes (são 4, no total), mas deveria haver mais informação nesta primeira parte.


A história é simples: rapariga conhece rapaz, rapariga gosta de rapaz, rapaz gosta de rapariga, e depois tudo descamba quando eles se vêem envolvidos numa guerra. Como vêem, a premissa é simples, mas a escritora consegue torná-la interessante, muito graças à Serafay, que é uma protagonista que dá vontade de apoiar.
Outro problema com a história, e a sua credibilidade, parece no momento em que eles conhecem outros humanos. Temos humanos com tecnologias avançadas, que são organizados o suficiente para saberem que equipas estão em que terrenos, mas depois basta a Serfay dizer-lhes que ela e Tor estão a viver na floresta, sozinhos, há mais de um ano, e eles acreditam? Nem confirmam nas bases de dados, e não questionam mais que o básico. Impossível! A minha credulidade tem limites e o livro, para mim, perdeu muitos pontos a partir desta fase.
Eu entendo o que a autora quis fazer: mostrar-nos o lado dos humanos, mas ao menos podia ter-se esforçado para tornar os acontecimentos mais credíveis.

A nível de personagens, posso dizer que Serafay e Tor estão bem construídos e, juntamente com o Elgon (o cão que não é bem cão), acabam por dar vida à história. No entanto existem certos pormenores de construção das personagens, que eu acho que sõ imperdoável. Senão vejamos: nas primeiras vezes que Tor e Serafay se encontram, fica claro que Tor não fala, só grunhe. O leitor entende que ele compreende as palavras, mas que não as fala há muito tempo e por isso lhe custa comunicar. Até aqui, tudo bem. Mas depois acontece que Tor e Serafay passam um dia juntos e no fim desse dia ele já fala com naturalidade. Ora, eu sou crente mas nem tanto! Está bem que quem já sabia falar, só precisa relembrar, mas não é num dia que se passa de grunhidos para palavras coesas.
A autora, depois disso, continua a fazer com que ele não fale em certas alturas, mas é raro e ele passa logo a falar muito bem. Não faz sentido!

Já no que diz respeito à escrita da autora,  e porque já disse quase tudo que tinha para dizer, tenho apenas que acrescentar que tende a ser muito literal e não confia muito no discernimento do leitor para descobrir certas coisas sem que tenha de se lhe espetar as coisas na cara. Não fiquei grande fã da escrita, confesso, mas também não foi algo que me repelisse.

Mas apesar de todas estas falhas, gostei desta história e fiquei com vontade de ler o resto, até porque é impossível não querer continuar, já que este não é tanto o primeiro de 4 livros, mas a primeira de quatro partes e não faz sentido ler a primeira se não se lerem as restantes porque se fica na corda bamba. Posso mesmo dizer que a primeira metade deste livro foi fabulosa, e a segunda foi fraca! Não há melhor maneira de definir esta história, para já.

Capa, Design e Edição:
Tendo lido a versão ebook deste livro, posso dizer gostei do uso de cabeçalhos a separar os capítulos (que não eram numerados), a formatação também estava bem feita, o que permitiu uma boa leitura no meu Kindle 3. A capa está gira e enquandra-se muito bem com a história.

Booktrailer:

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A Ilha de Caribou

 "A Ilha de Caribou", de David Vann (Ahab Edições)

Sinopse:
Nas margens de um lago glacial no coração da península de Kenai, no Alasca, o casamento de Irene e Gary está à deriva. Para cumprirem um velho sonho de Gary, decidem construir uma cabana numa ilha deserta. Irene suspeita que o plano de Gary é o primeiro passo para a abandonar e começa a sofrer de dores de cabeça inexplicáveis, sendo atormentada por recordações de um trágico passado familiar. Quando o inverno chega de forma prematura e violenta, o casal vê-se submetido a uma pressão inesperada, terrível. Rhoda, a filha mais velha, receia que alguma coisa possa acontecer aos pais e tenta ajudá-los, mas também ela está a atravessar uma crise pessoal.

Opinião (versão inglesa):
Este foi um daqueles livros que me agarrou desde a primeira página. A escrita do autor cativou-me de imediato e mesmo quando comecei a achar que as descrições eram exaustivas demais, as palavras mantiveram-me agarrada ao livro. 
A história deste livro gira em torno de uma família, como tantas outras. Apesar de as personagens serem o extremo daquilo a que uma pessoa pode chegar (este livro é feito de extremos, afinal), acredito que quase todos reconheçam em algumas personagens (ou mesmo em todas) algo familiar, algo real, talvez até pessoal.
Além da família, que é o foco central, temos outras personagens que aparecem, por vezes, apenas com o intuito de desestabilizar ou alterar ainda mais o seio da família, muitas vezes sem que eles próprios se apercebam disso.

A nível de personagens, tenho a confessar que as achei quase todas muito bem exploradas, embora em certos casos tivesse gostado de saber mais. no entanto é uma daquelas histórias em que é quase impossível simpatizar com quem quer que seja. Todas, sem excepção, são imperfeitas, mas de tal forma, que sentimos que não podemos mesmo sentir empatia com eles. Não que não pareçam reais (porque  parecem, apesar de ser um real exagerado), mas porque são tão imperfeitas que parece que não há nenhuma ponta por onde se lhes pegue. e quando acontece de vermos algo a que nos agarrara, logo algo bem pior aparece e lá se vai a empatia.
No entanto, acredito que foi também isso que me vez ter vontade de saber o que aconteceria a esta gente e, embora o final seja previsível a partir do meio do livro, confesso que esperei que não se concretizasse. Não que o desfecho seja satisfatório, apenas é tão ... deprimente, que o livro inteiro parece um balde de água gelada.


A prosa do escritor (tendo em conta que li no original, inglês) é belíssima. Rica em descrições e focada. No entanto o autor perde-se em devaneios, por vezes, e com isso acaba por perder alguns leitores (quase me perdeu, ali mais para o fim). Algo que achei verdadeiramente curioso, é o facto de nunca o autor nos dar descrições físicas das personagens, como cor de cabelo, olhos, estatura, etc.

Em suma, foi um livro que me agradou imenso ler, em cujas páginas me perdi e que me tocou de várias formas. Apesar de não me ter agradado o final, sei também que era o único possível, ou pelo menos aquele para que toda a narrativa apontava.
Fica a vontade de ler a sequela (não oficial, ao que parece) "A Ilha de Sukkwan".


Capas e Edição (versão inglesa): 
Todas as capas da Ahab Edições são belíssimas (no topo)! Desde o início que o trabalho gráfico desta editora me chamou a atenção, e este "A Ilha de Caribou" não é excepção. A beleza, muitas vezes está na simplicidade e as capas desta editora são simples, icónicas, muito apoiadas nas fontes mas indubitavelmente chamativas.
No entanto eu li a versão inglesa, em ebook. A capa não me desagrada, mas a portuguesa parece-me mais simbólica. A edição para kindle está simples, como se deseja num ebook.


domingo, 20 de maio de 2012

O Diabo dos Anjos

"O Diabo dos Anjos", de L.C. Lavado (ainda não publicado)


Sinopse:
Numa viagem a Itália que tem tudo para ser perfeita, um Livro transforma-se num desastre que traz anjos à Terra, um gato com estranho senso de humor, novas dores de cabeça para Henrique, mais loucura a Amanda e uma missão celestial que é apenas o início dos problemas para os dois.
Henrique e Amanda nada têm em comum... excepto 17 anos das suas vidas selados com uma promessa de aventura..
Depois de oito anos de silêncio o acaso volta a juntar-lhes o caminho.
Henrique olha com receio os dias fora das paredes seguras da Universidade e Amanda esvanece-se no tumultuo de um grupo de amigos problemático.
É hora de viver a aventura e ambos encontram um no outro o pretexto que procuram para adiar decisões e contornar o futuro mas em troca recebem tudo o que não pediram e aprendem que o futuro é inevitável.

Opinião (ARC (Avanced Reading Copy)): 
Esta opinião baseia-se na versão não-final do livro, que ainda não está lançado no mercado, daí que possa não corresponder ao produto final quando este for lançado para o grande publico. Por favor tenham em conta este facto ao lerem esta opinião.

Este livro começa com bastante exposição, deixando que o leitor conheça as personagens antes de a verdadeira acção começar, no entanto este período do livro estende-se tanto que, quando finalmente chega a trama central do livro esta é atirada sem pára-quedas e sem qualquer base na nossa direcção. Na primeira parte do livro temos a descrição da vida normal (mais que normal) das personagens e nenhum indício de que possa haver algo mais. Depois temos a viagem para Itália (que surge tão depressa quanto desaparece, infelizmente) onde tudo se deslinda e um misterioso livro é encontrado. Até aí não há grandes problemas de credibilidade, mas assim que as personagens regressam a Portugal, tudo acontece. E quando digo tudo, é mesmo TUDO. Na parte final do livro mil e um mistérios são introduzidos, mil segredos são revelados e a história torna-se uma grande salsada.
Há potencial na história, e a 'mitologia' central está até muito interessante, mas a falta de balaço entre as diferentes partes do livro e a completa omissão de pistas no início do livro e até quase metade do mesmo, fazem com que seja difícil ao leitor aceitar o que acontece no final.

A nível de personagens, gostei especialmente da Haari, e apesar de não ter gostado especialmente dos protagonistas achei que tanto o Henrique como a Amanda estavam muito bem explorados e verossímeis. Outras personagens que se destacaram foram o Colopatrian e o Rui, apesar de no final este último ter perdido qualquer credibilidade que até aí tivera. Em contrapartida todas as outras personagens eram muito uni-dimensionais, em especial a Isabel (irmã de Amanda) que é possivelmente uma das personagens mais vazias que já li.

A escrita da autora é adequada a um público jovem. Não entra em grandes floreados, usa um pouco de nomes de marca (que eu, pessoalmente, detesto, mas que a muitos não incomoda) e não se perde em deambulações sem sentido. No entanto senti que lhe faltava algo mais que a distinguisse. Algo de pessoal.
Confesso que no início o li o livro com muita vontade, mas à medida que nada acontecia na primeira parte e depois tudo aconteceu na terceira parte, fui ficando com menos entusiasmo até chegar ao final com vontade de desistir (isto aconteceu a cerca de 20 páginas do fim, daí que tenha continuado até ao final). Isto aconteceu porque a autora deixou todos os problemas para solucionar nas últimas páginas, o que não me pareceu convincente.

Em suma, foi um livro que, no geral, não me desagradou até estar próxima do final. As personagens, apesar de não ter simpatizado com quase nenhuma, foram um dos pontos fortes da narrativa, assim como a 'mitologia'. No entanto há muito espaço para melhorar, depois de uns quantos ajustes.

Capa (Derek Murphy):
Adoro a capa! Assim que a vi pensei: "Wow! Parece profissional e com um capa destas vai vender livros como pãezinhos quentes." Além de extremamente apelativa a capa está adaptada à história (embora só o percebamos muito depois do meio do livro).
Já disse que adoro esta capa?

terça-feira, 3 de abril de 2012

Compras e Ofertas - Março 2012

Um mês de deixar a minha carteira com um grande buraco, mas também um excelente mês para OFERTAS, a menor das quais não será certamente o meu tão ansiado Kindle 3 (que infelizmente veio com uma factura alfandegária - Maldita Alfândega!). Eu bem disse ao Sr. Carteiro "Mas você acha normal eu ter de pagar para receber uma prenda?", mas a taxa estava emitida. E que TAXA! (Claro que ficou mais barato do que comprar um ebook reader, mas ... Maldita Alfândega!)

Compras
- Grave Doubts & Heaven Sent, Meg Cabot
- Alfabeto Árabe, Gabrielle Mandel Khân
- Alan Moore's Writing for Comics, Alan Moore (opinião)
- História da Vida Privada em Portugal - A Idade Moderna, Nuno Gonçalo Monteiro
- Victoria e o Charlatão, Meg Cabot
- Graphic Storytelling and Visual Narrative, Will Eisner
- The Writer's Digest Guide to Science Fiction & Fantasy, Orson Scott Card e vários

Compras Banda Desenhada:
- Death Note 01, Tsugumi Ohba e Takeshi Obata
- The Walking Dead 02, Robert Kirkman e Charlie Adlard (opinião)
- Fadas e Ternos Autómatos, Téhy e Béatrice Tillier
- O Regresso, Luís Louro
- Arzach, Moebius

Ofertas:
- Na Senda da Memória…, Sónia Cravo [através do Ler por Gosto não Cansa]
- Antologia BBdE!, vários (opinião) [através do Thanatos]
- O Cânone Ocidental, Harold Bloom [através do Clube de Leituras de Braga - Bertrand]
- Corpos de Mentiras, David Ignatius [através do Clube de Leituras de Braga - Bertrand]
- Kindle 3 [através do Good E-reader]

domingo, 1 de abril de 2012

Pantheons

"Pantheons (Pantheons 01)", de E.J. Dabel (ainda não publicado em Portugal)

Sinopse (em inglês):
On the streets, they call fifteen year old orphan Isaiah Marshall the “Indestructible Diamond”. Isaiah is the leader of the “Redrovers”, a group of teenage misfits consisting of his friends Jeremy, Monty, and Pipsqueak, but when they trespass into “Kaliber Academy” to get even with the arrogant Jason Ollopa, they are in way over their heads. Principal Webb enrolls them into the High School and Isaiah soon learns about the existence of the gods of the Ancient World. Because the gods have refused to fight the last War for fear of the Mysterious Dark, the Powers-that-Be have stripped them of their spiritual bodies and given them mortal, teenage forms.
Isaiah discovers he's not only a god, but that he's the child of the Greek goddess Metis, the son destined to overthrow his cruel and sadistic father Zeus, the Darkener of the Sky, and become the greatest god in all the Pantheons. Isaiah is thrown into a world where the democratic Olympians, war-mongering Norse, Gothic Celts, firstborn Egyptians, the enlightened Hindu, the animal-like Aztecs, the martial artist Asians, the intelligent Babylonians, the great spirits of the Native American Indians, and the fierce Finnish will war against one another for the greatest of all prizes: the Dominion.

Opinião:
Como pessoa muito interessada em mitologia, foi com agrado que recebi este livro, que não só prometia misturar várias mitologias como incorporá-las nos tempos modernos, o que me pareceu uma ideia muito interessante (se bem que não original). E posso dizer que em relação a essa premissa, saiu-se bem, mas quanto ao resto ... deixou um pouco a desejar.

Se começarmos pela história central encontramos logo o ponto fraco do livro. A premissa em si está bem arquitectada, muito bem pensada e até executada. Se conseguirmos ultrapassar a 'estranheza' de todos os deuses serem adolescentes que não envelhecem, vemos que em termos de estrutura todo o sistema mitológico está bastante bem pesado e com isso somos apresentados a algumas personagens/situações/condições que mostram muita promessa e que, quando aproveitadas, conseguem ser bastante interessantes. Mas toda a restante história está imatura e  aborrecidamente conveniente. Ou não contasse eu, ao longo do livro, umas 4 ou 5 situações em que Deus Ex Machina seria a expressão certa a usar (e isto não é desculpável só porque o livro fala de divindades).
Resumindo essas situações posso dizer que o Isaiah (protagonista) é mais forte que os outros quando é conveniente para a história e é uma fraco quando é conveniente para a história. Se ele fosse fraco no início e depois forte no fim, não havia problema, pois seria evolução. O problema é que ele fraco, depois forte, fraco, forte, forte, fraco. Repetindo: Conveniente!
Além disso tudo acontece demasiado rapidamente, os picos chegam com demasiada frequência, o confronto que, a meu ver, só deveria acontecer no 2º ou 3º livro acontece neste 1º e acaba espantosamente mal.
No início a história estava interessante e gostei do facto de a personagem principal vir das ruas e daí trazer algumas experiências curiosas, mas tudo o resto foi um caos de conveniências.

Quanto às personagens, não houve nenhuma em particular de quem tivesse gostado, mas também não houve nenhuma de quem desgostasse especialmente. Embora tenha apreciado a personalidade do Isaiah e o seu passado, assim como o facto de ele ser bastante coerente ao longo da história, na verdade não me 'afeiçoei' a ele. A Silver Eyes pareceu-me ser talvez uma das personagens que mais promete, se o autor a conseguir utilizar bem.
No geral as personagens estão bem apresentadas mas por serem em tão grande número foi quase impossível ver a fundo qualquer uma delas.

Já no que diz respeito à prosa, notou-se um esforço do autor para simplificar o texto de forma a tentar chegar mais perto do público-alvo (jovens), mas isso fez com que para o restante público o texto fosse quase insípido, chegando mesmo a ser desprovido de outro interesse que não a apresentação de personagem e as milhentas reviravolta e cenas de acção. Por outro lado o autor revelava demasiados pormenores (da trama) em alturas indevidas, e pior, tentava convencer o leitor de que algo era assim e depois mostrava que era assado. Exemplo: O autor disse que uma armadura era invencível, que ninguém a podia destruir (isto incessantemente, durante 3 ou 4 capítulos) e depois, com um simples raio fraco, a armadura foi destruída. Repito: Conveniente!
Eu não gosto de catalogar um livro como sendo para rapazes ou raparigas (nunca gostei de rótulos), mas acho que este livro se pode dizer que é para rapazes. E não quero com isto denegrir o sexo masculino, de forma alguma.
Tenho ainda de referir que a nível de edição, o livro deixou a desejar. O protagonista tem um impedimento na fala em que não consegue dizer os "s", pois foram várias as vezes em que o Isaiah dizia os "s" que não era suposto dizer e outras vezes faltavam os "s" fora dos diálogos ou mesmo no diálogo de outras personagens.

Em suma, fiquei decepcionada. Embora em termos mitológicos fosse interessante, tanto a nível de enredo como personagens e prosa o livro não surpreendeu e chegou a aborrecer-me em momentos. Sustentando em demasiados contornos convenientes, poderá agradar a um público mais jovem em busca de acção, mas a um público mais exigente certamente não servirá.

Um livro bastante fraco, ainda que com alguns pontos a favor.

Capa:
A capa não é o meu estilo, mas acredito que seja boa para chegar ao público-alvo (rapazes jovens). Não posso é deixar de referir que fiquei surpreendida (e um pouco desapontada) quando descobrir quem era a personagem na capa. Na minha opinião seria bastante mais lógico colocar o Isaiah (protagonista), até porque o que figura na capa não aparece com muita frequência no livro, embora a sua 'presença' seja sentida constantemente.

Nota: Esta  ARC (Advanced Readers Ropy) foi-me fornecida, em formato ebook, pela editora SeaLion Books. E pode ser adquirido aqui.

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