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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A Vida aos Quadradinhos - Julho

Em Junho não li um único volume de banda desenhada ou manga ou mesmo webcomics. Muito estranho ...
Mas em Julho voltei à carga .

Super Pig - Roleta Nipónica, de Mário Freitas, com ilustrações de Osvaldo Medina
Esta foi a minha primeira leitura do Super Pig, pois apesar de já ter escutado muito sobre o infame Pig, ainda não tinha tido oportunidade de o ver em acção. E não fiquei decepcionada. Temos muita acção, algumas reviravoltas bem conseguidas e algumas personagens interessantes. Os desenhos são muito bons e o enredo está divertido, mantendo sempre uma nota séria.
Não é uma obra-prima, mas diverte bastante. Recomendo!
Uma nota extra para os tons cinza de Gisela Martins e Sara Ferreira, que lhe deram um aspecto bem nipónico.

Half Dead, de Barb-Lien Cooper e Park Cooper, com ilustrações de Jimmy Bott
Não estaria a mentir se dissesse que o melhor desta BD é a capa de Afua Richardson.
A história é pobre e sem grande nexo,os diálogos são horríveis, os desenhos funcionam mas não espantam, e existe algum desenvolvimento de personagens, mas algo de muito superficial. Sinceramente, esta BD foi uma desilusão!
A premissa até é interessante e, com um guião cuidado e bons diálogos, seria possível transformar isto em algo muito melhor, mas assim sendo, Half Dead está muito abaixo do medíocre e não posso aconselhá-lo a ninguém.

Young Protectors, webcomic
Bem, parece que as minhas dúvidas sobre o 'vilão' foram respondidas, e essa era a principal razão porque continuava a ler Young Protectors e, por isso mesmo, é provável que não continue a ler este webcomic. Ssimplesmente não o acho tão bom como o Artifice.

Gaia, webcomic
Apesar de ter lido poucas páginas este mês, a belíssima arte e uma história são cada vez mais interessante. Este é um webcomic que recomendo, por ter uma boa história, personagens bem desenvolvidas e uma belíssima arte, que se torna mais e mais agradável à medida que vamos entrando na história. E não posso dizer nada específico pois corro o risco de dizer demasiado sobre o enredo.

Perchance to Dream: The Indian Adventures of Giuseppe Bergman, de Milo Manara
Esta foi a minha segunda tentativa de ler algo do Milo Manara e acho que é oficial que estas BDs não são para mim. As histórias fazem pouco ou nenhum sentido, embora tenham o seu quê de interessantes; as cenas mais picantes são de uma falta de tacto impressionante e apesar de o desenho ser muito bom (chegando mesmo a ser brilhante em certos momentos), só por si não é o suficiente para me manter agarrada às páginas. Não cheguei a terminar a leitura desta banda desenhada e, quase de certeza que não voltarei a tentar ler mais nada do artista.

Artemis Fowl, de Eoin Colfer e Andrew Donkin e Giovanni Rigano e Paolo Lamanna
Fiquei agradavelmente surpreendido com esta adaptação gráfica. Demorei algum tempo a adaptar-me ao estilo de desenho, mas as cores ajudaram e o texto estava suficientemente fluído para me levar pelas páginas sem grande atrito. Apesar de não ser perfeita, esta BD é uma excelente alternativa, ou complemento, ao livro original. A história está praticamente toda lá, a narração não é excessiva e a maioria das cenas são ilustradas de forma belíssima, embora em certos casos cortem um pouco da acção e escolham descrevê-la em texto. A arte fala por si só e, depois de nos habituarmos ao estilo, esta torna-se muito agradável. Adoro especialmente as cores, sombras e luz, assim como o desenho de personagens. Ou seja, aconselho a fãs de Artemis Fowl e a quem queira experimentar este pequeno 'herói'.

Frostbite (Academia de Vampiros 2), de Richelle Mead e Leigh Dragoon e Emma Vieceli
Já habituada ao estilo de desenho do primeiro volume, foi fácil entrar neste. Os pontos fortes e fracos acabam por ser praticamente os mesmo que em Vampire Academy (o primeiro): a história parece desenrolar-se a um compasso muito mais acelerado e são notórias as cenas que foram cortadas ou encurtadas, pelo menos para quem leu o livro original. No entanto esta adaptação gráfica foca-se nas partes mais importantes e a história está ajustada  de forma competente à BD. A arte é muito limpa e as cores são muito agradáveis, no entanto as cenas de maior acção não são tão dinâmicas quanto poderiam ser. Ainda assim, confesso que, desta vez, chorei ainda mais com o final do que quando li(ouvi) o (audio)livro original.

Under His Spell (My Boyfriend is a Monster 4), de Marie P. Croall e Hyeondo Park
Apesar de não ser tão bom como I Love Him to Pieces, este 4º volume também tem os seus pontos fortes. Para começar, e desculpem-me pela frivolidade, eu adorei a arte! Dinâmica, limpa e muito imprevisível. Os rostos eram deveras estranhos mas a acção estava soberba, e mesmo nos momentos mais estáticos o artista trazia às cenas energia com as suas perspectivas arrojadas e exageradas. E aquelas páginas a cores no meio ... lindas!
Tendo dito isto, o enredo também é competente, embora, em momentos, um pouco cliché. O romance não me convenceu completamente mas também não foi daqueles que eu achei que surgiu do nada. Teria gostado de saber mais sobre o passado do Allein e também não gostei nada daquele início. Mas fora isso, esta BD está competente e, como disse, rendi-me à arte. Não é uma maravilha, mas tem as suas virtudes.

The Arctic Incident (Artemis Fowl 2), de Eoin Colfer e Andrew Donkin e Giovanni Rigano e Paolo Lamanna
Tudo o que disse em relação ao primeiro volume desta adaptação gráfica, pode aplicar-se a "The Arctic Incident", sendo que arte se mantém impressionantes, especialmente por culpa das maravilhosas cores (apesar da predominância de vermelhos e rosas; a história também está muito bem 'traduzida' para o 'meio': banda desenhada e esta conjugação torna esta adaptação uma que se distingue de várias que já li.
Conseguimos criar empatia com as personagens e a acção é muito envolvente, sem grandes trechos de texto em todas as páginas. No entanto, por vezes optaram por narra certas acções que poderia e deveriam ter sido ilustradas, e isso tirou alguma maravilha à banda desenhada, embora não o suficiente para a tornar má.
 Recomendo!

sábado, 22 de junho de 2013

A Vida aos Quadradinhos - Maio

Este meu apanhado da leituras de BD de Maio já vem atrasado. Desculpem mas arranjei um novo trabalho e ainda não consegui organizar bem o meu tempo.

- Eventos intrigantes da Era da Ferrugem - webcomic- capítulo 5, de Samuel Fonseca
A cada novo capítulo são-nos dadas mais peças do puzzle. Adoro a arte, o estilo narrativo e a forma como esta BD é serializada. Se ainda não leram, aconselho!

- Gakuen Alice 143 a 145, de Tachibana Higuchi
O reecontro da Mikan com o Natsume foi tão fofo! E depois eles a confessarem o seu amor. Oooooh! Eu normalmente não gosto muito destas coisas lamechas, mas no Gakuen Alice, elas são bem-vindas, já que muita parte da (excelente) história é drama. E, claro, já sei que a seguir vem choraminguice. Não pode haver um momento de felicidade sem depois vir algo destruir tudo.
E depois o Natsume e o Ruka tão amigos. Ooooh!
Mas, mas, mas ... o manga está quase a acabar. Pelos vistos termina no capítulo 180. Já falta pouco. NÃaaaao!

- Blankets, de Craig Thompson
Craig Thompson já provou ser um artista que sabe contar histórias com os desenhos, com uma arte muito expressiva e ao mesmo tempo simples mas complexa. As BDs são obras de arte, tanto a nível de desenho, como de enredo.
Só não lhe dou nota máxima porque o fim me deixou pouco satisfeita. E vocês perguntam: Mas ficaste insatisfeita com um fim que é real? Ah, pois fiquei! Não sei ... pareceu-me incompleto.
Este Blankets quase tão bom como o Habibi. Quase, quase! E acreditem que vale a pena ler, os dois. Se não o fizeram já, façam-no! É uma história tocante, realista e muito bem retratada.

Naruto 618 a 629, de Masashi Kishimoto
O Kishimoto gosta muito de fazer com que as personagens no presente cometam os mesmos erros do passado, mas uma coisa é certa, ele cria persoangens ricas, que tiveram uma infância onde foram normais e só mais tarde, por força das circunstâncias, se tornaram vilãs (ou não). Naruto, a banda desenhada, (manag), tem muitas falhas, é certo, mas eu adoro!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A Vida aos Quadradinhos - Abril

Mais um mês terminado, mais algumas BDs lidas. Excelentes leituras, de trabalhos que já conhecia, e algumas novas descobertas; outros que me decepcionaram, mas no geral foi um bom mês para os quadradinhos. E vocês? O que leram este mês?


- Hush Hush, de Becca Fitzpatrick e Jennyson Rosero
Sem nunca ter lido o romance que inspirou esta BD, comecei a ler esta Novela Gráfica sem saber virtualmente nada sobre a história ou as suas personagens, e acredito que isso foi uma coisa boa.
A história em si, fluiu bem durante toda a BD, embora as aulas de Educação Sexual se prolongassem mais do que deviam (a autora não arranjou melhor maneira para eles interagirem e se conhecerem, que não através das aulas de Educação Sexual? A sério?) e aquela cena inicial no passado tivesse ficado por esclarecer, e daí tenha parecido absolutamente desnecessária. Algo cujo único propósito pareceu ser mostrar o Patch em tronco nu (diria mesmo, quase todo nu). Enfim, acredito que essa cena tenha alguma relevância nos volumes futuros, mas como ficou sem seguimento neste primeiro volume, acabou por ser palha (eye-candy for the fangirls).
Tendo dito isto, eu compreendo que o primeiro volume seja apenas uma introdução, embora me pareça que poderia ter acontecido mais nas 120 páginas que esta BD ocupou.

Gostei da arte, apesar de por vezes o estilo não estar tão apurado em todas as vinhetas. E, como já mencionei a cena a nível de enredo, há também que referir que a cena inicial, a nível de arte, apesar de apelativa, não deixa de ser ... estranha. Senão, analisemos, o Patch aparece em tronco nu, com umas calças tão descidas que não escondem (ou não deveriam esconder) nada. Por isso, das duas uma, ou o Patch não tem partes masculinas (o que faria sentido, se ele é verdadeiramente um anjo), ou ele devia etsar imensamente desconfortável naquelas calças. Também notei que alguns desenhos da Nora são feitos com o mesmo propósito, de fazer a persoangem sexy, sem qualquer razão aparente.
No geral gostei de ler esta BD e pretendo ler o segundo volume. As personagens estavam bem expostas, as cenas bem encadeadas e a história (apesar de ter pouco de original), ao menos parece focar-se bem nos protagonistas e a Nora é, para já, uma rapariga que parece ter mais juízo que outras protagonistas de histórias semelhantes (*coff*Bella*coff*). Assim sendo, recomendo a leitura aos fãs da série e a quem tenha curiosidade.

Por último fica um agradecimento à Sea Lion Comics que me disponibilizou a BD para leitura.


- Gakuen Alice capítulos 138 a 142, de Tachibana Higuchi
Muito aconteceu nos últimos volumes de Gakuen Alice e este arco da história termina de uma forma que me aperta o coração, enquanto fã da série. Sabem aquelas histórias que parece que finalmente vão virar para o melhor e de repente tudo fica ainda pior que antes? Pois Gakuen Alice faz isto constantemente, mas fá-lo tão bem, que não consigo largar a série.
Depois de tão trágico final, as coisas acalmaram um pouco mas quem segue a história sabe que será sol de pouca dura e eu mal posso esperar para saber o que se segue. Se não conhecem este manga, experimentem!

- Gaia -webcomic- fim cap. 2 e início cap. 3, de Oliver Knörzer e Powree
Quanto mais leio esta BD, mais admiro a arte. As personagens têm traços simples mas distintivos e os fundos são belíssimos, além das cores que são lindas.
Mas mais que a arte, a história está muito bem aprofundada, apresentando personagens ricas e interessantes, assim como um enredo bem estruturado e que mantém o leitor ligado à história. Aconselho a lerem!

- The Young Protectors - webcomic - pág. 28 a  62 (+8), de Alex Woolfson e Adam DeKraker e Veronica Gandini
Apesar de não ser tão bom como o Artifice (do mesmo criador), The Young Protectors não é mau. A arte é muito boa e a história, embora se estranhe um pouco certas cenas, acaba por ser agradável. Atenção que esta BD, tal como o Artifice é shounen-ai, ou seja, retrata relações homossexuais (não explícitas). Tenho de admitir, no entanto, que não sinto que os dois protagonistas tenham química e isso é mau, e já por várias vezes ponderie deixar de ler esta BD. A única razão porque não o fiz é por querer mesmo descobrir se o Destroyer está mesmo interessado no nosso herói, ou se só está a brincar com ele.

- Morning Glories 1, de  Nick Spencer e Joe Eisma
Aqui está uma BD que me apanhou de surpresa! Adorei este primeiro volume. A arte não é extraordinária, mas é bastante boa, depois de nos habituarmos. A história central é excelente, cheia de reviravoltas, segredos, e excelentes personagens que foram muito bem desenvolvidas (umas mais que outras, mas quase todas tiveram os seus momentos).
Não posso dizer muito mais sem estragar a surpresa mas estou desejosa de ler o segundo volume e tentar descobrir mais pistas para desvendar o segredo da academia. Só espero que não decepcione!
E fica também um apontamento para as belíssimas capas do Rodin Esquejo.

- House of Night: Legacy (House of Night 1 a 5), de P.C. Cast e Kristin Cast e Joëlle Jones e Karl Kerschl
Tendo apenas lido as primeiras páginas de Marcada, o primeiro livro da série Casa da Noite (House of Night), não posso dizer que tinha muita curiosidade nesta adaptação a BD. No entanto, achei que podia dar uma segunda oportunidade a esta série, se fosse em BD e assim fiz.
Mal sabia eu que, na verdade, esta Novela Gráfica não adapta o primeiro livro, mas antes ilustra uma história original, passada algures antes ou a meio do segundo volume (já não me recordo ao certo qual dos dois é).
Assim sendo, fiquei meia perdida logo no início. Esta BD foi claramente feita para quem é fã da série, pois pouco explica do que são os vampyros (sim, é assim que lhes chamam, e não me perguntem porquê), como são escolhidos, ou como aquelas personagens ali foram parar.
Felizmente, como eu já tinha lido alguma coisa, não me encontrei totalmente à deriva.
Confesso que não achei grande mérito nesta BD. A história (central) é praticamente inconsequente, cheia de clichés e sem grandes acontecimentos dignos de nota. As personagens (os jovens) são aborrecidos, uni-dimensionais e não me deixaram qualquer vontade de ler a série. Portanto, como chamariz para a série, esta BD falhou redondamente. Contudo, houve algo que gostei, e que fez com esta BD não fosse uma completa perda de tempo: as histórias do passado dos Vampyros.
Apesar de eu ter achado um pouco ridículo o facto de as autoras parecerem tentar passar a mensagem que toda e qualquer mulher de relevância na história do mundo, ou na mitologia, ter sido uma vampyra (e porquê só mulheres, já agora?), gostei bastante de como adapatarm as histórias e criaram algumas cenas muito interessantes.
Já para não falar do belíssimo trabalho que os ilustradores fizeram nestas histórias, usando em cada uma das quatro, um estilo diferente, tanto no desenho como na pintura. Trabalhos belíssimos e que se mostraram fiéis às histórias/tempos originais.
E já que falo na arte ... bem ... sinto-me dividida, pois se em momentos  arte é de cortar o fôlego, noutros é absurdamente amadora. E não há explicação para isto, já que se trata do mesmo ilustrador. Uma última nota para as belíssimas capas.
Enfim, para fãs da série, é provável que seja uma leitura recomendável, mas para os restantes, não vale a pena.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A Vida aos Quadradinhos - Março


E não é que no início do mês me esqueci de colocar isto online? Março foi um mês um pouco pobre em leituras aos quadradinhos, e talvez por isso não me tenha lembrado antes.

- Eventos intrigantes da Era da Ferrugem (webcomic) capítulo 4, de Samuel Fonseca
Continuo a ler este webcomic que se mantém muito bom. Tem aquele ar de coisa banal, mas ao mesmo tempo há qualquer coisa de muito misterioso por trás. E o final do quarto capítulo foi brutal! O autor sabe como deixar o leitor preso e com vontade de voltar rapidamente a esta BD.

- Bilbo - O Hobbit, de J.R.R. Tolkien, Charles Dixon, Sean Deming, David Wenzel (Devir)
Não tendo lido o livro original, e como a Bd já estava na minha estante desde o momento em que foi publicada em Portugal (2003, se não estou em erro) achei que era boa hora de a ler.
A arte é muito bonita, os traços são lindos e a pintura a aguarela é fabulosa. Contudo o artista não se arriscava muito, especialmente em cenas de maior acção/tensão e por vezes 'encostava-se' muito ao texto, não mostrando certas coisas que o desenho poderia perfeitamente transmitir se o auxílio narrativo.
Como muitas outras adaptação a novelas gráficas, prendeu-se um pouco demais ao texto original, enchendo as páginas de narrativa, por vezes desnecessária, mas não foi tão mau como outras adaptações que li.
Quanto à história, confesso que não fiquei rendida. Não é que seja uma má história de aventura, mas cruzei-me com demasiadas coincidências e houve pouco que realmente me agarrasse. Algumas personagens ficam na memória e algumas cenas estavam muito boas, mas podia ter sido muito melhor, em termos de história.

- Freshmen volume 1, de Seth Green, Hugh Sterbakov, Leonard Kirk
Estou sempre disponível para ler BDs cuja premissa é gozar com estereótipos. "Freshmen" pega nos típicos super-heróis, e faz deles uma comédia de situação. A premissa por si só é excelente e existem várias cenas brilhantes na BD, mas fiquei com a sensação que não alcançou todo o seu potencial.
Por exemplo, os monólogos que narram os capítulos, são por vezes monótonos e ineficazes, embora façam sentido na história que é.
As personagens estão bem conseguidas, apesar de algumas terem sido quase completamente esquecidas depois do primeiro capítulo, e como alguns dos poderes adquiridos são «de partir o coco a rir', senti falta desses que quase se tornaram invisíveis nos restantes capítulos.
Em termos de história, começamos muito bem, mas no meio esta cai em alguns clichés, antes de voltar a erguer-se com um final muito bom.
A arte é bastante boa e funciona muito bem. A capa também é fabulosa!

- Gakuen Alice capítulos 135 a 138, de Tachibana Higuchi
Já há algum tempo que não regressava à Academia de Alices e tive de reler o último capítulo para me voltar a situar na história. Gakuen Alice é um dos meus mangas favoritos, pois apesar de tratar de crianças que ainda mal chegaram a adolescentes, tem personagens fabulosas e uma história complexa e cheia de surpresas. Conjuga humor com drama de uma forma que muito raramente vejo ser feita, e apesar de a arte não ser grande coisa, acreditem que com o tempo nos habituamos e só pensamos nas personagens e na história.
E voltei num momento de grande tensão, numa das grandes reviravoltas da trama e mal posso esperar para saber o que se segue.

quarta-feira, 6 de março de 2013

A Vida aos Quadradinhos - Fevereiro

Mais um mês findado e regresso com o apanhado das minhas leituras de banda desenhada. Fevereiro não foi um mês muito preenchido e o número de leituras não chega aos calcanhares de Janeiro. Li apenas 2 álbuns e alguns webcomics.

- Hard Boiled 1, de Frank Miller, Geoff Darrow, Claude Legris
Embora não tão bom como o segundo volume (que li antes deste), continua a ser uma história excelente, com arte fenomenal (Aqueles detalhes!) e vale simplesmente a pena ler esta história, ver a sua arte e ficar colado ao livro até se perceber tudo.

- Eventos intrigantes da Era da Ferrugem (webcomic) capítulo 1 a 4, de Samuel Fonseca
Excelente arte, um protagonista com o qual me relacionei rapidamente e uma história que está apenas no início, mas que promete. Adoro os pequenos detalhes e os diálogos entre as personagens, tanto quanto a visão do mundo moderno que a BD transmite. A escolha da BD vertical não é nova, nem é a combinação com outras artes (neste caso a música) mas está muito bem trabalhada neste webcomic e vale a pena ler, ver e escutar.

- Red Moon Rising (webcomic) capítulo 1, de Rose Loughran
Já há uns anos tinha começado a ler este webcomic, mas nunca mais tinha regressado a ele. Voltei agora e fiquei com a mesma impressão. Ele começa muito lentamente, tanto que poderá ser demais, mas a arte é boa, o conceito é excelente e eu quero ver se fica melhor. Para já li pouco, mas quero descobrir mais em breve.


- Vampire Academy, Richelle Mead, Leigh Dragoon, Emma Viecelli 
Depois de ler o terceiro livro da série, quis recordar-me do primeiro e escolhi a adaptação a BD, para o fazer. Confesso que fiquei agradavelmente surpreendida com o resultado. Ao olhar para a capa, assustei-me um pouco com os desenhos, mas acreditem que a arte interior é muito melhor.
Esta é uma boa adaptação do romance e bastante fiel, se bem que a história parece desenrolar-se mais depressa. A arte é muito limpa e elegante, embora me custasse um pouco a adaptar, no fim já gostava muito. As personagens estão bem representadas e todos os momentos importantes estão nas páginas.
Ainda assim, há muito espaço para melhorias: o início foi fraco, especialmente a nível de argumento, e a história parece um pouco rápida ao longo da BD.
Outro ponto fraco, mas este a nível de edição, é o tamanho do álbum. Muito mais pequeno do que estou habituada neste tipo de BD (pouco mais que um A5), mas pior que isso são as margens, que estão muito pequenas e por vezes tornou-se difícil ler os balões que ficavam perto do centro do livro.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A Vida aos Quadradinhos - Janeiro

Porque fazer posts individuais para cada BD não me parece a melhor solução a longo prazo, tendo em conta que algumas são bastante pequenas, vou antes começar a fazer um apanhado mensal das minhas leituras em quadradinhos. Aqui incluirei Banda Desenhada de todas as partes do mundo, incluindo Manga/Manhwa/Manhua, quer seja em álbum, revista, fanzine ou mesmo webcomic. Para cada mês vou também eleger a melhor BD do mês e um pequeno top das melhores leituras.

Comecemos então pela lista de leituras, aos quadradinhos, de Janeiro:

- "The Pale Horse (cápitulo 4 a 7", de Hae-Yun Choo
Comecei a ler este manga no final do ano pssado e adorei. A arte é excelente, as personagens dão vontade de seguir a história e há mistério, magia e vida em todos os capítulos. Nestes que li em Janeiro, novas perguntas se levantam, mais personagens aparecem e a história promete.

- "Naruto (capítulo 616 e 617.)", de Masashi Kishimoto
Quase desde que comecei a ler manga (em 2002), que sigo o Naruto, uma daquelas séries que duram, duram, duram ... tipo as pilhas Duracel. Apesar de longo, para mim Naruto sempre foi uma história a seguir e a mais recente saga não é excepção. Infelizmente, para mim, os mais recentes capítulos não tiveram o impacto que certos acontecimentos deveriam ter. Houve uma morte muito significativa quem, em qualquer outro momento me teria feito chorar que nem um bebé, mas quando aconteceu, eu não senti nada. Achei que não veio no momento certo e com isso fiquei decepcionada. Depois disso, contudo, certas reviravoltas fizeram melhorar a história uma vez mais.

- "O Regresso (O Corvo 2)", de Luís Louro
Não tendo lido o primeiro volume das aventuras deste super-herói lisboeta, não me senti propriamente perdida. Os episódios deste 'herói' sucedem-se com fluidez e muita sátira, o que fez rir várias vezes, no entanto por vezes a história parecia apensa tocada à superfície. Havia tanto para explorar e a ideia que ficou foi que o autor decidiu se aventurar apenas numa ínfima parte que nem sempre era a melhor escolha. Nessa nota, achei o final um pouco absurdo mas não sei se terá a ver com algo que se tenha passado no primeiro volume. 
A arte esteve bem, especialmente os cenários; senti que visitava Lisboa novamente. Por outro lado, as figuras humanas não tinham grande dinamismo o que por vezes parecia estranho. Apesar disso adorei as referências a outros vigilantes mascarados da BD. Muito bom!

- "Hard Boiled (Tomo 2)", de Frank Miller e Geoff Darrow
Fui agradavelmente surpreendida por esta BD. É uma banda desenhada excelente, tanto a nível visual como narrativo.
A arte de Geoff Darrow é simplesmente fabulosa, cheia de pequenos detalhes que me puseram a olhar par as páginas durante muito tempo, especialmente as de página dupla. 
A história em si está também muito bem desenvolvida e, apesar de não ter lido o primeiro volume antes disto, não tive quaisquer problemas em seguir a trama e captar os pormenores aos poucos. Não houve lugar para info-dumps nem explicações desnecessárias, o que muito agradeci. A história, os diálogos e a arte trabalhavam em perfeita harmonia e o resultado só podia ser algo sensacional.
Daria a esta BD 5 estrelas se não fosse por um pormenor: um salto na acção, que ocorre muito perto do fim e que deixou uma lacuna no enredo, como se faltasse um pedaço.

- "XIII - O dossier Jason Fly (XIII 6)", de Jean Van Hamme e William Vance
Este foi o primeiro livro do "XIII" que li e embora não saiba bem quais eram as minhas expectativas, sei que não esperava isto.
A história não é má, de todo, mas por vezes os diálogos diziam coisas desnecessárias, coisas que a arte poderia muito bem mostrar.
A arte em si é bastante competente, gostei muito dos detalhes e do quão 'bonita' era no geral. No entanto achei que os rostos das personagens não tinham grande expressividade.
No geral foi uma leitura agradável mas pouco memorável.


- "Odemira-te nº2", Ana C. Nunes e André Oliveira e Carlos Rocha e Jackeline Atkinson e Joana Afonso e João Pinto e José Joaquim Vaz e Luís Lourenço Lopes e Luís Guerreiro e Pedro Batista e Miguel Marreiros e Paulo Alexandre Marques e Pedro Araújo de Sousa Batista e Rui Lourenço e Sofia Mota
Esta colectânea dos vencedores do Prémio BD de Odemira, contém vários trabalhos interessantes, com estilos e temáticas bem diferentes. Os meus favoritos foram:
- "Civil" de Luís Lourenço Lopes;
- "Stas Fora" de João Pinto e Miguel Marreiros;

- "Ai esta máfia, esta máfia ..." de Carlos Rocha;
- "Jornal da Pena Capital" de José Joaquim Vaz Ferreira;
- "Velha Persistência" de Joana Afonso;
- "O Guia" de Jackeline Atkinson:
 

- "XIII - Mystery - O Mangusto & Irina", de Xavier Dorison e Éric Corbeyran e Ralph Meyer e Philippe Berthet
Depos de ler "XIII O Dossier Jason Fly" e o ter achado apenas pouco mais que mediano, este volume foi uma muito agrdável surpresa.
A primeira história, "Mangusto" está soberba, tanto a nível de enredo como de arte. Fiquei imersa na história e nas personagens desde o início (excepto na transição presente-passado, que poderia ter sido melhor). Ao longo da história o escritor conseguiu fazer-me sentir empatia com um hitman sem escrúpulos, o que foi fascinante.
Já a história de "Irina" não foi tão excepcional, A arte é boa e funciona muito bem com a história mas o enredo não é muito forte. Não é que seja mau, no entanto não é tão bom como o de o "Mangusto". Ainda assim vale a pena ler pois tem algumas cenas muito boas, especialmente depois de a Irina se juntar ao KGB.
Uma nota final para a edição primorosa das Edições Asa em parceria com o Jornal Público.

- "Zona Nippon 1", de Ana C. Nunes e Ana Oliveira e André Lima Araújo e André Oliveira e Arsia Rozegar e Bruno Bispo e Bruno Ma e Carlos Páscoa e Catarina Guerreiro e Fil e Filipe Duarte e Gabriel Martins e Joana Varandas e João Vasco Leal e Paula Almeida e Pedro Carvalho e Rui Alex e Victor Freundt
Apesar de achar que nem todas as histórias tinham grande ligação com a arte ou os temas nipónicos, no geral este volume está muito bom. Para quem não sabe, uma história minha está também incluída, assim como uma ilustração, mas desses não falo. Hehe!
A maioria das ilustrações estavam curiosas e os trabalhos que mais gostei foram:
- "Sohei" de André Oliveira e Pedro Carvalho;
- "O Cabo (The Cable)" de Carlos Páscoa;
- "Tao" de Bruno Bispo;

- "História Silenciosa" de Filipe Duarte;
- "Nómada" de André Lima Araújo.


- "Odemira-te nº1", de Carlos Sousa Rocha, André Oliveira, David Rafael da Silva, Docuroir Rijmond, Guilherme Luís Gamito, Hugo Filipe Vedes, Idálio Loução, Joana Afonso , José Joaquim Vaz Ferreira, José Miguel Rodrigues, Luís Guerreiro, Maria João Careto, Miguel Marreiros, Paulo Jorge Vicente, Ruben Paulino Lopez, Sara Serrão
Este primeiro volume compilatório dos vencedores do Prémio de BD de Odemira não foi taõ bom como o seguinte. Tinha vários trabalhos de menor qualidade mas, ainda assim, encontrei alguns dos quais gostei particularmente:
- "O Estacionamento" de Carlos de Sousa Rocha";
"Sem Título" de Sara Serrão;
"A Flor" de Joana Afonso.


- "Zona Monstra", de Fil, Hugo Teixeira, Daniel "Pezl" Lopez, R2FL Team, Gabriel Martins, André Caetano, César Évora, JCoelho , Manuel Alves, Tiago Pimentel, Filipe Duarte, João Sousa, Locato, J.B. Martins, Rodolfo Buscaglia, Carla Rodrigues, Miguel Santos, André Oliveira, Rui Ferreira, Bruno Bispo, João Amaral, Pedro Carvalho, Vistor Freundt, Diana David, Ricardo Correia, João Raz, André Lima Araújo, Ricardo Reis
Este é possivelmente o melhor número da Zona que li até agora. Está cheio de exclentes trabalhos, tanto a nível de BD, como de ilustração e até mesmo o poema estava muito competente. Uma nota especial para a magnífica capa. As estrevistas foram um bónus interessante também.
As BDs que mais gostei foram:
- "O que é um Monstro" de André Caetano;
- "O meu namorado" de J.B. Martins e Carla Rodrigues;
- "Animália Paris Je t'aime" de André Oliveira;
- "Um por um (One by One)" de André Oliveira e Ricardo Reis;
- "O Poço (The Well)" de Locato Buscaglia e Rodolfo Buscaglia;


- "Zona Negra 2", Fil, André Adónis, Gabriel Martins, Rui Alex, Catarina Guerreiro, Pedro Carvalho, Carla Rodrigues, Locato , Adelina Menaia, Rodolfo Buscaglia, J.B. Martins, João Figueiredo, Miguel Santos, Ricardo Correia, Sónia Brochado, Diogo Campos, João Raz, André Oliveira, Véte, Miguel Gabriel, R2FL Team, Z!, Diana David, Sónia Oliveira, Manuel Alves, Carlos Páscoa, Ricardo Reis, César Évora
Apesar de não ser tão boa como outras Zona que já li, este volume vale por alguns trabalhos de boa qualidade, como sendo: "Empregado precisa-se" de J.B. Martins e Carla Rodrigues; "Bisonte Canibal" de Z!; "A Carniceira" de Carlos Páscoa; "Despertar" de Gabriel Martins e Rui Alex; "Esquizofrenia" de Locato Buscaglia e Rodolfo Buscaglia.
A capa está fabulosa! A entrevista a Manuel Alves está igualmente muito curiosa e consegui rever-me em certas coisas que ele dizia. No interior as melhores ilustrações foram as de  Catarina Guerreiro e Manuel Alves.

- "Sandman - Master of Dreams 1", de  Neil Gaiman, Sam Kieth, Mike Dringenberg and Malcolm Jones III
Depois de tanto ouvir falar de Sandman pela boca de entusiastas de BD de todo o mundo, finalmente peguei na banda desenhada. Infelizmente não fiquei surpreendida e cheguei mesmo a achar este primeiro fascículo um tanto ou quanto aborrecido. A ideia em si é excelente, mas a execução deixa algo a desejar. A arte é muito boa em certos momento mas noutros sobrepõem-se demasiado a si mesma e perde encanto. Vou ler mais alguns fascículos para ver se melhora mas fiquei decepcionada.

- "X-Men - A Saga da  Fénix Negra", de Chris Claremont e John Byrne
Aqui está uma BD que, apesar de todas as expectativas que cirie em seu redor, não decepcionou. Desde muito nova que sou fã dos X-Men e, apesar de nos ultimos anos me ter distanciado um pouco deste universo, sempre tive muita curiosidade sobre as aventuras deste mutantes. A Saga da Fénix Negra era uma das que sempre ouvi falar mas nunca li. 
A história, apesar de ser mais velha que eu, é muito consistente e cheia de reviravoltas. A arte é fabulosa, por vezes chega mesm a ser brilhante, epsecialmente se tivermos em conta quando foi feita (1980), mas o melhor de tudo é que consegue ter uma boa simbiose com o texto. Embora por vezes os diálogos pareçam estranhos, de uma forma que eu acharia má nos tempos modernos, ainda assim não foi de todo muito mau. A narração, apesar de ser muito literal, nunca foi exagerada, mesmo quando quase tentava ser poética.
O que mais gostei foi de perceber que, mesmo quem nunca tivesse tido qualquer contacto com os X-Men, poderia gostar disto e criar um elo com as personagens.
Um excelente livro de banda desenhada que só não é perfeito porque certos diálogos diziam demasiado e eram muito informativos (info-dump). Uma nota especial para a edição portuguesa e a sua introdução; um excelente trabalho!

- "Porno SuperStar (capitúlos 1 e 2)", de Nanami
Antes que me julguem só pelo título do manga, deixem-me contextualizar-vos. Eu estava no Skype, a pôr a conversa em dia, quando vejo que duas pessoas no grupo estavam a falar em Yaoi (manga que se foca na relação entre dois homem; uma relação gráfica e explícita) e no meio daquela conversa aparece um título que foi impossível ignorar: "Porno SuperStar". Fiquei de 'olhos em bico', como se costuma dizer.Mal podia acreditar que tivessem criado um manga (yaoi ou não) com um nome desses. Então, ainda no Skype, uma das pessoas desafiou a outra a ler o dito manga e eu, curiosa e metediça (que a conversa nem era para mim), fui pesquisar o manga e quando o encontrei atrevi-me a lê-lo.
Acreditem, é quase tão mau como o nome sugere. Quem já leu manga não estranhará muito as personalidades das personagens e, especialmente, quem já leu Yaoi, sabe que há quase sempre um macho bruto e um que mais poderia ser uma mulher sem 'espinha', de tão delicado que é.
Juntemos isso tudo à premissa de que o rapazinho sem 'espinha' gosta do actor porno e, num fatídico dia o vê na rua e desata a dizer (gritar, mesmo) que quer perder a virgindade com o dito cujo, e vocês fazem uma pequena ideia do que isto é.
Diálogos absolutamente surreais, coincidências que 'não lembram ao diabo' e um par de personagens que não têm ponta por onde se lhes pegue, é a receita para este manga. Admiro-me como tive paciência para ler até ao final do capítulo dois. Se querem um bom yaoi, leiam o "Seven Days" de Venio Tachibana e Rihito Takarai.


- "Gaia  (Shadowdancers 60 a 81)", de Oliver Knörzer e Powree
Gosto muito deste webcomic porque tem uma história consistente, interessante, uma arte muito bonita e as personagens são muito curiosas de observar. Nas páginas mais recentes temos desenvolvimentos curiosos apesar de haver algumas cenas que estão um pouco exageradas. Estamos numa fase de transição e o que mais se vê é desenvolvimento de personagens, o que é excelente. Recomendo!



Os melhores do mês foram:

1. Hard Boiled 2
2. XIII Mystery - Mangusto e Irina
3. X-Men - A Saga da Fénix Negra
4. The Pale Horse
5. Zona Monstra

Nota: Manga é BD japonesa, Manhwa é BD coreana e Manhua é BD Chinesa. Webcomic é BD publicada na internet, normalmente de forma gratuita. Fanzines são álbuns ou revistas de BD (normalmente com trabalhos de vários autores/artistas) auto-publicados (sem ajuda de  editoras).

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Habibi

"Habibi", de Craig Thompson (ainda não publicado em Portugal)


Sinopse:
From the internationally acclaimed author of Blankets (“A triumph for the genre.”Library Journal), a highly anticipated new graphic novel.
 
Sprawling across an epic landscape of deserts, harems, and modern industrial clutter, Habibi tells the tale of Dodola and Zam, refugee child slaves bound to each other by chance, by circumstance, and by the love that grows between them. We follow them as their lives unfold together and apart; as they struggle to make a place for themselves in a world (not unlike our own) fueled by fear, lust, and greed; and as they discover the extraordinary depth—and frailty—of their connection.
At once contemporary and timeless, Habibi gives us a love story of astounding resonance: a parable about our relationship to the natural world, the cultural divide between the first and third worlds, the common heritage of Christianity and Islam, and, most potently, the magic of storytelling.

Opinião:
Apesar de já ter ouvido maravilhas sobre este e outros trabalhos de Craig Thompson, confesso que iniciei a leitura deste volume de banda desenhada com expectativas medianas.
A história, a princípio, apesar de bela, não me cativou totalmente, mas à medida a que ia avançado na leitura, apreciando a beleza de cada vinheta e de cada prancha, a minha opinião foi mudando, até que não mais conseguia parar de ler.

Este livro contêm 672 páginas de pura arte visual. Fiquei parada a analisar cada página, cada desenho, cada pormenor do traço a preto-e-branco.
A história é também ela uma arte. Com personagens fascinantes e momentos em que eu, enquanto leitora, tive de conter as lágrimas (o que nem sempre funcionou). Mas mais que isso, esta não é somente a história de Dodola e Zam, é também a história das pessoas com quem se cruzam e das escolhas que eles fazem. Já para não falar que é a história de um povo (no seu pior), e que história esta ...

Em suma, este é um livro maravilhoso que fará as delícias de quem gosta de banda desenhada, ou de quem procura uma boa história, ou ainda de quem gosta de conjugar ambos.
Não se assustem com o tamanho do livro. Acreditem que vale a pena e eu espero em breve poder ler o outro trabalho de Craig Thompson, "Blankets".
Este livro surpreendeu-me muito e não há palavras que descrevam a sua beleza e o cuidado com que cada página foi elaborada.

The Best of Basic Training Storytelling

"Wizard's How to Draw: The Best of Basic Training Storytelling", com participação de vário artistas e escritores de BDs americanos (ainda não publicado em Portugal)


Sinopse (inglês):
Learn from the greatest artists in Comics! · Kubert Wieringo Breyfogle Dodson Calafiore Raney Hanna Risso Horn Jimenez Bendis Perez Simonson Hester Hitch and many more. Over 25 art lessons on StoryTelling & Crafting you comics! · Fundamentals of Storytelling Storytelling Laying Out a Page Panel Layout Dramatic Tension Pacing Evolution of a Page Silhouettes Splash Page Negative Space Shadows Backgrounds Settings Script Pages Group Shots Sound Effects and much more! · Breathtaking design sketches Bryan Hitch Mike Wieringo Terry Dodson and more!
Designed for both the aspiring artists and interested fan! · This book will work with the greatest artists who have been creating your favorite comic books for Marvel DC and Image Comics. See how they illustrate the techniques used in comic artwork and be enlightened by hundreds of years of artistic expertise as we present all-new material created especially for this new volume. · Introduction by superstar artist Michael Turner. · Artist Terry Dodson (Spider-Man) created an all-new exclusive cover to this brilliant new collection.

Opinião:
Recentemente tenho tentado ler vários livros sobre como escrever para Banda Desenhada e como melhor passar das palavras para o papel (desenho) pois apesar de já fazer BD e escrever para BD há alguns anos, sei que tenho muito a melhorar e nunca é demais saber como os profissionais o fazem.
Com cada leitura tenho captado novas ideias, valores  e técnicas e este "The Best of Basic Training Storytelling" não é excepção.

Apesar de mais focado na parte gráfica (desenho) do que propriamente na parte de escrita, ou mesmo na simbiose de ambas, este livro mostrou-me algumas técnicas interessantes de desenho (nas quais pouco ou nada havia pensado). Neste ponto é um livro que vale a pena. No entanto algumas das técnicas não são muito aprofundadas, apenas tocadas superficialmente e julgo que nesse aspecto mereciam um pouco mais de atenção. Contudo várias 'lições' são muito completas e dão ao leitor pormenores muito interessantes.

Infelizmente este livro não me deu, por completo, aquilo que mais dele esperava, ou seja, como melhor passar das palavras ao desenho. Como melhor o autor poderia transmitir as suas ideias, ou mesmo se o deve fazer ou ao invés deixar isso ao critério do artista, etc.
Alguns artigos neste livro falam sobre isso e esses, para mim, foram os mais interessantes, mas infelizmente não foram todos e os poucos que o falaram foram por vezes vagos.

Em suma, este é um livro cheio de bons artigos por pessoas talentosas, que ensinarão vários truques a quem quer desenhar Banda Desenhada, mas que em termos de ajudar a ligação "escritor-artista" não chegou a ser fabuloso, apesar de ainda assim ter conteúdo interessante.
Gostei muito deste livro, apesar de não ser bem aquilo que esperava.

Nota: Agradeço ao Rui Alex que me emprestou este livro. Obrigada!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Passatempo "Zona Nippon 1"

Para celebrar a publicação de uma BD da minha autoria, vou sortear um exemplar da revista "Zona Nippon 1", autografado por mim e pelo Rui Alex (artista que deu vida à minha história, incluída neste volume).

Regras do passatempo:
- Só podem participar seguidores de um ou mais dos meus blogs:
---- Asas da Mente
---- Caneta, Papel e Lápis
---- Floresta de Livros
---- Nekko-Mimi

- O passatempo termina às 23:59 horas do dia 24 de Junho de 2012;
- Será sorteado um exemplar da revista "Zona Nippon 1", autografada por mim e pelo Rui Alex (que gentilmente aceitou participar neste passatempo). O/A vencedor/a será escolhido/a entre os que responderem correctamente às questões; sorteado de forma aleatória através do site random.org; O/A vencedor/a será avisado por email (e o resultado publicado nos blogs) alguns dias depois do término do passatempo; caso não obtenha resposta no prazo de uma semana, novo/a vencedor será sorteado;
- Só se aceita uma participação por pessoa e por morada;

Todos os dados recolhidos destinam-se apenas à selecção para o passatempo e não serão usadas para qualquer outro fim.


Para participarem têm apenas de preencher o formulário abaixo. Boa sorte!
Dica: Podem encontrar as respostas AQUI.


domingo, 6 de maio de 2012

Empowered - Volume 1

"Empowered 1" Adam Warren (ainda não publicado em Portugal)

Sinopse (em Inglês):
Not only is costumed crimefighter "Empowered" saddled with a less-than-ideal superhero name, but she wears a skintight and cruelly revealing "supersuit" that only magnifies her body-image insecurities. Worse yet, the suit's unreliable powers are prone to failure, repeatedly leaving her in appallingly distressing situations... and giving her a shameful reputation as the lamest "cape" in the masks-and-tights business. Nonetheless, she pluckily braves the ordeals of her bottom-rung superheroic life with the help of her "thugalicious" boyfriend (and former Witless Minion) and her hard-drinking ninja girlfriend, not to mention the supervillainous advice from the caged alien demonlord watching DVDs from atop her coffee table... From Adam Warren - writer/artist of the English-language Dirty Pair comics (the original "Original English-Language Manga" before OEL was cool), and writer of Livewires, Gen13 and Iron Man: Hypervelocity - comes Empowered, a butt-kicking, bootylicious superhero lampoon that raises the bar for long-john lust and low-brow laughs. Remove all previous notions of superhero entertainment from your puny mind... and prepare to be Empowered.

Opinião:
Quando comecei a ler esta banda desenhada esperava algo divertido e satírico. Não saí gorada.
"Empowered" é uma espécie de 'gozo' com as bandas desenhadas sobre super-heróis e fá-lo muito bem.
A primeira parte deste volume é constituída por pequenos capítulos (2-4 páginas), quase como tiras cómicas, onde a nossa super-heroína, Empowered, se vê em todo o tipo de alhadas por culpa do seu 'poder', que não é bem um poder mas antes um fato que lhe confere ditos poderes, mas que se rasga tão facilmente como fica sem 'bateria'. Isto, como será de prever, significa que são mais as vezes que ela é derrotada (e feita prisioneira) do que as que acaba salvando o dia.
Depois deste primeiros capítulos mais curtos, começamos a ter histórias mais compridas e com seguimento. Aparece o interesse amoroso, a rival, a melhor amiga e o vilão que se muda lá para casa (talvez este último não seja assim tão comum).

Apesar de ter gostado muito desta BD também lhe vi várias falhas, a começar por uma certa repetição, que se a princípio é engraçada, depois de algum tempo começa a cansar. Também o romance chegou a um momento que pensei que aquilo ia estragar tudo (por ser demasiado), mas depois o autor lá resolveu a situação.

A arte é belíssima! E o traço esboçado (ou não fosse a BD finalizada a grafite) dá-lhe um ar soberbo que eu adoro. As personagens estão bem caracterizadas e certamente que os leitores masculinos vão gostar de ver as heroínas, mas as leitoras que descansem pois não é em excesso (muito).

No geral, "Empowered" é exactamente o que promete: diversão. E por isso não peca.
Recomendo a quem esteja à procura de algo que mostre o outro lado dos super-heróis, quem goste de uma boa sátira e quem aprecie uma arte muito bonita e com um traço que não é nem americano, nem manga, misturando os dois muito bem.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Alan Moore's Writing for Comics

"Writing for Comics", Alan Moore (ainda não publicado em Portugal)

Sinopse:
Um pequeno livro em formato comic-book (com poucas páginas) em que Alan Moore (o celebrado autor de "Watchmen", "V de Vendetta", "Swamp Thing", entre outros) fala da sua experiência enquanto guionista de BD e dá algumas dicas sobre a arte de escrever BDs.

Opinião:
Neste pequeno fascículo (quase não se lhe pode chamar livro) Alan Moore fala um pouco sobre todo o processo de criação de um guião.
Apesar de este processo ser bastante pessoal e limitado à forma de trabalhar do autor (e consequentemente poderá não ser interessante para todos os guionistas/escritores), confesso que gostei muito.
É pequeno, conciso mas tem vários pontos de interesse, em que destaco a secção da construção de mundos, da caracterização de personagens e da transição de vinhetas/pranchas.

Apesar de claramente estar direccionado a autores de BD, este livro poderá ser também uma leitura interessante para escritores de prosa e até mesmo para quem não escreve e apenas aprecia a arte da BD.
Talvez por ser curto (apesar de limitado a nível de abrangência) torna-se uma leitura fácil e divertida. Percebe-se a paixão de Alan Moore pela a arte dos quadradinhos e isso passa para o leitor.

Em suma, apesar de se tornar demasiado curta e de cingir á visão do autor (ou não fosse o título "Alan Moore's Writing for Comics") é uma leitura muito interessante com alguns pontos excelentes e algumas técnicas que pretendo reproduzir (nomeadamente a parte da interiorização e caracterização das personagens). Fiquei com vontade de ler mais, apesar de achar que se fosse mais abrangente poderia chegar a um público mais vasto, não deixa ainda assim de ser um manual de dicas de referência para quem pensa aventurar-se na escrita de guiões para a nona arte.

Ilustrações (Juan Jose Ryp):
Num estilo muito americano o artista apresenta-nos uma excelente capa que demonstra perfeitamente o tema do 'livro', sem o auxílio do título,
Já as ilustrações interiores, apesar de igualmente interessantes, muitas vezes nada têm a ver com o texto associado o que cria uma certa discrepância.

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